Still Star-Crossed: Continuação de Romeu e Julieta tem péssima estreia na TV americana
A rede ABC atrasou em quase um ano a estreia de “Still Star-Crossed”, série de época desenvolvida em 2015, que continua a história de “Romeu e Julieta”, de William Shakespeare. E o motivo ficou claro com a exibição do primeiro episódio na noite de segunda (29/5). O capítulo inaugural foi recebido com críticas muito negativas, rendendo uma média de 39% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Mas a pior notícia para o canal é que a atração também não interessou ao público. Foi assistida por 2,4 milhões ao vivo e marcou apenas meio ponto de audiência entre o alvo demográfico dos anunciantes (adultos entre 18 e 49 anos). A série pode testar o relacionamento do canal com a produtora Shonda Rhimes, responsável por alguns dos maiores sucessos da ABC, como “Grey’s Anatomy”, “Scandal” e “How to Get Away with Murder”. Na atual temporada, a Shondaland, empresa de Rhimes, já perdeu uma série na ABC, com o cancelamento de “The Catch”. O detalhe é que “The Catch” saiu do ar com 2,9 milhões de telespectadores. Mais público que se interessou pela estreia de “Still Star-Crossed”. A tendência de todas as séries é perder público após o primeiro episódio. Dependendo da queda, “Still Star-Crossed” pode sair do ar sem dar continuidade à exibição de seus episódios. Mas tomar esta decisão seria amarga para o canal, pois o pedido inicial de 10 episódios foi totalmente produzido. As reclamações sobre a nova atração apontam seu tom romântico exagerado, voltado para o público feminino, muito mais próximo de “Reign” que “Outlander”, diálogos indecisos entre o inglês shakespeareano e o idioma coloquial, além de um evidente anacronismo racial. A abordagem politicamente correta e historicamente equivocada transporta para a Europa medieval a igualdade racial do século 21. A trama se baseia no livro homônimo da escritora Melinda Taub, que revela o que aconteceu com as famílias Capuleto e Montecchio após a morte de Romeu e Julieta, e ainda acompanha um novo romance proibido. Isto porque o clima beligerante entre os rivais faz com que o Príncipe Escalus (Sterling Sulieman, da série “Pretty Little Liars”) conclua que a única forma de trazer paz a Verona é fazer com que as duas famílias se unam em matrimônio. Assim, Benvolio (o australiano Wade Briggs, da série “Home and Away”), primo de Romeu, é o escolhido para se casar com Rosaline (a britânica Lashana Lynch, de “Entre Amigas”), prima de Julieta. Mas, ao contrário do casal original, os dois não se amam. Para complicar, o verdadeiro amor de Rosaline é justamente o Príncipe. Ainda assim, os dois são obrigados a concordar com a união para salvar as vidas de suas famílias e do povo de Verona. O detalhe desse melodrama é que não só Rosaline e o Príncipe, mas o próprio Romeu (o inglês Lucien Laviscount, da série “Scream Queens”) são negros – como Otello, que chamava atenção por ser o único mouro na peça que leva seu nome. A integração racial é característica das produções de Shonda Rhymes, ela própria uma mulher negra bem-sucedida. Basta lembrar que “Scandal” e “How to Get Away with Murder” são protagonizadas por atrizes negras. Mas o empoderamento racial na Europa medieval não motivou os mesmos elogios que costumam acompanhar suas iniciativas de inclusão no mundo moderno. Nem Baz Luhrmann, em seu “Romeu + Julieta” (1996) passado na era contemporânea, ousou tanto – no máximo, escalou Harold Perrineau como Mercutio, que não é Capuleto nem Montecchio. A série foi desenvolvida por Heather Mitchell, coprodutora das séries “Grey’s Anatomy” e “Scandal”, e o elenco ainda inclui Torrance Coombs (série “Reign”), Zuleikha Robinson (série “Lost”), Anthony Head (série “Dominion”), Grant Bowler (série “Defiance”) e Gregg Chillin (série “Da Vinci’s Demons”).
