Cineastas protestam contra a distribuição predatória de Vingadores: Ultimato no Brasil
A Disney estalou os dedos e a maioria dos filmes desapareceram das salas de cinema para dar lugar à estreia predatória de “Vingadores: Ultimato” no Brasil. Mas a façanha despertou o lado Vingadores da classe cinematográfica brasileira. O longa do vilão Thanos foi lançado na quinta-feira (25/4) em 2,7 mil das 3,3 mil salas existentes no circuito nacional, ocupando cerca de 80% de todos os espaços físicos destinados à projeção de filmes no país. Isto enquanto “Shazam!” e “Capitã Marvel” continuavam a ser exibidos na maioria das salas, deixando pouco espaço para outras estreias e sufocando os filmes que já estavam em cartaz. Segundo alguns cineastas, a superprodução da Disney teria sido favorecida principalmente pela ausência da cota de tela para este ano, que espera para ser assinada pelo governo Bolsonaro, e pelo enfraquecimento da Agência Nacional de Cinema (Ancine), que tinha regras sobre o setor que não estão mais em vigor. Por conta da estreia massiva, a comédia brasileira “De Pernas pro Ar 3”, com mais de 1 milhão de ingressos vendidos em duas semanas, perdeu 300 salas do circuito. Mariza Leão, produtora do filme, reclamou para o jornal O Globo que mesmo as salas que ainda exibem o filme fatiaram suas sessões com o lançamento da Disney. “Em 153 cinemas, o filme é colocado em duas sessões diárias, e em 199 cinemas, fica em apenas uma sessão diária. Isto é uma perversidade do ponto de vista cultural e econômico”, apontou. A produtora enviou uma carta à diretoria colegiada da Ancine protestando contra a falta de regras reguladoras do mercado cinematográfico. Além da ausência da cota de tela, ela menciona no texto a regra da “dobra”, segundo a qual os exibidores eram obrigados a manter o filme em cartaz se ele atingisse uma média de público. “Filmes com performance acima de média saem de salas sem nenhuma explicação, sem nenhuma defesa. Tal fato gera prejuízos incalculáveis a investimentos tanto públicos quanto privados”, acrescentou. O cineasta pernambucano Kleber Mendonça Filho, cujo filme “Bacurau” foi selecionado para a mostra competitiva do Festival de Cannes, ecoou a reclamação da produtora em sua página no Facebook “‘De pernas pro Ar 3’ estava dando dinheiro. Quando o mercado corre sem lei, sua lógica é a de subtrair para ganhar, e não a de somar com diversidade. Os dois filmes poderiam ir bem, sem desequilíbrio”, escreveu. O outro lado da questão é defendido pelo presidente da Federação Nacional das Empresas Exibidoras (Feneec) e diretor da rede de cinemas GNC, Ricardo Difini Leite, que não quer regulação e defende que a diminuição de salas de “De Pernas pro Ar 3” foi “natural”. “Estamos falando do maior lançamento do ano, que teve uma procura fenomenal. É precipitado dizer que ‘Vingadores: Ultimato’ vai prejudicar ‘De pernas pro Ar 3’. O filme brasileiro continua em muitas salas, mas teve diminuição da média de forma natural”, disse ao jornal O Globo. A questão realmente divide exibidores e cineastas. Daniel Caetano, presidente da Associação Brasileira de Cineastas (Abraci), acredita que a regulação é necessária e ajuda o mercado a funcionar, sendo construída em conjunto com os agentes desse mercado. “Eu entendo que o mercado tenda a esse modelo, mas acredito que faz parte das funções do governo criar mecanismos regulatórios que evitem que as leis de mercado acabem canibalizando o próprio mercado”, explica. Em nota, a Ancine disse que vai “monitorar a questão”. “O assunto é pauta da Câmara Técnica de Salas de Exibição, que conta com representantes de associações de distribuidores, exibidores e produtores do audiovisual”, limita-se a dizer. Atualmente, a Ancine encontra-se parada, sem poder investir na produção de novos filmes e séries, devido a um processo do Tribunal de Contas da União. Além do cancelamento de liberação de recursos para novos projetos, também não está sendo emitida a Salic, uma espécie de certidão de nascimento para que filmes e séries existam oficialmente. Em palestra na Rio2C, evento do audiovisual brasileiro, o diretor da Ancine jurou que a agência continua funcionando. Segundo ele, “a Ancine não parou, é só um momento de transição”. Esse “momento de transição” também inclui a falta de pressa ou interesse do presidente Jair Bolsonaro em assinar a cota de tela para este ano. Sem essa assinatura, o próximo grande lançamento do ano – o período de maio a agosto é de um grande lançamento por semana – pode ocupar 90% das salas sem infringir a (falta de) legislação do setor. A discussão não é específica sobre um filme. É sobre todo o mercado.
