Personagens de Zootopia invadem cartazes dos indicados ao Oscar 2017
“Zootopia”, que já saiu até em DVD e Blu-ray, ganhou novos pôsteres “de cinema”, como parte de sua campanha para conquistar a simpatia dos eleitores do Oscar 2017. Indicado ao Oscar de Melhor Animação, a produção usou seus personagens para recriar os cartazes de alguns candidatos em outras categorias da premiação: “La La Land”, “A Qualquer Custo”, “Florence – Quem é Essa Mulher?”, “Animais Noturnos”, “Até o Último Homem” e “Animais Fantásticos e Onde Habitam”. Confira o resultado abaixo, clicando nas imagens para ampliá-las em tela inteira.
Donald Glover será Simba na versão “live action” de Rei Leão
O diretor Jon Favreau (“Mogli, o Menino Lobo”) divulgou em seu Instagram quem fará as vozes de Simba e Mufasa, na versão “live action” de “O Rei Leão” (1994), seu próximo filme para a Disney. O comediante Donald Glover (série “Atlanta”) será a voz do jovem rei, enquanto James Earl Jones repetirá seu trabalho na animação clássica, como a voz insubstituível de Mufasa, o velho rei. A participação de Jones (que também é a voz de Darth Vader) marcará a primeira vez que um dublador de desenho clássico da Disney dará vida ao mesmo personagem na versão “live action” da fábula encantada. Não se sabe, porém, até que ponto a produção poderá ser chamada de “live action”, pois, ao contrário de “Mogli” (2016), em que os animais contracenavam com um ator mirim, desta vez não há personagens humanos na trama. Como chamar, afinal, um filme em que toda a interpretação pode se dar por meio de captura de performance e computação gráfica? É fácil. Com “As Aventuras de Tintim” (2011), que foi exatamente isso, a Sony e a Paramount chamaram de… “animação”! Claro que, se Favreau provou que é possível fazer uma animação de animais falantes hiper-realista com “Mogli”, “O Rei Leão” tem sido encenado por humanos reais há anos na Broadway. É aguardar para ver como o filme será considerado depois de pronto. Maior clássico moderno da Disney, “O Rei Leão” venceu dois Oscars e arrecadou US$ 968 milhões nas bilheterias mundiais. A nova versão ainda não tem previsão de estreia. I just can’t wait to be king. #Simba Uma publicação compartilhada por Jon Favreau (@jonfavreau) em Fev 17, 2017 às 4:24 PST Looking forward to working with this legend. #Mufasa Uma publicação compartilhada por Jon Favreau (@jonfavreau) em Fev 17, 2017 às 4:53 PST
Will Smith não vai estrelar Dumbo
As orelhas de Will Smith podem ser grandes, mas não estarão na versão com atores de “Dumbo”. Não foi exatamente Pinóquio quem espalhou que o astro de “Esquadrão Suicida” estrelaria a nova fábula da Disney, mas o site Deadline apurou que as negociações não vingaram. A publicação confirmou que houve realmente um contato entre Smith e os produtores, mas, por problemas de agenda e valor do cachê, nada foi concretizado. Will Smith estava negociando viver o pai da criança que desenvolve uma amizade com um elefante após vê-lo no circo. Isto porque a adaptação incluirá uma família humana na trama, que não existia no clássico animado de 1941, sobre um bebê elefante que nasceu com orelhas enormes e por isso vira alvo de chacota dos outros animais. A figura de Dumbo será criada usando computação gráfica, assim como foi feito em “Mogli, o Menino Lobo” (2016). Outro grande nome de Hollywood sondado para o projeto era o de Tom Hanks (“Sully”). O astro estaria cotado para interpretar o vilão da produção, mas para ele teria que encontrar espaço na sua agenda lotada. Entre seus compromissos está, inclusive, um filme da própria Disney, como dublador do cowboy Woody em “Toy Story 4”. O roteiro de “Dumbo” está a cargo de Ehren Kruger, responsável pelas histórias dos três últimos “Transformers”.
