Steven Spielberg se torna primeiro diretor a ultrapassar US$ 10 bilhões de bilheteria na carreira
Com o sucesso internacional de “Jogador Nº 1”, que já faturou US$ 474 milhões milhões em bilheteria mundial, o cineasta Steven Spielberg se tornou o primeiro diretor a superar a marca de US$ 10 bilhões de arrecadação com seus filmes. Spielberg já era o diretor mais bem-sucedido da história, após inaugurar a era dos blockbusters modernos com “Tubarão”, em 1975, e reinventar o cinema juvenil com uma série de clássicos que ele dirigiu ou produziu nos anos 1980, além de emplacar diversos hits ao longo da carreira. Para se ter ideia, “Jogador Nº 1” ocupa apenas a 17ª colocação entre os maiores sucessos do diretor. O Top 3 de Spielberg é “Jurassic Park” (1993), “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal” (2008) e “E.T. – O Extraterrestre” (1982). Em 2º lugar no ranking dos diretores mais bem-sucedidos, aparece Peter Jackson, que dirigiu duas trilogias consecutivas de blockbusters, “O Senhor dos Anéis” e “O Hobbit”. Mas ele aparece muito atrás de Spielberg, com faturamento de US$ 6,5 bilhões. Logo atrás, também na casa dos US$ 6 bilhões, aparecem Michael Bay (da franquia “Transformers”) e James Cameron (das duas maiores bilheterias da História, “Titanic” e “Avatar”). Confira abaixo a lista dos diretores com maior arrecadação mundial de bilheteria, segundo levantamento do site Box Office Mojo: 1 – Steven Spielberg – US$10.009 bilhões 2 – Peter Jackson – US$6.520 bilhões 3 – Michael Bay – US$6.414 bilhões 4 – James Cameron – US$6.138 bilhões 5 – David Yates – US$5.346 bilhões 6 – Christopher Nolan – US$4.749 bilhões 7 – Robert Zemeckis – US$4.243 bilhões 8 – Tim Burton – US$4.075 bilhões 9 – Chris Columbus – US$4.060 bilhões 10 – Ridley Scott – US$3.923 bilhões
Continuação de Transformers é cancelada e franquia passará por reboot na próxima década
O universo cinematográfico dos Transformers acabou. A continuação de “Transformers: O Último Cavaleiro” foi cancelada e a franquia vai passar por um reboot e recomeçar do zero na próxima década, informou a Hasbro, empresa que fabrica os carrinhos-robôs em que os filmes são baseados. O anúncio foi feito durante evento do mercado de brinquedos, a convenção Toy Fair, em que a Hasbro revelou seu cronograma de filmes em parceria com a Paramount. Eles incluem o lançamento de “Bumblebee”, spin-off passado nos anos 1980 dos “Transformers”, além de novos filmes de “G.I. Joe”, “Dungeon & Dragons”, a estreia dos super-heróis “Micronautas” e um “filme evento”, possivelmente um crossover de franquias. Veja abaixo. Pelo cronograma, não há nenhum “Transformers” previsto até 2021 e a decisão de zerar a trama deixará os fãs da franquia (existem) sem a resolução do cliffhanger do último filme. Destruído pela crítica, “Transformers: O Último Cavaleiro” teve apenas 16% de aprovação no Rotten Tomatoes e a pior arrecadação da franquia. Custou mais de US$ 200 milhões e fez “apenas” US$ 130 milhões no mercado doméstico, atingindo um total de US$ 605 milhões em todo o mundo. Por conta disso, Hasbro e Paramount decidiram reiniciar tudo, e assim se livrar de toda a história mirabolante do último filme – assinada por quatro roteiristas, entre eles Akiva Goldsman, que também enterrou “A Torre Negra” e “O Chamado 3” no ano passado.
Ingrid Guimarães vai estrelar De Pernas pro Ar 3
Ingrid Guimarães vai voltar ao papel de Alice, a dona de uma rede de sex shops na franquia “De Pernas pro Ar”. “De Pernas pro Ar 3” já está em fase de roteiro, assinado por Marcelo Saback (do primeiro “De Pernas pro Ar”) e Renê Belmonte (“Se Eu Fosse Você”), mas, segundo apurou a coluna de Flávio Ricco no UOL, haverá mudanças na direção. Roberto Santucci está fora do projeto, após assinar os dois primeiros filmes. A história não deve ser muito diferente da segunda parte, quando a personagem de Ingrid Guimarães foi para Nova York. Desta vez, Alice decidirá abrir a primeira loja da Sexy Delícia na França, onde, mais uma vez, se envolverá em muitas confusões. Bruno Garcia é outro que também será convidado a seguir no elenco. Lançado em 2010, “De Pernas pro Ar” foi um dos primeiros blockbusters de comédia brasileira, após o pioneiro “Se Eu Fosse Você” (2006), a virar franquia. Seu sucesso acabou influenciando a produção do gênero, inaugurando uma fase de comédias nacionais sobre sexo praticamente assexuadas. A previsão de estreia para a continuação é o segundo semestre de 2018.
