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    Um Belo Verão mostra romance lésbico nos anos 1970

    8 de julho de 2016 /

    O trabalho da diretora francesa Catherine Corsini ainda é pouco no Brasil, embora dois de seus filmes mais recentes tenham aportado por aqui em circuito reduzido, casos de “Partir” (2009) e “3 Mundos” (2012). Desta vez, além da curiosidade dos cinéfilos, “Um Belo Verão” ainda pode atrair um público interessado em histórias sobre relações homoafetivas. Não que “Um Belo Verão” seja um novo “Azul É a Cor Mais Quente” (2013). Trata-se de um trabalho bem mais modesto, inclusive na produção, que se passa na década de 1970, mas que não gasta muito dinheiro na recriação de época, pois a maior parte da ação se passa no campo, onde mora uma das protagonistas: Delphine (Izïa Higelin, de “Samba”), uma jovem que tem preferência por mulheres. Sua partida para estudar em Paris faz com que ela descubra um novo mundo, mas o que mais a interessa é mesmo a agitadora feminista Carole, vivida por Cécile De France, revelada em filmes tão distintos quanto “Albergue Espanhol” (2002) e “Alta Tensão” (2003). Em “Um Belo Verão”, ela vive com o namorado, que apoia suas causas, mas que logo percebe que está a perdendo para outra mulher. Delphine vem chegando de mansinho para transformar o que seria apenas uma aventura, de experimentar algo diferente, em uma paixão arrebatadora. E talvez o problema maior do filme seja esse: essa paixão não é devidamente passada para o lado de cá da tela. Tudo transcorre de maneira muito calma e harmoniosa. Não que isso seja um grande problema, principalmente quando o filme mostra os belos corpos nus das moças, seja nos quartos, seja em espaços abertos. Além do mais, em nenhum momento “Um Belo Verão” é um filme aborrecido. É sempre muito simpático e agradável. Mas a diretora prefere uma abordagem mais, digamos, resumida. O mérito do filme está na forma como as duas atrizes se doam para as personagens, mais do que no roteiro simples, escrito pela própria Corsini em parceria com a estreante Laurette Polmanss. De todo modo, o filme vai ficando mais interessante e divertido quando Delphine volta para o campo por causa de um problema de saúde do pai, e a namorada mais velha, louca de paixão, decide indo atrás, causando um pouco de confusão naquela comunidade tradicional, nada acostumada a relacionamentos entre duas mulheres. Em certo momento, Delphine tem que decidir entre a família e a namorada. E isso não é fácil.

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    Diretores de Capitão América farão série baseada no filme cult Warriors – Os Selvagens da Noite

    5 de julho de 2016 /

    Os irmãos Anthony e Joe Russo, diretores de “Capitão América: Guerra Civil”, estão desenvolvendo uma série baseada no cultuadíssimo filme de gangues “Warriors – Os Selvagens da Noite” (1979) para o serviço de streaming Hulu. Segundo o site Deadline, os Russos vão produzir a série e dirigir o piloto, que será escrito pelo estreante Frank Baldwin (do vindouro filme “The Godmother”). O projeto será financiado pela Paramount Television e contará com participação do produtor original do filme, Lawrence Gordon (também da franquia “Duro de Matar”). Dirigido por Walter Hill, “Warriors” se tornou um dos filmes mais cultuados dos anos 1970, e até hoje é lembrado com carinho, a ponto de ter virado um videogame em 2005 e rendido uma revista em quadrinhos que continuou a história do longa em 2009. Um dos motivos de sua permanência no imaginário popular foi o modo como sua trama fantasiosa refletiu como poucas a realidade de Nova York, no auge da explosão de violência que deu ao Bronx a fama de ser o lugar mais perigoso do mundo. Amplificando o caos numa história distópica, adaptada do romance homônimo de Sol Yurick, o filme criou cenas antológicas, frases de efeito famosas e influenciou gerações com sua brutalidade pós-punk estilizada – influenciada por “Laranja Mecânica” (1971). O filme acompanhava uma gangue chamada Warriors (guerreiros), que comparece a um encontro marcado entre todas os criminosos da cidade, visando formar uma união capaz de colocar Nova York de joelhos. Mas o líder do movimento é assassinado em plena reunião, num complô que incrimina os Warriors. Perseguidos por todas as gangues rivais, eles fogem do Bronx em desespero, buscando sobreviver até encontrar refúgio em seu território, na distante Coney Island. Ainda não há data definida para a estreia da série.

