Tradução brasileira de Neon Genesis Evangelion vira polêmica entre fãs da obra original
A tradução dos episódios clássicos do anime “Neon Genesis Evangelion” continua rendendo polêmica. Depois de reclamações de censura contra os elementos LGBTQIA+ da trama nas legendas e na dublagem americanas, o trabalho dos tradutores brasileiros também entrou na lista de problemas apontados na nova adaptação da Netflix. As redes sociais registraram diversos protestos contra o uso de gírias, citando termos como “eu estou muito pistola”, “morre diabo” e “sem tempo irmão”, que adaptam memes populares – e inexistentes na época da produção dos desenhos originais. Curiosamente, um dos primeiros a observar o problema foi um usuário americano do fórum Reddit. Mas os brasileiros também acharam péssimo. “Vai começar uma onda de adaptar legendas de clássicos pra ficar em formato milênio? Tenha dó”, disse um internauta nacional. A inclusão de expressões modernas tem o claro objetivo de atualizar a trama. Entretanto, ignora que se trata de uma obra histórica, um marco reconhecido das animações japonesas feitas para a televisão, lançado originalmente em 1995. O produto é o mesmo de 25 anos atrás e não mudou com o simples relançamento. O que mudou foi sua tradução, que optou por reinventar o texto clássico da equipe de Hideaki Anno, motivando as diversas reclamações contra a adaptação. Como se sabe, gírias e expressões de modismo transitório servem apenas para datar produtos. Traduções que seguem essa tendência para parecer modernas tornam-se, paradoxalmente, antiquadas com maior velocidade, chegando a perder seu sentido quando as frases utilizadas saem de moda. Como exemplo extremo (no sentido de “bem antigo”), tente ler – e entender – algum gibi da Marvel lançado pela editora Bloch nos anos 1970, que seguiu essa “escola” de tradução. As dublagens anteriores da animação foram feitas pelos estúdios Mastersound (para o já extinto canal pago Locomotion) e, posteriormente, Álamo (para exibição na Animax). Já o relançamento foi redublado pela VoxMundi Audiovisual, com direção de dublagem por Fábio Lucindo – por coincidência, responsável por dar voz ao protagonista Shinji Ikari em todas as versões. O estúdio também redublou os filmes “End of Evangelion” (1997) e a continuação “Evangelion: Death (True)²”, ambos disponibilizados no catálogo da Netflix. Veja algumas das reclamações abaixo. Netflix is putting Brazilian memes in the Brazilian subs of Evangelion (????????) from r/anime Que merd* vcs deixaram fazer com a legenda de NG Evangelion? Vai começar uma onda de adaptar legendas de clássicos pra ficar em formato milênio? Tenha dó. #cagounatraducao — Hugo MB (@hugohmb) 3 de julho de 2019 e essas legendas engraçadinhas de Evangelion, Netflix? Agora pouco vi um “sem tempo, irmão “ (confesso que gostei) — na yeon ni (@akiramenay_) 26 de junho de 2019 Tô reassistindo Evangelion e tive que mudar as legendas de português para inglês pq a @NetflixBrasil achou que seria uma ótima idéia encher a legenda de meme… Ah, pelo amor de deus viu… — Aterro sanitário (@Renanrodri) 3 de julho de 2019 – entra no robô shinji– sem tempo irmão Respeito d shinji subiu para 10% — Bruna Ardat (@belzebrub) 1 de julho de 2019 A dublagem não fica muito atrás… com direito até a Asuka gritando "morre diabo"… — Giancarlo Silva ?? (@giancarlozero) 3 de julho de 2019
Remake de Os Cavaleiros do Zodíaco ganha novas imagens
A Netflix divulgou o pôster nacional e novas imagens do remake da série “Os Cavaleiros do Zodíaco”, que mostram um pouco mais do visual dos heróis em sua versão CGI (computação gráfica). O remake contará a mesma história do anime clássico. Mas a proposta de usar CGI garante que o visual será bem diferente daquele que os fãs lembram. A começar pela aparência de Andromeda, que virou mulher – e rendeu polêmica. A produção terá 12 episódios com direção de Yoshiharu Ashino. Ele foi o animador da cultuada minissérie “Armitage III” (1995) e de “Tigrão – O Filme” (2000), da Disney, além de ter comandado o reboot de “Thundercats” (2011–2012). Já os roteiros são de Eugene Son (séries “Os Vingadores Unidos” e “Ultimate Homem-Aranha”). Intitulada em português “Os Cavaleiros do Zodíaco: Saint Seiya”, a série é uma coprodução da Netflix com a Toei Animation, responsável pela animação original, e será lançado em 19 de julho.