Batman Lego é pirado, divertido e obrigatório para os fãs dos quadrinhos
“Lego Batman – O Filme” é tão surtado quanto “Uma Aventura Lego”, a primeira incursão em longa-metragem da marca de brinquedos e a melhor animação de 2014. Pelo jeito, assim como os games e as animações para a TV, a franquia para o cinema seguirá esse tom pirado, com bobagens das grossas e motivos para muitas risadas. Mas vamos ponderar: no caso de “Uma Aventura Lego”, por concentrar a trama em um personagem inédito, a ousadia não tinha limites. Aqui, a pequena diferença é que estamos falando do Batman, o herói mais popular e provavelmente o mais conhecido dos quadrinhos, então é preciso seguir certas regras. Não que isso impeça a “Lego” de promover uma zoeira. Embora Batman seja ajustado à franquia, sua história, legado, tudo é devidamente referido. E o fato da animação ser uma comédia não significa, necessariamente, que ridiculariza o herói e seu universo. Ao contrário, é quase um processo de terapia para o personagem – a comédia rola solta, mas os realizadores levaram muito a sério (na medida do possível) o passado de Bruce Wayne, o motivo que o levou a se tornar o Batman, a relação com o Coringa e, sobretudo, algo que poucos exploraram sem enfiar na trama romances passageiros com Kim Basinger ou Nicole Kidman: a solidão do Homem-Morcego. Nas entrelinhas, é este o ponto central de “Lego Batman” e o que o torna obrigatório para qualquer fã dos quadrinhos. É para eles que o filme foi feito, com um buffet repleto de referências, incluindo menções aos filmes e séries da história do personagem, levando em conta até o tempo em que Batman está na ativa (ao pé da letra mesmo) e sua eficiência, afinal os vilões acabam sempre voltando mais cedo ou mais tarde. Isso não quer dizer que “Lego Batman” seja perfeito. Lá pelo meio, a animação viaja demais, envolvendo personagens demais, inclusive vilões de outros filmes que não têm nada a ver com as histórias da DC Comics. Legal, mas talvez mais apropriado em “Uma Aventura Lego”, que era um mix de franquias. Entretanto, “Batman Lego” existe neste universo. E é nesse momento que a animação revela suas intenções, como uma boa, criativa e divertida brincadeira de criança, ao misturar peças e bonecos de diferentes coleções da Lego. Vale frisar que, apesar de tanta loucura, o resultado termina muito bem costurado, com um ato final que se preocupa em concluir a situação do Batman solitário em sua Batcaverna. Não dava para esperar menos de Phil Lord e Chris Miller (“Tá Chovendo Hambúrguer” e, claro, “Uma Aventura Lego”) como produtores e Chris McKay (“Frango Robô”) como diretor. “Batman Lego” é muito engraçado e, ao não se levar a sério, evita as verdadeiras palhaçadas que foram os filmes do herói dirigidos por Zack Snyder e Joel Schumacher.
Livro ensina comunismo nas escolas do Uruguai com desenhos dos Smurfs
Um livro utilizado em algumas escolas particulares de ensino fundamental do Uruguai vem sendo alvo de críticas por recorrer ao desenho dos Smurfs, personagens dos quadrinhos do belga Peyo, para ensinar o sistema comunista. A questão se tornou tão séria que será discutida por autoridades, informou um porta-voz do setor educativo do governo uruguaio. O livro se chama “Uy-XX”, uma publicação da editora Índice, concebido para alunos do 6º ano do ensino fundamental. Segundo o texto, na sociedade comunista, assim como na aldeia dos Smurfs, “ninguém passa fome” e “todos têm casas”. Além disso, na aldeia dos personagens azuis, “o poço de água é para uso coletivo, não é de ninguém e é de todos”. As comparações vão além. “Todos têm obrigações com a comunidade, por exemplo, se encarregam daquilo que sabem fazer. O Smurf cozinheiro cozinhará, o Smurf carpinteiro consertará o que quebrar, e assim cada um da comunidade oferece o seu trabalho e recebe a contribuição dos demais. O comunismo poderia ser uma situação similar”, continua o texto. O livro não faz parte do currículo da educação pública, mas é adotado por algumas escolas particulares, de acordo um porta-voz da Administração Nacional de Educação Pública do Uruguai (Anep). Sua distribuição para crianças do ensino fundamental será abordada durante uma reunião da Anep para analisar “uma futura estratégia em torno deste tipo de publicação” e seus conteúdos. Ao contrário do que o livro ensina, os Smurfs pertencem a uma franquia capitalista muito bem-sucedida. Sua próxima animação, “Os Smurfs e a Vila Perdida”, tem produção da multinacional Sony e estreia em 30 de março no Brasil.
