Animação das “Tartarugas Ninja” é principal estreia de cinema da semana
A aguardada animação das “Tartarugas Ninja” chega em mais de mil telas nesta quinta-feira, trazendo a versão mais elogiada dos icônicos personagens. Em rara iniciativa, a comédia nacional “O Porteiro” ficou com a segunda maior distribuição, chegando em 430 salas. Além disso, a programação ainda destaca o terror “Toc Toc Toc – Ecos do Além” e, na opção cinéfila, a premiada produção europeia “As 8 Montanhas”, entre muitas outras opções. São 11 títulos ao todo, que podem ser conferidos com maiores detalhes a seguir. AS TARTARUGAS NINJA – CAOS MUTANTE A nova animação das “Tartarugas Ninja” é mais divertida que todas as outras adaptações, mostrando os protagonistas como adolescentes atrapalhados com suas habilidades ninja. A produção também é muito mais bonita, ressaltando um visual estilizado que lembra rabiscos de quadrinhos, a cargo dos diretores Jeff Rowe e Kyler Spears (da também bela “A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas”). Diferentemente das versões anteriores que seguiram uma abordagem mais séria, “Caos Mutante” opta por seguir o estilo anárquico e punk underground dos quadrinhos originais de Kevin Eastman e Peter Laird. Com roteiro de Seth Rogen e Evan Goldberg (responsáveis por “The Boys”), o desenho acompanha as tartarugas que lutam contra o crime, que depois de um tempo agindo nas sombras – e nos esgotos – decidem conquistar os corações dos nova-iorquinos e serem aceitos como adolescentes normais – ou super-heróis. Com a ajuda da repórter estudantil April O’Neil, eles armam um plano para desbaratar um misterioso sindicato do crime, mas em vez disso se veem lutando contra um exército de mutantes. Além dos conflitos físicos, a trama também explora questões de aceitação e pertencimento, com um toque humorístico baseado na impulsividade adolescente dos personagens. Quem optar por assistir legendado, vai ouvir um elenco de dubladores famosos. A produção destaca ninguém menos que o astro chinês Jackie Chan (“O Reino Proibido”) como voz do mestre das artes marciais Splinter, o rato que ensina as tartarugas mutantes a se tornarem ninjas, Ayo Edebiri (“O Urso”) como April O’Neil, Paul Rudd (o Homem-Formiga) como Mondo Gecko, John Cena (o Pacificador) como Rocksteady, Seth Rogen (“Vizinhos”) como Bebop, Rose Byrne (“Vizinhos”) como Leatherhead, Giancarlo Esposito (“Better Call Saul”) como Baxter Stockman, Natasia Demetriou (“What We Do in the Shadows”) como Wingnut, Hannibal Burres (“Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”) como Genghis Frog, Maya Rudolph (“Desencantada”) como Cynthia Utrom e os rappers Post Malone (“Infiltrado”) e Ice Cube (“Policial em Apuros”) como Ray Fillet e Superfly. Já os interpretes do quarteto quelônio são os jovens Micah Abbey (“Cousins for Life”), Shamon Brown Jr. (“The Chi”), Nicolas Cantu (“The Walking Dead: World Beyond”) e Brady Noon (“Virando o Jogo dos Campeões”), respectivamente como as vozes de Donatello, Michelangelo, Leonardo e Raphael. TOC TOC TOC – ECOS DO ALÉM O terror explora a atmosfera tensa e misteriosa de uma casa aparentemente comum, na qual mora o jovem Peter (Woody Norman, visto recentemente em “Drácula: A Última Viagem do Deméter”), um garoto que começa a ouvir vozes vindas das paredes. O roteiro desenvolve um clima de suspense e dúvida sobre os ruídos, enquanto os pais do garoto, interpretados por Lizzy Caplan (“Atração Fatal”) e Antony Starr (“The Boys”), desconsideram as preocupações do filho como frutos de sua imaginação. A trama ganha novas camadas de complexidade quando a professora substituta de Peter, Miss Divine (Cleopatra Coleman, de “O Último Cara na Terra”), decide fazer uma visita não anunciada à sua casa, instigada por um desenho preocupante feito pelo garoto. Essa visita aprofunda as suspeitas sobre o bem-estar do menino. Dirigido pelo estreante Samuel Bodin, o filme desafia as convenções do gênero ao jogar com as expectativas do público e questionar a confiabilidade dos adultos na trama. Inicialmente, atribui-se às vozes um caráter sobrenatural ou imaginativo, mas à medida que a história avança, surgem suspeitas sobre os verdadeiros antagonistas da trama, com reviravoltas feitas para manter o interesse do público no mistério. O PORTEIRO Baseada em uma peça que já levou mais de 100 mil espectadores ao teatro, a comédia gira em torno de Waldisney, um porteiro nordestino interpretado por Alexandre Lino (“Minha Fama de Mau”). A trama acontece em um condomínio repleto de vizinhos problemáticos no bairro Flamengo, no Rio de Janeiro, e foca nas peripécias de Waldisney e da zeladora Rosival, vivida por Cacau Protásio (“Vai que Cola”), para manter a ordem. Narrado de forma episódica, o filme apresenta diferentes interações dos moradores do prédio com o porteiro e ainda faz uma homenagem à Paulo Gustavo e “Minha Mãe É uma Peça”. A história se passa no mesmo edifício da franquia, um tempo após Dona Hermínia ter se aposentado do cargo de síndica. Com direção de Paulo Fontenelle (“Divã a 2”), também inclui no elenco Maurício Manfrini, Aline Campos, Daniela Fontan, o lutador José Aldo e a influenciadora Raissa Chaddad. TPM! MEU AMOR A comédia gira em torno de Monique, interpretada por Paloma Bernardi (“Os Parças”), uma enfermeira da ala pediátrica que enfrenta variações de humor associadas à tensão pré-menstrual. Escrito por Jaqueline Vargas (“Sessão de Terapia”) e dirigido por Eliana Fonseca (“Eliana em O Segredo dos Golfinhos”), o longa explora os efeitos da TPM na vida da protagonista, não apenas no âmbito hormonal, mas também em um ambiente de trabalho marcado pelo machismo estrutural. Até que entra em cena o apelo da fantasia, que dá origem a uma nova personalidade criada pela TPM, dividindo sua vida entre uma versão gentil e contida e outra mais assertiva e sexy – ao estilo de Jerry Lewis no clássico “O Professor Aloprado” (1963). O filme também destaca o contraste entre um círculo de apoio feminino e o universo masculino, frequentemente representado por personagens com comportamentos prejudiciais às mulheres. Mas a opção pelo besteirol não permite grandes aprofundamentos. Além de Paloma Bernardi, o elenco inclui Maria Bopp, Marisa Bezerra, Teca Pereira, entre outros. AS 8 MONTANHAS O drama europeu explora a relação duradoura entre dois amigos, Pietro e Bruno, nascida na majestosa paisagem dos Alpes Italianos. Conhecidos desde a infância, quando os pais de Pietro alugaram uma casa na região de Aosta onde Bruno era o único outro jovem, os personagens descobrem com o tempo o quanto as montanhas também são um personagem crucial em suas vidas. Bruno (Alessandro Borghi) permanece na região, enquanto Pietro (Luca Marinelli) torna-se um nômade que viaja pelo mundo, mas encontra um lar espiritual nas colinas do Himalaia. Este amor pelas altitudes se fortalece após a morte do pai de Pietro, que leva os dois amigos a se reconectarem para realizar um sonho dele: a construção de uma cabana em um terreno montanhoso. Após anos de afastamento, os dois homens se reencontram com visões de vida bastante distintas, mas a construção