Estreia de Neon Genesis Evangelion na Netflix gera polêmica com queixas de censura
O anime clássico “Neon Genesis Evangelion”, marco da animação da TV japonesa, chegou à Netflix na sexta-feira (21/6). E o lançamento já virou polêmica nos Estados Unidos, porque a série ganhou uma nova tradução, que transformou o desenho revolucionário dos anos 1990 num produto conservador. Uma das cenas mais alteradas diz respeito ao momento em que os personagens Kaworu e Shinji declaram seu amor. Tanto na dublagem quanto na nova legendagem, o contexto homossexual foi suprimido, tornando a intenção dos personagens apenas subentendida, praticamente um amor fraternal. “Eu te amo” virou “eu gosto de você”. Veja abaixo a comparação das versões. A mudança na declaração de afeto gay fez vários fãs considerarem a tradução um ato de censura. Eles também repararam que os palavrões foram cortados, tirando a força da raiva dos personagens em diversos momentos. Responsável pela tradução, Dan Kanemitsu respondeu às críticas no Twitter. “Eu não estou em posição de responder pela cena específica que você citou, mas digo que, em todas as minhas traduções, eu tentei manter ao máximo a fidelidade ao material original”, disse Kanemitsu. Mas não ficou nisso. Em outro tuíte, ele se autoatribuiu a função de roteirista, tentando explicar o sentido da cena original citada, que ele não escreveu. “O poder do storytelling depende da habilidade que a audiência tem em estabelecer relações emocionais com os personagens, além de reconhecer a intimidade entre as pessoas baseado em inferências. Uma coisa é os personagens confessarem seu amor e outra é eles inferir que existe uma afeição entre eles e deixar o público em dúvida […] deixar espaço para a interpretação é o que deixa tudo mais divertido”, afirmou o tradutor. Um internauta não resistiu e rebateu: “O problema com o poder do storytelling é que ele não te pertence. A história já foi contada. Você está aí só para traduzi-la. Não para mudá-la”. Nesta discussão, é importante reparar que a versão dos quadrinhos de “Evangelion” é mais explicita ao representar a cena censurada, com um beijo de Kaworu em Shinji, que não dá margens à interpretação. E eles não se beijam apenas uma vez. O fórum dedicado à tradução do desenho no Reddit tem mais de 500 reclamações diferentes, inclusive sobre “traduções” com inglês mal-falado, como o uso da palavra “children” no plural, quando o correto seria “child” no singular, resultando num “japinglês” tosco – “a terceira crianças”. A série animada também ganhou uma nova dublagem no Brasil. As dublagens anteriores da animação foram feitas pelos estúdios Mastersound (para o já extinto canal pago Locomotion) e, posteriormente, Álamo (para exibição na Animax). Já o relançamento foi redublado pela VoxMundi Audiovisual, com direção de dublagem por Fábio Lucindo – por coincidência, responsável por dar voz ao protagonista Shinji Ikari em todas as versões. O estúdio também redublou os filmes “End of Evangelion” (1997) e a continuação “Evangelion: Death (True)²”, ambos disponibilizados no catálogo da Netflix. Outro detalhe: além das dublagens/legendagens diferentes, a nova versão se diferencia das anteriores por não incluir a música “Fly Me to the Moon” nos créditos finais. Veja abaixo o final dos episódios originais japoneses, que não está no lançamento da Netflix. The power of storytelling sometime depends on the ability of audiences to establish emotional relationships with the characters, as well as, recognize intimacy between people based on inferences. — 兼光ダニエル真 (@dankanemitsu) June 21, 2019 sorry but this is not ok (right is from the new netflix eva script) pic.twitter.com/LehJYFjMng — Jimmy Gnome (@jimmygnome9) June 21, 2019
Versão anime de Ultraman é renovada para 2ª temporada
