Tim Burton aparece na primeira foto de bastidores do filme de Dumbo
A Disney divulgou, durante a D23, a primeira foto dos bastidores de “Dumbo” (veja acima). A imagem traz o diretor Tom Burton num vagão de Casey Jr., o trem da trama, e visa demonstrar que a produção já começou a ser filmada. Para quem não lembra, o trem era um do personagens que se destacavam na animação de 1941, graças à personalidade própria e até uma canção. Na história, ele carregava os animais do circo de uma cidade para a outra. Além de “Dumbo”, ele apareceu nos desenhos “O Dragão Dengoso” (1941) e “A Nova Onda do Kronk” (2005), entre outras produções. O clássico contava a história de um bebê elefante que nasceu com orelhas enormes e por isso era motivo de deboche entre os demais animais de um circo. Mas estas mesmas orelhas acabam lhe permitindo voar. E com a ajuda de Timotéo, um simpático ratinho, ele acaba se tornando a maior atração do circo. A nova versão tem roteiro de Ehren Kruger (“Transformers: A Era da Extinção”), que incluiu personagens humanos na trama, ausentes na animação original. O elenco inclui Michael Keaton (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”), Colin Farrell (“Animais Fantásticos e Onde Habitam”), Eva Green (“O Lar das Crianças Peculiares”) e Danny DeVito (série “It’s Always Sunny in Philadelphia”). A data de lançamento do novo “Dumbo” foi marcada para março de 2019
Continuação de Detona Ralph vai juntar universos Disney, Pixar, Marvel e Star Wars
A Disney realiza neste fim de semana sua convenção pública anual D23, evento que é uma espécie de Comic-Con da empresa, no qual revela trailers e novidades de seus próximos lançamentos, com a participação do elenco e diretores de filmes, séries e animações. Entre as produções animadas, a que teve mais novidades compartilhadas foi a continuação de “Detona Ralph” (2012). Parece promissora, apesar do título comprido e mal-escrito, que repete duas vezes o nome do protagonista: “Detona Ralph 2: Ralph Quebra a Internet” Se no primeiro filme Ralph (voz original de John C. Reilly) interagia com personagens de videogames clássicos, desta vez ele e sua amiguinha Vanellope (Sarah Silverman) vão viver aventuras na internet. A premissa permite uma oportunidade de exploração do catálogo da própria empresa. Do ponto de vista econômico, em vez de promover games de outras empresas, a trama será sinérgica, aproveitando os personagens da própria Disney. Do ponto de vista criativo, a produção marcará a primeira vez que a empresa juntará, num mesmo filme, personagens da Disney, Pixar, Marvel e da Lucasfilm. Uma cena revelada na D23 mostrou que Vanellope encontrará 10 princesas encantadas num site chamado OhMyDisney.com, que é uma Disneylândia virtual. O detalhe, para os fãs americanos, é que as princesas serão dubladas por suas intérpretes originais nos desenhos da empresa: Jodi Benson (Ariel), Paige O’Hara (Bela), Linda Larkin (Jasmine), Irene Bedard (Pocahontas), Anika Noni Rose (Tiana), Mandy Moore (Rapunzel), Kelly Macdonald (Merida), Auli’i Cravalho (Moana), Kristen Bell (Anna) e Idina Menzel (Elsa). Vale lembrar que a animação “Valente” (2012), que traz Merida, é uma produção da Pixar. Os produtores também confirmaram a participação de Stan Lee, dublando a si mesmo, e Taraji P. Henson (série “Empire”) como uma nova personagem, Yesss, que é um algorítimo. O resto das novidades continua mantido em segredo, mas pelo aperitivo é possível imaginá-las. Novamente dirigido por Rich Moore, agora em parceria com o roteirista Phil Johnston, a sequência de “Detona Ralph” tem estreia marcada para novembro de 2018 nos Estados Unidos e apenas em janeiro de 2019 no Brasil. Veja abaixo o primeiro teaser e o vídeo da apresentação, que reúne 9 das princesas e Sarah Silverman, a intérprete de Vanellope.
