Cynthia Harris (1934–2021)
A atriz Cynthia Harris, que estrelou a sitcom “Louco por Você” (Mad About You), morreu em 3 de outubro em Nova York, aos 87 anos. Harris passou a maior parte de sua carreira nos palcos da Broadway e à frente de sua própria companhia teatral no circuito off-Broadway, o que só lhe permitiu uma filmografia pequena, mas com alguns sucessos de bilheteria. Sua estreia nas telas aconteceu em 1968 no drama “Isadora”, cinebiografia da dançarina Isadora Duncan, estrelada por Vanessa Redgrave. Ela também participou da adaptação de “Tempestade” (1982) com John Cassavettes, e das comédias “Além das Fronteiras do Lar” (1972), com Barbra Streisand, “Três Solteirões e um Bebê” (1987), com Ted Danson, “Manequim: A Magia do Amor” (1991), com Kristy Swanson, e “Um Distinto Cavalheiro” (1992), com Eddie Murphy. Mas foi na TV que conquistou mais destaque. Além de participações em várias séries, de “Kojak” a “Law & Order”, ela estrelou a minissérie “Edward & Mrs. Simpson” em 1978 no papel de Wallis Simpson, a mulher que fez o Rei Edward abdicar do trono da Inglaterra. Seu papel mais marcante chegou em 1993, durante a 2ª temporada de “Louco por Você”, quando foi escalada como Sylvia Buchman, a mãe do protagonista Paul Buchman, vivido por Paul Reiser. Sua rivalidade ocasional com a nora Jamie Buchman (Helen Hunt) marcou alguns dos melhores episódios da sitcom premiada. Ao todo, Harris apareceu em 73 episódios da atração, incluindo duas vezes no revival de 2019. A retomada de Sylvia Buchman, uma década após se despedir do papel, foi seu último trabalho nas telas. Cocriador de “Louco por Você”, Paul Reiser homenageou sua mãe nas telas com um post nas redes sociais. “Que mulher excepcional. Verdadeiramente única”, ele escreveu. “E um coração tão grande. Foi uma honra e uma alegria ser seu ‘filho’ todos esses anos. Descanse em paz, querida amiga”. What an exceptional woman. Truly one of a kind. Cynthia could get a laugh just waiting to deliver a line you knew she would then absolutely crush. And such a big heart. It was an honor and a joy to be her "son" all these years. Rest in peace, dear friend. https://t.co/RTZKL7phwn — Paul Reiser (@PaulReiser) October 6, 2021
Renata Sorrah será dona de boate em série passada nos anos 1970
Renata Sorrah vai estrelar uma nova série após a recente “Filhas de Eva”, lançamento de março da Globoplay. Ela entrou em “Rio Connection”, produção da Globo em parceria com a Sony, em que viverá Cassandra, dona de uma boate carioca da década de 1970. Segundo a colunista Patricia Kogut, do jornal O Globo, a atriz já começou a preparação e está fazendo as provas de figurino e caracterização. A trama segue uma quadrilha europeia que usou o Rio de Janeiro como conexão para o tráfico de heroína durante os anos 1970. Marina Ruy Barbosa, atualmente no ar na reprise da novela “Império”, tem um dos papéis principais como uma mulher ligada ao tráfico. A direção é de Mauro Lima, que já abordou o tema no filme “Meu Nome Não É Johnny” (2008), e o elenco ainda inclui Bruno Gissoni (“Socorro, Virei uma Garota!”), Maria Casadevall (“Coisa Mais Linda”), Nicolas Prattes (“O Segredo de Davi”) e Carla Salle (“Onisciente”). Um detalhe chama atenção na produção. Como faz parte de um acordo com a Sony para lançamento internacional, a série será falada em inglês, levando o elenco a intensificar os estudos da língua.
Família de Laurie Strode enfrenta Michael Myers em pôsteres e vídeo de “Halloween Kills”
A Universal Pictures divulgou novos pôsteres e mais um vídeo dos bastidores de “Halloween Kills: O Terror Continua”, que destacam três gerações de mulheres da família Strode, descritas como “guerreiras”. No novo filme, Michael Myers avança em busca da família de Laurie Strode (Jamie Lee Curtis), a “final girl” de seu massacre original de 1978. Desta vez, porém, Laurie, sua filha (Judy Greer) e sua neta (Andi Matichak) se juntam a outros sobreviventes para caçá-lo. Novamente dirigido por David Gordon Green, que comandou o “Halloween” de 2018, o terror vai chegar aos cinemas em 14 outubro no Brasil e já tem uma sequência encaminhada, que promete encerrar a franquia.
