Andy Dick é preso sob suspeita de agressão sexual
O comediante Andy Dick (“O Otário”), que fez sucesso em filmes dos anos 1990 e 2000, foi preso nesta quarta-feira (11/5) sob suspeita de agressão sexual. A prisão aconteceu enquanto ele estava participando de uma live, no canal do YouTube “Captain Content’s RV”. De acordo com o porta-voz do xerife de Orange County, um homem, que não foi identificado, acusa o ator de 56 anos de ataque e abuso sexual em um parque na Califórnia. Andy Dick já foi alvo de acusações parecidas. Em 2010, foi detido após duas acusações de abuso sexual. Em 2018, uma mulher registrou uma queixa alegando que ele apertou sua bunda enquanto passava por ela na calçada e fez comentários obscenos. Em 2019, foi processado por um motorista do Uber por assédio durante uma corrida.
Molly Shannon acusa ex-astro mirim de assédio sexual
A atriz Molly Shannon, ex-integrante do humorístico “Saturday Night Live” e vista recentemente na série “The White Lotus”, revelou ter sofrido assédio sexual do ator Gary Coleman, conhecido pela série infantil “Arnold” (1978–1986). A situação foi detalhada no livro de memórias da atriz, “Hello, Molly!”, lançada na terça-feira (12/4) nos EUA, e comentada no programa de rádio de Howard Stern. O ex-astro infantil, que sofria de nanismo, morreu em 2010. Na ocasião, ela tinha acabado de assinar com o empresário de Coleman para cuidar de sua carreira e, para comemorar, foi convidada a conhecer a suíte do ator. Mas a situação deixou de ser agradável quando o agente foi embora. “Eu lembro que ele me mandou sentar na cama. Foi até fofo”, disse Shannon para Stern. “Então, ele começou a me fazer cócegas, isso, aquilo”. Dizendo que na época ainda era virgem, ela prontamente recusou os avanços do ainda jovem Coleman. Em resposta, ela afirmou que o ator se tornou mais agressivo. “Ele era implacável. Ele tentava me beijar e subir em cima de mim e eu dizia: ‘Não, Gary. Pare’. Eu o empurrava e ele subia de novo”, adicionou. “Pulava, pulava, pulava e se amarrava em mim. Eu o empurrava de novo e ele subia em mim. Eu acho que, por causa do tamanho dele, não me senti fisicamente ameaçada, mas ele continuava. Repetidamente. Eu o tirava de mim, ele voltava. Então, finalmente, o arremessei para longe”. relatou. Shannon adicionou ainda que, depois de Coleman se agarrar à perna dela, ela conseguiu correr e se trancar no banheiro. Coleman, do lado de fora, colocou os dedos sob a fresta da porta e falou: “Eu posso te ver”. A atriz concluiu: “Eu corri para fora do quarto. Queria ter defendido melhor minha posição na época”. Veja abaixo a entrevista e a capa do livro de Molly Shannon.
Cuba Gooding Jr. se declara culpado de assédio sexual
O ator Cuba Gooding Jr. (o O.J. Simpson de “American Crime Story”) se declarou culpado num julgamento de assédio sexual que ele enfrenta na justiça de Nova York. Em sua declaração, ele assume ter forçado um toque (“forcible touching”), uma acusação menos grave do que outros crimes sexuais, que pode lhe resultar no máximo um ano de prisão. Vencedor do Oscar por “Jerry Maguire: A Grande Virada” (1996), o ator foi preso em 2019 após uma mulher acusá-lo de apalpar seus seios sem permissão em um bar na cidade. O caso teve grande repercussão e, depois de pagar fiança para responder o processo em liberdade, outras mulheres acusaram o ator publicamente de atos semelhantes. Gooding acabou acusado em mais dois casos adicionais, por beliscar as nádegas de uma garçonete e tocar de forma inapropriada outra mulher, ambas em 2018 em Nova York. Até se declarar culpado, Gooding negava as acusações. Seus advogados argumentavam que os promotores tinham se tornado zelosos demais, apanhados no fervor do movimento #MeToo, ao transformar “gestos comuns” ou mal-entendidos em crimes. A linha da defesa mudou após o juiz decidir que, caso Gooding fosse a julgamento, os promotores poderiam chamar mais mulheres que o denunciaram para testemunhar sobre suas alegações de que Gooding também as tocou sem permissão. Ao todo, 19 acusadoras vieram à público denunciar o comportamento do ator. Ele também é acusado em outro processo de estuprar uma mulher na cidade de Nova York em 2013. Depois que um juiz emitiu uma sentença de condenação à revelia em julho passado, porque Gooding não respondeu ao processo, o ator contratou um advogado e está lutando contra as alegações. O último trabalho do ator foi o filme “A Vida em Um Ano”, lançado em 2020. Quatro anos antes, em 2016, ele foi indicado ao Emmy por interpretar O.J. Simpson na minissérie “American Crime Story”.