A Netflix anunciou nas redes sociais a renovação da sua versão em anime de “Ultraman”. “Prepare-se para vestir a armadura mais uma vez. Ultraman está voltando para sua 2ª temporada”, escreveu o serviço de streaming no Twitter, junto de um pequeno vídeo. A série animada é uma continuação da segunda série a cores produzida pela TV japonesa. Lançada em 1966, a atração original foi pioneira do subgênero de Tokusatsu (séries com efeitos visuais) conhecido como “Kyodai Hero”, em que um herói era capaz de se tornar gigante para enfrentar monstros colossais. O efeito especial, no caso, era mostrar dois atores fantasiados que trocavam socos em cenários de miniaturas de cidades. As brigas entre Ultraman e o kaiju da semana tornaram-se um fenômeno cultural, rendendo dezenas de sequências, derivados, cópias, seguidores e paródias. O herói que batia em monstros só foi chegar ao Brasil nos anos 1970, mas enjoou de tanto reprisar na Record, SBT, Band e até em canais que não existem mais, como Tupi e Manchete. A nova produção acompanha Shinjiro, o filho de Shin Hayata, que foi o Ultraman dos anos 1960. Na trama, anos se passaram desde a última aparição de Ultraman, o que leva a humanidade a acreditar que ele tinha voltado ao espaço depois de derrotar os alienígenas monstruosos que invadiram a Terra. Entretanto, com a chegada de novos invasores, Hayata revela seu segredo ao seu filho, preparando-o para assumir seu legado como o novo Ultraman. O novo “Ultraman” foi desenvolvido pela Production I.G., produtora de “Ghost in the Shell: Stand Alone Complex”, em parceria com a Sola Digital Arts, de “Appleseed Alpha”. São duas escolas bem diferentes de animação, que se combinam para dar nova vida ao clássico, criado como uma junção de computação gráfica e desenho tradicional, sob a direção de Kenji Kamiyama (de “Cyborg 009”) e Shinji Aramaki (de “Appleseed Alpha”). A 2ª temporada ainda não tem previsão de estreia. Get ready to armor up once again, Ultraman is coming back for Season 2. pic.twitter.com/34Bsn0MRMt — NX (@NXOnNetflix) June 11, 2019
Aggretsuko é pressionada para casar no trailer da 2ª temporada
A Netflix divulgou o pôster japonês e o trailer americano da 2ª temporada de “Aggretsuko”, série animada sobre uma simpática panda vermelha que é estagiária de contabilidade durante o dia, mas à noite se transforma numa estrela de karaokê, soltando vômito pelas entranhas como cantora endemoniada de death metal. A prévia acrescenta às pressões cotidianas da personagem novas cobranças sobre sua vida sentimental, que supostamente deveria culminar num casamento. Mesmo que ela nem tenha pensado nisso ainda. “Aggretsuko” foi concebida pela empresa Sanrio, especializada em produtos voltados para a subcultura kawaii (fofa), para representar uma parcela da população japonesa que sofre com o excesso de trabalho. Para quem não sabe o que é kawaii, basta mencionar que Hello Kitty é seu maior representante. Por sinal, a criadora da personagem, conhecida apenas como Yeti, descreveu Aggretsuko para a rede CNN justamente como a “irmã metaleira, cervejeira e raivosa da Hello Kitty”. A 2ª temporada estreia em 14 de junho em streaming.
7Seeds: Anime pós-apocalíptico da Netflix ganha trailer legendado
A Netflix divulgou um novo trailer legendado de “7Seeds”, anime pós-apocalíptico que se passa muitos anos após a Terra ser destruída pela colisão de um asteroide gigante. Quando as condições de vida retornam ao planeta, cinco grupos de seres humanos são reanimados de seu sono criogênico e passam a procurar as sete estações criadas para sua sobrevivência. Entretanto, o tempo que se passou foi tão longo que permitiu o surgimento de novas e inesperadas espécies. A produção animada é do estúdio Gonzo, tem direção de Yukio Takahashi (de “Moribito: Guardian of the Spirit”) e adapta o mangá homônimo de Yumi Tamura, publicado desde 2001 – isto é, antes de a série “The 100” surgir com premissa similar. A prévia anuncia a data de estreia de “7Seeds”, que vai chegar ao streaming em 28 de junho.