Vídeo de bastidores destaca volta de personagens clássicos de “Halloween”
A Universal Pictures revelou um novo vídeo dos bastidores de “Halloween Kills: O Terror Continua”, que destaca a volta de três atores do filme original, Charles Cyphers, Nancy Stephens e Kyle Richards. Além de depoimentos sobre o longa de 1978, dirigido por John Carpenter, o vídeo mostra o reencontro de Kyle Richards com Jamie Lee Curtis, estrela do longa original e que continua na franquia até hoje. Kyle era uma das crianças que Laurie Strode, a personagem de Curtis, cuidava como babá durante o primeiro massacre cometido por Michael Myers. A atriz deu continuidade à carreira e foi até uma das enfermeiras da série “Plantão Médico” (E.R.). Já o intérprete de seu irmão em 1978 desistiu de atuar e sua versão adulta será vivida por Anthony Michael Hall (“O Vidente”) no novo longa. Em “Halloween Kills”, os velhos personagens se aliam à família de Laurie Strode para caçar o psicopata e impedir um novo massacre. Novamente dirigido por David Gordon Green, o terror vai chegar aos cinemas em 14 outubro no Brasil e já tem uma sequência encaminhada, que promete encerrar a franquia.
“Daisy Jones & The Six” ganha primeiras imagens de bastidores
A produtora Hello Sunshine, de Reese Witherspoon (“The Morning Show”), divulgou no Instagram as primeiras imagens de bastidores de “Daisy Jones & The Six”, nova minissérie da Amazon Prime Video. Adaptação do romance de mesmo nome da escritora Taylor Jenkins Reid – também lançado no Brasil com o título em inglês – , a trama apresenta os altos e baixos de uma renomada banda de rock dos anos 1970, liderada pela personagem do título. A protagonista Daisy Jones é descrita como uma garota que nasceu em uma família privilegiada e abandona os pais para seguir a carreira como cantora, começando a participar da cena musical roqueira de Los Angeles. Um detalhe curioso da produção é que o papel principal é desempenhado por Riley Keough (“Mad Max: Estrada da Fúria”), que além de atriz é neta de Elvis Presley. Por sinal, ela já viveu uma roqueira dos anos 1970 no cinema. Em “The Runaways”, de 2010, ela interpretou a cantora Marie Currie, irmã de Cherie Currie (Dakota Fanning). “Daisy Jones & The Six” foi criada pela dupla Scott Neustadter e Michael H. Weber, roteiristas dos sucessos “A Culpa é das Estrelas” (2014) e “Artista do Desastre” (2017), e terá episódios dirigidos pela cineasta neozelandesa Niki Caro (do filme “Mulan” e da série “Anne with an E”). O elenco também inclui a atriz e modelo Suki Waterhouse (“Miss Revolução”), a também modelo e atriz Camila Morrone (do remake de “Valley Girl”), Josh Whitehouse (que igualmente estrelou “Valley Girl”), o astro Sam Claflin (“Enola Holmes”), o novato Will Harrison (visto em “Madam Secretary”), Nabiyah Be (“Pantera Negra”) e Sebastian Chacon (“Penny Dreadful: City of Angels”). Ainda não há previsão para a série chegar ao serviço de streaming da Amazon. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Hello Sunshine (@hellosunshine)
Al Harrington (1935–2021)
O ator Al Harrington, conhecido por seu papel na versão original da série “Havaí Cinco-0”, morreu na terça-feira (21/9) em Honolulu aos 85 anos, uma semana após sofrer um derrame. Nascido nas ilhas da Samoa Ocidental, Harrington se mudou com a família para o Havaí aos quatro anos de idade e começou sua carreira fazendo pequenas figurações na 1ª temporada de “Havaí Cinco-0”, lançada em 1968. Ele apareceu em vários episódios em diferentes papéis até ser oficializado como o detetive Ben Kokua, integrante da equipe Cinco-0 de Steve McGarrett (Jack Lord) a partir da 5ª temporada, vindo a integrar o elenco fixo da atração por dois anos, de 1972 a 1974. Além de “Havaí Cinco-0”, também apareceu em “As Panteras”, “Magnum” e “Os Jeffersons”, e interpretou um âncora de TV no blockbuster “Forrest Gump” (1994), entre outros papéis. Em 2011, Harrington se tornou um dos raros atores do “Havaí Cinco-0” original a participar da produção do reboot contemporâneo, vivendo o personagem Mamo Kahike, um velho amigo da família de Steve McGarrett (Alex O’Loughlin), como integrante do elenco recorrente. Ele apareceu esporadicamente, mas de forma consistente, em 10 episódios de “Hawaii Five-0” até 2018. Harrington também teve uma carreira paralela como cantor e foi homenageado em 2018 com um troféu da Academia Havaiana de Gravações Artísticas por suas realizações.
