Definida última intérprete do remake da série Perdidos no Espaço
O elenco do reboot de “Perdidos no Espaço”, desenvolvido para a Netflix, definiu seu último intérprete humano. A atriz Mina Sundwall (“O Plano de Maggie”) será a nova Penny Robinson, a filha do meio da família Robinson, vivida originalmente pela atriz Angela Cartwright. Ela vai se juntar a Toby Stephens (série “Black Sails”), escalado como John Robinson, Molly Parker (série “House of Cards”) como Maureen Robinson, o menino Maxwell Jenkins (série “Sense8”) como Will, a adolescente Taylor Russell como Judy, o argentino Ignacio Serricchio (série “Bones”) como o navegador Don West e Parker Posey (“O Homem Irracional”) como a Dra. Smith. As maiores mudanças em relação ao casting original ficaram por conta da troca de sexo do vilão Dr. Smith, imortalizado por Jonathan Harris, e a inclusão de um latino (Serricchio) e uma mulher negra (Russell) na tripulação. Por sinal, Don e Judy formavam um casal na série clássica. Falta agora definir apenas a participação do robô – por exemplo, se será um intérprete atuando por meio de captura de movimentos ou apenas um dublador. O remake está sendo escrito por Matt Sazama e Burk Sharpless, autores dos filmes “Dracula – A História Nunca Contada” (2014), “O Último Caçador de Bruxas” (2015) e “Deuses do Egito” (2016), um pior que o outro. Além deles, a atração terá produção de Zack Estrin, roteirista-produtor de “Prison Break” e criador da fraquíssima “Once Upon a Time in Wonderland”. A série original foi concebida como uma versão espacial do clássico literário juvenil “A Família Robinson”, história de uma família que naufraga numa ilha deserta, escrita pelo pastor suíço Johann David Wyss em 1812. Na premissa criada em 1965 pelo lendário produtor Irwin Allen (o mesmo de “Viagem ao Fundo do Mar”, “Túnel do Tempo” e “Terra de Gigantes”), a ilha foi substituída por outro planeta. A trama se passava no futuro (que na época era 1997), no começo do programa de colonização espacial dos Estados Unidos, com o envio da família Robinson em uma viagem de 5 anos e meio para fundar a primeira base espacial humana num planeta de outro sistema solar, na constelação da estrela Alpha Centauri. Porém, o espião Dr. Zachary Smith sabota a missão, levando a nave Júpiter 2 a sair da rota e ficar perdida no espaço. A previsão é que o remake estreie apenas em 2018 na Netflix.
Bernard Fox (1927 – 2016)
Morreu o ator galês Bernard Fox, até hoje lembrado como o doutor Bombay na série clássica “A Feiticeira”. Ele faleceu em Los Angeles na quarta-feira (14/12), aos 89 anos, após sofrer insuficiência cardíaca. Fox, na verdade, nasceu Bernard Lawson, em 11 de maio de 1927, no País de Gales. Filho de atores de teatro, estreou nos palcos ainda bebê, quando os pais precisaram de uma criança para uma peça. Na pré-adolescência, já trabalhava como assistente de diretor de um teatro. Entre 1958 e 1959, ele estrelou a série britânica “Three Live Wires”, comédia sobre três jovens que trabalhavam no mesmo departamento de uma loja de eletrodomésticos. Mas o amor mudou o rumo de sua carreira. Após se casar com a atriz americana Jacqueline Holt, com quem contracenou numa peça, ele acabou se mudando para os EUA em 1962, onde acabou acumulando participações em séries clássicas. Ele apareceu em séries tão diferentes quanto “Combate”, “Perry Mason”, “Jeannie É um Gênio”, “O Agente da UNCLE”, “James West”, “E As Noivas