Crise nos bastidores do “Vai que Cola” aumenta com novas denúncias
O programa humorístico “Vai que Cola”, da rede Globo, se encontra mergulhado em uma grave crise de bastidores, precipitada pela demissão de um de seus roteiristas, André Gabeh. Após se ver desempregado, Gabeh relatou que sofreu perseguição por parte do elenco do programa para deixar a equipe. A situação tornou-se tão crítica que gerou um racha entre os atores e os roteiristas, que na terça (22/8) publicaram uma carta aberta de apoio ao colega. A visibilidade das acusações feitas contra os humoristas famosos trouxe à tona outras queixas e culminou numa manifestação da própria entidade dos roteiristas do Brasil. André Gabeh agradece apoio Vítima da situação, André Gabeh voltou a se pronunciar sobre o ocorrido. Em uma longa mensagem publicada nas redes sociais nesta quarta (23/8), ele agradeceu aos colegas pelo posicionamento público e abordou as injustiças que sofreu durante o período em que trabalhou no humorístico. “Hoje, quem ler o que eles escreveram, vai saber que eu não exagerei quando falei sobre a injustiça que sofri, sobre a maldade que me fizeram e que tive que pisar em ovos para expor, porque o lado mais fraco da corda sempre tem que tomar cuidado pra nunca mais ser chamado pra trabalhar ou virar chacota diante do fandom de pessoas com muito mais visibilidade”, declarou. Ele ainda enfatizou a seriedade da situação, afirmando: “O que aconteceu comigo não pode acontecer com PROFISSIONAL NENHUM, com pessoa nenhuma, mas dessa vez eu tive a voz de mestres me defendendo e se defendendo.” Solideriedade e acusações dos roteiristas A carta dos roteiristas foi assinada por pelo menos seis escritores da fase atual do programa. Solidarizando-se com Gabé, eles afirmam que o colega foi “demitido arbitrariamente a pedido de parte do elenco da série”. Segundo a carta, Gabeh é um profissional “sério, competente, comprometido”, que vinha sendo elogiado tecnicamente por toda a equipe, incluindo a produtora Fábrica, Multishow e Globo. Além disso, os colegas destacam: “André Gabeh é também um escritor preto, gay e periférico, o que é importante ressaltar dentro de um contexto em que ‘a corda sempre arrebenta do lado mais frágil’. Perdemos um roteirista brilhante, um dos poucos suburbanos escrevendo para personagens suburbanos”. Eles apontam que a implicância ou perseguição com o autor não era de hoje e não se devida à qualidade do trabalho e sim por preconceito, por Gabeh ser um ex-BBB. Sem citar nomes, eles dizem que críticas construtivas são bem-vindas, mas a reação dos atores foi muito acima do tom e sem justificativa. “Atualmente a atmosfera de trabalho é de apreensão e medo, pois os roteiros recebem diversas críticas infundadas e abstratas. Críticas estas que dizem respeito, na maior parte dos casos, aos gostos pessoais e não à técnica e podem ter consequências desastrosas como a recente demissão do roteirista André Gabeh”, afirma a carta. Entre as revelações, os roteiristas afirmam que parte do elenco nem sequer lê os roteiros antes de gravações, o que sempre causa mudanças de última hora. Sem citar exemplos, os escritores comentam que existe uma divisão até mesmo entre os atores, que não concordam com os estrelismos de algumas figuras. Associação dos Roteiristas critica ambiente tóxico Em uma nota também divulgada nesta quarta-feira (23/8), a Associação Brasileira de Autores Roteiristas (ABRA) se posicionou, em meio às denúncias, contra a “cultura de medo e opressão” em ambientes do mercado audiovisual. “O processo de criação de uma obra é um trabalho realizado em conjunto e todos os profissionais envolvidos merecem respeito”, ressalta um trecho. A ABRA também destacou ser “inadmissível que um local de trabalho se torne um local de perseguição e de violência psicológica por parte de outros colegas”. A associação defendeu um ambiente livre de práticas tóxicas e enfatizou a necessidade de assegurar a integridade física e mental dos funcionários. Mais um roteirista reforça denúncias Com a revelação do descontentamento dos roteiristas atuais, um ex-roteirista do programa, Daniel Porto, que