Saiba quais spin-offs e remakes de atrações famosas foram rejeitados e não vão virar séries em 2018
“Wayward Sisters”, spin-off de “Supernatural”, não foi o único projeto tido como certeiro que acabou recusado para a temporada de outono na TV aberta dos Estados Unidos. Outras atrações derivadas de franquias conhecidas e com elencos e produtores famosos ficaram pelo caminho, decepcionando não apenas os envolvidos em seus pilotos, mas a expectativa dos fãs. Ao todo, os pilotos rejeitados incluem três remakes e três spin-offs, totalizando seis desdobramentos de franquias reprovados. Destes, os spin-offs são os que possuem mais chances de reviver em outro canal ou em outra data. Confira abaixo os cinco projetos inesperadamente recusados pelas redes de TV americanas na temporada de pilotos de 2018. Clique nos títulos de cada atração para saber mais detalhes sobre seus desenvolvimentos. “Cagney & Lacey” Remake de uma das séries mais bem-sucedidas dos anos 1980, que durou sete temporadas, entre 1981 e 1988, sobre o trabalho e a amizade de duas detetives da polícia de Nova York. Desenvolvido por Bridget Carpenter (criadora da minissérie “11.22.63”), o piloto contava com Sarah Drew (recém-saída de “Grey’s Anatomy”) como Cagney e Michelle Hurd (da série “Blindspot”) como Lacey, numa revisão racial da trama original. Além delas, o ator Ving Rhames (da franquia “Missão Impossível”) integrava o elenco, como o chefe da delegacia de polícia de Los Angeles – numa mudança também de locação. Na hora de definir sua programação, a rede CBS preferiu aprovar apenas o remake de “Magnum”. Caso prosseguisse com “Cagney & Lacey”, poderia virar um canal de nostalgia, acrescentando mais um remake à exibição de “Hawaii 5-0”, “MacGyver” e o anunciado “Magnum P.I.”. “Greatest American Hero” Remake da série de comédia dos anos 1980 exibida no Brasil como “Super-Herói Americano”. A série original foi criada por Stephen J. Cannell (“Anjos da Lei”, “Esquadrão Classe A”) e durou três temporadas, entre 1981 e 1983, acompanhando um professor (William Katt) que encontrava uma roupa que lhe dava superpoderes. O problema é que ele perdia o manual de uso, tendo que aprender suas novas habilidades por meio de tentativa e erro. A atualização previa não apenas uma mudança racial, mas também de sexo. Desenvolvido por Rachna Fruchbom (roteirista-produtora de “Fresh Off the Boat”), o piloto girava em torno de Meera, uma mulher de 30 anos que ama tequila e karaokê, e cuja falta de responsabilidade sempre causou grande desgosto em sua família tradicional indiana. Hannah Simone (a Cece da série “New Girl”) tinha o papel principal. “Get Christie Love” Remake da atração homônima de 1974, batizada de “Anjo Negro” no Brasil. A versão original foi a primeira série dramática protagonizada por uma atriz negra (Teresa Graves) na TV americana, inspirada pelas heroínas valentonas dos filmes de blaxploitation. O piloto foi desenvolvido por Courtney Kemp Agboh, criadora da série “Power”, maior sucesso do canal pago Starz, e em vez de uma policial infiltrada, Christie Love seria uma agente da CIA altamente treinada e mestre de disfarces. A atriz Kylie Bunbury (séries “Under the Dome” e “Pitch”) viveria o papel principal e a produção estava a cargo da One Race Television, produtora do ator Vin Diesel (da franquia “Velozes e Furiosos”), em parceria com a Universal e a Lionsgate Television. Apesar disso, foi recusada pela rede ABC. “L.A.’s Finest” Spin-off da franquia cinematográfica “Bad Boys”, que rendeu dois filmes estrelados por Will Smith e Martin Lawrence há mais de 15 anos. O projeto era centrado na personagem Syd Burnett, irmã do detetive Marcus Burnett (Martin Lawrence), introduzida em “Bad Boys 2” (2003). A série estava sendo desenvolvido pelos roteiristas Brandon Margolis e Brandon Sonnier (ambos da série “The Blacklist”) e mostraria o trabalho de Syd para o Departamento de Combate ao Tráfico de Drogas. Ela voltaria a ser interpretada pela mesma atriz, Gabrielle Union. E, replicando a dinâmica do filme, teria uma parceira feminina, papel que marcaria o retorno de Jessica Alba (“Sin City”, “Machete”) para a TV, 16 anos após o final da série sci-fi “Dark Angel” (2000–2002). A produção estava a cargo de Jerry Bruckheimer (da franquia “CSI”), que produziu os filmes. E, segundo o site The Hollywood Reporter, só não virou série devido a impasses na negociação entre a Sony TV e a rede NBC. Ou seja, não houve rejeição do piloto e sim dos custos. Por conta disso, a Sony pretende levar o projeto para outros interessados, e ainda é possível que vire série. “Gone Baby Gone” Spin-off do filme homônimo, o primeiro dirigido pelo ator Ben Affleck, lançado em 2007 no Brasil com o título “Medo da Verdade”. A cargo