desse abrigo na montanha se torna uma experiência catártica, ajudando Pietro e Bruno a cicatrizarem feridas emocionais e a revitalizarem sua amizade. O filme tem direção do cineasta Felix van Groeningen, que ficou conhecido por “Alabama Monroe”, indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2014. No novo filme, ele divide a direção com sua esposa, Charlotte Vandermeersch, que estreia na função após ajudar a escrever “Alabama Monroe”. A parceria conquistou o Prêmio do Júri do Festival de Cannes do ano passado e o David di Donatello (o Oscar italiano) de Melhor Filme Italiano de 2022. Mas o principal destaque nas premiações foi o belíssimo trabalho de direção de fotografia de Ruben Impens (que também fez “Alabama Monroe” e “Titane”), premiado no David di Donatello pela forma eloquente com que capturou a majestosidade das paisagens alpinas. GOLDA – A MULHER DE UMA NAÇÃO A cinebiografia coloca sob os holofotes um período crítico da vida da ex-Primeira-Ministra de Israel, Golda Meir, interpretada por Helen Mirren (“A Rainha”), durante a Guerra do Yom Kippur em 1973. Naquela data sagrada do calendário judaico, Egito e Síria lançaram um ataque surpresa contra Israel, colocando o país e seu governo em estado de alerta. A abordagem do diretor israelense Guy Nattiv (vencedor do Oscar com o curta-metragem “Skin” em 2019) é particular em sua escolha de focar na sala de guerra e nas decisões de Meir e seu gabinete, ao invés de mostrar as cenas de batalha em si – uma decisão que dividiu opiniões. O filme limita a visão do espectador aos relatos e sons de batalha que chegam aos ouvidos de Meir e seus ministros. Esta escolha narrativa visa dar mais peso aos conflitos internos do gabinete israelense e às decisões tomadas pela Primeira-Ministra durante esse período tumultuado, em particular seus apelos a Henry Kissinger, Secretário de Estado dos EUA, interpretado por Liev Schreiber (“Ray Donovan”). Nesses momentos cruciais, detalhes como tratamentos de linfoma de Meir são trazidos à narrativa, não como exposição de fraquezas, mas como camadas adicionais à personagem, que ainda precisa continuar com suas responsabilidades, mesmo sob tratamento médico. A transformação física de Helen Mirren é o aspecto mais notável da produção, envolvendo maquiagem e caracterização detalhadas, que mudam completamente a fisionomia da atriz britânica para deixá-la parecida com a personagem retratada. FLUXO Dirigido e escrito por André Pellenz (“Detetives do Prédio Azul: O Filme”), o longa foi rodado à distância, com o diretor longe do set, em sua casa, durante a quarentena da covid-19 e apresenta seu drama em preto e branco, inspirado no cinema existencial de Antonioni. O enredo gira em torno de um casal em crise interpretado por Gabriel Godoy (“Rota 66: A Polícia que Mata”) e Bruna Guerin (“Meu Álbum de Amores”). Eles se veem confinados durante um lockdown no momento em que seu relacionamento é posto à prova. Embora queiram se separar, a situação não permite. A trama ainda apresenta um contexto político, com o surgimento de um governo de ultradireita planejando um golpe de estado, aumentando as tensões da história. A obra foi influenciada pelo cancelamento do lançamento de um filme anterior de Pellenz, “Os Espetaculares”, e manteve a produção cinematográfica ativa em um período especialmente desafiador para o setor. Seu elenco adicional conta com nomes como Cássio Gabus Mendes, Silvero Pereira, Guida Vianna, Ronaldo Reis, Alana Ferri e Monika Saviano. Toda a equipe trabalhou remotamente, por conversas de vídeo, e os atores precisaram abraçar múltiplos papéis, inclusive como operadores de câmera. PRESOS NA FLORESTA – FUJA SE FOR CAPAZ O thriller de sobrevivência colombiano acompanha um casal em vias de separação, Josh (Allan Hawco, da série “Frontier”) e Sofia (Carolina Gaitán, da série “MalaYerba”). Ao viajar para uma conferência médica em Bogotá, os dois acabam decidindo fazer uma caminhada não recomendada pelos guias turísticos e acabam em uma situação crítica em Las Arenas, uma área perigosa da selva colombiana. Eles ficam presos em areia movediça, forçados a enfrentar não apenas os elementos da natureza, como um clima adverso e a fauna perigosa, mas também os problemas do seu relacionamento fracassado. O enredo é carregado de simbolismo, usando o obstáculo físico da areia movediça como uma metáfora para os desafios emocionais e conjugais pelos quais os personagens estão passando. Uma vez que ficam fisicamente presos, o roteiro entra em um ritmo mais lento, focando-se em escassos encontros com animais peçonhentos e condições climáticas difíceis, enquanto permite que o casal revele mais sobre o passado e as circunstâncias que levaram ao desgaste do relacionamento. A direção é do colombiano Andres Beltran (“MalaYerba”). ITHAKA – A LUTA DE ASSANGE O documentário concentra-se na luta de Stella Moris Assange, esposa do fundador do WikiLeaks Julian Assange, e John Shipton, pai de Assange, para libertá-lo da prisão de segurança máxima Belmarsh, na Grã-Bretanha, e impedir sua extradição para os Estados Unidos. A obra destaca principalmente a questão de se Assange está sendo processado por roubo de segredos de Estado ou por publicá-los, e levanta preocupações sobre a liberdade de imprensa e a perseguição a jornalistas investigativos. A produção traça um histórico detalhado das acusações e ações legais enfrentadas por Assange desde 2010, quando o WikiLeaks divulgou quase 750 mil arquivos militares e diplomáticos, vazados pela analista...
“Quem é Erin Carter?” é série mais vista da semana na Netflix
A minissérie de suspense “Quem é Erin Carter?” tornou-se a série mais vista da Netflix, destronando a polêmica produção documental “Depp V. Heard”. A produção estreante, que segue uma professora britânica de passado misterioso na Espanha, acumulou 13,2 milhões de visualizações entre 21 e 27 de agosto. Em 2º lugar, “Depp V. Heard” registrou 8,3 milhões de visualizações na semana. Foi seguida por outra minissérie, o drama “Império da Dor”, que denuncia a indústria farmacêutica responsável pela crise de opioides nos EUA, na 3ª posição com 5,6 milhões de visualizações. Séries internacionais A seleção internacional registrou mais um sucesso sul-coreano em 1º lugar: “Mask Girl”, com 7,4 milhões de visualizações. O Top 3 se completa com a 3ª temporada da escandinava “Ragnarok” com 6,5 milhões e a produção americana falada em espanhol “O Eleito”, adaptação dos quadrinhos de Mark Millar, com 4 milhões. Desempenho dos filmes A lista de filmes mais vistos também registrou mudanças. A animação “O Rei Macaco” alcançou o 1º lugar com 14,4 milhões de visualizações, tornando-se o programa mais transmitido da Netflix na semana. Líder até a semana passada, o thriller de ação “Agente Stone”, estrelado por Gal Gadot, ficou em 2º lugar com 13,6 milhões em sua terceira semana de exibição. Fechando o pódio, a nova e elogiada comédia de Adam Sandler, “Você Não Tá Convidada pro Meu Bat Mitzvá!”, estreou em 3º com 12,3 milhões de visualizações. Mas com um detalhe: foi lançada na sexta (25/8) e só contabilizou três dias no ranking.