pediu demissão no ano passado, compartilhou sua experiência traumática no “Vai que Cola”, reforçando a acusação de assédio moral por parte do elenco. Em texto publicado no Linkedin, Porto acusou os atores de serem tóxicos e que o trabalho no humorístico lhe causou depressão, burnout e crises de ansiedade. Porto relatou sua luta diária, as exigências insanas e a sobrecarga de trabalho. Reclamou dos salários desrespeitosos ofertados à equipe, revelando que um roteirista recebe entre R$ 5 mil e R$ 6 mil por mês para escrever aproximadamente 10 episódios, sem remuneração adicional pelas reexibições. O redator final, seu caso, recebia R$ 5 mil por episódio, com uma carga de trabalho intensa. Ele também denunciou as atitudes dos atores: “O desdenho e o assédio moral com nossos textos eram diários e na nossa cara. Era direto, ofensivo e cruel. Todo mundo sabia, a estrutura inteira do programa sabia, e nós ficávamos vendidos tentando nos defender da maneira que nos cabia”. Ele ainda ressalta que “todos do elenco tinham comportamento tóxico conosco, em maior ou menor grau”. O roteirista também destacou que a manifestação desta semana foi resultado de um acúmulo de desaforos e sapos engolidos. “Sempre ficamos com medo de nos expor e perder futuros trabalhos como roteirista, que são cada vez mais escassos. Demorou muito para que o pedido de socorro da equipe viesse”, afirmou. “Demorou muito para que o óbvio fosse dito. Muito amigos se desgastaram muito emocionalmente e psicologicamente por causa dessas pessoas”. Após ressaltar o medo de exposição da equipe, o desgaste emocional e psicológico, ele agradeceu André Gabeh pela coragem de abrir os bastidores do programa: “Me solidarizo e compartilho meu relato para dizer que você não está sozinho nessa”. O elenco do “Vai que Cola” A 11ª temporada do programa “Vai que Cola” está atualmente em produção e será exibida ainda neste ano. O elenco da produção inclui Catarina Abdalla, Marcus Majella, Samantha Schmutz, Cacau Protásio, Pedroca Monteiro, Maurício Manfrini, Nany People, Marcelo Médici, Silvio Guildane e Luis Lobianco. Além deles, Sidney Magal, Diogo Vilela, Katiuscia Canoro, Paulinho Serra e Raphael Vianna fazem participações especiais. A rede Globo, o Multishow e a produtora Fábrica ainda não se pronunciaram oficialmente sobre as alegações.
Marlene Mattos ameniza acusações de assédio moral: “Meu jeito de ser”
A diretora Marlene Mattos voltou a mandar indiretas em meio as acusações de assédio moral no ambiente de trabalho. Nos últimos dias, a ex-empresária foi alvo de relatos polêmicos sobre a época em que trabalhou com a cantora e apresentadora Xuxa Meneghel. No Instagram, Marlene reforçou seu jeito “bruto” de ser com uma publicação reflexiva: “Você pode ter resultados ou desculpas, não os dois”, dizia o texto na imagem. A postagem da diretora teria sido vista como alfinetada à Xuxa, já que a artista fez revelações contudentes sobre Marlene em seu documentário no Globoplay. “Eu vou continuar na luta por resultados. É do meu jeito de ser”, ela sustentou. Acusações e práticas abusivas Marlene Mattos foi diretora dos programas infantis de Xuxa Meneghel por 18 anos. As duas trabalharam juntas na extinta TV Manchete e na TV Globo. A dupla rompeu parceria profissional (e pessoal) em 2002. Contudo, Marlene se viu numa fase turbulenta neste mês, desde que a apresentadora expôs seu relacionamento abusivo com a ex-empresária em “Xuxa – O Documentário”, lançado no streaming Globoplay. Em depoimentos, Xuxa e seus funcionários contaram práticas abusivas e situações controversas promovidas pela diretora. “A Marlene me apavorada um pouco. Ela falava: ‘você tem que fazer o trabalho, isso, isso e isso’. […] Eu ficava perdida lá atrás”, lembrou Letícia Spiller, a paquita Pastel. Já em entrevistas externas, há relatos intensos sobre o comportamento tóxico da diretora, como quando ela desejou a morte precoce da apresentadora do “Xou da Xuxa”. “[Ela] já chegou de um jeito assim: ‘Se vocês acham que vou pedir desculpas, não vou’. Ela não mudou nada. Isso me deixou chocada, eu mudo quase diariamente”, pontuou Xuxa ao jornal O Globo.
