Conheça as 12 novas séries de anime da Netflix

A Netflix anunciou a produção de 12 novas séries de animação em estilo anime, entre elas uma nova adaptação de “Cavaleiros do Zodíaco”. Durante um evento em Tóquio nesta quarta (2/8), a plataforma também revelou trailers, cenas e material impresso das produções. Veja abaixo alguns dos trailers.

Além de “Cavaleiros do Zodíaco”, foram anunciadas as produções de “Cannon Busters”, “Devilman Crybaby”, “B: The Beginning”, “Sword Gai: The Animation”, “A.I.C.O. Incarnation”, “Lost Song”, “Baki”, “Kakegurui”, “Fate/Apocrypha”, “Children of the Whales” e “Rilakkuma Series” (título provisório de uma série em stop-motion). Há também um longa animado sobre “Godzilla” em desenvolvimento.

Embora os títulos possam parecer pouco conhecidos no Brasil, a maioria traz personagens festejados pelos fãs de mangás.

“Baki”, por exemplo, foi publicado entre 1999 e 2005 e já teve uma adaptação animada. Criado por Keisuke Itagaki, o personagem-título é um lutador de artes marciais que se envolve em lutas clandestinas. A trama da série será a mesma do anime anterior, em que ele enfrenta condenados do Corredor da Morte.

“Devilman Crybaby” também é, como “Cavaleiros do Zodíaco”, uma nova encarnação de um anime/mangá clássico. “Devilman” (Debiruman, no original) foi criado por Go Nagai em 1972 e exibido quase simultaneamente em quadrinhos e desenhos animados. O anime até já teve um revival, em 1987. Na trama, o protagonista Akira Fudo se funde a um demônio para ganhar poderes sobrenaturais e impedir um ataque de demônios na Terra, mesmo que isso possa custar sua alma.

Bem mais recente, “Sword Gai” começou a ser publicado como mangá em 2012, escrito por Toshiki Inoue e desenhado por Keita Amemiya. Por curiosidade, a série animada que será exibida pela Netflix já estava sendo produzida desde 2016. A trama gira em torno de um menino que se funde com uma espada demoníaca.

“Children of the Whale” anima o belo mangá de Abi Umeda, que é publicado desde 2013. A trama pós-apocalíptica se passa em um mundo coberto de areia e acompanha os habitantes de um barco gigante que flui sobre o mar da areia. O menino Chakuro e seus amigos nunca viram ninguém do mundo exterior, até que, um dia, ao se aproximarem de um navio em ruínas, encontram uma garota em seu exterior.

Ainda mais novo, o mangá “Kakegurui”, que tem o subtítulo “Compulsive Gambler”, surgiu em 2014, com texto de Homura Kawamoto e ilustração de Tōru Naomura. A trama se passa numa escola para as crianças mais ricas do Japão, e cuja hierarquia é determinada por uma série de jogos em que os alunos apostam suas fortunas contra os outros, e aqueles que perdem se tornam escravos dos caprichos dos que ganham seu dinheiro. Até a chegada de uma nova aluna perturbar o status quo. Detalhe: a série já está sendo exibida no Japão e será “apenas” distribuída pela Netflix nos demais países.

“Fate/Apocrypha” adapta uma coleção de romances juvenis, que também foi transformada em mangás entre 2012 e 2014, e se passa numa realidade alternativa, em que uma guerra entre dois clãs mágicos é travada em nome do Santo Graal. Assim como “Kakegurui”, a adaptação em anime está atualmente sendo exibida no Japão.

“Rilakkuma” não veio dos mangás, mas é um fenômeno popular no Japão. Criada por Aki Kondo como um animal de estimação, tornou-se um dos maiores sucessos da empresa San-X, que cria designs de bichos fofinhos para explorar como marketing. Ao estilo de Hello Kitty, o personagem ilustra inúmeros produtos – de cadernos a livros infantis ilustrados.

Já “Cannon Busters”, apesar do visual japonês, é uma criação americana do desenhista nova-iorquino LeSean Thomas. Os primeiros quadrinhos foram publicados nos EUA em 2005 e, em 2014, seu criador lançou uma campanha de crowdfunding para realizar a versão animada. Com ajuda de Tim Yoon (produtor de “Avatar: A Lenda De Korra”), e do desenhista da Marvel Joe Madureira (que não é brasileiro), ele realizou um piloto, que originou a série atual.

Entre os animes totalmente originais, vale ressaltar ainda a tradição das produtoras de “A.I.C.O. Incarnation’s”, realizado pelo mesmo estúdio responsável por “My Hero Academia”, e “B: The Beginning”, do estúdio Project IG, responsável por nada menos que “Ghost in the Shell”.

“B: The Beginning” gira em torno de um detetive policial que procura uma organização criminosa misteriosa e um assassino em série chamado Killer B.

“A.I.C.O. Incarnation” apresenta uma forma de vida artificial monstruosa isolada em uma zona restrita, até uma garota chamada Aiko entrar em contato com ela. A menina acaba descobrindo que tem mais em comum com a criatura do que poderia sonhar – ou melhor, ter pesadelos a respeito.

Por fim, “Last Song” é uma fantasia sobre dois cantores que mudam o mundo com músicas mágicas, capazes de curar feridas e criar água.

Ainda não há data de estreia para nenhuma destas atrações na Netflix. Para passar vontade, veja abaixo, que apresentam quatro séries em idioma japonês e legendas em inglês.

Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna

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