Os três maiores sucessos de Hollywood em 2017 foram protagonizados por mulheres – pela primeira vez em 60 anos
2017 foi realmente o ano das mulheres em Hollywood, tanto nas discussões fora das telas, quanto nas próprias bilheterias. Prova disto está no fato de os três filmes de maior arrecadação do ano passado na América do Norte terem sido protagonizados por mulheres: “Star Wars: Os Últimos Jedi”, “A Bela e a Fera” e “Mulher-Maravilha”. A última vez que isto aconteceu foi a 59 anos. Em 1958, os principais sucessos de Hollywood foram o musical “Pacífico Sul”, estrelado por Mitzi Gaynor , a comédia “A Mulher do Século”, com Rosalind Russell e o drama “Gata em Teto de Zinco Quente”, com Elizabeth Taylor. O sucesso dos novos filmes estrelados por Daisy Ridley, Emma Watson e Gal Gadot confirma uma tendência de personagens femininas fortes que surgiram nesta década, começando com Jennifer Lawrence na franquia “Jogos Vorazes”. Essa tendência deverá continuar em 2018, com Alicia Vikander em “Tomb Raider”, Rosa Salazar em “Alita: Anjo de Combate” e a jovem Storm Reid em “Uma Dobra do Tempo”.
Origem de Rey ainda está em aberto, segundo diretor de Os Últimos Jedi
Fenômeno de público, Star Wars: Os Últimos Jedi já ultrapassou a marca de US$ 1 bilhão nas bilheterias de todo o mundo – e ainda nem estreou na China. Mas isto não impediu o filme de render muitas polêmicas. Além do comportamento de Luke Skywalker (Mark Hamill), um dos pontos mais questionados pelos fãs é a questão da origem da protagonista Rey (Daisy Ridley). Numa cena de “Os Últimos Jedi”, Kylo Ren (Adam Driver) conta para Rey que seus pais eram catadores de lixo de Jakku, que trocaram a filha por um bilhete de ida ao planeta. Ou seja, ela seria alguém sem nenhuma linhagem nobre nem herança especial, o que frustrou os fãs, mas também alimentou mais um debate, com a possibilidade de Kylo estar mentindo. Indagado pelo site Huffington Post a respeito desta polêmica, o diretor e roteirista Rian Johnson preferiu sair pela tangente. “Qualquer coisa ainda está em aberto, e não sou quem escrevo o próximo filme”, disse, referindo-se ao diretor JJ Abrams e ao roteirista Chris Terrio, que estão desenvolvendo o final da trilogia. Há várias teorias de fãs, que acreditam que Rey é uma Skywalker esquecida, uma neta de Obi-Wan Kenobi ou mesmo descendente do imperador Palpatine. Mas, embora Johnson tenha dito anteriormente que Kylo foi sincero, ele também reconhece que a verdade sempre é algo bastante complexo no universo de “Star Wars”. A resposta deve vir em “Star Wars: Episódio IX”, ainda sem título definido e com estreia marcada apenas para dezembro de 2019.
Star Wars ajudou o cinema a registrar recorde histórico de faturamento mundial em 2017
Graças ao empurrão de “Star Wars: Os Últimos Jedi”, a bilheteria mundial chegou a US$ 39,9 bilhões em 2017, um crescimento de 3% em relação ao ano passado. O valor é recorde e supera em US$ 1 bilhão a melhor marca registrada até então. Em 2015, a arrecadação mundial chegou a US$ 38,9 bilhões. Pois US$ 1 bilhão foi exatamente a quantia atingida por “Star Wars: Os Últimos Jedi” no fim de semana do Ano Novo. A divisão de faturamento mostrou também como o mercado internacional cresceu. Foram US$ 28,8 bilhões somados internacionalmente e US$ 11,12 bilhões no mercado doméstico. Por sinal, foi o terceiro ano consecutivo que a bilheteria total de Estados Unidos e Canadá passou dos 11 bilhões, apesar de ter sofrido uma queda de 2,3% em relação ao ano passado (quando somou US$ 11,4 bilhão) em função do desempenho fraco na temporada de blockbusters. Já a bilheteria internacional cresceu 5% em relação a 2016. Além do novo “Star Wars”, três outros títulos passaram da marca do bilhão em 2017, contribuindo para o recorde: “Meu Malvado Favorito 3” (US$ 1,03 bilhão), “Velozes e Furiosos 8” (US$ 1,24 bilhão) e “A Bela e a Fera” (US$ 1,26 bilhão). Mas as grandes bilheterias não foram exclusividade de Hollywood. A produção chinesa “Wolf Warrior 2”, que somou US$ 854 milhões apenas na China, ajudou a aumentar a arrecadação internacional.