Adaptação de Akira, do diretor de Thor: Ragnarok, ganha data de estreia
Agora vai? A Warner marcou uma nova data de estreia para a adaptação americana do clássico mangá e anime “Akira”, que será comandada pelo neozelandês Taika Waititi, conhecido por dirigir “Thor: Ragnarok”. O planejamento do estúdio prevê um lançamento em 21 de maio de 2021 nos Estados Unidos. Não é um começo promissor para o projeto, já que a data é a mesma de “John Wick 4”. Mas a Lionsgate não deve se preocupar muito, porque este filme já teve várias dadas de estreia, todas elas já vencidas pela realidade. O projeto está em desenvolvimento há 17 anos na Warner, e é curioso que o estúdio volte a considerá-lo num momento em que aumenta a pressão para que filmes sobre personagens japoneses sejam estrelados por atores asiáticos e após adaptações americanas recentes de mangás terem dado enormes prejuízos – de “Ghost in the Shell” em 2017 a “Alita: Anjo de Combate” há três meses. Um dos roteiros anteriores do filme trocava a ambientação de Neo-Tóquio para Neo-York, como justificativa para abrir negociações com nomes do calibre de Leonardo DiCaprio (“O Regresso”) e Joseph Gordon-Lewitt (“A Travessia”) para os papéis principais. DiCaprio está até hoje envolvido no projeto, como produtor. O roteirista mais recente a trabalhar na adaptação foi Marco Ramirez, em seu primeiro trabalho no cinema, após se destacar roteirizando episódios das séries “Sons of Anarchy”, “Orange Is the New Black” e “Da Vinci’s Demons”, além de “Demolidor”, na qual foi promovido a showrunner da 2ª temporada. Sua versão foi encomendada após o estúdio recusar adaptações escritas por Dante Harper (“No Limite do Amanhã”), Steve Kloves (roteirista de quase todos os filmes da franquia “Harry Potter”, exceto “A Ordem da Fénix”), Mark Fergus e Hawk Ostby (dupla de “Homem de Ferro” e “Filhos da Esperança”). Nos primórdios do projeto, em 2002, o filme seria dirigido por Stephen Norrington (“A Liga Extraordinária”). Também quase virou dois filmes, cada um condensando três dos seis volumes da obra original, que seriam dirigidos pelos irmãos Allen e Albert Hughes (“O Livro de Eli”). Mas o orçamento de US$ 230 milhões assustou a Warner. A produção foi retomada novamente como um único filme ao custo de US$ 90 milhões, sob o comando do irlandês Ruairí Robinson (“O Planeta Vermelho”), que até divulgou artes conceituais com Joseph Gordon-Levitt no papel do vilão Tetsuo. Finalmente, com orçamento ainda mais enxuto, de US$ 65 milhões, quase saiu do papel com direção de Jaume Collet-Serra (“Sem Escalas”). Entre os diversos atores cotados para os papéis principais, também foram sugeridos Keanu Reeves (“De Volta ao Jogo”), Garrett Hedlund (“Tron: O Legado”) e até o ex-casal de “Crepúsculo”, Kristen Stewart e Robert Pattinson, além de Gary Oldman (“Planeta dos Macacos: O Confronto”) e Ken Watanabe (“A Origem”) como o Coronel e Helena Bonham Carter (“Os Miseráveis”) para o papel de Lady Miyako. Embora “Akira” tenha se tornado conhecido devido a seu famoso anime de 1988, que chamou atenção mundial para a animação adulta japonesa, o projeto tem sido apresentado como uma adaptação mais fiel dos mangás de Katsuhiro Otomo, publicados entre 1982 e 1990, que tem final bastante diferente do filme. E são muito mais complexos, tanto que a Warner chegou a considerar dividir o filme em duas partes. Todas as versões desenvolvidas até aqui previam um “Akira” totalmente americanizado, ao mesmo tempo em que preservariam a trama central que opõe Kaneda, o líder de uma gangue de motoqueiros, a seu melhor amigo Tetuso, um jovem poderoso que enlouquece com suas habilidades psíquicas. Tudo isso se passaria após a reconstrução de Nova York, destruída na 3ª Guerra Mundial, e enquanto o governo tenta manter o segredo sobre os poderes incontroláveis de uma criança chamada Akira, com capacidade de desencadear o apocalipse. Waititi só deve começar as filmagens após o lançamento de “Jojo Rabbit”, sua comédia dramática ambientada na 2ª Guerra Mundial, que estreia em 18 de outubro nos Estados Unidos.