Chegaram”, “Daniel Boone”, “O Rei dos Ladrões”, “Têmpera de Aço”, “A Família Dó-Ré-Mi”, “Galeria do Terror”, “Columbo”, “Barnaby Jones”, “M*A*S*H”, “Os Gatões”, “Ilha da Fantasia”, “Casal 20”, “O Barco do Amor”, “A Supermáquina”, “Duro na Queda” e “Assassinato por Escrito”, entre outras. Mas é mais lembrado por dois papéis marcantes. O ator teve participações recorrentes nas séries de comédias “Guerra, Sombra e Água Fresca” (1965–1971), na qual interpretou o Coronel Rodney Crittendon, um oficial britânico prisioneiro de guerra, e principalmente em “A Feiticeira” (1964–1972), onde roubou as cenas como o Dr. Bombay, um médico de bruxas que tratava doenças sobrenaturais com sintomas bizarros. Bombay costumava atender chamados de emergência de Samantha (Elizabeth Montgomery) nas horas mais impróprias, sendo geralmente convocado em seus momentos de laser – ele sempre aparecia em meio a uma nuvem de fumaça, por vezes trajado à rigor para uma noite na ópera, outras vez com traje de mergulho, equipamento de alpinismo e até enrolado em uma toalha, prestes a tomar banho. Bombay fez tanto sucesso que Bernard voltou a interpretá-lo em mais duas atrações: no spin-off “Tabitha”, dos anos 1970, centrado na filha de “A Feiticeira”, e mais recentemente na novela “Passions”, dos anos 2000, passada numa cidade onde ocorriam alguns eventos sobrenaturais. Bombay apareceu duas vezes na cidade para atender a bruxa Tabitha, inspirada na personagem de “A Feiticeira”. No cinema, ele ainda coadjuvou em “Aguenta Mão” (1966), musical de rock com a banda inglesa Herman’s Hermits, no filme derivado da série “Os Monstros”, “Monstros, Não Amolem” (1966), e nas comédias “Herbie – O Fusca Enamorado” (1977) e “De Volta aos 18” (1988). Mas sua filmografia chama mais atenção por um detalhe curioso. Ele foi o único ator de “Titanic” (1999) que já tinha afundado com o navio antes. No início da carreira, Bernard figurou como um marinheiro em “Somente Deus por Testemunha” (1958), o melhor filme sobre o naufrágio do Titanic até James Cameron dirigir a sua famosa versão. Curiosamente, seus dois personagens sobreviveram em ambas as filmagens. Seu último filme foi “A Múmia” (1999) e sua última aparição na TV aconteceu na série “Dharma & Greg” em 2001.
Vídeo de bastidores destaca os outros atores de Jackie
Grande parte da atenção de “Jackie” tem sido concentrada na interpretação da atriz Natalie Portman (“Cisne Negro”), que foi inclusive premiada no Critics Choice Awards por seu desempenho no papel-título. Mas há outros grandes atores no elenco, e a Fox Searchlight ajuda a lembrar isso com um vídeo de bastidores que destaca as performances de Peter Sarsgaard (“Aliança do Crime”), Greta Gerwig (“Frances Ha”), Billy Crudup (“Spotlight”) e John Hurt (“O Espião que Sabia Demais”), os principais coadjuvantes da produção. Entre os comentários, aparecem ainda o diretor chileno Pablo Larrain (“No” e “O Clube”), que faz sua estreia em Hollywood, o roteirista Noah Oppenheim (“Maze Runner”) e o produtor Darren Aronofsky (diretor de “Noé” e “Cisne Negro”). O filme acompanha Jacqueline Kennedy em seus últimos dias na Casa Branca, que se seguiram ao assassinato do presidente John F. Kennedy em 1963. A estreia já aconteceu, inicialmente em cinco salas de cinema nos EUA, para cumprir as regras da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, visando qualificação para o Oscar. No Brasil, porém, o filme só vai chegar em 2 de março.
