Vestido da primeira princesa latina da Disney foi criado por estilista mineira
Elena de Avalor, a primeira princesa latina da Disney, está ganhando sua série própria com um legítimo figurino brasileiro. A estilista mineira Layana Aguilar foi responsável por desenhar alguns de seus vestidos. Aguilar mora em Nova York e participou, em 2013, da 11ª edição do “Project Runway”, um reality show norte-americano focado em design de moda. Ela se destacou no programa e, graças à indicação do consultor de moda e apresentador do programa, Tim Gunn, acabou recebendo a missão de vestir a jovem princesa. Para criar seu vestido de gala, que é vermelho e pela primeira vez na história das princesas Disney terá estampas, a estilista buscou inspiração na própria infância e nos bordados de sua avó. A personagem também se diferencia das demais princesinhas da Disney em outros quesitos. Ela é apenas a segunda princesa da companhia a empunhar uma espada e a primeira a não ter príncipe encantado ou salvador de alguma espécie. Ao contrário, foi ela quem xalvou o seu reino de um feiticeira do mal e, agora, tem a missão de governar Avalor. Na versão original, ela é dublada pela atriz Aimee Carrero (série “Young & Hungry”), nascida em Santo Domingo, capital da República Dominicana. E a série contará ainda com outros talentos latinos no elenco, além de, segundo a Disney, “incorporar influências de diversas culturas latinas e hispânicas”, como música, comida e tradições. Criada por Craig Gerber (criador também da “Princesinha Sofia”), Elena terá sua origem explicada num telefilme, “Elena e o Segredo de Avalor”, que mostrará como ela foi salva pela Princesinha Sofia, que também tem uma série própria, antes de iniciar suas aventuras. Segundo a história, Elena foi encarcerada dentro de um amuleto mágico desde os 16 anos de idade e, por décadas, seus pais e seu reino sofreram nas mãos da sacerdotisa Shuriki. Mas após se libertar, Elena reconquista seu lugar como governante de Avalor, enfrentando bruxas, magos, inimigos mortais e o desafio de governar mesmo sem ter idade suficiente para ser uma rainha. A série estreia no próximo dia 22 de julho no Disney Channel, mas o telefilme que deveria ser exibido antes disso ainda não tem data definida para sua exibição.
Elena de Avalor: Veja o trailer e a abertura da série animada da primeira princesinha latina da Disney
O Disney Channel divulgou o pôster final, o trailer e a abertura da série animada de sua primeira princesa latina, Elena de Avalor. As prévias apresentam a personagem em ação e seus coadjuvantes, ao som de uma trilha que combina diversos ritmos tropicais. Apesar de ser apresentada como princesa latina, Elena não representa nenhum país conhecido. Criada por Craig Gerber (criador também da “Princesinha Sofia”), ela é originalmente dublada pela atriz dominicana Aimee Carrero (série “Young & Hungry”). A nova princesa terá sua origem explicada num telefilme, “Elena e o Segredo de Avalor”, que mostrará como ela foi salva pela Princesinha Sofia, que também tem uma série própria, antes de iniciar suas aventuras. Segundo a história, Elena foi encarcerada dentro de um amuleto mágico desde os 16 anos de idade e, por décadas, seus pais e seu reino sofreram nas mãos da sacerdotisa Shuriki. Mas após se libertar, Elena reconquista seu lugar como governante de Avalor, enfrentando bruxas, magos, inimigos mortais e o desafio de governar mesmo sem ter idade suficiente para ser uma rainha. A série estreia no próximo dia 22 de julho no Disney Channel.