Justiça francesa confirma investigação de Gérard Depardieu por estupro
Com o último recurso negado, a Justiça francesa confirmou nesta quinta-feira (10/3) a acusação de Gérard Depardieu por “estupro” e “agressão sexual” contra a atriz Charlotte Arnould em agosto de 2018. “A câmara de inquérito [do tribunal de recurso] considera que existem, nesta fase, indícios graves ou concordantes que justifiquem que Gérard Depardieu continue sendo investigado”, disse um comunicado do Ministério Público sobre a recusa do recurso tentado pelos advogados do ator para encerrar as investigações. Arnould denunciou Depardieu em 2018, ocasião em que a polícia abriu investigações. Os fatos teriam ocorrido nos dias 7 e 13 de agosto em uma das residências parisienses do ator, durante o que foi descrito como uma “colaboração profissional”. Em sua queixa, a jovem afirmou ter sido abusada durante o ensaio informal de uma peça. Amigo de seu pai, Depardieu a teria convidado a visitá-lo para ouvir dicas e auxiliar sua carreira de atriz, já que ela é iniciante e só trabalhou em curtas. A polícia francesa chegou a arquivar a denúncia por falta de provas em 2019, mas Arnould pediu que o caso fosse reconsiderado, o que acabou acontecendo em dezembro de 2020, com a reabertura das investigações. Mas desde então o processo vem transcorrendo sem novidades. Um dos astros de cinema mais famosos da França, Depardieu nega as acusações. Nos últimos anos, ele vem acumulando escândalos. Foi surpreendido dirigindo embriagado, agrediu um paparazzi e quase foi preso ao urinar dentro da cabine de um avião em um voo entre Paris e Dublin em 2011. Depardieu também ameaçou abrir mão do passaporte francês para adotar a nacionalidade russa, visando escapar dos impostos de seu país.
Farrah Forke (1968–2022)
A atriz Farrah Forke, que co-estrelou a série de comédia “Wings”, morreu de câncer em 25 de fevereiro em sua casa no Texas, confirmou um amigo da família à revista Variety. Ela tinha 54 anos. Ela apareceu em três temporadas de “Wings” (exibida na TV aberta brasileira como “De Pernas pro Ar”), que foi exibida na rede americana NBC de 1990 a 1997. A atriz interpretou a piloto de helicóptero (e veterana da primeira Guerra do Iraque) Alex Lambert, que viveu um triângulo amoroso com Joe (Tim Daly) e Brian Hackett (Steven Weber). Forke também teve um papel recorrente como a advogada Mayson Drake na 2ª temporada de “Lois & Clark: As Novas Aventuras de Superman”, além de ter aparecido em três capítulos de “O Quinteto” (Party of Five), estrelado a série de uma temporada “Mr. Rhodes” e dublado a heroína Grande Barda nas séries animadas “Batman do Futuro” e “Liga da Justiça sem Limites”. Seu currículo cinematográfico ainda inclui pequenas participações em dois filmes famosos: “Assédio Sexual” (1994) de Barry Levinson e “Fogo Contra Fogo” (1995) de Michael Mann. Ela se afastou da atuação em 2005 ao dar a luz a dois filhos gêmeos, passando a se dedicar ao papel de mãe solteira em tempo integral.
