Danielle Darrieux (1917 – 2017)
A atriz francesa Danielle Darrieux morreu na terça-feira (17/10) aos 100 anos, depois de participar de mais de uma centena de filmes, com frequência interpretando personagens muito elegantes. Seu estado de saúde “havia deteriorado um pouco recentemente após uma queda”, afirmou à agência France Presse (AFP) seu companheiro, Jacques Jenvrin, e ela faleceu em casa, no noroeste da França. Uma das atrizes mais belas de sua geração, Danielle Darrieux teve um início de carreira precoce, estreando no cinema aos 14 anos. Ela trabalhou em Hollywood e na Broadway nos anos 1930 e entre seus primeiros filmes estão os clássicos “Semente do Mal” (1934), do diretor Billy Wilder, “Mayerling” (1936), de Anatole Litvak, pelo qual venceu prêmios da crítica americana, e “A Sensação de Paris” (1938), de Henry Koster, que lhe rendeu aclamação. Sua beleza deu vida a amantes históricas, como “Katia, A Tzarina Sem Coroa” (1938), mas também mulheres modernas de sexualidade exuberante. Os títulos de seus filmes eram reveladores de como o cinema francês a considerava sedutora, trazendo adjetivos como “sensação”, “proibida”, “bonita”, “pecadora”, etc. Não demorou a ter cineastas a seus pés, formando uma parceria duradoura na frente e atrás das câmeras com o diretor Henri Decoin. Os dois se casaram e compartilharam duas décadas de cinema, entre “Mulher Mascarada” (1935) e “As Pecadoras de Paris” (1955). Mas sua filmografia se tornou ainda mais impressionante quando encontrou outro parceiro artístico, estrelando três clássicos de Max Ophuls, “Conflitos de Amor” (1950), “O Prazer” (1952) e “Desejos Proibidos” (1953), ao mesmo tempo em que brilhava em Hollywood com a comédia “Rica, Bonita e Solteira” (1951), de Norman Taurog, o noir “5 Dedos” (1952), de Joseph L. Mankiewicz, e o épico “Alexandre Magno” (1956), de Robert Rossen. Sua carreira permaneceu vital durante as décadas seguintes, sendo abraçada por uma nova geração de cineastas, como Claude Chabrol (“A Verdadeira História do Barba Azul”, 1963) e Jacques Demis (“Duas Garotas Românticas”, 1967). E embora tenha enveredado pela TV a partir dos anos 1970, continuou a aparecer em filmes importantes, em especial “Um Quarto na Cidade” (1982), de Demis, e “A Cena do Crime” (1986), de André Téchiné, que lhe renderam indicações ao César (o Oscar francês). Apesar de sua popularidade, Danielle nunca venceu um César, mas recebeu um prêmio da Academia Francesa por sua carreira, em 1985. Ela foi indicada mais duas vezes depois disso. Mais recentemente, ela estrelou “8 Mulheres” (2002), de François Ozon, sua última indicação ao César, e dublou a animação “Persepolis” (2007), de Marjane Satrapi, que disputou o Oscar, como a voz da vovó da protagonista.
Trailer de American Horror Story: Cult destaca participação de Lena Dunham
O canal pago FX divulgou o trailer do próximo episódio de “American Horror Story: Cult”, a 7ª temporada da série de antologia de terror, que destaca a participação de Lena Dunham (série “Girls”) no papel da feminista radical Valery Solanas. Intitulado “Valerie Solanas Died for Your Sins: Scumbag”, o episódio vai mostrar a tentativa de assassinato do artista plástico Andy Warhol (vivido por Evan Peters), cometido por Solanas em 1968. Esta história já rendeu o filme “Um Tiro para Andy Warhol” (1996). O episódio vai ao ar na terça (17/10) nos Estados Unidos e com poucas horas de diferença – na madrugada seguinte – no Brasil, também pelo canal pago FX.