Estreia de A Era do Gelo 5 não supera Procurando Dory no Brasil
Mesmo lançado em mais de mil salas (um terço de todos os cinemas do país), a animação “A Era do Gelo 5: O Big Bang” não conseguiu tirar “Procurando Dory” do topo das bilheterias do Brasil. Na briga dos bichos falantes animados, deu a produção marinha da Disney/Pixar, que no último fim de semana levou mais 1,1 milhão de pessoas aos cinemas. Ao todo, “Procurando Dory” já foi visto por 3,8 milhões de espectadores desde sua estreia nacional, em 30 de junho, rendendo R$ 55,9 milhões no Brasil. No fim de semana, “Dory” se tornou o filme de maior bilheteria de 2016 na América do Norte e a maior bilheteria já registrada por uma animação nos EUA. Ainda inédito nos EUA, “A Era do Gelo 5: O Big Bang” abriu em 2º lugar no Brasil, mas não ficou muito distante do fenômeno da Disney. Fez R$ 16,1 milhões e vendeu 1 milhão de ingressos. O Top 5 do fim de semana ainda incluiu o melodrama “Como Eu Era Antes de Você”, que assegurou o 3º lugar com R$ 4,7 milhões e 296,2 mil ingressos, seguido de “Independence Day – O Ressurgimento” (R$ 2,6 milhões e 156 mil ingressos) e “Invocação do Mal 2” (R$ 1,1 milhão e 68 mil ingressos).
Animação Pets bate recorde com mais de US$ 100 milhões na estreia norte-americana
A animação “Pets – A Vida Secreta dos Bichos” superou todas as expectativas, com um faturamento de US$ 103,1 milhões em seu primeiro fim de semana em cartaz nos Estados Unidos e no Canadá. Trata-se de um novo sucesso do estúdio Illumination, responsável por “Meu Malvado Favorito” (2010) e “Minions” (2015), e o maior valor já conquistado por uma animação original (isto é, que não é continuação de franquia) em todos os tempos. O recorde anterior pertencia a “Divertida mente” (US$ 90,4 milhões em 2015). O sucesso do filme, que só estreia no Brasil em 25 de agosto, reflete seu tema e a adoração das pessoas – e até dos críticos – por seus bichinhos de estimação. Com 76% de aprovação no site Rotten Tomatoes, a animação imagina como é o cotidiano dos bichos, quando os donos os deixam sozinhos em casa, e extrapola a premissa para uma aventura nas ruas perigosas da cidade grande. Para completar, os dubladores originais são comediantes bastante conhecidos nos EUA, como Kevin Hart (“Ajuste de Contas”), Louis CK (série “Louie”), Ellie Kemper (série “Unbreakable Kimmy Schmidt”), Eric Stonestreet (série “Modern Family”), Jenny Slate (série “Married”), Lake Bell (série “Childrens Hospital”). Bobby Moynihan (humorístico “Saturday Night Live”), Hannibal Buress (série “Broad City”) e Albert Brooks (“O Ano Mais Violento”). Este último, curiosamente, também dubla o peixinho Marlin em “Procurando Dory”, outro grande sucesso da temporada de verão nas bilheterias americanas. “Pets” tirou justamente “Dory” do topo do ranking, após três semanas de liderança. Apesar da queda, a animação da Disney-Pixar fez mais de US$ 20 milhões e aumentou seus dois recordes, quebrados na sexta-feira (8/7), como não só a maior bilheteria norte-americana de 2016, mas principalmente a maior bilheteria de uma animação nos EUA em todos os tempos. A disputa pelo 2º lugar no ranking do fim de semana, porém, foi acirrada. No levantamento