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    Atriz de “Life in Pieces” reforça denúncias contra Chris Noth

    17 de dezembro de 2021 /

    Após duas mulheres acusarem o ator Chris Noth (“Sex and the City) de abuso sexual na quinta-feira (16/12), a atriz Zoe Lister-Jones (“Life in Pieces”), com quem ele contracenou em um episódio de “Law & Order: Criminal Intent” em 2005, fez nova denúncia nas redes sociais. Lister-Jones contou que conheceu Noth inicialmente quando trabalhava em uma boate da qual ele era um dos proprietários. Nessas ocasiões, disse a atriz, ela testemunhou o ator se comportando de forma inapropriada com uma colega de trabalho dela. No mesmo ano, ela conseguiu um papel de convidada em “Law & Order: Criminal Intent”. “Ele [Noth] estava bêbado nas gravações. Durante a cena em que me interrogava, estava com uma lata de 650ml de cerveja escondida embaixo da mesa, e bebia entre os takes”, contou. “Durante as filmagens, ele chegou bem perto de mim por trás, cheirou o meu pescoço e sussurrou: ‘Você cheira bem’. Eu não disse nada. Minha colega da boate também não disse nada. É muito raro que mulheres digam alguma coisa”, disse ainda. Lister-Jones avaliou que sua experiência com Noth foi “pequena diante dos relatos de abuso que foram compartilhados” pelas outras mulheres. Mesmo assim, avaliou como dispensável: “Navegar experiências com predação sexual em qualquer nível é um fardo que toda mulher precisa carregar”. “Chris Noth capitalizou a fantasia que as mulheres acreditavam que Mr. Big [seu personagem em ‘Sex and the City’] representava. Essas fantasias muitas vezes criam ambientes em que confusões emocionais se proliferam”, comentou. Spoiler. Ela ainda comemorou a morte de Mr. Big em “And Just Like That”, revival de “Sex and the City”, afirmando que permite enterrar “uma fantasia masculina que alimentamos na cultura popular”. Mais spoiler. Na estreia de “And Just Like That”, na semana passada, Mr. Big (Chris Noth) tem um ataque cardíaco após se exercitar pedalando e morre no banheiro de sua casa, nos braços de sua esposa Carrie (Sarah Jessica Parker). Depois da participação na série de Chris Noth, Zoe Lister-Jones acabou emplacando papéis fixos em várias séries consecutivas, entre elas “Whitney”, “Friends with Better Lives” e “Life in Pieces”, que ela protagonizou por quatro temporadas. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Zoe Lister-Jones (@zoelisterjones)

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    Atriz que denunciou Gerard Depardieu por estupro decide se identificar

    17 de dezembro de 2021 /

    A atriz francesa Charlotte Arnould, de 25 anos, apresentou-se no Twitter como a mulher que acusa o veterano ator Gerard Depardieu, de 72 anos, de estupro. Em segredo de Justiça, o caso corria há quase quatro anos sem a identificação da denunciante. Arnould denunciou Depardieu em 2018, ocasião em que a polícia abriu investigações. Os fatos teriam ocorrido nos dias 7 e 13 de agosto em uma das residências parisienses do ator, durante o que foi descrito como uma “colaboração profissional”. Em sua queixa, a jovem afirmou ter sido abusada durante o ensaio informal de uma peça. Amigo de seu pai, Depardieu a teria convidado a visitá-lo para ouvir dicas e auxiliar sua carreira de atriz, já que ela é iniciante e só trabalhou em curtas. A polícia francesa chegou a arquivar a denúncia por falta de provas, mas Arnould pediu que o caso fosse reconsiderado, o que acabou acontecendo em dezembro do ano passado, com a reabertura das investigações. Mas desde então o processo vem transcorrendo sem novidades e, após três anos e meio de silêncio, a jovem decidiu vir à público se pronunciar. “Eu vivo escondida e em silêncio. Isso não é mais suportável. Eu preciso me expressar. Fui estuprada por Gerard Depardieu em agosto de 2018”, começou ela em sua declaração. “Faz um ano que ele segue sendo investigado. Ele trabalha enquanto eu passo o meu tempo a sobreviver. A vida me escapa há três anos, e eu quero voltar a viver sem me renegar”, afirmou a atriz. “Esta mensagem pública pode abalar imensamente minha vida, eu não ganho nada com isso além da esperança de recuperar a minha integridade. Talvez eu devesse ter esperado, ter falado com uma empresa de mídia, ter feito isso ‘dentro da ordem’, ter feito isso ‘direito’, mas continuar calada é me enterrar viva”, completou. Um dos astros de cinema mais famosos da França, Depardieu nega as acusações. Nos últimos anos, ele vem acumulando escândalos. Foi surpreendido dirigindo embriagado, agrediu um paparazzi e quase foi preso ao urinar dentro da cabine de um avião em um voo entre Paris e Dublin em 2011. Depardieu também ameaçou abrir mão do passaporte francês para adotar a nacionalidade russa, visando escapar dos impostos de seu país. Je suis la victime de Depardieu..Ça fait un an pile qu’il est mis en examen. Je ne peux plus me taire… pic.twitter.com/eEmlJKh7AR — Charlotte Arnould #Artiste (@CharloteArnould) December 16, 2021