“Gran Turismo” estreia em 1º lugar nos EUA. Mas vai ter VAR
“Gran Turismo”, a adaptação de game que virou drama, estreou em 1º lugar nas bilheterias dos EUA e Canadá no fim de semana, mas com uma arrecadação bastante baixa na comparação com o período recente de blockbusters. Foram US$ 17,3 milhões estimados em vendas de ingressos, uma abertura moderada em meio à greve que impede os atores de divulgar a produção, que se somou à promoção do Dia Nacional do Cinema, com tickets vendidos a preços baixos neste domingo (27/8). No mercado internacional, a bilheteria foi o dobro, chegando em US$ 36,5 milhões. Ao todo, a soma do lançamento rendeu US$ 53,8 milhões mundiais e a Sony aposta que o filme terá vida longa nas telas após receber nota A no CinemaScore, a pesquisa feita na saída dos cinemas diretamente com os espectadores. “Barbie” segue perto O detalhe é que a vitória de “Grand Turismo” foi por um triz, porque “Barbie” não ficou muito atrás. O sucesso da Warner Bros. arrecadou estimados US$ 17,1 milhões e a diferença de apenas US$ 200 mil, que separa os dois filmes, podem fazê-los mudar de posição com a contagem oficial dos ingressos na segunda-feira. Ou seja, vai ter VAR para definir quem realmente ficou no topo. No exterior, “Barbie” obteve mais US$ 18,2 milhões em 75 mercados, levando seu total global para a marca impressionante de US$ 1,34 bilhão. Trata-se de um recorde histórico para a Warner Bros. A boa e a má notícia de “Besouro Azul” “Besouro Azul” ficou em 3º lugar na América do Norte com estimados US$ 12,8 milhões. O valor representa uma queda de apenas 49% em relação ao desempenho da estreia. Vale lembrar que “The Flash” experimentou uma perda brutal de 72% na bilheteria de sua segunda semana de exibição. Com seus rendimentos, o novo filme de super-herói da DC chegou a US$ 46,3 milhões domésticos e US$ 81,8 milhões mundiais. E o valor ainda está muito longe de conseguir pagar seu investimento de US$ 100 milhões de produção, fora P&A (divulgação e propaganda). Novos marcos de “Oppenheimer” Já “Oppenheimer” é só lucro. A produção da Universal, que continua entre as mais vistas, registrou o 4º lugar com US$ 9 milhões e atingiu US$ 300 milhões redondos de arrecadação doméstica. Em mais um marco, “Oppenheimer” ultrapassou “A Origem” para se tornar o terceiro filme do diretor Christopher Nolan com maior bilheteria norte-americana, atrás apenas de “Batman – O Cavaleiro das Trevas” e “Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge”. Virou também o quinto filme de maior bilheteria nos Estados Unidos em 2023, superando “A Pequena Sereia”. Passo de tartarugas “Tartarugas Ninja: Caos Mutante” fechou o Top 5 com US$ 6,1 milhões, elevando o faturamento interno da aventura animada para US$ 98,1 milhões e US$ 135 milhões mundiais. A produção da Paramount vai finalmente estrear no Brasil na quinta-feira (31/8). Trailers Confira abaixo os trailers dos 5 filmes mais vistos nos EUA e Canadá no fim de semana. 1 | GRAN TURISMO 2 | BARBIE 3 | BESOURO AZUL 4 | OPPENHEIMER 5 | TARTARUGAS NINJA: CAOS MUTANTE
Arleen Sorkin, dubladora original e inspiração da Arlequina, morre aos 67 anos
Arleen Sorkin, atriz que inspirou a criação e dublou a personagem Arlequina da DC Comics, morreu na quinta-feira (24/8) aos 67 anos, de causa não revelava. Segundo o portal TMZ, Sorkin enfrentava uma série de problemas de saúde que a afastaram do trabalho nos últimos anos. A atriz iniciou sua carreira no mundo do entretenimento em 1982 com uma breve aparição no humorístico “Saturday Night Live”, e logo em seguida entrou na novela infinita “Days of Our Lives”, interpretando a personagem Calliope Jones em mais de 400 episódios, entre 1984 e 2010. Ela participou ainda de comédias famosas como “Trocando as Bolas” (1983), “Doidos, Malucos e Perigosos” (1986) e “Minha Filha Quer Casar” (1991), além de ter integrado os elencos das séries “Duet” (1987-1989) e “Open House” (1989-1990). A verdadeira origem da Arlequina Em 1991, quando estava trabalhando em “Batman: A Série Animada”, o roteirista e produtor Paul Dini ficou doente e precisou ficar em casa, quando viu Arleen na TV, num episódio de “Days of Our Lives” em que ela interpretava uma arlequina numa sequência de sonho. Ele lembrou que a atriz tinha sido sua colega de faculdade e inspirou-se nela para criar uma capanga para o Coringa. Ele a convidou para dublar a personagem, que foi batizada com um nome muito parecido com o da própria Arleen: Harley Quinn, a Arlequina. A ideia original de Dini era que a personagem aparecesse num único episódio. Intitulado “Joker’s Favor”, o capítulo foi ao ar em 1992. E fez tanto sucesso que Dini resolveu incluí-la em mais um capítulo. E em outro. Até que a personagem se tornou uma das mais populares da animação e acabou fazendo o crossover para os quadrinhos, passando a ser parte oficial o universo da DC Comics. Arleen dublou Arlequina por uma década. Além dos desenhos de Batman, ela também participou dos primeiros longas animados do herói, como “Batman e Superman: Os Melhores do Mundo” (1997) e “Batman do Futuro: O Retorno do Coringa” (2000), além de dezenas de episódios de outras animações da DC, incluindo “Superman: A Série Animada”, “As Novas Aventuras do Batman”, “Gotham Girls”, “Super Choque” e “Liga da Justiça”, e uma pilha de videogames. Seus últimos trabalhos foram como dubladora de Arlequina nos games “Batham: Arkham Asylum” (2009) e em dois volumes de “DC Universe Online” (de 2011 e 2012). Homenagens dos colegas Inicialmente contratada como voz de Batgirl, Tara Strong acabou substituindo Arleen como Arlequina nos projetos que se seguiram, acumulando as duas personagens após a dubladora original ter problemas de saúde. Ela usou as redes sociais neste domingo (27/8) para expressar sua tristeza. “Sem essa deusa linda e talentosa, Arlequina nunca teria existido. Ela foi a inspiração, o coração e a alma deste personagem icônico”, afirmou. “Eu ficava impressionada como Batgirl, assistindo-a ao lado de Mark Hamill e Kevin [Conroy, o falecido dublador de Batman]”. O ator Mark Hamill, que além de ser conhecido como Luke Skywalker nos filmes de “Star Wars” também marcou época como a voz do Coringa, ressaltou que Arleen “não era apenas um talento maravilhoso, mas uma pessoa verdadeiramente maravilhosa”. E James Gunn, que dirigiu Margot Robbie como Arlequina no filme “O Esquadrão Suicida”, reforçou que a atriz “ajudou a criar o personagem que tantos de nós amamos”.
Streaming: Comédia de Adam Sandler é melhor novidade entre os filmes da semana
A programação de filmes para ver em casa destaca uma comédia completamente diferente de Adam Sandler, em que ele vive o coadjuvante de sua filha numa trama teen. O mais engraçado dessa história é que a crítica internacional considerou o resultado melhor que as comédias habituais do humorista. Bastante variada, a lista de estreias digitais também traz o filme – inédito nos cinemas brasileiros – que rendeu indicação ao Oscar para a atriz Andrea Risenborough e o maior blockbuster de terror do ano, além de uma divertida animação da DreamWorks que merece mais atenção, após passar praticamente batida no circuito cinematográfico. E, claro, “The Flash” chegou na HBO Max. Confira mais detalhes e dicas no Top 10 abaixo. VOCÊ NÃO TÁ CONVIDADA PRO MEU BAT MITZVÁ! | NETFLIX O novo filme de Adam Sandler surpreende por ser uma comédia teen com ponto de vista feminino, algo completamente diferente de todos os lançamentos de sua carreira. Assumindo papel coadjuvante, ele interpreta o pai da verdadeira protagonista da história, uma adolescente judia de 15 anos que, em plena expectativa para seu bar mitzvah, flagra sua melhor amiga beijando seu crush. A crise se instala, levando ao fim da amizade e deixando a festa por um fio. O detalhe é que a intérprete principal é a filha de verdade do comediante, Sunny Sandler, e o elenco ainda inclui outra filha mais velha, Sadie, como irmã da protagonista do filme, sem esquecer de sua esposa real, Jackie Sandler, como mãe da melhor amiga traíra. Na trama, porém, Adam Sandler é casado com Idina Menzel (“Desencantada”). O elenco feminino ainda destaca Samantha Lorraine (“The Walking Dead: Um Novo Universo”) como a ladra de crush. As duas filhas de Sandler já aparecem nos filmes do comediante há vários anos, mas sempre em papéis pequenos. “Você Não Tá Convidada pro Meu Bat Mitzvá!” marca suas primeiras atuações de destaque, especialmente da caçula. Roteirizado por Alison Peck (“Dançarina Imperfeita”), o filme é uma adaptação de um romance de 2005 de Fiona Rosenbloom e chama atenção pela boa combinação de humor juvenil e representação sincera das ansiedades adolescentes, com uma atuação cativante de Sunny Sandler no papel principal. A direção é de Sammi Cohen, que já tinha sido elogiada ao abordar o universo teen na comédia queer adolescente “Crush” (79% de aprovação no Rotten Tomatoes). Sem os vícios das produções anteriores de Sandler, a equipe criativa materializa uma das melhores comédias da carreira do astro. A SORTE GRANDE | VOD* O filme que rendeu uma inesperada indicação no Oscar deste ano para Andrea Riseborough (“Matilda: O Musical”) traz a atriz britânica como uma mulher alcoólatra em queda livre, que uma vez foi celebrada por ganhar na loteria em sua pequena cidade no Texas, mas acabou perdendo tudo para o vício. A trama segue Leslie enquanto ela lida com o desmoronamento de