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    Michael Cimino (1939 – 2016)

    3 de julho de 2016 /

    Morreu o diretor Michael Cimino, que venceu o Oscar com o poderoso drama de guerra “O Franco Atirador” (1978) e logo em seguida quebrou um dos estúdios mais tradicionais de Hollywood. Ele morreu no sábado, aos 77 anos, em Los Angeles. Cimino nasceu e cresceu em Nova York, cidade em que também iniciou sua carreira como diretor de comerciais de TV. Em 1971, ele decidir ir para Los Angeles tentar fazer filmes, e impressionou Hollywood com seu primeiro trabalho como roteirista: a sci-fi ecológica “Corrida Silenciosa” (1972), um clássico estrelado por Bruce Dern (“Os Oito Odiados”), que ele co-escreveu com Deric Washburn (“Fronteiras da Violência”) e Steven Bochco (criador da série “Murder in the First”). Dirigido por Douglas Trumbull, mago dos efeitos especiais que trabalhou em “2001: Uma Odisseia no Espaço” (1968), “Corrida Silenciosa” acabou se tornando uma das influências de “Star Wars” (1977). Em seguida, trabalhou com John Milius (“Apocalipse Now”) no roteiro do segundo filme de Dirty Harry, “Magnum 44” (1973), estrelado por Clint Eastwood (“Gran Torino”). O sucesso desse lançamento rendeu nova parceria com Eastwood, “O Último Golpe”, que marcou a estreia de Cimino na direção. Também escrita pelo cineasta, a trama girava em torno de uma gangue de ladrões, liderada por Eastwood e seu parceiro irreverente, vivido pelo jovem Jeff Bridges (“O Doador de Memórias”), envolvidos num golpe mirabolante. Após esse começo convincente, Cimino recebeu várias ofertas de trabalho, mas deixou claro que só queria dirigir filmes que ele próprio escrevesse. Por isso, dispensou propostas comerciais para se dedicar à história de três amigos operários do interior dos EUA, que vão lutar na Guerra do Vietnã. Aprisionados pelos vietcongs, eles são submetidos a torturas físicas e psicológicas que os tornam marcados pelo resto da vida. Entre as cenas, a roleta russa entre os prisioneiros assombrou o público e a crítica, numa época em que as revelações do terror da guerra ainda eram incipientes em Hollywood – “Apocalypse Now”, por exemplo, só seria lançado no ano seguinte. “O Franco Atirador” capturou a imaginação dos EUA. Pessoas tinham crises de choro durante as sessões, veteranos do Vietnã faziam fila para assistir e o filme acabou indicado a nove Oscars, inclusive Melhor Roteiro para Cimino, Ator para Robert De Niro (“Joy”) e ainda rendeu a primeira nomeação da carreira de Meryl Streep (“Álbum de Família”), como Melhor Atriz Coadjuvante. Na cerimônia de premiação, levou cinco estatuetas, entre elas a de Melhor Ator Coadjuvante para Christopher Walken (“Jersey Boys”), Melhor Diretor para Cimino e Melhor Filme do ano. Coberto de glórias, Cimino embarcou em seu projeto mais ambicioso, “O Portal do Paraíso” (1980), western estrelado por Kris Kristofferson (“O Comboio”) no papel de um xerife, que tenta proteger fazendeiros pobres dos interesses de ricos criadores de gado. O resultado desse confronto é uma guerra civil, que aconteceu em 1890 no Wyoming. Conhecido por filmar em locações reais, que ele acreditava ajudar os atores a entrarem em seus papeis, Cimino decidiu construir uma cidade cenográfica no interior dos EUA. Preocupado com o realismo da produção, ele chegou a mandar demolir a rua principal inteira no primeiro dia de filmagem, porque “não parecia correta”, atrasando o cronograma logo de cara e deixando ocioso seu numeroso elenco, que incluía Christopher Walken, Jeff Bridges, John Hurt (“Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”), Joseph Cotten (“O 3º Homem”), Sam Waterston (série “Law and Order”), até a francesa Isabelle Huppert (“Amor”) e Willem Dafoe (“Anticristo”) em seu primeiro papel. Ele também mandou construir um sistema de irrigação para manter a relva sempre verdejante, querendo um impacto de cores nas cenas em que o sangue escorresse nas batalhas. Por