Frank Vincent (1939 – 2017)
O ator americano Frank Vincent, conhecido por seus papéis de mafioso na série “Família Soprano” (The Sopranos) e nos filmes de Martin Scorsese, morreu na quarta-feira (13/9) os 78 anos, em um hospital de Nova Jersey. Ele passava por uma operação, após ter sofrido um ataque cardíaco na semana passada. Nascido em 1939 em North Adams, Massachusetts, e de ascendência italiana, Frank Vincent quase despontou como talento musical, tendo tocado bateria, trumpete e piano para os cantores Trini López e Paul Anka. Mas acabou trocando de carreira após aparecer num pequeno papel como um jogador endividado em “The Death Collector” (1976), estrelado por Joe Pesci. O filme chamou atenção de Robert De Niro, que sugeriu a Scorsese que o visse. E foi assim que Joe Pesci e Frank Vincent entraram na filmografia do cineasta, escalados para atuarem juntos num dos maiores clássicos de Scorsese, “Touro Indomável” (1980). O papel de Vincent era Salvy Batts, a conexão mafiosa de Jake LaMotta (De Niro). O ator acabou transformando aquele personagem numa carreira, revivendo os trejeitos de mafioso em dezenas de filmes, dentre eles “Os Bons Companheiros” (1990) e “Cassino” (1995), em que voltou a contracenar com De Niro e Pesci, com direção de Scorsese. O papel de Frankie Marino, vivido em “Cassino”, marcou tanto que o ator foi convidado a revivê-lo num clipe do rapper Nas, “Street Dreams” (1996). Frank Vincent também foi um mafioso divertido em comédias como “Nos Calcanhares da Máfia” (1984), de Stuart Rosemberg, “Quem Tudo Quer, Tudo Perde” (1986), de Brian De Palma, e “Mafiosos em Apuros” (2000), de Michael Dinner. Ele ainda trabalhou em dois clássicos de Spike Lee, “Faça a Coisa Certa” (1989) e “Febre da Selva” (1991), e filmou com Sidney Lumet (em “Sombras da Lei”, 1996) e James Mangold (em “Cop Land”, 1997). Mas foi mesmo na aclamada produção da HBO, “Família Soprano”, que obteve o maior destaque da carreira. Seu personagem, o mafioso Phil Leotardo era o grande inimigo do protagonista Tony Soprano (James Gandolfini, também já falecido).
Novo trailer do remake/reboot de Linha Mortal troca o terror pelo suspense dramático
A Sony divulgou um novo trailer do remake/reboot/sequência de “Linha Mortal” (Flatliners), que acabou rebatizado como “Além da Morte” no Brasil. A prévia chama atenção por minimizar os elementos de terror do longa original e apresentar o filme como um suspense dramático, com imagens que enfatizam os altos e baixos emocionais dos protagonistas. Segundo o slogan, eles demonstram estar bem vivos porque morreram. Apesar do tom diferente, a premissa do filme de 1990 foi mantida. Um grupo de médicos residentes decide investigar o que existe após a morte, experimentando morrer por alguns minutos e voltar para compartilhar o que viram. Não demora e a experiência se transforma em competição para ver quem fica mais tempo morto, até a situação sair do controle e entrar em terreno perigoso. Brincar com a morte revela ter consequências, que os acompanham ao retornarem à vida. O novo filme tem mais personagens femininas, totalizando três mulheres, enquanto o original contava apenas Julia Roberts em meio ao elenco masculino. Esta diferença faz com que Ellen Page (“X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”) assuma a função de instigadora, que originalmente pertencia a Keifer Sutherland. Além dela, o elenco inclui Diego Luna (“Rogue One”), Nina Dobrev (série “The Vampire Diaries”), James Norton (minissérie “Guerra e Paz”), Kiersey Clemons (série “Extant”) e, escondido na divulgação, o próprio Keifer Sutherland em participação especial. O roteiro foi escrito por Ben Ripley (“Contra o Tempo”) e a direção é do dinamarquês Niels Arden Oplev (“Os Homens que Não Amavam as Mulheres”). A estreia está marcada para 19 de outubro no Brasil, um mês após o lançamento nos Estados Unidos.
