Jeff Nichols vai dirigir remake da sci-fi Missão Alien
O cineasta Jeff Nichols foi escolhido pela 20th Century Fox para comandar o remake da sci-fi “Missão Alien” (1988). Segundo o site Deadline, ele também vai escrever o roteiro, buscando uma abordagem menos convencional da trama original. Não está claro se ele vai trabalhar em cima do roteiro de Art Marcum e Matt Holloway (ambos de “Homem de Ferro”), encomendado pela Fox no ano passado, ou se escreverá a história do zero. O filme original foi escrito por um especialista no gênero, Rockne S. O’Bannon, criador das séries sci-fi “Farscape” e “Defiance”, e se passava no futuro, após uma raça de refugiados alienígenas chegar à Terra e passar a co-existir com os humanos, sofrendo preconceito. A história antecipou alguns dos temas de “Distrito 9” (2009). Contudo, sua ênfase foi numa dinâmica típica de filme policial, juntando um “tira” racista veterano (James Caan, da série “Las Vegas”) com um novato (Mandy Patinkin, da série “Homeland”). O detalhe é que o novato era um alienígena. A ideia agradou e o filme deu origem a uma série de TV (com outro elenco) e cinco telefilmes nos anos 1990. Com a refilmagem, que deve contar como e porque os alienígenas chegaram à Terra, a Fox pretende relançar a franquia, como fez com o recente reboot de “Planeta dos Macacos”. Jeff Nichols fez sua primeira sci-fi neste ano: “Destino Especial”, lançado no Brasil no mês passado, direto em DVD. Ele também está sendo cotado para o Oscar 2017 por conta do drama racial “Loving”, que ainda não tem previsão de estreia nacional. Curiosamente, os dois filmes juntos oferecem uma justaposição dos temas de “Missão Alien”.
Playlist: Veja 10 clipes do rock gótico dançante dos anos 1980
Os 10 clipes abaixo relembram as “stranger things” dos anos 1980, que costumavam habitar lugares chamados “Madame Satã” e “Crepúsculo de Cubatão”. A seleção foca o lado mais pop e dançante da era gótica, para não assustar muito as criancinhas. Mas não tem jeito. Basta olhar os penteados da época para gritar: que horror!
Diretor diz que novo Blade Runner é “projeto insano” e “encontro artístico enorme”
O cineasta canadense Denis Villeneuve falou rapidamente sobre a continuação de “Blade Runner”, durante o Festival de Veneza. Sem querer revelar muito, ele adiantou apenas elogios ao ator Ryan Gosling (“Dois Caras Legais”) e afirmou que se trata de um “projeto insano”. “Não posso dizer nada. É um projeto insano que está indo em frente”, resumiu, antes de revelar sua satisfação com o trabalho e com seu protagonista. “Estamos no meio da filmagem neste momento e Ryan Gosling é fantástico. Para mim, é um encontro artístico enorme, enorme, enorme… Jamais me senti tão inspirado por um ator… Ele está fazendo algo realmente especial diante da câmera neste momento”. Além de Gosling, o elenco inclui Jared Leto (“Esquadrão Suicida”), Robin Wright (série “House of Cards”), Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”), Mackenzie Davis (série “Halt and Catch Fire”), a cubana Ana de Armas (“Bata Antes de Entrar”), a holandesa Sylvia Hoeks (“O Melhor Lance”), a suíça Carla Juri (“Zonas Úmidas”) e o retorno de Harrison Ford, que viveu o protagonista do filme original. O roteiro foi escrito por Hampton Fancher (do primeiro “Blade Runner”) e Michael Green (“Lanterna Verde”) e deve se passar décadas após o enredo do longa dirigido por Ridley Scott em 1982, adaptado de um conto do escritor Philip K. Dick. A continuação de “Blade Runner”, ainda sem título definitivo, será a segunda sci-fi de Villeneuve, que levou a Veneza sua estreia no gênero, “A Chegada”, bastante elogiada pela crítica. A estreia está marcada para 5 de outubro de 2017 no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Programa Os Trapalhões voltará a ser produzido em 2017