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  • TV

    Justiça diminui indenização de Felipe Castanhari em processo de Marcius Melhem

    16 de dezembro de 2021 /

    O Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a condenação do youtuber Felipe Castanhari em processo por danos morais movido pelo humorista Marcius Melhem, mas após a apelação da pena original reduziu de R$ 100 mil para R$ 25 mil o valor da indenização. Melhem processou Castanhari pelo fato de ter sido chamado pelo youtuber de “criminoso”, “escroto”, “um assediador que merece cadeia” nas redes sociais. A publicação refletia a acusação de assédio feita por mulheres com quem o ex-diretor da Globo trabalhava na emissora, entre elas a humorista Dani Calabresa. Negando ter cometido os crimes, Melhem disse à Justiça que passou a sofrer um linchamento público e que o youtuber fez os ataques com base “exclusivamente em matérias de imprensa e presumindo como comprovado o suposto assédio”. O desembargador Jair de Souza, relator do processo no TJ, afirmou que Castanhari extrapolou os limites da liberdade de expressão, cometendo abuso, porque os fatos que envolvem a suposta conduta de Melhem ainda estão em fase de investigação. “Foram emitidas opiniões severas, configurando abuso no exercício da liberdade de expressão por atingir a imagem de pessoa pública.” O youtuber, que ainda pode recorrer novamente da decisão, afirmou à Justiça que fez a postagem em defesa da amiga Dani Calabresa. “Não pode um amigo, conhecedor de detalhes de um trauma sofrido por sua amiga, vir a público e expressar apoio à vítima e desdém ao agressor?”, disse sua defesa à Justiça. Na mesma linha, seus advogados afirmam que o youtuber não causou abalo na imagem e na reputação de Melhem. “Foi ele, por meio de condutas inadequadas e duvidosas, para se dizer o mínimo, que se colocou na situação em que está. As matérias, manifestações e comentários decorrentes da exposição do caso são apenas decorrência natural e lógica, fruto dos ânimos à flor da pele que a denúncia ocasionou.” Os argumentos serviram para diminuir a indenização. Mas o caso não terminou, seguindo agora para nova instância. Marcius Melhem também abriu processos na Justiça de São Paulo e do Rio de Janeiro contra a revista Piauí, Danilo Gentili, Rafinha Bastos, Marcos Veras e Dani Calabresa. No caso da revista, por publicar reportagem supostamente caluniosa e sem identificar fontes, enquanto os comediantes foram processados por repercutir as denúncias. Por enquanto, apenas Gentili teve ganho de causa por ter feito piadas de duplo sentido. Já a ação contra Dani Calabresa é de indenização por danos morais e materiais, considerando-a responsável pela denúncia que originou tudo. O ex-diretor do departamento de humor da Globo nega o assédio, que foi detalhado pela revista Piauí e trazido à imprensa por uma advogada que representa Calabresa e outras atrizes supostamente assediadas pelo humorista. Ao todo, oito funcionárias da Globo acusaram Melhem num processo que corre na Justiça. Tudo isso veio à tona logo após a demissão de Melhem da Globo, que encerrou uma “parceria de 17 anos de sucesso”, segundo comunicado da emissora. Melhem era responsável pela coordenação de todos os conteúdos de humor da Globo desde 2018 e, com sua saída, todos os programas humorísticos da Globo foram cancelados.

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    Ator de “Sex and The City” é acusado de assédio sexual

    16 de dezembro de 2021 /

    O ator Chris Noth, que interpretou Mr. Big em “Sex and The City” e na atual sequência “And Just Like That”, foi acusado de assédio sexual. Duas mulheres, identificadas como Zoe e Lily, declaram nesta quinta (16/12) à revista The Hollywood Reporter que tiveram experiência traumáticas com Noth, e o revival da série clássica neste mês serviu como gatilho para lembrarem tudo de ruim que aconteceu. A história de Zoe aconteceu em 2004. Ela tinha 22 quando foi com um amigo ao apartamento do ator para aproveitarem a piscina. O ator a entregou um livro e fez muitas perguntas. Logo depois, ele foi atender uma ligação dentro da casa e, quando ela entrou para devolver o livro, ele teria tentado beijá-la e tirar suas roupas de forma forçada, buscando penetrá-la, enquanto ela pedia para parar. Zoe disse que foi para o hospital depois disso, mas não contou aos policiais quem era o assediador. Já Lily conheceu o ator em 2015, quando tinha 25 anos e trabalhava como garçonete num clube em Nova York. Ela alega que Noth a convidou para jantar numa noite, mas eles acabaram apenas bebendo e indo para o apartamento dele. Segundo ela, os dois se beijaram e o ator começou a forçar outros atos, como o sexo oral. Uma fonte citada pelo THR para atestar as histórias confirmou os encontros, mas alegou que tudo o que aconteceu foi consensual. No caso de Zoe, a fonte diz que ela pediu para encontrá-lo novamente depois do suposto assédio. Após a publicação, Chris Noth emitiu um comunicado. “As acusações feitas contra mim por indivíduos que conheci anos, até décadas atrás, são categoricamente falsas. Essas histórias poderiam ser de 30 anos ou 30 dias atrás – não sempre é não – e essa é uma linha que eu não cruzei. Os encontros foram consensuais. É difícil não questionar o momento em que essas histórias saem. Eu não sei porque elas estão vindo à tona agora, mas eu sei disso: eu não assediei essas mulheres”, disse Noth.