conta do realismo, também comprou brigas com ONGs que acusaram a produção de crueldade contra os cavalos em cena. A obsessão pelos detalhes ainda o levou a filmar exaustivamente vários ângulos da mesma cena, gastando 220 horas e mais de 1,2 milhões de metros de filme, um recorde no período. “O Portal do Paraíso” rapidamente estourou seu cronograma e orçamento, e seu título virou sinônimo de produção fora de controle. Quando os executivos do estúdio United Artists viram a conta, entraram em desespero. Para completar, Cimino montou uma “cópia de trabalho” de 325 minutos. Pressionado a entregar uma versão “exibível” a tempo de concorrer ao Oscar, montou o filme com 219 minutos (3 horas e 39 minutos), o que exasperou os donos de cinema. A pá de cal foram as críticas negativas. Para tentar se salvar, após a première em Nova York, o estúdio cancelou o lançamento para produzir uma versão reeditada, de 149 minutos, que entretanto não se saiu melhor. O filme que custou US$ 44 milhões faturou apenas US$ 3,5 milhões. Como resultado, a United Artists, fundada em 1919 por D. W. Griffith, Charlie Chaplin, Mary Pickford e Douglas Fairbanks, quebrou. Atolada em dívidas, viu seus investidores tomarem o controle, e foi vendida para a MGM no ano seguinte. O impacto negativo foi tão grande que o gênero western se tornou maldito, afastando os estúdios de produções passadas no Velho Oeste por um longo tempo. A carreira de Cimino nunca se recuperou. Ele só voltou a assinar um novo filme cinco anos depois, o thriller noir “O Ano do Dragão” (1985), estrelado por Mickey Rourke (“O Lutador”). Mas a história de gangues asiáticas em Chinatown voltou a provocar polêmica, ao ser acusada de racismo contra os chineses que moravam nos EUA. A pressão foi tanta que levou o estúdio a incluir um aviso no início do filme, salientando que era uma obra de ficção, ao mesmo tempo em que a submissão demonstrava como ninguém defenderia Cimino após o fiasco da United Artists. O filme ainda foi indicado a cinco prêmios Framboesa de Ouro, incluindo Pior Roteiro e Diretor do ano, mas se tornou um dos favoritos de Quentin Tarantino. Cimino nunca mais escreveu seus próprios filmes. Ele ainda dirigiu “O Siciliano” (1987), drama de máfia baseado em livro de Mario Puzo (“O Poderoso Chefão”), e o remake “Horas de Desespero” (1990), com Mickey Rourke reprisando o papel de gângster interpretado por Humphrey Bogart em 1955. O primeiro fez US$ 5 milhões e o segundo US$ 3 milhões nas bilheterias, de modo que seu último longa, “Na Trilha do Sol” (1996), foi lançado direto em vídeo. Depois disso, encerrou a carreira com um curta na antologia “Cada Um com Seu Cinema” (2007), que reuniu três dezenas de mestres do cinema mundial. Em 2005, a MGM resolveu resgatar a produção que lhe deu de bandeja a prestigiosa filmografia da United Artists, relançando a versão de 219 minutos de “O Portal do Paraíso” numa sessão de gala no Museu de Arte de Nova York. E desta vez, 25 anos depois da histeria provocada pelo estouro de seu orçamento, o filme teve uma recepção muito diferente. Uma nova geração de críticos rasgou as opiniões de seus predecessores, passando a considerar o filme como uma obra-prima. O diretor sempre acusou o cronograma pouco realista da United Artists pela culpa do fracasso do filme. Dizia que não teve tempo suficiente para trabalhar na edição do longa. Pois em 2012, a produtora especializada em clássicos Criterion, em acerto com a MGM, deu-lhe todo o tempo que ele queria para produzir uma versão definitiva, com a sua visão, para o lançamento de “O Portal do Paraíso” em Blu-ray. Esta versão, de 216 minutos, foi exibida em primeira mão durante o Festival de Veneza, com a presença do diretor. Ao final da projeção, Cimino foi às lágrimas, ovacionado durante meia hora de palmas ininterruptas. “Sofri rejeição por 33 anos”, o diretor desabafou na ocasião, em entrevista ao jornal The New York Times. “Agora, posso descansar em paz”.