Marcius Melhem contesta acusações de assédio publicadas pela revista Piauí
O humorista Marcius Melhem respondeu à reportagem da revista Piauí, que trouxe à tona novas acusações de assédio e documentos que comprovariam que a Globo sabia sobre o suposto comportamento tóxico de seu ex-Diretor de Departamento de Humor. Uma longa nota com o posicionamento de Melhem e de seus advogados foi divulgada por sua assessoria. O texto rebate vários pontos do artigo, como Melhem já vinha feito anteriormente em relação à reportagem inicial, centrada em supostos abusos contra Dani Calabresa. O humorista está processando a revista devido àquela publicação, que detalhou supostos fatos com erros de informação. Leia abaixo a nova manifestação na íntegra. “Em mais uma edição completamente parcial, a revista Piauí disse ter tido acesso à investigação que corre em segredo de justiça, mas publica apenas parte do processo, distorce a realidade e omite fatos e provas da defesa de Marcius Melhem. Aos fatos: A cena do flat da atriz não aconteceu da forma descrita pela Piauí. A revista omite que a atriz seguiu amiga de Marcius por muitos anos após o episódio, convidando seu suposto abusador para seu casamento e para ir à sua casa conhecer sua filha recém-nascida, para citar dois exemplos. A relação só estremeceu 5 anos depois, quando ela não foi convidada para o programa ‘Fora de Hora’. A troca de mensagens entre ambos nesse período é a prova de que não houve nada de traumático na relação entre eles, até que ela fosse recrutada. Quando descreve as brincadeiras que ocorriam no ambiente do humor, algumas em tom sexual, a Piauí não revela o farto material probatório apresentado pela defesa de Marcius Melhem de que as brincadeiras ocorriam dos dois lados. A atriz que o acusa de “exigir um boquete”, por exemplo, foi sua namorada por mais de um ano e ambos trocavam mensagens picantes da intimidade típica de casais. Há farto material comprobatório do namoro, cujo término não foi bem recebido pela atriz conforme dezenas de áudios e mensagens anexados ao processo. Até pouquíssimo tempo antes da denúncia de Dani Calabresa esta atriz ainda estava inconformada de ser apenas amiga. Depois assumiu a frente da vingança. Nos emails internos da TV Globo, a própria Piauí afirma que como resultado do compliance Melhem não foi demitido, mas sim afastado das suas funções de gestor. Em seguida afirma que foi demitido. Uma narrativa errática e confusa. A Piauí, que tem acesso a todo material que está sob sigilo, estranhamente disse não ter acesso a anexos do email do advogado Helcio Alves Coelho, membro do departamento de Compliance do Grupo Globo, onde estariam as conclusões do compliance. Tivesse a Globo apurado que houve assédio sexual teria feito homenagens a Melhem em sua saída? A Piauí chega a citar como testemunha de acusação um ator que em depoimento desmentiu a Piauí do começo ao fim. Esses são apenas alguns exemplos de mais um festival de absurdos da Piauí, que, no papel de assessoria de comunicação da acusação, vai tentar provar que não está errada desde o início. Não dará certo. Por respeito à Justiça, Melhem não pode expor suas provas nesse momento. Parece que o segredo só vale para Melhem, mas não será para sempre. Quando a Justiça autorizar, a opinião pública irá conhecer toda a verdade, sem versões parciais e distorcidas. E muitos irão se chocar com o que está por trás das acusações na justiça e dos vazamentos fora dela”.
Novas acusações de assédio contra ex-diretor da Globo vêm à tona
A revista Piauí publicou nesta segunda (14/2) uma nova reportagem sobre o escândalo de assédio sexual envolvendo o comediante e ex-diretor do Departamento de Humor da Globo Marcius Melhem. A publicação chegou a ser proibida por seis meses pela Justiça do Rio, sendo liberada por decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, garantindo à Piauí o direito à liberdade de imprensa. Em sua investigação jornalística, o repórter João Batista Jr. teve acesso aos depoimentos judiciais das denunciantes e a documentos da rede Globo. Os relatos chocam por descrever em detalhes os até aqui supostos assédios cometidos por Melhem, que teria agarrado e tentado beijar uma atriz à força apenas de toalha, num flat da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, ao estilo do produtor americano e Harvey Weinstein. O nome da atriz – assim como os das demais mulheres que denunciaram o ator – segue mantido sob sigilo. Entre os depoimentos, há acusações de que, no flat que a Globo alugava para funcionar como redação do núcleo de humor, Melhem recebia atrizes de “cuecas, com as calças abaixadas ou sem calças”, chamava mulheres de “piranha” e chegou a dizer para uma novata que merecia receber um boquete por tê-la contratado para a Globo. As denúncias apontam um ambiente tóxico, em que Melhem falava de sexo o tempo inteiro, insinuando-se para atrizes com falas como “Você faz parte das minhas fantasias sexuais” ou “Como você está gostosa com essa roupa”. Uma acusação diz que ele também pegava as mãos de mulheres e as colocava sobre sua genitália. Mais de uma das vítimas disseram que foram profissionalmente boicotadas por terem resistido às investidas sexuais. Confrontado, Melhem disse em seu próprio depoimento judicial que era tudo “brincadeira”. A