Elenco original de “Zoey 101” se reúne no primeiro trailer do filme derivado
A Paramount+ divulgou o pôster e o primeiro trailer do filme derivado de “Zoey 101”, intitulado “Zoey 102”. O longa traz Jamie Lynn Spears de volta ao papel de Zoey Brooks, após 15 anos do final da série da Nickelodeon. A prévia revela o grande motivo por trás do reencontro dos ex-estudantes da PCA (Pacific Coast Academy): o casamento de Quinn (Erin Sanders) e Logan (Matthew Underwood). Na trama, os personagens já passaram da adolescência e encaram os desafios da vida adulta. Após anos afastados desdo o fim do Ensino Médio, todos se reúnem para celebrar o casamento. A prévia ainda revela que Zoey e Chase (Sean Flynn) não permaneceram juntos após o final da série, o que gera tensão no reencontro. Com isso, a personagem contrata um namorado fictício para acompanhá-la no evento e não precisar encarar o ex-namorado solteira. Com uma proposta nostálgica, a trama também promete revelar o paradeiro de outros personagens queridos ao longo dos anos. Dentre eles, Michael Barrett (Christopher Massey), melhor amigo de Chase. Além disso, Abby Wilde e Jack Salvatore voltam como Stacey Dillsen e Mark Del Figgalo, respectivamente. Ausência polêmica no elenco Embora a sequência da série reúna grande parte dos personagens, nem todos integrantes do elenco original estarão presentes no longa. Por mais que sua ausência já fosse esperada, a atriz Alexas Nikolas realmente não aparece na produção. Nos últimos anos, ela relatou diversas acusações de abuso infantil contra o criador do seriado, Dan Schneider. Na série, ela deu vida à Nicole Bristow, colega de quarto e melhor amiga de Zoey até a 2ª temporada. Outros personagens ausentes são Lola Martinez, interpretada por Victoria Justice, e o ator indicado ao Oscar Austin Butler, que interpretou James Garret. Enquanto Justice entrou na série na 2ª temporada como a colega de quarto de Zoey, o intérprete de Elvis no cinema foi o interesse amoroso da protagonista na 4ª e última temporada. Além dos rostos conhecidos, o filme apresentará novos personagens. Thomas Lennon (“Reno 911!”) será Kelly Kevyn, o chefe de Zoey, enquanto Owen Thiele (“Theater Camp”) assumirá o papel de Archer March, um amigo próximo da protagonista. Por fim, Dean Geyer (“A Praia Assassina”) será Todd, o namorado de mentira de Zoey. Dan Schneider não está envolvido no projeto É importante ressaltar que Dan Schneider, criador da série original, não está envolvido na produção. Responsável por outros programas de sucesso do canal, como “Drake & Josh” e “Brilhante Vitória”, ele permanece afastado de todos os projetos da Nickelodeon/Viacom após uma série de acusações de assédio sexual e moral. A direção do longa é de Nancy Hower, enquanto o roteiro foi escrito por Monica Sheer e Madeline Whitby. Além de protagonizar a sequência, Jamie Lynn Spears também atua como produtora executiva ao lado de Alexis Fisher. “Zoey 102” tem estreia prevista ainda para 2023 na Paramount+, sem uma data confirmada. 102 reasons to RSVP “yes” 💍 #Zoey102, an all-new movie, premieres on #ParamountPlus July 27! pic.twitter.com/Clh8JCvVPx — Paramount+ (@paramountplus) June 20, 2023
Ex-diretor expõe assédio moral grave de Faustão: “A Globo tentou esconder”
