Clássico noir Chinatown vai virar série da Netflix
A Netflix vai produzir uma série baseada no clássico noir “Chinatown” (1974). O projeto está sendo desenvolvido pelo roteirista do filme original, Robert Towne, que venceu o Oscar por seu trabalho, em parceria com o cineasta David Fincher, que já produz a elogiada série “Mindhunter” para a plataforma. Assim como no clássico dirigido por Roman Polanski, a trama vai se passar na Los Angeles dos anos 1930 e acompanhar o ponto de vista de Jake Gittes, o detetive particular interpretado por Jack Nicholson no cinema. Mas a série vai contar casos diferentes daquele explorado no filme. O personagem, por sinal, já apareceu em outra produção, “A Chave do Enigma” (1990), continuação oficial de “Chinatown” que também foi escrita por Towne e estrelada por Nicholson. Ainda não há previsão de estreia para a série.
Manifestantes impedem première do novo filme de Polanski na França
Um grupo de cerca de 40 manifestantes bloqueou a entrada de um cinema que receberia a première de “An Officer and a Spy” (J’Accuse), novo filme de Roman Polanski, na noite de terça-feira (12/11) em Paris, resultando no cancelamento da exibição. Vestindo preto e equipado com sinalizadores vermelhos e cartazes com os nomes das mulheres que acusaram o diretor de estupro, o grupo se manifestou por cerca de uma hora em frente ao cinema Le Champo, até a sessão ser cancelada. Mas essa não foi a première principal do longa. A sessão de gala aconteceu na mesma hora no cinema UGC Normandie, nos Champs-Elysées, com a presença de Polanski, sem encontrar protestos semelhantes. Polanski foi recentemente acusado por um fotógrafa francesa, Valentine Monnier, de estuprá-la em seu chalé suíço em 1975. Ele negou as acusações por meio de seu advogado. Mas ela é a sexta mulher a acusar o diretor de violência sexual cometida nos anos 1970. O vencedor do Oscar vive na França desde que fugiu dos EUA em 1978, no meio de um julgamento em que se declarou culpado de fazer sexo com uma garota de 13 anos. Monnier disse que resolveu revelar o estupro justamente devido à estreia de “An Officer and a Spy” (J’accuse), em que Polanski filma um famoso erro judicial francês, o caso Dreyfus, em que um inocente é injustamente condenado por um crime que não cometeu. O diretor já teceu comentários comparando-se a Dreyfus. O longa foi lançado no Festival de Cinema de Veneza, onde venceu o Prêmio do Grande Júri. Na semana passada, o filme foi indicado a quatro European Film Awards pela Academia Europeia. Mas quanto mais prestígio conquista a obra, mais intensos se tornam os protestos. No início desta semana, o ator Jean Dujardin, indicado a Melhor Ator Europeu por “An Officer and a Spy”, cancelou uma entrevista com a principal emissora francesa, TF1, alegando que não queria responder perguntas sobre novas acusações contra Polanski. Também na terça-feira, embora sem mencionar Polanski pelo nome, a Associação Francesa de Cineastas, ARP, divulgou um comunicado dizendo que “apoia fortemente todas as vítimas de violência moral e sexual” e que “deve levar em conta que nossas profissões, pelo poder que exercem, podem abrir a porta a excessos repreensíveis ”. A declaração ainda avisa que a ARP “proporá ao próximo conselho de administração que, a partir de agora, qualquer membro considerado culpado de uma ofensa sexual seja excluído e que qualquer membro denunciado pelo mesmo motivo seja suspenso”. Polanski é membro da organização. “An Officer and a Spy” estreia comercialmente nesta quarta (13/11) na França, sob campanha de boicote de vários grupos de pressão. Não há previsão para seu lançamento no Brasil. Vale lembrar que manifestantes também impediram a première de outro filme europeu na semana passada, por motivos bem diferentes e num espectro político oposto na escala do radicalismo cultural. Manifestantes de extrema direita atacaram o público da estreia do premiado “And Then We Danced”, de Levan Akin, em Tbilisi, capital da Geórgia, por prestigiarem uma história de amor LGBTQIA+, entre dois jovens dançarinos georgianos de balé. Eles também querem impedir o filme vencedor de prêmios internacionais de ser exibido nos cinemas do país.