de Robert Levine, co-criador de “Black Sails”, o piloto se concentrava nos personagens do livro de Dennis Lehane em que o filme original foi baseado, os detetives particulares Patrick Kenzie e Angela Gennaro. Na sinopse, eles eram descritos como uma dupla armada com inteligência, conhecimento de rua e uma química inegável para tentar corrigir os erros da lei no bairro pobre de Dorchester, na cidade de Boston. Joseph Morgan (Klaus em “The Originals”) e Payton List (atualmente na série “Colony”) interpretariam os protagonistas, que no cinema foram vividos por Casey Affleck e Michelle Monagham. O elenco do piloto também incluía a veterana Christine Lahti (série “The Blacklist”) como a mãe de Angela, e a canadense-brasileira Laysa Oliveira (“Lea to the Rescue”) como a namorada de Patrick, uma médica de pronto socorro. O projeto era o primeiro piloto desenvolvido pela Miramax, empresa que foi fundada em 1979 por Bob e Harvey Weinstein, mas que atualmente pertence ao BEIN Media Group. Mas a Fox não aprovou o resultado. “Wayward Sisters” Spin-off com as personagens femininas de “Supernatural”, cuja premissa foi apresentada num episódio da atual temporada da série original. O projeto estava sendo desenvolvido por Robert Berens e Andrew Dabb, ambos roteiristas de “Supernatural”, e seria centrado na xerife Jody Mills (Kim Rhodes) e nas adolescentes problemáticas que ela adotou: Claire Novak (Kathryn Newton), filha do receptáculo humano de Castiel (Misha Collins), Alex Jones (Katherine Ramdeen), jovem raptada por vampiros, a médium Patience Turner (Clark Backo) e possivelmente Kaia (Yadira Guevara-Prip, da série “Mad Dogs”), que pode se projetar astralmente em outras dimensões. Sob o treinamento e proteção das xerifes Jody Mills e sua amiga Donna Hanscum (Briana Buckmaster), as jovens formariam uma equipe de caçadoras de monstros, num contraponto feminino à série original – sobre dois irmãos, Sam (Jared Padalecki) e Dean (Jensen Ackles), originalmente treinados por um pai caçador. Mas a rede CW preferiu aprovar o spin-off de “The Originals”, intitulado “Legacies”, em vez deste. Como as personagens continuarão em “Supernatural”, sempre é possível retomar o projeto numa próxima temporada.
Ben Affleck vai estrelar o filme de ação sobre a tríplice fronteira do Brasil, Argentina e Paraguai
Será que agora vai? O thriller de ação “Triple Frontier” voltou a ser anunciado, agora com produção da Netflix – após a desistência da Paramount. O filme está em desenvolvimento há uma década e chegou a marcar filmagens no ano passado, na fronteira tríplice do Brasil, Argentina e Paraguai. O projeto já teve inúmeros atores famosos ligados à sua produção e acabou fechando com Ben Affleck (“Liga da Justiça”) e Oscar Isaac (“Star Wars: Os Últimos Jedi”) para os papéis principais. O elenco também inclui Charlie Hunnam (“Rei Arthur: A Lenda da Espada”), Garrett Hedlund (“Mudbound”), Pedro Pascal (série “Narcos”) e Adria Arjona (série “Emerald City”). Vale lembrar que, a certa altura de seu longo desenvolvimento, o longa esteve perto de ser estrelado por Johnny Depp, Will Smith e Tom Hanks. Uma configuração anterior ainda tinha Channing Tatum (“Magic Mike”), Tom Hardy (“Mad Max: Estrada da Fúria”) e Mahershala Ali (“Moonlinght”) como protagonistas. Baseado num roteiro escrito por Mark Boal (“A Hora Mais Escura” e “Guerra ao Terror”), sobre as ligações do crime organizado e do terrorismo islâmico na América do Sul, o filme originalmente teria a direção de Kathryn Bigelow (também de “A Hora Mais Escura” e “Guerra ao Terror”), mas a demora em conseguir sinal verde fez a cineasta assumir outros compromissos. Com isso, o diretor J.C. Chandor (“O Ano Mais Violento”) ficou encarregado de comandar as filmagens e também trabalhou no aprimoramento do roteiro. A história agora se concentra em cinco amigos cujas lealdades são testadas, quando se juntam para derrubar um poderoso traficante da América do Sul, desencadeando conseqüências não intencionais. De acordo com informações da revista Empire, este novo rumo da trama teria sido o estopim da última implosão da produção. A reescrita não teria agradado a Hardy e Tatum, que optaram por deixar o longa a um mês do início previsto para as filmagens, em maio passado. A decisão dos atores fez a Paramount, que passava por um conturbado processo de transição de poder, desistir do projeto. Se ninguém desistir novamente em cima da hora, as filmagens devem finalmente começar já neste fim de semana, com locações no Havaí, Califórnia e Colômbia. O elenco, inclusive, já está ensaiando no Havaí. Ou seja, nada da tríplice fronteira real, embora o diretor sempre possam extrair imagens das “cataratas de Wakanda” e incluir na produção, para localizar o filme.