Novo Star Wars supera US$ 1 bilhão mundial e vira maior bilheteria de 2017 nos EUA
“Star Wars: Os Últimos Jedi” precisou de apenas três fins de semana para atingir US$ 1 bilhão na bilheteria mundial. E o filme ainda nem estreou na China! Metade da fortuna veio do mercado doméstico, onde o longa da Disney/Lucasfilm atingiu US$ 517M (milhões) – ao somar mais US$ 52,2M, uma quantia impressionante para um título em sua terceira semana em cartaz. O valor representa o recorde de arrecadação do ano na América do Norte. O desempenho fez com que o novo “Star Wars” superasse o filme que liderava o faturamento anual doméstico desde março, “A Bela e a Fera” (US$ 504M), tornando-se o maior sucesso dos cinemas norte-americanos em 2017. Como a estreia no segundo maior mercado cinematográfico do planeta está marcada para 5 de janeiro, a arrecadação internacional ainda deve crescer muito. Ou seja, é questão de dias para “Os Últimos Jedi” atropelar “A Bela e a Fera” também no ranking mundial. Embora o filme da fábula encantada tenha conseguido virar o Ano Novo no topo global, com US$ 1,2 bilhão de faturamento em todo o mundo, as bilheterias vão continuar a vender ingressos de produções lançadas em 2017, e o montante de “Star Wars: Os Últimos Jedi” seguirá crescendo em velocidade espacial. A força da franquia não superou apenas rivais cinematográficos. Derrotou também hordas de trolls da internet, armados com petições, bots e discursos fascistoides de dar orgulho ao próprio Darth Vader. Sem esquecer de uma enxurrada de artigos de blogueiros frustrados que, contrariando a realidade, tentaram insistir que o filme era um fracasso. O resto do ranking das bilheterias norte-americanas permaneceu praticamente inalterado em relação à semana passada. Chama atenção o bom desempenho de “Jumanji: Bem-Vindo à Selva”, que fez US$ 50,5M em sua segunda semana, e a aparição de “Todo o Dinheiro do Mundo”, lançado no Natal, em 7º lugar. Confira abaixo. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Star Wars: Os Últimos Jedi Fim de semana: US$ 52,4M Total EUA: US$ 517,1M Total Mundo: US$ 1B 2. Jumanji: Bem-Vindo à Selva Fim de semana: US$ 50,5M Total EUA: US$ 169,8M Total Mundo: US$ 219,3M 3. A Escolha Perfeita 3 Fim de semana: US$ 17,7M Total EUA: US$ 64,2M Total Mundo: US$ 92,8M 4. O Rei do Show Fim de semana: US$ 15,2M Total EUA: US$ 48,7M Total Mundo: US$ 83,9M 5. O Touro Ferdinando Fim de semana: US$ 11,6M Total EUA: US$ 53,8M Total Mundo: US$ 125,7M 6. Viva – A Vida É uma Festa Fim de semana: US$ 6,5M Total EUA: US$ 178,9M Total Mundo: US$ 537,9M 7. Todo o Dinheiro do Mundo Fim de semana: US$ 5,4M Total EUA: US$ 12,6M Total Mundo: US$ 14,3M 8. O Destino de uma Nação Fim de semana: US$ 5,2M Total EUA: US$ 17,9M Total Mundo: US$ 23,3M 9. Pequena Grande Vida Fim de semana: US$ 4,6M Total EUA: US$ 17M Total Mundo: US$ 17M 10. Correndo Atrás de um Pai Fim de semana: US$ 3,7M Total EUA: US$ 12,7M Total Mundo: US$ 12,7M
Sony atinge US$ 1 bilhão de bilheteria mundial pela primeira vez em três anos