Detroit em Rebelião denuncia tensão racial histórica dos Estados Unidos
Quem assistiu a “Guerra ao Terror” (2008) e a “A Hora Mais Escura” (2012) sabe bem o que esperar da diretora Kathryn Bigelow. Ela faz filmes políticos muito fortes, de denúncia, sem aliviar na forma de relatar os acontecimentos. Ela se interessa pela história norte-americana recente e parece ter muita urgência em fazer o público refletir sobre algumas questões pendentes. “Detroit em Rebelião”, seu atual trabalho, debruças-se sobre a tensão racial que tomou conta da cidade de Detroit, a mais populosa do estado de Michigan, em 1967. Ela procura mostrar que o barril de pólvora que se incendeia nesses momentos retrata uma guerra sem fim que os Estados Unidos não conseguem encarar e resolver. Pelo contrário, ciclicamente, a situação se agrava. O filme toma posição clara e expressa de apoio à causa negra, durante todo o tempo, de forma firme e corajosa. Sem dar margem a nenhuma dúvida. O que, talvez, até prejudique a reflexão que ela pretende. Porque ela dá o prato pronto, incontestável. A abordagem dos fatos relatados no filme – que culminaram na maior rebelião civil dos Estados Unidos, com um saldo de 43 mortos, mais de 340 feridos e 7 mil prédios queimados – é tão marcante e incisiva que se torna quase insuportável. As cenas de confrontos de rua são agitadas, tensas como a câmera que as capta. O tratamento que uma polícia quase inteiramente branca dá à população negra de uma região conflagrada é de exasperar os ânimos de qualquer humanista ou cidadão de convicções democráticas. Para acentuar o absurdo do tratamento policial e o desrespeito às pessoas, o filme se estende durante muito tempo, para mostrar o que acontece, passo a passo, repetidamente. É revoltante, inaceitável. Já sabíamos disso, tínhamos entendido. Mas viver emocionalmente cada momento nos obriga a entrar na pele da população negra, tão estupidamente discriminada. E que o ótimo elenco negro (John Boyega, Anthony Mackie e outros), que sofre diante de nós, reforça enormemente, assim como os atores brancos (Will Poulter, Jack Reynor, etc) em seus desempenhos agressivos. Os julgamentos que ocorrem depois apenas reafirmam a desigualdade e a ausência de equilíbrio de uma justiça também branca. Nesse ponto, a situação toma ares civilizados, mas nada muda, de fato. As instituições estão aí para garantir a desigualdade e o preconceito. Essa é a América, guardiã da democracia e da liberdade, que tanto se apregoa? Alguma coisa apodreceu nos intestinos dessa nação tão poderosa. E não é de hoje, como nos mostra Kathryn Bigelow em seu forte filme-denúncia.
Evan Peters vira Andy Warhol em foto de American Horror Story: Cult
O produtor Ryan Murphy divulgou em seu Instagram uma foto de Evan Peters vestido como o artista plástico Andy Warhol. A transformação faz parte da trama de “American Horror Story: Cult”, a 7ª temporada da série de antologia de terror do canal pago FX. Na atração, Peters interpreta várias personalidades que fascinam as pessoas ao seu redor, inspirando verdadeiras seitas, entre eles o pastor suicida Jim Jones e o psicopata Charles Manson. Warhol, claro, nunca matou, inspirou assassinatos ou convenceu alguém a morrer em seu nome. Ao contrário, ele próprio foi vítima de uma tentativa de assassinato em 1968, cometido pela feminista radical e mentalmente perturbada Valery Solanas. Esta história, que já rendeu o filme “Um Tiro para Andy Warhol” (1996), será reencenada na série, com Lena Dunham (série “Girls”) no papel de Solanas. Intitulado “Valerie Solanas Died for Your Sins: Scumbag”, o episódio do confronto será o sétimo da temporada. A exibição vai acontecer em 17 de outubro nos Estados Unidos. A série é exibida com poucas horas de diferença – na madrugada seguinte – no Brasil, também pelo canal pago FX.