Peyton List formará par com Joseph Morgan na série derivada do filme Medo da Verdade
A atriz Peyton List, que acaba de ser introduzida como a nova Hera Venenosa de “Gotham”, não deve ficar muito tempo na série da DC Comics. Ela entrou no piloto de “Gone Baby Gone”, série derivada do filme “Medo da Verdade” (Gone Baby Gone, 2007), estreia de Ben Affleck na direção. O projeto, ainda sem título definido, está sendo desenvolvido por Robert Levine, co-criador de “Black Sails”, e se concentra nos personagens do livro de Dennis Lehane em que o filme é baseado, os detetives particulares Patrick Kenzie e Angela Gennaro. Na sinopse, eles são descritos como uma dupla armada com inteligência, conhecimento de rua e uma química inegável, que tenta corrigir os erros da lei no bairro pobre de Dorchester, na cidade de Boston. Payton List viverá a protagonista Angela Gennaro. Ela se junta a Joseph Morgan (Klaus em “The Originals”), anteriormente anunciado no papel de Patrick Kenzie. No cinema, os papéis foram vividos por Michelle Monagham e Casey Affleck. O elenco também inclui a veterana Christine Lahti (série “The Blacklist”) como a mãe de Angela, e a canadense-brasileira Laysa Oliveira (“Lea to the Rescue”) como a namorada de Patrick, uma médica de pronto socorro. A encomenda marca o primeiro piloto da Miramax, empresa que foi fundada em 1979 por Bob e Harvey Weinstein, mas atualmente pertence ao BEIN Media Group.
Matt Damon e Ben Affleck vão adotar a “cláusula de inclusão” em todas as suas produções
Os atores Matt Damon (“Pequena Grande Vida”) e Ben Affleck (“Liga da Justiça”) anunciaram que adotarão o “inclusion rider”, a cláusula de inclusão, que exige diversidade nas equipes de produção, em todos projetos futuros de sua produtora Pearl Street. O gerente de produção da companhia Fanshen Cox DiGiovanni fez o anúncio na noite de segunda-feira (12/3) via Twitter, durante o Festival SXSW. Ele referenciou um comunicado do ator Michael B. Jordan (“Pantera Negra”) sobre a mesma decisão, em relação à sua companhia, Outlier Society Productions, ecoando o apoio a maior representatividade em Hollywood. “Obrigado por sempre apoiar uma representação mais ampla na indústria. Em nome de Pearl Street Films, Matt Damon, Ben Affleck, Jennifer Todd, Drew Vinton e eu vamos adotar o #InclusionRider para todos os nossos projetos futuros”. O engajamento pela inclusão de mais mulheres nas equipes de produção foi despertado pelo discurso de Frances McDormand, ao vencer o Oscar 2018 por “Três Anúncios para um Crime”. “Eu tenho duas palavras para vocês: inclusion rider”, ela disse, ao final de seus agradecimento, conclamando as mulheres que lutam por igualdade a exigirem a cláusula de inclusão em seus contratos. Na prática, a cláusula impede que o set seja predominantemente masculino, como tem sido a regra, garantindo mais empregos para mulheres ou minorias – ela também pode ser usada para garantir maior segmentação racial nas equipes técnicas dos filmes. Ao colocar a responsabilidade pela diversificação das produções cinematográficas nas mãos dos atores, McDormand chamou atenção para o poder de negociação que as estrelas possuem para aceitar estrelar uma filmagem. Não por acaso, as duas primeiras empresas a se comprometer com essa causa são comandadas por atores, que se mostram comprometidos a trabalhar em sets mais diversificados.