O clássico programa humorístico “Os Trapalhões” (1977-1993) deve voltar a ser produzido em 2017. O colunista Leo Dias, do jornal O Dia, revelou que a Globo planeja a volta do programa, após o sucesso da versão repaginada de “A Escolinha do Professor Raimundo”. Mas ao contrário daquele programa, que renovou todo o elenco clássico, os novos Trapalhões ainda serão 50% originais. Os dois remanescentes do elenco, Renato Aragão e Dedé Santana, continuarão à frente da atração como Didi e Dedé, e contracenarão com dois novos atores contratados para interpretar os papéis de Muçum e Zacarias. Nos bastidores, boatos indicam que a Globo está pensando em Mussunzinho para interpretar o personagem que já foi de seu pai. Já a direção do programa ficará por conta do diretor Ricardo Waddington. Em entrevista ao UOL, Lilian Aragão, mulher de Renato, confirmou a notícia. “Tudo quem está resolvendo é o Ricardo Waddington e nós estamos felizes com a volta de ‘Os Trapalhões’. Está tudo certo, sim, e Renato já escreve o roteiro, pensa nas esquetes e espera se reunir com os outros redatores nos próximos dias. Ele está bem empolgado”. Lilian também contou que ainda não sabe quais os dois atores serão escolhidos para integrar o quarteto. “Todos quatro são insubstituíveis, né? Mas nós achamos bem legal esse ideia de fazer no molde da “Escolinha”, com Renato e Dedé de frente e dois imitadores nos lugares de Mussum e Zacarias. Ninguém falou nada, ninguém falou em nomes, mas seja lá quem for, com certeza irá atuar bem nesse projeto”, explica. Segundo o UOL, as gravações começam em janeiro. Vale lembrar que a nostalgia por “Os Trapalhões” também passa pelo sucesso da montagem teatral de “Os Saltimbancos Trapalhões – O Musical”, lançada em 2014, que também ganhará filme, marcando a volta da marca “Trapalhões” ao cinema nacional em 2017, após hiato de duas décadas.
Jon Polito (1950 – 2016)
Morreu o ator Jon Polito, que se destacou em diversos filmes dos irmãos Coen e estrelou a premiada série “Homicide”. Ele linha 65 anos e seu falecimento aconteceu na sexta-feira (2/9), em decorrência de um câncer diagnosticado em 2010. Nascido na Filadélfia, em 29 de dezembro de 1950, Polito começou a carreira na Broadway e só começou a aparecer nas telas aos 31 anos de idade, numa galeria de mais de uma centena de papéis memoráveis, ainda que pequenos, a maioria das vezes explorando sua ascendência italiana para viver personagens mafiosos, sempre com um toque extravagante e bem-humorado. Não por acaso, estreou como mafioso em “Guerra Entre Gangsters” (1981), minissérie que também virou filme, como direção de Richard C. Sarafian. Ainda dos anos 1980, foi o poderoso chefão da série “Crime Story” e participou até de “O Homem da Máfia”. O início de sua extensa colaboração com os Coen também foi num filme de gângsteres, “Ajuste Final” (1990). Mas Joel e Ethan Coen encontraram outros papéis para o ator em suas parcerias seguintes, que incluíram “Barton Fink – Delírios de Hollywood” (1991), “Na Roda da Fortuna” (1994), “O Grande Lebowski” (1998) e “O Homem que Não Estava Lá” (2001). Ironicamente, o segundo papel mais interpretado por Polito foi o de policial. Ele começou a usar distintivo na fantasia clássica “Highlander – O Guerreiro Imortal” (1986) e acabou estrelando a premiada série policial “Homicide – Life on the Street” em 1993, como o detetive Steve Crosetti. Foi nessa produção, por sinal, que sofreu a maior injustiça e preconceito de sua carreira. Em troca da liberdade criativa, os produtores cederam à pressão da rede CBS para dispensar o ator menos fotogênico do elenco, levando Polito a ser demitido na 3ª temporada. Seu personagem, porém, foi resgatado para o telefilme que encerrou a série, “Homicide: The Movie”, em 2000. Ele também foi juiz em duas séries, “Raising the Bar” (2008) e “Murder in the First” (2014). E quando não esteve às voltas com lei, seja para quebrá-la ou reforçá-la, apareceu em dezenas de atrações que marcaram o humor televisivo americano, de “Seinfeld” a “Modern Family”. Nos últimos anos, ainda se destacou em alguns filmes de grande orçamento, como “A Conquista da Honra” (2006), “O Gângster” (2007), “Caça aos Gângsteres” (2013) e “Grandes Olhos” (2014), nos quais trabalhou com cineastas do porte de, entre outros, Clint Eastwood, Ridley Scott e Tim Burton. Apesar da pose de machão em seus filmes, Polito era gay e viveu os últimos e mais difíceis anos de sua vida casado com o também ator Darryl Armbruster (“Dias Incríveis”).