Enquanto a Disney se aproxima dos US$ 7 bilhões de bilheteria mundial pelo segundo ano consecutivo, a Sony Pictures enfim completou US$ 1 bilhão de arrecadação ao redor do mundo. Embora pareça pouco, comparado a seus rivais – Universal e Warner fizeram mais de US$ 5 bilhões, por exemplo – , a Sony não atingia esta marca desde 2014. O estúdio atravessa uma grave crise financeira, e foi só por isso que topou dividir o Homem-Aranha com a Marvel. Por sinal, “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” foi o maior sucesso do ano da companhia. Somente este filme responde por US$ 880,1 milhões de arrecadação. E mesmo que metade dos rendimentos tenha ficado com a Disney, dona da Marvel, nenhum outro filme rendeu tanto aos cofres da Sony. Para se ter ideia, o segundo filme de maior sucesso do estúdio fez US$ 312,2 milhões mundiais. Trata-se de “Resident Evil 6: O Capítulo Final”. E a queda é vertiginosa para os US$ 226,9 milhões do 3º lugar: “Em Ritmo de Fuga”, uma produção quase indie, que custou apenas US$ 34 milhões e sobre a qual havia poucas expectativas financeiras. Atualmente com US$ 186 milhões, “Jumanji: Bem-Vindo à Selva” deve ultrapassar este montante. E assim quebrar a maldição da Sony, que viu todas as suas apostas de blockbuster implodirem, abrindo uma cratera aterradora de prejuízo financeiro. Entre os fracassos do ano contam: “A Torre Negra”, “Vida”, “A Noite É Delas” e o filme de incêndio “Only the Brave”, ainda inédito no Brasil.
Novos Star Wars já superam nas bilheterias o valor que a Disney pagou pela Lucasfilm
Os três filmes da franquia “Star Wars” lançados pela Disney já faturaram uma fortuna. Quer saber quanto? Mais do que a Disney pagou para comprar a LucasFilm. O estúdio adquiriu a produtora de George Lucas por US$ 4,05 bilhões em outubro de 2012. E, cinco anos depois, os três “Star Wars” que a Disney produziu renderam… 4,06 bilhões nas bilheterias mundiais. “Star Wars: O Despertar da Força” (2015), que marcou o retorno da franquia ao cinema, faturou US$ 2,07 bilhões no mundo. O filme seguinte, o spin-off “Rogue One: Um História Star Wars” (2016), US$ 1,06 bilhão. E o novo “Os Últimos Jedi” (2017), lançado no último dia 14 dezembro, já soma US$ 934,2 milhões. Isto não significa, claro, que o investimento na compra da LucasFilm já esteja pago. Afinal, metade das bilheterias fica com o parque exibidor. E há custos de produção e marketing altíssimos. Provavelmente, a Disney lucrou US$ 1 bilhão do total arrecadado pelos três filmes. Mas o negócio da Disney com “Star Wars” não se resume à venda de ingressos. O estúdio fatura uma fortuna paralela em licenciamentos – de brinquedos a cessão de direitos para comerciais dos mais variados produtos – , além de desenhos animados. Como se não bastasse, “Star Wars” tem vários outros filmes engatilhados, a começar pelo spin-off do personagem Han Solo, que estreia em 2018, e “Star Wars: Episódio IX”, que encerra a atual trilogia da saga em 2019, sob comando de J.J. Abrams (“O Despertar da Força”). Para completar, a LucasFilm ainda anunciou a produção de uma nova trilogia, escrita e dirigida por Rian Johnson (de “Os Últimos Jedi”), que deverá ocupar as telas por mais uma década. Sem esquecer da primeira série live action da franquia, prevista para 2019. Uma coisa é certa: a compra da LucasFilm foi um ótimo negócio para a Disney, assim como as compras da Pixar e da Marvel. E, neste ano, o estúdio ainda comprou a Fox.