Vingadores: Ultimato bate dois novos recordes em 24 horas na América do Norte
Mesmo com três horas de duração, “Vingadores: Ultimato” bateu o recorde de bilheteria de 24 horas de estreia do cinema norte-americano. O filme da Marvel arrecadou US$ 157,5 milhões em seu primeiro dia, incluindo na conta os US$ 60 milhões de pré-estreias na noite de quinta (25/4). Ou seja, US$ 38 milhões a mais que o antigo recordista, “Star Wars: O Despertar da Força”, em 2015. E este não foi o único recorde quebrado no lançamento do filme. Ele ainda se tornou o que mais rápido atingiu a marca de US$ 100 milhões nas bilheterias, ultrapassada após as primeiras 17 horas de exibição no mercado doméstico. Até a soma desses números, havia dúvidas se “Vingadores: Ultimato” poderia se tornar o primeiro lançamento a faturar US$ 300 milhões em sua estreia nos Estados Unidos e Canadá. Agora, a dúvida é se passará de US$ 350 milhões. Vale lembrar que “Vingadores: Guerra Infinita”, o filme anterior da franquia, faturou “apenas” US$ 257,6 milhões em sua abertura norte-americana. E este é o recorde de estreia doméstica em todos os tempos. Como o primeiro dia da China arrecadou US$ 100 milhões, o filme deve bater recorde de maior bilheteria de fim de semana inaugural em todo o mundo. E chegar rapidamente a seu 1º bilhão. “Vingadores: Ultimato” também abriu em 1º lugar nas bilheterias nacionais, batendo recorde de arrecadação em seu primeiro dia em cartaz no Brasil.
Vingadores: Ultimato bate recorde em pré-estreia na América do Norte
“Vingadores: Ultimato” arrecadou a quantia recorde de US$ 60 milhões nas bilheterias dos Estados Unidos e do Canadá em suas sessões de pré-estreia na noite de quinta-feira (25/4), informou a Disney. A estreia doméstica superou o recorde anterior de US$ 57 milhões estabelecido em 2015 por “Star Wars: O Despertar da Força”. Com isso, a bilheteria mundial do filme já alcançou US$ 305 milhões nos primeiros dois dias, também de acordo com a Disney. “Ultimato” já bateu recordes de maior dia de estreia na China e em outros países e espera-se que muitas outras marcas caiam ao longo do fim de semana. O filme de três horas de duração é o capítulo final de uma história contada ao longo de 22 produções da Marvel e estreou no Brasil na quinta-feira.
Vingadores: Ultimato bate recorde de pré-venda de ingressos na Índia
A coleção de recordes de “Vingadores: Ultimato” vai ser grande. Depois de bater o recorde de maior bilheteria de primeiro dia de um filme lançado na China, vem a informação de que a pré-venda de ingressos na Índia é a maior já registrada para um filme estrangeiro antes de seu lançamento, com a comercialização de mais de 2,5 milhões de ingressos antecipados. A demanda pelo 22º longa da Marvel tem sido tão alta que alguns cinemas planejam fazer sessões extras, em horários alternativos, segundo a BookMyShow, uma plataforma de reservas online que anunciou os números de vendas. E onde um novo ingresso para o filme tem sido vendido a cada 18 segundos. “Vingadores: Ultimato” estreou em partes da Ásia e da Europa na quarta-feira (24/4), chegou no Brasil às 0h desta quinta e terá lançamentos na Índia, nos Estados Unidos e no Canadá na sexta-feira. A expectativa é que o filme dos diretores Joe e Anthony Russo quebre todos os recordes imagináveis de bilheteria mundial.