Pôsteres individuais de Além da Morte trazem Ellen Page, Nina Dobrev e Diego Luna
A Sony divulgou cinco pôsteres dos personagens do remake/reboot/sequência de “Linha Mortal” (Flatliners), que acabou rebatizado como “Além da Morte” no Brasil. A nova versão tem mais personagens femininas, totalizando três mulheres, enquanto o original contava apenas Julia Roberts em meio ao elenco masculino. A diferença se faz notar a partir do papel de instigador, com Ellen Page (“X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”) assumindo a função que originalmente pertencia a Keifer Sutherland. Mas a premissa foi mantida. Um grupo de médicos residentes decide investigar o que existe após a morte, experimentando morrer por alguns minutos e voltar para compartilhar o que viram. Não demora e a experiência se transforma em competição para ver quem fica mais tempo morto, até a situação sair do controle e entrar em terreno perigoso. Brincar com a morte revela ter consequências, que os acompanham ao retornarem à vida. Além de Ellen Page, o elenco inclui Diego Luna (“Rogue One”), Nina Dobrev (série “The Vampire Diaries”), James Norton (minissérie “Guerra e Paz”), Kiersey Clemons (série “Extant”) e, ainda escondido no material promocional, o próprio Keifer Sutherland em participação especial. O roteiro foi escrito por Ben Ripley (“Contra o Tempo”) e a direção é do dinamarquês Niels Arden Oplev (“Os Homens que Não Amavam as Mulheres”). A estreia está marcada para 19 de outubro no Brasil, um mês após o lançamento nos Estados Unidos.
Diretor de O Cubo vai filmar o piloto da série baseada em O Ataque dos Vermes Malditos
O diretor Vincenzo Natali, responsável pelos filmes de terror “Cubo” (1997), “Splice” (2009) e “Assombrada Pelo Passado” (2013), vai dirigir o piloto de “Tremors”, série do Syfy baseada no filme “O Ataque dos Vermes Malditos” (Tremors, 1990). A produção será uma continuação da história original, estrelada por Kevin Bacon. Desenvolvida por Andrew Miller (criador da série “The Secret Circle”), a adaptação vai se passar 25 anos após os eventos do filme, quando Valentine McKee (Bacon) volta a encontrar os vermes gigantes subterrâneos que se alimentam de carne humana. Além de estrelar, Bacon também irá coproduzir a série, caso o piloto seja encomendado, junto da produtora Blumhouse Television. O longa de 1990, produzido pela Universal Pictures, arrecadou apenas US$ 16 milhões nas bilheterias, mas se tornou cult ao sair em vídeo, a ponto de ganhar cinco sequências. O Syfy chegou a desenvolver uma série com as mesmas criaturas em 2003. Mas, sem Kevin Bacon ou ligação com o filme, “Tremors: The Series” foi cancelada após uma temporada de 13 episódios. “Este é o único personagem que já pensei em reviver”, disse Bacon, no comunicado do projeto. “Eu já cheguei a pensar: onde esse cara acabaria depois de 25 anos? Andrew Miller tem uma visão fantástica e esperamos criar uma série que seja divertida e assustadora para os fãs do filme e pessoas que ainda não o descobriram.” O piloto precisará ser aprovado para “Tremors” virar série.
Remake de Xena não vai mais acontecer
O remake da série clássica “Xena: A Princesa Guerreira” não foi adiante. A rede NBC desistiu do projeto e nem sequer encomendou um piloto da atração. A desistência aconteceu diante do roteiro apresentado. “Olhamos para o material e decidimos que não faremos o reboot”, disse Jennifer Salke, presidente de entretenimento da emissora, para o site The Hollywood Reporter. Apesar de ter rejeitado a versão atual, ela diz que o canal está aberto a retomar a série de outra forma. “Eu nunca diria nunca, pois é um título amado. Mas o projeto atual está morto.” O roteiro rejeitado foi escrito por Javier Grillo-Marxuach (séries “Lost”, “Helix” e “The 100”), que abandonou a produção em abril, citando “diferenças criativas”. Sua história pretendia deixar claro o envolvimento lésbico entre Xena e Gabrielle. “Não há por que refazer ‘Xena’ sem explorar um relacionamento que só podia ser mostrado de forma implícita durante os anos 1990”, ele escreveu no Tumblr. A série teria novas atrizes nos papéis principais, mas contaria com algum envolvimento de Lucy Lawless, a intérprete original de Xena, além de produção dos criadores da série clássica, o cineasta Sam Raimi e seu parceiro Robert Tapert (que é casado com Lawless). “Xena: A Princesa Guerreira” teve seis temporadas, 134 episódios e foi exibida nos EUA entre setembro de 1995 e junho de 2001.