Stranger Things é oficialmente renovada para sua 2ª temporada
O serviço de streaming Netflix enfim anunciou oficialmente a renovação da série “Stranger Things” para sua 2ª temporada. A confirmação veio acompanhada por um vídeo, que revela que a trama da próxima temporada vai se passar em 1984. Vale lembrar que os acontecimentos da 1ª temporada transcorreram em novembro de 1983. A série foi a grande surpresa do verão americano, tornando-se a terceira maior audiência do Netflix no ano, segundo pesquisa da SymphonyAM, a partir de um aplicativo instalado em computadores e celulares de voluntários. Segundo a SymphonyAM, em 16 dias “Stranger Things” foi vista por 8,216 milhões de pessoas, sendo superada apenas pelos streamings de “Fuller House” e “Orange Is the New Black”. Criada pelos irmãos Matt e Ross Duffer (que antes roteirizaram a série “Wayward Pines”), a série se passa nos anos 1980 e evoca sucessos de cinema daquela década, em especial os filmes produzidos por Steven Spielberg e as adaptações de Stephen King, combinando referências de “E.T. – O Extraterrestre” (1982), “Os Goonies” (1985), “Poltergeist” (1982), “Chamas da Vingança” (1984) e “Conta Comigo” (1986), ao estilo do que J.J. Abrams realizou recentemente no filme “Super 8” (2011). As citações também passam pelo elenco, liderado por Winona Ryder (estrela de clássicos como “Os Fantasmas se Divertem” e “Edward Mãos de Tesoura”), além de incluir Matthew Modine (de “Asas da Liberdade” e “Nascido para Matar”) como vilão. A história acontece na pacata cidade de Hawkins, Indiana, onde um garotinho desaparece misteriosamente, sem deixar rastro algum. Sua mãe (Ryder) busca ajuda das autoridades para encontrá-lo, mas, à medida que as investigações se aprofundam, eles descobrem uma série de mistérios que envolvem experimentos ultrassecretos do governo, forças sobrenaturais e uma garotinha muito estranha. No elenco também estão David Harbour (“Aliança do Crime”), Charlie Heaton (“As You Are”), Natalia Dyer (“Hannah Montana: O Filme”), Millie Bobby Brown (série “Intruders”), Cara Buono (“Cidades de Papel”), Ross Partridge (“Olhos da Justiça”), Rob Morgan (série “Demolidor”), Gaten Matarazzo (visto na série “The Blacklist”), Finn Wolfhard (série “The 100”), Caleb McLaughlin (série “Shades of Blue”) e Noah Schnapp (“Ponte dos Espiões”). A 2ª temporada vai estrear em 2017.
Ash vs. Evil Dead: Vídeo de bastidores revela rumos da trama na 2ª temporada
O canal pago americano Starz divulgou um novo pôster e um vídeo de bastidores de “Ash vs Evil Dead”. Repleto de cenas inéditas, a prévia traz o elenco comentando os rumos da trama na 2ª temporada, que, além do quarteto principal vivido por Bruce Campbell, Ray Santiago, Dana DeLorenzo e Lucy Lawless, trará novidades: o veterano Lee Majors (“O Homem de Seis Milhões de Dólares”) como o pai de Ash e Ted Raimi, irmão do cineasta Sam Raimi (que criou a franquia de terror “Evil Dead”), como um amigo de infância do protagonista. Ted já tinha aparecido nos filmes “A Morte do Demônio” (1981) e “Uma Noite Alucinante” (1987), mas como monstro. Será a primeira vez que usará sua aparência real na franquia iniciada nos filmes dos anos 1980. A 2ª temporada estreia em 2 de outubro nos Estados Unidos.
