A Piada Mortal: Animação baseada na famosa graphic novel de Batman ganha novo trailer
A Warner divulgou a capa e um novo trailer da animação “Batman: A Piada Mortal”, que adapta a história mais famosa do Coringa, a graphic novel homônima de 1988, escrita por Alan Moore (“Watchmen” e “V de Vingança”) e desenhada por Brian Bolland. A prévia destaca que se trata de um trabalho “chocante”, enquanto mostra imagens que reproduzem cenas icônicas dos quadrinhos, como a tortura do Comissário Gordon e detalhes do atentado que deixou Barbara Gordon paraplégica. O contexto é tão forte que recebeu classificação “R” nos EUA, sendo proibida para menores de 17 anos. É a primeira produção animada de Batman a receber censura tão elevada. Entretanto, embora busque preservar o clima pesado da graphic novel, a ponto de recriar a capa dos quadrinhos, o trailer também revela participação da Batgirl, que não aparece na história. Nos quadrinhos clássicos, a heroína é representada apenas em sua identidade civil, como Barbara, a vítima da tragédia. O destaque da dublagem fica por conta da participação de Mark Hamill (o Luke Skywalker de “Star Wars”), que se consagrou como a voz do Coringa desde “Batman – A Série Animada”, de 1992. Quem faz a voz de Batman, por sua vez, é Kevin Conroy, o dublador original do herói na animação de clássica 1992. Com direção de Sam Liu (“Justice League vs. Teen Titans”), a animação terá première em julho durante a San Diego Comic-Con, será disponibilizada como VOD em 19 de julho e lançada como DVD e Blu-ray em 2 de agosto nos EUA. https://www.youtube.com/watch?v=SnTSqgJPVl8
Os Blues Brothers vão virar série animada
A clássica comédia musical “Os Irmãos Cara-de-Pau” (Blues Brothers, no original) vai virar uma série animada. O anúncio foi feito pela produtora Bento Box Entertainment (responsável por “Bob’s Burger”), que firmou parceria com o ator Dan Aykroyd, o blues brother sobrevivente, para desenvolver a atração. Os Blues Brothers eram cantores de uma banda fictícia de soul, criados em 1976 pelos comediantes Dan Aykroyd e John Belushi como personagens do programa “Saturday Night Live”. Mas seu sucesso foi tanto que não coube na TV. Eles fizeram turnês e até gravaram um disco em 1978, culminando sua fama com um longa-metragem em 1980. O filme virou cult, graças ao roteiro inspirado de Aykroyd e do diretor John Landis, mas principalmente pela participação de diversas lendas (então vivas) da soul music, como James Brown, Aretha Franklin, Ray Charles, a banda Booker T and the MGs e até o lendário jazzista Cab Calloway. O sucesso continuou mesmo após a morte de Belushi, que faleceu em 1982, estendendo-se por novas turnês até ganhar uma continuação cinematográfica, “Os Irmãos Cara de Pau 2000” (2000), co-estrelada por John Goodman (“Caçadores de Obras-Primas”) e novamente com diversos artistas da música soul. A série animada vai apresentar os antigos hits dos filmes e novas gravações, feitas especialmente para o projeto, que contará com vários convidados musicais. Aykroyd vai produzir a série animada e também dublar seu personagem clássico, Elwood Blues. Não há informação sobre quem vai dublar Jake, o personagem de Belushi, que também aparecerá na produção. O projeto será oferecido para serviços de streaming e canais de TV antes de começar a ser produzido.