Roteirista do reboot de Tomb Raider vai reescrever filme da Capitã Marvel
A roteirista Geneva Robertson-Dworet foi contratada para reescrever o roteiro do filme da “Capitã Marvel”. Ela vai trabalhar em cima de uma história escrita por Meg LeFauve (“Divertida Mente”) e Nicole Perlman (“Guardiões da Galáxia”). A nova escritora ainda não teve nenhum filme exibido para o público, mas isso não deve demorar a mudar. Ela assinou a história do reboot de “Tomb Raider”, que estreia em março, e está escrevendo “Sereias de Gotham”, “Sherlock Holmes 3”, “Dungeons & Dragons” e “Rom”. “Capitã Marvel” terá Brie Larson (vencedora do Oscar por “O Quarto de Jack”) no papel principal, participação de Samuel L. Jackson (“Os Vingadores”) como Nick Fury e os aliens Skrulls como vilões, numa trama ambientada nos anos 1990. A direção está a cargo do casal Anna Boden e Ryan Fleck, responsável por dramas e comédias indies, como “Se Enlouquecer, Não Se Apaixone” (2010), “Parceiros de Jogo” (2015) e “Half Nelson: Encurralados” (2006). A estreia é prevista para 14 de março de 2019 no Brasil.
Volta de Will & Grace vai ignorar como a série original terminou
A volta de “Will & Grace” à televisão não irá considerar os eventos que encerraram a série em 2006. Isto porque a atração terminou com uma avanço no tempo, mostrando os protagonistas casados e com filhos. Para quem não lembra, Grace (Debra Messing) teve uma filha chamada Laila com o marido Leo (Harry Connick Jr.), e Will (Eric McCormack) um filho chamado Ben com o namorado Vincent (Bobby Cannavale). Em entrevista para a revista Entertainment Weekly, o criador da atração, Max Mutchnick, revelou que eles relutaram com a decisão, mas viram que a melhor forma de voltar a “Will & Grace” era preservar o relacionamento original dos personagens. “Nós passamos a maior parte do tempo tentando descobrir qual seria a maneira de voltar a fazer a série, pensando na melhor versão dela depois de mais de uma década”. Ele contou que até tentou continuar a história e incluir as crianças, ainda que isso significasse mudança de cenário – o apartamento original seria pequeno demais para filhos. Mas este não foi o único problema que percebeu. “Como eles tiverem filhos, então a série teria que mostrá-los como pais, porque presumivelmente seria uma prioridade em suas vidas. E se não fosse uma prioridade, eles seriam pais ruins. Nós sinceramente não queríamos vê-los sendo pais, bons ou ruins. Nós queríamos que eles fossem Will e Grace”, explicou. “Aquele final realmente nos causou muita dor de cabeça. Você escreve um final porque uma série acabou. Você nunca pensa que voltará a ela novamente”, concluiu. Mas Mutchnick não descarta o final feliz. Afinal, os futuros-maridos da dupla devem reaparecer na trama, em participações especiais. Harry Connick Jr., por sinal, foi confirmado pelo produtor como um dos convidados do revival. A expectativa da rede NBC pelo retorno de “Will & Grace” é tão alta que seus executivos já renovaram a produção para mais um ano, antes mesmo da estreia. O equivalente à 9ª temporada da série começa a ser exibido em 28 de setembro nos Estados Unidos. Serão 12 episódios inéditos, todos escritos pelos criadores da atração, Max Mutchnick e David Kohan, e dirigidos por James Burrows, que comandou os episódios das oito temporadas originais.