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    Naomie Harris revela ter sido assediado por “um grande astro” de Hollywood

    12 de dezembro de 2021 /

    A atriz Naomie Harris, estrela da franquia “007” e do blockbuster “Venom: Tempo de Carnificina”, contou já ter sido assediada por um “grande astro” do cinema, mas sem revelar nomes. Em entrevista à edição dominical do jornal britânico The Mail, a atriz contou que o ator, segundo ela muito famoso, deslizou a mão por debaixo de sua saia durante uma leitura de texto. O que aconteceu foi perturbador, mas muito pior foi ver que a equipe do filme assistiu ao assédio sexual calada, em vez de intervir, devido ao status de famoso do assediador. “O mais chocante sobre isso foi que o diretor de elenco estava lá e o diretor do filme, e é claro que ninguém disse nada porque ele era – ele é – um grande astro”, revelou a atriz. Ela disse que este foi seu único incidente de assédio e ainda destacou como a situação mudou desde o movimento #MeToo. Ela contou ter trabalhado em um projeto recente em que “não houve hesitação” em remover um assediador do set. Ela também não nomeou o novo assediador.

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    Kevin Spacey terá que pagar US$ 31 milhões à produtora de “House of Cards”

    22 de novembro de 2021 /

    O ator Kevin Spacey foi condenado a pagar à MRC Entertainment, produtora da série “House of Cards”, quase US$ 31 milhões por má conduta sexual nos bastidores da série. O veredito foi proferido por uma corte de arbitragem e nesta segunda (22/11) a MRC deu entrada na Corte Superior de Los Angeles para confirmar a sentença. O intérprete de Frank Underwood foi demitido da produção após denúncias de abuso sexual. As acusações, que incluíam tocar um assistente de produção, fizeram com que o MRC conduzisse uma investigação e, por fim, rescindisse seus contratos de atuação e produção. De acordo com a decisão de 19 de outubro, Spacey violou repetidamente as obrigações contratuais de fornecer serviços “de maneira profissional” e “consistente com as orientações, práticas e políticas razoáveis” da produtora. Além disso, a produtora teve que interromper as gravações da 6ª temporada da série, reescrever a temporada e encurtá-la de 13 para oito episódios para cumprir o prazo de entrega. Além disso, a Netflix optou por cancelar a série após o escândalo. Spacey chegou a alegar que tinha direito a uma indenização, porque foi a decisão da MRC e da Netflix de demiti-lo — ou seja, não sua conduta — que causou perdas financeiras. Não conseguiu convencer. A produção de “House of Cards” foi interrompida dois dias após a primeira denúncia, quando o ator Anthony Rapp (“Star Trek: Discovery”) revelou que Spacey tentou abusar dele quando tinha 14 anos, em 1986. Desde então, as denúncias contra o ator se multiplicaram, e até funcionários da atração resolveram acusá-lo. Além de demitir Spacey de “House of Cards”, a Netflix também cancelou o lançamento da cinebiografia de Gore Vidal, “Gore”, estrelada e produzida pelo ator, que já se encontrava em pós-produção. Outro prejuízo causado pelo ator foi a refilmagem de “Todo o Dinheiro do Mundo”. O diretor Ridley Scott decidiu refazer parte do filme para retirar o ator do longa, que já estava finalizado quando o escândalo estourou. Ele foi substituído por Christopher Plummer, que chegou a ser indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante pelo desempenho. Spacey também chegou a ser investigado por oficiais do Departamento de Abuso Infantil e Ofensas Sexuais de Los Angeles, que coletaram um total de seis denúncias. Prescrição e falta de provas impediram todos os casos de ir a julgamento. Por conta disso, ele não foi condenado e ainda brincou num vídeo de 2019 que aquele “foi um ano muito bom”. Embora “House of Cards” tenha sido cancelada, Spacey continua postando vídeos caracterizado como seu personagem. No ano passado, comparou sua situação à das pessoas que perderam empregos durante a pandemia.

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  • Série

    Dougray Scott nega acusações de abusos em “Batwoman”