Série baseada no terror O Exorcista é renovada para a 2ª temporada
A Fox encomendou a 2ª temporada da série “The Exorcist”, seu lançamento de pior audiência no ano passado. A série teve média de 1,9 milhão de telespectadores ao vivo para seus 10 episódios inaugurais, exibidos entre setembro e dezembro de 2016. E só veio a ser superada neste ano pelo péssimo desempenho da série de comédia “Making History”, que teve 1,5 milhão sintonizados entre março e maio. Apesar do desempenho modesto, a série foi bem recebida pela crítica, com 78% de aprovação no Rotten Tomatoes. Mas o fator preponderante na renovação foi o lucro obtido pelo licenciamento e vendas internacionais de “The Exorcist”, cujos direitos pertencem ao conglomerado. Além disso, conforme tem demonstrado em seus projetos, a Fox está priorizando franquias. Para completar, o site Deadline apurou que a proposta para a 2ª temporada teria sido bem recebida pelos executivos da rede. Desenvolvida por Jeremy Slater (roteirista de “Renascida do Inferno”), “The Exorcist” é uma produção bastante caprichada, que inclusive contou com piloto dirigido por Rupert Wyatt (“Planeta dos Macacos: A Origem”). O cineasta é um dos produtores da atração. Baseada no clássico de terror “O Exorcista” – tanto no livro de William Peter Blatty quanto no filme de 1973 – , a narrativa acompanha a preocupação de uma mãe católica, vivida pela atriz Geena Davis (“Thelma & Louise”, “O Pequeno Stuart Little”), cuja filha teria voltado da faculdade possuída. Ao sentir outros sinais demoníacos em sua casa, ela pede ajuda ao padre de sua paróquia (o mexicano Alfonso Herrera, ex-“Rebelde” e atualmente na série “Sense8”), que, por sua vez, sente sinais do diabo e procura se consultar com um exorcista experiente (o inglês Ben Daniels, da série “House of Cards”). Os dois homens precisam juntar forças para enfrentar a face do mal verdadeiro. O elenco ainda inclui Alan Ruck (o eterno Cameron, de “Curtindo a Vida Adoidado”) como o marido de Davis e as jovens Hannah Kasulka (série “The Fosters”) e Camille Guaty (série “Scorpion”) como suas filhas. Não está claro se a 2ª temporada continuará a história desses personagens ou introduzirá uma trama e elenco completamente diferentes. No Brasil, “The Exorcist” é exibida no canal pago FX.
Sleepy Hollow é cancelada após quatro temporadas
A rede Fox anunciou o cancelamento da série sobrenatural “Sleepy Hollow”. A notícia não chega a surpreender, pois a 4ª e última temporada viu sua audiência desabar para menos de 2 milhões de telespectadores por episódio. A série simplesmente não conseguiu superar a perda da atriz Nicole Beharie, que, insatisfeita com os rumos da produção, pediu para sair e teve sua personagem, Abbie Mills, morta no final da 3ª temporada. Inspirada no conto gótico “A Lenda da Caverna Adormecida”, de Washington Irving, mais conhecido por seu título de Portugal, “A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça”, a série foi criada por Alex Kurtzman, Roberto Orci (roteiristas de “Star Trek” e criadores de “Fringe”), o estreante Phillip Iscove e o cineasta Len Wiseman (“Anjos da Noite”). Na trama, Ichabod Crane (Tom Mison, de “Amor Impossível”) desperta após 250 anos para impedir o fim do mundo, enfrentando ataques sobrenaturais, que incluem o Cavaleiro Sem Cabeça, mas também demônios e bruxaria. A permanência de Tom Mison como o protagonista Ichabod Crane não foi o suficiente para evitar a evasão de público. Em queda livre de audiência, a série que estreou em 2013 diante de 10 milhões de telespectadores ao vivo, iniciou sua última temporada em janeiro diante de apenas 2,2 milhões e foi perdendo cada vez mais público a cada episódio, encerrando sua trajetória diante de apenas 1,7 milhão de telespectadores nos Estados Unidos. O último episódio de “Sleepy Hollow” foi exibido no dia 31 de março.