Tim Donnelly (1944-2021)
O ator Tim Donnelly, que interpretou o bombeiro piadista Chet Kelly nas seis temporadas da série clássica “Emergência!”, morreu na sexta-feira (17/9) em sua casa em Santa Fé, Novo México, de complicações de uma cirurgia. Ele tinha 77 anos. Timothy David Donnelly era filho de Paul Donnelly, vice-presidente de produção da Universal Pictures, neto do ator Pat O’Malley (“Vampiros de Almas”) e irmão mais novo do ator mirim e futuro diretor Dannis Donnelly, e com essas credenciais decidiu tentar a carreira de ator ainda na adolescência. Sua estreia aconteceu como figurante em “Assassino Público Número Um”, filme do gângster Baby Face Nelson lançado em 1957. Mas ele acabou se limitando a uma carreira televisiva. Após uma década de figurações em episódios de “O Homem de Virgínia”, “Havaí Cinco-0”, “Dragnet 1967” e “Adam-12”, foi escalado para seu primeiro e único papel fixo, como o bombeiro Chet de “Emergência!”. Precursora das séries de atendimentos de emergência, que viraram moda na TV americana nos últimos anos, a produção desenvolvida por Robert A. Cinader (criador de “Adam-12”) e Harold Jack Bloom (criador de “Projeto UFO”), acompanhava o trabalho da Estação 51 do Corpo de Bombeiros, além de de paramédicos, policiais e médicos de pronto socorro de Los Angeles. Junto com Donnelly, o elenco destacava ainda Robert Fuller (astro de “Laramie”), Kevin Tighe (visto na série “Lost”), Julie London (“A Casa Vermelha”) e Bobby Troup (“M*A*S*H”), entre outros. Donnelly participou dos 122 episódios da série, que durou de janeiro de 1972 até maio de 1977, geralmente ajudando a aliviar o clima tenso com piadas no corpo de bombeiros. Mas, depois disso, ele apareceu basicamente apenas em projetos dirigidos por seu irmão, Dennis Donnelly, como o terror slasher “Na Senda do Crime” (1978) e episódios das séries “Projeto UFO”, “Enos”, “Vega$” e “O Esquadrão Classe A”.
Sobreviventes do primeiro “Halloween” se juntam no trailer da continuação
A Universal divulgou o trailer legendado de “Halloween Kills”, segundo filme da nova trilogia do psicopata Michael Myers, que ganhou um subtítulo nacional: “O Terror Continua”. A prévia mostra um reencontro dos sobreviventes do longa clássico dos anos 1970, que se unem para acabar de vez com a ameaça do bicho-papão mascarado. Quem viu o “Halloween” original, escrito e dirigido por John Carpenter em 1978, deve recordar que Laurie Strode (papel consagrado por Jamie Lee Curtis) trabalhava como babá quando se tornou a última sobrevivente do massacre cometido por Michael Myers. O que poucos lembram são as crianças da história. Pois os personagens mirins do filme original estão de volta. Lindsay Wallace e Tommy Doyle, as crianças que estavam sob os cuidados de Laurie durante o ataque do psicopata mascarado, mudaram muito com a meia-idade. Doyle é interpretado, em sua versão adulta, por Anthony Michael Hall (“O Vidente”). Mas a menina tem a mesma intérprete do filme original: Kyle Richards, que deu continuidade à carreira de atriz e foi até uma das enfermeiras da série “Plantão Médico” (E.R.). Eles se aliam à família de Laurie Strode para caçar o psicopata para impedir um novo massacre. Novamente dirigido por David Gordon Green, o terror vai chegar aos cinemas em 14 outubro no Brasil e já tem uma sequência encaminhada, que promete encerrar a franquia.
Michael Constantine (1927–2021)
O ator Michael Constantine, que interpretou o pai de Nia Vardalos em “Meu Casamento Grego”, comédia romântica de maior bilheteria de todos os tempos, morreu em 31 de agosto, mas sua morte só foi confirmada na noite de quarta (9/9) por seu agente. Ele tinha 94 anos e faleceu de causas naturais. Constantine Joanides começou sua carreira nos primeiros dias da televisão americana, ainda em 1949. Após vários trabalhos na Broadway – e bicos de vigia noturno para complementar a renda – , fez sua estreia no cinema em “A Última Caminhada” (1959), interpretando um presidiário que tentava escapar da prisão com Mickey Rooney e grande elenco. Ele também teve papéis coadjuvantes memoráveis no clássico de bilhar “Desafio à Corrupção” (1961), ao lado de Paul Newman, e no blockbuster “Beau Geste” (1966), além de ter aparecido na maioria das séries produzidas na década de 1960, de “Os Intocáveis” a “Missão: Impossível”. O ano mais ocupado de sua carreira foi 1969, quando estrelou nada menos que quatro filmes – a aventura romântica “Justine” e três comédias: “Os Rebeldes”, com Steve McQueen, “Que Sequestro Aéreo!”, adaptação de uma peça de Woody Allen, e “Enquanto Viverem as Ilusões”, em que interpretou um ex-soldado em busca de um amor há muito perdido na Itália. E ainda assim teve tempo para interpretar seu primeiro papel fixo numa série, em “Room 222”. A atração criada por James L. Brooks (um dos criadores de “Os Simpsons”) se passava numa escola do Ensino Médio que tinha