Good Girls Revolt é cancelada pela Amazon, apesar das críticas positivas
A Amazon anunciou o cancelamento de “Good Girls Revolt”, série de época que, desde sua concepção, vinha sendo considerada um espécie de “Mad Men” feminista. A notícia surpreendeu o mercado, já que a atração foi recebida por críticas entusiasmadas. A média no site Rotten Tomatoes é de 72% de aprovação. Segundo o site The Hollywood Reporter, a Sony, que produz a série, ainda não desistiu de fazer uma 2ª temporada e pretende abrir negócios com outros interessados. Passada na década de 1960, a série tratava da luta pela igualdade de direitos na redação de uma importante revista semanal, focando as repórteres que sofriam discriminação por não poderem assinar as matérias, na época uma prerrogativa de jornalistas masculinos. A série foi criada por Dana Calvo (roteirista da série “Franklin & Bash”) e adapta o livro homônimo de Lynn Povich, sobre a história real que rendeu um processo contra discriminação movido por funcionárias da revista Newsweek. A “revolta das boas moças” acabou virando um marco do feminismo, na luta contra a desigualdade de tratamento entre os gêneros. A produção tomou bastante liberdades, criando personagens e tramas fictícias, além de rebatizar a revista (virou “News of the Week”), mas manteve duas personalidades reais: Eleanor Holmes Norton, ativista do movimento feminista que, como advogada, representou as repórteres que processaram a Newsweek em 1970, e a pivô da revolta, ninguém menos que Nora Ephron, que viraria uma diretora famosa de cinema – são dela, entre outros, os filmes “Sintonia de Amor” (1992), “Mens@gem Pra Você” (1998) e “Julie & Julia” (2009). Nora é vivida por Grace Gummer (filha de Meryl Streep, que também está em “Mr. Robot”) e Eleanor por Joy Bryant (série “Parenthood”). O resto do elenco inclui Anna Camp (série “True Blood”), Genevieve Angelson (série “House of Lies”), Erin Darke (“The Beach Boys: Uma História de Sucesso”), James Belushi (série “According to Jim”), Chris Diamantopoulos (série “Episodes” e, curiosamente, a voz do Mickey Mouse), Daniel Eric Gold (série “Ugly Betty”) e Hunter Parrish (série “Weeds”). O piloto foi dirigido pela cineasta Liza Johnson (“Elvis & Nixon”) e a 1ª temporada estreou em 28 de outubro nos EUA. A Amazon não informa dados de audiência.
Jamie Foxx vai produzir minissérie sobre a vida de Marvin Gaye
O ator Jamie Foxx vai voltar a trabalhar na biografia de um ícone da música americana. Ele anunciou que produzirá uma minissérie sobre a vida do cantor Marvin Gaye. “A história de Marvin Gaye sempre me fascinou”, declarou Foxx no comunicado do projeto, em que se declara “um grande fã” do cantor, cujo “talento não tinha paralelos”. Embora ainda não tenha canal definido, a minissérie conta com algo que nenhum outro projeto sobre o cantor jamais conseguiu: o apoio da família de Gaye. “Este projeto será um olhar revelador, poderoso e definitiva da história da vida de Marvin Gaye”, diz o filho do cantor, Marvin Gaye III, no mesmo comunicado. Já houve várias tentativas de filmar a vida de Gaye, um dos cantores mais bem-sucedidos da gravadora Motown, autor de hits eternos, como “What’s Going On”, “Let’s Get It On” e “Sexual Healing”, e que viveu uma vida atribulada. Os diretores F. Gary Gray, Cameron Crowe, o ator James Gandolfini, o produtor Scott Rudin e até o cantor Lenny Kravitz já tentaram levar sua história para as telas, mas até agora nenhum projeto contou com a autorização da família. Além do aval do filho de Gaye, a minissérie também conta com a bênção do fundador da Motown, Berry Gordy, que também se manifestou no comunicado, dizendo: “Marvin foi o artista mais verdadeiro que eu já conheci e estou confiante de que esta é a equipe certa para trazer sua história para o público de maneira autêntica e convincente.” Compartilhando a produção com Foxx, estão Suzanne de Passe, que já lançou uma minissérie sobre o grupo vocal The Temptations, também da Motown, e Madison Jones, que produziu um documentário sobre Barack Obama. Após o anúncio do projeto, o trio espera as melhores propostas da TV paga e dos serviços de streaming para definir o orçamento da produção.