Exibidores cogitam boicotar lançamento de Viva: A Vida É uma Festa no Brasil
Os exibidores brasileiros de cinema estão planejando boicotar a nova animação da Disney, “Viva: A Vida É Uma Festa”. Isto porque o estúdio está exigindo um aumento de 2% no repasse a que tem direito das salas de cinema do Brasil. A Disney quer 52% do faturamento do filme, em vez dos tradicionais 50%. O presidente do Sindicato das Empresas Exibidoras Cinematográficas do Estado de São Paulo, Paulo Lui, disse para a Folha de S. Paulo que “o mercado foi pego de surpresa com esse aumento”. Para ter uma ideia, se “Viva” fizer o mesmo sucesso da última animação da Disney, “Moana”, as salas de cinema teriam que repassar à Disney R$ 1,4 milhão a mais. Presidente da associação que reúne os pequenos e médios exibidores, Marco Alexandre disse à Folha que a Ancine (Agência Nacional do Cinema) “deveria tomar providências”. “Não é justo. Se a Disney cobrar 52%, as outras exibidoras também vão querer cobrar o mesmo valor.” “Esse aumento é temerário”, também reclamou Márcio Eli de Lima, da rede Centerplex de cinemas. “O percentual de 50% era histórico. Dois pontos percentuais causarão desequilíbrio na negociação com os shoppings, por exemplo.” Como reação, as exibidoras cogitam não exibir o filme, que ficaria restrito às cadeias multinacionais: Cinemark e Cinépolis. Mas a ameaça pode não representar nada, já que as duas redes citadas representam um terço do total das salas do país (isto é, mil salas), circuito que normalmente é ocupado pelo lançamento de blockbuster no Brasil. As exigências da Disney por maior parte na divisão da receita não são exclusivas para o Brasil. Nos Estados Unidos, o estúdio exigiu um repasse de 65% (dez pontos percentuais a mais do que o usual no mercado ) para exibir o último capítulo de “Star Wars”. Também impôs que o filme teria de ser exibido nas salas maiores de cada complexo cinematográfico, e por quatro semanas consecutivas. Imagine o que virá a partir de 2019, quando o estúdio consolidar sua aquisição da Fox… Produção da Pixar, outro estúdio comprado pela Disney, “Viva: A Vida É Uma Festa” (que nos outros países se chama “Coco”) já faturou US$ 500 milhões em todo o mundo e a estreia no Brasil está marcada para a próxima quinta-feira, dia 4 de janeiro.
Viva: A Vida É uma Festa vira fenômeno de bilheteria na China
Depois de virar a maior bilheteria de todos os tempos no México, “Viva: A Vida É uma Festa” (o filme chamado “Coco” em todos os outros países) está registrando números históricos na China, um mercado curioso para uma produção tão enraizada na cultura latina. “Viva”/”Coco” arrecadou nada menos que US$ 167M (milhões) no país asiático. O valor é recorde de faturamento de uma animação da Pixar no mercado chinês. Não só isso: supera a soma das bilheterias de todos os outros filmes da Pixar lançados no país. Se juntar as bilheterias de todos os lançamentos anteriores da empresa na China, o valor atinge US$ 166M, US$ 1M a menos que o já conquistado por “Viva: A Vida é uma Festa”. É justamente por conta desse sucesso que a Disney decidiu segurar a estreia de “Star Wars: Os Últimos Jedi” na China. A sci-fi só vai estrear em 5 de janeiro por lá. Curiosamente, “Viva: A Vida é uma Festa” chega ao Brasil no mesmo fim de semana, em 4 de janeiro.