Pablo Schreiber vai viver astronauta no novo filme do diretor de La La Land
O ator Pablo Schreiber (série “Orange Is the New Black”) vai viver o astronauta Jim Lovell em “First Man”, o filme sobre a conquista da Lua que voltará a reunir o diretor Damien Chazelle e Ryan Gosling, após o sucesso de “La La Land”. Lovell é mais conhecido por ter comandado a fatídica missão espacial da Apollo 13, cuja história também já rendeu filme, com interpretação de Tom Hanks. Mas a história de “First Man” é sobre uma missão anterior e ainda mais famosa: a chegada da nave Apollo 11 à Lua em 20 de julho de 1969. Descrita como uma história “visceral” e “em primeira pessoa”, o filme vai explorar os sacrifícios da NASA e do astronauta Neil Armstrong, primeiro homem a pisar na lua, em uma das missões espaciais mais perigosas da história. Produção da Universal Pictures, o filme tem roteiro de Josh Singer (“Spotlight”) e traz Gosling no papel de Armstrong. O restante do elenco inclui Kyle Chandler (série “Bloodline”), Corey Stoll (série “The Strain”), Jon Bernthal (série “Justiceiro”), Claire Foy (série “The Crown”) e Jason Clarke (“O Exterminador do Futuro: Gênesis”). A data de estreia ainda não foi confirmada pela produção.
Jared Leto vai viver Hugh Hefner em cinebiografia do criador da Playboy
O ator Jared Leto (“Blade Runner 2049”) vai estrelar a cinebiografia de Hugh Hefner, que já estava sendo desenvolvida pelo cineasta Brett Ratner (“X-Men: O Conflito Final”) antes da morte do criador da revista Playboy. “Jared é um velho amigo”, contou Ratner à revista The Hollywood Reporter. “Quando ele ouviu que tinha direitos sobre a história de Hef, ele me disse: ‘Eu quero interpretá-lo. Eu quero entendê-lo’. E eu realmente acredito que Jared pode fazê-lo. Ele é um dos grandes atores atuais”. O projeto está em desenvolvimento inicial na produtora RatPac Entertainment de Ratner. O diretor vem trabalhando no projeto desde 2007, quando os direitos estavam com a Imagine Entertainment e a Universal Pictures, e o longa seria estrelado por Robert Downey Jr. (“Homem de Ferro”). Quando os direitos dos estúdios originais expiraram, eles foram comprados pelo produtor Jerry Weintraub (“Onze Homens e um Segredo”) e o projeto passou a Warner Bros, sem a garantida de que Ratner dirigiria o filme. Mas depois que Weintraub morreu em 2015, o diretor foi atrás dos direitos e os comprou para sua própria empresa. Nos últimos anos, Ratner deixou a direção de lado para se dedicar mais à produção. Sua RatPac Entertainment é responsável, entre outros sucessos, pelo premiado “O Regresso”, vencedor de três Oscars em 2016. Em abril deste ano, Ratner convidou Leto para visitar a Mansão Playboy durante a première do documentário “American Playboy: The Hugh Hefner Story”, da Amazon, lançado durante o aniversário de 91 anos de Hefner. Hugh Hefner faleceu em 27 de setembro.