Festival Anima Mundi chega aos 25 anos comemorando um século de animações brasileiras
O Anima Mundi, uma das mais importantes eventos internacionais de animação, começa nesta sexta (14/7) no Rio de Janeiro, comemorando 25 anos do festival. O festival também vai celebrar os 100 anos da animação no Brasil. O primeiro registro do gênero no país foi “O Kaiser”, uma charge animada do cartunista fluminense Álvaro Martins, em referência ao contexto geopolítico internacional da época, em plena 1ª Guerra Mundial. Infelizmente, a produção de 1917 se perdeu no tempo, mas continua sendo lembrada e inspirou oito animadores a refazer o filme a partir de uma imagem que sobreviveu para um documentário de 2013 (“Luz Anima Ação”). O resultado é “Reanimando O Kaiser”, que misturou diversas técnicas para recriar a história refletindo a atual diversidade da animação feita no Brasil. Este é apenas um dos trabalhos que integram a programação do Anima Mundi 2017, composta por 470 títulos de 45 países, que incluem mostras especiais e retrospectivas. Uma delas, claro, vai mapear um século de animações brasileiras. Mas há também destaque para a animação canadense, numa retrospectiva que inclui o célebre mestre Norman McLaren. Entre os convidados estrangeiros, há outro mestre, o cineasta uruguaio Walter Tournier, com 38 anos de carreira como diretor, que dará uma masterclass sobre stop-motion durante o evento. As mostras competitivas reúnem 182 produções nas categorias de curta (82 títulos), curta infantil (49), longa-metragem (4), longa-metragem infantil (3), galeria (20 filmes experimentais) e portfólio (24 filmes publicitários ou feitos sob encomenda). Como o festival é qualificado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA, o curta vencedor do Grande Prêmio Anima Mundi é selecionado para a disputa do Oscar. Já os três longas infantis na programação deste ano são “Barkley”, de Li-Wei Chiu (Taiwan), “The Oddsockeaters”, de Galina Miklínová (República Tcheca/Eslováquia) e “Pixi Post and the Gift-Bringers”, de Gorka Sesma (Espanha). Além disso, haverá a exibição de episódios inéditos da 2ª temporada da série “Irmão do Jorel”, do Cartoon Network, com participação do criador, Juliano Enrico. Em São Paulo, o Anima Mundi também terá a première do longa “Lino”, com o making of da animação da Fox Films que estreia em setembro no Brasil. O filme narra as agruras de um azarado animador de festas que vira “monstro” e conta com as vozes dos atores Selton Mello, Paolla Oliveira e Dira Paes. O evento tem ingressos populares (R$ 10) e algumas exibições gratuitas. Vai desta sexta (14/7) até 23 de julho no Rio, e depois acontece de 26 a 30 de julho em São Paulo. Confira a programação completa no site oficial.
Músicas de Michael Jackson inspiram animação televisiva de Halloween
A rede CBS está produzindo um especial animado temático de Halloween com as músicas de Michael Jackson. Intitulado “Michael Jackson’s Halloween” a atração vai estrear em outubro nos Estados Unidos e teve sua primeira imagem divulgada. Veja acima. Criada e produzida pela Optimum Productions, a empresa de Michael Jackson que agora é comandada por seus herdeiros, o especial contará com as vozes de Kiersey Clemons (“Vizinhos 2”), Lucas Till (série “MacGyver”), Jim Parsons (série “The Big Bang Theory”), Christine Baranski (série “The Good Fight”), Alan Cumming (série “The Good Wife”), Lucy Liu (série “Elementary”), George Eads (série “CSI”) e Brad Garret (série “Fargo”). Segundo a sinopse, a trama vai girar em torno dos jovens Vincent (Till) e Victoria (Clemons), que se encontram “acidentalmente” na noite de Halloween e vão parar, juntos com o cachorrinho Ichabod, num misterioso hotel localizado na Rua Jackson 777, chamado This Place Hotel. Uma vez lá dentro, Vincent e Victoria são enviados em uma inesperada e mágica aventura de descoberta pessoal, que culmina em uma coreografia espetacular com um Michael Jackson animado. A direção está a cargo de Mark AZ Dippé (da animação “O Mar Não Está Prá Peixe: Tubarões à Vista!”).