do Boxoffice Mojo, “Procurando Dory” foi ultrapassado por “A Lenda de Tarzan” por alguns milhares de dólares. Mas em outras projeções, foi o contrário. Os dados oficiais só serão computados na segunda (11/7). Mesmo que mantenha a posição em que estreou na semana passada, o novo “Tarzan” não tem muito o que comemorar. Sua resistência no topo do ranking é digna e já rendeu, em duas semanas, quase o dobro do fracassado “Warcraft” nos EUA. Mas ainda é insuficiente para justificar seu orçamento inflado de US$ 180 milhões. A segunda estreia ampla da semana, a comédia “Os Caça-Noivas”, ficou em 4º lugar com US$ 16,6 milhões, num desempenho modesto, mas de viés positivo para uma produção de US$ 33 milhões. Considerando-se a fracassada filmografia do ator Zac Efron no gênero, o filme só perde para as estreias da franquia “Vizinhos”, o que pode ser considerado um feito de relativo sucesso. A avaliação do Rotten Tomatoes também não foi das piores, com 41% de aprovação. É abaixo da média, mas a maioria das comédias com censura “R” (para maiores de 17 anos) não chega aos 30%. A estreia no Brasil vai acontecer em 28 de julho. BILHETERIAS: TOP 10 EUA 1. Pets – A Vida Secreta dos Bichos Fim de semana: US$ 103,1 milhões Total EUA: US$ 103,1 milhões Total Mundo: US$ 145,7 milhões 2. A Lenda de Tarzan Fim de semana: US$ 20,6 milhões Total EUA: US$ 81,4 milhões Total Mundo: US$ 135,4 milhões 3. Procurando Dory Fim de semana: US$ 20,3 milhões Total EUA: US$ 422,5 milhões Total Mundo: US$ 642,7 milhões 4. Os Caça-Noivas Fim de semana: US$ 16,6 milhões Total EUA: US$ 16,6 milhões Total Mundo: US$ 20,3 milhões 5. 12 Horas Para Sobreviver – O Ano da Eleição Fim de semana: US$ 11,7 milhões Total EUA: US$ 58,1 milhões Total Mundo: US$ 60,3 milhões 6. Um Espião e Meio Fim de semana: US$ 8,1 milhões Total EUA: US$ 108,3 milhões Total Mundo: US$ 140,6 milhões 7. Independence Day: O Ressurgimento Fim de semana: US$ 7,7 milhões Total EUA: US$ 91,4 milhões Total Mundo: US$ 277,6 milhões 8. O Bom Amigo Gigante Fim de semana: US$ 7,6 milhões Total EUA: US$ 38,7 milhões Total Mundo: US$ 50,6 milhões 9. Águas Rasas Fim de semana: US$ 4,8 milhões Total EUA: US$ 45,8 milhões Total Mundo: US$ 45,8 milhões 10. Sultan Fim de semana: US$ 2,2 milhões Total EUA: US$ 3,2 milhões Total Mundo: US$ 6,2 milhões
Procurando Dory bate recorde e vira a maior bilheteria de animação da Disney dos EUA
“Procurando Dory” bateu mais um recorde de bilheteria nos EUA. O filme da Disney/Pixar, que já tinha faturado a maior estreia do gênero, atingiu a maior bilheteria de uma animação da Disney já registrada no país. Com US$ 408,5 milhões de faturamento doméstico, a sequência de “Procurando Nemo” (2003) ultrapassou os US$ 400,7 milhões de “Frozen: Uma Aventura Congelante” (2013), o recordista anterior. O filme da Pixar também ultrapassou “Capitão América: Guerra Civil” (US$ 406 milhões) no ranking doméstico e agora é líder das bilheterias de 2016, pelo menos nos EUA. Mundialmente, porém, o filme ainda tem muito que nadar. Até o momento, “Procurando Dory” acumula US$ 603,3 milhões em todo o mundo, metade do US$ 1,2 bilhão de “Frozen”, a maior bilheteria mundial de uma animação em todos os tempos.