Mulan será a primeira fábula com atores da Disney dirigida por uma mulher
A Disney anunciou uma diretora para a adaptação da fábula “Mulan”. A versão live action da animação de 1998 será dirigida pela neozelandesa Niki Caro, que chamou atenção em 2002 à frente de uma história com tom de fábula e heroína adolescente, “Encantadora de Baleias”. Será a primeira vez que uma mulher vai dirigir uma fábula “live action” do estúdio, após “Alice no País das Maravilhas” (2012), “Malévola” (2014), “Cinderela” (2015), “Mogli” (2016) e a vindoura “A Bela e a Fera” (2017) terem sido comandadas por homens. A fábula de “Mulan” conta a história de uma guerreira chinesa que resolve se fingir de homem para ir à guerra no lugar do pai, um senhor de idade doente que provavelmente morreria em batalha, mas que precisa ir por ser o único homem da família. A versão animada dos anos 1990 chamou muita atenção por mostrar a primeira Princesa da Disney realmente independente, que dispensava ajuda do Príncipe Encantado para vencer seus desafios. Niki Caro finalizou recentemente a série infantil “Anne”, que estreia em março na TV canadense, e o filme “O Zoológico de Varsóvia”, que chega aos cinemas americanos também em março. Além disso, ela trabalhou com a Disney no drama esportivo “McFarland dos EUA”, que fez sucesso no mercado doméstico. Além da versão da Disney, a Sony também prepara uma adaptação de “Mulan”. Esta produção será dirigida por Alex Graves, que já comandou seis episódios de “Game of Thrones”.
Resident Evil ganha animação do diretor do terror O Grito. Veja o trailer
A Sony divulgou o trailer de “Resident Evil: Vendetta”, terceira animação da franquia “Resident Evil”. A produção é japonesa, a cargo do famoso cineasta Takashi Shimizu, criador da franquia de terror “O Grito” (Ju-On), e busca um equilíbrio entre a estética dos games e o estilo dos animes. Para os fãs dos jogos, a trama traz personagens conhecidos, como o capitão Chris Redfield e o agente do governo norte-americano Leon Scott Kennedy (dublado por Matthew Mercier, como nos games e animações anteriores), vistos até nos filmes estrelados por Milla Jovovich. Além deles, a animação marcará a estreia de Rebecca Chambers, personagem favorita dos games, que nunca havia sido adaptada antes. O roteiro é de Makoto Fukami (da série anime “Psycho Pass”), a direção de Takanori Tsujimoto (da minissérie “Ultraman X”) e a estreia está marcada para 27 de maio no Japão. Não há previsão para o lançamento no Brasil, onde as animações anteriores saíram direto em DVD.