Ator de Star Trek vai estrelar série baseada no anime Cowboy Bebop
A Netflix anunciou os primeiros nomes do elenco da série live-action baseada no anime (desenho animado japonês) clássico e cultuadíssimo “Cowboy Bebop”, inclusive quem viverá o protagonista Spike Spiegel. O papel principal ficou com John Cho (“Buscando…”). Será a segunda vez que o ator, que é sul-coreano, é escalado para viver um “japonês” por Hollywood. Ele também é o intérprete do Sr. Sulu na franquia cinematográfica “Star Trek”. Mas há uma ironia na nova escalação. Apesar de nascido em Marte, Spike tem um sobrenome alemão, adotado por muitas famílias judias. Mesmo assim, será vivido por um ator asiático na série. A contratação de Cho pode ser decorrência das várias reclamações de fãs contra o embranquecimento de personagens de animes nas adaptações americanas. Em compensação, outra personagem importante deixou de ser asiática na série. Nascida em Singapura na animação, Faye Valentine será interpretada por Daniella Pineda (a bruxa Sophie Deveraux de “The Originals”), que não se parece nada com a icônica femme fatale. Os demais atores anunciados foram Mustafa Shakir (o vilão John “Bushmaster” McIver em “Luke Cage”) como Jet, braço direito mortal de Spike, e Alex Hassell (“Suburbicon”) como Vicious, o assassino mais notório da galáxia. O ator de Radical Ed, protagonista que falta, ainda está em seleção. “Cowboy Bebop” inspirou um verdadeiro culto desde que estreou no Japão em 1998. A série animada acompanhava um grupo de caçadores de recompensa que viajava na espaçonave Bebop em 2071, atrás de criminosos perigosos. Após o fim da série, os personagens ainda apareceram num longa de animação, “Cowboy Bebop: O Filme”, em 2001. A versão americana ia originalmente ser um filme, que entrou em desenvolvimento na década passada, quando os direitos da adaptação foram adquiridos pela Fox. Mas o roteiro assustou o estúdio. Em 2009, Keanu Reeves, que iria estrelar o longa como o icônico Spike Spiegel, contou que a produção foi abandonada pelo orçamento beirar os US$ 500 milhões. A nova encarnação começou a ganhar vida em 2017 num estúdio televisivo, o Tomorrow Studios, responsável pelas séries “Aquarius” e “Good Behavior”, numa parceria com o estúdio japonês Sunrise, proprietário da franquia, e a produtora Midnight Radio, de Josh Appelbaum, Andre Nemec, Jeff Pinkner e Scott Rosenberg, criadores da série “Zoo”. A adaptação foi desenvolvida pelo roteirista Christopher Yost (de “Thor: Ragnarok”), o que deve garantir a manutenção do humor irônico do desenho original. Além disso, o diretor do anime Shinichiro Watanabe será um consultor da produção. A 1ª temporada terá dez episódios, mas ainda não há previsão para sua estreia.
Os Cavaleiros do Zodíaco: Trailer japonês revela mais do visual computadorizado e data de estreia do remake
A Netflix divulgou um novo trailer do remake da série de “Os Cavaleiros do Zodíaco” – por enquanto, disponível apenas em japonês sem legendas, que mostra um pouco mais do visual dos heróis em versão computadorizada e revela a data de estreia. A nova versão está sendo produzida em parceria com a Toei Animation, responsável pela série clássica, e contará a mesma história do anime clássico. Mas a proposta de usar CGI garante que o visual será bem diferente daquele que os fãs lembram. A começar pela aparência de Andromeda, que virou mulher – e rendeu polêmica. A produção terá 12 novos episódios, com direção de Yoshiharu Ashino. Ele foi o animador da cultuada minissérie “Armitage III” (1995) e de “Tigrão – O Filme” (2000), da Disney, além de ter comandado o reboot de “Thundercats” (2011–2012). Já os roteiros são de Eugene Son (séries “Os Vingadores Unidos” e “Ultimate Homem-Aranha”). Intitulada em português “Os Cavaleiros do Zodíaco: Saint Seiya”, a série será lançado em 19 de julho.
7Seeds: Anime pós-apocalíptico ganha primeiro trailer
A Netflix divulgou o pôster e o primeiro trailer de “7Seeds”, anime pós-apocalíptico que se passa muitos anos após a Terra ser destruída pela colisão de um asteroide gigante. Quando as condições de vida retornam ao planeta, cinco grupos de seres humanos são reanimados de seu sono criogênico e passam a procurar as sete estações criadas para sua sobrevivência. Entretanto, o tempo que se passou foi tão longo que permitiu o surgimento de novas e inesperadas espécies. A bela produção animada é do estúdio Gonzo, tem direção de Yukio Takahashi (de “Moribito: Guardian of the Spirit”) e adapta o mangá homônimo de Yumi Tamura, publicado desde 2001. Ainda sem data de estreia oficial, “7Seeds” deve chegar ao streaming em junho.