Vingadores: Ultimato bate recorde com US$ 100 milhões no primeiro dia na China
“Vingadores: Ultimato” já estreou em alguns países. E a arrecadação do primeiro dia de exibição na China, desde as sessões da meia-noite desta quarta-feira (24/4), registrou um valor recorde. O Twitter do China Box Office revelou que o lançamento superou o faturamento de US$ 100 milhões em 24 horas. Este desempenho deixou para trás o maior dia de estreia já visto no país, atingido pela produção chinesa “Monster Hunt 2” (que não teve sessões da meia-noite). A estimativa é que o filme faça US$ 521 milhões até o domingo (28/4) apenas no mercado chinês, onde a pré-venda também rendeu um montante recordista (US$ 110 milhões). Este desempenho transformará a produção da Marvel na maior estreia de filme estrangeiro no país, superando “Velozes e Furiosos 8” (US$ 393 milhões). O detalhe é que o filme ocupa 83% de todas as telas da China, segundo apurou a revista Variety, num monopólio similar ao planejado para o lançamento nacional. A estreia de “Vingadores: Ultimato” no Brasil acontece nesta quinta-feira (25/4).
Vingadores: Ultimato pode estrear em mais de 80% dos cinemas brasileiros
O lançamento de “Vingadores: Ultimato” vai monopolizar os cinemas do Brasil no fim de semana. Aparentemente, a Disney planeja aproveitar a paralisação da Ancine (Agência Nacional de Cinema), o fim do Ministério da Cultura, a ausência de assinatura no novo acordo de cotas de telas e outros desmontes promovidos pelo governo Bolsonaro no cinema brasileiro para realizar o maior lançamento já visto no país. Isto porque “Vingadores: Ultimato” será lançado em 2,7 mil salas na quinta-feira (25/4). O Brasil fechou 2018 com apenas 3,3 mil salas de cinemas – no país inteiro – , segundo relatório da Ancine. Assim, o lançamento da Disney ocupará 81,8% do total de telas disponíveis para a exibição de filmes no país. Por muito menos, a Ancine chegou a ameaçar o parque exibidor com a criação de regras rígidas para a circulação de cópias no mercado. Isto aconteceu após “Jogos Vorazes: A Esperança — Parte 1” utilizar 1,3 mil salas em seu lançamento em 2014. O então presidente da Ancine, Manoel Rangel, chamou de “predatória” a ocupação de quase 50% das salas existentes na época por apenas um filme. Ele alertou que a estratégia de monopólio expulsava outras produções do circuito e homogeneizava a oferta. Para evitar que a Ancine regulasse o mercado, distribuidores e exibidores assumiram um compromisso público, em dezembro de 2014, comprometendo-se a nunca mais realizar lançamentos “predatórios”. Entre outros pontos, acordaram que um mesmo filme só poderia ser exibido em até duas salas em multiplexes que possuam entre 3 e 6 salas, e só ocupar um terceiro espaço em complexos com mais de 9 salas de cinema. Mas, com a saída de Rangel da Ancine, pouco a pouco esse acordo foi sendo “esquecido”. Até ser derrubado pela Justiça Federal em novembro do ano passado. Mesmo assim, nenhum filme jamais ocupou mais de 2 mil salas no país simultaneamente. Um dos lançamentos mais amplos dos últimos tempos, “Aquaman” bateu recorde de arrecadação para a Warner com estreia em 1,6 mil salas. “Vingadores: Ultimato” será lançado em 1,1 mil salas a mais. O recorde de bilheterias do Brasil pertence ao filme anterior da franquia, “Vingadores: Guerra Infinita”, que vendeu 3,6 milhões de ingressos e faturou R$ 65,1M (milhões) no país no ano passado. O filme foi lançado em “mais de mil salas”, segundo informação genérica da distribuidora. Por sua vez, “Vingadores: Ultimato” já esgotou sessões em mais de 900 salas, de acordo com o site Ingresso.com. As transações para sessões do filme corresponderam a 96,6% das vendas totais no site, que comercializa tickets para as redes Cinemark, Playarte, Espaço Itaú, Kinoplex, Cinépolis, UCI e outras.