Ilha da Fantasia: Primeiros trailers confirmam transformação da série num filme de terror
A Sony divulgou os primeiros trailers de “Ilha da Fantasia”, adaptação da série clássica dos anos 1970, que vai chegar aos cinemas como um filme de terror da produtora Blumhouse (de “Corra!” e “Atividade Paranormal”). Um dos vídeos tem legenda, o outro foi disponibilizado no mercado americano e eles são bastante diferentes entre si. Para quem não lembra, “Ilha da Fantasia” mostrava hóspedes recém-chegados à ilha-resort do título para viver fantasias providenciadas por um misterioso anfitrião, o Sr. Roarke (Ricardo Montalban, na série clássica), com a assistência do anão Tattoo (Hervé Villechaize, nos anos 1970). Mas para terem os prazeres que almejam, eles precisam passar por testes de caráter e desafios psicológicos. No filme, o Sr. Roarke é vivido por Michael Peña (“Homem Formiga e a Vespa”), que, segundo a sinopse, “faz os sonhos secretos dos seus convidados sortudos se tornarem realidades em seu luxuoso, porém remoto, resort tropical”. Só que a prévia mostra que essas fantasias se transformam em pesadelos e podem custar as vidas dos “convidados sortudos”. O elenco não inclui um novo Tattoo, mas traz Parisa Fitz-Henley (a Fiji de “Midnight, Texas”) na função de anunciar “o avião, o avião” e fazer cara de esfinge. O resto do elenco inclui Lucy Hale (a Aria Montgomery de “Pretty Little Liars”), Maggie Q (a “Nikita”), Portia Doubleday (a Angela de “Mr. Robot”), Michael Rooker (o Yondu, de “Guardiões da Galáxia”), Ryan Hansen (Dick Casablancas de “Veronica Mars”) e Jimmy O. Yang (“Podres de Ricos”). A direção está a cargo de Jeff Wadlow, cujo filme anterior, “Verdade ou Desafio” (2018), também foi um terror estrelado por Lucy Hale. A estreia no Brasil está marcada para 16 de abril, dois meses depois do lançamento nos Estados Unidos.
Ilha da Fantasia: Versão de cinema da série clássica ganha pôster, sinopse e data de estreia
A Sony divulgou o primeiro pôster, a sinopse oficial e a data de estreia de “Ilha da Fantasia”, adaptação da série clássica dos anos 1970, que vai chegar aos cinemas como um filme de terror da produtora Blumhouse (de “Corra!” e “Atividade Paranormal”). Para quem não lembra, “Ilha da Fantasia” mostrava hóspedes recém-chegados à ilha-resort do título para viver fantasias providenciadas por um misterioso anfitrião, o Sr. Roarke (Ricardo Montalban, na série clássica), com a assistência do anão Tattoo (Hervé Villechaize, nos anos 1970). Mas para terem os prazeres que almejam, eles precisam passar por testes de caráter e desafios psicológicos. No filme, o Sr. Roarke será vivido por Michael Peña (“Homem Formiga e a Vespa”), que, segundo a sinopse, “faz os sonhos secretos dos seus convidados sortudos se tornarem realidades em seu luxuoso, porém remoto, resort tropical”. “Mas quando essas fantasias se transformam em pesadelos, os convidados precisarão solucionar o mistério da Ilha para escaparem vivos”, completa o texto oficial. O elenco não identifica um novo Tattoo, mas inclui vários “convidados sortudos”, entre eles Lucy Hale (a Aria Montgomery de “Pretty Little Liars”), Maggie Q (a “Nikita”), Portia Doubleday (a Angela de “Mr. Robot”), Michael Rooker (o Yondu, de “Guardiões da Galáxia”), Ryan Hansen (Dick Casablancas de “Veronica Mars”) e Jimmy O. Yang (“Podres de Ricos”), além de trazer Kim Coates (o Tig de “Sons of Anarchy”) como um personagem identificado como Devil Face (Cara de Diabo). A direção está a cargo de Jeff Wadlow, cujo filme anterior, “Verdade ou Desafio” (2018), também foi um terror estrelado por Lucy Hale. O filme da “Ilha da Fantasia” vai estrear em 13 de fevereiro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Maria Perego (1923 – 2019)