Novos filmes das franquias Kingsman e Lego são as estreias mais amplas da semana
As estreias mais amplas da semana são duas franquias hollywoodianas focadas em explosões e diversão, mas os shoppings ainda dão espaço para um novo besteirol nacional. Todos são descartáveis. Já o filme que salva a programação chega em apenas 11 salas em todo o país. Clique nos títulos em destaque para ver os trailer de todos os lançamentos e saiba um pouco mais sobre cada um deles no resumão abaixo. “Kingsman: O Círculo Dourado” lidera a programação de entretenimento, levando a 830 telas a continuação de “Kingsman: Serviço Secreto” (2010). O filme abriu em 1º lugar nos Estados Unidos no fim de semana passado, mas a crítica não se entusiasmou tanto, com 50% de aprovação no site Rotten Tomatoes, bem menos que os 74% obtidos pelo primeiro filme. Novamente dirigida por Matthew Vaughn, a adaptação dos quadrinhos volta a trazer Taron Egerton no papel do jovem Gary ‘Eggsy’ Unwin, que agora é um agente secreto britânico totalmente treinado. O que vem a calhar após a vilã vivida por Julianne Moore (“Jogos Vorazes: A Esperança”) destruir a sede e quase toda a organização Kingsman. Ele se junta aos poucos agentes sobreviventes e, com ajuda dos “primos americanos”, reforça-se para contra-atacar a nova ameaça e, assim, salvar o mundo mais uma vez. O elenco traz de volta Mark Strong e Colin Firth, e introduz os personagens americanos vividos por Channing Tatum (“Magic Mike”), Halle Berry (série “Extant”), Pedro Pascal (série “Narcos”) e Jeff Bridges (“O Sétimo Filho”). A animação “Lego Ninjago – O filme” também chegou aos cinemas americanos na semana passada, mas teve um desempenho decepcionante, abrindo em 3º lugar e com faturamento abaixo do esperado. Para completar, a crítica também o considerou o mais fraco da brincadeira Lego, com 51% de aprovação no Rotten Tomatoes – medíocre, na comparação com os 96% da primeira “Aventura Lego” (2014) e os 91% do “Lego Batman” (2017). A trama é um mistura de referências japonesas, chinesas e americanas, em que um grupo de ninjas adolescentes parecem Power Rangers. O destaque é o relacionamento entre Lord Gagmadon, um vilão que planeja dominar o mundo, e seu filho Lloyd, um dos ninjas do bem. Mas há espaço para robôs, monstros gigantes e um velho sensei do kung fu. Em 275 salas, “Duas de Mim” segue a tendência recente de besteiróis que parecem filmes antigos da Sessões da Tarde. A trama gira em torno de Suryellen, vivida por Thalita Carauta (do humorístico “Zorra”), que dá um duro danado para sustentar a família. Com dois empregos e o trabalho doméstico, ela deseja poder se dividir em duas. E eis que o milagre acontece, na forma de um clone. Logo, Suryellen começa a compartilhar as tarefas com a sua cópia, que possui uma personalidade completamente diferente. Claro que não vai dar certo. Uma curiosidade é que o filme marca a estreia do cantor Latino como ator de cinema. Ele vive um colega de trabalho da protagonista que, nas horas de folga, vira cover… do cantor Latino. O filme também marca a estreia da diretora da Globo Cininha de Paula (“Escolinha do Professor Raimundo”) no cinema. O terror “Sono Mortal” ocupa um circuito intermediário, em 50 salas. A trama gira em torno de uma mulher que sonha com uma bruxa que quer matá-la enquanto dorme. Ou seja, “A Hora do Pesadelo” (1984) com uma mulher-criatura de terror japonês no lugar de Freddy Krueger. Quem teve essa ideia original foi o criador da franquia “Premonição”, o roteirista Jeffrey Reddick. Tenha medo e fuja, pois rendeu míseros 17% de aprovação no site Rotten Tomatoes. O circuito limitado traz um documentário e dois filmes europeus. A comédia “Amor, Paris, Cinema” é escrita, dirigida e estrelada por Arnaud Viard (“Paris Pode Esperar”), que desempenha o papel de si mesmo, durante um bloqueio criativo para escrever e filmar seu segundo longa-metragem. Metalinguagem datada, lançada nos cinemas franceses em 2015. Melhor da semana, “O Fantasma da Sicília” é o segundo longa da dupla italiana Fabio Grassadonia e Antonio Piazza após o excelente “Salvo” (2013), e foi premiado no Festival de Sundance 2017. Narrado sob a ótica de uma garotinha, embute uma fantasia de contos de fada à dura realidade do rapto de um menino pela máfia. A história brutal é baseado em fatos reais, mas a filmagem é sobrenatural. Brilhante. Por fim, o documentário “Exodus – De Onde Vim Não Existe Mais” acompanha histórias dramáticas de seis refugiados de diferentes partes do mundo, com narração de Wagner Moura (“Narcos”). Coprodução entre Brasil e Alemanha, o filme tem roteiro e direção de Hank Levine (produtor de “Cidade de Deus”, “Lixo Extraordinário” e “Praia do Futuro”, entre outros), e produção de Fernando Sapelli e Fernando Meirelles (“Cidade de Deus”).
Transformers: O Último Cavaleiro chega em mais de mil salas de cinema do Brasil
“Transformers: O Último Cavaleiro” é o lançamento mais amplo da semana nos cinemas brasileiros. A distribuição em 1.146 salas é o maior circuito da franquia até hoje. A ambição visa fazer frente ao sucesso de “Homem-Aranha: De Volta ao Lar”, que lidera as bilheterias nacionais há duas semanas e nem tomou conhecimento de “Carros 3” no fim de semana passado. Nos Estados Unidos, “Transformers” não conseguiu superar o “Homem-Aranha”. Na verdade, o quinto filme dos carrinhos-robôs de brinquedo foi um fiasco no mercado doméstico, além de ter recebido a pior avaliação de toda a franquia – míseros 15% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Mas como o público chinês compensou as bilheterias, “O Último Cavaleiro” não será ainda “O Último Transformers”. Sob medida para os fãs do diretor de Michael Bay, o lançamento capricha nas explosões grandiosas, efeitos mirabolantes, piadas sem graça e nonsense ultrajante. Lançado em pré-estreia antecipada na semana passada, “DPA – O Filme” já ocupa o 4º lugar no ranking dos filmes mais vistos do Brasil, antes da estreia oficial em mais de 500 salas. O filme da série dos “Detetives do Prédio Azul” do canal Gloob mostra bruxos bonzinhos, crianças com lupas, varinhas que soltam raios e outras mágicas do gênero infantil. Na trama, após uma festa de bruxos adultos (mas censura livre), o prédio azul aparece com múltiplas rachaduras e os detetives mirins decidem desvendar o mistério. A direção é de André Pellenz (“Minha Mãe É uma Peça – O Filme”) e o elenco é repleto de atores da Globo. Com tantos blockbusters em cartaz, o circuito limitado só recebeu três lançamentos. “De Canção em Canção” é outro fracasso hollywoodiano, o terceiro consecutivo de Terrence Malick. O diretor rodou o longa de forma fluída em 2012, paralelamente a “Cavaleiro de Copas” (2015). Juntou uma porção de astros famosos, que improvisaram quase todo o texto, e o resultado equivale a um “Transformers para cinéfilos”, com fotografia belíssima e pouquíssimo sentido – 43% de aprovação no Rotten Tomatoes. A história emaranha dois casais nos bastidores da indústria fonográfica, vividos por Ryan Gosling (“La La Land”), Rooney Mara (“Carol”), Michael Fassbender (“Assassin’s Creed”) e Natalie Portman (“Jackie”). Fecham a programação duas comédias francesas, exibidas no Festival Varilux. “Tal Mãe, Tal Filha” faz a linha besteirol, com Juliette Binoche (“A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell”) e Camille Cottin (“Beijei uma Garota”) como mãe e filha que engravidam ao mesmo tempo. E “Monsieur & Madame Adelman” acompanha décadas do casamento vivido por Doria Tillier e Nicolas Bedos, que também escreveram o roteiro em parceria. Foi o primeiro longa dirigido por Bedos, roteirista de “Os Infiéis” (2012) e ator de “A Datilógrafa” (2012). Clique nos títulos dos filmes para assistir aos trailers das estreias da semana.