Samuel L. Jackson diz ter descoberto que Capitã Marvel é um prólogo pela internet
O ator Samuel L. Jackson só foi descobrir que “Capitã Marvel” é um prólogo na internet, apesar de estar escalado em seu elenco. Durante a Comic-Con, a Marvel revelou que o filme será ambientado nos anos 1990 e, nesta época, Nick Fury ainda não usava seu tapa-olho. “Eu não sabia até ler sobre isso online. Estou bem, posso trabalhar com meus dois olhos. Será mais fácil de aprender minhas falas”, brincou o ator, em entrevista ao site Fandango. Veja abaixo. Além do ator, o filme até agora só tem confirmada sua protagonista, Brie Larson, que viverá a nova heroína da Marvel. Também foi revelado que a trama lidará com alienígenas da raça skrull – capazes de assumir a forma de qualquer pessoa. “Capitã Marvel” tem roteiro de Meg LeFauve (“Divertida Mente”) e Nicole Perlman (“Guardiões da Galáxia”), e será dirigido pelo casal Anna Boden e Ryan Fleck, responsável por dramas e comédias indies, como “Parceiros de Jogo” (2015), “Se Enlouquecer, Não Se Apaixone” (2010) e “Half Nelson: Encurralados” (2006). A estreia só vai acontecer em março de 2019. Samuel L. Jackson On Having Two Eyes In Captain Marvel Why Samuel L. Jackson is excited for Nick Fury to use both his eyes in Captain Marvel. Publicado por Fandango em Quarta-feira, 2 de agosto de 2017
Revival de Will & Grace é renovado antes da estreia
A rede NBC está realmente entusiasmada com o revival de “Will & Grace”. E depois de aumentar a encomenda de episódios para o retorno da série, decidiu renovar a produção para mais um ano. A série foi exibida entre 1998 e 2006 nos EUA e venceu 16 prêmios Emmy, incluindo estatuetas para cada um de seus protagonistas, Eric McCormack (Will), Debra Messing (Grace), Megan Mullally (Karen) e Sean Hayes (Jack). A trama gira em torno do não casal formado por um advogado gay e uma designer de interiores heterossexual, que dividem um apartamento em Nova York, sempre visitados por seus dois melhores amigos. O revival contará com 16 episódios inéditos, todos escritos pelos criadores da atração, Max Mutchnick e David Kohan, e dirigidos por James Burrows, que comandou os episódios das oito temporadas originais. O equivalente à 9ª temporada da série começa a ser exibido em 28 de setembro nos Estados Unidos e a 10ª temporada irá ao ar em 2018 – com 13 episódios.
Hayley Atwell quer voltar a viver Peggy Carter no filme da Capitã Marvel
O anúncio de que o filme da “Capitã Marvel” será passado nos anos 1990 animou pelo menos uma intérprete já estabelecida no universo Marvel. Em entrevista ao site Nerdist, Hayley Atwell revelou que isto permitiria uma aparição de Peggy Carter na trama e que adoraria poder participar do longa. “Sim, eu adoraria e eu amo a Brie Larson. Acho que, como vocês sabem, como Peggy morre com 96 anos, ela vive muito, então eu poderia ter emprego para sempre”. A atriz se refere ao destino de sua personagem, que morre de velhice em “Capitão América: Guerra Civil” (2016). Por enquanto, apenas outro personagem do universo cinematográfico da Marvel, Nick Fury (Samuel L. Jackson), foi confirmado na produção, que marcará a estreia de Brie Larson (“Kong: A Ilha da Caveira”) como super-heroína dos quadrinhos. A estreia de “Capitã Marvel” só vai acontecer em março de 2019.