A artista Maria Perego, criadora do personagem infantil Topo Gigio, morreu na quinta-feira passada (7/11), aos 95 anos. Apesar da idade avançada, ela estava trabalhando no retorno do personagem para a RAI, no ano que vem. A cauda da morte não foi revelada. Nascida em Veneza, em 1923, Perego começou a carreira no teatro de marionetes, e levou a experiência para a televisão. Alcançou o sucesso em 1959, quando criou, junto com o marido Federico Caldura, o ratinho Topo Gigio, inspirado no Mickey Mouse americano. Ela já trabalhava em programas infantis na RAI desde 1954, mas considerava a grande virada de sua carreira a decisão de abandonar os personagens de papel machê e investir em bonecos com mecanismos internos, manipulados por marionetistas vestidos de preto, incluindo capuz, que desapareciam sob o fundo, também preto, na TV. Topo Gigio nasceu desse processo. O personagem estreou na TV com a voz do ator Peppino Mazzullo e participou de diversos programas famosos da TV italiana, antes de iniciar sua bem-sucedida trajetória internacional. Fez sucesso no Japão, Espanha, em vários países da América Latina e até chegou até a ter carreira musical nos Estados Unidos, onde fez duetos com Louis Armstrong e Frank Sinatra. O ratinho estreou no Brasil em 1969, no programa “Mister Show”, na TV Globo, formando dupla com o comediante Agildo Ribeiro. Marcou época, vendeu muitos brinquedos. Mas o fenômeno foi incrivelmente curto. Foram apenas 32 apresentações até o final de 1970. O episódio final deixou milhões de crianças chorando por todo o país, ao apresentar o boneco indo embora, de volta para a Itália, com uma trouxinha no ombro, virando-se no último momento para acenar para o público. Os brasileiros voltaram a encontrar Topo Gigio 13 anos depois, num programa na Bandeirantes de 1983, ao lado do ator Ricardo Petraglia. Mas não foi a mesma coisa e a segunda vinda do ratinho durou menos ainda. Em 1987, os mesmos empresários insistiram mais uma vez e o personagem teve sua terceira passagem curta pelo Brasil.
Roman Polanki é alvo de nova denúncia de estupro cometido nos anos 1970
A fotógrafa francesa Valentine Monnier acusou publicamente o cineasta Roman Polanski de tê-la estuprado em 1975 na Suíça, quando ela tinha 18 anos. A denúncia foi publicada pelo jornal Le Parisien nesta sexta (8/11), a poucos dias da estreia do novo filme do diretor de 86 anos. Este, por sinal, teria sido o motivo dela decidir se manifestar. Monnier disse que resolveu revelar o estupro devido à estreia do filme “An Officer and a Spy” (J’accuse), em que Polanski filma um famoso erro judicial francês, o caso Dreyfus, em que um inocente é injustamente condenado por um crime que não cometeu. Polanski já teceu comentários comparando o seu caso com o de Dreyfus. “Não tinha qualquer relação com ele, pessoal ou profissional, só o conhecia”, relatou Monnier, que foi modelo em Nova York e participou de alguns filmes nos anos 1980, como “Três Homens e um Bebê”. “Foi de uma violência extrema, após esquiar, em seu chalé em Gstaad (Suíça), me agrediu até que me entreguei. Então me violentou me fazendo sofrer”. O advogado do cineasta, Hervé Temime, afirmou ao jornal Parisien que Polanski “nega firmemente qualquer acusação de estupro”, e destaca que fatos que teriam ocorrido há 45 anos “jamais foram levados ao conhecimento das autoridades”. A denunciante confirmou que jamais informou o crime – agora prescrito – à polícia. Ela foi a sexta mulher a acusar Polanski de estupro. O cineasta é considerado foragido pela justiça dos Estados Unidos, após se exilar na França em meio ao julgamento de 1977 em que se declarou culpado de ter mantido relações sexuais com Samantha Geimer, então com 13 anos. Ela foi compensada financeiramente por Polanski e ainda escreveu um livro sobre sua história, e nos últimos anos vem defendendo o diretor por considerar que ele cumpriu sua pena – ficou preso alguns dias nos anos 1970 e novamente em 2009, além de ficar impedido de trabalhar em Hollywood mulheres surgiram com denúncias de abuso sexual de