Piauí contou seis respostas com a palavra “brincadeira” para acusações de comportamento inadequado. A reportagem também jogou luz sobre a “operação abafa” da Globo. Segundo documentos obtidos pela publicação, Melhem foi demitido em 2020 após uma investigação interna concluir que o então diretor do Departamento de Humor teve comportamento inadequado com suas subordinadas. Só que, na ocasião, a emissora divulgou um comunicado dizendo que a iniciativa de sair da Globo tinha sido do humorista. Esta informação foi posteriormente retificada para uma saída “em comum acordo”, seguida por elogios rasgados a Melhem por sua “importante contribuição para a renovação do humor nas diversas plataformas da empresa”. Um documento assinado por Helcio Coelho, o advogado que colheu os depoimentos das vítimas de Melhem na Globo, incluindo Dani Calabresa, revela que a história foi muito diferente. Não houve nada de comum acordo. Melhem foi sumariamente demitido. “Com base na apuração realizada, a Comissão de Ética e a gestão da empresa decidiram pela rescisão imediata do contrato do executivo, perdendo desta forma o seu cargo de gestão, e pela suspensão por quatro meses dos seus contratos de ator e roteirista. Após o período de afastamento, [o então diretor da emissora] Carlos Henrique Schroder avaliará o seu retorno”, diz o memorando oficial. Após o período citado, a Globo soltou a agora notória nota do “comum acordo”. Em uma carta endereçada à Delegacia de Atendimento à Mulher, por ocasião da denúncia criminal de abuso, a diretora do Compliance da Globo, Ana Carolina Bueno Junqueira Reis confirmou que o tema da investigação interna da emissora eram “alegações de práticas abusivas por parte do sr. Marcius Melhem”, e que a Comissão de Ética decidiu recomendar “a perda do cargo de gestão, com efeitos imediatos” e o “afastamento completo do profissional por um período de 180 dias”. Procurado pela revista para oferecer sua versão dos fatos, Melhem mandou uma nota assinada por seus advogados, cuja íntegra diz o seguinte: “A revista Piauí se tornou assessora de imprensa da acusação. Não apura corretamente fatos importantes, publica inverdades, ignora provas e sequer faz desmentidos de situações comprovadamente falsas. Agora publica uma matéria seis meses desatualizada de informações fundamentais que a investigação trouxe à tona. Sendo assim, que publique as suas inverdades e distorções. A Justiça a desmentirá.”
“Bull” é cancelada na 6ª temporada
A rede CBS vai finalmente tirar “Bull” do ar. O drama legal terminará em sua 6ª temporada, que está atualmente em exibição nos EUA. O cancelamento foi adiantado pelo astro Michael Weatherly, que tuitou na terça-feira (18/1) que “foi um privilégio interpretar o Dr. Jason Bull, mas depois de 6 temporadas de histórias incríveis, é hora de buscar novos desafios criativos e encerrar sua história”. Teria sido a decisão do ator de não renovar seu contrato que levou ao cancelamento da atração, segundo apurou o site The Hollywood Reporter. O fato de Weatherly decidir o destino do programa é… sem comentários. Muitos esperavam que “Bull” fosse acabar há três anos, quando a CBS precisou pagar US$ 9,5 milhões à atriz Eliza Dushku como indenização por assédio praticado por Weatherly, e por ter sido dispensada após denunciar o incômodo à produção. Weatherly disse que fez apenas piadas, não sofreu punição e emitiu um comunicado dizendo que não tinha culpa pela demissão da atriz. “Mais de 10 milhões de pessoas veem ‘Bull’ toda semana. Michael é adorado pelo nosso público e, mesmo depois dessas denúncias, todo mundo continua assistindo. Então, é uma atração popular que queremos manter no ar”, disse sem rodeios o presidente da emissora, Kelly Kahl, em 2019. Ela ainda está à frente da empresa. Dois anos depois, os bastidores da série voltaram a render escândalo. Denúncias dos roteiristas contra abusos morais e a transformação do ambiente de trabalho num local tóxico levaram a CBS a demitir o produtor Glenn Gordon Caron, showrunner da série, em 2021. O caso não é isolado. A quantidade de denúncias de abuso moral nas séries da CBS é anormal. Nos últimos anos, atores de “NCIS: New Orleans”, “SEAL Team”, “Hawaii Five-0”, “Magnum” e “MacGyver” denunciaram produtores poderosos que foram demitidos. Em compensação, a maioria dessas séries foi cancelada logo em seguida. Por outro lado, os astros das produções permanecem intocados. A mesma impunidade dada a Michael Weatherly se estendeu a outro ator famoso de série da CBS. Uma denúncia de Pauley Perrette contra Mark Harmon, por agressão nas gravações de “NCIS”, não deu em nada, considerando a permanência do ator até a 19ª temporada, atualmente em exibição. Vale lembrar que a CBS é a mesma rede que teve seu presidente Les Moonves envolvido em várias denúncias de assédio e abuso sexual, trazidas à tona em reportagens da revista New Yorker por diversas mulheres, inclusive funcionárias da empresa. Moonves foi o executivo mais poderoso da TV tolhido pelo movimento #MeToo, que surgiu no final do ano passado, após a exposição dos casos de abuso praticados pelo produtor Harvey Weinstein ao longo de três décadas. Para evitar ser demitido do comando da empresa, ele pediu demissão em 2018, buscando realizar um acordo milionário para sua saída do cargo.