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    Robin Hardy (1929 – 2016)

    2 de julho de 2016 /

    Morreu o cineasta inglês Robin Hardy, aos 86 anos na madrugada desta sexta-feira (1/7). Ele fez apenas três filmes, mas se tornou uma lenda do cinema de terror pelo primeiro, o cultuado “O Homem de Palha” (1973). Considerado uma das obras-primas do gênero e ponto alto indiscutível da filmografia tanto do estúdio Hammer quanto do ator Christopher Lee, “O Homem de Palha” combinou sensualidade e rituais celtas para criar uma história que ressoa até hoje, graças a citações constantes. A trama de “O Homem de Palha” seguia o ponto de vista de um sargento de polícia (Edward Woodward), que desembarca numa ilha escocesa para procurar uma menina desaparecida. Lá, é recepcionado pela autoridade local, representada por Lee, em meio à preparação de um festejo anual. Conforme a investigação se intensifica, diversas mulheres nuas aparecem em seu caminho, como tentações e distrações constantes – entre elas, as belíssimas Britt Ekland, Ingrid Pitt e Diane Cilento. Até que ele, cristão convicto, começa a perceber os sinais de paganismo e se horroriza ao descobrir seu verdadeiro papel na história, como convidado de honra, seduzido/conduzido a ser o sacrifício humano que garantiria a próxima colheita da ilha. O filme ganhou um remake americano, intitulado em português “O Sacrifício”, com direção de Neil LaBute e estrelado por Nicolas Cage em 2006. O próprio Hardy escreveu e dirigiu uma continuação do original, “The Wicker Tree”, realizada com baixo orçamento em 2011 e considerada uma decepção completa. Ele ainda pretendia fazer uma terceira parte, mas o projeto nunca saiu do papel. Entre o primeiro e o segundo “Homem de Palha”, Hardy dirigiu apenas mais um filme: “Uma Voz ao Telefone”, em 1986, um suspense convencional de serial killer. E escreveu a história de outro: “Forbidden Sun” (1989). Nada que chegasse aos pés do culto inspirado por sua estreia. Para se ter noção do impacto de “O Homem de Palha”, em 2010 o jornal britânico The Guardian publicou uma lista que o classificou como o quarto melhor terror de todos os tempos. E Christopher Lee, que trabalhou até nas franquias “Star Wars” e “O Senhor dos Anéis”, declarou que aquele tinha sido o melhor filme que fez, entre os mais de 200 de sua filmografia. Sua permanência na cultura pop chega até aos dias de hoje, como se pode atestar pelo recente clipe de “Burn the Witch”, da banda Radiohead, lançado em maio, que recria com bonecos de massinhas a história do clássico de Hardy.

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  • Série

    The Get Down: Série de hip-hop de Baz Luhrman ganha novas fotos e comercial

    1 de julho de 2016 /

    O serviço de streaming Netflix divulgou novas fotos e um comercial de “The Get Down”, série sobre a origem do hip-hop criada pelo cineasta Baz Luhrmann (“O Grande Gatsby”). A prévia mostra uma recriação apurada da época, entre flashes de violência e breakdancing, mas também uma trama paralela, envolvendo uma cantora de gospel. Apesar de acompanhar personagens fictícios, o trailer revela a incorporação na trama de Grandmaster Flash (interpetado pelo estreante Mamoudou Athiem), pioneiro do hip-hop e lenda-viva da discotecagem mundial. A série vai se passar no berço do hip-hop, no bairro negro do South Bronx, em Nova York, na década de 1970, girando em torno de um grupo de adolescentes maltrapilhos que são “nadas e ninguéns”, mas que começam a se destacar com ritmo, poesia, passos de dança e latas de spray, indo dos cortiços do Bronx para a cena artística do SoHo, ao palco do CBGB e às pistas de dança do Studio 54. O elenco também inclui Jimmy Smits (“Sons of Anarchy”), Jaden Smith (“Depois da Terra”), Skylan Brooks (“The Inevitable Defeat of Mister & Pete”), Shameik Moore (“Dope”), Justice Smith (“Cidades de Papel”) e uma nova geração de atores negros e latinos. Luhrmann dirigirá os dois primeiros episódios, além do último, de um total de 13. Com a produção da Sony Pictures Television, a série estreia em 12 de agosto.

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  • Série

    Idris Elba e Freida Pinto vão estrelar minissérie do criador de American Crime

    28 de junho de 2016 /

    O ator inglês Idris Elba (“Beasts of No Nation”) e a indiana Freida Pinto (“Quem Quer Ser um Milionário?”) vão estrelar uma minissérie do produtor-roteirista John Ridley, criador de “American Crime” e vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Adaptado por “12 Anos de Escravidão” (2013). Intitulada “Guerrilla”, a série é descrita como “uma história de amor ambientada em um dos momentos políticos mais explosivos na história do Reino Unido”. Dividida em seis episódios, a atração vai acompanhar um casal – Jas (Pinto) e Marcus (ator ainda não escalado) – que liberta um prisioneiro político durante a década de 1970. Juntos, eles formam um grupo que luta contra a Black Power Desk, unidade de inteligência britânica disposta a exterminar qualquer tipo de ativismo negro. Além de co-estrelar, Idris Elba será produtor executivo do projeto, ao lado de Ridley, que vai dirigir metade dos episódios de “Guerrilla”. A outra metade da série será dirigida por Sam Miller (série “Luther”). Desenvolvida para o canal pago americano Showtime, a produção ainda não tem previsão de estreia.