décadas atrás. As denúncias anteriores também relataram casos acontecidos nos anos 1970. A atriz alemã Renate Langer, vista em “Amor de Menina” (1983) e “A Armadilha de Vênus” (1988), relatou ter sido estuprada duas vezes em 1972, quando ela tinha 15 anos e Polanski 39, também na casa do cineasta em Gstaad, na Suíça. Logo após o primeiro ataque, Polanski teria convidado Langer para figurar em seu filme “Que?”, como pedido de desculpas. O segundo abuso teria acontecido durante as filmagens, em Roma. A atriz revelou que, para se defender, chegou a jogar uma garrafa de vinho e outra de perfume no diretor. Outras acusações partiram da atriz britânica Charlotte Lewis (“O Rapto do Menino Dourado”), que denunciou ter sido estuprada em 1983, quando ela tinha 16 anos, de uma mulher identificada apenas como Robin, que acusa o diretor de tê-la estuprado nos anos 1970, também quando tinha 16 anos, e de Marianne Barnard, atacada em 1975 aos 10 anos de idade, durante uma sessão de fotos em que Polanski lhe pediu que posasse usando apenas um casaco de pele em uma praia de Los Angeles. A maioria das denúncias só veio à tona recentemente, durante o auge do movimento #MeToo, que Polanski chamou de “histeria coletiva” e “hipocrisia”. Por conta das novas denúncias, o cineasta foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, que lhe premiou com o Oscar de Melhor Direção por “O Pianista”, em 2003. O novo filme do diretor, “An Officer and a Spy” (J’accuse), também foi premiado. Venceu o Grande Prêmio do Júri (Leão de Prata) do Festival de Veneza deste ano. A estreia está marcada para quinta-feira (13/11) na França, mas ainda não há previsão para o lançamento no Brasil.
Kung Fu: Série clássica vai ganhar remake com protagonista feminina
Além de um Zorro feminino, outro reboot de franquia clássica prepara seu retorno com uma mulher no papel que pertenceu originalmente a um macho alfa. Desta vez é a série dos anos 1970 “Kung Fu”. O prolífico produtor Greg Berlanti (criador do Arrowverso) está desenvolvendo a nova versão, em parceria com Christina M. Kim (produtora-roteirista de “Blindspot” e “Hawaii Five-0”) para a rede The CW. A série original, criada por Ed Spielman, trazia David Carradine como o “gafanhoto” Kwai Chang Kane, filho órfão de um americano e de uma chinesa que, após ser criado num mosteiro Shaolin, acabava vagando pelo Velho Oeste americano do século 19. A nova versão vai se passar no século 21 e acompanhar uma mulher de descendência asiática, que deixa a faculdade após uma crise e embarca numa jornada que mudará sua vida num mosteiro isolado na China. Quando ela volta aos EUA, encontra sua cidade natal invadida por crimes e corrupção, e passa a usar suas habilidades em artes marciais e virtudes Shaolin para proteger a comunidade e levar criminosos à justiça – enquanto procura o assassino que matou seu mentor Shaolin e que agora está em seu encalço. A premissa é mais parecida com a trama original que outros projetos desenvolvidos por Berlanti no passado. Em comum, todos tinham uma mulher como protagonista. A primeira versão, escrita por Wendy Mericle (“Arrow”), acompanharia uma monja budista nos Estados Unidos dos anos 1950. A segunda, escrita por Albert Kim (“Nikita” e “Sleepy Hollow”), teria uma descendente de Kane que, após herdar o estúdio de kung fu da família, descobre que o local é um centro secreto dedicado a ajudar os membros da comunidade de Chinatown. As duas abordagens foram recusadas pela Fox. A Berlanti Productions produz mais de 20 séries atualmente, incluindo metade da programação da CW. O remake de “Kung Fu” se junta a mais quatro projetos encomendados pela rede para a próxima temporada: “Superman & Lois” (também de Berlanti), um spin-off de “Arrow” (idem), um remake de “Walker, Texas Ranger”, estrelado por Jared Padalecki, e um prólogo da série sci-fi “The 100”. Nem todos projetos vão virar séries.