Mulher-Maravilha enterra A Múmia nas bilheterias da América do Norte
A super-heroína deu uma surra no monstro que surgiu para ameaçar sua liderança nas bilheterias da América do Norte (Estados Unidos e Canadá). “Mulher-Maravilha” manteve o 1º lugar, rendendo impressionantes US$ 57,1 milhões em seu segundo fim de semana em cartaz, façanha rara até mesmo entre blockbusters. O desempenho representou uma queda na arrecadação de apenas 45% em relação à sua estreia, uma das menores já registradas entre filmes de super-heróis. Tema de debate entre os estúdios, a façanha foi alcançada com ajuda do Rotten Tomatoes, site que mapeia as críticas da imprensa norte-americana. “Mulher-Maravilha” tem 93% de aprovação no Rotten Tomatoes. Como medida de comparação, “Batman vs. Superman”, com apenas 27% no tomatômetro, desabou 68% em seu segundo fim de semana, uma diferença notável. Com a aprovação da crítica e do público nas bilheterias, o filme da Warner ultrapassou a marca dos US$ 200 milhões no mercado doméstico em apenas 10 dias. No mundo todo, já são US$ 435,2 milhões. Um resultado importante para o futuro do universo compartilhado dos super-heróis da DC Comics no cinema, com “Liga da Justiça” vindo logo a seguir, em novembro, trazendo novamente Mulher-Maravilha em sua trama. “A Múmia”, por sua vez, enfrenta situação oposta. A superprodução da Universal foi lançada com a função de inaugurar o seu próprio universo compartilhado, mas abriu com apenas US$ 32,2 milhões na América do Norte e míseros 17% de aprovação no Rotten Tomatoes. Trata-se da segunda pior avaliação de um filme estrelado por Tom Cruise, acima apenas do terrível “Coquetel”, de 1988. A nova versão do monstro clássico ficou abaixo até do remake de 1999. “A Múmia” estrelada por Brendan Frasier abriu com US$ 43,3 milhões há 18 anos – e 58% de aprovação. O mercado internacional foi menos exigente com o longa, permitindo que atingisse US$ 174 milhões em todo o mundo, graças ao lançamento em 63 países. A China liderou com US$ 52,2 milhões. O lado positivo é que isso representa o melhor desempenho de Tom Cruise no exterior. O negativo é que não há como brilhar muito mais, após a queima simultânea de todos os fogos. E a competição é contínua, com o lançamento de “Carros 3” na próxima semana em boa parte do mundo. Ao custo de US$ 125 milhões de produção, mais uma fortuna de marketing, “A Múmia” pode se tornar um dos grandes fracassos do ano. Resta saber se a Universal vai dobrar a aposta, mantendo seus planos em relação às filmagens de “A Noiva de Frankenstein”. Caso positivo, o futuro de seu “Dark Universe” pode ficar nas mãos de uma protagonista feminina. Por falar em fracasso, o maior do ano não completou um mês nos cinemas da América do Norte. “Rei Arthur – A Lenda da Espada” saiu de cartaz na quinta (8/6), somando apenas US$ 37,7 milhões em quatro semanas. É o lado B do sucesso da “Mulher-Maravilha” na Warner em 2017. Os outros lançamentos da semana tiveram desempenho medíocre. O terror “Ao Cair da Noite” abriu apenas em 6º lugar, com US$ 6 milhões, enquanto o drama de guerra “Megan Leavey” estreou em 8º com US$ 3,7 milhões. Ambas são produções indies de baixo orçamento e menor distribuição, e receberam aprovação de mais de 80% no Rotten Tomatoes. “Ao Cair da Noite” estreia em 22 de junho no Brasil e não há previsão para a cinebiografia da militar, que lutou para ficar com o cachorro que salvou sua vida no Iraque. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Mulher-Maravilha Fim de semana: US$ 57,1 milhões Total EUA: US$ 205 milhões Total Mundo: US$ 435,2 milhões 2. A Múmia Fim de semana: US$ 32,2 milhões Total EUA: US$ 32,2 milhões Total Mundo: US$ 174 milhões 3. As Aventuras do Capitão Cueca Fim de semana: US$ 12,3 milhões Total EUA: US$ 44,5 milhões Total Mundo: US$ 45,4 milhões 4. Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar Fim de semana: US$ 10,7 milhões Total EUA: US$ 135,8 milhões Total Mundo: US$ 528,7 milhões 5. Guardiões da Galáxia Vol. 2 Fim de semana: US$ 6,2 milhões Total EUA: US$ 366,3 milhões Total Mundo: US$ 828,2 milhões 6. Ao Cair da Noite Fim de semana: US$ 6 milhões Total EUA: US$ 6 milhões Total Mundo: US$ 6 milhões 7. Baywatch Fim de semana: US$ 4,6 milhões Total EUA: US$ 51 milhões Total Mundo: US$ 86 milhões 8. Megan Leavey Fim de semana: US$ 3,7 milhões Total EUA: US$ 3,7 milhões Total Mundo: US$ 3,7 milhões 9. Alien: Covenant Fim de semana: US$ 1,8 milhão Total EUA: US$ 71,2 milhões Total Mundo: US$ 178,7 milhões 10. Tudo e Todas as Coisas Fim de semana: US$ 1,6 milhão Total EUA: US$ 31,7 milhões Total Mundo: US$ 31,7 milhões
Mulher-Maravilha estreia com bilheteria histórica de US$ 100 milhões na América do Norte