Sing: Bichos cantores soltam a voz em novo trailer animado
O estúdio Illumination divulgou o novo trailer da animação “Sing – Quem Canta Seus Males Espanta”. Curiosamente, a trama segue a linha de “Zootopia”, da Disney, mostrando o cotidiano de uma cidade de animais falantes. A diferença é que, além de falar, eles também querem cantar. A prévia apresenta diversos animais cantores entoando hits famosos, como “Anaconda”, de Nicki Minaj, e “Bad Romance”, de Lady Gaga. Mas por trás de cada sonho de sucesso musical há também histórias muito, hmm, “humanas”. Escrito e dirigido por Garth Jennings (“O Guia do Mochileiro das Galáxias”), o filme gira em torno de Buster Moon (voz original de Matthew McConaughey, de “Interestelar”), um coala que gerencia um grande teatro que passa por tempos difíceis e tem uma ideia para recuperar a glória antiga do lugar: produzir a maior competição de cantores do mundo. Cinco candidatos se destacam competição: Um rato (Seth MacFarlane, a voz de “Ted”), que canta tão bem quanto rói; uma tímida elefante adolescente (a cantora Tori Kelly) com um grande pavor do palco; uma mãe sobrecarregada (Reese Witherspoon, de “Vício Inerente”) de 25 leitões; um jovem gorila gângster (Taron Egerton, de “Kingsman – Serviço Secreto”) esperando se livrar de sua perigosa família; e uma porca-espinha punk-rock (Scarlett Johansson, de “Os Vingadores”) que planeja se libertar de seu namorado arrogante e se lançar em carreira solo. Cada animal chega ao teatro de Buster acreditando que a competição será a chance de mudar o curso de suas vidas. Mas o próprio teatro é palco de inúmeros problemas financeiros. Um detalhe da divulgação do filme chama atenção. Até agora não surgiram trailers dublados. Talvez por a trama conter muitas músicas famosas em inglês. Mesmo assim, é difícil imaginar que uma animação seja lançada apenas com legendas nos cinemas nacionais. A estreia está marcada para 22 de dezembro no Brasil.
Uma Aventura Lego 2: Criador de BoJack Horseman vai reescrever o roteiro da continuação
Depois de adiar a estreia de “Uma Aventura Lego 2”, a Warner Bros. contratou Raphael Bob-Waksberg (criador da série animada “BoJack Horseman”), para reescrever o roteiro da sequência. Segundo o site da revista Variety, o objetivo do estúdio é trazer um novo frescor para o roteiro criado por Phil Lord e Christopher Miller, diretores e roteiristas do primeiro filme, tendo em vista que a dupla anda bem ocupada com a produção do spin-off de “Star Wars” focado no jovem Han Solo. Por coincidência, dois dubladores de “BoJack Horseman” já fazem parte do elenco do longa animado da Warner: Will Arnett e Alison Brie. Com direção de Rob Schrab (série “Community”), “Uma Aventura Lego 2” só vai chegar aos cinemas em fevereiro de 2019. Mas antes disso, a franquia terá dois spin-offs: “Lego Batman – O Filme”, com lançamento marcado para 9 de fevereiro, e “Ninjago”, previsto para 21 de setembro de 2017.