Alberto Luchetti Neto, ex-diretor do “Domingão do Faustão” (1998 – 2002), revelou que o apresentador praticava assédio moral contra os funcionários da TV Globo. Uma delas teria cometido suicídio. As informações chocantes são da revista Veja. Segundo Luchetti, o ex-apresentador da Globo costumava pressionar e levar seus funcionários ao limite. “Tinha costume de esculhambar a produção no ar e de pedir desculpa no particular”, relatou. “[Ele] criticava o trabalho em rede nacional. O que ele fazia com o Caçulinha era de chorar! Ele o humilhava, dizia que ele não sabia tocar [teclado], que era ultrapassado. Falou tanto que a Globo tirou ele”, acrescentou. O ex-diretor também acusou Faustão de ter perseguido uma das funcionárias, que não aguentou os danos morais e cometeu suicídio. O caso teria sido acobertado pela emissora. Até o momento, a Globo não se manifestou. “Por exemplo, uma moça, Angela Sander, de tão perseguida por ele, tomou remédio e cometeu suicídio. Foi uma desgraça que a Globo tentou esconder por todos os meios. Eu já estava fora [da emissora]. Ela estava tão desesperada, ele humilhou tanto ela, que um dia ela tomou remédio, foi dormir e não acordou mais.” Ainda na entrevista, Luchetti afirmou que o apresentador tirava vantagem dos funcionários para manter a fama de “generoso”. “Você está numa situação difícil, aí ele procura te ajudar… Só que depois pede para a assessoria divulgar que está te ajudando. Ele cansou de fazer isso com a Dercy Gonçalves”, afirmou ele. Mais acusações contra Faustão Alberto Luchetti Neto revelou ter sido cotado para dirigir o “Faustão na Band” após a saída do apresentador da TV Globo. No entanto, o ex-diretor recusou, pois sabia que o programa diário era uma tragédia anunciada. “É uma irresponsabilidade dele e da cúpula da Band, de colocar um programa diário, no horário nobre, achando que o Faustão tinha o dinheiro da Globo”, pontuou. “Ele achava que o dinheiro era dele, mas não. Tanto é que entrou um oportunista no lugar do Fausto, o Luciano Huck, e o dinheiro está lá do mesmo jeito. Quem tem a audiência e o dinheiro é a emissora. Ele não levou nem um, nem outro.” “Aí na Band, sem estrutura, precisou fazer 60 em três meses. A probabilidade de dar errado era de 100%. Por isso, digo que é irresponsabilidade dele e da cúpula da Band. Ele não vai ter a vida financeira afetada (com a demissão), mas estamos falando em 300 demissões! Quem deveria ser demitido são os diretores que concordaram em pagá-lo. Não havia estrutura para isso ali.” O ex-diretor ainda disse que o programa foi um fiasco por seguir um modelo ultrapassado. “Para o auditório, contratava quatro ou cinco fileiras de mulher com perna de fora, o resto da gente era periferia. É um cara de 74 anos que não se modernizou. Ele bota tênis, fala ‘ô louco meu’ e acha que é moderno. Ultimamente, ele estava fazendo ‘Baile da Saudade’ na Band”, comparou Luchetti. Por fim, Alberto Luchetti Neto afirmou que a troca de emissora teria acontecido como parte de vingança. “O problema não foi só a vaidade, que ele tem de forma latente. O problema foi o fígado dele. Ele saiu da Globo pela porta dos fundos, foi demitido por um diretorzinho”, relatou. “Saiu com o fígado virado, querendo dar um troco na Globo. Acho que ainda vai acontecer (processo judicial) com muita gente, que se sente prejudicada por ter acompanhado ele (na Band).”