    20 de outubro de 2021 /

    Acusado por Ruby Rose de ter comportamento abusivo no set de “Batwoman”, Dougray Scott emitiu uma declaração em que nega as acusações da ex-colega, dizendo que a atriz inventou tudo. “Como a Warner Bros. Television já comunicou, eles decidiram não manter Ruby na 2ª temporada por causa de vários depoimentos sobre seu comportamento no set”, disse Scott em comunicado. “Eu nego as afirmações difamatórias e prejudiciais feitas por ela contra mim. A situações foram completamente inventadas e nunca aconteceram”. A nota foi uma reação a uma série de Stories da atriz publicados nesta quarta (20/10), em que ela lista de assédio sexual à ambiente de trabalho inseguro, revela acidentes, constrangimentos e maus-tratos e mira desde a equipe de produção à colegas de elenco, para explicar porque nunca mais voltaria a trabalhar trabalhar em “Batwoman”. Ela começou sua lista de queixas atacando Peter Roth, ex-presidente do braço televisivo da Warner Bros., afirmando que ele assediava sexualmente as jovens mulheres da equipe, além de tê-la ameaçado logo no começo do trabalho, quando sofreu um acidente que a levou a passar por cirurgia, forçando-a a voltar ao set em 10 dias. Rose listou outros acidentes graves para descrever um ambiente de trabalho inseguro, criado pela pressa da showrunner Caroline Dries de terminar a 1ª temporada em meio à pandemia de coronavírus, enquanto outras séries da Warner tinham optado por suspender as gravações. Também acusou colegas de elenco: Dougray Scott de comportamento não profissional, por ferir uma dublê e gritar com a equipe, e Camrus Johnson, por ter espalhado o boato de que ela era uma “atriz-problema”. Sobre Dougray Scott, que saiu da série ao final da 2ª temporada, ela disse especificamente: “Feriu uma dublê e gritava como uma cadela com as mulheres. Ele era um pesadelo, chegava e ia embora quando queria, e abusava das mulheres. Como protagonista, mandei um e-mail pedindo que proibissem gritos no set, mas negaram”. Em resposta às acusações, a Warner Bros. TV oficializou, com outras palavras, que ela era realmente uma “atriz-problema”. “Apesar da história revisionista que Ruby Rose está agora compartilhando online contra os produtores, elenco e equipe, a rede e o estúdio, a verdade é que a Warner Bros. Television decidiu não exercer sua opção de manter contratada Ruby para a 2ª temporada de ‘Batwoman’ com base em várias reclamações sobre seu comportamento no local de trabalho, que foram extensivamente revisadas e tratadas em particular por respeito a todos os envolvidos”, disse o comunicado oficial do estúdio, que foi mencionado por Scott em seu próprio depoimento.

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    Warner diz que Ruby Rose foi demitida de “Batwoman” por mau comportamento

    20 de outubro de 2021 /

    A Warner Bros. TV, estúdio responsável pela produção de “Batwoman”, divulgou uma declaração com palavras fortes em resposta às denúncias graves feitas por Ruby Rose, ex-estrela da série, que acusou nesta quarta (20/10) os produtores de criar um ambiente tóxico e perigoso. No comunicado, a Warner Bros. TV corrobora a afirmação de Rose de que ela foi demitida do programa, mas diz que a ação foi o resultado de uma investigação interna sobre “reclamações sobre comportamento no local de trabalho” contra a atriz. Essa investigação sobre o comportamento de Rose circulou como boato por muito tempo, mas só foi oficialmente confirmada agora. “Apesar da história revisionista que Ruby Rose está agora compartilhando online contra os produtores, elenco e equipe, a rede e o estúdio, a verdade é que a Warner Bros. Television decidiu não exercer sua opção de manter contratada Ruby para a 2ª temporada de ‘Batwoman’ com base em várias reclamações sobre seu comportamento no local de trabalho que foram extensivamente revisadas e tratadas em particular por respeito a todos os envolvidos”, diz o comunicado. A nota foi uma reação a uma série de Stories da atriz publicados no Instagram, em que ela lista de assédio sexual à ambiente de trabalho inseguro, revela acidentes, constrangimentos e maus-tratos e mira desde a equipe de produção à colegas de elenco, para explicar porque nunca mais voltaria a trabalhar trabalhar em “Batwoman”. Ela começou sua lista de queixas atacando Peter Roth, ex-presidente do braço televisivo da Warner Bros., afirmando que ele assediava sexualmente as jovens mulheres da equipe, além de tê-la ameaçado logo no começo do trabalho, quando sofreu um acidente que a levou a passar por cirurgia, forçando-a a voltar ao set em 10 dias. Rose listou outros acidentes graves para descrever um ambiente de trabalho inseguro, criado pela pressa da showrunner Caroline Dries de terminar a 1ª temporada em meio à pandemia de coronavírus, enquanto outras séries da Warner tinham optado por suspender as gravações. Também acusou colegas de elenco: Dougray Scott de comportamento não profissional, por ferir uma dublê e gritar com a equipe, e Camrus Johnson, por ter espalhado o boato de que ela era uma “atriz-problema”. Segundo a Warner Bros. TV, ela era realmente uma “atriz-problema”. Agora, oficialmente.

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    Ruby Rose faz denúncias graves sobre bastidores de “Batwoman”