sua vida, enfrentando personagens variados que vão desde amigos exasperados a vizinhos zombeteiros. A primeira metade do filme enfatiza sua degradação e sofrimento, culminando em uma última parte poderosa que narra sua jornada de reconstrução com a ajuda de um gerente de motel (Marc Maron). A produção inclui também Owen Teague (“It – A Coisa”) como o filho adulto de Leslie, Allison Janney (“Mom”) e Stephen Root (“Barry”), e marca a estreia em longas do diretor Michael Morris, um veterano de séries de televisão. A produção independente enfrentou campanhas milionárias de grandes estúdios para emplacar a indicação de Riseborough no Oscar, que apesar de controvertida para alguns, entregou um desempenho consagrador. E foi justamente sua entrega que cativou eleitoras famosas da Academia, como Gwyneth Paltrow, Amy Adams, Jane Fonda, Cate Blanchett e Kate Winslet, a bancarem sua candidatura, numa campanha feita principalmente à base do boca-a-boca. Vale a pena conferir o talento da atriz para comprovar como ela não só merecia a indicação como poderia muito bem vencer o Oscar, que ficou Michelle Yeoh (por “Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo”). RUBY MARINHO – MONSTRO ADOLESCENTE | VOD* A nova animação da DreamWorks concebida pelo cineasta Kirk DeMicco (criador de “Os Croods”) segue uma adolescente de 15 anos que descobre que é uma princesa. Mas tem um detalhe: sua família reina no fundo do mar. Ao entrar em contato com a água salgada, ela descobre que faz parte de uma família de Krakens – gigantescos monstros marinhos com tentáculos. Além de lidar com os típicos dilemas adolescentes, Ruby deve agora cumprir seus deveres reais e ajudar na luta contra as terríveis sereias – os verdadeiros monstros da história. Ainda que a narrativa pareça convencional – uma mistura de “Luca” com “Red: Crescer É uma Fera” – , o filme cativa com bom humor e visuais vibrantes. A crítica americana aprovou, com 71% de críticas positivas no Rotten Tomatoes. Mas boa parte do público perdeu sua exibição no cinema, devido a uma estratégia kamikaze de lançamento junto com “Indiana Jones e a Relíquia do Destino”. SOBRENATURAL: A PORTA VERMELHA | VOD* Maior bilheteria do terror do ano, o quinto filme da franquia marca a estreia do ator Patrick Wilson (“Invocação do Mal”) como diretor. Com sua presença também no elenco, a trama traz o foco de volta à família original, os Lamberts, com Josh (Wilson), Renai (Rose Byrne, de “Vizinhos”) e seu filho já crescido Dalton (Ty Simpkins, visto recentemente em “A Baleia”) enfrentando problemas novos e mais assustadores, 13 anos após os acontecimentos do longa original. Vale lembrar que, enquanto os dois primeiros filmes traziam os Lamberts como personagens principais, o terceiro e quarto foram centrados na parapsicóloga Elise Rainier (Lin Shaye). Na trama, Josh está entrando na faculdade, quando começa a lembrar vagamente de ter sido assombrado na infância. Conforme as visões ficam mais nítidas, o terror também se torna mais próximo e faz com que a família decida acabar com todos os segredos para enfrentar tudo o que os assombra. O roteiro é assinado por Scott Teems (“Halloween Kills”), que se baseou numa história desenvolvida por um dos criadores da franquia, o roteirista Leigh Whannell. Whannell também produz o filme, junto com James Wan (diretor do original), Oren Peli (produtor da franquia) e Jason Blum (dono do estúdio Blumhouse). O MAU EXEMPLO DE CAMERON POST | MUBI Drama vencedor do Festival de Sundance 2018, o filme traz Chloë Grace Moretz (“Carry, a Estranha”) como uma adolescente lésbica que é pega beijando a rainha do baile de formatura por sua tia ultraconservadora, e é enviada, contra sua vontade, para uma espécie de centro de recuperação para jovens gays. O livro de Emily M. Danforth, em que a trama se baseia, é ainda mais chocante porque a garota tem apenas 14 anos – enquanto Moretz estava com 21 nas filmagens. A história segue com as amizades que ela faz no “campo de concentração light” disfarçado de centro de reeducação, e sua atitude de desafio contra a repressão daquele lugar. Dirigido por Desiree Akhavan (“Appropriate Behavior”), o longa também inclui em seu elenco Sasha Lane (“Docinho da América”), Forrest Goodluck (“O Regresso”), Owen Campbell (“Como Você É”), Melanie Ehrlich (série “The OA”) e os adultos Jennifer Ehle (“Cinquenta Tons de Liberdade”) e John Gallagher Jr. (“Rua Cloverfield, 10”) como um ex-gay que virou pastor e dirige o lugar. “O Mau Exemplo de Cameron Post” é anterior a “Boy Erased”. Mas não é o primeiro filme-denúncia da “cura gay”. “But I’m A Cheerleader” (1999) foi pioneira em desacreditar os centros de conversão cristãos dos Estados Unidos, mas era uma comédia. O CLUBE DOS LEITORES ASSASSINOS | NETFLIX O slasher espanhol é uma adaptação do romance homônimo de Carlos Garcia Miranda sobre oito universitários que se reúnem semanalmente em um clube de leitura para compartilhar sua paixão por literatura de terror. Numa noite, resolvem se vingar de um professor que desdenha do gênero, fantasiando-se de palhaços assassinos para assustá-lo. Contudo, a brincadeira de mau gosto culmina em um acidente mortal. Mesmo prometendo nunca mais falar isso, eles começam a receber ameaças anônimas e, conforme a desconfiança cresce, passam a ser perseguidos por um palhaço realmente assassino, desencadeando uma luta pela sobrevivência no campus. Com referências de “Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado” e “Pânico”, o filme marca a volta do diretor Carlos Alonso Ojea ao terror, dez anos após sua estreia com “Los Inocentes” (2013), e destaca em seu elenco Veki Velilla (“Garcia!”), Iván Pellicer (“Sagrada Família”), Álvaro Mel (“Paraíso”), Priscilla Delgado (“Uma Equipe Muito Especial”), María Cerezuela (“Intimidade”), Ane Rot (“Elite”), Carlos Alcaide (“O Internato: Las Cumbres”) e Hamza Zaidi (“Comando Squad: Reset”). AMIZADE DE FÉRIAS 2 | STAR+ A continuação da comédia de 2021 mostra nova viagem de férias de John Cena (“Velozes e Furiosos 10”), Lil Rel Howery (“Corra!”) e suas caras-metades. Desta vez, Marcus, o personagem refinado de Howery, consegue uma viagem com todas as despesas pagas para um resort caribenho e leva junta o amigo sem noção e sua esposa. Só que se trata de uma viagem de negócios, onde Marcus pretende encontrar com os proprietários do resort para licitar um contrato de construção de um hotel de sua propriedade em Chicago. Os planos começam a dar errado quando o sogro criminoso de Cena é libertado da prisão e aparece no resort sem avisar no pior momento possível, transformando a viagem de férias em total caos. Novamente dirigido por Clay Tarver (produtor-roteirista de “Silicon Valley”), filme ainda destaca Meredith Hagner (“Search Party”) e Yvonne Orji (“Insecure”) como as esposas e Steve Buscemi (“Miracle Workers”) como o sogro traficante. A SINDICALISTA | VOD* Isabelle Huppert (“Elle”) vive a personagem-título do filme, baseado na história real de Maureen Kearney, uma sindicalista que denunciou acordos secretos e abalou a indústria nuclear francesa. Quando ela é violentamente agredida em casa por conta sua atuação sindical, a investigação a transforma em suspeita de fabricar o próprio ataque, culminando em seu indiciamento e julgamento. A obra se alterna entre thriller de denúncia e drama judicial, expondo a misoginia da polícia e do poder judiciário, enquanto a performance de Huppert fornece profundidade psicológica à dramatização. A direção é de Jean-Paul Salomé, em sua segunda parceria seguida com Huppert, após filmá-la na comédia “A Dona do Barato” (2020). | CAMPEÕES | VOD* Quem lembra do clássico “Nós Somos os Campeões” (1992) sabe o que acontece nessa história. Woody Harrelson (“Triângulo da Tristeza”) vive um ex-treinador de basquete condenado a treinar uma equipe Paraolímpica como parte de um serviço comunitário. Ao longo do filme, Marcus aprende a valorizar seu time, composto por indivíduos intelectualmente deficientes, e se torna menos egoísta, enquanto também aproveita para desenvolver um relacionamento com Kaitlin Olson (“It’s Always Sunny in Philadelphia”), intérprete da irmã de um dos jogadores. A comédia é o primeiro filme solo de Bobby Farrelly (“Debi e Lóide”) sem a parceria com seu irmão Peter Farrelly (que ficou sério e venceu o Oscar por “Green Book”). THE FLASH | HBO MAX Um mês depois de chegar nas locadoras digitais, o grande fracasso recente da DC chega sem custos a mais para os assinantes da HBO Max. Nova incursão ao multiverso dos super-heróis, o filme custou em torno de US$ 300 milhões para a Warner Bros. Discovery, mas rendeu apenas US$ 268 milhões nas bilheterias mundiais. Além disso, foi considerado mediano pela crítica (64% de aprovação no Rotten Tomatoes), após ser propagandeada pelo estúdio e geeks entusiasmados como a melhor adaptação da DC Comics de todos os tempos. Não chegou nem perto do hype plantado, embora o roteiro de Christina Hodson (“Aves de Rapina”) adapte um dos arcos mais famosos dos quadrinhos da editora, o crossover “Ponto de Ignição” (Flashpoint). No filme, o velocista interpretado por Ezra Miller volta no tempo para impedir o assassinato de sua mãe e, ao fazer isso, acaba alterando a linha temporal do planeta inteiro. Entre os eventos inesperados, ele encontra uma versão mais jovem de si mesmo (também interpretada por Miller) e, ao mesmo tempo, se depara com um mundo...