Animação Lego Ninjago ganha trailer dublado em português
A Warner divulgou a versão dublada do trailer da animação da linha de brinquedos Ninjago da Lego. Batizado de “Lego Ninjago – O Filme”, a prévia parece tão engraçada quanto o “Lego Batman”. Com muito humor, o vídeo apresenta a luta entre os ninjas bonzinhos e o vilão Lord Garmadon, com direito a robôs gigantes e trilha de “Bad Blood”, de Taylor Swift. O detalhe mais explorado da apresentação é que o Ninja Verde na verdade se chama Lloyd e é filho de Garmadon. Esse universo ninja foi apresentado na série animada “Ninjago: Mestres do Spinjitzu”, do canal pago americano Cartoon Network. Na trama, o Mestre Wu e quatro ninjas se juntam para lutar contra Lord Gagmadon, um senhor do mal que planeja tomar o poder e destruir tudo. O elenco original de dubladores inclui Dave Franco (“Nerve”) como Lloyd, Justin Theroux (série “The Leftovers”) como Lord Garmadon e Jackie Chan (“Fora do Rumo”) como Mestre Wu, o líder dos ninjas que defendem Ninjago City do mal. As vozes dos demais personagens são feitas por Olivia Munn (“X-Men: Apocalipse”), Michael Peña (“Homem-Formiga”), Abbi Jacobson (série “Broad City”), Zach Woods (série “Silicon Valley”), Kumail Nanjiani (também de “Silicon Valley”) e Fred Armisen (série “Portlandia”). A animação tem direção de Charlie Bean (séries “Tron: Uprising”), história de Dan Hageman e Kevin Hageman (ambos da própria série “Ninjago: Mestres do Spinjitzu”) e roteiro final de Hilary Winston (criadora da série “Bad Teacher”), Bob Logan (roteirista da série animada “Dennis, o Pimentinha”) e do estreante Paul Fisher. A produção está a cargo de Phil Lord e Christopher Miller, que dirigiram “Uma Aventura Lego”. A estreia está marcada para 21 de setembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Séries dos heróis da DC Comics ganham pôsteres Lego
As séries da DC Comics entraram no clima de “Lego Batman”, com cartazes criados com bonecos Legos. As atrações homenageadas foram “Gotham”, “Supergirl”, “Arrow” e “The Flash” – as duas últimas compartilhando um mesmo cartaz – , todas produzidas pela Warner, como o filme animado. Além dos pôsteres, as atrações do canal CW também realizaram um crossover com o super-herói Lego, num trailer divertido, que pode ser conferido abaixo (em bis, já que tinha sido anteriormente divulgado). “Lego Batman” estreou nos cinemas brasileiros na quinta (9/2), um dia antes do lançamento nos EUA.
Chimpamzé de Michael Jackson vai virar filme do diretor de Thor: Ragnarok
A história do chimpanzé Bubbles, bicho de estimação do cantor Michael Jackson, vai virar filme e já tem diretor definido: o neozelandês Taika Waititi, responsável pelo vindouro “Thor: Ragnarok”. A produção será um longa animado em stop-motion, a técnica empregada em filmes como “Kubo e as Cordas Mágicas” e “O Estranho Mundo de Jack”. Segundo o site Deadline, Taika Waititi vai dividir a direção do projeto com Mark Gustafson, que foi o principal animador de “O Fantástico Sr. Raposo” (2009), filme de stop-motion de Wes Anderson. Os dois vão animar um roteiro do estreante Isaac Adamson, que em 2015 liderou a chamada “Black List” de Hollywood, a lista dos melhores roteiros não filmados. Com o título de “Bubbles”, o filme vai girar em torno de episódios da vida e carreira de Michael Jackson a partir do ponto de vista de seu macaco de estimação, adotado por ele ainda bebê, em 1983. “Eu não estou interessado em fazer uma biografia. Quero contar uma história que combina fato e fantasia sobre um animal tentando dar sentido ao mundo”, disse Taika Waititi em comunicado. “Este filme não é sobre Michael Jackson, que é algo que eu não gostaria de contar ou ficaria confortável contando. É sobre a jornada fascinante de um chimpanzé através da selva complexa da vida humana. Acho que a animação é a única maneira de abordar uma história como esta”, completou. O animal nasceu em um centro de pesquisas no Texas, onde era usado como cobaia, e foi treinado e domesticado por Michael. Nos anos 1980 e 1990, o jovem chimpanzé passou ter uma vida de celebridade, usando roupas de humanos, participando de gravações e até viajando de primeira classe em aviões pelo mundo. No documentário “Living with Michael Jackson” (2003), Michael revelou ao jornalista Adrian Peterson que Bubbles se tornara excessivamente agressivo e que, por isso, acabou sendo levado a um santuário de animais, por receio de que atacasse o filho recém-nascido do cantor, Prince Michael II. Atualmente, Bubbles vive em um centro para primatas no Estado americano da Flórida, sem contato com a família e amigos de Michael Jackson.