Assassinato de pianista da bossa nova será tema de animação internacional dos diretores de Chico & Rita
A nova animação da dupla espanhola Fernando Trueba e Javier Mariscal, indicados ao Oscar de 2012 por “Chico & Rita”, vai contar uma história brasileira que mistura personagens reais, ditadura e bossa nova. Intitulada, em inglês, “They Shot The Piano Player”, a produção foi definida, em comunicado da produtora britânica Film Constellation, como “uma história comemorativa de origem” da bossa nova, que “captura um tempo fugaz repleto de liberdade criativa em um momento decisivo na história da América Latina nas décadas de 1960 e 1970, pouco antes de o continente ser tomado por regimes totalitários”. O personagem principal é um jornalista musical de Nova York, que investiga o desaparecimento do talentoso pianista brasileiro Tenório Jr. No dia 18 de março de 1976, quando acompanhava os artistas Toquinho e Vinícius de Moraes em show na Argentina, Tenório desapareceu misteriosamente em Buenos Aires, depois de deixar no hotel um bilhete dizendo que ia “comer um sanduíche e comprar um remédio. Volto logo.”. Nunca mais voltou. Segundo testemunhas, Tenório Jr. teria sido sequestrado pelo serviço secreto da Marinha da Argentina e torturado durante nove dias. Após ter ficado claro que o pianista não tinha envolvimento em atividades políticas, foi morto com um tiro na cabeça. O ator Jeff Goldblum (de “Jurassic Park” e “Independence Day”) foi escalado como dublador do jornalista que apura essa história. A animação também prestará homenagens a João Gilberto (1931-2019), Caetano Veloso, Gilberto Gil, Vinicius de Moraes (1913-1980) e Paulo Moura (1932-2010). “They Shot The Piano Player” ainda não tem previsão de estreia.
Continuação de Halloween encerra suas filmagens
O perfil da franquia “Halloween” anunciou no Twitter que as filmagens do novo capítulo da saga, “Halloween Kills”, foram encerradas. O anúncio foi acompanhado por uma imagem de bastidores com dois personagens do filme original, que tinham desaparecido das continuações. Os dois personagens eram as crianças que estavam sob os cuidados da então babá Laurie Strode (Jamie Lee Curtis) durante o primeiro ataque do psicopata mascarado em 1978. Kyle Richards, que deu continuidade à carreira de atriz e foi até uma das enfermeiras da série “Plantão Médico” (E.R.), repete seu papel da época, como Lindsey Wallace, mas Tommy Doyle ganhou novo intérprete em sua versão adulta: Anthony Michael Hall (“O Vidente”). Jamie Lee Curtis também estará de volta, assim como Judy Greer e Andi Matichak, que interpretaram a filha e a neta de Laurie Strode no filme de 2018. O próximo filme será o segundo de uma nova trilogia, iniciada no ano passado por “Halloween” e que se encerrará em 2021 com “Halloween Ends”. Novamente dirigido por David Gordon Green, “Halloween Kills” tem estreia prevista para o próximo Halloween. That’s a wrap on #HalloweenKills, in theatres October 16, 2020! ?? #Halloween #MichaelMyers pic.twitter.com/H3TSXmvGHd — HalloweenMovies™ (@Halloweenmovies) November 4, 2019
Personagens de As Panteras ganham pôsteres individuais
A Sony divulgou uma coleção de pôsteres internacionais do novo “As Panteras”, que destaca individualmente as três novas agentes do misterioso Charlie Townsend, além de um Bolsey. O filme vai mostrar a formação do novo trio feminino. Apenas Kristen Stewart (“Crepúsculo”) e Ella Balinska (“The Athena”) são agentes treinadas, com Naomi Scott (“Aladdin”) recrutada durante a missão. Charlie, porém, tem muitas outras equipes, cada uma delas com seu próprio Bosley. O nome do assistente do trio na série clássica seria, na verdade, um “cargo”. Por isso, atores diferentes interpretam o papel, como Patrick Stewart (“Logan”), que ilustra um dos cartazes. Outros Bosleys do filme incluem Djimon Hounsou (“Capitã Marvel”) e Elizabeth Banks (“A Escolha Perfeita”), que também assina a direção do longa. O elenco se completa com Noah Centineo (“Para Todos os Garotos que Já Amei”), Sam Claflin (“Vidas à Deriva”), Chris Pang (“Podres de Ricos”), Luis Gerardo Méndez (“Mistério no Mediterrâneo”) e Jonathan Tucker (“Westworld”). A estreia está marcada para 14 de novembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Meu Nome É Dolemite é um dos melhores filmes do ano