É Fada! tem audiência recorde em sua estreia na TV paga
A estreia do filme “É Fada!”, protagonizado pela youtuber Kéfera Buchmann, teve audiência recorde na TV paga. A exibição deixou o Telecine em 1ª lugar na audiência entre dos canais premium e em 2º no ranking geral da TV paga, incluindo os canais de pacotes básicos. Uma das maiores bilheterias do cinema brasileiro em 2016, a comédia foi exibida no dia 22 de abril, mas só agora o Telecine compartilhou os dados de audiência. . Baseado no livro “Uma Fada Veio me Visitar”, escrito por Thalita Rebouças, “É Fada!” foi dirigido por Cris d´Amato, teve produção do Daniel Filho e contou ainda em seu elenco com as participações de Klara Castanho, Mariana Santos, Silvio Guindane, Bruna Griphao, Clara Tiezzi e Christian Monassa. “É Fada!” continua na programação nos canais Telecine.
Desventuras em Série é renovada para a 3ª temporada, antes de começar a produção da 2ª
A Netflix está tão animada com “Desventuras em Série” que resolveu renovar a atração para sua 3ª temporada, quase um ano antes da estreia da 2ª. A informação, confirmada pelo site TVLine, vem menos de um mês após a renovação da série para seu segundo ano e antes de começar a produção dos novos capítulos já encomendados. Tudo indica que se trata de uma estratégia logística para emendar as gravações das duas temporadas, refletindo uma entrevista de Daniel Handler, o criador dos livros em que a série é baseada. “Considerando como os atores jovens envelhecem rápido, queremos tentar filmar tudo o mais rápido possível”, ele disse. A série é baseada nos livros homônimos escritos por Handler sob o nome Lemony Snicket, publicados entre 1999 e 2006, que mostram como os irmãos órfãos Violet, Klaus e Sunny Baudelaire enfrentam provações, tribulações, infortúnios e um tio maldoso que quer se apoderar de sua fortuna. Tudo isso enquanto buscam descobrir o segredo da morte de seus pais. Embora a plataforma não divulgue seus dados, a Symphony Advanced Media, empresa que usa um mecanismo de reconhecimento de dados através de celulares de usuários registrados, revelou que “Desventuras em Série” é um dos maiores sucessos da Netflix. Ainda não há informações sobre a quantidade de episódios encomendados para a 3ª temporada, uma vez que a 2ª terá dez, dois a mais que a temporada inaugural.
The Walking Dead tem pior audiência de final de temporada em cinco anos
O último episódio da 7º ano de “The Walking Dead”, exibido na noite de domingo, registrou a pior audiência de fim de temporada do programa nos últimos cinco anos. De acordo com os dados da Nielsen, o episódio foi visto por 11,3 milhão de espectadores, número que só superou o desfecho das duas primeiras temporadas, quando a série ainda não era um fenômeno tão grande de popularidade. A diferença em relação ao season finale passado, visto por 14,2 milhões de pessoas, foi significativa: o público diminuiu em 20%. Mas a queda se torna realmente preocupante quando comparada à própria estreia da temporada. Vista por 17 milhões de telespectadores, a atual fase abriu com a segunda melhor audiência de todos os tempos da série, para encerrar com uma das piores. Após um começo frenético, que registrou duas mortes de personagens centrais, a série diminuiu o ritmo e passou a andar em ritmo de zumbi, a partir da decisão de dividir o grupo de protagonistas em núcleos distintos. Mas ao contrário de “Game of Thrones”, que consegue avançar diversas histórias paralelas simultaneamente, os produtores optaram por enfatizar um grupo por semana, truncando a narrativa. O showrunner atual, Scott M. Gimple, também tem buscado adaptar os quadrinhos de Robert Kirkman de forma mais fiel, inclusive transpondo diálogos completos dos gibis para a televisão. E isto também influenciou no ritmo, priorizando discursos e motivações de personagens sobre a ação. Pelo que Gimple vem dizendo, em entrevistas, os planos para a próxima temporada indicam uma continuação da tendência, com a adaptação do arco “All Out War”, na base de um gibi por episódio, até o final da temporada. A trama de 12 gibis, porém, poderia virar apenas quatro capítulos numa adaptação ao estilo de “Game of Thrones”.