Personagens da animação Lego Ninjago ganham artes individuais
A Warner divulgou o pôster e artes nacionais da animação “Lego Ninjago – O Filme”, mais uma adaptação da linha de brinquedos da Lego. As ilustrações destacam cada personagem e o “elemento” que os caracteriza, como água, fogo, terra e… vitória? Esse universo ninja foi apresentado na série animada “Ninjago: Mestres do Spinjitzu”, do canal pago americano Cartoon Network. Na trama, o Mestre Wu e quatro ninjas se juntam para lutar contra Lord Gagmadon, um senhor do mal que planeja tomar o poder e destruir tudo. O elenco original de dubladores inclui Dave Franco (“Nerve”) como Lloyd, Justin Theroux (série “The Leftovers”) como Lord Garmadon e Jackie Chan (“Fora do Rumo”) como Mestre Wu, o líder dos ninjas que defendem Ninjago City do mal. As vozes dos demais personagens são feitas por Olivia Munn (“X-Men: Apocalipse”), Michael Peña (“Homem-Formiga”), Abbi Jacobson (série “Broad City”), Zach Woods (série “Silicon Valley”), Kumail Nanjiani (também de “Silicon Valley”) e Fred Armisen (série “Portlandia”). A animação tem direção de Charlie Bean (séries “Tron: Uprising”), história de Dan Hageman e Kevin Hageman (ambos da própria série “Ninjago: Mestres do Spinjitzu”) e roteiro final de Hilary Winston (criadora da série “Bad Teacher”), Bob Logan (roteirista da série animada “Dennis, o Pimentinha”) e do estreante Paul Fisher. A produção está a cargo de Phil Lord e Christopher Miller, que dirigiram “Uma Aventura Lego” (2014). A estreia acontece em 21 de setembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Homem-Aranha: De Volta ao Lar conquista 1º lugar com bilheteria histórica na América do Norte
“Homem-Aranha: De Volta ao Lar” não teve dificuldades para estrear em 1º lugar na América do Norte. Sem concorrentes, foi o único lançamento amplo do fim de semana e aproveitou a vantagem para render uma bilheteria histórica. Com US$ 117 milhões, estimados pelo site Boxoffice Mojo, tornou-se a segunda maior abertura doméstica da Sony Pictures em todos os tempos. Quem lidera a lista de grandes estreias da Sony é, de forma irônica, “Homem-Aranha 3” (US$ 151,1 milhões em 2007), considerado um “fracasso” e responsável pela ideia de lançar o reboot de “O Espetacular Homem-Aranha” (2012). Com o novo filme, o estúdio corrigiu o equívoco num segundo reboot, desta vez em parceria com a Marvel, após quase encerrar a franquia com bilheterias abaixo do desejado. O sucesso inaugural de “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” foi tão grande que superou os US$ 103,3 milhões da estreia de “Mulher-Maravilha”. Só perde para mais dois outros filmes em 2017, “A Bela e a Fera” e “Guardiões da Galáxia Vol. 2”. Como a Marvel é coprodutora do longa do super-herói aracnídeo, o resultado faz com que todas as três maiores bilheterias de estreia do ano nos Estados Unidos e no Canadá sejam produções da Disney. No mercado internacional, o lançamento faturou US$ 140 milhões em 56 países. As maiores bilheterias aconteceram na Coreia do Sul (US$ 25,8 milhões), México (US$ 12 milhões), Reino Unido (US$ 11,8 milhões) e Brasil (US$ 9,1 milhões). No território nacional, o valor representa a maior estreia de julho de todos os tempos. Mais detalhes na segunda (10/7), com os dados oficiais. Ao todo, a produção soma US$ 257 milhões em todo o mundo, e ainda nem estreou na China. A adaptação do super-herói dos quadrinhos também conquistou a crítica, atingindo 93% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Neste ano, público e crítica norte-americanos parecem se entender como nunca. As maiores bilheterias domésticas de 2017 receberam grandes elogios na imprensa, enquanto os grandes fracassos foram triturados. Franquias como “Piratas do Caribe” e “Transformers” só não darão prejuízo graças ao público chinês. De forma significativa, “Transformers: O Último Cavaleiro”, com somente 15% de aprovação no Rotten Tomatoes, levou três semanas para arrecadar o que “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” fez em três dias. Mas, graças ao mercado internacional, já se aproxima dos US$ 500 milhões mundiais. Do mesmo modo, “Meu Malvado