Astro de The Originals vai estrelar piloto baseado no filme Medo da Verdade
Joseph Morgan, intérprete de Klaus na série “The Originals”, vai estrelar o piloto da série derivada do filme “Medo da Verdade” (Gone Baby Gone, 2007), estreia de Ben Affleck na direção. O projeto, ainda sem título definido, está sendo desenvolvido por Robert Levine, co-criador de “Black Sails”, e se concentra nos personagens do livro de Dennis Lehane em que o filme é baseado, os detetives particulares Patrick Kenzie e Angela Gennaro. Na sinopse eles são descritos como uma dupla armada com inteligência, conhecimento de rua e uma química inegável, que tenta corrigir os erros da lei no bairro pobre de Dorchester, na cidade de Boston. O ator galês vai viver Kenzie, que no filme de 2007 foi vivido por Casey Affleck. A encomenda marca o primeiro piloto da Miramax, empresa que foi fundada em 1979 por Bob e Harvey Weinstein, mas atualmente pertence ao BEIN Media Group. Morgan ainda será visto como Klaus Mikaelson na temporada final de “The Originals”, que começa em 20 de abril nos Estados Unidos.
Rose McGowan culpa o “homem mau” pelo suicídio de sua ex-empresária
A atriz Rose McGowan se manifestou nas redes sociais sobre a morte de sua ex-empresária Jill Missick. A atriz, que foi acusada pela família como culpada pelo suicídio de Missick, junto de Harvey Weinstein, resolveu colocar toda a responsabilidade sobre o produtor. “Este único homem poder causar tanto estrago é surpreendente, mas tragicamente verdadeiro. Este homem mau fez isso contra nós duas”, ela escreveu em seu Instagram. Em comunicado publicado na sexta (9/2), ao divulgar o suicídio de Jill, sua família disse que ela lutava há anos contra uma depressão e virou “efeito colateral” do movimento #MeToo, ao ser difamada sobre seu papel no caso Weinstein. Missick virou pivô de uma briga de versões sobre o assédio de Weinstein em McGowan. A atriz teria ido a uma reunião no quarto de hotel de Weinstein durante o Festival de Sundance, em 2007. Em uma mensagem de email divulgada pela defesa de Weinstein, Missick afirma que o sexo ocorrido entre os dois tinha sido “consensual”. McGowan teria mudado sua versão dos fatos mais tarde. Isto fez a atriz atacá-la. O comunicado de sua família detalha o que ela lhes contou sobre o caso. “Em janeiro de 1997, Jill era agente da empresa de talentos Addis Wechsler. Um de seus primeiros clientes foi Rose McGowan, e um dos seus primeiros deveres foi marcar uma reunião de café da manhã com Harvey Weinstein durante o Festival de Sundance. Após a reunião, Rose disse a Jill o que havia acontecido – que tomou a decisão de remover suas roupas e entrar na banheira de hidromassagem com ele – , um erro do qual Rose imediatamente se arrependeu. Rose nunca usou a palavra estupro naquela conversa. Apesar disso, Jill reconheceu que Harvey tinha feito algo indecoroso com Rose, senão ilegal. Ela imediatamente procurou seus patrões, os sócios da Addis Wechsler, para contar a história de Rose e para insistir que eles abordassem imediatamente a situação. Eles disseram a Jill que lidariam com a situação. Arranjos entre Rose e Harvey foram então negociados, completamente sem o conhecimento de Jill. Naquela época, tudo o que Jill sabia era que o assunto estava resolvido e que Rose continuava fazendo filmes com os Weinsteins. Ela nunca conheceu nenhum detalhe até recentemente, quando Rose decidiu torná-los públicos”. Segundo a família, o fato de ver seu nome repetidamente nas notícias sobre o caso ajudou a agravar a depressão da produtora. “O que faz com que as acusações e insinuações imprecisas de Rose contra Jill soem irônicas é que Jill foi a primeira pessoa que defendeu Rose e alertou seus chefes para a horrível experiência que a atriz sofreu”, afirmou a família no comunicado, destacando a culpa de Rose McGowan no suicídio de Jill Missick. For Jill: May your family find some measure of solace during this pain. That one man could cause so much damage is astounding, but tragically true. The bad man did this to us both. May you find peace on the astral plane. May you find serenity with the stars. Uma publicação compartilhada por Rose McGowan (@rosemcgowan) em 10 de Fev, 2018 às 11:22 PST