Adam Sandler é um lagarto rabugento no teaser de nova animação
A Netflix divulgou o pôster e o primeiro teaser da animação “Leo”, sobre um lagarto rabugento dublado por Adam Sandler (“Mistério em Paris”), que está desesperado para escapar de sua vida monótona. A trama No filme, Leo é um lagarto de 74 anos que há décadas serve como mascote da sala de aula da 5ª série em uma escola na Flórida. Ele divide o terrário com seu companheiro tartaruga (voz de Bill Burr, de “Pai em Dose Dupla”), até que descobre que só tem mais um ano de vida e decide tentar fugir para conhecer o mundo, envolvendo-se em várias aventuras. A narrativa promete ser uma comédia musical de amadurecimento que acompanha a “lista de desejos mais estranha, mas recompensadora” de Leo. Um detalhe curioso é que a prévia apresenta uma referência ao catálogo cômico de Sandler, com Leo cantando a música “Back to School”, de “Billy Madison, um Herdeiro Bobalhão” (1995). Elenco e produção O elenco de dublagem inclui nomes como Cecily Strong (“Schmigadoon!”), Jason Alexander (“Seinfeld”), Rob Schneider (“Gente Grande”), Heidi Gardner (“Falando a Real”), Nick Swardson (“Como se Fosse a Primeira Vez”), Nicholas Turturro (“Nova York contra o Crime”), Jo Koy (“Domingo de Páscoa”), Stephanie Hsu (“A Maravilhosa Sra. Maisel”), além da esposa, Jackie, e filhas, Sadie e Sunny, de Adam Sandler (todas vistas na comédia “Você Não Tá Convidada pro Meu Bat Mitzvá!”). O roteiro foi escrito por Robert Smigel, que trabalhou com Sandler na franquia “Hotel Transilvânia” e em vários outros filmes. Ele também divide a direção de “Leo” com a dupla Robert Marianetti e David Wachtenheim, responsáveis pelas animações do programa humorístico “Saturday Night Live”. “Leo” marca o 15º projeto da Happy Madison, produtora de Sandler, distribuído pela Netflix, seguindo a recente comédia “Você Não Tá Convidada pro Meu Bat Mitzvá!”, que estreou com uma aprovação de 86% no Rotten Tomatoes. O filme está programado para estrear na Netflix em 21 de novembro.
“Frozen” vai ganhar aventura inédita em áudio
O estúdio Walt Disney está trazendo de volta o universo de “Frozen” de uma maneira inédita. A animação, que celebra seu 10º aniversário e tem um terceiro filme em produção, ganhará um audiodrama intitulado “Frozen: Forces of Nature”. Este novo projeto serve como uma ligação entre “Frozen 2” e “Frozen 3”, e será lançado em parceria com a Disney Publishing Worldwide, ABC Audio e Walt Disney Animation Studios. A série introduzirá personagens inéditos, como a Rainha Disa e o Lorde Wolfgang, ao lado das famosas irmãs Elsa e Anna. Trama misteriosa A narrativa acompanha a Rainha Anna, que tem muitas responsabilidades em seu reino e se vê em uma situação complexa. Com visitantes no reino, um amigo em necessidade e até mesmo o sobrinho do Duque de Weselton atuando às escondidas, Anna precisa agir rápido quando os Espíritos da Natureza começam a se agitar. A busca das irmãs por respostas as leva à Floresta Encantada, onde descobrem máquinas misteriosas de cobre que perturbam a ordem natural. A grande questão é: quem criou essas máquinas e como elas podem ser detidas? Liz Alesse, Vice-Presidente da ABC Audio, expressou empolgação pelo projeto em comunicado. “ABC Audio está empolgada em introduzir o poder da narrativa em áudio a uma nova geração através do Disney Frozen Podcast. Esta série imersiva criada em parceria com a Disney Publishing Worldwide e Walt Disney Animation Studios ativa a imaginação dos ouvintes e oferece aos pais uma experiência envolvente, sem tela, para compartilhar com seus filhos.” O audiodrama “Frozen: Forces of Nature” será composto por 12 episódios e tem lançamento previsto para o final deste ano. Até o momento, porém, não foi confirmado se Idina Menzel e Kristen Bell, vozes originais das protagonistas, retornarão aos seus papéis icônicos.
Lamentada pela crítica, série sobre Johnny Depp e Amber Herd é mais vista da Netflix
O público da Netflix adora ver produções que a crítica desaconselha. Uma semana após colocar o thriller “Agente Stone” como conteúdo mais visto da plataforma, outra produção questionada se destacou no levantamento de 14 a 20 de agosto. A série documental “Depp V Heard”, que narra o caso de difamação amplamente conhecido de Johnny Depp contra sua ex-esposa Amber Heard, estreou em 1º lugar no ranking de TV em inglês, com 16,2 milhões de visualizações. Lamentada pela crítica por não acrescentar nada de novo e se valer de memes e opiniões sensacionalistas, a produção teve apenas 29% de aprovação da crítica e 11% do público no Rotten Tomatoes – onde foi chamada de “medíocre” para baixo. O resto do pódio das séries Em 2º lugar, ficou a minissérie dramática “Império da Dor”, que denuncia a indústria farmacêutica responsável pela crise de opioides nos EUA, com 10,9 milhões de visualizações em sua segunda semana de exibição. Uma surpresa fecha o pódio: “Ballers”, série da HBO estrelada por Dwayne “The Rock” Johnson, teve 3,9 milhões de visualizações após ser integrada ao catálogo da Netflix. A produção é de 2015 e teve cinco temporadas antes de ser cancelada em 2019. Sua aparição na Netflix fez parte de uma iniciativa da Warner Bros. Discovery para tentar faturar com seu catálogo mais antigo. Aparentemente, a Max (ainda HBO Max no Brasil) não sabia como fazer o público se interessar pela terceira série mais vista da Netflix na semana, e a despachou para o serviço concorrente. “Agente Stone” segue na liderança dos filmes Na lista dos filmes mais vistos, “Agente Stone” segue conquistando cada vez mais público, apesar dos péssimos 28% de aprovação no Rotten Tomatoes. O thriller de ação estrelado por Gal Gadot (a Mulher-Maravilha) manteve o 1º lugar entre os filmes em inglês, com 35,2 milhões de visualizações. Em 2º lugar ficou o longa animado “O Rei Macaco”, com 8,1 milhões de visualizações, seguido pelo terror licenciado “O Exorcista do Papa”, com 6 milhões. “Resgate 2” entra no Top 10 de todos os tempos Enquanto isso, “Resgate 2”, estrelado por Chris Hemsworth, entrou na lista dos filmes mais vistos da Netflix de todos os tempos, em 10º lugar. Com essa presença, “Resgate” tornou-se a primeira franquia a ter dois filmes na lista simultaneamente. O primeiro filme atualmente ocupa o 9º lugar com 135,7 milhões de visualizações em seus primeiros 91 dias, enquanto a continuação soma 129,3 milhões de visualizações após 66 dias de seu lançamento.