    20 de outubro de 2021 /

    A atriz Ruby Rose publicou uma série de denúncias graves sobre os bastidores de “Batwoman” no Stories de seu Instagram nesta quarta (20/10). A lista tem de tudo, de assédio sexual à ambiente de trabalho inseguro, revela acidentes, constrangimentos e maus-tratos e mira desde a equipe de produção à colegas de elenco. Revelando que não pediu para sair, mas foi demitida da série em maio de 2020, ela se dirige em seu desabafo à showrunner Caroline Dries, a quem chama de “sem coração”, e aos produtores executivos Greg Berlanti e Sarah Schechter, afirmando que eles “deviam se envergonhar”. “Por favor, aos meus queridos fãs, parem de perguntar se eu vou retornar a essa série terrível. Eu não voltaria por nenhum dinheiro no mundo, nem se apontassem uma arma para a minha cabeça. E eu não me demiti! Eu não desisto. Foram eles que arruinaram a Kate Kane e destruíram a Batwoman, não eu”, escreveu. Ela começa sua lista de queixas atacando Peter Roth, ex-presidente do braço televisivo da Warner Bros., afirmando que ele assediava sexualmente as jovens mulheres da equipe. Rose relembra que o executivo usava sua posição de poder para obrigá-las a realizarem tarefas constrangedoras, como tocarem sua virilha sob o pretexto de arrumar suas roupas. Além disso, ele também a ameaçou. Rose mostrou a cirurgia a que precisou se submeter após sofrer um acidente grave no set. Na ocasião, ela quase teve danos na sua medula espinhal. Com dores crônicas e correndo o risco de ficar paraplégica, ela passou por uma cirurgia de emergência para reparar as contusões. Agora, acrescenta que foi ameaçada por Roth para voltar ao trabalho em dez dias “ou ele demitiria toda a equipe e elenco, e eu decepcionaria todo mundo”. Listando outros acidentes no set, ela lembrou que “um membro da equipe teve queimaduras de terceiro grau pelo corpo todo, e não nos ofereceram terapia após vermos a pele caindo de seu rosto. Eu fui a única que enviou flores e cartões”. Citou também o caso da assistente de produção Amanda Smith, de 30 anos, que ficou tetraplégica após ser atropelada por um guindaste, para acusar a showrunner Caroline Dries por acelerar o ritmo de produção quando todas as outras séries simplesmente interromperam os trabalhos durante a pandemia de coronavírus. “O acidente só aconteceu porque nossa série se recusou a parar quando todas as outras pararam”, apontou a atriz. “Caroline Dries não tem coração e queria terminar a temporada em plena pandemia, e eu disse que isso era uma má ideia… Todo mundo estava distraído, checando amigos e colegas e vendo os sets de ‘Riverdale’, ‘The Flash’ e ‘Supergirl’ fechando… Senti que algo ruim aconteceria… E agora uma pessoa nunca mais voltará a caminhar. E nós fechamos no dia seguinte, por ordem do governo”. Rose acusa a rede The CW de inicialmente se recusar a pagar os custos hospitalares da assistente de produção, que precisou recorrer ao financiamento coletivo do GoFundMe. A atriz também diz que brigou com pessoas no set pela falta de segurança. “Pergunte ao pessoal de cabelos e maquiagem o que eu fiz por eles, depois que dois foram hospitalizados”. Em sua denúncia, ela ainda cita que “disseram que eu precisava fazer uma cena de sexo sem um minuto sequer para processar tudo”. Sobre o elenco, acusa o ator Dougray Scott de comportamento não profissional: “Feriu uma dublê e gritava como uma cadela com as mulheres. Ele era um pesadelo, chegava e ia embora quando queria, e abusava das mulheres. Como protagonista, mandei um e-mail pedindo que proibissem gritos no set, mas negaram”. Reclamou até de Camrus Johnson, que teria ironizado o fato dela ter chegado atrasada um dia, após ficar internada no hospital, acusando-o de ser responsável por boatos que circularam na época de sua saída da série, que a taxaram de “atriz-problema”, e do fato da produção não providenciar um motorista para ela ir ao trabalho após ser proibida de dirigir devido a cirurgia. “‘Pegue um táxi’, me disseram”. Não ficou claro o que motivou o desabafo desta quarta, mas Ruby Rose já tinha insinuado que teve bons motivos para deixar “Batwoman” e não quis torná-los públicos na ocasião por decisão própria. Alguns meses após sair da série, ela mencionou os problemas de bastidores. “Não foi uma escolha fácil, mas aqueles que sabem, sabem… Eu não queria passar sem reconhecer todos os envolvidos, e como esta série foi importante para a TV e a nossa comunidade [LGBTQIA+]. Eu fiquei quieta por enquanto, porque esta foi a minha escolha. Adoro vocês”, escreveu. Na época de sua saía, o editor do site TVLine, Michael Ausiello, ouviu de suas fontes que a decisão não teria sido exclusiva da atriz, como ela finalmente admitiu agora. “Não foi 100% decisão dela. Foi um término. Ela não estava feliz trabalhando na série. Isso a tornava alguém divertida com que se trabalhar? Não. Então, todo mundo decidiu que seria do interesse da série e de todos os envolvidos que eles seguissem caminhos diferentes”, disse a fonte na produção. A saía de Rose no final da 1ª temporada pegou os fãs da série de surpresa. Mas a atração continuou a ser produzida com uma nova protagonista. Javicia Leslie assinou contrato para virar uma nova Batwoman, diferente da personagem de Rose. Leslie interpreta Ryan Wilder, que assume o manto de Batwoman após o desaparecimento repentino de Kate Kane, a personagem de Rose. Em meio a todo esse drama, Wallis Day acabou sendo introduzida no final da 2ª temporada como uma “versão alterada” de Kate, após passar por uma cirurgia plástica de reconstrução facial devido a um acidente de avião. Sua performance agradou aos fãs, que esperam vê-la novamente em breve, no papel que Ruby Rose perdeu ou abandonou.