Ana Maria Braga e Patrícia Poeta se unem a protesto contra assédio na Globo
Um caso de assédio revelado pela revista Piauí deixou os funcionários da rede Globo totalmente revoltados. Nesta segunda-feira (22/5), diversos comunicadores fizeram um protesto silencioso contra assédio moral e sexual na emissora. Segundo a reportagem, a engenheira Esmeralda da Silva (nome fictício adotado pela Piauí) teria sofrido violência sexual e moral por quatro colegas que trabalhavam no setor técnico da emissora. Em um dos casos, um dos funcionários (com mais de 20 anos de rede Globo) chegou a calar sua boca com a mão e tentou estuprá-la numa sala da sede de São Paulo. Além disso, Esmeralda também sofria xenofobia dentro da emissora por ter nascido na Paraíba. A engenheira afirmou ter seu sotaque satirizado pelos funcionários. Por causa do trauma, a funcionária desenvolveu depressão e síndrome do pânico. O caso polêmico resultou num processo movido pela engenheira na Justiça do Trabalho, que reconheceu os danos morais e decidiu pelo pagamento de uma multa de R$ 2 milhões. A ação ainda impediu a demissão da engenheira que, neste momento, está afastada. A revista não revelou os nomes dos acusados, mas afirmou que um dos profissionais ainda é funcionário da rede Globo. A não-demissão do profissional foi o estopim para o início do “Movimento Esmeralda”, protesto organizado na última sexta-feira (19/5) através de grupos de WhatsApp. No total, o protesto recebeu adesão de mais de 300 profissionais, que aceitaram trabalhar de verde, a cor da pedra esmeralda. A maior parte destes são funcionários de São Paulo, mas também há nomes do Rio de Janeiro. O movimento entrou em vigor nesta segunda-feira (22/5) depois que o protesto majoritariamente feminino se reuniu na sede paulista e entregou um manifesto para os chefões da rede Globo. O grupo ainda tirou fotos de apoio, que se espalharam pela empresa. Por conta da repercussão, as comunicadoras Ana Paula Araújo (“Bom Dia Brasil”), Patrícia Poeta (“Encontro”) e Ana Maria Braga (“Mais Você”) decidiram participar do ato e foram vistas com roupas verdes. Além delas, o apresentador Felipe Andreoli (“Globo Esporte SP”) também participou do “Mais Você” com trajes na cor verde. Nos bastidores, Ana Maria Braga e Patrícia Poeta reforçaram seu apoio e ainda se colocaram à disposição para usar sua influência no que for possível. Elas querem aumentar a pressão contra os casos de assédio vividos por funcionárias da emissora. As lideranças do “Movimento Esmeralda” vão se reunir com os chefes globais nos próximos dias. A reunião deve abordar o atual combate ao assédio no ambiente de trabalhos. Novas práticas serão sugeridas pelos protestantes. No Instagram, as jornalistas do movimento fizeram uma postagem confirmando o que aconteceu. “Quando uma de nós é assediada e estuprada dentro da empresa, o problema é de todos. A história de Esmeralda foi publicada pela revista Piauí na última sexta-feira (19/05), nos provocando indignação e revolta. Precisamos sim ser ouvidas para que abusos assim não se repitam! Hoje usamos verde em apoio à Esmeralda e a todas as mulheres pelo nosso direito a um ambiente seguro de trabalho”, diz o comunicado compartilhado por diversos perfis. A Globo afirmou que está ciente do protesto e deu apoio à livre manifestação de seus funcionários. “A livre manifestação dos profissionais da empresa está em total alinhamento com a nossa gestão de transparência e diálogo permanente. De qualquer forma, a Globo reitera que não comenta casos de Compliance e aproveita para reiterar também que a empresa mantém um Código de Ética em linha com as melhores práticas atualmente adotadas, que proíbe terminantemente o assédio e deve ser cumprido por todos os colaboradores, em todas as áreas da empresa”, afirmou em nota. A emissora acrescentou que vai analisar os casos criteriosamente, desde