“And Just Like That” corta participação final de Chris Noth
A produção da série “And Just Like That”, continuação de “Sex and the City”, decidiu cortar uma participação já gravada do ator Chris Noth no final da temporada. Segundo o site americano TV Line, ele retomaria o papel de Mr. Big no último capítulo, para ter uma conversa imaginária com Carrie (Sarah Jessica Parker). Spoiler: Mr. Big morreu no primeiro episódio de “And Just Like That”, ao sofrer um ataque cardíaco. Na cena que foi cortada, a personagem de Parker iria até a Pont des Arts, em Paris, para espalhar as cinzas do marido, e neste momento imaginava uma última conversa com ele. A decisão de cortar o diálogo foi feita após o ator ser acusado por assédio e abuso sexual por quatro mulheres. Ele também foi demitido da série “The Equalizer”. Os episódios de “And Just Like That” vão ao ar todas as quintas-feiras pela HBO Max. O episódio final tem previsão de exibição no dia 3 de fevereiro.
Chris Noth recebe quarta acusação de agressão sexual
Uma quarta mulher acusou Chris Noth de agressão sexual. A cantora Lisa Gentile denunciou o abuso nesta quinta-feira (23/13), durante uma videoconferência coletiva, dizendo que o intérprete de Mr. Big em “Sex and the City” chegou a ameaçar “arruinar a sua carreira” se ela falasse sobre o caso, que teria acontecido em 2002. Segundo Gentile, Noth insistiu em acompanhá-la até o apartamento dela em Nova York, após conversarem no restaurante que ambos costumavam frequentar. Mas ao chegar lá ele teria perdido a compostura, apalpando seus seios e a forçando a tocá-lo. “Nessa altura ele ficou mais agressivo e colocou as duas mãos nos meus seios e começou a apertar com força por cima da minha camisa”, revelou. “Eu estava tentando fazê-lo parar, então ele forçou as minhas mãos a puxarem a camisa dele para cima, expondo sua barriga, e depois fez mais força para empurrar as minhas mãos em direção ao pénis dele”, acrescentou. “Quando finalmente consegui afastá-lo e sair do alcance dele, gritei que não queria aquilo. Ele ficou extremamente furioso e começou a gritar, chamando-me de provocadora e vadia”, acrescentou a artista. Ela ainda afirma que, no dia seguinte ao suposto incidente, Noth ligou para dizer que se ela “alguma vez contasse a alguém sobre o que aconteceu na noite anterior, que ele arruinaria minha carreira, eu nunca cantaria novamente e ele me colocaria na lista negra”. A advogada de Gentile, Gloria Allred, disse que a sua cliente não podia registar uma queixa porque as alegações datam de “há quase vinte anos” e já prescreveram. Allred disse esperar que uma lei, que vai ser considerada em janeiro em Nova York, abra uma janela para as vítimas de abuso sexual apresentarem queixas mesmo que o prazo de prescrição tenha expirado. Ela pediu para que, diante do caso atual, as atrizes de “Sex and the City” manifestem apoio para aprovar a lei. Na semana passada, a revista The Hollywood Reporter publicou as primeiras alegações contra o ator, agora com 67 anos, com depoimentos de duas mulheres que teriam sido abusadas sexualmente em 2004 e 2015, em Los Angeles. Elas alegaram que a participação de Chris Noth em “And Just Like That”, revival de “Sex and the City” em que o ator retomou o papel de Big, fez despertar memórias dolorosas dos incidentes. Um dia depois, uma terceira mulher disse ao The Daily Beast que Noth a havia agredido sexualmente na cidade de Nova York em 2010, quando ela tinha 18 anos. Chris Noth negou as primeiras acusações, chamando os incidentes de “consensuais”. “As acusações feitas por pessoas que conheci anos, até décadas atrás são categoricamente falsas”, ele declarou em comunicado. Além dos casos de agressão, a atriz Zoe Lister-Jones (“Life in Pieces”) resolveu compartilhar sua própria experiência com a má conduta sexual do colega durante o trabalho. Diante da repercussão, ele foi dispensado pela agência de talentos que o representava e foi demitido da série criminal “The Equalizer”. Como Mr. Big morreu nos episódios iniciais de “And Just Like That”, a HBO Max evitou maiores constrangimentos relacionados à presença do ator na atração.