Favorito 3” também experimenta um desempenho internacional mais efusivo. Após cair para o 2º lugar, em sua segunda semana em cartaz, a animação se aproximou dos US$ 150 milhões na América do Norte. Mas fez o dobro disso no exterior, atingindo quase US$ 450 milhões de faturamento mundial. Fora do Top 10, um drama sobrenatural de distribuição limitada impressionou os analistas por superar a arrecadação por tela de “Homem-Aranha: De Volta ao Lar”. Lançado em apenas quatro salas, “A Ghost Story” fez US$ 108 mil, o equivalente a US$ 27 mil por tela – o filme do Homem-Aranha faturou US$ 26,9 mil por tela. Sem distribuição prevista no Brasil, “A Ghost Story” volta a reunir o diretor David Lowery com os atores Casey Affleck e Rooney Mara, após terem colaborado no belo “Amor Fora da Lei” (Ain’t Them Bodies Saint, 2013). O filme acompanha o relacionamento do casal e o que acontece após a transformação de Affleck em fantasma, invisível a todos a seu redor. Para o público, porém, ele aparece como um figura triste e muda, coberta por um lençol branco de desenho animado, incapaz de consolar sua jovem viúva. Exibido no Festival de Sundance 2017, “A Ghost Story” tem 87% de aprovação no Rotten Tomatoes. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Homem-Aranha: De Volta para Casa Fim de semana: US$ 117 milhões Total EUA: US$ 117 milhões Total Mundo: US$ 257 milhões 2. Meu Malvado Favorito 3 Fim de semana: US$ 33,9 milhões Total EUA: US$ 149,1 milhões Total Mundo: US$ 447,5 milhões 3. Em Ritmo de Fuga Fim de semana: US$ 12,7 milhões Total EUA: US$ 56,8 milhões Total Mundo: US$ 70,8 milhões 4. Mulher-Maravilha Fim de semana: US$ 10,1 milhões Total EUA: US$ 368,7 milhões Total Mundo: US$ 745,7 milhões 5. Transformers: O Último Cavaleiro Fim de semana: US$ 6,3 milhões Total EUA: US$ 118,9 milhões Total Mundo: US$ 494,6 milhões 6. Carros 3 Fim de semana: US$ 5,6 milhões Total EUA: US$ 133,7 milhões Total Mundo: US$ 193,7 milhões 7. The House Fim de semana: US$ 4,8 milhões Total EUA: US$ 18,6 milhões Total Mundo: US$ 24 milhões 8. The Big Sick Fim de semana: US$ 3,6 milhões Total EUA: US$ 6,9 milhões Total Mundo: US$ 6,9 milhões 9. 47 Meters Down Fim de semana: US$ 2,8 milhões Total EUA: US$ 38,5 milhões Total Mundo: US$ 38,5 milhões 10. O Estranho que Nós Amamos Fim de semana: US$ 2 milhões Total EUA: US$ 7,4 milhões Total Mundo: US$ 8,2 milhões
Meu Malvado Favorito 3 prova que a franquia esgotou a criatividade
“Meu Malvado Favorito 3” chega para provar que a franquia esgotou seu estoque de criatividade. Embora estivesse longe da perfeição, a primeira animação foi uma agradável surpresa, principalmente para a garotada. Era uma aventura redondinha e deu visibilidade ao então novato estúdio Illumination, rendendo uma continuação que até manifestava esforço de tentar levar a trama adiante. Se o primeiro contou a história de redenção do vilão Gru (voz de Steve Carell no original e Leandro Hassum na versão brasileira), que deixava as maldades para trás com a intenção de se dedicar à vida de pai, o segundo, pelo menos, o colocou do outro lado, como um agente contratado para acabar com os planos de um novo vilão, afinal ele sabe como os caras pensam. Já o terceiro… bom, volta para trás, com direito a um clichê de folhetim antigo: o irmão gêmeo que surge do nada. O gêmeo Dru ainda é malvado, mas inepto, e tenta convencer Gru a retomar a vida de crimes. Nada indica sinais maiores da falta de rumo que o arco de um personagem andar em círculos. Ao menos, em cada filme, Gru enfrenta um vilão diferente e o bandidão da vez, que não superou os anos 1980, é um barato. Na verdade, é a grande atração de “Meu Malvado Favorito 3”. Mas ele aparece pouco, porque os roteiristas precisam justificar a presença dos insuportáveis Minions, que em seguida ganharão seu segundo spin-off. As criaturinhas amarelas não têm muito o que fazer nesse terceiro episódio, além de atrapalhar a narrativa, desviando a atenção do público para uma trama paralela do tipo “enquanto isso, o que os Minions estão fazendo?” E para quem duvida que a franquia possa piorar depois dessa estreia, isso lembra que vem aí “Minions 2”.