que registrados nas centrais. “Da mesma maneira, a Globo mantém uma Ouvidoria pronta para receber quaisquer relatos de violação de seu Código de Ética, que são apurados criteriosamente, com a punição dos responsáveis por desvios. Nesse mesmo Código, assumimos o compromisso de sigilo em relação a todos os relatos de Compliance, razão pela qual não fazemos comentários sobre as apurações. Nosso sistema de Compliance também prevê o apoio integral aos relatantes, proibindo qualquer forma de retaliação em razão das denúncias”, concluiu. #MovimentoEsmeralda Foi revoltante descobrir por meio de uma reportagem que uma colega teve a vida arrasada por múltiplos assédios sexuais e morais, inclusive estupro, em seu local de trabalho (que também é o nosso). Hoje viemos vestidas de verde em apoio à "Esmeralda". pic.twitter.com/OaUnmGVbtf — Carolina Moreno (@anarina) May 22, 2023 Profissionais da Globo SP participaram hoje do "Movimento Esmeralda" e usaram verde para protestar contra mais um caso de assédio registrado na emissora e revelado pela Revista Piauí na sexta passada. A Globo diz estar ciente do protesto e que mantém uma ouvidoria para acusações. pic.twitter.com/Y6nZalKNKW — fabiossance 🪩 (@souufabio) May 22, 2023 Quando uma de nós é assediada e estuprada dentro da empresa, o problema é de todos. A história de Esmeralda* foi publicada pela @revistapiaui na última sexta (19), provocando indignação e revolta. Precisamos, sim, ser ouvidas para que abusos assim não se repitam (+) pic.twitter.com/4RlNKeR4jn — Paula Lago (@paulalake) May 22, 2023
Repórter processa Globo por assédio moral: “A TV é cruel”
Após 20 anos de trabalhos prestados para a Rede Globo, a repórter Veruska Donato entrou como uma ação contra a sua antiga emissora. A denúncia é de assédio moral. Segundo a repórter, ela foi obrigada a se enquadrar em um padrão de beleza pré-estabelecido pelo canal. Ela não podia engordar, não tinha liberdade para escolher suas próprias roupas, tinha que cuidar bem das unhas e qualquer sinal de flacidez ou ruga era condenado pela sua diretoria. Veruska relata que as profissionais do sexo feminino eram muito mais cobradas e tinham que mostrar mais produtividade que os homens A defesa de Veruska se manifestou publicamente sobre o caso e comentou as pressões estéticas sofridas pela repórter: “A situação se agravou nos últimos anos da contratualidade, por conta do etarismo praticado pelos prepostos da ré, havendo críticas de chefe e do setor de figurino do jornalismo quanto a qualquer flacidez ou gordura considerada fora do lugar”, disse seu representante. Com 50 anos, a jornalista encarou a situação vivida na empresa como um claro preconceito com profissionais mais velhas: “Para muita gente, para o Brasil, o velho não é bonito. E uma mulher de 50 anos na televisão não é legal. A TV é cruel. E as TVs investem em algo errado, eles querem gente jovem para rejuvenescer a audiência. Isso não é certo”, contou Veruska em entrevista cedida para Luciana Livrieiro. Além da pressão estética, Veruska afirma que passou 17 anos na empresa – entre 2002 e 2019 – como Pessoa Jurídica e só teve a sua carteira de trabalho assinada pela TV Globo em seus dois últimos anos de contrato. A jornalista solicita que o período seja reconhecido como vínculo empregatício. No período de trabalho na emissora, ela também afirma ter desenvolvido a Síndrome de Burnout, também conhecida como Síndrome do Esgotamento Profissional. Veruska Donato deixou a emissora no final de 2021, após 20 anos como contratada do Grupo Globo. Na época, a repórter afirmou que a decisão foi tomada por causa de problemas de saúde surgidos enquanto fazia a cobertura da pandemia de Covid-19, além da carga emocional de suas reportagens para os jornalísticos da emissora. Em sua ação por perdas, danos e assédio moral, a repórter solicita uma indenização de R$ 13 milhões.