“Meu Nome É Dolemite” (2019) é facilmente um dos melhores filmes do ano. É um filme sobre dizer não ao roteiro que a vida preparou para você e virar o jogo. É sobre a verdadeira arte que brota das próprias experiências de vida de um autor, que busca dinheiro sim, mas o reconhecimento de seu talento acima de tudo. É uma história real tão surreal que só poderia ser sobre cinema e acabar no cinema. E tem Eddie Murphy brilhando de forma tão intensa como há tempos não se via. Como Rudy Ray Moore, um dos nomes mais importantes do cinema “blaxploitation” dos anos 1970, Murphy traz de volta a energia do início de sua carreira, de filmes como “Um Tira da Pesada”, “48 Horas” e “Trocando as Bolas”. Está engraçado, mas subversivo; encantador, porém despido de qualquer vaidade; com um sorrisão no rosto escondendo melancolia e decepção. E longe de sua zona de conforto, porque “Meu Nome é Dolemite” pode ser divertido, mas não é a comédia tradicional. É praticamente um drama adaptado da (dura) vida real, que se torna engraçado pelas próprias dificuldades enfrentadas. A produção da Netflix relembra a trajetória de Rudy Ray Moore, que jamais se conformou com a pobreza e, principalmente, com o anonimato. Trabalhava numa loja de discos, mas gravava músicas, fazia stand-up comedy em um clube noturno, mas nunca desistiu mesmo quando ninguém notava seu talento. Quando criou o personagem Dolemite, apropriando-se de piadas ouvidas de mendigos, sua carreira estourou. Antes que você julgue o protagonista pela atitude politicamente incorreta, bom, de acordo com o filme, Moore e todos naquele ecossistema estavam entregues à própria sorte em um mundo à parte esquecido pela elite branca e por Deus. Mas o sucesso de Dolemite entre os fãs de sua comunidade não foi o bastante. Moore decide levar sua palavra a um número maior de pessoas. E qual é a melhor mídia para alcançar esse objetivo? O cinema, claro. O que se vê deste momento em diante coloca “Meu Nome é Dolemite” na galeria dos filmes mais bacanas que falam sobre filmes. Só que mais do que uma declaração de amor ao cinema, o longa é uma ode a todos que não desistem de seus sonhos como artistas de diferentes segmentos. Ao mesmo tempo, é também uma porrada no sistema que dificulta o caminho de muita gente. Moore não desistiu e sua história ainda é contada aqui para inspirar outros vários sonhadores. A história remete a outras cinebiografias dos roteiristas Scott Alexander e Larry Karaszewski, como “O Povo Contra Larry Flynt”, “O Mundo de Andy”, ambos dirigidos por Milos Forman, e “Ed Wood”, de Tim Burton. Aliás, o Rudy de Eddie Murphy é um estranho no ninho e sua história teria tudo para virar um ótimo filme nas mãos do saudoso Milos Forman, um cineasta que firmou sua arte dando voz aos “desajustados”, aqueles que não se encaixam, mas seguem lutando. O diretor Craig Brewer deve ser fã de Forman. Brewer, que fez “Ritmo de um Sonho” e o remake de “Footloose”, consegue capturar perfeitamente o processo criativo de Moore. Desde os motivos que levam a seus insights, passando pela concepção do personagem, a postura e o jeito de falar, até sua ascensão no cinema. O diretor foca em Eddie Murphy, mas também sabe o quanto é importante cercá-lo de grandes coadjuvantes. E nisto se destaca Wesley Snipes, no papel do ator e diretor D’Urville Martin, que surpreende como um grande comediante. Aquele cara durão de filmes de ação como “Blade”, “Passageiro 57” e “O Demolidor” revela-se imprevisível como seu personagem afetado, egocêntrico e mimado que rouba todas as cenas em que aparece. E o elenco tem ainda a maravilhosa Da’Vine Joy Randolph (da série “People of Earth”) como Lady Reed, que faz o filme respirar toda vez que surge em cena com seu talento monumental. Eddie Murphy, que também assina a obra como produtor, jamais teria feito a maior atuação de sua carreira sem os dois. Apesar dos palavrões (e uma cena de sexo divertidíssima), “Meu Nome É Dolemite” ainda joga para cima o manual que diz que toda cinebiografia tem que ter momentos dramáticos e depressivos. O filme inteiro é alegre demais, uma produção que escolheu ser feliz para exaltar a paixão dos artistas e como a arte pode surgir dos lugares menos prováveis. É uma comédia que dá realmente para assistir com um sorriso de orelha a orelha, do começo ao fim.