Lethal Weapon: Veja as fotos do elenco da série baseada no filme Máquina Mortífera
A rede americana Fox divulgou as fotos dos personagens de “Lethal Weapon”, série baseada na franquia cinematográfica “Máquina Mortífera”. Os personagens centrais e seu relacionamento volátil são os mesmos dos filmes. Clayne Crawford (série “Rectify”) vive Martin Riggs, que chega a Los Angeles buscando um recomeço, após a morte da mulher, mas age impulsivamente, colocando-se em perigo como reflexo de sua depressão. Damon Wayans (série “Eu, a Patroa e as Crianças”) vive seu parceiro Roger Murtaugh, que sofreu uma ataque cardíaco e deve evitar qualquer tipo de estresse. Os dois não poderiam ser mais diferentes. E esta é a graça da produção – e também do longa original de 1987, escrito por Shane Black, o diretor de “Homem de Ferro 3”. O elenco também conta com Kevin Rahm (série “Bates Motel”) como o Capitão Avery, chefe da dupla, Golden Brooks (série “Hart of Dixie”) como Trish Murtaugh, esposa do personagem de Wayans, Chandler Kinney (“Gortimer Gibbon’s Life on Normal Street”) e Dante Brown (série “Mr. Robinson”) como seu filhos adolescentes, e Jordana Brewster (uma das estrelas da franquia “Velozes e Furiosos”) no papel de uma personagem que não existia no filme, a Dra. Maureen “Mo” Cahill, negociadora de sequestros e terapeuta da polícia de Los Angeles. A adaptação foi desenvolvida pelo roteirista Matt Miller, criador da recém-cancelada “Forever”, e teve seu piloto dirigido pelo cineasta McG (“3 Dias Para Matar”). A série vai estrear no dia 21 de setembro nos EUA.
Gene Wilder (1933- 2016)
Morreu o ator americano Gene Wilder, um dos comediantes mais populares e influentes da década de 1970, que interpretou Willy Wonka no clássico “A Fantástica Fábrica de Chocolate” (1971), o personagem-título de “O Jovem Frankenstein” (1974) e inúmeros outros personagens marcantes, numa carreira repleta de sucessos. Ele faleceu na segunda (29/8) devido a complicações decorrentes do Alzheimer, aos 83 anos em Stamford, no Estado de Connecticut. Seu nome verdadeiro era Jerome Silberman. Ele nasceu em 1933, em Wisconsin, e a inspiração para seguir a vida artística veio aos 8 anos de idade, quando o médico de sua mãe, diagnosticada com febre reumática, o chamou num canto e lhe deu a receita para a saúde de sua mãe: “Faça-a rir”. Jerome só foi virar Gene aos 26 anos, pegando emprestado o nome do personagem Eugene Gant, dos romances de Thomas Wolfe, para fazer teatro. Ele participou de várias montagens na Broadway, antes de estrear no cinema como um refém no clássico filme de gângsteres “Bonnie e Clyde – Uma Rajada de Balas” (1967). Mas foi outro filme do mesmo ano, “Primavera para Hitler” (1967), que determinou o rumo da sua carreira. Vivendo um jovem contador, que se associava a um produtor picareta de teatro para montar a pior peça de todos os tempos, Wilder construiu seu tipo cinematográfico definitivo – tímido, compenetrado, mas atrapalhado o suficiente para causar efeito oposto à sua seriedade, fazendo o público rolar de risada. Até a sisuda Academia de Artes e Ciências Cinematográficas sorriu para ele, com uma indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. “Primavera para Hitler” venceu o Oscar de Melhor Roteiro de 1968 e inaugurou a bem-sucedida parceria do ator com o diretor e roteirista Mel Brooks. Os dois ainda fizeram juntos “Banzé no Oeste” (1974) e “O Jovem Frankenstein” (1974), que figuram entre os filmes mais engraçados da década de 1970. O primeiro era uma sátira de western e o segundo homenageava os filmes