Daniel Filho vai refilmar o drama clássico Boca de Ouro
O cinema brasileiro entrou em fase de remakes. Após “Dona e Flor e Seus Dois Maridos”, que já estreia em novembro, outro clássico vai ganhar nova versão. Segundo o colunista Anselmo Goes, do jornal O Globo, o diretor Daniel Filho, que completou 80 anos no fim de semana, fará a seguir “Boca de Ouro”, adaptação de uma peça de Nelson Rodrigues, originalmente filmada em 1963 por Nelson Pereira dos Santos, com Jece Valadão e Odete Lara nos papéis principais. Curiosamente, Daniel Filho também participou do filme original como ator. A trama gira em torno do bicheiro Boca de Ouro, nascido em uma gafieira e abandonado pela mãe numa pia de banheiro. Sua história da vida chama atenção do repórter Caveirinha, que decide entrevistar a ex-amante de Boca de Ouro, Guigui, que lhe conta três versões diferentes da vida do marginal. A filmagem será a terceira versão da peça. Em 1990, Tarcisio Meira e Luma de Oliveira estrelaram uma adaptação que ainda contava com Hugo Carvana, Claudia Raia e Grande Otelo no elenco. Por coincidência, a refilmagem foi dirigida por outro cineasta de carreira televisiva, Walter Avancini. Daniel Filho foi, durante anos, o diretor mais requisitado das novelas da Globo. Ele também dirigiu alguns dos filmes mais bem-sucedidos dos últimos tempos, como “Se Eu Fosse Você” (2006) e “Chico Xavier” (2010), que lançaram tendências – besteirol Sessão da Tarde e cinema espírita, respectivamente. Seu último filme foi a comédia “Sorria, Você Está Sendo Filmado – O Filme” (2014). A nova versão de “Boca de Ouro” ainda não tem previsão de lançamento.
Mia Kirshner vai viver a mãe de Spock na série Star Trek: Discovery
A atriz Mia Kirshner (séries “The L Word” e “Defiance”) entrou no elenco de “Star Trek: Discovery” para desempenhar um papel da série clássica de “Jornada nas Estrelas”: ninguém menos que Amanda Grayson, a mãe de Spock. A personagem foi apresentada pela primeira vez em 1966, interpretada por Jane Wyatt (estrela da série clássica “Papai Sabe Tudo”). A atriz repetiu o papel 20 anos depois, no filme “Jornada nas Estrelas IV: A Volta para Casa” (1986), e, três anos após sua morte, foi substituída por Winona Ryder (série “Stranger Things”) no reboot cinematográfico da franquia, “Star Trek” (2009). O contexto da aparição de Amanda não foi revelado, mas como a série inclui flashbacks sobre a infância de Michael Burnham (Sonequa Martin-Green, da série “The Walking Dead”), é provável que o cotidiano da família de Spock seja melhor explorado. A protagonista de “Star Trek: Discovery” é uma órfã humana criada desde criança por Sarek, o pai de Spock. Na série, Sarek é vivido por James Frain (séries “Orphan Black” e “Gotham”). Assistido por 9,6 milhões de telespectadores ao vivo, a estreia de “Star Trek: Discovery” foi o programa não esportivo mais visto do domingo retrasado (24/9) nos EUA, segundo a empresa Nielsen. Como se não bastasse, ainda foi elogiada por 90% da crítica norte-americana, na média do site Rotten Tomatoes. Os efeitos visuais, a performance de Sonequa Martin-Green e o ritmo intenso foram os elementos mais destacados. Mas os novos episódios não passarão na TV aberta. A plataforma CBS All Access irá mostrar com exclusividade o resto da série por streaming nos Estados Unidos. No resto do mundo, inclusive no Brasil, “Star Trek: Discovery” é disponibilizada pela Netflix, na proporção de um episódio por semana, sempre às segundas.
Chris Pine vai viver Robert F. Kennedy em série do criador de Bloodline
A Hulu está desenvolvendo um série sobre o político americano Robert F. Kennedy, que será estrelada e produzida por Chris Pine (“Mulher-Maravilha”), segundo o Deadline. Ainda sem título, a produção é baseada no livro “Bobby Kennedy: The Making of a Liberal Icon”, de Larry Tye, lançado no ano passado. A série está sendo desenvolvida por Todd E. Kessler, criador de “Damages” e “Bloodline”, e ainda não tem previsão de estreia. Robert Kennedy foi procurador-geral dos Estados Unidos na década de 1960, quando lutou contra a máfia e se destacou por seu envolvimento na luta pelos direitos civis. Dois anos após a morte de seu irmão, o presidente John F. Kennedy, ele se tornou senador pelo estado de Nova York. Em 1968, ano em que fazia campanha eleitoral como favorito para assumir a presidência dos Estados Unidos, foi assassinado com tiros à queima-roupa.