James Franco aborda denúncias de assédio e revela vício em sexo
O ator James Franco falou pela primeira vez sobre as acusações de assédio envolvendo seu nome. Em janeiro de 2018, cinco mulheres o acusaram de assédio sexual durante aulas de atuação de um curso que ele ministrava. Ele negou as alegações por meio de seu advogado e, desde então, vinha mantendo silêncio. A polêmica, porém, virou o centro de uma entrevista do ator ao programa de rádio “The Jess Cagle Show” nesta semana, onde ele abordou as acusações. “Em 2018, apareceram algumas reclamações e um artigo sobre mim, e naquele momento eu só pensei: ‘Vou ficar quieto, vou pausar’. Não parecia o momento certo para dizer algo. Existiam pessoas bravas comigo, e eu precisava ouvir”, disse o ator, falando de seu silêncio sobre o assunto. “Eu li um livro que dizia que, quando coisas assim acontecem, o instinto humano natural é fazer com que isso pare. Quer tirar isso da frente e fazer o que tiver que fazer, se desculpar, o que seja. Mas isso não permite com que você faça o trabalho de olhar para o que está dentro”, continuou ele, justificando seu sumiço. Ao abordar as denúncias, ele revelou que é viciado em sexo desde os 20 anos, quando superou o vício em álcool para trabalhar em sua primeira série, “Freaks & Geeks”, em 1999. “Quando eu não podia mais usar o álcool para preencher aquele vazio, o vício virou o sucesso e a atenção. E era ótimo. Fiquei viciado em validação e sucesso. Sucesso e atenção de mulheres viraram grandes formas de validação para mim”, disse o ator. “É uma droga muito poderosa. Eu fiquei viciado nela por mais de 20 anos. E a parte mais confusa disso é que eu continuei sóbrio de álcool nesse período. Eu ia às reuniões, e até tentei ajudar outras pessoas nesse sentido. Então na minha cabeça, eu estava sóbrio, quando na realidade eu estava agindo mal de todas essas outras formas e não estava vendo”, continuou ele num desabafo. O ator de 43 anos admitiu que traiu todas as namoradas anteriores à atual (Isabel Pakdaz). “Não conseguia ser fiel à ninguém”, admitiu James, dizendo que utilizou uma fala de seu mentor de sobriedade para justificar inúmeros casos com mulheres. “Estava completamente cego para as dinâmicas de poder que aconteciam, mas também cego para os sentimentos das pessoas. Eu não queria machucar as pessoas. Eu nem era um cara de ficar apenas uma noite. As pessoas com quem me relacionei, eu as vi por muito tempo, por anos. Mas eu não conseguia estar presente para nenhuma delas. Chegou a um ponto onde eu estava machucando todo mundo”, desabafou Franco. James também admitiu ter dormido com estudantes. “Durante o tempo em que lecionei, eu dormi com estudantes, e isso foi errado. Mas foi como eu disse, não foi por isso que comecei a ensinar e não era eu quem selecionava as pessoas que estariam nas aulas. Então não era um plano da minha parte. Porém, existiram certas instâncias onde sim, eu estava em relações consensuais com estudantes e não deveria ter acontecido. Na época, eu não era esclarecido, como eu disse. Então meu critério era: ‘Se isso é consensual, então tudo bem. Somos adultos'”, disse ele. No início deste ano, James fechou um acordo financeiro com duas das ex-alunas que fizeram acusações, o que impediu que o processo aberto pelas denunciantes fosse à julgamento.