Jackie: Natalie Portman brilha em cena completa e comerciais do filme sobre Jacqueline Kennedy
A Fox Searchlight divulgou um cena completa e dois novos comerciais de “Jackie”, que destacam a performance da atriz Natalie Portman (“Thor”) no papel-título, como a ex-primeira dama dos EUA Jacqueline Kennedy. A cena mostra as dificuldades burocráticas que ela teve que enfrentar para realizar o funeral do presidente Kennedy, enquanto ainda sofria com a súbita viuvez, e os comerciais impressionam pelo realismo praticamente de documentário em que recria situações e cenas muito conhecidas. A produção marca a estreia do cineasta chileno Pablo Larrain (“No” e “O Clube”) em Hollywood, e acompanha Jackie em seus últimos dias na Casa Branca, que se seguiram ao assassinato do presidente John F. Kennedy em 1963. Além de Natalie Portman, o elenco também conta com Peter Sarsgaard (“Aliança do Crime”), Greta Gerwig (“Frances Ha”), Billy Crudup (“Spotlight”), John Hurt (“O Espião que Sabia Demais”), John Carroll Lynch (série “American Horror Story”), Max Casella (série “Vinyl”), Richard E. Grant (“A Recompensa”) e Caspar Phillipson (“Garoto Formiga”). O roteiro é de Noah Oppenheim (“Maze Runner”) e a produção executiva está a cargo do cineasta Darren Aronofsky, que dirigiu Portman em “Cisne Negro” (2010), o filme que rendeu à atriz seu festejado Oscar. Premiado nos festivais de Veneza e Toronto, “Jackie” estreia em 2 de dezembro nos EUA e apenas dois meses depois, em 2 de fevereiro, no Brasil.
Syfy desenvolve série baseada em obra clássica do autor de Tropas Estelares
O canal pago americano SyFy está desenvolvendo uma serie baseada no clássico sci-fi “Stranger in a Strange Land”, escrito em por Robert A. Heinlein, o autor de “Tropas Estelares”. Publicado em 1961, o livro venceu o prêmio Hugo, principal troféu literário da ficção científica, e nunca foi anteriormente adaptado. A trama gira em torno de um marciano que viaja para a Terra e tem seus primeiros contatos com a sociedade e cultura humana. E, ao contar essa história, Heinlein previu muitas tendências que entrariam em voga no final dos anos 1960, como o movimento hippie e o amor livre. “Do meu ponto de vista, ‘Stranger in a Strange Land’ não é apenas uma obra-prima de ficção científica, mas um dos meus livros favoritos de todos os tempos”, disse a presidente de entretenimento da divisão de TV paga da NBCUniversal Cable, Bonnie Hammer, em um comunicado. “A história é atemporal e ressoa mais do que nunca no mundo de hoje. Como fã, eu mal posso esperar para vê-lo ganhar vida”. A produção será uma parceria da Paramount TV e da Universal Cable Productions, e entre uma longa listagem de produtores se destaca o nome do roteirista James Vanderbilt (“Independence Day: O Ressurgimento”) e do premiado produtor cinematográfico Scott Rudin (“Steve Jobs”). Apesar do anúncio da produção, não foram divulgados maiores detalhes sobre o lançamento da série.