Série animada Castlevania é renovada no dia de sua estreia
A Netflix fez a renovação mais rápida de sua história. A série animada “Castlevania” teve sua 2ª temporada confirmada nesta sexta-feira (7/6), mesmo dia de sua estreia. A confirmação aconteceu no Twitter oficial do serviço de streaming, em resposta a um usuário que reclamou do fato de a temporada ser muito curta – só foram produzidos quatro episódios. “Boas coisas levam mais tempo. Mas oito novos episódios vão vir em breve”, explicou o texto oficial, que ainda linkou o post do site Deadline que deu o “furo”. Escrito pela autor de quadrinhos Warren Ellis (“Red – Aposentados e Perigosos”) e inspirado pela clássica série de videogames do Konami do Japão, a série animada é uma fantasia medieval adulta, que acompanha os esforços do último membro do clã Belmont para salvar a Europa Oriental de Vlad Tepes, o Drácula. O elenco de vozes inclui Graham McTavish (trilogia “O Hobbit”) como Drácula, Richard Armitage (também da trilogia “O Hobbit”) como Trevor Belmont, James Callis (série “Battlestar Galactica”) como Alucard, Emily Swallow (série “Supernatural”) como Lisa, Matt Frewer (série “Orphan Black”) como o Bispo, Tony Amendola (“Annabelle”) como o Ancião e Alejandra Reynoso (série animada “Winx Club”) como Sypha Belnades. A série é uma parceria entre a produtora texana Powerhouse Animation e o produtor Adi Shankar, que tem alternado filmes de prestígio, como “Dredd” (2012) e “O Grande Herói” (2013), com curtas não oficiais de franquias famosas – “Justiceiro”, “Venom”, “Power Rangers”, etc. A 2ª temporada de “Castlevania” só deve estrear em 2018.
Homem-Aranha: De Volta ao Lar estreia em 1,4 mil cinemas no Brasil
Maior estreia da semana, “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” ocupa quase metade dos cinemas disponíveis no Brasil, com uma distribuição em 1,4 mil salas. A estratégia é respaldada por críticas muito positivas – 93% de aprovação no site Rotten Tomatoes – que alimentam o interesse pelo primeiro filme do herói no universo compartilhado da Marvel. Diferente dos anteriores, o Homem-Aranha vivido por Tom Holland não é um personagem traumatizado – esta versão não mostra a morte do Tio Ben – , mas um adolescente que se diverte ao usar seus superpoderes, ao mesmo tempo em que sofre a condescendência dos adultos – a figura paterna de Tony Stark, em particular. Robert Downey Jr. fará falta à Marvel, quando decidir deixar de viver o Homem de Ferro. Outro destaque é o vilão Abutre, que a interpretação de Michael Keaton (“Birdman”) torna um dos melhores antagonistas da Marvel desde Loki no primeiro “Thor”. Sua presença ameaçadora oferece uma contraposição sombria às cenas ensolaradas de Peter Parker no colegial, extraídas de comédias de John Hughes e preenchidas por adolescentes completamente diferentes de suas versões nos quadrinhos. Além do blockbuster, a semana reserva mais seis lançamentos, quatro deles nacionais. A animação “As Aventuras do Pequeno Colombo” visa as crianças com uma aventura inspirada por personagens históricos: os meninos Cris (o pequeno Cristóvão Colombo) e Leo (Leonardo Da Vinci), que embarcam com a amiga Lisa (a Mona Lisa) em busca de uma terra distante. No caminho, encontram piratas, sereias e um povo disposto a tudo para permanecer perdido. A trama entretém, até esbarrar em seu único personagem negro, um menino rebelde, cuja presença alude à escravidão e revela estereótipos pouco elogiáveis. Vale destacar a participação de José Wilker num de seus últimos trabalhos, dublando o líder dos Cavaleiros Templários. A melhor opção dramática é “Soundtrack”, estrelado por Selton Mello (“O Palhaço”) e