Processo milionário de Rachel Sheherazade contra SBT cita assédio moral de Sílvio Santos
Demitida em agosto de 2020 do SBT, a jornalista e apresentadora de telejornal Rachel Sheherazade entrou com um ação milionária de indenização na Justiça, pedindo R$ 20 milhões de direitos trabalhistas nunca cumpridos. Mas o processo também abre espaço para denúncia de assédio moral contra Sílvio Santos. Protocolada em 11 de março, na 3ª Vara do Trabalho de Osasco (SP), onde o SBT é sediado, a ação cita a cerimônia do Troféu Imprensa realizada em 9 de abril de 2017, quando Sheherazade subiu ao palco para receber o Troféu Internet de melhor apresentadora de telejornal, que ela havia conquistado em 2016. A jornalista diz ter sido humilhada por Silvio Santos em rede nacional na ocasião. “Eu te chamei para você continuar com a sua beleza, com a sua voz, foi para ler as notícias, e não dar a sua opinião. Se quiser falar sobre política, compre uma estação de TV e faça por sua própria conta”, disse Sílvio Santos na ocasião. A defesa da apresentadora diz que Silvio Santos teve um comportamento depreciativo, preconceituoso, vexatório, humilhante e constrangedor, além de ter uma “atitude nitidamente machista, [que] colocou a figura feminina numa posição em que a beleza física é supervalorizada em detrimento dos atributos intelectuais”. Rachel Sheherazade também alega ter sofrido suspensão do telejornal “SBT Brasil” em agosto de 2019, após um pedido de Luciano Hang, dono da rede varejista Havan, um dos principais patrocinadores dos programas da emissora de Silvio Santos. Por represália a suas publicações em redes sociais, ela foi proibida de comandar o telejornal nas edições de sexta-feira. “Silvio Santos a afastou da apresentação do telejornal ‘SBT Brasil’, como nítida forma de punição em razão de seus comentários e opiniões, bem como reduziu seu espaço no ar”, diz a defesa da apresentadora. Nos anexos do processo de 522 páginas, Sheherazade incluiu prints de um e-mail que José Roberto Maciel, CEO do SBT, lhe enviou em 17 de outubro de 2014. Na data, Rachel pediu afastamento do trabalho para se submeter a uma cirurgia e o executivo decidiu lembrar a funcionária sobre a linha editorial do SBT, pedindo para que ela revisse seu posicionamento político nas redes sociais, além de reduzir o tom, visto por ele como agressivo. Na época, a jornalista fazia duras críticas a Dilma Rousseff, que concorria à reeleição presidencial. Maciel disse que a postura dela envergonhavam a ele e a muitos dos colegas de trabalho. A jornalista foi contratada pelo SBT em março de 2011 na condição de prestadora de serviços, como pessoa jurídica, sem ter sua carteira de trabalho assinada. Seu salário inicial foi estipulado em R$ 30 mil e ela recebia mais um bônus de R$ 7 mil para custos com moradia – uma maneira de a emissora ajudá-la a se estabelecer na região metropolitana de São Paulo, já que morava em João Pessoa (PB) antes de ser contratada. Por conta das renovações de seu contrato, Rachel teve um crescimento salarial exponencial. Seu último vencimento na emissora, pago em outubro de 2020, foi de R$ 214.108,47, quase 614% maior do que o inicial, conforme mostram as notas fiscais anexadas ao processo. Mas a jornalista caiu na malha fina da Receita Federal, que está cobrando uma fortuna em impostos atrasados por considerar sua relação profissional