Repleto de lacunas, o filme Elis dá saudades da cantora Elis
Elis Regina (1945-1982) foi uma cantora perfeita. Voz, dicção, técnica e afinação impecáveis. E uma intérprete fabulosa, da dimensão de Edith Piaf, Amália Rodrigues ou Ella Fitzgerald. Um portento. Nada mais justo e razoável que uma carreira como essa seja objeto de uma cinebiografia. A questão é alcançar a qualidade artística necessária para fazer jus ao projeto. Isso, o filme “Elis”, de Hugo Prata, alcança parcialmente. Quando entra em cena Andréia Horta (da novela “Liberdade, Liberdade”), Elis realmente revive na tela. A atriz faz um trabalho notável, digno de muitos prêmios. A figura de Elis emerge em gestos, movimentos, risos de arreganhar a gengiva, coreografias que acompanham o canto, enfim, no seu conhecido estilo de ser, determinado, irônico e agressivo. As interpretações de Elis estão lá inteiras, com alta qualidade de som, já que não é Andréia quem canta, ela dubla Elis. Perfeito! Bem, nem tanto. O repertório escolhido é todo muito bom, como aliás era o repertório de Elis Regina em todas as fases de sua carreira. Mas há ausências inconcebíveis. Elis foi a principal intérprete de Milton Nascimento e Gilberto Gil. Nenhuma música deles está no filme. Como não está nada da antológica gravação que ela fez com Tom Jobim. Nem suas inovadoras interpretações de Adoniran Barbosa. Problemas com os direitos das músicas? Falha grave, do ponto de vista artístico. O começo real da carreira dela também foi deletado. Vendo o filme, tudo parece ter começado no Rio, com “Menino das Laranjas” (de Theo Barros), embora se faça referência à sua origem gaúcha e trabalho em Porto Alegre. Só que Elis Regina gravou 2 LPs na gravadora Continental: “Viva a Brotolândia”, em 1961, e “Poema”, em 1962. São 24 faixas gravadas, de discos escancaradamente comerciais, tentando lançar a cantora para concorrer com Celly Campello (1942-2003), que fazia muito sucesso na época. Elis renegou essa fase de sua carreira, rejeitou esses discos (que não são tão ruins assim), mas é algo que teria de ser registrado numa cinebiografia que deu relevo ao trabalho da cantora. Da vida pessoal de Elis, o casamento com Ronaldo Bôscoli durou pouco, uns cinco anos, foi muito conturbado, já que ele era mulherengo, infiel. Seu papel artístico junto a ela acrescentou pouco à arte de Elis. Pelo filme, ele foi o maior amor da vida dela e teve papel artístico muito relevante. Uma forma de romancear e fazer uma narrativa atraente? O fato é que o casamento com César Camargo Mariano foi mais longo e muitíssimo mais importante, do ponto de vista artístico. No filme, ele perde essa força. Mas nunca Elis foi tão brilhante como quando entoou canções arranjadas por César. Era algo de arrasar quarteirão de tão bom, tão sofisticado. Quem viveu esse período sabe disso. E as gravações estão aí para comprovar. Algumas no filme, também, claro. Os conflitos políticos que envolveram a ditadura militar, o canto de Elis na Olimpíada do Exército, a reação fulminante de Henfil no Pasquim, colocando-a no cemitério dos mortos-vivos, e a evolução que a levou a entoar o hino informal da anistia, “O Bêbado e a Equilibrista”, de João Bosco e Aldir Blanc, onde se pedia a volta do irmão do Henfil (Betinho), estão muito bem retratados. A cena em que ela aparece sendo vaiada em show ao vivo me parece excessiva para ser considerada real. Os espetáculos, muito bem produzidos para palco, com ênfase teatral, além do show, como “Transversal do Tempo” e “Saudade do Brasil”, não aparecem. E o grande sucesso, “Falso Brilhante”, um ano em cartaz, não é retratado, realmente. Apenas a música cantada surge e não o frenesi que foi aquela montagem teatralmente empolgante. Em suma, o filme está cheio de lacunas e falhas, que não vão passar despercebidas aos fãs de Elis, que conhecem a sua trajetória. Ainda assim, é um espetáculo bom de se ver, com uma atriz sensacional e uma música extraordinariamente bela. A produção serve mais é para dar muita saudade!