Ex-empresária de Rose McGowan se suicida após polêmica com a atriz e Harvey Weinstein
A produtora e empresária Jill Missick se matou aos 50 anos de idade, anunciou sua família em comunicado. Ela trabalhou como produtora executiva da Miramax, empresa dos irmãos Weinstein, mas também como agente de talentos. E foi por empresariar Rose McGowan nos anos 1990 que seu nome circulou na mídia nos últimos dias. Missick era agente de McGowan em 1997, ano em que a atriz diz ter sido estuprada por Harvey Weinstein no Festival de Sundance. O nome dela foi envolvido na polêmica quando Harvey Weinstein divulgou emails em que Missick não corroborava a história da atriz, dizendo que McGowan lhe contara que seu encontro com Weinstein tinha sido consensual, embora tivesse se arrependido no dia seguinte. Rose McGowan a atacou por conta disso. No comunicado sobre a morte de Missick, sua família fez diversas acusações, tanto a McGowan quanto a Weinstein, mas principalmente contra “a nova cultura da compartilhamento ilimitado de informação e a disposição para aceitar declarações como fatos”. Para sua família, a mãe bipolar de dois filhos, que lutava há muito contra a depressão, foi um “dano colateral” do movimento #MeToo. “Ver o seu nome nas manchetes, como parte da tentativa de uma pessoa de obter mais atenção para a sua causa pessoal, juntamente com a tentativa desesperada de Harvey de se defender, foi devastador para ela. Quebrou Jill, que estava tentando retomar sua vida”, inicia o texto. “A rapidez da disseminação de informações espalhou mentiras sobre Jill, que ela não conseguiu e não quis desafiar. Ela tornou-se um dano colateral em uma história já horrível”. No comunicado, a família detalhou a pressão e os ataques que Missick sofreu. Leia abaixo a continuação integral do texto, que descreve os fatos polêmicos que a levaram a produtora a tirar a própria vida. “Ao longo dos últimos meses, muitas mulheres vieram com alegações contra Harvey Weinstein, incluindo Rose McGowan, que repetidamente falou com a imprensa, atacando não só o seu suposto agressor, mas também muitos outros. Um de seus alvos foi Jill, que escolheu permanecer em silêncio diante das declarações caluniosas de Rose contra ela por medo de minar os muitos indivíduos que se apresentaram com denúncias verdadeiras. Ela optou por não alimentar o frenesi, permitindo que seu nome e sua reputação fossem manchados apesar de não ter feito nada de errado. Ela nunca escolheu ser uma figura pública. Essa escolha foi tirada dela. Agora que Jill não pode mais falar por si mesma, é hora de contar a verdade. Em janeiro de 1997, Jill era agente da empresa de talentos Addis Wechsler. Um de seus primeiros clientes foi Rose McGowan, e um dos primeiros deveres foi marcar uma reunião de café da manhã com Harvey Weinstein durante o Festival de Sundance. Após a reunião, Rose disse a Jill o que havia acontecido – que tomou a decisão de remover suas roupas e entrar na banheira de hidromassagem com ele – , um erro do qual Rose imediatamente se arrependeu. Rose nunca usou a palavra estupro naquela conversa. Apesar disso, Jill reconheceu que Harvey tinha feito algo indecoroso com Rose, se não ilegal. Ela imediatamente procurou seus patrões, os sócios da Addis Wechsler, para contar a história de Rose e para insistir que eles abordassem imediatamente a situação. Eles disseram a Jill que lidariam com a situação. Arranjos entre Rose e Harvey foram então negociados, completamente sem o conhecimento de Jill. Naquela época, tudo o que Jill sabia era que o assunto estava resolvido e que Rose continuava fazendo filmes com os Weinsteins. Ela nunca conheceu nenhum detalhe até recentemente, quando Rose decidiu torná-los públicos. Dez meses depois, em novembro de 1997, Jill recebeu uma chamada do vice-presidente de produção da Miramax, recrutando-a para um trabalho como executiva da Miramax Films, para trabalhar em produções em Los Angeles. Jill foi contratada com base no mérito e seu excelente trabalho de mais de dois anos como uma jovem executiva