A Bela e a Fera: Nova versão da fábula com Emma Watson ganha primeiro pôster
A Disney divulgou o primeiro pôster de “A Bela e a Fera”, sua nova adaptação de fábula encantada. A arte destaca a rosa que levou Bela para a mansão da Fera. Assim como “Mogli, o Menino Lobo”, atualmente em cartaz, o filme é uma adaptação com atores de um desenho clássico do estúdio, portanto mais fiel à versão da própria Disney do que à fábula original. Isto o diferencia de outros filmes baseados na história medieval, como a recente adaptação francesa, com Vincent Cassel (“Em Transe”) e Léa Seydoux (“007 Contra Spectre”). O filme traz Emma Watson (franquia “Harry Potter”) como a Bela, Dan Stevens (série “Downton Abbey”) como a Fera, Luke Evans (“Drácula – A História Nunca Contada”) como o vilão Gaston e um elenco de coadjuvantes famosos, formado por Josh Gad (“Jobs”), Stanley Tucci (“Jogos Vorazes”), Emma Thompson (“Walt nos Bastidores de Mary Poppins”), Kevin Kline (“Última Viagem a Vegas”), Ewan McGregor (“Jack, o Caçador de Gigantes”) e Ian McKellen (franquia “O Hobbit”). A direção é de Bill Condon (“A Saga Crepúsculo: Amanhecer”), o roteiro de Stephen Chbosky (que dirigiu Emma Watson no drama adolescente “As Vantagens de Ser Invisível”) e a trilha de Alan Menken, que ganhou dois Oscars pelo clássico animado em 1991. Por sinal, o filme contará com regravações das canções originais, além de várias músicas inéditas compostas por Menken e Tim Rice. Ou seja, “A Bela e a Fera” preservará a característica musical da animação. A estreia está marcada para o dia 16 de março no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Estreias: A Era do Gelo – O Big Bang derrete em mais de mil cinemas
“A Era do Gelo – O Big Bang” é o blockbuster da semana. Trata-se de mais uma continuação animada, como “Procurando Dory”. A diferença é que já é o quinto episódio da franquia, que a esta altura já está parecendo uma série e faria mais sentido na TV. O filme leva a 1.159 salas mais um desastre natural que Manny e seus amigos terão que sobreviver, sendo 619 em 3D e 12 salas IMAX. A história não só parece, como é repetitiva, resultando em algumas das piores críticas de uma animação em 2016 – só 8% de aprovação no Rotten Tomatoes. A versão brasileira ainda destaca dublagem de certo Youtuber, o que pode ser considerado incentivo ou o prego final, dependendo do ponto de vista. Como ainda há muitos blockbusters em cartaz, os demais lançamentos ficaram restritos a um circuito bem menor. O maior deles é “Florence – Quem é essa Mulher?”, estrelado por Meryl Streep, que leva a 90 salas um déja vu. Vítima do cronograma de estreias nacionais, o filme chega aos cinemas apenas duas semanas após o francês “Marguerite” contar basicamente a mesma história, com outra personagem real. Tanto Florence quanto Marguerite foram socialites ricas que, paparicadas pelos amigos, convenceram-se que eram grandes cantoras de ópera, sem sequer soarem afinadas. Detalhe: ambos os filmes são ótimos, com qualidades próprias. A programação, por sinal, está bastante feminina. Outro longa intitulado com nome de mulher é “Julieta”, de Pedro Almodóvar (“A Pele que Habito”). Selecionado no último Festival de Cannes, leva a 55 telas uma adaptação livre de contos da escritora canadense Alice Munro, vencedora do Nobel de literatura, acompanhando a personagem-título por várias décadas e duas atrizes diferentes. Ainda que mais dramático que o costume, o filme repete o tema da mãe com problemas emocionais e carrega as cores que tanto marcam a filmografia do espanhol. “Janis – Little Girl Blue” é um documentário sobre a cantora Janis Joplin, da premiada documentarista Amy Berg (“West of Memphis”), narrado por outra cantora, Cat Power, através de cartas escritas pela própria Janis ao longo dos anos. Sensível, talvez seja a obra mais reveladora sobre a roqueira que amava o blues, mas também o sexo, as drogas e o álcool, e nesse sentido não deixa de ter eco no impactante “Amy”. Em 39 salas. O único lançamento nacional da semana também é um documentário, “Menino 23”, de Belisário Franca (“Amazônia Eterna”), sobre um projeto criminoso de eugenia conduzido por admiradores do nazismo no Brasil, nos anos 1930. O testemunho dos únicos sobreviventes é um escândalo que os livros de história não contam. Muito bem conduzido, com ritmo de investigação, o trabalho de Franca contextualiza o horror racista que chegou a fazer até parte da Constituição brasileira da época. Impressionante e obrigatório, o filme não teve seu circuito divulgado. A programação se completa com o drama “Um Belo Verão”, que ocupa duas salas em São Paulo. Infelizmente para poucos, o longa de Catherine Corsini (“Partir”) foi um dos destaques do cinema francês do ano passado, premiado em festivais e indicado ao César. Passado nos anos 1970, acompanha o romance entre uma professora feminista e uma jovem que esconde seu lesbianismo da família, até que têm sua ligação testada quando se mudam para o interior, numa época de preconceitos irredutíveis.