Star Wars: O Último Jedi vira a segunda maior bilheteria de 2017 na América do Norte
O Natal trouxe mais um presente para a Disney. “Star Wars: O Último Jedi” faturou nada menos que US$ 27,4M (milhões) apenas na segunda-feira (25/12) na América do Norte, valor que, somado à arrecadação de terça, fez com que o novo capítulo da saga espacial superasse os US$ 400 milhões de arrecadação doméstica. Atualmente com US$ 423,7M nos Estados Unidos e no Canadá, o novo “Star Wars” também se tornou a segunda maior bilheteria doméstica de 2017, precisando menos de três semanas para ultrapassar os US$ 412,5M que “Mulher-Maravilha” levou 23 semanas para somar. Neste ritmo, é provável que já no próximo fim de semana a sci-fi supere o campeão de bilheteria do ano, que é outra produção da Disney: “A Bela e a Fera”. A fábula encantada faturou uma fábula real: US$ 504M em 17 semanas na América do Norte. Os números são impressionantes e demonstram a força da franquia, que fez sucesso apesar de enfrentar hordas de trolls da internet, armados com petições, bots e discursos fascistoides de dar orgulho ao próprio Darth Vader. Sem esquecer de uma enxurrada de artigos que, contrariando a realidade, tentam insistir que o filme é um fracasso.
Novo Star Wars mantém liderança folgada contra avalanche de estreias nos EUA
“Star Wars: Os Últimos Jedi” deu nova demonstração de sua força, ao se manter com folga na liderança das bilheterias da América do Norte pelo segundo fim de semana seguido. A produção da Disney/Lucasfilm enfrentou nada menos que cinco estreias amplas, o que fez com que rendesse menos que o esperado, mas permaneceu bem distante dos demais lançamentos, com o dobro da bilheteria do 2º lugar. Mesmo assim, seus US$ 68,4M (milhões) arrecadados nos últimos três dias representam a maior queda semanal de faturamento da franquia: um recuo de 69% em relação à estreia na semana anterior. Tudo somado, o filme já está com US$ 365M no mercado doméstico e US$ 745M em todo o mundo. Deve ultrapassar os US$ 800M no Natal (25/12) e ainda nem estreou na China. O estreante mais bem posicionado foi “Jumanji: Bem-Vindo à Selva”, que arrecadou US$ 34M em 2º lugar. O reboot/continuação da aventura juvenil de 1995 aparentemente agradou a crítica, com 77% de aprovação no Rotten Tomatoes. Mas estes números se materializaram após as primeiras resenhas destilarem extrema negatividade. O que houve? A maioria achou que o “charme” do elenco (Dwayne Johnson, Karen Gillan, Kevin Hart e Jack Black) compensou uma história absurda e muito fraca. Entretanto, entre condescendência e 77% de aprovação existe um abismo. O lançamento está marcado para 4 de janeiro no Brasil. Em 3º lugar, “A Escolha Perfeita 3” não contou com a mesma boa vontade. Considerado o pior da trilogia, o filme foi trucidado com 29% de aprovação. Isto é menos da metade da cotação do segundo filme, que foi recebido com aval de 65% da crítica norte-americana. E vale lembrar que o primeiro foi uma unanimidade, com 80% de resenhas positivas. Apesar das bordoadas, a continuação abriu com US$ 20,4M, um começo razoável para uma produção de orçamento médio. Mas tem um detalhe: a estreia no Brasil sumiu do cronograma da distribuidora, que lançou o último trailer legendado em setembro. Daí em diante, os fracassos se tornam mais claros. A começar pelo musical “O Rei do Show”, que abriu em 4º lugar. Indicado a três Globos de Ouro, o longa da Fox arrecadou apenas US$ 8,6M, 10% de seu orçamento. E, apesar do oba-oba da “imprensa estrangeira de Hollywood”, não