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    Emily Ratajkowski acusa Robin Thicke de assédio na gravação do clipe de “Blurred Lines”

    4 de outubro de 2021 /

    A modelo e atriz Emily Ratajkowski (“Privacidade Violada”), que participou do clipe da música “Blurred Lines”, maior sucesso de Robin Thicke, acusou o cantor de assédio sexual durante as gravações em sua biografia “My Body”, que teve alguns trechos adiantados pela revista americana Rolling Stone. No texto, Emily explicou que aceitou aparecer pelada no clipe, pois confiava na diretora do projeto, Diana Martel. Entretanto, o cantor chegou bêbado no set. “De repente, do nada, eu senti a pele gelada das mãos de alguém envolvendo meus seios nus. Eu instintivamente me afastei, olhei para trás, e vi que era Robin Thicke. Ele deu um sorriso debochado e alguns passos para trás, os olhos escondidos pelos óculos escuros. Minha cabeça se virou para o outro lado quando ouvi a voz de Diane gritando: ‘Você está bem?'”, descreve o texto. Ela acrescentou que evita pensar naquele momento, por isso demorou tanto para acusar o artista, e também queria proteger a reputação da diretora, que sempre tentou manter um lugar seguro para as modelos. A diretora confirmou o relato de Ratajkowski em entrevista recente ao jornal britânico The Sunday Times. “Eu me lembro do momento em que ele fez isso, pegou um seio dela em cada mão. Eu gritei com o meu sotaque do Brooklyn: ‘Que merd* você está fazendo? Acabou por hoje, chega!’. Robin se desculpou depois”, Martel revelou. Um dos maiores sucessos de 2013, “Blurred Lines” impulsionou a carreira do cantor. O clipe atingiu mais de 760 milhões de visualizações no YouTube. Mas a música se tornou amaldiçoada para o futuro de Thicke. Meses depois do lançamento, ele fez um dueto com Miley Cyrus no Video Music Awards (VMA) que deu muito o que falar. A performance de Miley, que espontaneamente decidiu simular sexo ao vivo com o cantor durante a apresentação de “Blurred Lines”, teria sido responsável pelo fim de seu casamento de nove anos. Após a apresentação, o cantor e a esposa, a atriz Paula Patton, entraram em uma discussão acalorada e, para piorar a situação, fotos flagraram Thicke apalpando uma moça durante uma das festas pós-VMA. Em seguida, Patton entrou com pedido de divórcio. Passados mais cinco anos, Thicke e o produtor-compositor Pharrell Williams foram condenados por plágio na gravação de “Blurred Lines” e precisaram indenizar em quase US$ 5 milhões a família de Marvin Gaye por copiarem no hit a música “Got to Give it Up”, lançada por Gaye em 1977. Veja abaixo o clipe original da canção, na versão liberada para menores.