de horror da Universal dos anos 1930, inclusive na fotografia em preto e branco. Com “O Jovem Frankenstein”, Wilder também demonstrou um novo talento. Ele foi indicado ao Oscar de Melhor Roteiro pelo filme, que coescreveu com Brooks. Muitas das piadas que marcaram época surgiram de improvisações que ele inclui no filme, em especial seus confrontos com o impagável Mary Feldman, conhecido pelos olhos tortos, no papel de Igor. Seu sucesso com o público infantil, por sua vez, jamais superou sua aparição em “A Fantástica Fábrica de Chocolate” (1971), como o alegre mas misterioso Willy Wonka, num show de nuances que manteve o público hipnotizado, como um mestre de picadeiro. Mesmo assim, a idolatria das crianças de outrora também vem de seu papel como a Raposa, que roubou a cena de “O Pequeno Príncipe” (1974). Mas Wilder também fez filmes “cabeças”, trabalhando com Woody Allen em “Tudo o Que Você Sempre Quis Saber Sobre Sexo e Tinha Medo de Perguntar” (1972), e com o diretor de teatro Tom O’Horgan (responsável pelas montagens de “Hair” e “Jesus Cristo Superstars”) na adaptação de “Rhinoceros” (1974), de Eugene Ionesco, um clássico do teatro do absurdo. Tantas experiências positivas o inspiraram a passar para trás das câmeras. Ele escreveu e dirigiu “O Irmão mais Esperto de Sherlock Holmes” (1975), sátira ao personagem de Arthur Conan Doyle, em que voltou a se reunir com seus colegas de “O Jovem Frankenstein”, Madeline Kahn e Marty Feldman. O sucesso da empreitada o fez repetir a experiência em “O Maior Amante do Mundo” (1977), em que viveu um rival de Rodolfo Valentino, no auge do Cinema Mudo. Entre um e outro, acabou atuando em outro grande sucesso, “O Expresso de Chicago” (1976), filme do também recém-falecido Arthur Hiller. Com referências aos suspenses de Alfred Hitchock, o filme combinou ação e humor de forma extremamente eficaz, a ponto de inspirar um subgênero, caracterizado ainda por uma parceria incomum. O segredo da fórmula era pura química. A química entre Wilder e seu parceiro em cena, Richard Pryor, responsáveis pelo estouro do primeiro “buddy film” birracial de Hollywood – tendência que logo viraria moda com “48 Horas” (1982), “Máquina Mortífera” (1987), “A Hora do Rush” (1998) e dezenas de similares. Logo depois, ele fez uma parceria ainda mais inusitada, cavalgando com Harrison Ford em “O Rabino e o Pistoleiro” (1979), penúltimo filme da carreira do mestre Robert Aldrich. Wilder ainda voltou a se reunir com Pryor mais três vezes. O reencontro, em “Loucos de Dar Nó” (1980), foi sob direção do célebre ator Sidney Poitier, que logo em seguida voltou a dirigi-lo em “Hanky Panky, Uma Dupla em Apuros” (1982), coestrelado por Gilda Radner. O ator acabou se apaixonando pela colega de cena e os dois se casaram em meio às filmagens de seu filme seguinte, o fenômeno “A Dama de Vermelho” (1984). Foi o terceiro casamento do ator, mas o primeiro com uma colega do meio artístico. Escrito, dirigido e estrelado por Wilder, “A Dama de Vermelho” marcou época e transformou a então desconhecida Kelly LeBrock, intérprete da personagem-título, numa dos maiores sex symbols da década – “A Mulher Nota Mil”, como diria o título de seu trabalho seguinte – , graças a uma recriação ousada da cena do vestido de Marilyn Monroe em “O Pecado Mora ao Lado” (1955). O estouro foi também musical. A trilha sonora, composta por Stevie Wonder, dominou as paradas graças ao hit “I Just Call to Say I Love You”, que, por sinal, venceu o Oscar de Melhor Canção. Bem-sucedido e respeitado como um artista completo, Wilder voltou