Sam Shepard (1943 – 2017)
O ator, roteirista e dramaturgo Sam Shepard morreu na última quinta-feira (26/7), aos 73 anos, em sua casa no estado americano de Kentucky. Ele foi vítima de complicações da Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), e estava cercado pela família no momento da morte, segundo anunciou um porta-voz na segunda-feira (31/7). Vencedor do Pulitzer por seu trabalho teatral – pela peça “Buried Child” (1979) – e indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por “Os Eleitos” (1983), Samuel Shepard Rogers III nasceu em 1943, no estado de Illinois, filho de pai militar. Antes de ficar conhecido em Hollywood, ele tocou bateria na banda The Holy Modal Rounders (que está na trilha de “Sem Destino/Easy Rider”), e decidiu escrever peças num momento em que buscava trabalhos como ator em Nova York. Em 1971, escreveu a peça “Cowboy Mouth” com a então namorada Patti Smith, que marcou sua traumática estreia nos palcos. Já no início das apresentações, Shepard ficou tão perturbado por se apresentar diante do público que abandonou o palco e, sem dar nenhuma explicação, foi embora da cidade. Ele decidiu se concentrar em escrever. Acabou assinando até roteiros de cinema, como o clássico hippie “Zabriskie Point” (1970), de Michelangelo Antonioni, e a adaptação da controvertida peça “Oh! Calcutta!” (1972). Também escreveu, em parceria com Bob Dylan, “Renaldo and Clara” (1978), único longa de ficção dirigido por Dylan. O filme marcou a estreia de Shepard diante das câmeras, numa pequena figuração. Sentindo menos pânico para atuar em estúdio, enveredou de vez pela carreira de ator, trabalhando a seguir no clássico “Cinzas do Paraíso” (1978), de Terrence Malick, como o fazendeiro que emprega Richard Gere e Brooke Adams. Fez outros filmes até cruzar com Jessica Lange em “Frances” (1982). A cinebiografia trágica da atriz Frances Farmer iniciou uma longa história de amor nos bastidores entre os dois atores, que só foi encerrada em 2009. Na época, ele já era casado e o divórcio só aconteceu depois do affair. Shepard finalmente se destacou em “Os Eleitos”, o grandioso drama de Philip Kaufman sobre os primeiros astronautas americanos, no qual viveu Chuck Yeager, que quebrou a barreira do som e sucessivos recordes como o piloto mais veloz do mundo. Sua história corria em paralelo à conquista do espaço, mas chegava a ofuscar a trama central, a ponto de lhe render indicação ao Oscar – perdeu a disputa para Jack Nicholson, por “Laços de Ternura” (1983). Fez seu segundo filme com Lange, “Minha Terra, Minha Vida” (1984), enquanto escrevia o fabuloso roteiro de “Paris, Texas” (1985), dirigido por Wim Wenders, que venceu a Palma de Ouro no Festival de Cannes. Paralelamente, ainda alinhavou a adaptação de sua peça “Louco de Amor” (1986). Dirigido por Robert Altman, “Louco de Amor” foi o filme que consagrou Shepard como protagonista, na pele do personagem-título, apaixonado por Kim Basinger a ponto de largar tudo para encontrá-la num motel de beira de estrada e convencê-la a dar mais uma chance ao amor. O ator e roteirista resolveu também virar diretor, e foi para trás das câmeras em “A Casa de Kate é um Caso” (1988), comandando sua mulher, Jessica Lange, num enredo sobre uma família que passou anos separada até finalmente decidir acertar as contas. O filme não teve a menor repercussão e Shepard só dirigiu mais um longa, o western “O Espírito do Silêncio” (1993), que nem sequer conseguiu lançamento comercial. Por outro lado, entre estes trabalhos ele se tornou um ator requisitado para produções de temática feminina, como “Crimes do Coração” (1986) e “Flores de Aço” (1989), que giravam em torno de vários mulheres e seus problemas, e de histórias de amor, como “O Viajante” (1991), “Unidos pelo Destino” (1994) e “Amores e Desencontros” (1997). Como contraponto a essa sensibilidade, também fez thrillers de ação em que precisou mostrar-se frio e calculista, como “Sem Defesa” (1991), de Martin Campbell, “Coração de Trovão” (1992), de Michael Apted, e “O Dossiê Pelicano” (1993), de Alan J. Pakula. Ele conseguiu o equilíbrio e se manteve requisitado, aparecendo em alguns dos filmes mais famosos do começo do século, como o thriller de guerra “Falcão Negro em Perigo” (2001), de Ridley Scott, e “Diário de uma Paixão” (2004), de Nick Cassavetes. Em 2005, estrelou seu último filme com Lange, “Estrela Solitária”, dirigido por Wim Wenders, como um astro de filmes de