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  • Etc,  Filme

    Bud Spencer (1929 – 2016)

    28 de junho de 2016 /

    Morreu Bud Spencer, ator de diversos westerns e comédias italianas de sucesso. Ele faleceu na segunda (27/6) em Roma, aos 86 anos, de causa não revelada. Segundo seu filho, sua última palavra foi “Obrigado”. Nascido em Nápoles em 1929, Carlo Pedersoli começou a carreira de ator graças a seu porte físico. Ex-nadador profissional, chegou a disputar duas Olimpíadas, em 1952 e 1956, e se tornou requisitado para envergar uniformes e até mesmo aparecer sem camisa em filmes de época. A primeira figuração veio no clássico “Quo Vadis” (1951), como um guarda romano, fase que se estendeu até “Anibal, O Conquistador” (1959). Foi durante as filmagens de “Anibal” que Pedersoli encontrou seu futuro parceiro, Mario Girotti. Os dois mudariam de nome para estrelarem seu primeiro filme como protagonistas, “Deus Perdoa… Eu Não!”, um western spaghetti escrito e dirigido por Giuseppe Colizzi em 1967. Os pseudônimos americanizados eram regra das produções comerciais da época, visando o mercado internacional, para onde os filmes eram exportados com dublagem em inglês. Com isso, criava-se a ilusão de uma produção de Hollywood, muitas vezes incrementada com a participação de atores americanos para aumentar a credibilidade do elenco. No caso dos westerns filmados no deserto espanhol, a necessidade do “disfarce” era ainda maior, uma vez que o gênero era considerado o mais americano de todos. Pedersoli e Girotti escolheram seus nomes a partir de uma lista fornecida pelos produtores de seu primeiro western. Pedersoli escolheu virar Bud Spencer para homenagear seu ator favorito, Terence Spencer, e sua cerveja favorita, Budweiser. Girotti se tornou Terence Hill porque o nome tinha as iniciais de sua mãe. “Deus Perdoa… Eu Não!” acabou virando um sucesso inesperado e rendeu duas continuações, “Os Quatro da Ave Maria” (1968) e “A Colina dos Homens Maus” (1969), tornando os nomes de Terence Hill e Bud Spencer bastante conhecidos. Apesar de participarem de projetos independentes – Spencer, por exemplo, estrelou vários westerns como o estereótipo do fortão de diferentes gangues de pistoleiros – , a dupla acabou se tornando inseparável aos olhos do público a partir de uma nova franquia, lançada em 1970. Escrito e dirigido por Enzo Barboni, “Chamam-me Trinity” (1970) aumentou a carga de humor do western spaghetti, transformando as aventuras de Trinity (Hill) e seu parceiro Bambino (Spencer) em verdadeiros pastelões com tiroteios. O apelo cômico foi ainda mais longe na continuação, “Trinity Ainda é Meu Nome” (1971), que virou fenômeno internacional e sacramentou “Trinity” como a franquia mais bem-sucedida do cinema italiano do período. A esta altura, Hill e Spencer se tornaram os atores mais bem pagos da Itália. Mas isso trouxe um efeito colateral inevitável. Mesmo que interpretassem outros personagens, seus filmes eram lançados no exterior como “Trinity”. A situação chegou ao cúmulo de render “Que Assim Seja… Trinity” (1972) e “Trinity… Os Sete Magníficos” (1972) sem a participação de Terence Hill, o intérprete de Trinity. Já em “Dá-lhe Duro, Trinity!” (1972), a reunião da dupla aconteceu nos dias de hoje, numa aventura na selva. Marcado pelo gênero, Spencer raras vezes se arriscou fora do humor e do western. Numa dessas ocasiões, participou do giallo “Quatro Moscas Sobre Veludo Cinza” (1971), do mestre Dario Argento. Mas ficou nisso seu esforço para se distanciar do tipo que consagrou em “Trinity”: o fortão engraçado, de cara feia, mas bom coração. Tampouco renegou a parceria com Hill, com quem filmou mais de uma dezena de comédias. A partir de 1974 os filmes da dupla já não precisavam mais trazer o nome de “Trinity” ou cenários do Velho Oeste para lotar os cinemas. Eles continuaram faturando alto com lançamentos como “Dois Missionários do Barulho” (1974), “A Dupla Explosiva” (1974), “Dois Tiras Fora de Ordem” (1977), “Par ou Ímpar” (1978), “Quem Encontra um Amigo, Encontra um Tesouro” (1981), “Dois Loucos com Sorte” (1983) e “Os Dois Super-Tiras em Miami” (1985). Paralelamente, Spencer também começou a intercalar sucessos individuais, como “Chamavam-lhe Bulldozer” (1978), em que viveu um treinador de futebol amador, “O Xerife e o Pequeno Extraterrestre” (1979), que teve sequência, “O Super Xerife” (1980), além de “Buddy no Velho Oeste” (1981), “Banana Joe” (1982) e “Aladdin” (1986), em que viveu o gênio da lâmpada. Em 1984, no auge do sucesso, Spencer e o parceiro chegaram a ser entrevistados por Renato Aragão no programa “Os Trapalhões”, quando o gordinho barbudo mostrou sua fluência em português, graças aos dois anos que morou no Brasil (entre 1947 e 1949), trabalhando como funcionário do consulado da Itália no Recife. Mas, ironicamente, logo em seguida a dupla caiu no ostracismo. Hill ainda viveu o herói dos quadrinhos belgas “Lucky Luke” em 1991. Contudo, as carreiras de ambos estagnaram nos anos 1990, a ponto de empurrá-los para um último reencontro sob o manto de “Tritiny”. Nove anos após “Os Dois Super-Tiras em Miami”, Hill e Spencer se despediram dos fãs com o lançamento de “A Volta de Trinity” (1994), seu retorno ao faroeste, com personagens diferentes de Trinity e Bambino, mas divulgados como se fossem os mesmos. Hill faria só mais um filme, em 1997. Spencer continuou ativo até 2009, mas sem emplacar nenhum sucesso. Apesar da fama alcançada, Bud Spencer nunca escondeu sua amargura por não ter merecido maior reconhecimento da crítica e jamais ter trabalhado com cineastas renomados. “Na Itália, eu e Terence Hill simplesmente não existimos, apesar da grande popularidade que temos hoje entre as crianças e os mais jovens”, lamentou há alguns anos.