Animação inédita no Brasil ajuda Japão a bater recorde de público em 2016
Os cinemas japoneses bateram recorde de público em 2016, com a venda de mais de 180 milhões de ingressos. Tamanha frequência de espectadores não era registrada no Japão há mais de quatro décadas. O número total de espectadores no ano passado chegou a 180,1 milhões, 8% a mais que em 2015, segundo dados da Associação de Produtores Cinematográficos do Japão. A última vez que o mercado japonês registrou mais de 180 milhões espectadores foi em 1974, quando o cinema ainda não enfrentava a concorrência da TV paga e do mercado de vídeo doméstico. O levantamento também constatou que o filme de maior bilheteria em 2016 foi uma produção nacional, a animação “Your Name” (Kimi no na wa), com uma arrecadação de 23,5 bilhões de ienes (US$ 207 milhões). Seu sucesso ajudou a impulsionar a produção cinematográfica japonesa, que, no total, registrou bilheteria recorde, com 235,5 bilhões de ienes (US$ 2,07 bilhões) somados entre todos os títulos nacionais. “Your Name” superou inclusive o blockbuster “Star Wars: O Despertar da Força”, segunda maior arrecadação no Japão, com 11,6 bilhões (US$ 102 milhões). História de um casal de adolescentes que não se conhece, mas sonha com a vida do outro, “Your Name” também ultrapassou o maior sucesso da animação japonesa em todos os tempos, “A Viagem de Chihiro”, do mestre Hayao Miyazaki, que venceu o Oscar de Melhor Animação em 2003. Enquanto o anime clássico arrecadou US$ 275 milhões no mundo todo, o novo lançamento fez US$ 318 milhões. O mais impressionante é que esse sucesso se deve basicamente ao mercado asiático, já que o filme de Makoto Shinkai não foi lançado em países chaves do Ocidente, inclusive no Brasil e até nos Estados Unidos. Mas enquanto ainda não tem previsão de lançamento por aqui, a estreia americana já foi marcada – para abril. Para se ter noção de como o mercado animado japonês é vigoroso, seis dos dez filmes com as maiores bilheteiras de 2016 no Japão foram produções de animação, uma tendência que vem forte nos últimos anos. Mas o público japonês também mantém a predileção por filmes de monstros gigantes. “Shin Godzilla” (Godzilla Resurgence), a volta de Godzilla ao cinema japonês após 12 anos, ocupou a terceira posição com um faturamento de 8,2 bilhões de ienes (US$ 71 milhões).
Comercial de A Bela e a Fera mostra transformação do Príncipe em monstro de desenho animado
A Disney divulgou um novo comercial da versão com atores de “A Bela e a Fera”, que traz uma cena parcial da transformação do Príncipe vivido por Dan Stevens (série “Legion”) na Fera com visual de desenho animado. Com Emma Watson (franquia “Harry Potter”) como Bela e direção de Bill Condon (“A Saga Crepúsculo: Amanhecer”), o filme estreia em 16 de março no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Cinquenta Tons Mais Escuros domina os cinemas com a pior estreia da semana
Maior estreia da semana, “Cinquenta Tons Mais Escuros” será lançado em mais de 1,2 mil salas, após seu trailer inicial bater recorde de visualizações na internet. Mas o filme não entrega o que muitos imaginam encontrar. Seu erotismo é de minissérie da Globo (para maiores de 16 anos) e o suspense frustrante. E, com 9% no Rotten Tomatoes, tem tudo para chegar em 2018 como favorito ao troféu Framboesa de Ouro. Portanto, também gera a maior curiosidade da semana: será que o público vai se atirar no abismo de olhos fechados ou prestar atenção nos avisos de perigo? E se ousar, assim mesmo, entrar na sala escura, vestirá a máscara do masoquista feliz, capaz de gostar de filme tão ruim? Vale lembrar que “Cinquenta Tons de Cinza”, lançado em mil salas, teve a 4ª maior