Hairspray Live: Especial televisivo revela número musical completo com Ariana Grande e Jennifer Hudson
A rede americana NBC divulgou um número musical completo de “Hairspray Live!”, com a participação das cantoras Ariana Grande e Jennifer Hudson. As duas fazem parte do elenco da produção, que será o quarto especial musical ao vivo da NBC, desde que a emissora inaugurou a mania desse tipo de atração de fim de ano com a montagem de “The Sound of Music Live” (A Noviça Rebelde Ao Vivo) em 2013. O “aperitivo” aconteceu nas ruas de Nova York, durante as festividades do Dia de Ação de Graças. O elenco inteiro participou do número, em que os artistas apresentaram “You Can’t Stop The Beat”, um dos grandes sucessos da versão da Broadway de “Hairspray”. A versão completa do especial só será vista daqui a duas semanas na TV americana. Vale lembrar que esta será a quarta encarnação diferente de “Hairspray”, que surgiu como uma comédia de cinema, baseada nas memórias de juventude do diretor underground John Waters. Até então considerado maldito, Waters conheceu o sucesso ao escrever e dirigir o filme em 1988. A história se tornou tão popular que ganhou adaptação musical na Broadway. A ironia é que a versão teatral fez ainda mais sucesso e rendeu uma nova adaptação cinematográfica em 2007, com muito mais música e dança. Agora, é a vez da versão televisiva, por sua vez baseada na montagem teatral. A trama permanece a mesma, evocando o começo dos anos 1960, época do programa “American Bandstand”, em que discos de sucesso eram dançados por adolescentes na TV. Fã do programa, a gordinha Tracy consegue ser aprovada para dançar ao lado dos jovens perfeitos que marcavam a TV da época e começa a se destacar, causando inveja na loirinha principal. Além de incluir uma subtrama romântica, o filme também abordava o racismo do programa e a diferença da música negra para a versão pop branquinha dos sucessos da época. Waters, que costumava trabalhar com a transexual Divine em filmes adultos, a escalou como a mãe de Tracy na produção voltada para adolescentes, e isso teve um impacto pouco mensurado na época. Desde então, o papel tem sido feito por homens, sem despertar polêmica. No cinema, até John Travolta viveu a personagem. A nova versão televisiva está a cargo da dupla Neil Meron e Craig Zadan, que assinou os três musicais anteriores – “The Sound of Music Live”, “Peter Pan Live” e “The Wiz Live”. A direção é de outra dupla: Kenny Leon (“The Wiz Live”) e Alex Rudzinski (que fez “Grease Live!” na Fox). E além de Jennifer Hudson (“Dreamgirls”) e Ariana Grande (série “Sam & Cat”), o elenco completo inclui Dove Cameron (“Descendentes”), Kristin Chenoweth (também de “Descendentes”), Garrett Clayton (série “The Fosters”), Martin Short (“O Pai da Noiva”), Harvey Fierstein reprisando o papel de Edna Turnblad, que lhe rendeu um Tony na montagem da Broadway, e a estreante Maddie Baillio como a protagonista Tracy Turnblad. “Hairspray Live!” será exibido em 7 de dezembro nos EUA.