The Walking Dead encerra temporada lutando contra seu pior inimigo: a queda de audiência
A série “The Walking Dead” leva ao ar neste domingo (2/4) o episódio final de sua 7ª temporada. Intitulado “The First Day of the Rest of Your Life” (O primeiro dia do resto de sua vida), ele terá duração estendida. No site da AMC (canal responsável pela veiculação da série nos EUA), o episódio apresenta duração de quase uma hora e meia com comerciais. Já o canal pago Fox inclui em sua programação brasileira o horário de exibição das 22h30 até 23h42, o que resulta em 1 hora e 12 minutos – provavelmente sem comerciais ou com poucos. Segundo os produtores, não haverá cliffhanger como no ano passado. Por isso, a longa duração deverá ser usada para amarrar todos os nós da trama para satisfazer o público. Que, por sinal, está bastante insatisfeito, conforme demonstra a queda vertiginosa de audiência que a série registrou neste ano. Desde a segunda metade da 4ª temporada, em 2014, a atração não registrava audiência tão “baixa”, na casa dos 10 milhões de telespectadores por episódio nos EUA. As duas fases de queda têm algo em comum: ritmo lento e uma estrutura de episódios dedicados a personagens ou grupos distantes, que só se encontram no final da temporada. Ambas também possuem o mesmo showrunner, Scott M. Gimple, o terceiro produtor a assumir o comando da série. Sob seu controle, a produção se aproximou mais dos quadrinhos de Robert Kirkman e desacelerou. 10 milhões ainda é um público considerável. Mas em outubro, quando voltou acompanhada pelas expectativas da revelação da vítima do ataque brutal de Negan (Jeffrey Dean Morgan), a série foi vista por 17 milhões de espectadores, sua segunda maior audiência. Cada capítulo que se passou desde então foi despertando menos interesse até despencar para os 10,5 milhões da semana passada. Isto representa uma queda de 62% do público. Mais da metade das pessoas que sintonizaram a estreia da temporada desistiram de continuar acompanhando a história. E isto também é considerável.
Apesar dos haters, Punho de Ferro pode ser um dos maiores sucessos da Netflix
Contrariando a enxurrada de críticas negativas que precedeu seu lançamento, a série Punho de Ferro pode ser um dos maiores sucessos da Netflix. Quem avalia é a pesquisa 7Park Data. Especializada em medir as visualizações de assinantes de serviços de streaming, a 7Park diz que a série fisgou o público, fazendo com 54,7% de seus espectadores tenham assistido três ou mais episódios de uma vez. Isto mostra que o público fez maratona da série. Ainda segundo a pesquisa, a série conquistou 14,6% da audiência total da Netflix em sua primeira semana, superando com folga todos os outros campeões do serviço de streaming, não só as outras séries da Marvel, mas até o fenômeno “Stranger Things” e favorita do público “Orange Is the New Black”. Questionado pela revista Variety, o analista sênio da companhia, Christopher Coby, comentou que o público de séries tradicionalmente não se importa tanto com as cr´tiicas. “Considere as décadas de 1970, 1980 e 1990 onde há uma longa lista de programas com altíssimos números de audiência mas com poucos Globos de Ouro ou Emmys. Nossos dados mostram que os programas que os críticos consideram de qualidade e aqueles que o público considera os melhores podem ser coisas muito diferentes. ‘Punho de Ferro’ é mais um desses exemplos.” Vale ressaltar que os números não são oficiais, uma vez que a Netflix não divulga informações sobre visualizações ou hábitos de consumo de seus assinantes. Leia a crítica da série aqui.