“Mulher-Maravilha” laçou o 1º lugar nas bilheterias da América do Norte (EUA e Canadá) com a arrecadação histórica de US$ 100,5 milhões no fim de semana. A quantia é recorde para um filme dirigido por uma mulher, superando com folga o antigo detentor da marca – “Cinquenta Tons de Cinza” (2015), com US$ 85 milhões. A façanha é ainda maior por se tratar do lançamento da primeira franquia bem-sucedida estrelada por uma super-heroína dos quadrinhos – após os fracassos de “Mulher-Gato” e “Elektra” na década passada, e “Supergirl” nos anos 1980. O filme dirigido por Patty Jenkins e estrelado por Gal Gadot ainda conquistou nota A do público, no levantamento feito pelo CinemaScore, e média de 93% de aprovação da crítica, registrada no Rotten Tomatoes. É disparado o lançamento que mais agradou público e crítica do Universo Expandido da DC Comics, em franco contraste com as críticas negativas obtidas por “Batman vs. Superman” e “Esquadrão Suicida” no ano passado. Seu sucesso também foi uma maravilha no mercado internacional, onde liderou a arrecadação em 55 mercados, somando mais US$ 123 milhões para um total de US$ 223 milhões mundiais no primeiro fim de semana de exibição. De acordo com a Warner, a China respondeu pela segunda maior bilheteria internacional, com US$ 38 milhões, seguida pela Coreia do Sul (US$ 8,5 milhões), México (US$ 8,4 milhões) e Brasil (US$ 8,3 milhões). O resultado representa uma vitória importante para a Warner após o enorme prejuízo causado por “Rei Arthur: A Lenda da Espada”, produção orçada em US$ 175 milhões, que atualmente está em 10º lugar no ranking doméstico, tendo rendido apenas US$ 37,1 milhões na América do Norte. Também reforça os planos de investimento do estúdio nos quadrinhos da DC Comics. A própria Mulher-Maravilha voltará aos cinemas em novembro, no longa da “Liga da Justiça”. Mais importante ainda são os reflexos culturais e econômicos do bom desempenho do filme. Reticentes em contratar mulheres para dirigir grandes produções, os estúdios de Hollywood deverão ser mais pressionados com o sucesso de Patti Jenkins. O mesmo também vale em relação a superproduções centradas em heroínas fortes. O êxito de “Mulher-Maravilha” só aumenta a vergonha da Marvel por ainda não ter feito um filme centrado na Viúva Negra de Scarlett Johansson. Vale observar que a Warner já tem mais dois filmes de personagens femininas da DC Comics em produção, “Batgirl” e “Sereias de Gotham”, enquanto a Marvel só planeja um, “Capitã Marvel”. E isto que até a Sony projeta um longa com duas coadjuvantes femininas do Homem-Aranha – Gata Negra e Sabre de Prata. Por conta da expectativa em torno de “Mulher-Maravilha”, o fim de semana teve apenas outra estreia ampla na América do Norte: “As Aventuras do Capitão Cueca”, da DreamWorks Animation. O lançamento abriu em 2º lugar com US$ 23,5 milhões. Curiosamente, a trama da animação também foca o mundo dos super-heróis. A divertida premissa, extraída dos livros da franquia infantil do escritor Dav Pilkey, gira em torno de dois estudantes arruaceiros que conseguem hipnotizar o terrível diretor da escola e fazê-lo acreditar que é super-herói. “As Aventuras do Capitão Cueca” também agradou à crítica, com 86% no Rotten Tomatoes. Sua estreia no Brasil, porém, vai demorar horrores. Está marcada apenas para outubro, quando o Blu-ray estará em promoção nas lojas dos Estados Unidos. Com isso, “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar” caiu do 1º lugar para o 3º em sua segunda semana em cartaz. A bilheteria de US$ 23,5 milhões representa uma queda de 66% em relação à arrecadação doméstica da semana passada. Mas apesar dos lamentáveis 29% de aprovação no Rotten Tomatoes, a produção da Disney ultrapassou em 10 dias a marca de US$ 500 milhões em sua bilheteria mundial. Ou seja, não dará prejuízo para a empresa dos parques de diversões. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Mulher-Maravilha Fim de semana: US$ 100,5 milhões Total EUA: US$ 100,5 milhões Total Mundo: US$ 223 milhões 2. As Aventuras do Capitão Cueca Fim de semana: US$ 23,5 milhões Total EUA: US$ 23,5 milhões Total Mundo: US$ 23,5 milhões 3. Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar Fim de semana: US$ 21,6 milhões Total EUA: US$ 114,67 milhões Total Mundo: US$ 501,2 milhões 4. Guardiões da Galáxia Vol. 2 Fim de semana: US$ 9,7 milhões Total EUA: US$ 355,4 milhões Total Mundo: US$ 816,5 milhões 5. Baywatch Fim de semana: US$ 8,5 milhões Total EUA: US$ 41,7 milhões Total Mundo: US$ 67,2 milhões 6. Alien: Covenant Fim de semana: US$ 4 milhões Total EUA: US$ 67,2 milhões Total Mundo: US$ 168,2 milhões 7. Tudo e Todas as Coisas Fim de semana: US$ 3,3 milhões Total EUA: US$ 28,3 milhões Total Mundo: US$ 28,3 milhões 8. Snatched Fim de semana: US$ 1,3 milhão Total EUA: US$ 43,89 milhões Total Mundo: US$ 53,6 milhões 9. Diário de um Banana: Caindo na Estrada Fim de semana: US$ 1,2 milhão Total EUA: US$ 17,8 milhões Total Mundo: US$ 21,7 milhões 10. Rei Arthur: A Lenda da Espada Fim de semana: US$ 1,1 milhão Total EUA: US$ 37,1 milhões Total Mundo: US$ 129,4 milhões
Piratas do Caribe zarpa em 1º lugar nas bilheterias da América do Norte
“Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar” estreou em 1º lugar nas bilheterias da América do Norte, com uma arrecadação de US$ 62,1 milhões. O valor representa a quarta pior abertura de um filme da franquia, superando apenas o primeiro longa, que fez US$ 46,6 milhões em 2003. Em compensação, o filme inaugural continua a ser o único que agradou a crítica. A atual produção tem apenas 32% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Mas isto pouco importa para a Disney, porque o público adorou, dando nota A- na pesquisa do CinemaScore e lotando os cinemas. O quinto longa de Jack Sparrow também foi um sucesso internacional, com mais de US$ 200 milhões conquistados no exterior. Deste total, US$ 67,8 milhões vieram de cinemas chineses. O montante demonstra que a China já está rendendo bilheteria maiores que as da América do Norte (Estados Unidos e Canadá). A outra estreia da semana teve um desempenho decepcionante. A comédia “Baywatch” fez