impressionou a crítica norte-americana, com 51% no Rotten Tomatoes. Curiosamente, os maiores elogios e os comentários mais negativos tiveram o mesmo alvo: o clima de exaltação otimista, a energia positiva e a cafonice conservadora, sem matizes, do longa. A tombo seguinte vem em 7º lugar. Em “Pequena Grande Vida”, Matt Damon é encolhido para acompanhar o novo tamanho de sua carreira, após os fracassos consecutivos de “A Grande Muralha”, “Suburbicon” e comentários polêmicos sobre assediadores. Assim como “Suburbicon“, o filme dirigido por Alexander Payne ambicionava prêmios e foi lançado no Festival de Veneza. Mas foi rejeitado pelo público (US$ 4,6M) e recebeu a mesma avaliação de “O Rei do Show”: 51%. Desembarca em 22 de janeiro no Brasil. A comédia “Correndo Atrás de um Pai” conquistou apenas uma distinção: pior estreia da semana, tando do ponto de vista artístico quanto comercial. Filho bastardo de “Debi & Lóide” e “Mamma Mia!”, o longa traz Ed Helms (“Férias Frustadas”) e Owen Wilson (“Os Estagiários”) como irmãos gêmeos (!) em busca da identidade de seu pai biológico. E foi deserdado tanto pelo público (US$ 3,2M) quanto pela crítica (22%). Nova tentativa está marcada para 18 de janeiro no Brasil. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Star Wars: Os Últimos Jedi Fim de semana: US$ 68,4M Total EUA: US$ 365M Total Mundo: US$ 745,3M 2. Jumanji: Bem-Vindo à Selva Fim de semana: US$ 34M Total EUA: US$ 50,6M Total Mundo: US$ 100,1M 3. A Escolha Perfeita 3 Fim de semana: US$ 20,4M Total EUA: US$ 20,4M Total Mundo: US$ 30,2M 4. O Rei do Show Fim de semana: US$ 8,6M Total EUA: US$ 13,1M Total Mundo: US$ 13,1M 5. O Touro Ferdinando Fim de semana: US$ 7M Total EUA: US$ 26,5M Total Mundo: US$ 34,1M 6. Viva – A Vida É uma Festa Fim de semana: US$ 5,2M Total EUA: US$ 161,3M Total Mundo: US$ 486,3M 7. Pequena Grande Vida Fim de semana: US$ 4,6M Total EUA: US$ 4,6M Total Mundo: US$ 4,6M 8. O Destino de uma Nação Fim de semana: US$ 4,1M Total EUA: US$ 6,9M Total Mundo: US$ 12,3M 9. Correndo Atrás de um Pai Fim de semana: US$ 3,2M Total EUA: US$ 3,2M Total Mundo: US$ 3,2M 10. A Forma da Água Fim de semana: US$ 3M Total EUA: US$ 7,6M Total Mundo: US$ 7,6M
Disney atinge US$ 6 bilhões em bilheteria mundial pela segundo ano consecutivo
A Disney ultrapassou na sexta (22/12) a impressionante marca de US$ 6 bilhões em bilheteria mundial. O estúdio é o único da história de Hollywood a ter faturado mais de US$ 6 bilhões num único ano. E não fez isso apenas uma vez. A marca foi atingida pelo segundo ano consecutivo, após a Disney bater o recorde de arrecadação em 2016. O estúdio somou mais de US$ 1 bilhão apenas em dezembro, com os lançamentos de “Viva – A Vida é uma Festa” (US$ 456 milhões) e “Star Wars: Os Últimos Jedi” (US$ 650 milhões antes de seu segundo fim de semana em cartaz). Apesar disso, não deve bater seu próprio recorde de arrecadação: US$ 7,6 bilhões em 2016. Este valor só foi atingido com a soma total da bilheteria de “Rogue One: Uma História Star Wars”, que foi lançado em dezembro do ano passado e continuou faturando até março. O mesmo vai acontecer com “Star Wars: Os Últimos Jedi”, que só estreia na China em 2018, gerando valores que ainda serão considerados como faturamento de 2017. Isto significa que a Disney ainda pode chegar a US$ 7 bilhões pelo segundo ano consecutivo. Entre os demais estúdios, os que conseguiram maiores bilheterias foram Warner e Universal. Ambos atingiram US$ 5 bilhões neste ano, pela segunda vez em suas contabilidades.