Constantine como diretor. A trama lidava com muitos temas contemporâneos, como racismo e divisões sociais, e marcou época na TV americana, durando cinco temporadas – até 1974. Por seu trabalho em “Room 222”, Constantine venceu o Emmy de Melhor Ator Coadjuvante em série de Comédia em 1970. Após o fim da série, ele integrou o elenco do drama sombrio “A Viagem dos Condenados” (1976) e teve papel recorrente na série infantil “Electra Woman and Dyna Girl” (também em 1976), onde viveu um feiticeiro. Sua carreira televisiva atravessou as décadas seguintes, com papéis em diversas atrações, incluindo nova participação recorrente em “Jogo Duplo” (Remington Steele) como um empresário idiossincrático. No cinema, ainda foi o pai de Patrick Dempsey na comédia romântica adolescente “Casanova – Adorável Sedutor” (1987), o pai de Michael Keaton no drama “Minha Vida” (1993) e o juiz do suspense “A Jurada” (1996), com Demi Moore, antes de conduzir Nia Vardalos ao altar em 2002. Patriarca da família de “Meu Casamento Grego”, o ator arrancava risos por encontrar raízes gregas em todas as palavras, manifestando um tradicionalismo ferrenho, que também era bem humorado e generoso. Após o sucesso avassalador do filme, que só nos EUA faturou US$ 241 milhões em 2002, Constantine reprisou seu papel em uma série curta da CBS, também estrelada por Vardalos em 2003, e na continuação do longa original, lançada em 2016. Foi seu último trabalho.
Jean-Paul Belmondo (1933–2021)
Jean-Paul Belmondo, um dos atores mais icônicos da França, morreu nesta segunda-feira (6/9) em sua casa de Paris, aos 88 anos. O sorriso inimitável, os cabelos sempre desarrumados e um perfil único, com um nariz quebrado que o impedia de ser mais belo que Alain Delon – resultado de uma juventude esportiva como goleiro e boxeador – , iluminaram dezenas de filmes, muitos deles clássicos e quase todos grandes sucessos de bilheteria. Filho de um escultor renomado e educado nas melhores escolas, ele era considerado o ator mais charmoso da França, eternizado na imaginação dos fãs como alguém tão irresistível quanto o bandido sedutor de “Acossado” (1960), personagem que marcou sua carreira e a chegada da nouvelle vague no mundo. Belmondo decidiu se tornar ator aos 16 anos, formando-se em 1956 no prestigioso Conservatório de Drama de Paris, mas teve sua entrada negada na Comédie-Française depois que o júri do Conservatório se recusou a premiá-lo com honras. Sua reação teria sido lhes mostrar o dedo indicador. Ele estreou no cinema em 1958, fazendo nada menos que quatro filmes consecutivos, entre eles “Os Trapaceiros”, de Marcel Carné, antes de se ver no centro da revolução filmada pela nova geração de cineastas rebeldes. Seu primeiro papel de protagonista veio em “Quem Matou Leda?” (1959), de Claude Chabrol. Mas foi outro enfant terrible quem melhor soube aproveitar seu charme desgrenhado. Jean-Luc Godard viu imediatamente o potencial do jovem e tratou de filmá-lo no curta “Charlotte e Seu Namorado” (1960) e finalmente em seu primeiro longa-metragem, o clássico “Acossado”. Escalado ao lado de Jean Seberg, Belmondo interpretou o gângster romântico Michel Poiccard, que se inspirava nos filmes de Humphrey Bogart. Fumando um cigarro atrás do outro e falando diretamente para a câmera, Belmondo materializou uma atuação animada, divertida e bastante visual, que ajudaria a transformar “Acossado” num dos filmes mais influentes da História do Cinema, consagrando também Godard, premiado em sua estreia no Festival de Berlim, e dando à nouvelle vague uma visibilidade inescapável. Ator e diretor reforçaram a parceria em novos sucessos, como “Uma Mulher É uma Mulher” (1961) e o cultuadíssimo “O Demônio das Onze Horas” (1965). Sua atuação neste último – como um pai de família que se apaixona por uma velha e perigosa paixão (Anna Karina) e logo perde o juízo – está entre as mais emblemáticas de sua carreira. Mas na altura deste longa, Belmondo já não era mais o mesmo jovem com potencial de “Acossado”. Ele disputava com o galã Alain Delon a condição de astro mais popular de todo o cinema francês. Entre 1960 e 1965, Belmondo estrelou mais de 30 filmes. Alguns seguiram a vertente prestigiosa de seus primeiros trabalhos, como “Duas Almas em Suplício” (1960), adaptação de Marguerite Duras em que atuou com outra musa da nouvelle vague, Jeanne Moreau, e “Duas Mulheres” (1960), de Vittorio de Sica, em que contracenou com Sofia Loren. Mas logo a tendência mudaria. Ele estourou como ator dramático em “Léon Morin – O Padre” (1961), mostrou que sabia fazer comédia com “Macaco no Inverno” (1962) e provou-se em papel de durão com “Um Homem Chamado Rocca” (1961), mas foi a produção de época “Cartouche” (1962) que revelou de vez seu enorme apelo comercial, como herói romântico de blockbusters de ação. Sua mudança de status, de cult para comercial, teve grande influência