apenas US$ 18,1 milhões e abriu em 3º lugar, abaixo de “Guardiões da Galáxia Vol. 2” (US$ 19,8 milhões). Trata-se da pior abertura de um filme estrelado por Dwayne Johnson desde o thriller “O Acordo” em 2013 e a segunda comédia baseada numa série televisa a fracassar nos cinemas em 2017, após “CHiPs”. Para piorar, a crítica a classificou como lixo, com somente 19% de aprovação no Rotten Tomatoes. Espera-se que a tendência, iniciada por “Anjos da Lei” (2012), tenha se esgotado. Líder da semana passada, “Alien: Covenant” desabou para o 4º lugar com US$ 10,5 milhões. Ao todo, o filme somou US$ 57,3 milhões em seus primeiros 10 dias nos EUA. Felizmente, faturou quase o dobro no exterior, chegando a US$ 158,3 milhões. Mesmo assim, será seu desempenho na China, onde estreia apenas em 16 de junho, que determinará se Ridley Scott poderá dar sequência a seus planos de continuar a franquia. Por fim, o Top 10 se encerra com uma façanha de “A Bela e a Fera”. Ainda um dos filmes mais vistos da América do Norte, após 11 semanas em cartaz, a fantasia da Disney superou nos últimos dias a marca histórica de US$ 500 milhões de bilheteria doméstica. É apenas o oitavo filme a conseguir atingir este valor. Outra marca foi comemorada no mercado internacional. “Velozes e Furiosos 8”, que caiu para o 11º nos EUA, superou US$ 1 bilhão de arrecadação no exterior. Somando o faturamento doméstico, o longa chega a US$ 1,223 bilhão, ainda atrás do US$ 1,232 bilhão de “A Bela e a Fera” na soma da bilheteria mundial. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar Fim de semana: US$ 62,1 milhões Total EUA: US$ 62,1 milhões Total Mundo: US$ 270,5 milhões 2. Guardiões da Galáxia Vol. 2 Fim de semana: US$ 19,8 milhões Total EUA: US$ US$ 333,2 milhões Total Mundo: US$ 783,3 milhões 3. Baywatch Fim de semana: US$ 18,1 milhões Total EUA: US$ 22,7 milhões Total Mundo: US$ 23,5 milhões 4. Alien: Covenant Fim de semana: US$ 10,5 milhões Total EUA: US$ 57,3 milhões Total Mundo: US$ 158,3 milhões 5.
Maior estreia da semana, novo Piratas do Caribe tem distribuição de blockbuster no Brasil
Maior estreia de cinema da semana, “Piratas do Caribe – A Vingança de Salazar” chega em mais de 1,3 mil salas acompanhado de controvérsias de bastidores e críticas negativas – apenas 31% de aprovação no Rotten Tomatoes. Com o resgate de personagens da primeira trilogia, a produção acaba servindo de fecho para a franquia, já que seu próprio trailer a anuncia como capítulo final. Este é o maior atrativo para quem acompanha o Capitão Sparrow desde os primeiros filmes, mas é bom avisar que também há inúmeras reprises de situações já vistas. Além disso, o excesso de efeitos e atuações cartunescas funcionam como um desenho animado com atores, tendência dos últimos lançamentos da Disney. O grande circuito também recebe “Real – O Plano por Trás da História”, que radicais chamam de golpista – sua inclusão no Cine-PE teria motivado a desistência de cineastas de participarem do festival, em protesto contra a “direita conservadora e grupos que compactuaram e financiaram o golpe”. Seus problemas, porém, estão nas doses de fantasia e cartunismo com que descreve fatos e situações, contaminando seu potencial de docudrama com imaginação desvairada. Nem Itamar Franco foi um personagem de “Zorra Total”, nem Gustavo Franco foi o James Bond da economia nacional. Mas há um saldo positivo, na forma como o enredo explica, sem didatismo e com clareza, os debates por trás do plano Real, que tirou o Brasil do abismo – fatos importantes num país de memória seletiva. Infelizmente, faz isso com muitas frases de efeito e histeria, numa dramaturgia de telenovela, em que até os vilões são genéricos. A estreia nacional que merece maior destaque é outra: “Comeback”. Mas foi lançada em circuito limitado. Último filme de Nelson Xavier, falecido há duas semanas, traz o ator como um matador aposentado, que resolve voltar à ativa. Xavier foi premiado no Festival do Rio pela interpretação, e é uma pena que a distribuição não permita um alcance maior para a performance derradeira deste gigante do cinema brasileiro. A programação inclui outro filme brasileiro: “Muito Romântico”, coprodução alemã, dirigida e estrelada por Gustavo Jahn e Melissa Dullius em Berlim. Mas, neste caso, a distribuição limitada se justifica pelas atuações artificiais e abordagem experimental ao extremo. Com perfil de festival de cinema, onde pode agradar cinéfilos, a obra segue o manual de como entediar o espectador comum. O drama indie “Punhos de Sangue” tem a terceira maior distribuição da semana. E vale a pena. Trata-se da história real e obscura que originou um fenômeno pop. A cinebiografia resgata a façanha de Chuck Wepner, boxeador amador de Nova Jersey que aguentou 15 assaltos em uma luta de pesos-pesados contra Muhammad Ali em 1975, derrubando o campeão uma vez antes de ser derrotado. O feito foi tão impressionante que inspirou Sylvester Stallone a escrever “Rocky” (1976). Mas a vida de Chuck Wepner não teve direito a revanche vitoriosa, como em “Rocky II”. Sua façanha acabou esquecida, conforme Rocky Balboa se tornou mais e mais popular. Apesar do tom melancólico, o filme também inclui momentos doces e engraçados, além de uma performance campeã de Liev Schreiber (série “Ray Donovan”). Com maior alcance entre os lançamentos limitados, “Faces de uma Mulher” tem como atrativo a combinação de duas das melhores atrizes da