de desenvolvimento na Woods Entertainment (antes de seu tempo na Addis Wechsler). A rodada mais recente de imprensa de Rose para promover seu livro incluiu novas histórias envolvendo Jill. A constante atenção que Rose obteve na imprensa e na TV levaram Harvey Weinstein a liberar dois documentos. Um deles foi um email que Jill escreveu para ele meses antes da primeira reportagem do New York Times, e a seu pedido. Neste email, Jill ofereceu a verdade com base no que ela lembra de ter ouvido Rose falar em Sundance. Em face das acusações contínuas e embelezadas de Rose, Harvey decidiu liberar o email sem o seu consentimento. Cinco anos atrás, Jill sofreu um episódio maníaco. Qualquer um familiarizado com a doença bipolar sabe que é uma doença cruel e daninha. Com a ajuda de médicos, sua família e amigos, Jill se recuperou. Jill lutou para recuperar a vida. Após uma longa pesquisa de emprego, ela estava em negociações para dirigir a divisão de produção para uma nova empresa de entretenimento. Ver o seu nome nas manchetes, como parte da tentativa de uma pessoa de obter mais atenção para a sua causa pessoal, juntamente com a tentativa desesperada de Harvey de se defender, foi devastador para ela. Quebrou Jill, que estava tentando retomar sua vida. O que faz com que as acusações e insinuações imprecisas de Rose contra Jill sejam irônicas é que ela foi a primeira pessoa que se levantou em nome de Rose e alertou seus chefes para a horrível experiência que Rose sofreu. Há 20 anos, como uma pessoa muito pequena em uma hierarquia da empresa de gestão, Jill exibiu sua integridade ao fazer a coisa certa – ela levantou a bandeira vermelha para os cabeças de sua empresa. Em face de um comportamento inadequado, Jill tratou a situação de forma adequada. A história dela é uma das poucas que se mantiveram consistentes ao longo do tempo, enquanto assistimos outros contos divulgados pela mídia se transformarem para obter mais atenção. Enquanto os jornalistas desempenham um papel importante na exposição do comportamento predatório, estamos vendo escolhas irresponsáveis e um vício pelo sensacionalismo que leva à narrativa inconsistente. A mídia é uma ferramenta poderosa para não ser tomada levianamente. A maioria dos indivíduos ficaria horrorizada por ter seu nome destacado em uma grande notícia internacional – e ainda mais com sua fotografia. Não podemos esquecer que a mídia é uma ferramenta temível que não pode ser usada indiscriminadamente nem mesmo inadvertidamente para criar mais vítimas. Existe uma responsabilidade ao usar uma plataforma para expor com precisão criminosos, predadores, mentiras e feridas enquanto protegem a verdade real de terceiros. À medida que buscamos coletivamente agir em um esforço para corrigir os erros tão descaradamente e desumanos repetidos por uma geração, não devemos esquecer uma simples verdade: as palavras têm poder. Enquanto iluminamos os cantos escuros das verdades ocultas, devemos lembrar que o que dizemos, particularmente na mídia, pode ter muito impacto, se não mais do que nossas ações. Devemos exigir mais de nós mesmos e uns dos outros. Devemos tirar um momento para considerar as ramificações e conseqüências do que dizemos e o que fazemos. As palavras são importantes. A vida de alguém pode depender disso”.
Detetives do filme Medo da Verdade podem protagonizar série
A Fox encomendou um piloto baseado no livro de Dennis Lehane que inspirou o filme “Medo da Verdade” (Gone Baby Gone, 2007), estreia de Ben Affleck na direção. O projeto não tem título definido. Ele está sendo desenvolvido por Robert Levine, co-criador de “Black Sails”, e se concentra nos personagens do livro, os detetives particulares Patrick Kenzie e Angela Gennaro, que, armados com inteligência, seu conhecimento de rua e uma química inegável, tentam corrigir os erros da lei no bairro pobre de Dorchester, na cidade de Boston. No filme de 2007, os papéis foram desempenhados por Casey Affleck e Michelle Monaghan. A encomenda marca o primeiro piloto da Miramax, empresa que foi fundada em 1979 por Bob e Harvey Weinstein, mas atualmente pertence ao BEIN Media Group.