Festival Cine-PE completa 20 anos valorizando o cinema brasileiro
O Festival Cine-PE completa 20 anos de existência numa época de bastante valorização do cinema pernambucano, um dos mais efervescentes e criativos da nova safra autoral brasileira. A mais recente consagração foi a inclusão de “Aquarius”, novo filme de Kleber Mendonça Filho (“O Som ao Redor”), na mostra competitiva do Festival de Cannes. A fase de reconhecimento global ao cinema brasileiro teve uma consequência bem-vinda no festival pernambucano, que parece ter abandonado sua desfocada pretensão de virar um evento internacional, passando a valorizar o que fez de melhor em suas duas décadas de existência: lançar novos clássicos nacionais. A crise econômica (a questão cambial) também ajudou na composição das mostras, que voltam a ser exclusivas de filmes brasileiros. São três mostras competitivas: uma de longas, outra de curtas e uma terceira de curtas do estado de Pernambuco. Debates e workshops também entram na programação, que ainda presta homenagem às carreiras do ator Jonas Bloch (“Amarelo Manga”) e da atriz-cineasta Carla Camurati (“Carlota Joaquina: Princesa do Brazil”). Mesmo com a exclusão de filmes internacionais, a mostra competitiva de longas permanece bastante enxuta, com apenas seis títulos, mas, paradoxalmente, eclética ao extremo, incluindo na mesma seleção um filme alegórico de cineasta da velha guarda, um documentário sobre forró e uma animação infantil. A disputa começa com a exibição de “Por Trás do Céu”, do paulista Caio Sóh, diretor de “Teus Olhos Meus” (vencedor do prêmio do público da Mostra de São Paulo de 2011) e marido da protagonista, a atriz Nathalia Dill (“Paraísos Artificiais”). Filme encantado pelo céu azul nordestino, foi rodado no Cariri paraibano, a “Roliúde Nordestina”, onde se passaram clássicos como “São Jerônimo” (1999), de Júlio Bressane, “O Auto da Compadecida” (2000), de Guel Arraes, e “Cinema, Aspirinas e Urubus” (2005), de Marcelo Gomes. A mencionada projeção internacional se reflete na exibição da comédia “O Prefeito”, de Bruno Safadi (“Éden”), sobre um prefeito fictício (Nizo Neto) que quer a independência do Rio. O filme integra uma quadrologia (com obras de outros cineastas) que foi lançada no Festival de Locarno no ano passado. Um dos filmes mais esperados da competição é “Guerra do Paraguay”, do mítico Luiz Rosemberg Filho, lenda-viva do chamado Cinema de Invenção, que interrompeu um longo hiato com “Dois Casamento$”, seu filme mais pop, lançado em apenas duas salas em 2015. Na ocasião, comparou a burocracia da Ancine à ditadura que o censurava nos anos 1970. Sua nova obra é uma crítica alegórica ao fascismo, contada em tom de fábula. Com apelo mais popular, o documentário “Danado de Bom”, de Deby Brennand, celebra o forró, ao relembrar a carreira musical de João Silva, grande parceiro de Luiz Gonzaga. O filme da cineasta pernambucana já foi exibido no festival É Tudo Verdade, no mês passado. Voltado ao público infantil, a animação “As Aventuras do Pequeno Colombo”, de Rodrigo Gava (“Turma da Mônica em Uma Aventura no Tempo”), contrasta com a seriedade da seleção, acompanhando uma aventura do jovem Chris (Christóvão Colombo) e seus amigos Leo (Leonardo da Vinci) e Lisa (Monalisa) em busca dos tesouros da lendária Ilha de Hi-Brasil. Assumidamente comercial, a produção já assegurou sua estreia no circuito em dezembro. Completa a programação “Leste Oeste”, primeiro longa-metragem dirigido pelo cineasta Rodrigo Grota, que envolve pilotos de corridas e parece ter sido rodado em outro país, onde há neblinas e manhãs frias. Antítese do cenário ensolarado das demais obras selecionadas, foi filmado em Londrina, na “república” do Paraná.
Radiohead lança clipe animado com referência ao terror cult O Homem de Palha
A banda britânica Radiohead criou clima, tirando suas páginas oficiais do ar, para voltar à vida de forma impactante, oito anos após seu último álbum, com o lançamento de “Burn the Witch”. A nova música veio acompanhada de um clipe, que é praticamente um curta animado. Feito com massinhas e animado por meio da técnica de stop-motion, o vídeo replica o estilo do clássico programa infantil “Camberwick Green”, de Gordon Murray, produção de 1966 que se passava numa vila pitoresca. O detalhe é que a vila do clipe demonstra-se particularmente sinistra para seu visitante, um funcionário do governo que toma notas, enquanto é introduzido pelo prefeito às atrações, artes e produtos típicos do lugar, como arranjos florais de forcas, balanços para afogamentos e brincadeiras de roda em torno de mulheres amarradas. Ao final, ele é levado a inaugurar a maior atração do festival local, um gigantesco boneco de madeira, no qual é aprisionado e supostamente queimado vivo. Trata-se, na verdade, de uma recriação da vila e do desfecho do terror “O Homem de Palha” (1973), filme cultuadíssimo da produtora Hammer, estrelado por Christopher Lee, sobre uma comunidade pagã que seguia os rituais celtas de sacrifícios humanos. A direção é do cineasta Chris Hopewell (“Um Fantástico Medo de Tudo”), que já tinha trabalhado com a banda em 2003 no clipe de “There There”, utilizando outro tipo de animação. A música, por sua vez, incluiu um arranjo de cordas que remete às orquestrações minimalistas de Steve Reich, obtendo um efeito tétrico sobre a melodia, como trilha de filme de terror. O single será lançado oficialmente na quarta-feira (4/5), já pelo novo selo da banda, Dawn Chorus, LLP.