a se multiplicar na frente e atrás das câmeras com “Lua de Mel Assombrada” (1986). O título também era uma referência à seu recente casamento com Radner, a atriz principal da trama. O tom da produção lembrava suas antigas comédias com Mel Brooks, mas as filmagens acabaram marcadas por uma notícia triste: Gilda Radner descobriu que tinha câncer. Durante o tratamento, o casal chegou a comemorar a remissão da doença. Aliviado, Wilder filmou uma de suas comédias mais engraçadas, “Cegos, Surdos e Loucos” (1989), seu terceiro encontro com Pryor, novamente dirigido por Hiller, em que os dois vivem testemunhas de um crime. O problema é que o personagem de Wilder é mudo e o de Pryor é cego. Radner morreu uma semana após a estreia e Wilder nunca recuperou seu bom-humor. Fez seu filme de menor graça, “As Coisas Engraçadas do Amor” (1990), dirigido por Leonard Nimoy (o eterno Sr. Spock), e em seguida encerrou a carreira cinematográfica, compartilhando sua despedida com o amigo Richard Pryor, em “Um Sem Juízo, Outro Sem Razão” (1991), no qual viveu um louco confundido com milionário. Ele se casou novamente em 1991, mas manteve viva a memória da esposa ao ajudar a fundar um centro de diagnóstico de câncer em Los Angeles com o nome de Gilda Radner. Profissionalmente, ainda tentou emplacar uma série na TV, “Something Wilder”, que durou só 15 episódios entre 1994 e 1995, e seguiu fazendo pequenos trabalhos esporádicos na televisão. Por conta de uma de suas últimas aparições na telinha, na 5ª temporada de “Will & Grace”, exibida em 2003, ele venceu o Emmy de Melhor Ator Convidado em Série de Comédia. Dois anos depois, ninguém o convidou a participar do remake de “A Fantástica Fabrica de Chocolate” (2005), dirigido por Tim Burton e com Johnny Depp em seu famoso papel. Ele resumiu sua opinião sobre o filme dizendo: “É um insulto”. Tampouco foi lembrado pelos responsáveis por “Os Produtores” (2005), versão musical de “Primavera para Hitler”. Hollywood o esqueceu completamente. Um dos maiores talentos humorísticos que o cinema já exibiu. “Um dos verdadeiros grandes talentos dos nossos tempos. Ele abençoou cada filme que fizemos com sua mágica e me abençoou com sua amizade”, definiu Mel Brooks em sua conta no Twitter.
Steven Hill (1922 – 2016)
Morreu o ator Steven Hill, que, durante 10 temporadas, deu vida ao promotor Adam Schiff, da série policial “Law & Order”. Ele faleceu na terça-feira (23/8) aos 94 anos, de causa desconhecida. Filho de imigrantes russos judeus, ele nasceu em Seattle, no ano de 1922, como Solomon Krakovsky. Serviu na marinha durante a 2ª Guerra Mundial e só adotou o nome artístico americanizado após decidir seguir a carreira artística. Seu primeiro trabalho como ator foi na Broadway, com o espetáculo “A Flag Is Born”, em 1946, contracenando com um ainda desconhecido Marlon Brando. Sua estreia no cinema aconteceu em 1950, no noir “A Mulher sem Nome”, estrelado por Hedy Lamarr, e ele conseguiu algum destaque em “A Deusa” (1958), baseado na vida de Marilyn Monroe, além de ter sido dirigido por John Cassavettes em “Minha Esperança é Você” (1963). Mas sua filmografia inicial é insignificante perto da quantidade de séries de que participou no mesmo período. Hill apareceu em dezenas de produções televisivas clássicas, desde “Actor’s Studio” e “Suspense”, ainda em 1949. A lista inclui, entre muitas outras, “Alfred Hitchcock Apresenta”, “Rota 66”, “Os Intocáveis”, “O Fugitivo”, “Cidade Nua”, “Dr. Kildare”, “Ben Casey” e “Couro Cru” (Rawhide), até que ele foi escalado para seu primeiro papel fixo