do diretor de “Cartouche”, Philippe de Broca, que o comandou em outras aventuras mirabolantes, como “O Homem do Rio” (1964), em que Belmondo veio ao Brasil salvar sua namorada (Françoise Dorléac) sequestrada por criminosos, e principalmente “Fabulosas Aventuras de um Playboy” (1965). Na comédia aventureira que inspiraria muitas cópias, o astro vivia um bilionário infeliz que, após várias tentativas frustradas de suicídio, contratava assassinos profissionais para matá-lo, apenas para se arrepender em seguida ao se apaixonar por Ursula Andress (a primeira Bond Girl). A química foi além das telas, e acabou com o casamento do ator na vida real. Belmondo era casado com a dançarina Elodie Constantin, com quem teve três filhos, de 1959 até o divórcio de 1966, precipitado por seu envolvimento escandaloso com Andress, também casada na época (com o diretor John Derek). Seu segundo casamento aconteceu em 2002 com a bailarina Natty Tardiel, após um namoro iniciado em 1989 e o nascimento de sua filha mais nova. De forma notável, enquanto acumulava seus primeiros êxitos de bilheteria, Belmondo ainda conseguiu manter laços com a nouvelle vague, estrelando “O Ladrão Aventureiro” (1967), de Louis Malle, “A Sereia do Mississipi” (1969), de François Truffaut, “O Homem que Eu Amo” (1969), de Claude Lelouch, e “Stavisky…” (1974), de Alain Resnais. Em 1970, ele finalmente fez a parceria que o público francês mais queria ver, estrelando “Borsalino” ao lado de Alain Delon. O filme de gângsteres dos anos 1930 lotou cinemas, mas suas filmagens acabaram com qualquer chance dos dois astros se tornarem amigos. Belmondo processou Delon por descumprir a promessa de créditos iguais, ao destacar seu nome como produtor antes do letreiro dos atores. Só voltaram a trabalhar juntos décadas depois, em 1998, na comédia criminal “1 Chance Sur 2”, de Patrice Leconte, quando riram muito da competição que mantinham na juventude. Alheio à essa briga, o diretor de “Borsalino”, Jacques Deray, foi outro dos grandes parceiros de Belmondo, especialmente na fase mais comercial do ator. Os filmes do astro começaram a ficar parecidos e cada vez mais descartáveis a partir dos anos 1970. Títulos como “O Magnífico” (1973) e “O Incorrigível” (1975), ambos de Philippe de Broca, “Os Ladrões” (1971) e “Medo Sobre a Cidade” (1975), ambos de Henri Verneuil, “Animal” (1976), em que contracenou com Rachel Welch, ou mais adiante, “O Profissional” (1981), de Georges Lautner, “O Marginal” (1983) e “O Solitário” (1987), dirigidos por Jacques Deray, eram sucessões de cenas de ação que exploravam feitos físicos. Assim como Tom Cruise hoje em dia, Belmondo dispensava dublês e fazia as cenas arriscadas por conta própria, o que o levou a se ferir várias vezes durante as filmagens. Um de seus desempenhos mais arriscados foi em “Medo Sobre a Cidade”, em que se pendurou num helicóptero a vários metros de altura e precisou se equilibrar no alto de um trem de metrô em movimento. Mas o estilo de herói de ação charmoso de Belmondo não demorou a ficar ultrapassado, diante da brutalidade dos filmes americanos com Sylvester Stallone e Arnold Schwarzenegger. E um grave ferimento no set da comédia policial “Hold-Up”, de Alexandre Arcady em 1985, ajudou a pôr fim ao reinado do ator no gênero. Após quase 50 filmes com mais de milhão de ingressos vendidos em duas décadas, “O Solitário” (1987) marcou sua despedida das produções agitadas. “Não quero virar o avô voador do cinema francês”, disse ele na época. Nos anos que se seguiram, Belmondo desacelerou. Ele voltou aos palcos, interpretando Cyrano de Bergerac em 1989, e passou a se dedicar a dramas e adaptações de clássicos da literatura. A nova fase lhe permitiu reencontrar o mestre da nouvelle vague Claude Lelouch em dois filmes, “Itinerário de um Aventureiro” (1988) e na adaptação de “Os Miseráveis” (1995). O primeiro lhe rendeu o único César (o Oscar francês) de sua carreira. E para surpresa de todos, Belmondo simplesmente se recusou a receber o troféu. Sua trajetória sofreu outro baque em 2001, quando teve um derrame. Ele só voltou ao trabalho em 2008 para um último longa-metragem, “Un Homme et Son Chien” (Um homem e seu cachorro), sobre um idoso rejeitado pela sociedade. Defensor apaixonado do cinema francês, Belmondo recusou vários convites para filmar em Hollywood e usou sua popularidade para denunciar o impacto negativo do monopólio de distribuição dos filmes americanos em seu país, que ele considerava culpado por estrangular a produção francesa ao ocupar todas as telas disponíveis. Em 2011, foi homenageado duplamente pelos festivais de Cannes e Veneza, respectivamente com uma Palma de Ouro e um Leão de Ouro honorários por todas as suas realizações como ator. Mas a maior homenagem de sua carreira foi conferida pelos fãs, que transformaram seus filmes nos maiores sucessos do cinema de seu país.