Vingadores: Ultimato bate recorde de pré-vendas nos Estados Unidos
De acordo com levantamento do site Deadline, “Vingadores: Ultimato” já bateu o recorde de vendas antecipadas de ingressos nos Estados Unidos. A estimativa apurada pelo site aponta que o filme teria arrecadadi entre US$ 120 milhões e US$ 140M antes da estreia. Esses números não vêm da Disney. O filme já tinha quebrado o recorde de vendas de ingressos nas primeiras 24 horas, que pertencia a “Star Wars: O Despertar da Força” no site Fandango e em outros pontos de venda. Há quatro anos, a pré-venda de “O Despertar da Força” foi estimada em US$ 100M, o que representou um recorde na ocasião. A retomada da franquia “Star Wars” acabou abrindo com US$ 247,9M em seu primeiro fim de semana. Por conta disso, a expectativa é que “Vingadores: Ultimato” se torne o primeiro filme a estrear com US$ 300M no próximo fim de semana nos Estados Unidos e Canadá. O lançamento também vai bater recorde de faturamento no Brasil, onde a procura já esgotou sessões em mais de 900 salas, segundo o site Ingresso.com. As transações para sessões do filme corresponderam a 96,6% das vendas totais no site, que comercializa tickets para as redes Cinemark, Playarte, Espaço Itaú, Kinoplex, Cinépolis, UCI e outras. Por conta disso, o fim de semana terá metade do número de estreias que tem pautado a programa dos cinemas no Brasil. Serão apenas cinco: “Vingadores: Ultimato” e mais quatro filmes em circuito limitado.
A Maldição da Chorona estreia em 1º lugar na América do Norte
Em plena Páscoa, uma praga fez sucesso nos cinemas norte-americanos. “A Maldição da Chorona” estreou em 1º lugar neste fim de semana nos Estados Unidos e Canadá. Com US$ 26,5M (milhões), liderou as bilheterias, mas não virou uma praga bíblica, já que teve um dos faturamentos mais fracos do chamado “universo Invocação do Mal”. A produção não contou com aval da crítica. Na verdade, só não teve a pior avaliação entre os filmes produzidos por James Wan porque “A Freira” o precedeu. Mesmo assim, foi considerado podre com 32% de aprovação no site Rotten Tomatoes – “A Freira” é podríssima, com 26%. O mercado internacional adicionou mais US$ 30M ao lançamento, gerando ao todo US$ 56,5M para os cofres da Warner. Isto significa que o filme, orçado em US$ 9 milhões, deu lucro na estreia. A Warner comemorou dobradinha no ranking, com “Shazam!” no 2º lugar em sua terceira semana em cartaz. Orçado em US$ 100M, o filme do super-herói da DC Comics atingiu US$ 121,3M no mercado doméstico e já tem US$ 322,8M em todo o mundo. O 3º lugar ficou com a segunda estreia da semana, o drama evangélico “Superação: O Milagre da Fé”, que no Brasil ficou conhecido como “o filme do Bolsonaro”. Fez US$ 11,1M em sua estreia, mais do que costumam render as produções que botam “fé” no título. O fato de ser o principal lançamento religioso da Páscoa na América do Norte, somado à presença da atriz Chrissy Metz, da série-fenômeno “This Is Us”, ajudou sua decolagem. A semana só teve dois lançamentos amplos, nenhum deles