LeBron James vai estrelar continuação de Space Jam
O jogador de basquete LeBron James, astro do Cleveland Cavaliers, vai estrelar a continuação de “Space Jam: O Jogo do Século”, informou o site The Hollywood Reporter. Mistura de animação e atores reais, o filme de 1996 fez um enorme sucesso ao juntar o mito do basquete Michael Jordan com os personagens dos desenhos “Looney Tunes” — Pernalonga, Patolino, Frajola, Piu Piu, Taz, entre outros. A continuação deve ser dirigida por Justin Lin, cineasta responsável por quatro dos sete filmes da franquia “Velozes e furiosos”, que negocia o trabalho com o estúdio Warner, e o roteiro está a cargo de Andrew Dodge (“Palavrões”). Os rumores de que o sucesso dos anos 1990 ganharia uma continuação se arrastam há anos, mas ganharam maior impulso desde julho do ano passado, quando LeBron James e sua empresa, SpringHill Entertainment, assinaram um acordo com a Warner Bros. para desenvolverem projetos conjuntos. Como ator, o craque da NBA só conta com uma pequena participação na comédia “Descompensada” (2015), estrelado por Amy Schumer, em que interpretou a si mesmo. Mas ele já tem experiência com animação, como criador e produtor de “The LeBrons”, série animada patrocinada pela Nike que já dura três temporadas no YouTube.
Conglomerado da Universal compra a DreamWorks Animation
O estúdio DreamWorks Animation, responsável por animações como “Shrek” (2001), “Kung Fu Panda” (2008) e “Como Treinar O Seu Dragão” (2010), aceitou uma proposta de compra da empresa Comcast, dona da rede NBC e do estúdios Universal, de US$ 4,1 bilhões (ou 3,8 bilhões, descontados débitos pendentes), informou a revista Variety. Assim que a negociação for finalizada, a empresa será integrada ao grupo de cinema da Universal, que já conta com um parceiro na área da animação, a Illumination Entertainment, responsável por “Meu Malvado Favorito” (2010), “Minions” (2015) e o vindouro “Pets: A Vida Secreta dos Bichos”, que estreia em 25 de agosto. O acordo prevê a manutenção da marca DreamWorks Animation – que desde 2004 é uma entidade independente e separada do estúdio DreamWorks, de Steven Spielberg – , num acordo similar ao da incorporação da Pixar pela Disney. A ideia é aproveitar as franquias animadas da companhia para rivalizar com a Disney no mercado de longas animados, séries e parques temáticos. A operação já está acertada entre Jeffrey Katzenberg, CEO da DreamWorks Animation, e os sócios majoritários da Comcast, mas a complexidade da negociação levará até o fim do ano para ser totalmente concluída e aprovada pela entidade regulamentadora dos EUA. Caso o acordo enfrente dificuldades insanáveis, há uma pesada multa prevista para ambas as partes. Katzenberg permanecerá à frente da nova empresa resultante da aquisição, que se chamará DreamWorks New Media, e ainda integrará o grupo de executivos da rede NBCUniversal. Em comunicado para seus funcionários, ele comemorou o negócio. “Este não foi um acordo que precisávamos fazer, mas é o tipo de negócio que eu sempre esperei um dia encontrar. Não só estamos passando o bastão para uma empresa que entende e valoriza a nossa marca, mas também para quem vai nutrir e fazer crescer nossos negócios, que finalmente poderão atingir o seu pleno potencial.” O próximo lançamento da DreamWorks Animation é a animação “Trolls”, que pode lançar uma nova franquia. A estreia está prevista para 3 de novembro no Brasil.