Mikis Theodorakis (1925–2021)
O compositor grego Mikis Theodorakis, autor de trilhas icônicas como as dos filmes “Z” e “Zorba, O Grego”, faleceu em Atenas aos 96 anos, após ser hospitalizado com problemas cardíacos. “Mikis Theodorakis passa agora à eternidade. Sua voz foi silenciada e com ele todo o helenismo”, afirmou o primeiro-ministro da Grécia, Kyriakos Mitsotakis, que decretou três dias de luto nacional. “Hoje perdemos uma parte da alma da Grécia. Mikis Theodorakis, nosso Mikis, o professor, o intelectual, o resistente, se foi. Ele, que fez com que todos os gregos cantassem os poetas”, declarou a ministra da Cultura, Lina Mendoni. A presidente da República, Eikaterini Sakellaropoulou, elogiou um “grande criador grego e universal, um valor inestimável para toda nossa cultura musical que dedicou sua vida à música, à arte, ao nosso país e a seus habitantes, às ideias de liberdade, justiça, igualdade e solidariedade”. Nascido em 29 de julho de 1925 em Chios, no Mar Egeu, em uma família de origem cretense, Mikis Theodorakis teve uma vida atribulada, participando na juventude da resistência contra os nazistas. Ele também também lutou ao lado dos comunistas durante o conflito civil que explodiu na Grécia após a 2ª Guerra Mundial, o que o fez ser deportado para a ilha prisão de Makronisos, onde foi torturado. Ao conseguir a liberdade, viajou a Paris para estudar no Conservatório. Mas não ficou muito longe da Grécia e do fervor político. Ao retornar a Atenas, começou a trabalhar em trilhas, assinando a música de “A Batalha dos Descalços” (1953), sobre a resistência do jovens gregos – como ele próprio – contra a invasão nazista. Depois de se firmar como referência musical do cinema grego, em obras como “Profanação” (1962), que Jules Dassin filmou na Grécia com Anthony Perkins, “Electra, a Vingadora” (1962), de Michael Cacoyannis, que consagrou Irene Papas, e “Uma Sombra em Nossas Vidas” (1962), que Anatole Litvak filmou na Itália com Sofia Loren, ele assinou sua obra mais conhecida, “Zorba, o Grego” (1963), do compatriota Cocoyannis, com elenco hollywoodiano encabeçado por Anthony Quinn. Sempre politizado, Theodorakis fez amizade com Grigoris Lambrakis, deputado do partido de esquerda EDA, assassinado em novembro de 1963 em Tessalônica pela extrema-direita, com a cumplicidade do Estado. Após musicar mais um filme de Cocoyannis com elenco internacional, “Quando os Peixes Saíram da Água” (1967), o próprio compositor foi detido no início da ditadura dos coronéis, que começou em 21 de abril de 1967. Anistiado um ano mais tarde, ele liderou um movimento clandestino e foi colocado em prisão domiciliar. Mas sua popularidade só aumentou, o que levou a ditadura militar a determinar nova detenção e a proibição completa de sua obra. A prisão e a censura renderam protestos internacionais, e a repressão apenas transformou Theodorakis num símbolo da resistência. Pressionados pela comunidade europeia, os militares optaram por exilá-lo. Em Paris, o compositor voltou à luta. Ele se juntou a um jovem cineasta para denunciar a ditadura e homenagear o amigo chacinado. O filme “Z” (1969), do cineasta Costa-Gavras, apontou a cumplicidade do governo grego no assassinato de Lambrakis e impactou o cinema político de forma definitiva, inspirando o engajamento de cineastas em pautas urgentes ao redor do mundo. Ele voltou a trabalhar em outra obra hollywoodiana do velho amigo Cocoyannis, “As Troianas” (1971), com Katharine Hepburn, Vanessa Redgrave e Geneviève Bujold, consagrando-se como o compositor das grandes tragédias gregas. Ao mesmo tempo, fortaleceu sua outra vertente musical, dobrando a aposta no cinema político de Costa-Gavras com a trilha de “Estado de Sítio” (1972), uma crítica à ditadura uruguaia, com paralelos claros a situação de seu próprio país. No exílio, também conquistou Hollywood, musicando “Serpico” (1973), clássico de Sidney Lumet estrelado por Al Pacino, que denunciava a violência e a corrupção policial dos EUA. Mas não perdeu o foco, assinando em seguida o clássico “O Ensaio” (1974), de Jules Dassin, sobre o impacto da censura e perseguição política entre os universitários gregos. Quando a ditadura finalmente caiu em 1974, Theodorakis voltou à Grécia sob aplausos, recepcionado por uma multidão no aeroporto de Atenas, que gritava seu nome como se fosse um herói da