superprodução, diante da expectativa causada pelo calendário da semana que vem – a estreia de “Vingadores: Ultimato”, que deve bater todos os recordes. De resto, vale registrar uma façanha rara no ranking: dois títulos subiram posições em relação à semana passada. Na espera por “Vingadores”, “Capitã Marvel” escalou do 6º para o 4º lugar e atingiu número redondo nas bilheterias norte-americanas: US$ 400M – já são mais de US$ 1 bilhão em todo o mundo. E a animação “O Elo Perdido”, que estreou em 9º na semana passada, atingiu o 8º. Como consolo, ela superou o candidato frustrado a blockbuster “Hellboy”, que despencou para o 10º lugar em sua segunda semana, consagrando-se como um dos maiores fiascos de 2019. Confira abaixo os demais rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. A Maldição da Chorona Fim de semana: US$ 26,5M Total EUA e Canadá: US$ 26,5M Total Mundo: US$ 56,5M 2. Shazam! Fim de semana: US$ 17,3M Total EUA e Canadá: US$ 121,3M Total Mundo: US$ 322,8M 3. Superação: O Milagre da Fé Fim de semana: US$ 11,1M Total EUA e Canadá: US$ 11,1M Total Mundo: US$ 20,5M 4. Capitã Marvel Fim de semana: US$ 9,1M Total EUA e Canadá: US$ 400M Total Mundo: US$ 1B 5. A Chefinha Fim de semana: US$ 8,4M Total EUA e Canadá: US$ 29,3M Total Mundo: US$ 34,1M 6. Dumbo Fim de semana: US$ 6,8M Total EUA e Canadá: US$ 101,2M Total Mundo: US$ 307,8M 7. Cemitério Maldito Fim de semana: US$ 4,8M Total EUA e Canadá: US$ 49,5M Total Mundo: US$ 95,6M 8. O Elo Perdido Fim de semana: US$ 4,3M Total EUA e Canadá: US$ 12,9M Total Mundo: US$ 12,9M 9. Nós Fim de semana: US$ 4,2M Total EUA e Canadá: US$ 170,4M Total Mundo: US$ 245,7M 10. Hellboy Fim de semana: US$ 3,8M Total EUA e Canadá: US$ 19,6M Total Mundo: US$ US$ 19,6M
Bohemian Rhapsody supera US$ 900 milhões de bilheteria mundial
Embora já tenha saído dos cinemas na maioria dos países, “Bohemian Rhapsody” só estreou há poucas semanas na China, o que manteve a arrecadação da cinebiografia do Queen e de Freddie Mercury. E, graças ao sucesso chinês, o filme ultrapassou neste domingo (14/4) a marca dos US$ 900 milhões em sua bilheteria mundial. O filme foi lançado em versão censurada na China, com cortes nas cenas que retratam o cantor do Queen como homossexual e fazendo uso de drogas. Apesar disso, teve grande procura, em parte pela popularidade da banda Queen, mas também pelo reconhecimento do Oscar. “Bohemian Rhapsody” venceu quatro prêmios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, inclusive o Oscar de Melhor Ator, conquistado por Rami Malek por seu desempenho como o cantor Freddy Mercury. Antes mesmo de atingir sua nova marca impressionante, a produção já tinha se consolidado como o maior lançamento da Fox em seu último ano como estúdio independente, superando os US$ 742,6 milhões de “Deadpool 2” para liderar as arrecadações do estúdio em 2018. Na apresentação da plataforma Disney+ (Disney Plus) na quinta-feira (11/4), uma foto de “Bohemian Rhapsody” representou o acervo da Fox que será disponibilizado no serviço de streaming.