abertura de 2015, com 1,6 milhão de espectadores no primeiro fim de semana. A animação “Lego Batman”, spin-off de “Uma Aventura Lego”, chega em 777 salas praticamente sem cópias legendadas (só 6% do total tem as vozes originais) e ocupando a maioria das telas 3D do país (497). As vozes originais são todas famosas, mas o dublador brasileiro de Batman (Duda Ribeiro?) impressiona ao soar exatamente como Will Arnet no papel do super-herói. Em clima de besteirol furioso, o desenho transforma Robin em filho de Batman e promove Batgirl à Comissária de Gotham City. Mas, ao contrário do filme cinzento, seu humor de brinquedo agradou 97% da crítica americana. Estes dois lançamentos ocupam dois terços do total das salas de cinema disponíveis no país. Considerando que ainda há filmes de sucesso em cartaz, só a contabilidade criativa e o jeitinho brasileiro conseguem fazer com que caibam mais estreias nos cinemas. Despejado no circuito alternativo, e provavelmente em sessões alternadas com outros títulos, encontra-se o favorito ao Oscar 2017 de Melhor Filme Estrangeiro, a comédia alemã “Toni Erdmann”, que mostra a conturbada relação entre uma executiva workaholic e seu pai maluco, que adora aprontar pegadinhas por onde passa. Tem 92% de aprovação da crítica americana e venceu cinco troféus da Academia Europeia de Cinema, inclusive como Melhor Filme Europeu do ano. Enquanto a produção do remake americano começa a sair do papel, por aqui a comédia original chega só em 12 salas entre São Paulo, Rio/Niterói, Brasília, Recife e Porto Alegre. A programação também inclui dois dramas brasileiros que igualmente conquistaram destaque e prêmios importantes, espremidos em 30 salas cada um. Em “Redemoinho”, dois amigos se reencontram no interior mineiro, em clima de suspense, após um fato traumático levar um deles a desaparecer por um longo tempo. Estreia no cinema do diretor José Luiz Villamarim, da aclamada série “Justiça”, o longa foi premiado no Festival do Rio. Já “A Cidade onde Envelheço” foi o vencedor do último Festival de Brasília e gira em torno de duas amigas portuguesas, que moram juntas em Belo Horizonte. Enquanto uma acaba de chegar à capital mineira e está deslumbrada com as novidades, a outra já pensa em voltar a Lisboa. Com passagem ainda pelo festival de Roterdã, a primeira obra de ficção da documentarista Marília Rocha (“A Falta que Me Faz”) também venceu o Festival de Biarritz de Cinema Latino-Americano, realizado na França. O trash de ação “Vale da Luta” continua a presença brasileira nas telas. A produção B americana inclui Cristiane Venancio, mais conhecida como Cris Cyborg, numa história mal-contada de lutas ilegais entre feras da MMA e modelos que surtariam ao quebrar a unha. Com cara de malvada, Cris vive a vilã que faz as bonitinhas chorarem, como sua colega de elenco, Holly Holm, fez com Ronda Rousey na luta pelo título do UFC. Outra campeã do octógono, Miesha Tate, vive a heroína. Completa a lista de estreias um romance francês incestuoso, “Marguerite & Julien: Um Amor Proibido”, sobre um casal de irmãos apaixonados desde a infância, durante a era renascentista. O mais interessante nesta produção é que o roteiro de Jean Gruault estava entre os projetos que François Truffaut pretendia filmar antes de morrer em 1984. A história acabou reescrita e filmada por Valérie Donzelli, do superestimado melodrama “A Guerra Está Declarada” (2011), com direito a anacronismos que boa parte do público terá dificuldades de aceitar. Passou em branco no Festival de Cannes de 2015, levou quase dois anos para desembarcar aqui e estreia em apenas sete salas. Clique nos títulos dos filmes para ver os trailers de cada lançamento.