Mogli impressiona e emociona em versão digital à altura do clássico da Disney
A nova versão “com ator” de “Mogli: O Menino Lobo” é nostálgica e impressionante pelos efeitos visuais, que comprovam mais um milagre do cinema, mas não seria tão bem-sucedida se não fosse também envolvente e emocionante. Jon Favreau é um diretor que raramente erra. Seu currículo não deixa mentir: “Zathura” (2005) e o primeiro “Homem de Ferro” (2008) são indiscutíveis. Seu único fracasso foi o fraco “Cowboys & Aliens” (2011), que ele rebateu com um projeto barato e pessoal, o delicioso “Chef” (2014). O sucesso de “Mogli” apenas confirma a confiança depositada pela Disney em seu talento. Assistir ao filme dá a impressão clara de que um peso enorme saiu das costas do cineasta. Nerd e atento aos detalhes, Favreau caprichou na criação de um novo mundo. Além de fotografia e direção de arte de arregalar os olhos, a selva de “Mogli” e todos os seus habitantes (animais criados por computação) representam um assombro tecnológico. O design gerado quase que inteiramente em CGI prova que, muitas vezes, somos injustos com os efeitos visuais que levam os profissionais que trabalham com isso a orgasmos múltiplos. Cobramos efeitos práticos, à moda antiga, quando vemos a tecnologia digital tomar conta de um filme, a ponto de se tornar mais importante que seu diretor, roteiro e elenco. Mas “Mogli” está aí para lembrar que um diretor faz diferença, sim. Num trabalho praticamente quase todo computadorizado, Favreau jamais esquece onde está a alma de seu filme. Adaptar “Mogli” sempre foi arriscado. Por conta disso, a própria Disney já tinha optado por uma animação em 1967, quando contou sua primeira versão da história criada no século 19 por Rudyard Kipling. Compreensível. Se nos anos 1960 uma adaptação decente com atores de carne e osso seria impossível, a versão de Favreau também jamais teria dado certo em outra época. Aliás, existe um filme em 1994 dirigido pelo Stephen Sommers de “A Múmia”, que ninguém lembra. É claro que a invasão das criaturas digitais ganhou fôlego com os dinossauros de “Jurassic Park”, em 1993, mas “Mogli” impressiona por criar com realismo animais que existem hoje. Esqueça os efeitos articificiais de “Jumanji”, de 1995. Os animais selvagens de “Mogli” são tão realistas quanto os bichinhos falantes de “Babe, O Porquinho Atrapalhado”, roteirizado por George Miller no mesmo ano. Uma revolução para a época, que assim como “Mogli” valorizou uma boa história acima de qualquer truque. Mas em “Babe” ainda eram animais de verdade, com pequenas manipulações digitais. Os bichos 100% computadorizados de “Mogli” só foram possíveis após Ang Lee dirigir “As Aventuras de Pi” (2012). Pense no impressionante tigre que rendeu a “Pi” o Oscar de Melhores Efeitos Visuais, só que falando e se expressando com emoções. É o que acontece no filme de Favreau, mas não somente com um tigre. Com um tigre, um urso, uma pantera, uma cobra, lobos, macacos, etc, que interagem com o menino Neel Sethi, um garoto de 10 anos, estreante no cinema. Favreau se apoia na inocência da criança (e do personagem) para que o “faz de conta” dos bichos falantes vire realidade. E a plateia vai junto. O visual funciona que é uma beleza, mas o verdadeiro valor do filme está na sua história clássica. A trama traz questionamentos básicos sobre onde reside a felicidade e a família que escolhemos, respeitando e entendendo as diferenças para descobrir, numa jornada inimista, qual é nosso lugar no mundo. A Disney se tocou que vivemos em outra época, bem distante daquela da animação de 1967. E, assim como fez em “Zootopia”, usa a fábula de Kipling para atualizar (corrigir?) conceitos e pré-conceitos. Para os mais novos, sua trama resgata até a estrutura do roteiro de “O Rei Leão” (1994). E não tem como errar quando a inspiração é essa. Mas, para os mais velhos, o atrativo da nostalgia é ainda mais irresistível. Dificilmente os marmanjos conseguirão segurar as lágrimas quando o urso Balu (voz de Bill Murray no original em inglês, na companhia de um time de dubladores excepcionais) se junta a Mogli para cantar uma música famosa da animação. O que também é uma ousadia: em meio à tanto realismo, Jon Favreau não fugiu das canções. Assim, o novo “Mogli” é um pseudo-live-action que não representa só uma nova adaptação do livro de Kipling. É uma homenagem à própria história da Disney e suas produções infantis de outros tempos.