Shazam mantém 1º lugar enquanto Hellboy implode nos EUA
“Shazam!” enfrentou quatro estreias neste fim de semana, mas não teve dificuldades para se manter no topo da bilheteria dos Estados Unidos e Canadá. A adaptação da DC Comics fez mais US$ 25M (milhões) em seu segundo fim de semana, atingindo US$ 94,9M em dez dias em cartaz na América do Norte. No mundo inteiro, já são US$ 258,8M. A surpresa ficou com a disputa do 2º lugar, em que “A Chefinha” (Little) superou “Hellboy”. A comédia com premissa fantasiosa, um “De Repente 30” às avessas e com elenco negro, faturou US$ 15,4M, quantia bastante comemorada, já que a produção custou apenas US$ 20M. Além disso, a crítica achou medíocre, com 49% de aprovação no agregador Rotten Tomatoes. Para se ter noção do quanto “A Chefinha” é “prioridade”, o filme só vai chegar no Brasil em agosto. “Hellboy”, por outro lado, custou US$ 50M – sem considerar as despesas de marketing. E implodiu com US$ 12M. O desempenho muito abaixo das expectativas – e das aberturas dos dois filmes anteriores do personagem, em 2004 e 2008 – foi salgado por críticas extremamente negativas da imprensa americana, que renderam média de 15% de aprovação no Rotten Tomatoes. A Millennium segurou os números do mercado internacional, mas as projeções apontam um início ainda pior no exterior. Esta combinação de sinais apocalípticos representa o fim da franquia. Os outros dois lançamentos da semana foram o drama teen “After” e a animação “O Elo Perdido”, que ficaram em 8º e 9º lugares, respectivamente. Considerado o pior lançamento da semana, “After” teve apenas 13% de aprovação e rendeu US$ 6,2M. Já “O Elo Perdido” agradou à crítica, com 89%, mas teve a pior abertura de uma produção do estúdio Laika, especializado em animação em stop motion, com US$ 5,8M. Até então, a pior abertura da Laika tinha sido seu filme anterior, “Kubo e as Cordas Mágicas” (2016), com US$ 12,6M. Mas este longa, adorado pela crítica, ganhou indicação ao Oscar, o que não deve ocorrer com “O Elo Perdido”, levando em conta sua avaliação abaixo do padrão elevadíssimo do estúdio. “After” já estreou no Brasil e “O Elo Perdido” não tem previsão de lançamento no país. Confira abaixo os demais rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Shazam! Fim de semana: US$ 25,1M Total EUA e Canadá: US$ 94,9M Total Mundo: US$ 258,8M 2. A Chefinha Fim de semana: US$ 15,4M Total EUA e Canadá: US$ 15,4M Total Mundo: US$ 17,3M 3. Hellboy Fim de semana: US$ 12M Total EUA e Canadá: US$ 12M Total Mundo: US$ 22M 4. Cemitério Maldito Fim de semana: US$ 10M Total EUA e Canadá: US$ 41,1M Total Mundo: US$ 76,8M 5. Dumbo Fim de semana: US$ 9,1M Total EUA e Canadá: US$ 89,9M Total Mundo: US$ 266,9M 6. Capitã Marvel Fim de semana: US$ 8,6M Total EUA e Canadá: US$ 386,5M Total Mundo: US$ 1B 7. Nós Fim de semana: US$ 6,9M Total EUA e Canadá: US$ 163,4M Total Mundo: US$ 235,9M 8. After Fim de semana: US$ 6,2M Total EUA e Canadá: US$ 6,2M Total Mundo: US$ 18,4M 9. O Elo Perdido Fim de semana: US$ 5,8M Total EUA e Canadá: US$ 5,8M Total Mundo: US$ 5,8M 10. The Best of Enemies Fim de semana: US$ 2M Total EUA e Canadá: US$ 8,1M Total Mundo: US$ US$ 8,1M
Elisabeth Moss vai estrelar remake de O Homem Invisível