Hunters: Al Pacino caça nazistas no teaser da nova série da Amazon
A Amazon Prime Video divulgou o primeiro teaser de “Hunters”, que destaca a participação do ator Al Pacino (“O Irlandês”) na primeira série de sua carreira. Anteriormente referida como “The Hunt”, a série também destaca em seu elenco os atores Josh Radnor (“How I Met Your Mother”) e Logan Lerman (“As Vantagens de Ser Invisível”). Passada nos anos 1970, a série conta uma história supostamente real de caça a criminosos nazistas, que fugiram após a 2ª Guerra Mundial e se disfarçaram de pessoas comuns. Na trama, “Os Caçadores” descobriram que centenas de oficiais nazistas do alto escalão estão vivendo de forma impune, sob disfarce, e conspirando para criar um Quarto Reich nos Estados Unidos. A eclética equipe tem o objetivo de desmascará-los, levá-los à justiça e frustrar seus novos planos genocidas. O papel de Pacino é o de mentor do personagem de Lerman, após o jovem descobrir a existência do grupo que caça nazistas em Nova York. Escrita por David Weil (do vindouro “Moonfall”) e Nikki Toscano (“Revenge”), a série também reúne em seu elenco Jerrika Hinton (“Grey’s Anatomy”), Lena Olin (“A Insustentável Leveza do Ser”), Carol Kane (“Unbreakable Kimmy Schmidt”), Saul Rubinek (“Warehouse 13”), Tiffany Boone (“The Chi”), Louis Ozawa Changchien (“Bosch”), Greg Austin (“Class”) e Dylan Baker (“Homem-Aranha”). O lançamento vai acontecer em 2020, em data ainda não anunciada.
Apple TV+ estreia com preço baixo, pouco conteúdo e críticas negativas
O serviço de streaming de vídeo Apple TV+ estreou nesta sexta-feira (1/11) em todo o mundo. A ideia é competir com a Netflix e os vindouros serviços Disney+ (Disney Plus), HBO Max e Peacock, já anunciados. A prática, porém, é outra. Gigante no mercado de tecnologia, a Apple começa como uma anã no segmento de streaming. Sem catálogo de séries e filmes antigos, a plataforma oferece apenas programação original, mas o material é escasso. Tanto que chega com um preço muito mais baixo que seus rivais. No Brasil, custa R$ 9,9 mensais. Além do preço, o alcance é outro diferencial do serviço, disponibilizado em mais de 100 países já no lançamento. Entretanto, o principal atrativo deveria ser o conteúdo. A Apple TV+ estreou com episódios de quatro séries adultas, o programa de variedades “Oprah’s Book Club”, um documentário sobre a natureza e três séries infantis. Atrações adicionais serão acrescentadas todos os meses, mas o crescimento deve ser lento. Tanto que vai seguir uma estratégia de disponibilização de episódios semanais – em contraste com as maratonas de temporadas da Netflix – , para ter tempo de produzir conteúdo. O problema não se resume à pequena quantidade de opções. Ele é amplificado pela qualidade das produções, porque a maioria das séries foi destruída pela crítica. Uma das piores recepções coube àquela que deveria ser a joia da programação, “The Morning Show”, série dramática que traz Jennifer Aniston em seu primeiro papel em série desde “Friends”, ao lado de Reese Witherspoon (“Little Big Lies”) e Steve Carell (“The Office”). “Chamativa, mas frívola”, resumiu a avaliação do Rotten Tomatoes, junto de uma aprovação de 60% da crítica em geral e apenas 40% dos críticos top (dos principais veículos da imprensa americana e inglesa). Ainda mais destrutiva foi a avaliação de “See”, sci-fi épica estrelada por Jason Momoa (“Aquaman”), que aparenta custar tanto quanto “Game of Thrones” e obteve apenas 42% de aprovação geral e míseros 30% entre os tops do Rotten Tomatoes. A produção caríssima chegou a ser chamada de “comédia não intencional” pelo jornal britânico Telegraph. “For All Mankind” se saiu melhor. O drama de “história