Florence Henderson (1934 – 2016)
Morreu a atriz Florence Henderson, que ficou conhecida como a mãe da serie “A Família Sol-Lá-Si-Dó” (The Brady Bunch), famosa nos anos 1970. Ela tinha 82 anos e faleceu na noite de quinta-feira (25/11), no Centro Médico Cedars-Sinai, em Los Angeles, após sofrer um infarto. “A Família Sol-Lá-Si-Dó” foi uma das sitcoms mais populares da TV americana, além de pioneira por se concentrar em uma família não tradicional. A personagem de Florence Henderson, Carol Brady, era uma mãe solteira – o programa era vago sobre os motivos – com três filhas – , que se casava com Mike Brady (Robert Reed), um arquiteto viúvo com três filhos. O roteirista-produtor Sherwood Schwartz (criador também da “Ilha dos Birutas”) teve a ideia desse arranjo familiar ao ler que, já naquela época, a maioria dos casamentos modernos incluía filhos de relações anteriores. Mesmo assim, a produção evitava estabelecer que Carol era uma divorciada, situação vista de forma preconceituosa pelos executivos de TV. A sitcom foi exibida na rede ABC entre 26 de setembro de 1969 e 8 de março de 1974, e é citada até hoje como uma das mais influentes de todos os tempos, tendo, inclusive, inspirado inúmeros spin-offs e filmes. Entre as atrações derivadas, teve até uma série animada, “The Brady Kids. Henderson também participou de revivals, como “The Brady Bunch Variety Hour”, um especial de 1976 que reuniu a família dois anos após o fim da série, e “The Brady Girls Get Married”, que mostrou os Brady crescidos em 1981. Este telefilme, por sua vez, rendeu outra série, “The Brady Brides”, centrada na vida de casadas das filhas de Carol, que durou só dez episódios. Os reencontros continuaram, com o telefilme “A Very Brady Christmas”, em 1988, e o nascimento dos netos de Carol na série “The Bradys”, em 1990. Até que a franquia chegou ao cinema em 1995, numa versão satírica, que trocou o elenco, mostrando uma família jovem e otimista dos anos 1970 em meio ao cinismo da vida moderna dos anos 1990. A comédia ganhou o mesmo nome da série e também fez muito sucesso, gerando duas continuações. O papel de Carol foi vivido por Shelley Long, mas Florence não se afastou da família, aparecendo como a vovó Brady. Apesar de marcada pelo papel, Henderson já era uma atriz respeitada quando estreou na série. Ela tinha estrelado diversos musicais da Broadway nos anos 1950 e 1960 e foi a primeira mulher a ser convidada para apresentar o “The Tonight Show Starring Johnny Carson” em 1962. Entretanto, depois de “A Família Sol-Lá-Si-Dó” nunca mais conseguiu deixar de ser vista como Carol Brady, papel em apareceu até em séries diferentes, como “O Barco do Amor”, em 1987, e “Instant Mom”, em 2014. Mas ela não lamenta. “Era como ver o mundo através dos olhos de uma criança. Era como um lindo livro infantil. Um clássico”, disse ela, em entrevista no ano passado ao falar do programa.
Perdidos no Espaço: Dr. Smith vai virar Dra. Smith no remake da Netflix
Depois de mudar a raça da intérprete de Judy Robinson, a produção do remake de “Perdidos no Espaço” trocou o sexo do Doutor Smith. Segundo o site Deadline, a atriz Parker Posey (“O Homem Irracional”) viverá o papel imortalizado por Jonathan Harris no série clássica. Além da nova Dra. Smith, o elenco do remake da Netflix já escalou Toby Stephens (série “Black Sails”) como John Robinson, Molly Parker (série “House of Cards”) como Maureen Robinson, o menino Maxwell Jenkins (série “Sense8”) como Will e a adolescente Taylor Russell como Judy. Faltam apenas escalar a filha do meio, Penny, o navegador Major West e o dublador do robô. O sobrenome dos personagens é uma referência ao clássico literário juvenil “A Família Robinson”, história de uma família que naufraga numa ilha deserta, escrita pelo pastor suíço Johann David Wyss em 1812. Na série original, criada em 1965 pelo lendário produtor Irwin Allen (o mesmo de “Viagem ao Fundo do Mar”, “Túnel do Tempo” e “Terra de Gigantes”), a ilha foi substituída por outro planeta. A trama se passava no futuro (que na época era 1997), no começo do programa de colonização espacial dos Estados Unidos, com o envio da família Robinson em uma viagem de 5 anos e meio para fundar a primeira base espacial humana num planeta de outro sistema solar, na constelação da estrela Alpha Centauri. Porém, o espião Dr. Zachary Smith (o papel da vida de Jonathan Harris) sabota a missão, levando a nave Júpiter 2 a sair da rota e ficar perdida no espaço. O remake está sendo escrito por Matt Sazama e Burk Sharpless, autores dos filmes “Dracula – A História Nunca Contada” (2014), “O Último Caçador de Bruxas” (2015) e “Deuses do Egito” (2016), um pior que o outro. Além deles, a atração terá produção de Zack Estrin, roteirista-produtor de “Prison Break” e criador da fraquíssima “Once Upon a Time in Wonderland”. A previsão é que o remake estreie apenas em 2018 na Netflix.