na TV. Em 1966, Hill foi contratado para viver um agente secreto chamado Dan Briggs, líder de uma força tarefa especial, que lidaria com as missões mais, digamos, impossíveis já mostradas na televisão. O nome da série era justamente “Missão Impossível”. Hill estrelou o piloto e comandou a equipe original por toda a 1ª temporada de 28 episódios. Mas o destaque não perdurou, já que o ator, judeu ortodoxo, teve problemas com a produção por se recusar a filmar às sextas-feiras depois das 16h. Na temporada seguinte, seu personagem foi substituído por Jim Phelps, papel do ator Peter Graves, que virou símbolo da série. A frustração com a demissão de “Missão Impossível” o afastou das telas por um longo período. Ele passou o final dos anos 1960 e toda a década seguinte trabalhando em montagens teatrais. Mas voltou com tudo ao cinema nos anos 1980, participando de diversos filmes relevantes, numa lista que alterna sucessos de crítica e blockbusters, e privilegia grandes cineastas. A fase inclui o drama “Esta é Minha Chance” (1980), de Claudia Weill, “Testemunha Fatal” (1981), de Peter Yates, “Ricas e Famosas” (1981), de George Cukor, “Yentl” (1983), de Barbra Streisand, “Jogo Bruto” (1986), de John Irvin, “Perigosamente Juntos” (1986), de Ivan Reitman, “A Difícil Arte de Amar” (1986), de Mike Nichols, “Confissões de um Adolescente” (1986), de Gene Saks, e “O Peso de um Passado” (1988), de Sidney Lumet. O ritmo intenso durou até 1990, quando Hill foi convidado pelo produtor Dick Wolf a voltar ao mundo das séries. Ele virou protagonista de uma nova atração procedimental, sobre polícia, crimes e tribunais, chamada “Law & Order”. A série virou um fenômeno, que rendeu derivados e inspirou inúmeras produções similares, estabelecendo uma fórmula duradoura entre os seriados americanos. Por conta de seu envolvimento com as gravações, Hill fez poucos filmes durante a década. Entre eles, o maior destaque foi “A Firma” (1993), em que representou um lado mais sombrio do judiciário americano, contracenando com Tom Cruise. Ele integrou o elenco de “Law & Order” por 10 temporadas, além de ter aparecido como seu personagem, o promotor Adam Schiff, no spin-off “Law & Order: SVU” em 2000. Naquele mesmo ano, decidiu se aposentar, encerrando sua carreira na franquia que lhe deu seu maior reconhecimento popular.
Fuller House: New Kids on the Block vão aparecer na 2ª temporada da série
A boy band mais famosa dos anos 1980, New Kids on the Block, fará uma participação especial na continuação de uma das séries mais famosas daquela década. Segundo o TV Guide, o grupo vai se reunir novamente em “Fuller House”, a sequência de “Três É Demais” (Full House). Na trama, após Kimmy (Andrea Barber) e Stephanie (Jodie Sweetin) arruinarem os plano de aniversário de DJ (Candace Cameron Bure). Assim, elas tentam recrutar a banda adolescente favorita de todos os tempos da protagonista a fim de consertar a situação. O site não revela, no entanto, se a banda vai aparecer com sua formação clássica completa na série, que inclui o agora ator Donnie Wahlberg (protagonista da série “Blue Bloods”). Por outro lado, a atriz Jodie Sweetin afirmou que a produção do Netflix praticamente desistiu de tentar uma aparição de Mary-Kate e/ou Ashley Olsen na série. Em entrevista ao Entertainment Tonight, a atriz declarou que tentaram “de tudo” para que as irmãs fizessem uma participação, já que sua personagem, Michelle Tanner, ainda é citada em “Fuller House”. No entanto, “acho que meio que desistimos”, declarou ela depois de tanta insistência sem resultados.