O Caçador e a Rainha do Gelo é o maior lançamento e também o pior filme da semana
“O Caçador e a Rainha do Gelo” é o lançamento mais amplo da semana, distribuído em 920 salas pelo país. Espécie de quimera, que junta prólogo e sequência na mesma criatura, o filme retoma os personagens de Chris Hemsworth e Charlize Theron em “Branca de Neve e o Caçador” (2012), mas em vez de aprofundar a fábula de Branca de Neve leva sua trama para o mundo de “Frozen – Uma Aventura Congelante” (2013). O resultado parece um episódio de “Once Upon a Time” mal escrito e obcecado por efeitos visuais dourados. O longa também estreia neste fim de semana nos EUA, onde foi eviscerado pela crítica (19% de aprovação no site Rotten Tomatoes). A outra estreia infantil, a animação “No Mundo da Lua”, é mais criativa, ao acompanhar um adolescente, filho e neto de astronautas, em sua luta para preservar o programa espacial americano e impedir um bilionário excêntrico de virar dono da lua. A produção mantém o espírito aventureiro do primeiro longa do diretor espanhol Enrique Gato, “As Aventuras de Tadeo” (2012), com exibição em 290 salas (126 em 3D). “Milagres do Paraíso” também foca famílias com sua história, sobre uma criança doente que consegue uma cura milagrosa. Típica produção religiosa, sua trama reforça a insignificância da ciência, desautoriza coincidências e prega que Deus sempre atende aos que acreditam. A crítica americana considerou medíocre, com 47% de aprovação. A diretora mexicana Patricia Riggen é a mesma do drama “Os 33” (2015) e o elenco destaca Jennifer Garner (“Clube de Compra Dallas”) como a mãe que padece no paraíso. Chega em 180 salas do circuito. Dois filmes nacionais completam a programação dos shoppings. E, por incrível que pareça, nenhum deles é uma comédia boba. Com maior alcance, “Em Nome da Lei” marca a volta do diretor Sergio Rezende ao gênero policial, sete anos após seu último longa, “Salve Geral” (2009). O lançamento em 380 salas sinaliza a expectativa positiva do estúdio à história de um juiz federal incorruptível, que evoca esses dias de operação Lava Jato (dá-lhe zeitgeist). Mas o personagem de Mateus Solano (“Confia em Mim”) não é Sergio Moro nem a trama enfrenta a corrupção política, optando por situações clichês de máfia de fronteira, narradas de forma novelesca, com direito a “núcleo romântico”. Não prende sequer a atenção. A melhor opção nacional é o drama “Nise – O Coração da Loucura”, fruto de um roteiro mais maduro (escrito a 14 mãos!), que encontra um meio-termo entre o didatismo e o desenvolvimento de personagem. Glória Pires (“Flores Raras”) se destaca no papel central, a doutora Nise da Silveira, figura importante da psiquiatria brasileira, que merecia mesmo virar filme. O longa dirigido por Roberto Berliner (do péssimo “Julio Sumiu”) mostra seu confronto com os tratamentos violentos dos anos 1940 e a bem-sucedida adoção da terapia ocupacional, que passa a humanizar os doentes de um hospício público. Além de competente cinebiografia, o filme possuiu uma bela mensagem contra a intolerância. Em apenas 59 telas. Intolerância também é o tema de “Amor por Direito”, drama indie americano que ocupa uma faixa intermediária, em pouco menos de 50 salas. Baseado em fatos reais, a história mostra a batalha jurídica de uma policial (Julianne Moore, de “Para Sempre Alice”), diagnosticada com uma doença terminal, que enfrenta preconceitos para deixar sua pensão para sua parceira de vida (Ellen Page, de “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”). O caso teve repercussão nacional nos EUA, mas, apesar