mitologia. Mas para decepção da esquerda, ele optou por usar sua popularidade para ajudar a eleger Constantin Caramanlis, um estadista de direita, que se tornou responsável pela volta da democracia grega. Theodorakis ainda alternou alguns filmes políticos, como “Acontecimentos de Marusia” (1975) e “The Man with the Carnation” (1980), com novas adaptações de tragédias gregas, como “Ifigênia” (1977), de Cocoyannis, antes de enveredar pelas trilhas de documentários, projetos televisivos, concertos, balés, óperas, peças teatrais, gravações de discos e até a carreira política no Parlamento, que tomaram a maior parte de seu tempo nos anos seguintes. Ele próprio ganhou um documentário em 2010, “Mikis Theodorakis. Composer”, que o descrevia como o artista mais importante para o estabelecimento da identidade grega em meio às lutas pela democracia no século 20. Mas isso não impediu que fosse alvo de gás lacrimogênio dois anos depois, quando protestava diante do Parlamento em Atenas contra as medidas de austeridade impostas pelos credores do país (Banco Central Europeu, União Europeia e Fundo Monetário Internacional) durante a crise financeira que abateu a Grécia. Nos últimos anos, Theodorakis militou em diversas campanhas de direitos humanos, como o conflito do Chipre, as tensões entre Turquia e Grécia, os ataques da OTAN contra a Sérvia e a disputa entre Israel e Palestina O compositor era casado com Myrto, sua companheira de toda a vida, e tinha dois filhos, Marguerite e Georges.
Ed Asner (1929-2021)
Ed Asner, um dos astros mais queridos da TV americana, que interpretou o editor jornalístico Lou Grant na lendária sitcom “Mary Tyler Moore” e em seu próprio programa derivado, morreu neste domingo (29/8) aos 91 anos. Ele também era adorado pelas novas gerações como a voz original do velhinho ranzinza da animação da Pixar “Up – Altas Aventuras”. Raras vezes um papel coube tão bem a um ator quanto a interpretação de Asner para Lou Grant. Pode-se dizer que ele ensaiou desde a adolescência, porque foi editor do jornalzinho de sua escola e uma foto real de seu passado escolar ilustrava o escritório do personagem em “Mary Tyler Moore”. Antes de conquistar cinco prêmios pelo papel, ele passou por inúmeros episódios de séries dos anos 1960, como “Os Intocáveis”, “Cidade Nua”, “Rota 66”, “5ª Dimensão”, “Alfred Hitchcock Apresenta”, “Dr. Kildare”, “Os Invasores”, “Missão: Impossível”, “Mod Squad”, etc. E também apareceu no cinema, fazendo sua estreia ao lado de ninguém menos que Elvis Presley, em “Talhado para Campeão” (1962), parceria que se repetiu anos depois em “Ele e as Três Noviças” (1969), no qual também conheceu Mary Tyler Moore. Asner foi convidado a participar da série de Moore em 1970, dando vida a seu chefe. Revolucionária, a sitcom acompanhava uma mulher solteira que tentava carreira profissional numa área em que poucas mulheres se aventuravam na época, a redação de um telejornal. Primeiro papel fixo do ator, Lou Grant também virou seu trabalho mais reconhecido. Asner venceu três de seus sete Emmys como o chefe de Mary Tyler Moore. E depois acrescentou mais dois troféus como protagonista da série derivada, batizada com o nome do personagem. O detalhe é que a série “Lou Grant” era completamente diferente de “Mary Tyler Moore”. Enquanto a atração original era uma comédia, o spin-off surpreendeu o público por seu realismo dramático, o que fez Asner ser o único ator a vencer o Emmy pelo mesmo papel em categorias de Comédia e Drama. O personagem Lou Grant apareceu em sete temporadas de “Mary Tyler Moore”, apoiando a jovem redatora de 1970 até o final da produção em 1977. E logo em seguida ganhou sua série própria, inspirada pelo jornalismo sério de “Todos os Homens do Presidente” (1976). O personagem era o mesmo, mas todo o resto era diferente. A nova produção trocava a locação televisiva por uma redação de jornal e o registro de claque de humor por temas polêmicos dos noticiários contemporâneos. Uma mudança radical e arriscada, que incrivelmente deu certo. A atração ficou no ar por mais cinco anos, até 1982, e conquistou dois Emmys de Melhor Drama, após “Mary Tyler Moore” ter vencido três vezes como Melhor Comédia. A série poderia até ter durado mais. Asner contou repetidas vezes que a CBS cancelou “Lou Grant” devido à abordagem de alguns temas sensíveis, especialmente sua