Mark Hamill volta atrás em sua crítica a Os Últimos Jedi: “Eu estava errado”
Uma coisa se pode afirmar com certeza sobre “Star Wars: Os Últimos Jedi”: está dando muito mais o que falar que “Star Wars: O Despertar da Força”. E um dos responsáveis por alimentar controvérsias tem sido ninguém menos que Mark Hamill, intérprete de Luke Skywalker. Ao criticar as decisões do diretor e roteirista Rian Johnson sobre os rumos de seu personagem, Hamill chegou a afirmar: “não é meu Luke Skywalker”. Mas isto foi antes que ele pudesse ter visto o filme. Agora, o ator voltou atrás. Em entrevista ao site IMDb, Hamill afirma ter mudado de ideia e aprovado as mudanças. “Eu tive dificuldade em aceitar o que ele pensou para Luke, mas tenho que dizer, depois de ter visto o filme… eu estava errado. Acho que ser tirado de sua zona de conforto é uma boa coisa, porque se eu fosse só mais um Jedi benevolente, treinando jovens padawans, seria apenas mais do mesmo. E ninguém fez isso melhor que Alec Guinness [ator que interpretou Obi-Wan Kenobi na trilogia clássica], o que eu nunca nem sequer deveria tentar”, ele apontou. A declaração ecoa o que o próprio diretor disse a respeito do filme. Ele refletiu sobre a polarização despertada pela produção com um post no Twitter, em que argumentou: “O objetivo é nunca dividir ou deixar as pessoas chateadas, mas acho que as conversas que estão ocorrendo teriam que acontecer em algum momento, se ‘Star Wars’ pretendesse crescer, seguir em frente e permanecer vital”. Ou seja, sair da sua zona de conforto e fazer algo diferente, que não fosse mais do mesmo. “Star Wars: Os Últimos Jedi” registra a pior avaliação de um filme da franquia entre os usuários do Rotten Tomatoes, com 54% de aprovação, mas há controvérsias sobre a veracidade desses dados, após um grupo de extrema direita reivindicar ter manipulado a votação em protesto contra o excesso de mulheres e emasculação dos protagonistas. A crítica apoiou positivamente os rumos do filme, que detém 93% de aprovação nas resenhas pesquisadas pelo mesmo Rotten Tomatoes. Além disso, o novo “Star Wars” recebeu nota A do CinemaScore, a pesquisa de opinião pública mais confiável sobre cinema nos Estados Unidos. Mas a avaliação de público que realmente conta é a sua bilheteria. “Star Wars: Os Últimos Jedi” já atingiu US$ 600 milhões de arrecadação mundial, desde seu lançamento há uma semana.
Diretor de Star Wars: Os Últimos Jedi decide comentar polarização causada pelo filme
Uma semana após a estreia de “Star Wars: Os Últimos Jedi”, o diretor e roteirista Rian Johnson decidiu abordar a polarização que o filme despertou nos fãs, motivando até campanhas para que não seja considerado parte oficial da saga espacial. “O objetivo é nunca dividir ou deixar as pessoas chateadas, mas acho que as conversas que estão ocorrendo teriam que acontecer em algum momento, se ‘Star Wars’ pretendesse crescer, seguir em frente e permanecer vital”, Johnson escreveu no Twitter, em resposta a um usuário que lhe perguntou se achava bom o filme ser tão divisivo. “Star Wars: Os Últimos Jedi” registra a pior avaliação de um filme da franquia entre os usuários do Rotten Tomatoes, com 54% de aprovação, mas há controvérsias sobre a veracidade desses dados, após um grupo de extrema direita reivindicar ter manipulado a votação em protesto contra o excesso de mulheres e emasculação dos protagonistas. A crítica apoiou positivamente os rumos do filme, que detém 93% de aprovação nas resenhas pesquisadas pelo mesmo Rotten Tomatoes. Além disso, o novo “Star Wars” recebeu nota A do CinemaScore, a pesquisa de opinião pública mais confiável sobre cinema nos Estados Unidos. Mas a avaliação de público que realmente conta é a sua bilheteria. “Star Wars: Os Últimos Jedi” já atingiu US$ 600 milhões de arrecadação mundial, desde seu lançamento há uma semana. The goal is never to divide or make people upset, but I do think the conversations that are happening were going to have to happen at some point if sw is going to grow, move forward and stay vital. — Rian Johnson (@rianjohnson) December 21, 2017