fraudulenta, afirmando que ela deve impostos de Pessoa Física, embora tenha recebido como Pessoa Jurídica. Se a Receita acha isso, ela considera que também deve receber o que tem direito. Sua defesa alega que a “pejotização” contratual imposta pelo SBT deixou-a sem receber vários pagamentos que teria caso sua carteira de trabalho tivesse sido assinada, como férias integrais, que não lhe foram remuneradas, FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), pagamento da diferença salarial decorrente dos reajustes que ela não usufruiu por não ser contratada pelo regime CLT, trabalhos em feriados e horas-extras, participação nos lucros da receita da empresa (PLR), pagas a funcionários CLT do SBT, aviso prévio, 13º salário nunca pago, etc. O processo lista diversos motivos para sustentar a tese de que ela não era uma prestadora de serviços, mas uma funcionária do SBT: cumprimento de carga horária, exclusividade de trabalho com o SBT, subordinação a diretores da emissora, uso de e-mail corporativo, crachá de funcionária, direito a vale-refeição e plano de saúde. A Justiça Trabalhista marcou para 3 de agosto, às 10h10, a primeira audiência do caso, em que as testemunhas de Rachel Sheherazade e do SBT serão ouvidas pelo juiz. O jornalista Hermano Henning, que também processou a emissora de Silvio Santos, é uma das testemunhas listadas para falar a favor da ex-colega de trabalho.
Priyanka Chopra revela assédio sofrido no começo da carreira
A estrela Priyanka Chopra Jones, atualmente no ar em “Tigre Branco”, da Netflix, revelou o assédio moral que sofreu quando decidiu virar atriz em Bollywood, a indústria cinematográfica da Índia. Na autobiografia “Unfinished”, que chega nas livrarias virtuais nesta terça (9/2), ela contou que, mesmo já tendo vencido o concurso de beleza Miss Mundo 2000, foi considerada “feia” para fazer cinema. Ela relata sua experiência em busca do primeiro papel. “Depois de conversar comigo por alguns minutos, esse diretor e produtor pediu que eu me levantasse e ‘desse uma voltinha’. Eu fiz isso. Ele me olhou por muito tempo, e depois sugeriu que eu pusesse silicone nos seios, ‘consertasse a minha mandíbula’, e aumentasse o meu bumbum. Se eu queria ser uma atriz, ele disse, eu precisava ‘consertar’ as proporções do meu corpo.” A estrela da série “Quantico” explicou que este tipo de “sugestões” são lugar comum em Bollywood, e que o seu agente da época até concordou com a avaliação do diretor. Dizendo-se “humilhada e diminuída” após a reunião, Priyanka decidiu não seguir as sugestões e trocar seu agente. Mas isso não a livrou dos abusos. “Eu abandonei o set de um filme, no começo da minha carreira, por causa da forma como o diretor estava me tratando, […] mas nunca revelei o motivo. Nunca tive a coragem de me defender publicamente. Eu ouvia sempre: ‘Não seja problemática, você é nova na indústria e isso vai prejudicar sua reputação’. Hoje, depois dos 35 anos, é óbvio para mim que muitas garotas ouvem isso o tempo todo”, contou, sobre o assédio sofrido. Ela avalia, porém, que esse tipo de situação está com os dias contados. “Acho que nós somos a geração que vai tornar normal ter mais mulheres em papéis de liderança. A próxima geração de garotas não vai precisar herdar os mesmos problemas que sofremos”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Priyanka Chopra Jonas (@priyankachopra)