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  • Música

    Acidente que matou cantor e guitarrista do Lynyrd Skynyrd vai virar filme

    26 de junho de 2016 /

    O acidente aéreo da banda Lynyrd Skynyrd, que levou à morte o cantor Ronnie Van Zant e o guitarrista Steve Gaines, vai virar filme, informou o site da revista Entertainment Weekly. Intitulado “Freebird”, título de uma das canções mais populares da banda, o filme será baseado nas memórias do baterista Artimus Pyle, um dos sobreviventes da tragédia de 1977. “A história deste filme – a minha história – não é só sobre o acidente de avião, mas também a minha relação pessoal com o gênio que foi Ronnie Van Zant, a quem eu amava como irmão e de quem tenho saudades até hoje”, ele declarou. O Lynyrd Skynyrd surgiu em 1973 e emplacou diversos clássicos do rock. No auge da carreira, a banda embarcou num pequeno avião modelo Convair 240, fabricado em 1947, que acabou caindo. O acidente matou Van Zant, Steve e Cassie Gaines, além da backing vocal Cassie Gaines, o road manager Dean Kilpatrick, o piloto Walter MacCreary e o co-piloto William Gray. O filme será uma produção independente, dirigido por Jared Cohn (“A Vizinhança Assombrada”), especialista em filmes de terror de baixíssimo orçamento para o mercado de DVDs, que também vai assinar o roteiro em parceria com o baterista Artimus Pyle.

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  • Filme

    Novo King Kong será o maior já visto no cinema

    25 de junho de 2016 /

    O novo filme de King Kong mostrará a maior versão já vista do macaco gigante no cinema. Ainda sem título oficial em português, “Kong: Skull Island” servirá para reintroduzir o personagem, e os produtores querem realizar isso de forma surpreendente. “Este vai ser o maior [King] Kong que já existiu. Nada de três ou nove metros [de altura], mas sim um macaco com 30 metros”, afirmou Jordan Vogt-Roberts, diretor do filme, durante a CineEurope, convenção da indústria cinematográfica. O tamanho do personagem é bastante significativo, considerando que o primeiro remake de 1976 usou modelos em “escala real”, que tinham 7 metros de altura, para representar King Kong. O filme irá contar a história de “origem” do macaco gigante, acompanhando um grupo de exploradores numa incursão à mítica Ilha da Caveira, durante o período da Guerra do Vietnã, nos anos 1970. As filmagens, por sinal, aconteceram no próprio Vietnã. O elenco destaca Tom Hiddleston (“Thor”), Brie Larson (“O Quarto de Jack”), Samuel L. Jackson (“Os Oito Odiados”), Thomas Mann (“Dezesseis Luas”), John Goodman (“Argo”), Jason Mitchell (também de “Straight Outta Compton”), Shea Whigham (série “Agent Carter”), Tom Wilkinson (“Batman Begins”), John C. Reilly (“Guardiões da Galáxia”) e Toby Kebbell (“Quarteto Fantástico”). O roteiro foi escrito por John Gatins (“O Voo”) e Max Borenstein (“Godzilla””), e revisado por Derek Connolly (“Jurassic World: O Mundo Dos Dinossauros”). A direção está a cargo de Jordan Vogt-Roberts (“The Kings of Summer”), que fará sua transição de cineasta indie para uma grande produção de Hollywood – deu certo para Colin Trevorrow e aquele outro filme com dinossauros. A estreia está marcada apenas para 9 de março de 2017 no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.