Harvey Weinstein usa Ben Affleck para desmentir Rose McGowan sobre abuso
O produtor Harvey Weinstein, que tinha sumido da face da Terra após sofrer uma avalanche de denúncias de abusos sexuais, voltou à tona. Por meio de seu advogado Ben Brafman, ele decidiu se pronunciar contra as alegações de Rose McGowan, que detalhou ter sido estuprada por Weinstein em seu livro de memórias, “Brave”. Weinstein nega as acusações de violação da atriz, afirmando que ambos tiveram um encontro consensual durante o Festival de Sundance de 1997. E para provar, seu advogado divulgou emails trocados entre ele, Ben Affleck e Jill Missick, que era empresária da atriz no período. O material contradiz a versão do livro de McGowan. No livro, a atriz diz que foi ao quarto de hotel de Weinstein para discutir um papel num filme, quando o produtor a puxou para a jacuzzi e a despiu, obrigando-a a fazer sexo oral. Depois disso, McGowan diz ter ido para uma sessão fotográfica com Ben Affleck para promover um lançamento – os dois trabalharam juntos em “Indo Até o Fim” (1997) e “Fantasmas” (1998). O ator teria presenciado o estado abalado da atriz e quando a questionou, ela contou o que tinha acontecido. Affleck ainda teria dito algumas palavras que deixavam implícito seu conhecimento de outros casos de abusos de Weinstein. Num email divulgado pelo advogado de Weinstein – e escrito em 26 de julho, antes de surgirem as denúncias contra o produtor – , Affleck nega que McGowan tenha lhe falado sobre a alegada violação. “Ela nunca me disse nem eu nunca entendi que ela tivesse sido atacada por qualquer um. Qualquer declaração em contrário é falsa. Não tenho conhecimento de nada que Rose fez ou alegou ter feito”, diz a mensagem enviada ao produtor. Em outro email, a ex-agente de McGowan, Jill Missick, diz que a atriz tinha lhe contado que entrou por vontade própria na jacuzzi de Weinstein, na noite em que foi convidada a ir a seu quarto, mas que se arrependeu dessa decisão. “Quando nos encontramos no dia seguinte, ela me contou, de forma hesitante, que durante a reunião naquela noite entrou na banheira de hidromassagem com o Sr. Weinstein. Ela foi muito clara de que entrar na banheira foi algo que fez de forma consensual e que, em retrospetiva, era algo de que se arrependia de ter feito”. Após estas revelações, Rose McGowan foi ao Twitter responder diretamente a Weinstein. A mensagem furiosa não é para os fracos de coração: “F*da-se você, seu maldito escroto perdedor dos infernos. Você vai queimar. Você vai ser um terno vazio dentro de um caixão. Espero que você suma do planeta, seu b*sta”. Veja sem asteriscos abaixo. Fuck you you fucking douche bag loser from hell. You will burn. You will be an empty suit coffin. You go fall off the planet you fuck. #RoseArmy BREATHE FIRE let motherfucker but https://t.co/tJq4M5lwiH — rose mcgowan (@rosemcgowan) January 31, 2018
Rose McGowan detalha abuso de Harvey Weinstein em seu livro de memórias
A atriz Rose McGowan publicou na terça-feira (30/1) seu livro de memórias, em que detalha o abuso sexual cometido por Harvey Weinstein. Intitulado “Brave” (Valente, em tradução literal), o livro da estrela da série “Charmed” e de filmes como “Planeta Terror” (2007) e “Conan, o Bárbaro” (2011) descreve um episódio que teria acontecido em 1997, durante o Festival de Cinema de Sundance. Rose McGowan tinha 23 anos quando Weinstein a convocou para uma reunião de trabalho a ser realizada em um restaurante, mas que foi transferida para o quarto de hotel do produtor. Ao fim de meia-hora de conversa, Weinstein a despiu e a obrigou a fazer sexo oral na jacuzzi. “Eu me senti muito suja. Eu tinha sido estuprada e estava triste até as profundezas do meu ser. Fiquei pensando que ele esteve sentado atrás de mim no cinema na noite que antecedeu (o estupro). Não era minha responsabilidade, mas era como se eu tivesse feito algo para tentá-lo. Isso me fez sentir ainda mais doente e suja”, escreveu. A atriz, que se refere no seu livro a Weinstein como “o monstro”, disse ter contado o que aconteceu ao ator Ben Affleck, com quem trabalhou em “Indo Até o Fim” (1997) e “Fantasmas” (1998). “Eu disse a ele para parar de fazer isso”, teria respondido o ator, segundo a versão de McGowan, que não foi confirmada por Affleck. Weinstein pagou posteriormente US$ 100 mil a McGowan em um acordo que a impedia de denunciá-lo. Por conta desse acordo, ela não quis ser entrevistada pelo jornal New York Times para a reportagem que denunciou o produtor em outubro do ano passado, embora seu nome tivesse sido citado no texto. Ela também não se pronunciou na reportagem da revista New Yorker, publicada logo em seguida com denúncias mais graves, inclusive de estupro. Mas após o escândalo sexual se tornar público, tornou-se uma das vozes mais estridentes do movimento #MeToo no Twitter.