nova geração francesa, Adèle Haenel (“Amor à Primeira Briga”) e Adèle Exarchopoulos (“Azul É a Cor Mais Quente”). A trama acompanha quatro mulheres em idades distintas, da infância à vida adulta, que flertam com o desastre permanente, até o título fazer sentido, mostrando que, por trás de nomes e intérpretes diferentes, há sempre a mesma mulher. Roteiro e direção são de Arnaud des Pallières (“Michael Kohlhaas – Justiça e Honra”), que transforma a trama complexa num filme fluído e acessível. O segundo filme francês da semana é o documentário “Reset – O Novo Balé da Ópera de Paris”, que capta com imagens belíssimas a criação do primeiro espetáculo de Benjamin Millepied como diretor artístico do Balé da Ópera de Paris. Millepied foi o criador da coreografia de “Cisne Negro” (2010), trabalho que lhe rendeu não apenas reconhecimento mundial, mas o casamento com a atriz Natalie Portman. Entretanto, foi considerado uma escolha pouco ortodoxa para seguir os passos dos gigantes da Ópera de Paris, como Serge Lifar e Rudolf Nureyev. Além de imagens deslumbrantes, o filme registra os dramas de bastidores, a luta contra o tempo e até um greve, entre os desafios que ele precisa superar. Mais restrita das estreias da semana, chega apenas no Rio. O circuito limitado ainda destaca filmes asiáticos das seleções do Festival de Cannes e Berlim do ano passado. O chinês “A Vida após a Vida” é um drama contemplativo e espiritual, que gira em torno de um menino possuído pelo espírito de sua falecida mãe, orientado a replantar uma árvore. Bem mais interessante, “Dégradé” combina comédia de salão de beleza com o clima da guerra permanente da Faixa de Gaza. O desequilíbrio é inevitável, mas não há como negar o apelo da premissa, em que se revelam vaidades de muçulmanas forçadas a usar véu, em meio ao cotidiano violento da Palestina. Clique nos títulos destacados para ver os trailers de todas as estreias da semana.
Alien: Covenant estreia em 1º lugar nos Estados Unidos
Uma semana após chegar aos cinemas brasileiros, a sci-fi “Alien: Covenant” estreou nos Estados Unidos em 1º lugar nas bilheterias. Mas seu desempenho não foi exatamente o que o estúdio esperava. A produção da Fox fez US$ 36 milhões e por pouco não ficou em 2º lugar, superando “Guardiões da Galáxia Vol. 2” por apenas US$ 1 milhão. O valor representa a terceira abertura da franquia, atrás de “Prometheus” (US$ 51 milhões) e “Alien vs. Predator” (US$ 38,3 milhões). E é especialmente desanimador quando o parâmetro são as bilheterias de outras continuações de clássicos da sci-fi, como “Star Wars” e “Jurassic Park”. Vale observar que, enquanto os recordistas de arrecadação “Star Wars: O Despertar da Força” e “Jurassic World” são continuações, o novo “Alien” é um prólogo. “Alien: Covenant” tem despertado maior interesse no mercado internacional, onde também lidera as bilheterias, o que contribui para seu total mundial de US$ 117,8 milhões. Neste fim de semana, o longa dirigido por Ridley Scott abriu em 1º lugar em mais 19 países. Mas as atenções estão todas reservadas para a China, onde ele só vai estrear em junho. O sucesso ou o fracasso do filme no mercado chinês pode determinar se haverá uma nova continuação na franquia. Scott já vinha falando de seus planos para o filme seguinte, imaginando mais dois ou três longas. Enquanto isso, o projeto de “Alien 5”, que tinha animado os fãs dos filmes originais por resgatar Sigourney Weaver, foi colocado para escanteio pela Fox… “Guardiões da Galáxia Vol. 2” perdeu a liderança do ranking após duas semanas, mas somou mais US$ 35 milhões e ultrapassou a marca de US$ 300 milhões na bilheteria doméstica. Em todo o mundo, o filme soma US$ 732,5 milhões e já se aproxima dos números do longa original, que rendeu US$ 773,3 milhões em 2014. As outras estreias da semana foram produções baratas: um novo romance de adolescentes doentes, “Tudo e Todas as Coisas”, e a comédia infantil “Diário de um Banana: Caindo na Estrada”, quarto filme da franquia, que realiza um reboot com novo elenco. Abriram em 3º e 5º lugares, respectivamente. Com isso, “Rei Arthur: A Lenda da Espada” caiu fora do Top 5 em sua segunda semana de exibição na América do Norte. Registrando US$ 27,2 milhões em 10 dias no mercado doméstico, o filme da Warner orçado em US$ 175 milhões pode render o maior prejuízo do ano. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Alien: Covenant Fim de semana: US$ 36 milhões Total EUA: US$ 36 milhões Total Mundo: US$ 117,8 milhões 2. Guardiões da Galáxia Vol. 2 Fim de semana: US$ 35 milhões Total EUA: US$ US$ 301,7 milhões Total Mundo: US$ 732,5 milhões 3. Tudo e Todas as Coisas Fim de semana: US$ 12 milhões Total EUA: US$ 12 milhões Total Mundo: US$ 12 milhões 4. Snatched Fim de semana: US$ 7,6 milhões Total EUA: US$ 32,7 milhões Total Mundo: US$ 39,9 milhões 5. Diário de um Banana: Caindo na Estrada Fim de semana: US$ 7,2 milhões Total EUA: US$ 7,2 milhões Total Mundo: US$ 7,2 milhões 6. Rei Arthur: A Lenda da Espada Fim de semana: US$ 6,8 milhões Total EUA: US$ 27,2 milhões Total Mundo: US$ 93,4 milhões 7. Velozes e Furiosos 8 Fim de semana: US$ 3,1 milhões Total EUA: US$ 219,8 milhões Total Mundo: US$ 1,2 bilhão 8. O Poderoso Chefinho Fim de semana: US$ 2,8 milhões Total EUA: US$ 166,1 milhões Total Mundo: US$ 467,9 milhões 9. A Bela e a Fera Fim de semana: US$ 2,4 milhões Total EUA: US$ 497,7 milhões Total Mundo: US$ 1,2 bilhão 10. Como se Tornar um Conquistador Fim de semana: US$ 2,2 milhões Total EUA: US$ 29,4 milhões Total Mundo: US$ 29,4 milhões