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  • Música

    Vinyl: HBO surpreende e cancela a série após anunciar sua renovação

    22 de junho de 2016 /

    O canal pago americano HBO tomou uma decisão surpreendente e anunciou nesta quarta (22/6) o cancelamento da série “Vinyl”, quatro meses após encomendar sua renovação. “Após uma reflexão cuidadosa, decidimos não seguir em frente com a 2ª temporada de ‘Vinyl’. Obviamente, não foi uma decisão fácil. Nós temos um grande respeito pela equipe e pelo elenco pelo trabalho e paixão que dedicaram a este projeto”, afirmou o canal em comunicado. A produção estava passando por uma reformulação completa e o cancelamento vem dois meses após Terence Winter (“Boardwalk Empire”) deixar o cargo de showrunner da série, por diferenças criativas. Ele trabalhava ao lado do cineasta Martin Scorsese (“O Lobo de Wall Street”) e do cantor Mick Jagger, dos Rolling Stones, cocriadores da atração. Segundo apurou o site The Hollywood Reporter, a decisão do cancelamento partiu do novo presidente de programação da HBO, Casey Bloys, que assumiu o cargo no começo do ano, após a saída de Michael Lombardo, responsável pela aprovação da série. Jagger e Scorsese maturaram a ideia de “Vinyl” por cerca de duas décadas, pensando num filme, até Winter entrar a bordo com a determinação de transformar o conceito numa série. O programa aborda a indústria da música do começo dos anos 1970, enfocando a fictícia gravadora American Century, presidida pelo instável Richie Finestra (Bobby Cannavale), que busca um “novo som” capaz de salvar seu negócio da falência. Tudo isso é mote para mostrar a cena musical da época, com direito a flashes de bandas e cantores como Velvet Underground, David Bowie e New York Dolls. Apesar de Scorsese ter dirigido o primeiro episódio, com 2 horas de duração, a série não emplacou em audiência nem empolgou a crítica. Após uma estreia com pouco mais de 764 mil espectadores ao vivo, o público se estabilizou em torno de 500 mil pessoas por episódio. Muito abaixo do esperado pelo tema e os nomes envolvidos. Além do peso dos produtores envolvidos, o elenco também destacava atores conhecidos como Bobby Cannavale (“Blue Jasmine”), Olivia Wilde (“Rush – No Limite da Emoção”), Juno Temple (“Malévola”), Ray Romano (série “Parenthood”) e James Jagger (“Sex & Drugs & Rock & Roll”), o filho de Mick. Embora o cancelamento tenha sido surpreendente, não é um fato inédito. O HBO cometeu o mesmo recuo com a série “The Brink”, estrelada por Jack Black (“Goosebumps”) e Tim Robins (“Lanterna Verde”), cancelada em novembro do ano passado, quatro meses após o anúncio de sua renovação.

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  • Série

    Atriz da série Mulher Maravilha será presidente dos EUA na 2ª temporada de Supergirl

    22 de junho de 2016 /

    A série “Supergirl” vai ganhar mais uma intérprete de super-heroína clássica em seu elenco: ninguém menos que Lynda Carter, que estrelou a série “Mulher-Maravilha” nos anos 1970. Ela viverá a presidente dos Estados Unidos na atração. A extensão do retorno de Carter ao universo da DC Comics, 40 anos após a estreia de “Mulher-Maravilha” (1976-78), ainda está sendo mantida em sigilo. Mas o produtor Greg Berlanti contou ao site TVLine que tinha tentado uma participação da atriz na 1ª temporada da série, mas acabou desistindo por conflitos de agenda. Segundo ele, esta foi sua “maior decepção da temporada”, mas agora isso será consertado. Além de Lynda Carter, a série conta com Helen Slater, que estrelou o filme “Supergirl” (1984), e Dean Cain, protagonista de “Lois e Clark – As Novas Aventuras do Superman” (1993-97) como pais adotivos de Kara Danvers/Supergirl, papel de Melissa Benoist. Além disso, a 1ª temporada ainda trouxe Laura Vandervoort (a Supergirl de “Smallville”) num arco como a vilã Indigo. A 2ª temporada de “Supergirl” estreia no dia 24 de outubro na rede americana CW. No Brasil, a série é exibida pelo canal Warner.