Audiências de Record e SBT desabam após saída da TV paga
As audiências das redes Record e SBT desabaram nas primeiras horas após o corte dos sinais das duas emissoras e da RedeTV nas operadoras de TV paga Net, Sky, Claro e Oi na Grande São Paulo. A madrugada desta quinta-feira (30/3) também foi a primeira após o apagão analógico na região metropolitana. A Record, que das três redes é a que tem mais público na TV paga, foi a mais afetada. O “Programa do Porchat”, que vinha registrando média de 4,4 pontos no Ibope, caiu para 3,0 na última madrugada, uma redução de 32%. Já o “Fala que Eu te Escuto”, que vinha com média de 2,3 pontos, despencou para 0,8, ou 65% a menos. No SBT, o “The Noite” teve queda de 15%. Oscilou de 4,8 pontos para 4,1. Exibido em seguida, o primeiro “SBT Notícias” perdeu um ponto, indo de 3,0 para 2,0. Na RedeTV!, curiosamente, quase não houve alteração. O “Leitura Dinâmica” perdeu apenas um décimo (foi de 0,7 para 0,6) e o programa de Amaury Jr. manteve a média regular de 0,6 ponto, mas cresceu 300% em relação à quarta-feira anterior (0,2). Desde os primeiros minutos da madrugada desta quinta, a maioria das operadoras de TV por assinatura de São Paulo não carrega mais os sinais de SBT, Record e RedeTV!. Com o fim da TV analógica, as emissoras ganharam o direito de negociar um valor por seus sinais digitais, mas não houve acordo com as empresas de TV por assinatura, que precisaram tirá-las de suas programação. Apenas a Vivo continua com os sinais das três redes. Segundo pesquisa do Ibope, realizada em março, 35% dos telespectadores da Grande São Paulo só veem televisão por meio de assinatura. Isso quer dizer que cerca de 7 milhões de pessoas estão sem acesso à Record, ao SBT e à RedeTV! no principal mercado publicitário do país. Para enfrentar o problema que elas próprias criaram, as redes têm buscado ensinar aos telespectadores como trocar de operadora ou pedir para cancelar o serviço, após o corte dos canais. Os últimos programas da noite de quarta nas três emissoras dedicaram bastante espaço para reforçar esta mensagem. A Igreja Universal, ligada à Record, também estaria mobilizando seus fiéis para reclamar junto às operadoras. Os canais também estão contando com outros revezes que podem afetar as operadoras. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) já notificou as operadoras Net-Claro, Sky e outras a respeito da retirada das redes dos pacotes de seus assinantes, abrindo um Procedimento para Apuração de Descumprimento de Obrigações (Pado) “para apurar indícios de descumprimento de obrigações contidas no Regulamento Geral de Direitos dos Usuários de Serviços de Telecomunicações”. As operadoras notificadas têm agora 15 dias para se explicar, com base no art. 28 da resolução 488/2007 da Anatel, segundo o qual “qualquer alteração no Plano de Serviço deve ser informada ao Assinante no mínimo 30 (trinta) dias antes de sua implementação, e caso o Assinante não se interesse pela continuidade do serviço, poderá rescindir seu contrato sem ônus”. As operadoras dizem não ter descumprido nada e vão se defender, já que a decisão de sair foi das redes e elas não são canais pagos, portanto nunca foram cobrados dos assinantes. A briga vai longe.
Desventuras em Série é renovada para a 2ª temporada
A Netflix nunca fez mistério sobre suas ambições para a franquia “Desventuras em Série”. Mas isso não a impediu de fazer mistério para revelar o anúncio da renovação da série. A notícia veio acompanhada de um vídeo enigmático, cheio de pistas ocultas, que pode ser conferido abaixo. Embora a plataforma não divulgue seus dados, a Symphony Advanced Media, empresa que usa um mecanismo de reconhecimento de dados através de celulares de usuários registrados, revelou que “Desventuras em Série” é um dos maiores sucessos da Netflix: a série atraiu em média 3,7 milhões de assinantes americanos por minuto. Em termos de comparação, o resultado é superior à audiência que a mesma empresa registrou para as séries de streaming de super-heróis da Marvel. A 1ª temporada “Luke Cage” teria atingido 3,3 milhões de espectadores por minuto, enquanto a 2ª de “Demolidor” foi vista por 3,2 milhões. Em todo o catálogo da Netflix, apenas três séries teriam mais audiência: a 1ª temporada de “Fuller House” (7,3 milhões), a 4ª de “Orange Is the New Black” (5,8 milhões) e o revival “Gilmore Girls: Um Ano para Recordar” (4,8 milhões). Ninguém duvidava da renovação, agora confirmada – bem, praticamente confirmada – no vídeo abaixo. Mas ainda não há previsão para a estreia dos novos episódios.