cowboy que abandona uma filmagem e tenta se reconectar com a família, apenas para descobrir que tem um filho que não conhece. Dois anos depois, fez um de seus melhores trabalhos como ator, “O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford” (2007), de Andrew Dominik, no papel de Frank James, o irmão mais velho de Jesse, interpretado por Brad Pitt. Ele voltou a trabalhar com o diretor e com Pitt em “O Homem da Máfia” (2012). Entre seus últimos trabalhos ainda se destacam o suspense político “Jogo de Poder” (2010), de Doug Liman, o thriller de ação “Protegendo o Inimigo” (2012), de Daniel Espinosa, e os dramas criminais “Amor Bandido” (2012), de Jeff Nichols, “Tudo por Justiça” (2013), de Scott Cooper, e “Julho Sangrento” (2014), de Jim Mickle. Em alta demanda, Shepard permaneceu requisitado e desempenhando bons papéis até o fim da vida. Só no ano passado estrelou três filmes (“Ithaca”, “Destino Especial” e “Batalha Incerta”). Mas depois de tanto viver namorado e amante, no fim da carreira especializou-se em encarnar o pai de família. Eles fez vários filmes recentes nesta função, como “Entre Irmãos” (2009), de Jim Sheridan, como o pai de Jake Gyllenhaal e Tobey Maguire, e “Álbum de Família” (2013), de John Wells, cuja morte volta a reunir a família disfuncional, formada por Julia Roberts, Meryl Streep e muitos astros famosos. A sua última e marcante aparição foi na série “Bloodline”, da Netflix, como o patriarca da família Rayburn, sobre a qual girava a trama de suspense. A atração completou sua trama na 3ª temporada, lançada em maio deste ano. Sam Shepard deixa três filhos — Jesse, Hannah e Walker.
Ellen Page, Nina Dobrev e Diego Luna vão Além da Morte em trailer legendado de terror
A Sony divulgou três pôsteres e um novo trailer legendado do remake/reboot/sequência de “Linha Mortal” (Flatliners), que acabou rebatizado como “Além da Morte” no Brasil. Mais curto que o primeiro trailer, o vídeo revela mudanças em relação ao original, a começar pelo papel de instigador, com Ellen Page assumindo a função que originalmente pertencia a Keifer Sutherland. A nova versão tem mais personagens femininas, totalizando três mulheres, enquanto o original contava apenas Julia Roberts em meio ao elenco masculino. Também há mais cenas típicas de filme de terror, que sugerem consequências e desfecho diferentes de 27 anos atrás. Mas a premissa foi mantida. Um grupo de médicos residentes decide investigar o que existe após a morte, experimentando morrer por alguns minutos e voltar para compartilhar o que viram. Não demora e a experiência se transforma em competição para ver quem fica mais tempo morto, até a situação sair do controle e entrar em terreno perigoso. Brincar com a morte revela ter consequências, que os acompanham ao retornarem à vida. Além de Ellen Page (“X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”), o elenco inclui Diego Luna (“Rogue One”), Nina Dobrev (série “The Vampire Diaries”), James Norton (minissérie “Guerra e Paz”), Kiersey Clemons (série “Extant”) e, ainda escondido no material promocional, o próprio Keifer Sutherland em participação especial. O roteiro é de Ben Ripley (“Contra o Tempo”) e a direção do dinamarquês Niels Arden Oplev (“Os Homens que Não Amavam as Mulheres”). A estreia está marcada para 19 de outubro no Brasil, um mês após o lançamento nos Estados Unidos.
Ben Affleck e Matt Damon produzem série criminal com o diretor de O Contador
O ator Ben Affleck vai voltar a trabalhar com o diretor de “O Contador” (2016), Gavin O’Connor. Os dois se juntaram ao amigo e sócio de Affleck, Matt Damon (“Perdido em Marte”), na produção de um piloto de série para o canal pago Showtime. Intitulado “City on a Hill”, o projeto foi inspirado numa ideia de Affleck e do roteirista Chuck MacLean (do vindouro suspense “Boston Strangler”) e se baseia na história real do chamado “Milagre de Boston”, que conseguiu diminuir drasticamente o índice de criminalidade na cidade. A série se passa em Boston durante a década de 1990 e acompanha um advogado afro-americano, que chega de Nova York e se espanta com a impunidade dos criminosos na cidade. Ele forma uma aliança inesperada com um agente veterano e corrupto do FBI para prender uma família de ladrões em um caso que cresce de estatura e eventualmente engloba todo o sistema de justiça criminal da cidade. Além de produzir, O’Connor vai dirigir o piloto, que precisará ser aprovado para virar série.