oposição ao apoio militar dos EUA à ditadura de El Salvador. Teria havido pressão do governo para tirar as críticas do ar. Os outros dois Emmys de sua carreira vieram de participações em minisséries dos anos 1970: os fenômenos de audiência “Pobre Homem Rico”, de 1976, e “Raízes”, de 1977. Na última, ele foi o capitão do navio negreiro que trouxe Kunta Kinte para os EUA. O ator continuou aparecendo em séries, como convidado especial, ao longo da vida. Mas deixou de se comprometer com trabalhos longos para se dedicar à luta sindical. Asner foi presidente do SAG, o Sindicato dos Atores dos EUA, por dois mandatos, de 1981 a 1985. Embora seja mais reconhecido por seu trabalho televisivo, ele também participou de vários filmes notáveis, inclusive alguns clássicos, como “El Dorado” (1967), “Peter Gunn em Ação” (1967), “Noite Sem Fim” (1970), “Dois Trapaceiros da Pesada” (1971), “41ª DP: Inferno no Bronx” (1981), “Daniel” (1983) e “JFK: A Pergunta que Não Quer Calar” (1991). Dono de uma voz grave marcante, Asner ainda desenvolveu uma frutífera carreira como dublador, que deslanchou nos anos 1990 com papéis em “Batman: A Série Animada”, “Gárgulas”, “Capitão Planeta”, “Freakazoid!”, “Superman: A Série Animada” e “Homem-Aranha”, onde interpretou ninguém menos que o editor J. Jonah Jameson. Seu papel vocal mais conhecido, porém, é Carl Fredricksen em “Up: Altas Aventuras” (2009), filme vencedor do Oscar de Melhor Animação. O viúvo que amarra mil balões em sua casa para realizar o sonho de conhecer a América do Sul derreteu o coração do público em todo o mundo e tinha sido recém-retomado pelo ator na série animada “A Vida do Dug”, centrada no cachorro do velhinho, que estreia na plataforma Disney+ na próxima quarta-feira (1/9). Entre seus últimos trabalhos ainda constam participações nas séries “Grace and Frankie”, “Briarpatch” e “Cobra Kai”, além de dublagens em “Central Park” e “American Dad”.
Músicos vencem cantor em briga pela série dos Sex Pistols
Vai ter músicas dos Sex Pistols na série sobre os Sex Pistols. A justiça britânica deu ganho de causa a dois ex-membros da banda contra John Lydon, o famoso Johnny Rotten, que tentou bloquear as canções de sua autoria no projeto. O guitarrista Steve Jones e o baterista Paul Cook processaram Lydon em Londres após ele vetar as músicas do álbum “Never Mind The Bollocks” na série “Pistol”. O cantor alegava que as autorizações não poderiam ser concedidas contra sua vontade e afirmou que cederia apenas com uma ordem judicial, depois de descrever a série ao jornal Sunday Times como “a m*rda mais desrespeitosa” que já viu. A série pretende contar a história do grupo de rock a partir da obra “Lonely Boy: Tales From a Sex Pistol”, livro de Steve Jones. A adaptação foi feita pelos roteiristas Craig Pearce (“Moulin Rouge!”) e Frank Cottrell Boyce. Este último já tinha abordado o período no filme “A Festa Nunca Termina” (24 Hour Party People, de 2002). Lydon não gostou de saber que teria o ponto de vista de Jones, pois considera que o livro o apresenta “sob uma luz hostil e nada favorável”. Mas o advogado dos dois músicos, Edmund Cullen, lembrou que sob os termos de um acordo de 1998 entre os membros do grupo, as decisões de licenciamento deveriam ser tomadas “pela maioria dos votos”. A questão foi parar na Justiça para determinar se Lydon estaria violando este acordo ou se, como ele afirma, as licenças não poderiam ser concedidas contra sua vontade. A Alta Corte de Londres decidiu a favor de Jones e Cook nesta segunda (23/8), após audiências realizadas em julho. Vale lembrar que a banda original ainda incluía o baixista Glen Matlock, que foi substituído em 1977 por Sid Vicious (morto logo depois, por overdose em 1979), e tanto o integrante sobrevivente quanto os beneficiários do falecido também são a favor da produção. Matlock, inclusive, fez as pazes com os outros integrantes após ser demitido por “saber tocar direito”, e participou de vários shows de retorno dos Pistols. A banda que deu origem ao movimento punk britânico formou-se em 1975 e se separou em 1978, em meio a uma turnê pelo interior dos EUA. Mas o quarteto original voltou a se juntar em 1996 e fez algumas turnês, a mais recente em 2008. Dirigida por Danny Boyle (“Trainspotting” e “Quem quer ser um Milionário?”), a série “Pistols” deve estrear no próximo ano.