Bilheterias: Guardiões da Galáxia Vol. 2 lidera com folga após fiasco de Rei Arthur nos EUA
“Guardiões da Galáxia Vol. 2” não teve a menor dificuldade para manter o 1º lugar nas bilheterias em seu segundo fim de semana em cartaz na América do Norte. O novo filme de super-heróis da Marvel fez excelentes US$ 63 milhões nos últimos três dias, números que muitas estreias não são capazes de atingir. Para dar a dimensão do feito, bastaram dez dias para o longa superar toda a arrecadação de “Velozes e Furiosos 8” no mercado norte-americano. “Guardiões da Galáxia Vol. 2” já soma US$ 246,1 milhões nos Estados Unidos e no Canadá, contra os US$ 215 milhões acumulados pelo oitavo “Velozes e Furiosos” em cinco semanas. A liderança do ranking doméstico, porém, continua nas mãos de “A Bela e a Fera”, que após nove semanas ainda está entre os filmes mais assistidos, chegando a impressionantes US$ 493,1 milhões. Trata-se da oitava maior bilheteria já registrada por um filme na América do Norte. “A Bela e a Fera” também lidera no mundo inteiro, com US$ 1,2 bilhão, mas a vantagem sobre “Velozes e Furiosos 8” é de apenas US$ 13 milhões. “Guardiões da Galáxia Vol. 2” já é a terceira maior bilheteria mundial do ano, contudo ainda está muito longe da disputa pela ponta, com US$ 630,5 milhões. Já as estreias da semana foram tão insignificantes que chamam atenção apenas por seu fracasso. “Snatched”, a nova comédia repleta de palavrões de Amy Schumer, abriu em 2º lugar na América do Norte com apenas US$ 17,5 milhões e críticas muito negativas (36% de aprovação no site Rotten Tomatoes), o que não deve ajudar suas pretensões financeiras. A produção custou US$ 42 milhões, que apesar de módicos para os padrões de Hollywood podem não ser recuperados, devido ao reduzido apelo internacional da estrela. Não há, por exemplo, planos para lançamento nos cinemas brasileiros. Mas épico mesmo foi o fiasco de “Rei Arthur: A Lenda da Espada”. Superprodução orçada em US$ 175 milhões, faturou pífios US$ 14,7 milhões e perdeu até para a comédia fraquíssima de Schumer. A Warner planejava construir uma franquia a partir deste filme, contando as aventuras dos cavaleiros da Távola Redonda. Faltou combinar com o público. Como o estúdio atrasou o lançamento em uma semana no Brasil, agora a viagem marcada do astro Charlie Hunnam a São Paulo serve apenas para aumentar o prejuízo. Fora o assunto do fracasso, não sobrou muito o que discutir a respeito do filme, que a crítica norte-americana fuzilou. A avaliação do Rotten Tomatoes foi impiedosa: míseros 28% de aprovação. O consenso é que o filme é muito muito ruim, repleto de efeitos e edição frenética que o deixam mais parecido com um videogame que uma encenação da lenda arthuriana original. É também o segundo prejuízo consecutivo que o diretor Guy Ritchie deixa para a Warner pagar, após o fracasso de “O Agente da UNCLE” (2015), outra produção que deveria virar franquia. E se não bastasse, o estúdio já tem outra superprodução encomendada para o ex-marido de Madonna: “Sherlock Holmes 3”. Como ele também assumiu “Aladdin” para a Disney, já deve ter executivo da Warner torcendo por conflito de agenda. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Guardiões da Galáxia Vol. 2 Fim de semana: US$ 63 milhões Total EUA: US$ 246,1 milhões Total Mundo: US$ 630,5 milhões 2. Snatched Fim de semana: US$ 17,5 milhões Total EUA: US$ US$ 17,5 milhões Total Mundo: US$ 20,7 milhões 3. Rei Arthur: A Lenda da Espada Fim de semana: US$ 14,7 milhões Total EUA: US$ 14,7 milhões Total Mundo: US$ 43,8 milhões 4. Velozes e Furiosos 8 Fim de semana: US$ 5,3 milhões Total EUA: US$ 215 milhões Total Mundo: US$ 1,1 bilhão 5. O Poderoso Chefinho Fim de semana: US$ 4,6 milhões Total EUA: US$ 162,3 milhões Total Mundo: US$ 456,4 milhões 6. A Bela e a Fera Fim de semana: US$ 3,8 milhões Total EUA: US$ 493,1 milhões Total Mundo: US$ 1,2 bilhão 7. Como se Tornar um Conquistador Fim de semana: US$ 3,7 milhões Total EUA: US$ 26,1 milhões Total Mundo: US$ 26,1 milhões 8. Lowriders Fim de semana: US$ 2,4 milhões Total EUA: US$ 2,4 milhões Total Mundo: US$ 2,4 milhões 9. O Círculo Fim de semana: US$ 1,7 milhão Total EUA: US$ 18,9 milhões Total Mundo: US$ 18,9 milhões 10. Baahubali 2: The Conclusion Fim de semana: US$ 1,5 milhão Total EUA: US$ 18,9 milhões Total Mundo: US$ 126 milhões
Guardiões da Galáxia Vol. 2 tem estreia arrasadora na América do Norte
“Guardiões da Galáxia Vol. 2” teve uma estreia arrasadora na América do Norte, faturando nada menos que US$ 145 milhões nos Estados Unidos e no Canadá em seu primeiro fim de semana. Trata-se da segunda maior abertura do ano, atrás apenas de outro lançamento da Disney, “A Bela e a Fera” (US$ 174 milhões). A estreia inaugura oficialmente a temporada do verão norte-americano. Embora os primeiros blockbusters tenham chegado aos cinemas na semana seguinte ao Oscar, a partir de agora será uma, duas ou até três superproduções por fim de semana. E “Guardiões 2” inaugurou a chegada dos tempos mais quentes do cinema com temperatura máxima. Para ter medida de comparação, o primeiro “Guardiões da Galáxia” abriu com US$ 94 milhões em 2015, o que já foi considerado um enorme sucesso e levou o filme a faturar US$ 773 milhões em todo o mundo. A continuação já rendeu mais da metade desse valor em todo