Kubo e a Espada Mágica: Nova animação em stop-motion ganha trailer legendado
A Universal divulgou novos pôsteres e um trailer legendado de “Kubo e a Espada Mágica”, animação do estúdio Laika, que preserva a técnica stop-motion que marcou seus ótimos filmes anteriores, “Coraline e o Mundo Secreto” (2009), “ParaNorman” (2012) e “Os Boxtrolls” (2014), além de compartilhar com eles uma temática mais sombria que a média da animação americana. Desta vez, ainda há influência dos animes, como a própria ambientação japonesa indica. Ambientada no Japão feudal, a animação acompanha o personagem-título Kubo, um menino que vive em um pacato vilarejo com sua mãe, até que um espírito vingativo o encontra, trazendo à tona sua herança sobrenatural. Sua única chance de sobrevivência é encontrar uma armadura e uma espada mágica, que pertenceu a seu pai, um samurai, com a ajuda de um macaco falante e um besouro guerreiro. A direção é de Travis Knight, que estreia na função após trabalhar como animador principal dos três longas anteriores do estúdio. Já a dublagem original, que não deve ser ouvida nos cinemas brasileiras, reúne um superelenco: Charlize Theron (“Mad Max: A Estrada da Fúria”) dubla o macaco, Matthew McConaughey (“Interestellar”) faz a voz do besouro, Rooney Mara (“Peter Pan”) é o espírito vingativo, o jovem Art Parkinson (“Terremoto: A Falha de San Andreas”) dá vida ao personagem-título, e ainda há papeis para Ralph Fiennes (franquia “Harry Potter”), George Takei (da série original “Jornada nas Estrelas”) e Brenda Vaccaro (“O Espelho Tem Duas Faces”). “Kubo e a Espada Mágica” estreia em 18 de agosto no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Pets: Vídeo de bastidores destaca os dubladores originais
A Universal Pictures divulgou um vídeo de bastidores (sem legendas) de “Pets: A Vida Secreta dos Bichos”, nova animação criada pelos “mesmos seres humanos” que fizeram “Meu Malvado Favorito” (2010), que destaca o elenco americano de dubladores: os comediantes Kevin Hart (“Ajuste de Contas”), Eric Stonestreet (série “Modern Family”), Jenny Slate (série “Married”), Lake Bell (série “Childrens Hospital”) e Bobby Moynihan (humorístico “Saturday Night Live”), que aparecem no vídeo, além de Louis CK (série “Louie”), Ellie Kemper (série “Unbreakable Kimmy Schmidt”), Hannibal Buress (série “Broad City”) e Albert Brooks (“O Ano Mais Violento”). A animação vai mostrar o que acontece quando os humanos saem para o trabalho ou a escola, e os animais de estimação ficam sozinhos em casa. E quando uma rivalidade deixa dois cãozinhos em perigo, os bichos da vizinhança iniciam uma aventura para salvar seus amigos capturados pela carrocinha e sequestrados por um coelho psicopata. O filme tem direção de Chris Renaud, um dos diretores da franquia “Meu Malvado Favorito”, em parceria com Yarrow Cheney, desenhista de produção de “Meu Malvado Favorito”. O roteiro é de Brian Lynch, de “O Gato de Botas” (2011), e a dupla Cinco Paul e Ken Daurio, também de “Meu Malvado Favorito”. A estreia está marcada para 8 de julho nos EUA, mas apenas em 25 de agosto no Brasil.