Novo filme de Guillermo del Toro vence o Festival de Veneza 2017
O novo filme de Guillermo del Toro, “A Forma da Água” (The Shape of Water), foi o vencedor do Leão de Ouro do Festival de Veneza 2017. Combinação de fábula, romance e terror, o filme conta a história de uma faxineira muda que se apaixona por uma criatura aquática aprisionada em um laboratório secreto do governo americano. “Quero dedicar esse prêmio a todos os diretores americanos e latino-americanos que desejam fazer filmes que mexam com nossa imaginação”, disse Del Toro ao receber o troféu. “Eu acredito em vida, amor e cinema. E nesse momento da minha vida eu me sinto cheio de vida, amor e de cinema”. Criador da série “The Strain” e especializado em filmes de terror e fantasia (como “Hellboy”, “O Labirinto do Fauno” e “A Colina Escarlate”), Del Toro é o terceiro cineasta mexicano a lançar uma produção bem recebida em Veneza nos últimos anos. Embora Alfonso Cuarón (“Gravidade”, 2013) e Alejandro Iñárritu (“Birdman”, 2015) não tenham vencido o Leão de Ouro, eles saíram do festival italiano embalados por críticas positivas e acabaram vencendo o Oscar com seus filmes. O Grande Prêmio do Júri, considerado o 2º lugar da premiação, foi para “Foxtrot”, do israelense Samuel Maoz. O cineasta tinha vencido o Leão de Ouro de 2009 com sua estreia, o drama de guerra “Lebanon”. Em sua nova obra, ele descreve três momentos da família de um bem-sucedido arquiteto de Tel Aviv a partir do instante em que recebe a notícia da morte do filho mais velho, um soldado do Exército. O Prêmio do Júri, equivalente ao 3º lugar, ficou com “Sweet Country”, de Warwick Thorton, um western ambientado no outback australiano dos anos 1920. Thornton tinha vencido a Câmera de Ouro em Cannes com sua estreia, “Sansão e Dalila” (2009), e é o único cineasta aborígene consagrado pela crítica internacional. O Leão de Prata de Melhor Direção foi para o francês Xavier Legrand, pelo drama “Custody” (Jusqu’à la Garde), sobre um marido com fama de violento que consegue o direito de passar os fins de semana com o filho mais novo. É o primeiro longa dirigido por Legrand, que também venceu o Leão do Futuro, dado à melhor obra estreante do festival. O jovem cineasta entrou no cinema ainda criança, como ator no clássico “Adeus, Meninos” (1987), de Louis Malle, mas já tem uma indicação ao Oscar no currículo, por seu curta “Avant que de Tout Perdre” (2013). A Copa Volpi de Melhor Atriz foi para Charlotte Rampling, por sua interpretação em “Hannah”, da italiana Andrea Pallaoro (“Medeas”). A veterana estrela inglesa, que estreou no filme dos Beatles “Os Reis do Ié-Ié-Ié” (1964) e foi sex symbol dos anos 1970, experimenta um renascimento da carreira na Terceira Idade, após vencer o Urso de Prata do Festival de Berlim por seu filme anterior, “45 Anos” (2015), pelo qual também concorreu ao Oscar. Em “Hannah”, ela vive a personagem-título, uma mulher septuagenária em crise de identidade, provocada por uma revelação relacionada ao marido. Já a Copa Volpi de Melhor Ator foi para Kamel El Basha, pelo drama libanês “The Insult”, de Ziad Doueiri (ex-assistente de câmera de Tarantino), sobre uma briga judicial entre um mecânico cristão e um empreiteiro palestino de origem muçulmana, em Beirute. O prêmio de Melhor Roteiro ficou com “Three Billboards Outside Ebbing, Missouri”. Ainda mais sombria que “Na Mira do Chefe” (2008) e “Sete Psicopatas