o mundo. No exterior, a produção da Marvel está em sua segunda semana e com sucesso consolidado. Só nos últimos três dias, faturou US$ 124 milhões, dos quais US$ 30 milhões vêm da China. A soma total de sua bilheteria mundial está em US$ 427,6 milhões. Líder por três semanas consecutivas, “Velozes e Furiosos 8” caiu para 2º lugar, mas muito distante, com apenas US$ 8,5 milhões, enquanto “O Poderoso Chefinho” completa o pódio com US$ 6,1 milhões. Vale observar que “A Bela e a Fera” ainda está no Top 5 e essa permanência já fez o filme atingir US$ 487,5 milhões em bilheteria doméstica. É a 8ª maior bilheteria já registrada por um filme no mercado norte-americano. “A Bela e a Fera” ainda lidera a arrecadação mundial de 2017, com US$ 1,185 bilhão, mas “Velozes e Furiosos 8” pode ultrapassar esse faturamento em breve. Atualmente, o oitavo filme da franquia mais bem-sucedida da Universal soma US$ 1,158 milhões em todo o mundo. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Guardiões da Galáxia Vol. 2 Fim de semana: US$ 145 milhões Total EUA: US$ 145 milhões Total Mundo: US$ 427,6 milhões 2. Velozes e Furiosos 8 Fim de semana: US$ 8,5 milhões Total EUA: US$ US$ 207,1 milhões Total Mundo: US$ 1,1 bilhão 3. O Poderoso Chefinho Fim de semana: US$ 6,1 milhões Total EUA: US$ 156,7 milhões Total Mundo: US$ 434,9 milhões 4. Como se Tornar um Conquistador Fim de semana: US$ 5,2 milhões Total EUA: US$ 20,6 milhões Total Mundo: US$ 20,6 milhões 5. A Bela e a Fera Fim de semana: US$ 4,9 milhões Total EUA: US$ 487,5 milhões Total Mundo: US$ 1,1 bilhão 6. O Círculo Fim de semana: US$ 4 milhões Total EUA: US$ 15,7 milhões Total Mundo: US$ 15,7 milhões 7. Baahubali 2: The Conclusion Fim de semana: US$ 3,2 milhões Total EUA: US$ 16,1 milhões Total Mundo: US$ 123,5 milhões 8. Gifted Fim de semana: US$ 2 milhões Total EUA: US$ 19,2 milhões Total Mundo: US$ 19,9 milhões 9. Despedida em Grande Estilo Fim de semana: US$ 1,9 milhão Total EUA: US$ 40,6 milhões Total Mundo: US$ 70,3 milhões 10. Os Smurfs e a Vila Perdida Fim de semana: US$ 1,8 milhão Total EUA: US$ 40,5 milhões Total Mundo: US$ 171,2 milhões
James Cameron lembra em livro que todos apostavam no fracasso de Titanic
Duas décadas após o lançamento de “Titanic” (1997), o diretor James Cameron lembrou, em um texto publicado no livro sobre a produtora Sherry Lansing (“Leading Lady: Sherry Lansing and the Making of a Hollywood Groundbreaker”), que os estúdios achavam que teriam enorme prejuízo com a produção. Cameron conta no texto que a 20th Century Fox se assustou com os custos e decidiu que precisaria rachar as despesas de produção com outro estúdio. A previsão inicial era de US$ 100 milhões, mas o valor foi se multiplicando até dobrar durante a pré-produção, graças às exigências do diretor para captar o realismo que buscava. Com todos os sets construídos e prontos para começar a filmagem, a Fox ouviu da Universal que não tinha interesse em investir naquela loucura. O filme só acabou ganhando sinal verde porque a produtora Sherry Lansing trouxe a Paramount à bordo. Mas para conseguir isso, ela teve que enfrentar todos os demais executivos da empresa. “Sherry sempre amou o filme, mas os empresários da Paramount agiam como se eles tivessem sido diagnosticados com câncer terminal”, conta o diretor. “Todo mundo pensou que ia perder dinheiro e todos os esforços eram para que a ‘hemorragia’ não fosse fatal. Ninguém estava apostando num resultado positivo, inclusive eu, porque ninguém poderia imaginar o que viria depois”, diz. Para complicar ainda mais, o filme teve seu lançamento adiado, por conta da demora na conclusão dos efeitos visuais. “A realidade de terminar o filme no nível necessário de qualidade visual estava se tornando quase impossível. O filme era muito longo e os efeitos visuais eram muito inéditos”, explicou Cameron no livro. “Cortar o filme estava o tornando mais demorado. Na sala de corte, o filme ficava poucos segundos mais curto por dia. Era como cortar um diamante”, lembrou. Foi neste momento que a imprensa americana começou a criticar o longa antes de tê-lo visto, criando uma expectativa negativa sobre seu lançamento. As críticas batiam no custo épico, no atraso da produção, no medo dos executivos e outras histórias de bastidores. Cameron, então, jogou a estreia de “Titanic” para dezembro de 1997, antecipando o lançamento no Japão e em Londres, onde a imprensa se rendeu, aplaudindo o longa e tecendo grandes elogios – a estratégia incluiu uma exibição particular do filme para o Príncipe Charles, no Reino Unido. Foi o que bastou para fazer a imprensa americana mudar de tom, encarando o projeto com outros olhos. Em seu texto, o diretor elogia Sherry, a única que apoiou o filme incondicionalmente, e lembra como ela ficou emocionada quando o assistiu pela primeira vez, elogiando a química entre Jack e Rose, personagens de Leronardo DiCaprio e Kate Winslet. Ao final, “Titanic” fez uma fortuna para os estúdios que os produziram. E também para o diretor, que, diante das pressões negativas, aceitou trabalhar praticamente de graça, para que seu salário não pesasse nos custos, em troca de uma percentagem da bilheteria… O filme conseguiu mais de US$ 2 bilhões de arrecadação mundial e virou uma febre. Seu sucesso só veio a ser superado pelo filme seguinte de Cameron, outra loucura milionária, “Avatar” (2009), que fez a quantia recorde de US$ 2,7 bilhões.