passado num cenário desolado do Ártico, entre muita neve e horizontes brancos. Selton vive um fotógrafo que chega à estação polar com o objetivo de realizar um projeto artístico. Ele quer reproduzir em imagens as sensações causadas pelas músicas de uma playlist. Mas sua presença cria atrito com os cientistas, que não entendem o que ele realmente pretende fazer naquele fim de mundo. O filme inclui em seu elenco internacional Seu Jorge (“Tropa de Elite 2”), o inglês Ralph Ineson (“A Bruxa”), o dinamarquês Thomas Chaanhing (série “Marco Polo”) e o sueco Lukas Loughran (“Nina Frisk”), e marca a estreia na direção de longas da dupla Manitou Felipe e Bernardo Dutra (que assinam como “300ml”), após comandarem Selton e Seu Jorge num curta-metragem há mais de uma década: “Tarantino’s Mind” (2006). “Os Pobres Diabos” chega ao circuito comercial quatro anos após vencer o prêmio do público no Festival de Brasília de 2013. Dirigido pelo veterano Rosemberg Cariry (“Corisco e Dadá”), acompanha uma trupe circense pelo sertão, que tenta manter viva sua arte em meio à pobreza generalizada. Estão presentes todos os clichês do gênero, do palhaço ladrão de mulher ao leão falso, mas humanizados pelas dificuldades. Cansados, os personagens não demoraram a ter que decidir se continuam lutando ou se seguem caminhos separados. Último drama nacional, “Cada Vez Mais Longe” tem a história mais lenta e contemplativa de todas, mas também a maior beleza visual. A trama é mínima, basicamente uma metáfora, em que o pescador João, para sustentar a família, precisa ir cada vez mais longe no rio, estendendo sua ausência do lar ao longo dos anos, enquanto o meio ambiente se deteriora pela poluição. Estreia na direção de Oswaldo Lioi (diretor de arte de “A Família Dionti”) em parceria com Eveline Costa. A programação alternativa se completa com a comédia francesa “Perdidos em Paris”, novo trabalho da dupla de cineastas-atores Dominique Abel e Fiona Gordon (“Rumba”), exibido no Festival Varilux, e a produção chilena “Poesia sem Fim”, segundo filme em que o diretor Alejandro Jodorowsky lembra sua juventude, evocando imagens delirantes e deslumbrantes, que reforçam sua fama de mestre surreal. Clique nos títulos dos filmes para assistir aos trailers das estreias da semana.
Novo clipe de Jay-Z resgata estética racista das animações do começo do século 20
O rapper Jay-Z divulgou o primeiro clipe de seu novo álbum. Para acompanhar a musica “The Story of O.J.”, o vídeo recorre a um desenho animado, que mostra negros caricatos, ao estilo das animações do começo do século 20. A estética retrô inclui exibição em preto e branco, e um personagem central, denominado Jaybo, que narra a história marcadamente racista. O nome Jaybo é uma versão de Jay-Z para Sambo, personagem de um livro infantil – The Story of Little Black Sambo – publicado em 1899 e que hoje é considerado super-racista. A escolha não é casual, já que, em seu decorrer, o clipe mostra linchamentos, comércio de escravos e negros trabalhando em campos de algodão, enquanto uma cruz é consumida por chamas. A direção é do próprio Jay-Z em parceria com o cineasta Mark Romanek (“Não Me Abandone Jamais”). Os dois já tinham trabalhados juntos no clipe de “99 Problems” (2004). Já a animação foi realizada pelo estúdio The Mill e assinada por Lisha Tan, inspirando-se em desenhos polêmicos de Rudolf Ising e Bob Clampett dos anos 1930 e 1940. “The Story of O.J” integra “4:44″, primeiro álbum do rapper desde 2013. Lançado na sexta (30/6), o disco atraiu a atenção da mídia por conta de suas letras reveladoras – numa delas, Jay-Z chega a confessar ter traído sua esposa Beyoncé.