Meme do Ben Affleck triste ganha nova versão impagável após fracasso de Liga da Justiça
O fracasso de “Batman vs. Superman” foi acompanhado por um dos memes mais populares de 2016, o “Sad Affleck” – uma montagem que enfatizava o ator Ben Affleck, intérprete do novo Batman nos cinemas, com um semblante muito triste ao som da música “Sound of Silence”, da dupla Simon & Garfunkel. Pois o fracasso de “Liga da Justiça” inspirou a versão 2.0 do meme, em que o ator volta a aparecer cabisbaixo durante uma entrevista para divulgar o filme. A música desta vez é “I Need Some Sleep”, da banda Eels. E claro que é novamente impagável. A divulgação de “Sad Affleck 2: O Retorno” coincide com a matéria da revista Variety que lista “Liga da Justiça” como a maior decepção do ano, e afirma que o ator “já demorou demais como o Cavaleiro das Trevas (ele parece entediado)”. Confira abaixo. E aproveite para lembrar, logo em seguida, o “Sad Affleck original”.
Liga da Justiça é considerada maior decepção do ano pela revista Variety
A revista Variety fez uma relação com as maiores decepções cinematográficas de 2017. E o número 1 da lista é “Liga da Justiça”. O texto lembra como as expectativas eram positivas após “Mulher-Maravilha” e acaba fuzilando a produção, definindo-a como “o pior filme com participação de Batman desde ‘Batman & Robin'”, que quase acabou com o super-herói em 1997. Também compara o roteiro a “um videogame ruim”. E proclama: “Ben Afleck já demorou demais como o Cavaleiro das Trevas (ele parece entediado)”. A lista completa de bombas do ano, segundo a Variety, inclui ainda mais quatro superproduções: “A Múmia”, “Baywatch”, “A Vigilante do Amanhã – Ghost in the Shell” e “Rei Arthur: A Lenda da Espada”. Há também duas comédias estreladas por mulheres: “A Viagem das Loucas” (Snatched) com Amy Schumer, que nem foi lançada nos cinemas no Brasil, e “De Volta para Casa”, com Reese Witherspoon. E quatro filmes de cineastas cultuado por cinéfilos: “De Canção em Canção”, de Terrence Malick, “Mãe”, de Darren Aronofsky, “Pequena Grande Vida”, de Alexander Payne, e “Suburbicon”, de George Clooney. Veja abaixo a relação por ordem de ruindade: 1. “Liga da Justiça” 2. “A Múmia” 3. “A Viagem das Loucas” 4. “Baywatch” 5. “A Vigilante do Amanhã – Ghost in the Shell” 6. “Rei Arthur: A Lenda da Espada” 7. “De Canção em Canção” 8. “Mãe”, “Pequena Grande Vida” e “Suburbicon” – empate 11. “De Volta para Casa”
Ben Affleck pode abandonar o papel de Batman após o filme do Flash
A revista Variety voltou a alimentar boatos de que a Warner pode ter decidido aposentar o Batman de Ben Affleck. Numa longa reportagem sobre mudanças no comendo das produções da DC Comics, a publicação afirmou que o estúdio planeja aproveitar as mudanças na linha temporal causadas pela história de “Flashpoint” para trocar o intérprete do Homem Morcego. “Flashpoint” será a trama do filme solo do Flash, centrada numa mudança temporal que afeta todo o universo DC, dividindo os heróis e levando o planeta à beira do colapso. A história original dos quadrinhos foi usada como base para um reboot completo nas publicações da editora. Além disso, o diretor Matt Reeves não planeja manter Ben Affleck no filme solo do Batman, pois prefere um ator mais jovem – especulações apontam Jake Gyllenhaal. As mudanças seriam decorrentes do fracasso do filme da “Liga da Justiça”, que custou especulados US$ 300 milhões de produção, mais uma fortuna não mencionada de marketing, e em três semanas só rendeu US$ 202 milhões nas bilheterias domésticas. No mundo inteiro, o valor está em US$ 574,2 milhões, mas a conta só se paga se ultrapassar os US$ 900 milhões. O produtor responsável pela manutenção de Zack Snyder à frente do filme, Jon Berg, foi o primeiro cair. Mas ele caiu para o lado. Vai comandar a empresa de Roy Lee, o executivo de “Uma Aventura Lego” e “It”, que tem um acordo de produção com a Warner.