das boas intenções, a trama cinematográfica não ressoa como “Filadélfia” (1993), do mesmo roteirista. Ironicamente, o drama lésbico teve a mesma nota do drama crente da semana, 47% de aprovação no Rotten Tomatoes. Dois dramas europeus e dois documentários brasileiros ocupam o circuito limitado. O principal título europeu é o romeno “O Tesouro”, de Corneliu Porumboiu (“Polícia, Adjetivo”), em que dois vizinhos enfrentam a amarga realidade da crise econômica com um sonho infantil, de encontrar um suposto tesouro escondido. Venceu vários prêmios em festivais internacionais, inclusive Cannes. O outro lançamento é o francês “Uma História de Loucura”, de Robert Guédiguian (“As Neves do Kilimanjaro”), que acompanha as histórias dois jovens: um terrorista e sua vítima colateral num atentado contra o embaixador da Turquia em Paris, nos anos 1980. Ambos chegam em quatro salas. Entre os documentários, o destaque pertence a “O Futebol”, de Sergio Oksman, vencedor do recente festival É Tudo Verdade. O diretor tem uma longa lista de prêmios no currículo. Já tinha vencido até o Goya (o Oscar espanhol) e o prêmio de Melhor Documentário do festival Karlovy Vary com o curta “A Story for the Modlins” (2012). “O Futebol”, por sua vez, foi exibido também nos festivais de Locarno e Mar Del Plata. E, apesar do título, tem o futebol apenas como pano de fundo para um reencontro entre um pai e um filho que não se viam a 20 anos, e que marcam de passar um mês juntos para acompanhar os jogos da Copa do Mundo de 2014. Os planos, porém, não se realizam como previsto. A estreia também acontece em quatro salas. Por fim, “Meu Nome É Jacque”, de Angela Zoé (“Nossas Histórias”) foca uma mulher transexual, portadora do vírus da aids, que precisa superar grandes obstáculos para viver sua vida da melhor forma possível. Chega em apenas uma sala no Rio.
Demi Lovato grava cover de I Will Survive para a trilha de Angry Birds
A cantora Demi Lovato postou no Twitter um trecho de um cover de “I Will Survive”, canção que virou hino gay durante a era das discotecas, na voz de Gloria Gaynor. A gravação, que pode ser ouvida abaixo, foi feita para a trilha sonora da animação “Angry Birds: O Filme”, inspirado no game dos passarinhos mal-encarados. “Angry Birds: O Filme” tem direção dos estreantes Clay Kaytis (animador de “Frozen”) e Fergal Reilly (artista de storyboards de “Hotel Transilvânia”), e chega aos cinemas brasileiros em 12 de maio, oito dias antes do lançamento nos EUA (em 20/5).
Scooby-Doo vai ganhar sua primeira animação para o cinema
A Warner anunciou que Scooby-Doo ganhará seu primeiro longa animado para o cinema, que servirá para inaugurar uma nova fase na franquia, dando início a um universo compartilhado com outros personagens dos desenhos da Hanna-Barbera. Basicamente, será uma versão da ideia da Marvel – ou, no caso da Warner, da DC Comics – de compartilhar eventos e personagens entre diferentes filmes. O anúncio foi feito da CinemaCon, evento para os exibidores de cinema nos EUA. Intitulado ” S.C.O.O.B.”, o filme terá direção de Tony Cervone (“Space Jam – O Jogo do Século”), que já trabalhou na franquia, tendo produzido a série animada “Scooby-Doo! Mistério, S/A” (2010-2013) e dirigido o recente longa animado feito para o mercado vídeo, “Scooby-Doo e Kiss: O Mistério do Rock and Roll” (2015). O roteiro está a cargo de Matt Lieberman (“Dr. Dolittle 4”). Scooby-Doo já teve filmes com atores reais antes, lançados em 2002 e 2004, mas nunca protagonizou uma animação criada para o cinema. A estreia está prevista para setembro de 2018.