Billions é renovada para sua 3ª temporada
O canal pago americano Showtime anunciou a renovação de “Billions” para sua 3ª temporada, após a exibição de apenas três episódios de seu segundo ano. Estrelada por Damian Lewis (série “Homeland”) e Paul Giamatti (“O Espetacular Homem-Aranha 2”), a série acompanha o embate entre os dois protagonistas, um promotor público (Giamatti) e um executivo do mercado de ações (Lewis). Enquanto o promotor tenta juntar provas para prender o ricaço por corrupção, o outro tenta solapar sua autoridade, tentando fazer com que seja demitido. Na disputa, ambos arrastam consigo o futuro de suas esposas, vividas respectivamente por Malin Akerman (“Watchmen”) e Maggie Siff (série “Sons of Anarchy”), numa trama que também exalta a vida de ostentação e decadência do mercado financeiro de Wall Street. Criada pelo jornalista Andrew Ross Sorkin e pelos roteiristas Brian Koppelman e David Levien (ambos de “Aposta Máxima”), a atração tem prestígio entre a crítica e vem registrando aumento significativo de audiência a cada novo episódio exibido. “‘Billions’ continua a ser uma série em ascensão, crescendo não apenas em audiência, mas em prestígio crítico e relevância cultural”, disse o presidente do Showtime, David Nevins. “A 2ª temporada teve um começo tremendo, e só afiou o apetite da nossa audiência para o que virá na 3ª temporada”, concluiu.
Oscar 2017 tem pior audiência da década nos EUA
O público americana não esperava que o Oscar 2017 fosse virar o assunto obrigatório da semana, do mês, quem sabe do ano. Prova disso foi sua relativa baixa audiência. 32,9 milhões de telespectadores sintonizaram a premiação ao vivo, rendendo 9,1 pontos na demografia cobiçada dos telespectadores entre 18 aos 49 anos. Parece muito, mas os números representam uma queda de 4% em relação ao ano passado e registram a mais baixa audiência do Oscar nesta década. É o pior público desde que “Menina de Ouro” venceu o Oscar 2005 de Melhor Filme. Mas, graças à curiosidade gerada pelos memes da confusão causada pela vitória de “La La Land”, ops, “Moonlight”, estes números podem aumentar muito em reprises e gravações digitais. A propósito, o Oscar de melhor audiência do século 21 foi apresentado em 2014 por Ellen DeGeneres e premiou “12 Anos de Escravidão”.
Premiada no Globo de Ouro, Goliath é renovada para sua 2ª temporada
A Amazon anunciou a renovação da série “Goliath”, criada por David E. Kelley (“Justiça sem Limites/Boston Legal”) e estrelada por Billy Bob Thornton (série “Fargo”). A série que estreou em outubro na plataforma de streaming rendeu a Bob Thornton o Globo de Ouro de Melhor Ator em Série de Drama em janeiro. O elenco também inclui William Hurt (“Capitão América: Guerra Civil”), Maria Bello (“A 5ª Onda”), Olivia Thirlby (“Dredd”), Nina Arianda (“Florence: Quem É Essa Mulher?”), Sarah Wynter (série “American Odissey”), Tania Raymonde (série “The Last Ship”) e Ever Carradine (neta do lendário John Carradine e sobrinha de Keith e David Carradine, com passagem pela série “Eureka”). Em comunicado, o presidente de conteúdo do Amazon Studios, Joe Lewis, comentou a renovação em comunicado. “A Amazon tem muito orgulho de ‘Goliath’ e da interpretação premiada de Billy Bob Thornton. Programas como este ajudam a elevar a arte de contar histórias. Mal podemos esperar para levar aos nossos assinantes uma nova temporada em breve”. Ainda não foi definida a data de estreia do segundo ano de “Goliath”.