alternativa” em que a União Soviética chegou primeiro à lua foi considerado lento e até tedioso, mas sua materialização de um passado diferente pero no mucho (ainda é machista) rendeu comparações a “Mad Men” e esperanças na capacidade do produtor Ronald D. Moore (“Battlestar Galactica”) para chegar logo ao cerne da trama, que avança em largos saltos temporais. Com o voto de confiança, atingiu 75% entre todos os críticos e 61% na elite. A comédia “de época” “Dickson” teve maior apoio da crítica em geral, com 76% de aprovação, mas os tops se entusiasmaram bem menos, com 57%. A série que traz Hailee Steinfeld (“Quase 18”) como uma versão adolescente punk gótica da poeta Emily Dickinson, em meio a vários anacronismos, foi a que ganhou mais elogios entusiasmados, mas também comparações pouco lisonjeiras às produções teen da rede The CW. Essa programação pode criar alguma curiosidade no público, mas, por enquanto, não demonstra potencial para virar tópicos de discussões como as primeiras séries da Netflix, “House of Cards” e “Orange Is the New Black”. A tarefa de gerar assinantes é nova na carreira de Jamie Erlicht e Zack Van Amburg, ex-presidentes da Sony Pictures Television, que assumiram o comando do projeto de desenvolvimento de séries da Apple. A dupla foi responsável pelo lançamento de diversos sucessos como copresidentes da divisão de produção televisiva da Sony. Entre as atrações que eles produziram estão “Breaking Bad”, “Better Call Saul”, “The Blacklist”, “Community”, “Hannibal”, “The Goldbergs” e “The Crown”. Com a necessidade de produzir conteúdo para manter a plataforma funcionando, eles já autorizaram as produções das segundas temporadas das séries que estrearam nesta sexta. Mas essa renovação instantânea foi uma exceção, já que há bastante material sendo produzido para preencher a Apple TV+, com a missão de tornar o serviço mais atraente nos próximos meses. Entre as próximas atrações da Apple, atualmente em produção, destacam-se “Amazing Stories”, revival da série de antologia sci-fi criada por Steven Spielberg em 1985; “Servant”, um terror psicológico desenvolvido pelo cineasta M. Night Shyamalan (“Vidro”); “Foundation”, baseada na trilogia “Fundação”, do escritor Isaac Asimov (1942-1993), uma das obras mais famosas da ficção científica; “Home Before Dark”, drama de mistério baseado na vida real de uma jornalista mirim (vivida por Brooklynn Prince, a estrelinha de “Projeto Flórida”), que, obcecada em virar repórter, desvendou um crime sozinha aos 11 anos de idade; “Time Bandits”, adaptação da sci-fi “Os Bandidos do Tempo” (1981), desenvolvida pelo diretor Taika Waititi (“Thor: Ragnarok”); “Life Undercover”, thriller de espionagem estrelado por Brie Larson (a “Capitã Marvel”), baseada nas experiências reais de uma ex-agente da CIA; “Truth to Be Told”, em que Octavia Spencer (“A Forma da Água”) vive uma jornalista de podcast criminal; “Mythic Quest”, comédia sobre videogames, criada por Rob McElhenney e Charlie Day (criadores e estrelas de “It’s Always Sunny in Philadelphia”); séries ainda sem títulos dos cineastas Damien Chazelle (“La La Land”) e Justin Lin (“Velozes e Furiosos 6”), etc. A plataforma também vai começar a disponibilizar filmes, como “Hala”, sobre uma jovem muçulmana, produzido pela atriz Jada Pinkett Smith (“Gotham”), que teve sua première no Festival de Sundance, o próximo longa de Sofia Coppola (“Maria Antonieta”) e títulos exclusivos do estúdio indie A24 (de “Hereditário” e “Moonlight”). Há muito mais conteúdo em desenvolvimento. Mas a pressão por um lançamento rápido, antes da Disney+ (Disney Plus) (que chega em duas semanas), não ajudou a passar a melhor primeira impressão.