e um Shih Tzu” (2012), a terceira comédia de humor negro do inglês Martin McDonagh acompanha uma mãe (Frances McDormand) de uma pequena cidade do Missouri, inconformada com a incompetência da polícia após o estupro da filha, e foi um dos filmes mais comentados do festival. O troféu Marcello Mastroianni de melhor ator ou atriz revelação foi para o americano Charlie Plummer, por sua performance no drama “Lean on Pete”, dirigido por Andrew Haigh (de “45 Anos”), no qual interpreta um adolescente de 15 anos que arranja um emprego como assistente de um treinador fracassado de cavalos de corrida. O rapaz foi um dos finalistas ao papel do novo Homem-Aranha, está atualmente em cartaz no Brasil em “O Jantar” e poderá ser visto no fim do ano no novo longa de Ridley Scott, “All the Money in the World”. O júri da competição oficial deste ano foi presidido pela atriz americana Annette Bening (“Mulheres do Século 20”) e formado pelo diretor americano Edgar Wright (“Em Ritmo de Fuga”), a atriz inglesa Rebecca Hall (“Homem de Ferro 3”), a cineasta húngara Ildiko Enyedi (“On Body and Soul”), o diretor mexicano Michel Franco (“Depois de Lúcia”), a atriz francesa Anna Mouglalis (“Coco Chanel & Igor Stravinsky”), o crítico inglês David Stratton, a atriz italiana Jasmine Trinca (“Saint Laurent”) e o cineasta taiwanês Yonfan (“Príncipe das Lágrimas”). Além da competição oficial, também foram divulgados os trabalhos premiados nas mostras paralelas. O principal destaque coube ao vencedor da seção Horizontes: “Nico, 1988”, da italiana Susanne Nicchiarelli (“Cosmonauta”), sobre os últimos anos de vida da ex-modelo e cantora alemã Nico, ex-vocalista da banda Velvet Underground. Outro filme que chamou atenção foi o argentino “Hunting Season” (Temporada de Caza), primeiro longa de Natalia Garagiola, vencedor da seção Semana da Crítica, cujo prêmio é conferido pelo público. Confira abaixo a lista dos premiados. Vencedores do Festival de Veneza 2017 Mostra Competitiva Melhor Filme: “The Shape of Water”, de Guillermo del Toro Grande Prêmio do Júri: “Foxtrot”, de Samuel Maoz Melhor Diretor: Xavier Legrand (“Custody”) Melhor Ator: Kamel El Basha (“The Insult”) Melhor Atriz: Charlotte Rampling (“Hannah”) Melhor Roteiro: “Three Billboards Outside Ebbing, Missouri”, de Martin McDonagh Prêmio Especial do Júri: “Sweet Country”, de Warwick Thorton. Ator/Atriz Revelação: Charlie Plummer (“Lean on Pete”, de Andrew Haigh) Prêmio Leão do Futuro (Diretor Estreante): Xavier Legrand (“Jusqu’à la Garde”) Mostra Horizontes Melhor Filme: “Nico, 1988”, Susanna Nicchiarelli Melhor Direção: Vahid Jalilvand, “No Date, No Signature” Prêmio Especial do Júri: “Caniba”, Verena Paravel and Lucien Castaing-Taylor Melhor Atriz: Lyna Khoudri, “Les bienheureux” Melhor Ator: Navid Mohammadzadeh, “No Date, No Signature” Melhor Roteiro: “Oblivion Verses”, Dominique Wellinski e Rene Ballesteros Melhor curta-metragem: “Gros chagrin”, Céline Devaux Mostra Semana da Crítica Melhor Filme: “Hunting Season”, de Natalia Garagiola Leão do Futuro Prêmio “Luigi De Laurentiis” de Filme de Estreia: “Custody”, de Xavier Legrand Clássicos de Veneza Melhor Documentário sobre Cinema: “The Prince and the Dybbuk”, de Elvira Niewiera e Piotr Rosolowski Melhor Filme Restaurado: “Vá e Veja” (1985), de Elem Klimov Competição de Realidade Virtual Melhor Realidade Virtual: “Arden’s Wake (Expanded)”, de Eugene Y.K. Chung Melhor Experiência de Realidade Virtual: “La Camera Isabbiata”, de Laurie Anderson e Hsin-chien Huang Melhor História de Realidade Virtual: “Bloodless”, de Gina Kim