Filme do Porta dos Fundos é engolido por Dory nas bilheterias
“Procurando Dory” confirmou no Brasil seu sucesso internacional, arrecadando R$ 23,8 milhões em seu primeiro final de semana no país. O valor é recorde. Trata-se da maior bilheteria de estreia de uma animação no país, superando a marca anterior de “Minions” (2015). Além disso, o longa da Disney/Pixar também levou público recorde aos cinemas, cerca de 1,4 milhão de pessoas. Já o primeiro filme do canal do YouTube “Porta dos Fundos” teve um lançamento modesto, abaixo da expectativa. A comédia “Contrato Vitalício” era a segunda maior estreia da semana, mas rendeu bem menos que filmes que já estavam em cartaz, abrindo com R$ 2,7 milhões em 4º lugar – atrás ainda “Como Eu Era Antes De Você” (R$ 6,9 milhões) e “Independence Day: O Ressurgimento” (R$ 5,5 milhões), remanescentes de semanas passadas. Um detalhe curioso é que a versão nacional de “Procurando Dory” tem entre seus dubladores Antonio Tabet, integrante do “Porta dos Fundos”. Ao todo, o filme do “Porta dos Fundos” levou 178 mil pessoas aos cinemas. Na véspera, alguns sites previram que seria a maior bilheteria brasileira do ano. Mas apenas uma comédia nacional estourou as bilheterias em 2016, “Um Suburbano Sortudo”, ao contrário do que vinha sendo regra até o ano passado.
Procurando Dory é um dos grandes filmes da Pixar
Assim como já fez com “Toy Story” (1995), “Monstros S.A.” (2001) e “Carros” (2006), o estúdio Pixar revisita agora os personagens de “Procurando Nemo” (2003), um dos seus maiores sucessos. Entretanto, “Procurando Dory” se diferencia mais do original que as continuações anteriores, não apenas por se concentrar na coadjuvante do primeiro filme, mas por algumas ousadias, como a inclusão de aspectos mais sombrios e temas humanistas. De fato, se não tivesse “Procurando Nemo” como predecessor, “Procurando Dory” estaria sendo louvado como um dos grandes filmes originais do estúdio. A nova animação é uma história de superação, destacando uma personagem com problema mental, que consegue não apenas atingir o seu objetivo, como se tornar um exemplo de obstinação e até de heroísmo. Mas chegar lá não é nada fácil. O filme começa com um pequeno prólogo, apresentando a pequena Dory ainda morando com os pais, antes de se perder, ficar adulta e conhecer Marlin, o perturbado pai do desaparecido Nemo, e ajudá-lo em sua jornada em busca do filho. Difícil não se solidarizar com a personagem, que sofre de perda de memória recente e por isso acaba não conseguindo muitos amigos. A trama encontra os personagens um ano após os eventos de “Procurando Nemo”, com Dory morando com Marlin e Nemo, e de vez em quando tem sonhos com sua família, flashes que podem servir de pistas para ela reencontrar seus pais. De certa forma, a busca da heroína pela família encontra paralelos no filme anterior do estúdio, “O Bom Dinossauro” (2015), embora aposte menos nas lágrimas e mais no desespero e na ansiedade de seus personagens. Ganham destaque alguns coadjuvantes novos que ajudam Dory na jornada, como o polvo com medo de espaços abertos Hank, a tubarão baleia míope Destiny e o inseguro beluga Bailey. Como se vê, a maioria dos personagens sofre de transtornos físicos, psicológicos ou mentais e essa é uma das belezas do filme: mostrar como podem ser capazes de enfrentar suas próprias limitações. Para completar, a Pixar ainda presenteia seus espectadores com um curta de abertura muito bonito, que ecoa o mesmo tema. Em “Piper – Descobrindo o Mundo”, de Alan Barillaro, um filhote de passarinho enfrenta um breve trauma – uma onda gigante que o arrasta e faz com que ele fique inseguro para sair e se alimentar junto com sua mãe e seus irmãos na praia – e o modo como ele consegue aprender a enfrentar esse problema.