“Besouro Azul” encerra reinado de “Barbie” nas bilheterias
A estreia de “Besouro Azul” conquistou o 1º lugar nas bilheterias dos EUA e Canadá, encerrando o reinado de “Barbie”, que dominou o circuito cinematográfico por quatro finais de semana consecutivos. O filme teve uma abertura estimada de US$ 25,4 milhões na América do Norte, num desempenho que foi comprometido pelo impacto da Tempestade Tropical Hilary em Los Angeles, seu principal mercado. No exterior, o lançamento somou mais US$ 18 milhões de 63 países para atingir uma estreia global de US$ 43,4 milhões – muito abaixo dos últimos filmes de super-heróis da DC, “Adão Negro” (US$ 140 milhões), “The Flash” (US$ 130 milhões) e “Shazam! Fúria dos Deuses” (US$ 66 milhões), que tiveram bilheterias deficitárias. Por outro lado, “Besouro Azul” foi originalmente concebido como filme de streaming para a HBO Max, custou menos para ser produzido – em torno de US$ 100 milhões – e tem objetivos mais modestos de faturamento. Super-herói enfrenta greve e tempestade Dirigido por Ángel Manuel Soto, “Besouro Azul” é o primeiro filme americano de super-herói com um protagonista latino. Estrelado por Xolo Maridueña no papel principal, o filme também marcou a estreia da brasileira Bruna Marquezine em Hollywood. Por conta disso, a Warner Bros. focou grande parte de sua publicidade no mercado latino e hispânico, e o filme obteve uma resposta positiva de 90% entre os espectadores do nicho. Entretanto, a promoção de “Besouro Azul” foi prejudicada pela greve dos atores em Hollywood, o que impediu o elenco de participar de sua divulgação. A falta de promoção em eventos como a San Diego Comic-Con também levantou questões sobre o apoio do estúdio ao filme. No entanto, o longa conseguiu classificações positivas do público – B+ no CinemaScore – e da crítica – 76% de aprovação no Rotten Tomatoes. Para completar, a tempestade Hilary, que trouxe fortes chuvas, fez muita gente ficar em casa, afetando potencialmente a arrecadação nas bilheterias. A Warner Bros. expressou preocupações claras sobre o impacto significativo nas bilheterias, já que “Besouro Azul” estava tendo uma demanda particularmente forte em Los Angeles, um dos lugares mais atingidos. A situação meteorológica certamente adicionou um desafio a mais para o herói latino superar neste fim de semana. Outros destaques das bilheterias Em 2º lugar, “Barbie”, dirigido por Greta Gerwig, caiu uma posição, mas continua arrecadando fortunas. Foram US$ 21,5 milhões entre sexta e domingo (20/8) na América do Norte, elevando sua arrecadação doméstica para impressionantes US$ 567,3 milhões e US$ 1,2 bilhão mundial. “Oppenheimer”, de Christopher Nolan, também continua no pódio. O filme arrecadou US$ 10,6 milhões em 3º lugar, elevando seu total doméstico para US$ 285,2 milhões. Internacionalmente, “Oppenheimer” acumulou uma impressionante quantia de US$ 432,6 milhões, alcançando um total global de US$ 717,8 milhões. Ao ultrapassar a marca de US$ 700 milhões, tornou-se o quarto maior filme do diretor e se consolidou como um dos grandes sucessos do ano. “Tartarugas Ninja: Caos Mutante” ficou com o 4º lugar em seu terceiro fim de semana em cartaz. O filme arrecadou US$ 8,4 milhões, elevando seu total doméstico para US$ 88,1 milhões. A comédia animada, que teve um custo de produção de US$ 70 milhões, também acumulou US$ 30 milhões internacionalmente. A soma total está em US$ 118,4 milhões mundiais, mas a produção ainda não estreou em muitos países. O lançamento no Brasil vai acontecer em 31 de agosto. Um filme ruim pra cachorro A segunda estreia da semana, a comédia canina “Ruim pra Cachorro”, completou o Top 5 com uma abertura de US$ 8,3 milhões. O filme também sofreu sofreu com o clima e a falta de promoção devido à greve, mas teve um desafio extra criado por seu próprio marketing, ao ser confundido com um filme para crianças. Os cartazes e trailers da comédia adotaram uma estética semelhante a filmes anteriores da Universal sobre cães, como “Quatro Vidas de um Cachorro” e “Juntos Para Sempre”, que eram claramente direcionados ao público infantil. No entanto, “Ruim para Cachorro” é uma comédia classificada como R-rated nos EUA, destinada a um público adulto, com um humor mais ácido e linguagem explícita. O resultado foi uma desconexão entre a expectativa do público e o conteúdo real do filme. Algumas famílias podem ter sido atraídas pelo marketing, apenas para descobrir que a obra não era adequada para crianças. Essa confusão de identidade provavelmente prejudicou a capacidade do filme de atrair o público-alvo correto, limitando seu potencial nas bilheterias. A crítica ainda achou a comédia medíocre. Os cachorros dublados por comediantes como Will Ferrell e Jaime Foxx receberam somente 55% de aprovação no Rotten Tomatoes. A estreia no Brasil está marcada apenas para 28 de setembro. Trailers Confira abaixo os trailers dos 5 filmes mais vistos nos EUA e Canadá no fim de semana. 1 | BESOURO AZUL 2 | BARBIE 3 | OPPENHEIMER 4 | TARTARUGAS NINJA: CAOS MUTANTE 5 | RUIM PRA CACHORRO
Supla é um capacho em novo clipe animado
O cantor Supla soltou nesta sexta (18/8) um novo clipe de seu álbum “Punks de Boutique”. O vídeo traz uma animação do cartunista Leandro Franco, que também é roqueiro – do Asteroides Trio – , para a música “Eu Sou um Capacho”. A animação não é para crianças, embora Supla tenha brincado num teaser chamando os kids para ver o resultado. Assim como o clipe anterior “Transa Amarrada”, o trabalho embute uma temática BDSM, com cenas de fetiche, que refletem o teor da letra. Um detalhe curioso é que a voz feminina ouvida no final, dizendo “Esse é o meu capacho”, é da própria namorada do cantor, Nathalia Mastrobiso. Carreira em alta O álbum “Punks de Boutique”, 18º da longa carreira do cantor, tem feito mais sucesso que os anteriores nas plataformas de música. Ele traz 12 canções, incluindo um cover punk rock de “As It Was”, hit de Harry Styles. Sete faixas já ganharam clipes, com destaque para “Eu Não Sou Poeta”, cujo vídeo lançado em abril já alcançou mais de 1,3 milhões de visualizações no YouTube.
Confira os 10 principais lançamentos de streaming na semana
Com menos lançamentos devido à mudança estratégica dos streamings, que cortam gastos para equilibrar receita, a seleção de novidades para ver em casa passa a ser um mix de filmes e séries a partir desta semana. A opção é reforçada por uma curadoria mais minuciosa para equilibrar opções populares e dicas especializadas, ao mesmo tempo em que dispensa conteúdos sem inovação – como o documentário “Johnny Depp x Amber Heard” da Netflix nesta semana. Para inaugurar o modelo, a primeira lista dessa configuração reúne apenas dois filmes, dando maior destaque para as séries inéditas, incluindo uma minissérie biográfica sobre Chitãozinho e Xororó. Confira abaixo os eleitos do novo Top 10. AS AVENTURAS DE JOSÉ E DURVAL | GLOBOPLAY A minissérie conta a vida de Chitãozinho e Xororó desde a infância até o sucesso. José e Durval são os nomes reais dos dois cantores, que começaram a cantar ainda crianças. Ao estilo de “2 Filhos de Francisco”, a trama mostra as dificuldades da família e o começo da carreira dos dois irmãos no interior do Paraná, incluindo a adoção do nome artístico e seu estouro nacional com a música “Evidências”. Mas até chegar aos sucessos do rádio, a narrativa vai além do universo da música sertaneja para retratar o impacto da pobreza nas famílias do Brasil. O elenco destaca Marco Ricca (“Chatô: O Rei do Brasil”) e Andréia Horta (“Elis”) como pais dos cantores, e os irmãos da vida real Rodrigo e Felipe Simas (ambos de “Salve-se Quem Puder”) nos papéis principais. Além deles, os estreantes Pedro Tirolli e Pedro Lucas dão vida aos protagonistas na infância. Coprodução com a O2 Filmes, “As Aventuras de José e Durval” tem direção de Hugo Prata, que já levou às telas uma cinebiografia musical, “Elis” (2016), e abordou o universo da bossa nova na série “Coisa Mais Linda” (2019–2020). QUE HORAS EU TE PEGO? | VOD* A divertida comédia sexual traz Jennifer Lawrence (“Não Olhe para Cima”) tentando seduzir um adolescente da geração Z. Ela interpreta uma motorista de Uber sem carro que, em crise financeira, responde a um anúncio de pais na internet em busca de alguém capaz de “namorar” seu filho esquisito de 19 anos, antes que ele entre na faculdade. Achando que seria dinheiro fácil, ela acaba tendo mais trabalho que poderia imaginar. Claramente inspirado por clássicos de VHS da década da 1980, o filme tem roteiro e direção de Gene Stupnitsky, conhecido por fazer comédias politicamente incorretas como “Professora sem Classe” (2011) e “Bons Meninos” (2019). Fãs de comédias juvenis dos anos 1980 também vão reconhecer o pai do adolescente: ninguém menos que Ferris Bueller, ou melhor, o ator Matthew Broderick. O REI MACACO | NETFLIX O novo filme animado da Netflix é baseado na obra chinesa clássica “Jornada ao Oeste”, escrita por Wu Cheng’en no século 16, sobre um macaco egocêntrico que precisa deixar o orgulho de lado para salvar o mundo. A trama acompanha o primata rebelde com seu bastão mágico em uma jornada épica para derrotar mais de 100 demônios e um excêntrico Rei Dragão, enquanto enfrenta seu próprio ego. Ao longo do caminho, uma jovem garota desafia sua atitude individualista e o faz enxergar a luta de outra forma. Publicada há mais de 500 anos, a história original é um dos grandes romances da literatura chinesa e já influenciou outras produções nas telonas, incluindo a trama dos mangás de “Dragon Ball”, criada por Akira Toriyama em 1984. Recentemente, a obra original foi adaptada para os cinemas na franquia iniciada em “A Lenda do Rei Macaco” (2014). A nova versão da fábula é dirigida por Anthony Stacchi (“O Bicho Vai Pegar 4”) e escrita por Steve Bencich e Ron J. Friedman, roteiristas de “Irmão Urso” (2003). O ELEITO | NETFLIX A adaptação de “American Jesus”, quadrinhos de Mark Millar (“Kick-Ass” e “Kingsman”), chega quase sem promoção ao streaming, após um acidente causar a morte de dois atores da produção. Não bastassem os problemas de bastidores, seu tema também é bastante contravertido. A série é sobre um menino de 12 anos que acredita ser a reencarnação de Jesus Cristo. Assim como o originador do cristianismo, o eleito do título tem poderes sobrenaturais e um destino traçado desde o nascimento. Isso também coloca sua vida em risco, o que faz com que sua mãe fuja com ele para o México. Enquanto os líderes religiosos do local para onde se muda tentam convencê-lo a usar seus poderes para salvar a humanidade, tudo o que o adolescente quer é impressionar a garota que conquistou seu coração e encarar os valentões que o perturbam. Contudo, lentamente, começa a aceitar seu destino… até que descobre a verdade sobre sua identidade. A produção é comandada pelos irmãos Leopold e Everardo Gout (“Uma Noite de Crime: A Fronteira”) e destaca em seu elenco Dianna Agron (a Quinn de “Glee”) e Tenoch Huerta (o Namor de “Pantera Negra: Wakanda para Sempre”). CANGAÇO NOVO | AMAZON PRIME VIDEO A série brasileira traz muitas cenas de ação, com assaltos a banco, tiroteios e perseguição da polícia – há, inclusive, encenação do cerco de uma cidade ao estilo das recentes ações criminosas que batizam a série. Com produção e direção da dupla Fábio Mendonça (“Vale dos Esquecidos”) e Aly Muritiba (“Deserto Particular”), os episódios acompanham Ubaldo, um bancário infeliz de São Paulo sem lembranças da infância, que descobre ser filho de um perigoso criminoso. Com a morte do pai, ele ganha uma herança e duas irmãs no sertão: Dilvânia, líder de bandidos que idolatram seu pai famoso, e Dinorah, única mulher em uma gangue de ladrões de banco. No sertão, ele passa a ser cultuado pela forte semelhança com o pai e é chamado a cumprir seu destino como o mítico “cangaceiro” e líder supremo da gangue. Empolgado, decide comandar criminosos, assassinos e a literalmente explodir pequenas cidades enquanto tenta manter seus valores morais sob controle. Os protagonistas são vividos por Allan Souza Lima (“A Menina que Matou os Pais”), Alice Carvalho (“Segunda Chamada”), Thainá Duarte (“Aruanas”), e o elenco ainda conta com Hermila Guedes (“Segunda Chamada”), Ricardo Blat (“Magnífica 70”), Marcélia Cartaxo (“Pacarrete”), Ênio Cavalcante (“Fim de Semana no Paraíso Selvagem”), Adélio Lima (“Carro Rei”), Joálisson Cunha (“Verdades Secretas”), Pedro Lamin (“Eu Não Peço Desculpas”), Nivaldo Nascimento (“Propriedade”), Pedro Wagner (“Serial Kelly”), Rodrigo García (“Sujeito Oculto”) e Luiz Carlos Vasconcelos (“Aruanas”). | JOE PICKETT 2 | PARAMOUNT+ O excelente e pouquíssimo divulgado neo-western contemporâneo, com 100% de aprovação no Rotten Tomatoes, ganha outra ótima temporada no domingo (20/8). Baseado na obra literária de C.J. Box, que também inspirou a série “Big Sky”, a trama policial rural se passa em Wyoming, nos EUA, e acompanha um guarda florestal – vivido de forma convincente por Michael Dorman (“Patriota”) – que se encontra no meio de uma série de homicídios. O personagem-título é um homem modesto e de princípios inabaláveis, que se muda com sua esposa Marybeth (Julianna Guill, de “The Resident”) e suas duas filhas para a pequena cidade de Saddlestring. Ao começar seu novo trabalho como guarda florestal, ele imediatamente enfrenta a resistência da comunidade quando multa o governador por pescar sem licença, mas sua competência aos poucos começa a tornar seu estilo inflexível mais bem aceito. Na 2ª temporada, Joe descobre um caçador assassinado nas montanhas e logo percebe que aquele é apenas o primeiro de uma nova série de homicídios horríveis. Para resolver o caso, ele tem que lidar com um ativista anti-caça radical, um par macabro de gêmeos vivendo longe da civilização e seu próprio passado torturado. REFÚGIO | AMAZON PRIME VIDEO A adaptação da primeira franquia juvenil do escritor Harlan Coben (“Confie em Mim”) acompanha Mickey Bolitar, um adolescente traumatizado que se muda para a casa de sua tia em um subúrbio de Nova Jersey após a morte de seu pai em um acidente de carro. O que se desenrola é inicialmente um drama de high school dos EUA, em que Mickey se envolve com os góticos e os geeks e se vê contra o filho atleta de um policial racista. Mas também há um elemento sobrenatural, pois Mickey começa a suspeitar que uma velha assustadora, moradora de uma casa em ruínas, possa saber segredos relacionados à vida e à morte de seu pai. Além disso, sua nova namorada Ashley desaparece inexplicavelmente, o que o leva a se atirar, junto com os amigos, numa investigação com pistas de mistério. Embora ligeiramente familiar para fãs de “Nancy Drew”, a produção se destaca pela história bem amarrada e pelo carisma do ator principal, Jaden Michael (“Colin em Preto e Branco”). O elenco também inclui Constance Zimmer (“UnReal”) como a tia, além dos jovens Abby Corrigan (“Castle Rock”), Adrian Greensmith (“Metal Lords”), Sage Linder (“The Next Step: Academia de Dança”), Brian Altemus (“Pretty Little Liars: Um Novo Pecado”) e a estreante Samantha Bugliaro. TE AMAR DÓI | HBO MAX A série teen marca o retorno da produtora argentina Cris Morena ao audiovisual após uma pausa de mais de uma década. Reconhecida por seu trabalho em produções que se tornaram fenômenos infanto-juvenis, como “Chiquititas”, “Rebelde”, “Floribella” e “Quase Anjos”, Morena estava afastada da indústria do entretenimento desde 2012. Com um grande elenco jovem, principalmente mexicano, a nova atração retrata um romance adolescente entre uma herdeira rica e um rapaz pobre, com todas as emoções e altos e baixos típicos dos namoros. Além do romance, a trama explora a diferença do contexto social dos protagonistas, ativismo e diversas formas de preconceito, incluindo homofobia. A história é inspirada tanto no filme mexicano “Amar te Duele” de 2002 quanto na canção “Te Quiero Y Me Duele” (título original da atração), composta pela própria Cris Morena na década de 1990. Por sinal, a trilha sonora conta com 15 músicas inéditas, todas assinadas por Cris Morena, além de covers de sucessos. MASK GIRL | NETFLIX A nova série de mistério e suspense sul-coreana gira em torno de uma modelo online, que se torna popular ao usar uma máscara. Kim Mo-Mi é mostrada em três momentos diferentes da vida. Ela vai de funcionária corporativa a showgirl até finalmente se tornar uma prisioneira, após cometer três homicídios. A trama revela como e por que ela se tornou uma assassina, e o que fará após ficar atrás das grades. Roteiro e direção são de Kim Yong-Hoon (“Golpe de Sorte”) e o elenco inclui Yeom Hye-ran (“Memórias de um Assassino”), Ahn Jae-hong (“Kingdom”) e Ko Hyun-Jung (“Meninos Antes de Flores”) compartilhando o papel principal. ISABELLA: O CASO NARDONI | NETFLIX O assassinato de Isabella Nardoni, que comoveu o Brasil em 2008, virou um documentário com relatos inéditos e detalhes sobre o crime brutal. A produção traz depoimentos de Ana Carolina Oliveira, a mãe da menina de 5 anos de idade que foi atirada pela janela do apartamento de seu pai, Alexandre Nardoni, e da madrasta, Anna Carolina Jatobá, além de declarações fortes dos avós de Isabella e versões divergentes de advogados, jornalistas e perícia sobre o delito cometido na cidade de São Paulo. O roteiro teve consultoria do jornalista Rogério Pagnan e da criminóloga Ilana Casoy (“A Menina que Matou os Pais”), que atuou na investigação, e a direção é assinada por Cláudio Manoel (“Casseta & Planeta”) junto a Micael Langer (“Chacrinha – Eu Vim para Confundir e Não para Explicar”). * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Claro TV+, Google Play, Loja Prime, Microsoft Store, Vivo Play e YouTube, entre outras, que funcionam como locadoras digitais sem a necessidade de assinatura mensal.
Teaser confirma anime de “Scott Pilgrim” com todo o elenco do filme
A Netflix divulgou o teaser da série animada “Scott Pilgrim” (2010), inspirada nos quadrinhos de Bryan Lee O’Malley e no filme de Edgar Wright. A prévia dá uma mostra do visual em estilo anime e confirma que todo o elenco grandioso do longa de 2010, “Scott Pilgrim contra o Mundo”, voltará para dar voz aos seus personagens. Além disso, anuncia a data de estreia: 17 de novembro. Na trama, o jovem Scott Pilgrim (Michael Cera, de “Arrested Development”) se apaixona por Romona Flowers (Mary Elizabeth Winstead, de “Aves de Rapina”). Mas para poder ficar com a garota que ama, ele precisará duelar com sete dos ex-namorados dela. Além de Cera e Winstead, o elenco de dubladores ainda conta com Kieran Culkin (“Succession”), Chris Evans (“Vingadores: Ultimato”), Anna Kendrick (“A Escolha Perfeita”), Brie Larson (“Capitã Marvel”), Alison Pill (“The Newsroom”), Aubrey Plaza (“The White Lotus”), Brandon Routh (“Legends of Tomorrow”), Jason Schwartzman (“Fargo”), Satya Bhabha (“Sense8”), Johnny Simmons (“The Late Bloomer”), Mark Webber (“Sala Verde”), Mae Whitman (“Intimidade Forçada”) e Ellen Wong (“GLOW”). Para completar, o diretor Edgar Wright e autor dos quadrinhos Bryan Lee O’Malley dividem a produção do desenho, que ainda conta com o roteirista e diretor BenDavid Grabinski (“A Felicidade é de Matar”). Já a animação está a cargo do estúdio japonês Science SARU (“Devilman: Crybaby”), com direção de Abel Gongora (“Star Wars: Visions”). “Estamos reunindo a banda de novo!” disseram O’Malley e Grabinski em uma declaração conjunta. “Um elenco estelar, perfeitamente montado por Edgar Wright. E, com a Science SARU liderando a animação fenomenal, não poderíamos pedir uma equipe melhor para esta aventura. Mal podemos esperar para que fãs e novos espectadores vejam o que nós e nossos parceiros na Science SARU estamos preparando. Vai ser uma aventura selvagem.” “Uma das conquistas mais orgulhosas e divertidas da minha carreira foi montar e trabalhar com o elenco dinamite de ‘Scott Pilgrim'”, acrescentou Wright. “Desde o lançamento do filme em 2010, fizemos perguntas e respostas, lembranças e leituras de caridade, mas nunca houve a ocasião de reunir toda a gangue em um projeto real até agora. O criador original Bryan Lee O’Malley, junto com o roteirista BenDavid Grabinski, criaram uma série de anime de ‘Scott Pilgrim’ que não apenas expande o universo, mas também … bem, é só assistir. Estou mais do que feliz em anunciar que ajudei a persuadir todo o elenco original a dar voz aos seus personagens nesta nova e épica aventura. Você está prestes a se deliciar”.
Léo Santana dubla um dos vilões de “As Tartarugas Ninja: Caos Mutante”
A voz de Léo Santana será ouvida em breve nos cinemas brasileiros, mas não por meio de um documentário musical. Ele será um dos dubladores nacionais de “As Tartarugas Ninja: Caos Mutante”. O cantor de 35 anos será responsável por dar voz ao vilão Genghis Rã, uma rã mutante criada pelo Destruidor, personagem dublado por Hannibal Buress na versão original. Em entrevista à Quem, o artista lembrou que ficou surpreso por receber o convite da Paramount. “Nunca passou pela minha cabeça algo desse tipo”, admitiu Santana. “Poderia [passar] tudo sobre música até então, mas interpretar um personagem que faz parte da nossa infância, principalmente da minha, [não]”, destacou ele, que se divertiu com a oferta. “Tem uma brincadeira, porque ela é bem pequenininha e me colocaram como gigante pra dar essa zoada”, disse entre risos. Levou a sério! Léo Santana também disse que recebeu preparo profissional para entender como dublar um personagem animado. “Fui dirigido pelo Wendel Bezerra, que é a voz do Bob Esponja, do Goku do Dragon Ball Z. Ele estava lá me dirigindo como usar a entonação de voz, como interpretar na hora de uma queda. Foi uma experiência bem bacana. Fiquei feliz”, completou. “Aprendi esse lance da entonação, que é muito interessante. Tem uma cena que ele está caindo e há uma diferença do som dele caindo e já na queda. Me diverti muito, espero poder prolongar mais esse meu lado intérprete, na dublagem.” Na próxima terça-feira (22/8), o cantor se reunirá com amigos, familiares e convidados para conferir a pré-estreia. Apesar de já estar em cartaz nos EUA, o filme chega nos cinemas brasileiros em 31 de agosto.