Diretor de O Roubo da Taça desenvolve a segunda série brasileira da Netflix
A Netflix já definiu a produção de sua segunda série brasileira, após o sucesso internacional de “3%”. Segundo o Estadão, desta vez não será uma sci-fi futurista, mas um drama de época, passado na São Paulo dos anos 1960. Ainda sem título, o projeto está sendo desenvolvido pela dupla de roteiristas Caíto Ortiz e Lusa Silvestre, responsável pelo longa “O Roubo da Taça” (2016), e pretende fazer um retrato da cultura e da sociedade da época, algo semelhante à premiada série americana “Mad Men”. Além de escrever, Ortiz também dirigiu “O Roubo da Taça” e deve fazer o mesmo na produção seriada. O roteiro deve ser finalizado ainda neste ano e as gravações começam em 2018. A data de estreia ainda não foi definida.
Mano Brown pode estrelar cinebiografia de Marighella
O filme sobre a vida do político e guerrilheiro Carlos Marighella, que vai marcar a estreia na direção do ator Wagner Moura, pode também lançar o líder do Racionais MC’s, Mano Brown, como ator. Segundo a coluna Gente Boa, do jornal O Globo, o rapper seria nada menos que o protagonista do filme. Mano Brown foi o autor de parte da trilha sonora de um documentário sobre Marighella, realizado em 2012 pela sobrinha do guerrilheiro, Isa Grinspum Ferraz. A ligação não termina aí: o rapper também fez um clipe contando a história do guerrilheiro. O projeto será uma adaptação do livro “Marighella – O Guerrilheiro que Incendiou o Mundo”, de Mário Magalhães, e ainda vai contar com Adriana Esteves (“Mundo Cão”) no elenco. Ainda não há previsão para a estreia.
Clássico de Hitchcock Os Pássaros vai virar série
A história do filme “Os Pássaros” (1963), clássico de Alfred Hitchcock, vai virar uma série da rede britânica BBC. A atração será uma parceria entre o canal e a Heyday Television, empresa de David Heyman, produtor da franquia “Harry Potter”. A série, porém, pretende seguir mais de perto o romance original, escrito por Daphne du Maurier em 1952, do que a adaptação de Hitchcock, estrelada por Tippi Hedren. A autora também escreveu “Rebecca”, outro clássico da filmografia de Hitchcock, lançado em 1940. A principal mudança deve ser na época e no local da trama. O livro se passa na região da Cornualha, no Reino Unido, no período pós-2ª Guerra Mundial, e não na Califórnia da década de 1960, como o filme de Hitchcock. O roteiro está sendo escrito pelo dramaturgo irlandês Conor McPherson, que já adaptou a história para o teatro. Ele também escreveu e dirigiu diversos filmes, como “The Actors” (2003), com Michael Caine, e “The Eclipse” (2009), com Ciarán Hinds. “Os Pássaros” fez tanto sucesso que originou uma febre de filmes de catástrofe animal, como “A Invasão das Rãs” (1972), “Fase IV: Destruição” (1974), “Abelhas Selvagens” (1976), “A Noite do Terror Rastejante”(1976), “O Ataque das Formigas” (1977), “Animais em Fúria” (1977), “A Longa Noite de Terror” (1977), “A Maldição das Aranhas” (1977), “O Enxame” (1978), “Piranha” (1978), etc. Um dos sucessos da programação de verão da TV americana é justamente “Zoo”, série centrada em um desequilíbrio da natureza que faz animais atacaram os seres humanos. A atração já se encontra em sua 3ª temporada.












