Ewan McGregor confirma que dublará o Grilo Falante no Pinóquio de Guillermo del Toro
O ator Ewan McGregor (“Doutor Sono”) confirmou que é o dublador do Grilo Falante na animação de “Pinóquio”, produzida por Guillermo del Toro (“A Forma da Água”) para Netflix. Ao citar seus futuros projetos num painel virtual da ACE Universe, ele contou: “Eu faço o Grilo Falante na versão de ‘Pinóquio’ de Guillermo del Toro, em que eu comecei a trabalhar antes de partir para Nova York. Então, parte disso já está gravada”, contou. McGregor disse que já concluiu quase toda sua etapa do trabalho. “E, é claro, é uma animação em stop motion, então eles levarão muito tempo para fazer o filme. Mas minha primeira parte nisso, que era gravar seu diálogo, está meio que terminada. Ele não quis revelar muito sobre o que ainda teria a fazer no filme. “Pode ou não haver uma música que precise ser gravada. Não tenho certeza se tenho liberdade para discutir isso”. A escalação de McGregor tinha sido revelada em fevereiro passado, junto com os nomes de Tilda Swinton (“Doutor Estranho”), Christoph Waltz (“007 Contra Spectre”), Ron Perlman (o “Hellboy” original) e David Bradley (de “Game of Thrones” e “The Strain”) na dublagem em inglês. Mas, na época, apenas Bradley tinha seu papel conhecido. O intérprete do vilão Walder Frey em “Game of Thrones” será Gepeto, o marceneiro que cria o menino-boneco. Ambientada na Itália dos anos 1930, a trama vai contar uma versão altamente estilizada da fábula de Carlo Collodi (1826–1890). O projeto está sendo desenvolvido há cerca de uma década – as primeiras imagens dos bonecos dos personagens foram divulgadas em 2011 – , porque é uma produção altamente artesanal. Para fazer o filme, Del Toro se juntou com Mark Gustafson, animador de “O Fantástico Sr. Raposo” (2009), com quem divide a direção, com Patrick McHale, que criou a minissérie animada “Over the Garden Wall” e escreveu episódios de “Adventure Time”, com quem divide o roteiro, e para o design da produção ainda se inspirou na arte de Gris Grimly, ilustrador de livros infantis, que concebeu o visual de um “Pinóquio” gótico em 2002. A produção, por sua vez, conta com parcerias com a Jim Henson Company (“O Cristal Encantado: A Era da Resistência”) e a ShadowMachine (“BoJack Horseman”). A previsão de estreia é para 2021.
Episódio animado de One Day at a Time ganha primeira prévia
O canal pago americano Pop TV divulgou uma cena do episódio animado de “One Day at a Time”, produzido remotamente durante a pandemia do coronavírus. No trecho, Penelope (Justina Machado) imagina como poderia convencer a família a seguir suas posições políticas e preferência por boy bands. Confira abaixo. O especial, intitulado “The Politics Episode”, mostra um enfrentamento de Penelope contra a visão conservadora de seus tios e primos, com participações especiais de Melissa Fumero (“Brooklyn Nine-Nine”), da cantora Gloria Estefan (“Música do Coração”) e do dramaturgo Lin-Manuel Miranda (“O Retorno de Mary Poppins”). Com a proximidade das eleições, eles não conseguem evitar brigas por política. “One Day at a Time” foi salva do cancelamento pela Pop TV, após ser dispensada pela Netflix ao final de sua 3ª temporada. Por conta disso, a 4ª temporada, que estreou em 24 de março nos EUA, não tem expectativa de transmissão no Brasil. Elogiadíssima pela crítica, a série é um reboot latino da atração homônima, um marco da TV americana, exibido ao longo de nove temporadas entre 1975 e 1984, com produção de Norman Lear, um dos principais roteiristas-produtores de sitcoms de famílias americanas dos anos 1970 – também criou “Os Jefferson”, “Maude”, “Tudo em Família” e “Good Times”. A nova versão latinizou os personagens, girando em torno de três gerações de uma família de origem cubana que vive sob um mesmo teto. A mãe e veterana militar Penélope (Justina Machado) alista a “ajuda” de sua mãe cubana Lydia (a lendária Rita Moreno, de “Amor, Sublime Amor”) e do rico proprietário do imóvel Schneider (Todd Grinnell), enquanto cria dois adolescentes: sua filha radical Elena (Isabella Gomez) e o filho introvertido Alex (Marcel Ruiz). Com isso, além de fazer graça com situações do cotidiano familiar, a trama também passou a discutir raça e imigração. Mais que isso, como a filha assumiu uma namorada, também pautou homofobia, sem esquecer de alcoolismo, drogas, ansiedade e estresse pós-traumático, em seu – por incrível que pareça – bom humor.
Destacamento Blood é a principal estreia digital do fim de semana
O lançamento de “Destacamento Blood” é a principal estreia digital do fim de semana. No momento em que o mundo inteiro para para acompanhar o movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam), após o assassinato de George Floyd por policiais brancos, o filme novo de Spike Lee aborda outra faceta da história de opressão afro-americana, lembrando o envio de negros para lutar na Guerra do Vietnã. Confira abaixo esta e outras boas novidades digitais, todas inéditas nos cinemas brasileiros, que merecem uma conferida em VOD neste fim de semana. A lista não inclui clássicos, filmes já lançados em tela grande e títulos não recomendados. Destacamento Blood (Da 5 Bloods) | EUA | 2020 Com 89% de aprovação no Rotten Tomatoes, o filme de Spike Lee acompanha um grupo de veteranos da Guerra do Vietnã que retorna ao país asiático em busca de um tesouro enterrado durante o confronto, 50 anos antes. A viagem resgata memórias dos personagens e apresenta detalhes da guerra sob o ponto de vista de combatentes afro-americanos. