Zootopia: Novo trailer dublado destaca cenas inéditas
A Disney divulgou um novo trailer dublado de “Zootopia – Essa Cidade é o Bicho”, repleto de cenas inéditas. A prévia destaca melhor o relacionamento entre os personagens centrais, a coelha Judy (dublada por Monica Iozzi no Brasil) e o raposo Nick (voz brasileira de Rodrigo Lombardi), sem perder tanto tempo com os coadjuvantes. Na trama, que se passa numa cidade habitada por animais falantes, Nick é suspeito de um crime e, ao ser investigado pela policial Judy, ambos se tornam alvos de uma conspiração, vendo-se forçados a se unir. Na versão em inglês, as vozes dos dois personagens são dubladas por Jason Bateman (“Quero Matar Meu Chefe”) e Ginnifier Goodwin (série “Once Upon A Time”). Além deles, o elenco de dubladores originais inclui Idris Elba (“Círculo de Fogo”) e J.K. Simmons (“Whiplash – Em Busca Da Perfeição”). Dirigido por Byron Howard (“Enrolados”), Rich Moore (“Detona Ralph”) e o estreante Jared Bush (da equipe de “Operação Big Hero”), “Zootopia” estreia em 17 de março no Brasil, duas semanas após o lançamento nos EUA.
Angry Birds: Novo trailer da animação explica porque Red é esquentadinho
A Sony Pictures divulgou um noivo trailer da animação “Angry Birds: O Filme”, que explora os motivos da raiva de Red, introduz a ameaça dos porcos verdes e faz piadas hilárias envolvendo líquidos. A versão dublada em português traz o comediante Marcelo Adnet (“Os Penetras”) como voz de Red, enquanto a legendada destaca a dublagem original de Jason Sudeikis (“Familia do Bagulho”). O filme tem direção dos estreantes Clay Kaytis (animador de “Frozen”) e Fergal Reilly (artista de storyboards de “Hotel Transilvânia”), e chega aos cinemas brasileiros em 12 de maio, oito dias antes do lançamento nos EUA (em 20/5).
Procurando Dory ganha novo teaser
A Disney divulgou um curto teaser de “Procurando Dory”, sequência de “Procurando Nemo” (2003), que traz a peixinha Dory mostrando que continua com problemas de memória. Na prévia, sua reação ao título do filme é descobrir que está perdida. A continuação vai se passar seis meses depois do primeiro filme e acompanhará a busca de Dory por sua família. Após começar a falar durante o sono, ela se depara com flashes de memória sobre seus pais e decide iniciar uma jornada que a leva a fazer novos amigos, mas também correr perigo. A produção do estúdio Pixar será novamente dirigida por Andrew Stanton, responsável por “Procurando Nemo” e “Wall-E” (2008), e o elenco também trará de volta Ellen DeGeneres como a voz original de Dory e Albert Brooks como Marlin. Nemo, por sua vez, será dublado por Hayden Rolence, uma vez que Alexander Gould, que fez a voz do peixinho no primeiro filme, já está adulto. Entre os novos personagens, Ed O’Neill (série “Modern Family”) dá vida ao polvo Hank, Ty Burrell (também de “Modern Family”) interpreta a baleia beluga Bailey e Kaitlin Olsen (série “It’s Always Sunny in Philadelphia”) tem o papel da tubarão-baleia Destiny. A estreia está marcada para 16 de junho no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Liga da Justiça vs. Jovens Titãs: Vídeo revela os bastidores do filme animado
A DC Entertainment divulgou um vídeo dos bastidores da nova animação baseada em seus quadrinhos, voltada para o mercado de vídeo. Assim como vai acontecer no cinema, com “Batman vs. Superman”, o lançamento também será um filme de conflito, desta vez entre grupos: “Liga da Justiça vs. Jovens Titãs”. Além de depoimentos da equipe técnica e dos dubladores envolvidos na produção, o vídeo ressalta que esta será a primeira vez que os Titãs aparecerão num lançamento do gênero, por isso há mais ênfase na história desse grupo. Para completar, esta também será a primeira formação dos Titãs, em qualquer mídia, a contar com Damian Wayne, o filho de Batman, com o uniforme de Robin. Uma das cenas inéditas mostra Asa Noturna, que foi o Robin original, levando o discípulo para os Titãs. O motivo para o conflito entre os heróis acontece em torno da participação de Ravena, filha de Trigon, entidade demoníaca que é basicamente o diabo do universo DC. A Liga quer sua custódia, mas os Titãs não querem entregar sua integrante. Como se sabe, super-heróis são incapazes de entrar em acordo sem antes declarar guerra uns aos outros – clichê que se perpetua desde o primeiro encontro de super-heróis nos quadrinhos, entre o Príncipe Submarino e o Tocha Humana, há 76 anos. A produção caprichou no elenco de vozes, trazendo de volta dubladores de outras animações da Liga da Justiça, como Jerry O’Connell (“Piranha 3D”) como Superman, Jason O’Mara (série “Terra Nova”) como Batman, Rosario Dawson (série “Demolidor”) como Mulher Maravilha, Matt Lanter (série “90210”) como Aquaman, Shemar Moore (série “Criminal Minds”) como Ciborgue e Christopher Gorham (série “Covert Affairs”) como Flash, além de repetir Sean Maher (série “Firefly”) como Asa Noturna e Stuart Allan (série “Bad Teacher”) como Robin, ouvidos antes em vídeos do Batman. As principais novidades ficam por conta das vozes de Taissa Farmiga (série “American Horror Story”) como Ravena, Jake T. Austin (“Os Feiticeiros de Waverly Place”) como Besouro Azul, Brandon Soo Hoo (série “From Dusk Till Dawn”) como Mutano e Jon Bernthal (série “The Walking Dead”) como Trigon. Com roteiro de Alan Burnett, um dos criadores do universo animado da DC Comics, e direção de Sam Liu (“Batman: Ano Um”), “Liga da Justiça vs. Jovens Titãs” ainda não tem previsão de lançamento.
Zootopia: Música-tema de Shakira ganha videoclipe
A Disney divulgou um videoclipe em que a cantora Shakira interpreta a música-tema da animação “Zootopia”, intitulada “Try Everything”. A canção vem sendo martelada em todos os vídeos da produção e agora ganha destaque individual, por meio da participação em carne e osso de Shakira, que também aparece como sua versão animada no longa, a gazela cantora Gazelle. “Zootopia” é um desenho antropomórfico, que se passa num mundo onde a humanidade nunca existiu. Em vez de macacos, outros mamíferos evoluíram, dando origem a uma civilização formada por diferentes animais, que se vestem, trabalham e usam tecnologia em seu cotidiano. O problema é que as características e rivalidades entre as espécies foram preservada nessa civilização. A trama acompanha Nick Wilde (Rodrigo Lombardi na versão brasileira), um raposo falastrão que é acusado de um crime que não cometeu. Para se safar, ele vai ter que contar com a ajuda de Judy Hopps (Monica Iozzi na versão brasileira), uma coelha policial moralista que não larga do seu pé. Na versão em inglês, as vozes dos dois personagens são dubladas por Jason Bateman (“Quero Matar Meu Chefe”) e Ginnifier Goodwin (série “Once Upon A Time”). Além deles, o elenco de dubladores originais inclui Idris Elba (“Círculo de Fogo”) e J.K. Simmons (“Whiplash – Em Busca Da Perfeição”). Dirigido por Byron Howard (“Enrolados”), Rich Moore (“Detona Ralph”) e o estreante Jared Bush (da equipe de “Operação Big Hero”), “Zootopia” estreia em 18 de fevereiro no Brasil, duas semanas antes do lançamento nos EUA.
Angry Birds estrelam comercial de rede de cinema com crítica aos serviços de streaming
A rede americana de cinemas AMC divulgou um comercial em que os personagens da vindoura animação “Angry Birds” demonstram a diferença entre assistir um filme no cinema e num serviço de streaming. O esquentadinho Red resolve ver um filme em casa, mas tudo dá errado, desde a pipoca de microondas até a dificuldade de conectar o serviço. É a deixa para mudar rapidamente de ideia e encontrar seus amigos no cinema. Por sinal, é uma beleza o cinema da imaginação animada, em que não há filas de estacionamento, de atendimento e sempre há um bom lugar para se sentar entre um público muito bem comportado. Já o filme “Angry Birds”, com direção dos estreantes Clay Kaytis (animador de “Frozen”) e Fergal Reilly (artista de storyboards de “Hotel Transilvânia”), chega aos cinemas de verdade em 12 de maio, no Brasil.
Criador de Os Simpsons desenvolve nova série animada para o Netflix
O artista e produtor Matt Groening, criador de “Os Simpsons”, está desenvolvendo uma nova série animada. Detalhes da produção estão sendo mantidos em sigilo, mas ela não será uma nova parceria com a rede Fox, que anteriormente também lançou “Futurama”, a segunda série de Groening. Segundo apurou o site The Hollywood Reporter, a série será lançado no Netflix. A novidade não foi anunciada oficialmente pela Netflix, que preferiu não comentar o assunto durante a entrevista coletiva promovida pela TCA (Associação dos Críticos de Televisão dos EUA). Mas o THR diz ter ouvido de fontes confiáveis que a produção já teria garantido duas temporadas de 10 episódios cada. Groening não lança uma nova atração desde “Futurama”, exibida entre 1999 e 2013. Em compensação, “Os Simpsons” segue batendo recordes como a série mais longeva da televisão. Lançada em 1989, “Os Simpsons” está atualmente em sua 28ª temporada, com mais de 500 episódios produzidos.
Divertida Mente vai ganhar continuação
A animação “Divertida Mente” vai ganhar continuação. A revelação foi feita pelo diretor Pete Docter em entrevista para a revista Entertainment Weekly. “Isso não é tão simples como nós gostaríamos, mas queremos fazer outro. Estamos explorando ideias e caminhos para levar esses personagens a uma história inédita, e veremos o que vai acontecer”, ele afirmou. A continuação pode, inclusive, revelar novas emoções de garota Riley. Docter revelou que várias emoções tiveram que ser cortadas do filme original. Segundo ele, o primeiro roteiro trazia 26 emoções, que incluíam a Esperança, Tédio e Orgulho, entre outras. Um dos maiores sucessos da história da Pixar, conquistando o público e os críticos, “Divertida Mente” conquistou duas indicações ao Oscar 2016. Além de favorito na categoria de Melhor Animação, o filme também disputa como Melhor Roteiro Original. A continuação de “Divertida Mente” ainda não tem cronograma de produção nem data de estreia prevista.
Pets: Coelho fofo comanda rebelião de animais em vídeo da nova animação
A Universal Pictures divulgou um novo vídeo da animação “Pets: A Vida Secreta dos Bichos”, criada pelos “mesmos seres humanos” que fizeram “Meu Malvado Favorito” (2010). A prévia destaca o personagem Bola de Neve, um coelho fofinho, dublado em inglês por Kevin James (“Pixels”), que por trás de sua aparência meiga esconde uma personalidade explosiva e provavelmente insana. No vídeo, ele aparece comandando uma rebelião de animais. O filme tem direção de Chris Renaud, um dos diretores da franquia “Meu Malvado Favorito”, em parceria com Yarrow Cheney, desenhista de produção de “Meu Malvado Favorito”. O roteiro é de Brian Lynch, de “O Gato de Botas” (2011), e Cinco Paul e Ken Daurio, também de “Meu Malvado Favorito”. E o elenco de vozes originais ainda inclui os comediantes Louis CK (série “Louie”), Eric Stonestreet (série “Modern Family”), Kevin Hart (“Ajuste de Contas”), Ellie Kemper (série “Unbreakable Kimmy Schmidt”), Lake Bell (série “Childrens Hospital”), Bobby Moynihan (humorístico “Saturday Night Live”), Hannibal Buress (série “Broad City”) e Albert Brooks (“O Ano Mais Violento”). A estreia está marcada para 8 de julho nos EUA, mas apenas em 25 de agosto no Brasil.
Indicado ao Oscar, O Menino e o Mundo vai virar série animada… na França!
A animação brasileira “O Menino e o Mundo”, indicada ao Oscar 2016, vai virar uma série animada. Mas, assim como o circuito cinematográfico nacional ignorou o filme (lançado em 12 salas no Brasil!), a produção televisiva também não é iniciativa de emissoras locais. Trata-se de uma produção francesa. Em entrevista coletiva após o anúncio do Oscar, o diretor Alê Abreu revelou que o projeto já estava sendo desenvolvido antes da indicação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Ele prestará apenas consultoria na série, que é assinada pelos produtores de “As Bicicletas de Belleville”, animação francesa indicada ao Oscar em 2004. Segundo o cineasta, a série será um animadoc, mistura de animação e documentário, e cada episódio mostrará como é a vida de uma criança ao redor do mundo. A série será lançada na França, e Alê Abreu ainda não sabe se terá exibição no Brasil. Ele também falou sobre sua expectativa para o Oscar, admitindo que a disputa com o fenômeno “Divertida mente” será complicada. “Eles são carta marcada do Oscar, mas nada é impossível. Agora, é a superprodução de não sei quantos milhões de dólares (cerca de US$ 175 milhões, segundo o site IMDb) contra o filme de US$ 500 mil. Teve uma sessão do ‘Menino’ em Los Angeles, muito importante para o Oscar, e a Pixar marcou um super evento para o mesmo dia e hora, esvaziando o nosso. Pode ter sido coincidência, mas a gente sabe que eles pegam pesado”. Enquanto a repercussão do Oscar dá novas perspectivas para sua carreira, Alê já trabalha em seu próximo projeto. Intitulado “Viajantes do Bosque Encantado”, o filme é uma parceria com a produtora Buriti, de Luiz Bolognesi, diretor do também premiado “Uma História de Amor e Fúria” (2013). Na descrição do diretor, a nova animação contará a história de duas crianças-bicho que pertencem a tribos inimigas. Elas se encontram em um lugar perigoso e mágico para resolver questões envolvendo suas tribos. E o maior desafio deles, no fim, é se tornarem amigos.
O Bom Dinossauro é um dos filmes mais infantis da Pixar
O novo filme da Pixar é claramente um passo atrás em relação a “Divertida Mente”, realizado no mesmo ano. De todo modo, não chega a comprometer a reputação da empresa de animações, que continua sendo a melhor da indústria em Hollywood. “O Bom Dinossauro”, de Peter Sohn, o homem que havia assinado o belo curta “Parcialmente Nublado”, exibido antes do superestimado “Up – Altas Aventuras”, dialoga bem com as crianças, mas não possui a sutileza dos outros desenhos da companhia, que encantam os adultos. Não faltam, porém, referências à história da Disney e da própria Pixar, pois há uma sequência de morte em família que vai remeter a clássicos como “Bambi”, “O Rei Leão” e “Procurando Nemo”. Se não transmite a mesma intensidade trágica pode ser por falha da direção, mas também uma opção para não assustar demais seu público infantil. Entretanto, esta preocupação não impediu “Valente”, por exemplo, de possuir elementos assustadores, capazes de perturbar os pequenos. De todo modo, o que conta mesmo em “O Bom Dinossauro” é a relação de amizade improvável que surge entre o pequeno dinossauro desastrado Arlo e o garotinho selvagem Spot. O filme se passa em um mundo alternativo em que os dinossauros não se extinguiram e convivem com os homens pré-históricos. Arlo se distingue logo dos demais por nascer dentro de um ovo enorme, mas ser bem pequeno. Ele sente dificuldade em se ajustar e em desempenhar um bom trabalho como seus irmãos, mas o pai sente muito carinho por ele e diz que Arlo é melhor do que ele. Uma tempestade faz com que ele se perca de sua aldeia e vá parar em lugares perigosos e viva grandes aventuras, enfrentando tanto inimigos quanto os próprios medos. É uma história sobre a jornada do herói, a construção da maturidade de um jovem e também um belo filme de amizade, que se desenrola à medida em que Arlo e Spot passam a ver que se completam. E que ambos estão perdidos, de certa forma, de suas famílias. Há um momento bem comovente e que pode fazer chorar até mesmo os mais velhos, embora alguns possam enxergar nisso um exagero melodramático. É quando “O Bom Dinossauro” quase atinge o status de grande filme. Antes do filme ainda é exibido um curta-metragem chamado “Os Heróis de Sanjay”, de Sanjay Patel. Comparado com outros curtas da Pixar, este é um dos menos memoráveis, embora seja visualmente bonito e lide com a importância de a criança exercitar a criatividade e ter o seu próprio universo de fantasia. E ainda traz elementos da cultura indiana, o que é um aspecto curioso.
Indicação ao Oscar de O Menino e o Mundo é tapa no circuito de cinema do Brasil
A indicação de “O Menino e o Mundo” ao Oscar 2016 deve ser comemorada pelos brasileiros. Mas não pelos responsáveis pelos destinos do cinema no Brasil. A animação premiada de Alê Abreu foi lançada em apenas 12 salas no circuito nacional e ficou em cartaz poucas semanas. É um trabalho praticamente desconhecido no próprio país, graças aos critérios de distribuição que privilegiam estúdios estrangeiros e comédias televisivas. Não por acaso, o filme recebeu muito mais consideração no exterior. Vencedor do Festival de Anecy, espécie de Cannes da animação, “O Menino e o Mundo” chegou a 80 países e teve distribuição em 70 salas de cinema na França, onde ficou em cartaz por quase um ano. Ou seja, os franceses conhecem melhor a obra que os brasileiros. O diretor Alê Abreu também foi responsável pelo ótimo “Garoto Cósmico” (2007) e já mereceu homenagem do festival Anima Mundi. Trata-se de um dos maiores talentos da animação do país. Com uma arte coloridíssima e original, que evoca desenhos a lápis e giz, “O Menino e o Mundo” também é a antítese da computação gráfica genérica dos desenhos fraquinhos que as distribuidoras insistem em priorizar no país. A comparação nem precisa ser com os blockbusters da animação. Como parâmetro, basta verificar como as piores produções animadas internacionais são tratadas no Brasil. O alemão “As Aventuras dos Sete Anões” ganhou lançamento em 95 salas. O russo “O Reino Gelado 2” foi lançado em 320 salas. Até o DVD da Disney “Tinker Bell e o Monstro da Terra do Nunca” entrou no circuito, em 438 cinemas. E há muitos outros de onde saíram estes lançamentos trash. Por que o mercado cinematográfico brasileiro não dá à animação criada no país o mesmo valor que o mundo lhe confere? É importante frisar que “O Menino e o Mundo” não é uma exceção, um caso raro que só acontece uma vez na vida. Um ano antes do filme de Alê Abreu vencer Anecy, quem conquistou o prêmio do festival foi outra produção brasileira, “Uma História de Amor e Fúria”, de Luiz Bolognesi. Quem viu no Brasil?
O Regresso lidera indicações ao Oscar mais branco do século
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas divulgou a lista dos indicados ao Oscar 2015. E o novo filme do diretor Alejandro González Iñárritu repetiu a façanha do ano passado. Assim como aconteceu com “Birdman”, “O Regresso” lidera a relação. Foram 12 indicações, três a mais que o longa anterior, que acabou vencendo o Oscar 2015. Entre os prêmios a que concorre o western de sobrevivência e vingança, o que recebe mais torcida é o Oscar de Melhor Ator, que parece finalmente encaminhado para Leonardo DiCaprio. Ele disputa o troféu pela quinta vez, mas, diferente das oportunidades anteriores, é considerado franco favorito. Já o que desperta mais apreensão é o de Melhor Fotografia, pois estabeleceria um recorde de três vitórias consecutivas para Emmanuel Lubezki. O detalhe é que ele também é favoritíssimo. “O Regresso” é um dos oitos candidatos ao Oscar de Melhor Filme, ao lado de “A Grande Aposta”, “Brooklyn”, “Mad Max: Estrada da Fúria”, “Perdido em Marte”, “O Quarto de Jack”, “Spotlight – Segredos Revelados” e “Ponte dos Espiões”. A propósito, Steven Spielberg entrou para a história, atingindo nove indicações, como o diretor que mais filmes emplacou entre os nomeados ao prêmio máximo da Academia. Em todos os tempos. As regras da Academia permitem até dez indicações nesta categoria, e a presença do mediano “Ponte dos Espiões”, para incensar Spielberg, não justifica a ausência de “Divertida Mente”, “Straight Outta Compton: A História do N.W.A.”, “Carol” e alguma outra sci-fi, como “Ex Machina” e até “Star Wars: O Despertar da Força”. A opção por oito filmes dá margem à controvérsias. Afinal, a lista já inclui duas ficções científicas e talvez isso tenha sido considerado excessivo. Mas, convenhamos, tanto “Divertida Mente” quanto “Ex Machina” e “Compton” foram considerados bons o suficiente para concorrerem ao Oscar de Melhor Roteiro Original, enquanto “Carol” aparece na disputa do Melhor Roteiro Adaptado. O que pode fazer um filme ser melhor do que partir de uma excelente história? Por falar em sci-fi, “Mad Max: Estrada da Fúria” também se destacou bastante, com dez indicações. A maioria, porém, em categorias técnicas, nas quais deve travar disputa acirrada com “Star Wars: O Despertar da Força” e “Perdido em Marte”. Por outro lado, George Miller ganhou o reconhecimento que Ridley Scott, diretor de “Perdido em Marte”, não teve, aparecendo na lista de Melhor Direção. Mas a ausência de Ridley Scott não é a que alimenta mais decepção. Como no ano passado, a Academia voltou a ignorar obras sobre minorias. O caso mais evidente é “Carol”, que foi premiado por diversas associações de críticos de cinema e liderou as indicações do Bafta, o “Oscar inglês”. Apesar de emplacar suas atrizes, o roteiro, a fotografia, o figurino e a trilha sonora, por algum motivo inexplicado a Academia vetou a principal obra homossexual do ano a concorrer como Melhor Filme. Por sinal, fez o mesmo com “Garota Dinamarquesa”. Isto, porém, não é tão injusto quanto a completa segregação dos integrantes negros do filme “Creed: Nascido para Lutar”. A obra rendeu a terceira indicação da carreira do ator Sylvester Stallone, que concorre como Melhor Coadjuvante, 39 anos após disputar como Ator e Roteirista pelo mesmo personagem, Rocky. Mas claramente isto não seria possível sem o roteiro e a direção de Ryan Coogler, que já tinha mostrado com “Fruitvale Station” (2013) ser um dos melhores realizadores de sua geração. Ou será que Stallone decidiu apresentar o talento, que escondeu em praticamente toda a carreira, por inspiração divina? A propósito, a única indicação a “Straight Outta Compton: A História do N.W.A.”, também foi para integrantes brancos de sua equipe: os roteiristas. E obviamente não há negros representados entre os melhores intérpretes selecionados pela Academia. Nada de Michael B. Jordan e Tessa Thompson (“Creed”), Idris Elba e Abraham Attah (“Beasts of No Nation”), Will Smith e Gugu Mbatha-Raw (“Um Homem entre Gigantes”) ou as revelações de “Straight Outta Compton”. No ano passado, isso gerou furor nas redes sociais. A reprise vai exigir mais que um mea culpa da Academia. A surpresa positiva ficou por conta da internacionalização da categoria de Melhor Animação. Em vez das produções bobinhas da DreamWorks, acompanham “Divertida Mente” um filme indie (“Anomalisa”) e produções do Reino Unido (“Shaun, o Carneiro”), Japão (“Quando Estou com Marnie”) e até do… Brasil! “O Menino e o Mundo”, de Alê Abreu, emplacou a primeira indicação de um filme 100% brasileiro no Oscar desde que “Cidade de Deus” surpreendeu em 2004. O mais difícil era superar o lobby dos grandes estúdios, pois qualidade “O Menino e o Mundo” já havia demonstrado, ao vencer diversas premiações internacionais, inclusive o Festival de Annecy, principal evento de animação no mundo. E este é o maior reconhecimento que o filme poderia aspirar. Porque não há torcida que impeça a vitória de “Divertida Mente”, provavelmente o Oscar mais garantido de 2016. Entre as curiosidades das indicações, também é divertido ver que Lady Gaga terá nova chance de esbarrar em Leonardo DiCaprio. Sua música para o documentário “The Hunting Ground”, que aborda a violência sexual nas universidades americanas, vai concorrer ao Oscar de Melhor Canção contra o fraco tema de Sam Smith para “007 Contra Spectre” e a faixa de The Weeknd para “Cinquenta Tons de Cinza”. The Weeknd, porém, tem um certo favoritismo por ser o único negro indicado a qualquer coisa no Oscar 2016. No ano passado, foram dois, e John Legend levou a estatueta de Melhor Canção pelo tema do filme “Selma”. Infelizmente, The Weeknd também representa a única indicação do pior filme do ano. Mais lamentável que ver essa seleção fraca é saber que o rapper Wiz Khalifa ficou de fora. A Academia ainda barra o rap, mesmo indicando roteiristas brancos de cinebiografia de rappers. Afinal, a melhor música de cinema de 2016 foi, disparada, “See You Again”, da trilha de “Velozes e Furiosos 7”, que emocionou tanto quanto o incensado tema de “Titanic”, cantado por Celine Dion. A boa música, na verdade, ficou restrita às indicações de documentário, com “Amy”, sobre Amy Winehouse, e “What Happened, Miss Simone?”, produção do Netflix sobre Nina Simone. Justos ou injustos, os vencedores do Oscar 2016 serão conhecidos na cerimônia marcada para o dia 28 de fevereiro, no Dolby Theatre, em Los Angeles, com transmissão para o Brasil pelos canais TNT e Globo. INDICADOS AO OSCAR 2016 FILME “A Grande Aposta” “Ponte dos Espiões” “Brooklyn” “Mad Max: Estrada da Fúria” “Perdido em Marte” “O Regresso” “O Quarto de Jack” “Spotlight – Segredos Revelados” DIREÇÃO Adam McKay, “A Grande Aposta” George Miller, “Mad Max: Estrada da Fúria” Alejandro G. Iñarritu, “O Regresso” Lenny Abrahamson, “O Quarto de Jack” Tom McCarthy, “Spotlight: Segredos Revelados” ATOR Bryan Cranston, “Trumbo – Lista Negra” Leonardo DiCaprio, “O Regresso” Eddie Redmayne, “A Garota Dinamarquesa” Michael Fassbender, “Steve Jobs” Matt Damon, “Perdido em Marte” ATOR COADJUVANTE Christian Bale, “A Grande Aposta” Tom Hardy, “O Regresso” Mark Ruffalo, “Spotlight – Segredos Revelados” Mark Rylance, “Ponte dos Espiões” Sylvester Stallone, “Creed: Nascido Para Lutar” ATRIZ Cate Blanchett, “Carol” Brie Larson, “O Quarto de Jack” Jennifer Lawrence, “Joy: O Nome do Sucesso” Charlotte Rampling, “45 Anos” Saoirse Ronan, “Brooklyn” ATRIZ COADJUVANTE Jennifer Jason Leigh, “Os Oito Odiados” Rooney Mara, “Carol” Rachel McAdams, “Spotlight” Alicia Vikander, “A Garota Dinamarquesa” Kate Winslet, “Steve Jobs” ROTEIRO ORIGINAL “Ponte dos Espiões” – Matt Charman, Ethan Coen e Joel Coen “Ex-Machina: Instinto Artificial” – Alex Garland “Divertida Mente” – Pete Docter, Meg LeFauve, Mark Cooley e Ronnie del Carmen “Spotlight: Segredos Revelados” – Josh Singer e Tom McCarthy “Straight Outta Comptom – A História de N.W.A” – Jonathan Herman, Andrea Berloff, S. Leigh Savidge e Alan Wenkus ROTEIRO ADAPTADO “A Grande Aposta” – Charles Randolph e Adam McKay “Brooklyn” – Nick Hornby “Carol” – Phyllis Nagy “Perdido em Marte” – Drew Goddard “O Quarto de Jack” – Emma Donoghue DOCUMENTÁRIO “Amy” “Cartel Land” “The Look of Silence” “O Que Aconteceu, Miss Simone?” “Winter on Fire” ANIMAÇÃO “Anomalisa” “O Menino e o Mundo” “Divertida Mente” “Shaun, o Carneiro” “Quando Estou com Marnie” FILME ESTRANGEIRO “O Abraço da Serpente” (Colômbia) “Cinco Graças” (França) “O Filho de Saul” (Hungria) “Theeb” (Emirados Árabes) “A War” (Dinamarca) FOTOGRAFIA “Carol” – Ed Lachman “Os Oito Odiados” – Robert Richardson “Mad Max: Estrada da Fúria” – John Seale “Sicário: Terra de Ninguém” – Roger Deakins “O Regresso” – Emmanuel Lubezki EDIÇÃO “A Grande Aposta” – Hank Corwin “Mad Max: Estrada de Fúria” – Margaret Sixel “O Regresso” – Stephen Mirrione “Spotlight: Segredos Revelados” – Tom McArdle “Star Wars: O Despertar da Força” – Maryann Brandon e Mary Jo Markey TRILHA SONORA ORIGINAL “Ponte dos Espiões” – Thomas Newman “Carol” – Carter Burwell “Os Oito Odiados” – Ennio Morricone “Sicário: Terra de Ninguém” – Jóhann Jóhannsson “Star Wars: O Despertar da Força” – John Williams CANÇÃO ORIGINAL “Earned It”, de “Cinquenta Tons de Cinza” (Abel Tesfaye/Ahmad Balshe/Jason Daheala/Stephan Moccio) “Manta Ray”, de “A Corrida contra a Extinção” (J. Ralph/Antony Hegarty) “Simple Song #3”, de “Juventude” (David Lang) “Til It Happens To You”, de “The Hunting Ground” (Diane Warren/Lady Gaga) “Writing’s On The Wall”, de “007 contra Spectre” (Jimmy Napes/Sam Smith) EFEITOS VISUAIS “Ex Machina” “Mad Max: Estrada da Fúria” “Perdido em Marte” “O Regresso” “Star Wars: O Despertar da Força” DESIGN DE PRODUÇÃO “Ponte dos Espiões” “A Garota Dinamarquesa” “Mad Max: Estrada da Fúria” “Perdido em Marte” “O Regresso” FIGURINO “Carol” – Sandy Powell “Cinderella” – Sandy Powell “A Garota Dinamarquesa” – Paco Delgado “Mad Max: Estrada da Fúria” – Jenny Beavan “O Regresso” – Jacqueline West MAQUIAGEM E CABELO “Mad Max: Estrada da Fúria” – Lesley Vanderwalt, Elka Wardega and Damian Martin “The 100-Year-Old Man Who Climbed out the Window and Disappeared” – Love Larson and Eva von Bahr “O Regresso” – Siân Grigg, Duncan Jarman and Robert Pandini EDIÇÃO DE SOM “Mad Max: Estrada da Fúria” “Perdido em marte” “O Regresso” “Sicário: Terra de Ninguém” “Star Wars: O Despertar da Força” MIXAGEM DE SOM “Ponte dos Espiões” “Mad Max: Estrada da Fúria” “Perdido em Marte” “O Regresso” “Star Wars: O Despertar da Força” CURTA-METRAGEM “Ave Maria” “Day One” “Everything Will Be Okay (Alles Wird Gut)” “Shok” “Stutterer” CURTA DE ANIMAÇÃO “Bear Story” “World of Tomorrow” “Prologue” “We Can’t Live Without Cosmos” “Os Heróis de Sanjay” DOCUMENTÁRIO EM CURTA-METRAGEM “Body Team 12” “Chau, beyond the Lines” “Claude Lanzmann: Spectres of the Shoah” “A Girl in the River: The Price of Forgiveness” “Last Day of Freedom”