A Kind of Murder: Patrick Wilson é suspeito de assassinato em trailer de nova adaptação da escritora de Carol
A Magnolia Pictures divulgou o pôster, as fotos e o primeiro trailer de “A Kind of Murder”, suspense noir baseado no romance “Sem Saída” de Patricia Highsmith, autora de “Carol” (2015), “O Talentoso Ripley” (1999) e “Pacto Sinistro” (1951). Publicado originalmente em 1956, “Sem Saída” é considerado um dos melhores romances de Highsmith e explora as estranhas obsessões que podem estar escondidas sob a superfície de pessoas aparentemente comuns. A adaptação se passa em 1960 e gira em torno da crise no casamento do belo e bem-sucedido advogado Walter Stackhouse (Patrick Wilson, de “Invocação do Mal”). Infeliz com sua esposa Clara (Jessica Biel, de “O Vingador do Futuro”), ele inicia um caso com Ellie (Haley Bennett, de “A Garota no Trem”), uma professora de música que conhece em uma festa. Quando Clara, em uma crise de ciúmes, tenta se matar tomando uma grande quantidade de soníferos, Walter percebe que sua vida poderia ser bem melhor se a esposa morresse de verdade… E então ela aparece morta, assassinada da mesma forma que outra vítima recente de um marido suspeito (Eddie Marsan, da série “Ray Donovan”), um crime sobre o qual Walter tinha lido no jornal. Mesmo jurando inocência, ele não convence o detetive (Vincent Kartheiser, de “Mad Men”) encarregado da investigação, que descobre cada vez mais detalhes incriminadores, enquanto desenvolve uma obsessão pelo caso. A direção é de Andy Goddard (séries “Demolidor” e “Luke Cage”) e a estreia está marcada para 16 de dezembro nos EUA. Ainda não há previsão para o lançamento no Brasil.
Estrelas Além do Tempo: Trailer celebra as engenheiras negras que colocaram o homem no espaço
A Fox divulgou o trailer legendado do drama histórico “Estrelas Além do Tempo”. Mas vale observar que a “tradução” escolhida para o título original “Hidden Figures” desvirtua seu verdadeiro tema, sobre a importante e pouco conhecida participação das engenheiras negras no programa espacial americano. Como a prévia mostra, a trama conta a história verídica de um grupo de mulheres que ajudou a colocar o homem no espaço, enquanto combatia o machismo e o racismo para realizar seu trabalho. No filme, elas são representadas pelas atrizes Octavia Spencer (vencedora do Oscar por “Histórias Cruzadas”), Taraji P. Henson (série “Empire”) e a cantora Janelle Monáe, em sua estreia no cinema. O elenco também destaca, em papeis coadjuvantes, os atores Kevin Costner (“O Homem de Aço”), Kirsten Dunst (série “Fargo”), Jim Parsons (série “The Big Bang Therory”), Glen Powell (série “Scream Queens”), Mahershala Ali (franquia “Jogos Vorazes”) e Aldis Hodge (“Straight Outta Compton”). Dirigido por Theodore Melfi (“Um Santo Vizinho”), o filme adapta o livro homônimo de Margot Lee Shetterly, com roteiro de Allison Schroeder (“Meninas Malvadas 2”) e trilha sonora do músico Pharrell Williams (“Meu Malvado Favorito 2”). O lançamento vai acontecer em 6 de janeiro nos EUA, uma semana antes do feriado americano dedicado a Martin Luther King. No Brasil, a estreia vai acontecer somente um mês depois, em 2 de fevereiro.