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  • TV

    Marcius Melhem se manifesta sobre acusação de censura da revista Piauí

    25 de agosto de 2021 /

    A assessoria de Marcius Melhem, ex-diretor da Globo que a revista Piauí acusa de entrar na Justiça para censurar uma reportagem sobre desdobramentos de denúncias de assédio que supostamente teria cometido, emitiu uma nota em que o comediante rebate as acusações. “Não é verdade que meus advogados pediram à Justiça para censurar uma reportagem da Piauí”, diz Melhem na nota. “Meu pedido foi tão somente para que fosse apurado o vazamento de informações sigilosas e para que eu pudesse me defender com as provas que tenho. Não pedi segredo de justiça em nenhum processo. A Piauí, sim, pediu sigilo sobre um processo que movo contra a revista”. “O repórter João Batista alegou que fazia uma matéria sobre os ‘desdobramentos jurídicos’ do caso, apesar de não ter publicado uma linha sobre os 6 (seis) processos que abri após as mentiras publicadas. Como a investigação aberta no MP corre sob sigilo judicial, ele sabe que não posso comentar. Mesmo se tivesse acesso às minhas respostas e provas de minha inocência, João Batista não publicaria, pois algumas delas já vieram a público e foram cobertas amplamente pela imprensa – menos pela Piauí”, acrescenta Melhem. Ele ainda destaca: “Meus advogados jamais pediram censura à revista. Pedi tempo para responder porque tinha que consultar a juíza sobre quais fatos eu poderia mencionar em minha defesa, como mensagens trocadas com as supostas vítimas”. Neste ponto, vale lembrar que, no passado, ao se defender na imprensa com a revelação de mensagens privadas, Melhem sofreu novos processos por violação de privacidade. Entretanto, ele confirma que “a Juíza tomou as medidas de preservação do sigilo que julgou necessárias”. O ex-diretor da Globo ainda diz que a decisão judicial o mantém “proibido de divulgar provas a meu favor”, por isso comunicou que não poderia responder as perguntas enviadas pelo repórter. O tempo em que ele demorou para dar esta resposta foi registrado no texto da Piauí como sendo o suficiente para entrar com uma ação e barrar a reportagem. Na prática, o resultado da ação dos advogados de Melhem foi censura, já que a revista foi proibida de publicar a reportagem. Com ou sem intenção, o resultado foi denunciado pela Piauí. A alegação utilizada para impedir a publicação é que a reportagem contém informações sigilosas, vazadas de um processo que corre em segredo na Justiça com denúncias de assédio de diversas atrizes da Globo. No texto que chamou atenção para a censura judicial, João Batista lembrou que a imprensa não tem compromisso com sigilo judicial, pelo contrário. “No direito criminal, a guarda de sigilo judicial cabe aos funcionários da Justiça e às partes envolvidas no processo, e não aos jornalistas”, escreveu o repórter. De fato, algumas das principais reportagens da imprensa mundial foram feitas a partir de vazamentos de documentos sigilosos, situação que tem se repetido bastante na história recente do Brasil. Melhem, porém, acusa João Batista de divulgar “trechos ao pedaços” de documentos, ressaltando sua suposta “parcialidade” na cobertura do caso. O comediante também criticou o fato de a revista não ter se retratado ou mencionado os fatos que teriam sido comprovados como inverídicos na primeira reportagem-denúncia publicada contra ele em suas páginas. “Não escreveu uma linha para informar o público da Piauí sobre as provas que deixam claras as mentiras da primeira matéria”, ressaltou. Para completar, ele compara a posição da revista em duas situações similares como sendo contraditória – em relação ao inquérito em que é investigado, a Piauí se vale de vazamento, e no processo em que Melhem abriu contra a publicação, ela pede sigilo. “Por que a revista Piauí quer vazar um inquérito antes de ter minha defesa lá, ao mesmo tempo em que pede segredo de Justiça no processo que movi contra ela? Afinal, a Piauí é contra ou a favor do sigilo?”, conclui o texto. Veja abaixo a íntegra do comunicado enviado pela assessoria e assinado por Melhem. “Piauí pede segredo de justiça e mente sobre censura. Não é verdade que meus advogados pediram à Justiça para censurar uma reportagem da Piauí. Meu pedido foi tão somente para que fosse apurado o vazamento de informações sigilosas e para que eu pudesse me defender com as provas que tenho. Não pedi segredo de justiça em nenhum processo. A Piauí, sim, pediu sigilo sobre um processo que movo contra a revista. Eu luto por transparência e verdade e, por mim, este processo não teria segredo algum. Seria aberto a qualquer jornalista. Mas sou obrigado a obedecer a Justiça, inclusive pelo sigilo pedido pela Piauí. Assim que for possível, virei a público mostrar a verdade. Piauí, suponho, não publicará. O repórter João Batista alegou que fazia uma matéria sobre os “desdobramentos jurídicos” do caso, apesar de não ter publicado uma linha sobre os 6 (seis) processos que abri após as mentiras publicadas. Como a investigação aberta no MP corre sob sigilo judicial, ele sabe que não posso comentar. Mesmo se tivesse acesso às minhas respostas e provas de minha inocência, João Batista não publicaria, pois algumas delas já vieram a público e foram cobertas amplamente pela imprensa – menos pela Piauí. Meus advogados jamais pediram censura à revista. Pedi tempo para responder porque tinha que consultar a juíza sobre quais fatos eu poderia mencionar em minha defesa, como mensagens trocadas com as supostas vítimas. A Juíza tomou as medidas de preservação do sigilo que julgou necessárias e me manteve proibido de divulgar provas a meu favor. Se a revista se julga censurada por não poder quebrar um segredo de Justiça, por que não me considera também vítima da censura? O repórter divulgou trechos aos pedaços, como sempre fez em sua parcialidade. Omitiu por qual motivo ele não escreveu uma linha para informar o público da Piauí sobre as provas que deixam claras as mentiras da primeira matéria. Por que a revista Piauí quer vazar um inquérito antes de ter minha defesa lá, ao mesmo tempo em que pede segredo de Justiça no processo que movi contra ela? Afinal, a Piauí é contra ou a favor do sigilo?”

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  • TV

    Revista Piauí sofre censura judicial ao apurar novas denúncias de assédio contra Marcius Melhem