Produção de Frozen 2 já vai começar
A produção de “Frozen 2” está prestes a começar. Quem adiantou a notícia foi o ator Jonathan Groff, que dubla o personagem Kristoff em “Frozen”. Ele revelou à revista Entertainment Weekly que voltará em breve ao estúdio para a gravação da nova dublagem. “Eu recebi um email ontem dizendo que as gravações estão prestes a começar em algumas semanas ou em um mês. Estou muito entusiasmado. Não sei mais informações sobre a história, além do fato de que vou gravar a minha parte”, afirmou para a publicação americana. “Estou muito animado por estar dentro. Animado por estar nesta equipe criativa tão incrível. Estou ansioso para voltar ao estúdio e me divertir”, completou. Apesar do trabalho começar em breve, “Frozen 2” ainda vai demorar a chegar aos cinemas. O filme tem previsão de lançamento apenas para novembro de 2019 nos Estados Unidos.
Filme baseado no mangá Fullmetal Alchemist já tem continuação confirmada
O filme “Fullmetal Alchemist”, adaptação com atores do famoso mangá/anime criado por Hiromu Arakawa, só estreia em dezembro no Japão, mas já tem sua continuação garantida. A revelação foi feita em um painel da Anime Expo 2017, em Los Angeles. A produção foi anunciada como “Parte 2”, o que talvez signifique que a história tenha sido dividida em dois filmes, como aconteceu com outras adaptações live action de mangás, como “Gantz” e “Attack on Titan”. A trama original se estendeu por 27 volumes e mais de 100 capítulos, publicados entre 2001 e 2010, e faz uma linha steampunk, passada durante a revolução industrial, mas num universo alternativo de magia e fantasia. O longa deve se concentrar na trágica história de origem dos personagens centrais, os irmãos Alphonse e Edward Elric, que ao tentarem trazer a mãe de volta à vida usando uma técnica proibida de alquimia, sofrem duras consequências. Para realizar seu intento, eles precisam dar algo em troca. Ed perde sua perna e Al perde seu corpo inteiro. Para impedir que a alma do irmão vagueie incorpórea, Ed sacrifica também um braço para prendê-la dentro de uma grande armadura. E é assim, visando recuperar seus corpos, que os dois irmãos iniciem uma busca pela lendária pedra filosofal. O mangá fez tanto sucesso que ganhou duas séries animadas e dois longas de animação. A primeira versão com atores da história tem direção de Fumihiko Sori, que trabalhou nos efeitos visuais de “Titanic” (1997), e chegará aos cinemas japoneses em dezembro. Não há previsão para seu lançamento no Brasil.
Daisy Ridley volta ao papel de Rey em curta animado de Star Wars
A Disney divulgou o primeiro episódio de “Star Wars: Forces of Destiny”, websérie composta por curtas animados com foco nas personagens femininas de “Star Wars”. Ainda sem legendas, a aventura de quase 3 minutos se chama “Sands of Jakku” (Areias de Jakku em tradução livre) e volta a reunir Rey e o droide BB-8. É a própria atriz Daisy Ridley, que interpretou Rey em “Star Wars: O Despertar da Força”, quem dá voz à personagem. Outros capítulos da série trarão Felicity Jones (Jyn) e Lupita Nyong’o (Maz Kanata) dublando suas personagens. Devido à morte de Carrie Fisher, a voz da Princesa Leia, que também terá seu próprio episódio, ficará por conta de Shelby Young. Além dos curtas animados, também serão lançados brinquedos com as personagens femininas, algo muito cobrado pelos fãs.