Atrizes de “Sex and the City” comentam acusações de assédio de Chris Noth
As estrelas de “Sex and the City” e seu revival, “And Just Like That”, manifestaram-se na noite de segunda (20/12) sobre as acusações de assédio feitas contra seu ex-colega de elenco Chris Noth. Num texto curto, postado nas redes sociais, Sarah Jessica Parker, Cynthia Nixon e Kristin Davis “elogiaram” as mulheres que apresentaram as denúncias, ao mesmo tempo em que se disseram “profundamente tristes” ao ouvirem os relatos de mau comportamento do intérprete de Mr. Big. “Estamos profundamente tristes por ouvir as acusações contra Chris Noth”, diz a mensagem. “Apoiamos as mulheres que se apresentaram e compartilharam suas experiências dolorosas. Sabemos que deve ser uma coisa muito difícil de fazer e as elogiamos por isso.” As únicas palavras depois disso são os nomes das atrizes. As denúncias vieram à tona após Chris Noth repetir o papel de Mr. Big em “And Just Like That”, continuação de “Sex and the City” lançada na sexta passada (10/12) na HBO Max. Segundo o depoimento das duas mulheres ouvidas pela revista The Hollywood Reporter, o revival da série clássica serviu como gatilho para lembrarem tudo de ruim que aconteceu. Elas revelarem abusos do ator, inclusive uma tentativa de estupro, e foram seguidas por outra denúncia publicada no site Daily Beast. Além disso, a atriz Zoe Lister-Jones (“Life in Pieces”) corroborou os relatos ao compartilhar sua própria experiência com a má conduta sexual do colega durante o trabalho. Em decorrência das acusações, o ator foi dispensado pela agência de talentos que o representava e foi demitido da série criminal “The Equalizer”. Como Mr. Big morreu nos episódios iniciais de “And Just Like That”, a HBO Max evitou maiores constrangimentos relacionados à presença do ator na atração. Chris Noth negou todas as acusações, chamando os incidentes de “consensuais”. “As acusações feitas por pessoas que conheci anos, até décadas atrás são categoricamente falsas”, ele declarou em comunicado. pic.twitter.com/YNLgSY5JWv — Kristin Davis (@KristinDavis) December 21, 2021 pic.twitter.com/WaKVSfYwQX — Cynthia Nixon (@CynthiaNixon) December 21, 2021 Sarah Jessica Parker’s post on her Instastories. pic.twitter.com/44Mo2lvpqZ — Sarah Jessica Parker (@SJP_Daily) December 21, 2021
Chris Noth é demitido da série “The Equalizer” após denúncias de assédio
Chris Noth foi demitido da série criminal americana “The Equalizer”, inspirada nos filmes lançados no Brasil com o título de “O Protetor”. Noth interpretava William Bishop na atração protagonizada por Queen Latifah, que está atualmente exibindo sua 2ª temporada nos EUA. No Brasil, a série é disponibilizada pela plataforma Globoplay. “Chris Noth não vai mais filmar episódios adicionais de ‘The Equalizer’, com efeito imediato”, disseram a produtora Universal Television e a rede americana CBS em um breve comunicado. O ator ainda será visto nos episódios já gravados da série dramática, mas sua participação não se estenderá a uma possível 3ª temporada. A decisão foi tomada após duas mulheres revelarem abusos do ator numa reportagem da revista The Hollywood Reporter, outra se manifestar em publicação do site Daily Beast e a atriz Zoe Lister-Jones (“Life in Pieces”) revelar sua experiência com a má conduta sexual do colega durante o trabalho. Em decorrência das acusações, o ator já tinha sido dispensado pela agência de talentos que o representava. As denúncias vieram à tona após Chris Noth repetir o papel de Mr. Big em “And Just Like That”, continuação de “Sex and the City” lançada na sexta passada (10/12) na HBO Max. Segundo o depoimento das mulheres ouvidas pelo THR, o revival da série clássica serviu como gatilho para lembrarem tudo de ruim que aconteceu. Mr. Big morreu nos episódios iniciais da série de streaming, evitando maiores constrangimentos relacionados à presença do ator na atração. Ele negou todas as acusações, chamando os incidentes de “consensuais”. “As acusações feitas por pessoas que conheci anos, até décadas atrás são categoricamente falsas”, declarou em comunicado.