    25 de agosto de 2021 /

    A revista Piauí revelou que foi proibida de publicar uma nova reportagem sobre os desdobramentos do caso Marcius Melhem, ex-diretor da Globo acusado de assediar sexualmente pelo menos oito mulheres, todas funcionárias da emissora. O jornalista João Batista Jr. revelou no site da publicação que, enquanto negociava uma entrevista com Melhem, informando novas apurações feitas sobre o caso para sua assessoria de imprensa, os advogados do humorista entraram na Justiça para que a revista fosse submetida à censura prévia e, assim, impedida de publicar a reportagem. Segundo informa o jornalista, no dia 12 de agosto, a juíza Tula Corrêa de Mello, da 20ª Vara Criminal da Justiça do Rio de Janeiro, acatou o pedido de Melhem e determinou “a suspensão, pelo tempo que durarem as investigações, da publicação de matéria na revista Piauí ou seu respectivo site”. Em caso de descumprimento da medida judicial, a juíza estabeleceu multa de US$ 500 mil, além do recolhimento dos exemplares da revista nas bancas e da remoção da reportagem do seu site. Também mandou investigar o vazamento de informações da investigação em andamento sobre o caso. João Batista Jr. foi o autor da impactante reportagem publicada em dezembro de 2020 na Piauí, contestada publicamente por Melhem e que levou o ex-chefe do Humor da Globo a processar a revista. Ele questionou a credibilidade da apuração, feita apenas com declarações em “off”, sem ninguém assumir os relatos, e apontou erros simples, como o acusação de que ele teria ido aos camarins “dar uma conferida” em Dani Calabresa numa gravação que, segundo a reportagem, teria acontecido nos estúdios da Globo, mas que ele aponta que na verdade foi na praia de Grumari sem sua presença. Outro episódio rumoroso, lembrou o próprio jornalista no texto sobre a censura, envolvia um ataque à Calabresa ocorrido no bar Vizinha 123, em Botafogo, quando Melhem teria tentado beijá-la à força à saída do banheiro com a genitália exposta, forçando-a contra a parede. “Eu nunca imobilizei ninguém na vida, essa descrição é nojenta, é o que está me causando problemas. Essa descrição é um delírio, é de alguém que quer muito me prejudicar”, disse o humorista em uma entrevista a Roberto Cabrini, exibida no “Domingo Espetacular” logo após a circulação da revista. O juiz Eduardo Tobias de Aguiar Moeller, da 2ª Vara Cível do Foro Regional de Pinheiros, em São Paulo, julgou o processo do comediante contra a revista improcedente. Melhem está recorrendo contra a sentença. Após a publicação da Piauí, o jornal Folha de S. Paulo revelou que oito mulheres relataram casos de assédio de Melhem para a promotora Gabriela Manssur, da Ouvidoria Nacional do Ministério Público. Os relatos foram posteriormente remetidos ao Ministério Público do Rio de Janeiro. Mas a Piauí apurou que pelo menos três mulheres, que fizeram queixas à Globo, decidiram não falar com o MP por razões diversas. Uma delas havia decidido contar seu caso à promotora Manssur, mas, na última hora, voltou atrás com receio de sofrer represálias jurídicas. Investigado pela compliance da Globo durante meses, Melhem tirou uma licença da emissora em março de 2020 e acabou definitivamente afastado em agosto do mesmo ano. A Globo jamais admitiu publicamente que o rompimento do contrato aconteceu devido às denúncias contra o humorista. O Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro também pediu uma investigação sobre a conduta da Globo. A nova reportagem que Melhem conseguiu censurar na Justiça trazia mais acusações de assédio e revelava detalhes da investigação em andamento contra o comediante. A Piauí está contestando a decisão judicial que submete a revista à censura. O caso de censura prévia é o terceiro nos últimos dias determinado por juízes de primeira instância. O jornal O Globo também teve duas reportagens proibidas de serem publicadas sobre temas diferentes, a mais recente sobre movimentações financeiras de uma empresa investigada pela CPI da Covid por corrupção no Ministério da Saúde. Falando sobre a censura sofrida por O Globo, o presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Marcelo Rech, alertou que a escalada de censura prévia judicial é autoritária e inconstitucional. “É lamentável que alguns magistrados ignorem preceitos básicos da Constituição, que não admite censura. A censura não existe no Brasil. A ANJ defende que, no âmbito da liberdade da imprensa, seja revisada a decisão o quanto antes, pois ela não afeta só o jornal O Globo mas também toda a imprensa brasileira. É um atentado à liberdade de imprensa e ao jornalismo investigativo. A população tem o direito de tomar conhecimento de todos os fatos de interesse público”, afirmou Rech.

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  • Série

    “The Chi” é renovada para 5ª temporada

    2 de agosto de 2021 /

    O canal pago americano Showtime anunciou a renovação de “The Chi”, série dramática estrelada pelo ator-mirim Alex R. Hibbert, revelação de “Moonlight”, para sua 5ª temporada. A renovação vem um dia após o final do quarto ano da produção, que se encerrou com uma média de 4,2 milhões de telespectadores semanais, uma das maiores audiências da história do canal. A 5ª temporada está programada para estrear em 2022. A grande sintonia reforça como a série lidou bem com a demissão de Jason Mitchell (“Straight Outta Compton”) ao final da 2ª temporada. Seu personagem, um dos protagonistas das primeiras temporadas, sumiu da trama após denúncias contra o comportamento do ator nos sets em relação às mulheres. Ele foi acusado de ser desrespeitoso com as colegas e até com as chefes. Criada por Lena Waithe, vencedora do Emmy 2017 de Melhor Roteiro de Comédia por “Master of None”, “The Chi” também tem produção do rapper Common (“Selma”), de Elwood Reid (criador de “The Bridge”) e do cineasta Rick Famuyiwa (“Dope – Um Deslize Perigoso”). A serie estreou em janeiro de 2018 nos Estados Unidos, com 87% de aprovação da crítica. O título é uma abreviatura de Chicago e a série se passa na região mais pobre daquela cidade, acompanhando um grupo de residentes que se vê ligados por acaso. Além do menino de “Moonlight”, o elenco ainda inclui Jacob Latimore (“Sleight”), Birgundi Baker (“Black Lightning”), Yolanda Ross (“The Get Down”), Curtiss Cook (“House of Cards”), Luke James (“Star”) e os estreantes Michael V. Epps e Shamon Brown Jr. Inédita no Brasil, a série não chegou com a disponibilização do conteúdo do Showtime na plataforma Paramount+ no país. Veja abaixo o trailer da temporada mais recente da atração.

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