A Piada Mortal: Animação baseada na famosa graphic novel de Batman será imprópria para menores
A animação “Batman: The Killing Joke”, baseada na graphic novel “A Piada Mortal”, recebeu classificação “R” nos EUA. É a primeira produção animada de Batman a receber censura tão elevada, sendo proibida para menores de 17 anos. O produtor de animação, Sam Register, disse à revista Entertainment Weekly que sua esquipe procurou ser o mais fiel possível aos quadrinhos, sem se preocupar com a classificação indicativa que poderiam receber. “O gibi é reverenciado pelos fãs, particularmente por seus temas adultos muitas vezes chocantes. Nós sentimos que era nossa responsabilidade apresentar ao nosso público um filme de animação que representasse de forma autêntica a história que eles conhecem muito bem”, explicou. Os quadrinhos originais são realmente fortes e acabaram rendendo a história mais famosa do Coringa. Escrita por Alan Moore (“Watchmen” e “V de Vingança”) e desenhada por Brian Bolland em 1988, “A Piada Mortal” conta a origem do Coringa e registra o infame atentado contra Barbara Gordon, no qual o vilão a deixou paraplégica, acabando com sua carreira como Batgirl. Além disso, a trama contém cenas de tortura física e psicológica do Coringa sobre o Comissário Gordon, que é aprisionado nu numa jaula de circo. O primeiro trailer divulgado da animação reproduzia cenas icônicas dos quadrinhos, como a citada tortura do Comissário Gordon, a luta entre Batman e o vilão na lama de um circo abandonado, flashes da origem do Coringa e detalhes do atentado contra Barbara Gordon. Entretanto, o trailer também mostra a Batgirl, que não aparece na história. Nos quadrinhos clássicos, a heroína é representada apenas em sua identidade civil, como Barbara, a vítima da tragédia. A produção conta com dublagem de Mark Hamill (o Luke Skywalker de “Star Wars”), que faz a voz do Coringa nos desenhos da Warner desde “Batman – A Série Animada”, de 1992. Quem dá voz a Batman, por sua vez, é Kevin Conroy, o dublador original do herói na animação de clássica 1992. Com direção de Sam Liu (“Justice League vs. Teen Titans”), a animação será lançada diretamente em DVD e Blu-ray, com première em julho durante a San Diego Comic-Con. O estúdio não pretende lançar uma versão alternativa, com corte ou redução de cenas, para conseguir uma classificação indicativa menor. Assim, “Batman: The Killing Joke” se tornará o segundo lançamento em vídeo do universo dos quadrinhos da DC Comics a receber o selo R-Rated. Conforme anunciado, a Warner pretende lançar uma versão estendida e sem censura de “Batman vs. Superman: A Origem da Justiça”, que chegará no mercado de home video com classificação “R”.
Benedict Cumberbatch será o Grinch em nova animação
O ator Benedict Cumberbatch (“O Jogo da Imitação”) vai emprestar sua voz ao Grinch, o personagem que odeia o Natal, em uma nova animação da Illumination Entertainment, a produtora dos filmes “Meu Malvado Favorito” (2010) e “Minions” (2015). A revelação foi feita durante a CinemaCon, evento voltado a exibidores de cinema, em Las Vegas. O Grinch já foi dublado pelo ícone do terror Boris Karloff (“Frankenstein”) na animação “Como o Grinch roubou o Natal” (1966) e, mais recentemente, vivido por Jim Carrey no longa com atores reais “O Grinch” (2000). Não foi divulgada a equipe responsável por dar vida à nova adaptação do clássico infantil de Dr. Seuss, mas a estreia foi agendada para novembro de 2017.
Angry Birds: Personagens da animação ilustram cinco pôsteres
A Sony Pictures divulgou cinco pôsteres húngaros de “Angry Birds: O Filme”, que destacam individualmente os personagens da animação. Eles trazem Red (dublado em inglês por Jason Sudeikis e em português por Marcelo Adnet), Matilda (Maya Rudolph em inglês, Danny Calabresa em português), Bomba (com voz original de Danny McBride), Chuck (Josh Gad) e o porco Leonard (Bill Hader). A animação vai mostrar porque os passarinhos ficaram tão raivosos e o que originou a guerra contra os porcos verdes do videogame. “Angry Birds: O Filme” tem direção dos estreantes Clay Kaytis (animador de “Frozen”) e Fergal Reilly (artista de storyboards de “Hotel Transilvânia”), e chega aos cinemas brasileiros em 12 de maio, oito dias antes do lançamento nos EUA (em 20/5).