A Universal confirmou a atriz Elisabeth Moss, protagonista da série “The Handmaid’s Tale”, no remake de “O Homem Invisível”. Não está claro se ela vai substituir Johnny Depp (“Criaturas Fantásticas: Os Crimes de Grindelwald”), previamente escalado no papel-título. Caso isso aconteça, logicamente, o filme não deverá mais ser chamado de “O Homem Invisível”. Vale lembrar que Depp foi contratado em 2016, quando a Universal tinha planos megalômanos para atualizar seu catálogo de monstros clássicos, projetando o lançamento de um universo compartilhado – batizado de “Dark Universe”. Mas tudo ruiu quando “A Múmia”, filme que deveria inaugurar esse projeto, fracassou nas bilheterias no ano seguinte. Em vez de uma “Marvel de monstros”, o estúdio recalibrou as expectativas e reiniciou seus planos, desta vez em parceria com a produtora Blumhouse, especialista em terrores baratos bem-sucedidos. E, assim, a produção trocou seu astro decadente de salário cinematográfico por uma atriz em ascensão de preço televisivo. Na história original de H.G. Wells, publicada em 1897, um cientista descobria a fórmula para ficar invisível, mas isso o tornava paranoico e acabava transformando-o num assassino procurado. Nada nesta premissa impede uma mulher de assumir o papel principal. Mas há uma ironia evidente nesta troca de gêneros. Afinal, ela repete a opção narrativa da “A Múmia”, ao transformar o monstro do título numa mulher. Além disso, vale lembrar da aparência de Claude Rains, que marcou época com seu visual “invisível” no primeiro filme a adaptar o romance clássico de H.G. Wells. Sob a direção do mestre James Whale (que também fez “Frankenstein”), ele se enrolava em trapos, feito uma múmia em 1933. Teremos uma nova múmia mulher num terror recente da Universal? O responsável por evitar essa comparação será o cineasta Leigh Whannell, um dos criadores das franquias de terror “Jogos Mortais” e “Sobrenatural”, que estreou como diretor em “Sobrenatural: A Origem” e assinou recentemente a ficção científica “Upgrade”. Ele vai escrever e dirigir o remake de “O Homem Invisível”. Ou Mulher Invisível. Ou Criatura de Sexualidade Indefinida que Ninguém Consegue Distinguir Visualmente. Ainda não há previsão para a estreia.
Warner já começou a desenvolver continuação de Shazam!
A Warner se empolgou com o desempenho de “Shazam!” em seu primeiro fim de semana de bilheteria e já deu sinal verde para a produção da continuação. Como primeiro passo, o estúdio encomendou um novo roteiro a Henry Gayden, um dos responsáveis pelo script de “Shazam!”. Paralelamente, o diretor David F. Sandberg abriu negociações para retornar na sequência, que ainda não tem data de estreia definida. “Shazam!” estreou em 1º lugar em vários países no fim de semana. No Brasil, levou cerca de 1 milhão de pessoas aos cinemas. E faturou mais de US$ 53 milhões na América do Norte. Em quatro dias, a produção estrelada por Zachary Levi soma US$ 158,7 milhões de arrecadação mundial. A continuação de “Shazam!” é a terceira sequência consecutiva de adaptações da DC Comics encomendada pela Warner, comprovando a reviravolta dos filmes de super-heróis da editora, após os sucessos de “Mulher-Maravilha” e “Aquaman”.
Estreia de Shazam! leva 1 milhão de brasileiros aos cinemas
Além de liderar as bilheterias nos Estados Unidos e Canadá, “Shazam!” também estreou em 1º lugar em seu primeiro fim de semana no Brasil. O filme estrelado por Zachary Levi levou cerca de 1 milhão de pessoas aos cinemas brasileiros e arrecadou R$ 19 milhões. Os dados são da consultoria comScore. A boa estreia colocou “Shazam!” à frente de “Dumbo” e “Capitã Marvel”, respectivamente 2º e 3º lugares do ranking nacional. Mas não bateu o recorde de “Aquaman”, que atraiu 1,5 milhão de pessoas aos cinemas em seu final de semana de estreia, em dezembro do ano passado. Entre os lançamentos da última quinta-feira (4/4), só mais dois filmes aparecem no Top 10, em meio aos blockbusters da temporada: “Duas Rainhas”, drama de época com Saoirse Ronan e Margot Robbie, que ficou em 6º lugar, e “O Tradutor”, com Rodrigo Santoro, 9º lugar nas bilheterias.