Stranger Things: Vilão vivido por Matthew Modine pode reaparecer na 2ª temporada
O diretor, roteirista e produtor Matt Duffer, que junto com seu irmão Ross criou a série “Stranger Things”, revelou dois detalhes importantes sobre a vindoura 2ª temporada da série, ainda não confirmada oficialmente. Em entrevista ao site IGN, ele abordou o destino de dois personagens cuja morte não foi mostrada pelas câmeras, dando a entender que um deles deve voltar. Os personagens abordados foram Barb (Shannon Purser), a melhor amiga da adolescente Nancy (Natalia Dyer), e o vilão Dr. Brenner (Matthew Modine), responsável pelas experiências em Onze (Millie Bobby Brown). Após dizer que dificilmente Barb voltará à série, Matt afirmou que a personagem “não será esquecida”. “Vamos fazer com que haja justiça para ela. As pessoas ficaram muito frustradas, com razão, com o fato de a cidade não dar muita bola para ela”, referindo-se à falta de empenho da polícia para encontrá-la, após ela sumir, atacada pelo monstro da série. “Parte do que queremos fazer com a 2ª temporada é explorar as repercussões de tudo que aconteceu”, disse ele, explicando que todos os oito episódios se passam no decorrer de seis ou sete dias. A volta da série também deverá levar em conta a passagem do tempo, reencontrando o elenco um ano após os eventos da 1ª temporada, já que o elenco mirim atravessará as mudanças físicas inevitáveis de sua idade. Para completar, o diretor e roteirista ainda indicou que o vilão Dr. Brenner, personagem de Matthew Modine, pode voltar à trama. “Eu diria que, se fôssemos matar o Brenner… como um espectador do programa, se a morte dele fosse aquela, eu ficaria muito insatisfeito”, ele diz, lembrando que, quando o monstro vai atrás dele, a cena corta. “Ele merece muito mais do que um final desses. Então, sim, existe a possibilidade de o vermos novamente”.
Veja o primeiro trailer do especial musical Hairspray Live!
A rede americana NBC divulgou o trailer de “Hairspray Live!”, seu quarto musical ao vivo, desde que inaugurou a mania desse tipo de especial de fim de ano com a montagem de “The Sound of Music Live” (A Noviça Rebelde Ao Vivo) em 2013. A produção está novamente a cargo da dupla Neil Meron e Craig Zadan, que assinou os três musicais anteriores – “The Sound of Music Live”, “Peter Pan Live” e “The Wiz Live”. A direção é de outra dupla: Kenny Leon (“The Wiz Live”) e Alex Rudzinski (que fez “Grease Live!” na Fox). E elenco inclui Jennifer Hudson (“Dreamgirls”), Ariana Grande (série “Sam & Cat”), Dove Cameron (“Descendentes”), Kristin Chenoweth (também de “Descendentes”), Garrett Clayton (série “The Fosters”), Martin Short (“O Pai da Noiva”), Harvey Fierstein reprisando o papel de Edna Turnblad, que lhe rendeu um Tony na montagem da Broadway, e a estreante Maddie Baillio como a protagonista Tracy Turnblad. Esta será a quarta encarnação diferente de “Hairspray”, que surgiu como uma comédia baseada nas memórias de juventude do diretor underground John Waters. Até então considerado maldito, Waters escreveu e dirigiu o filme em 1988, evocando o começo dos anos 1960, época do programa “American Bandstand”, em que discos de sucesso eram dançados por adolescentes na TV. Fã do programa, a gordinha Tracy consegue ser aprovada para dançar ao lado dos jovens perfeitos e começa a se destacar, causando inveja na loirinha principal. Além de incluir uma subtrama romântica, o filme também abordava o racismo do programa e a diferença da música negra para a versão pop branquinha dos sucessos da época. Waters, que costumava trabalhar com a transexual Divine em filmes adultos, a escalou como a mãe de Tracy na produção voltada para adolescentes, e isso teve um impacto pouco mensurado na época. Desde então, o papel tem sido feito por homens, sem despertar polêmica. A história se tornou tão popular que ganhou adaptação musical na Broadway. A ironia é que a versão teatral fez ainda mais sucesso e rendeu uma nova adaptação cinematográfica em 2007, com ainda mais música, dança e John Travolta no papel de Edna. “Hairspray Live!” será exibido em 7 de dezembro nos EUA.