Fofura de Rilakkuma e Kaoru ganha novo trailer legendado
A Netflix divulgou o pôster e um novo trailer legendado de “Rilakkuma e Kaoru”. A nova animação japonesa se diferencia das inúmeras produções do gênero por usar maquetes, massinhas e a técnica do stop-motion. A série animada foi produzida para comemorar os 15 anos do ursinho Rilakkuma. Mas o personagem não surgiu em nenhum mangá. Trata-se de uma criação de outro tipo de cultura popular no Japão. Idealizado por Aki Kondo como um projeto de marketing, Rilakkuma tornou-se um dos maiores sucessos da empresa San-X, papelaria que cria designs de bichos fofinhos (kawaii) para explorar comercialmente. Ao estilo de Hello Kitty, o personagem ilustra inúmeros produtos – de cadernos a livros infantis ilustrados. Na série, Rilakkuma é supostamente alguém fantasiado de ursinho, que apareceu um dia para morar com um mulher chamada Kaoru. Ele passa seus dias no apartamento, enquanto Kaoru trabalha num escritório. Embora tenha um zíper em suas costas, ninguém nunca o viu sem a fantasia. O que está lá dentro é um mistério. Comilão, ele tem como companhia um pequeno filhote de urso branco chamado Korilakkuma, que também apareceu do nada na casa de Kaoru. E tudo o que os dois fazem é relaxar, enquanto Kaoru dá duro e vê sua vida desmoronar, numa maré interminável de azar. “Rilakkuma e Kaoru” estreia em 19 de abril em streaming.
Teaser revela data de estreia de Neon Genesis Evangelion na Netflix
A Netflix divulgou em vídeo a data de estreia da clássico “Neon Genesis Evangelion”, que é considerada a melhor série animada japonesa de todos os tempos, em seu serviço de streaming. Os episódios cultuados chegam à plataforma em 21 de junho. Para dar dimensão da sua relevância, “Evangelion” costuma ser comparado a dois desenhos feitos para o cinema, “Akira” e “Ghost in the Shell”. Com uma grande diferença criativa: é 100% original. Isto é, não foi adaptado de um mangá – ao contrário, inspirou um mangá. Criada por Hideaki Anno em 1995, a série teve 26 episódios que acompanhavam a história de um trio de adolescentes escolhidos para pilotar robôs gigantescos, os EVA, com a função de defender uma Tóquio futurista de violentas criaturas alienígenas, chamadas de Anjos. A trama combinava ação, melodrama e metafísica, apostando no desenvolvimento dos personagens com crises existenciais e culminando num mergulho na metalinguagem em seu final maluco, que até hoje rende discussões. Tanto é que foi refeito no filme “The End of Evangelion”, em 1997. Entre outras coisas, seu impacto redefiniu o subgênero sci-fi dos mecha (robô gigantes pilotáveis), influenciando tudo o que veio depois, inclusive a franquia cinematográfica americana “Círculo de Fogo”. E continuou tão memorável que, uma década depois, Hideaki Anno resolveu refilmar toda a história para o cinema, lançando três longa-metragens muito bem sucedidos entre 2007 e 2012. O quarto e último é esperado com ansiedade para 2020. A série é obrigatória para quem é fã de sci-fi. Quem não conhece, pode ter uma mostra no teaser abaixo, disponibilizado pelo serviço de streaming.
Animação sci-fi dublada por Michael B. Jordan chega de surpresa ao Brasil
A série animada “gen:Lock”, dublada por Michael B. Jordan (“Pantera Negra”), chegou de surpresa no Brasil. O serviço de streaming Crunchyroll disponibilizou todos os episódios da atração na sexta (15/3). Inspirada em animes japoneses de ficção científica, a criação de Gray G. Haddock (“Camp Camp”) se passa no futuro, quando a última sociedade livre da Terra está perdendo uma guerra global e uma equipe com diversos pilotos jovens é recrutada para controlar a próxima geração de mechas (robôs gigantes) e proteger o local de qualquer ameaça. Além de Michael B. Jordan, a animação traz as vozes de Dakota Fanning (“The Alienist”), Maisie Williams (“Game of Thrones”) e David Tennant (“Doctor Who”). “gen:Lock” foi produzida originalmente para a plataforma americana Rooster Teeth, que pertence ao mesmo conglomerado da Crunchyroll. Ambas são afiliadas à Otter Media, que, por sua vez, faz parte da WarnerMedia. Com oito episódios, teve exibição semanal nos Estados Unidos, entre 26 de janeiro e 9 de março. Veja abaixo o trailer original abaixo.