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  • Filme

    Diretor de Albergue vai filmar remake de Desejo de Matar

    21 de junho de 2016 /

    O remake de “Desejo de Matar” (1974) ganhou novo diretor. Eli Roth, responsável pelo terror “O Albergue” (2005) e o recente “Bata Antes de Entrar” (2015) assumiu o comando produção, em substituição à dupla israelense Aharon Keshales e Navot Papushado (“Os Lobos Maus”), que saiu do projeto alegando diferenças criativas. A refilmagem de “Desejo de Matar” está sendo desenvolvida há vários anos pela Paramount Pictures, estúdio do filme original, e já esteve perto de ser rodada pelos diretores Joe Carnahan (“A Perseguição”) e Gerardo Naranjo (“Miss Bala”). A nova versão será estrelada por Bruce Willis (“Duro de Matar) no papel Paul Kersey, um homem que busca justiça pela morte de sua esposa e filho de arma em punho. Kersey foi o mais famoso personagem vivido por Charles Bronson no cinema, mas a intenção dos produtores é realizar uma adaptação mais próxima do livro de Brian Garfield no qual a franquia é baseada. Na história, Kersey é um arquiteto que tem sua vida destruída após um violento crime cometido contra sua esposa e filha. Frustrado pelos responsáveis não serem punidos, ele resolve fazer justiça com as próprias mãos. A adaptação está a cargo da dupla Scott Alexander e Larry Karaszewski, criadores da série “American Crime Story” e responsáveis pelos roteiros de “Ed Wood” (1994), “1408” (2007), “Grandes Olhos” (2014) e “Goosebumps” (2015). Dirigido por Michael Winner, o “Desejo de Matar” original teve grande impacto na cultura pop, transformando-se no maior representante dos filmes de justiceiros que se popularizaram a partir dos anos 1970. O personagem de Bronson reapareceu em mais quatro longas, até “Desejo de Matar V”, em 1994, mas sua influência persiste até hoje, em filmes como “Valente” (2007) e “Sentença de Morte” (2007) e nos quadrinhos de “O Justiceiro”, entre outras criações. As filmagens do remake devem acontecer no verão americano (entre junho e agosto) e, por enquanto, não há nenhum outro ator confirmado.

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  • Série

    Westworld: Nova série sci-fi estrelada por Rodrigo Santoro ganha primeiro trailer completo

    20 de junho de 2016 /

    O canal pago americano HBO divulgou um pôster e o primeiro trailer completo de “Westworld”, série sci-fi que inclui elementos clássicos de western. A prévia, por sinal, destaca a participação de Rodrigo Santoro (“300”) como cowboy. Mas em vez de explicar a premissa, o vídeo lança dúvidas sobre a trama, ao abrir numa instalação futurista e fazer alusões a sonhos, antes de mostrar os personagens questionando quem é real em cenas passadas numa cidadezinha do Velho Oeste. Entre as imagens finais, ainda é possível vislumbrar uma maquete do cenário, cercada por técnicos de informática. Os elementos revelados parecem indicar que a produção vai incorporar algum tipo de realidade virtual, como a apresentada no filme “O Vingador do Futuro”, para atualizar a trama clássica de robôs. A série é inspirada no filme de ficção científica “Westworld – Onde Ninguém Tem Alma” (1973), escrito e dirigido por Michael Crichton (o autor de “Parque dos Dinossauros”). O longa original contava a história de um parque de diversões futurístico, em que robôs encenavam situações do Velho Oeste, até um defeito tornar um dos pistoleiros numa ameaça real. Além de Rodrigo Santoro, a produção é repleta de atores famosos como Anthony Hopkins (“Thor”), Ed Harris (“Expresso do Amanhã”), Jeffrey Wright (“Jogos Vorazes: Em Chamas”), Ingrid Bolsø Berdal (“Hércules”), Ben Barnes (“As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian”), James Marsden (“X-Men”), Thandie Newton (série “Rogue”), Clifton Collins Jr. (“Círculo de Fogo”) e Evan Rachel Wood (série “True Blood”). A adaptação para a TV foi desenvolvida por Jonathan Nolan (roteirista de “Interestelar” e criador da série “Person of Interest”) em parceria com Lisa Joy (roteirista da série “Pushing Dasies”), e a produção está a cargo do cineasta J.J. Abrams (“Star Wars: O Despertar da Força”). “Westworld” tem previsão de estreia em outubro nos EUA, e deve ser exibida ao mesmo tempo no Brasil.

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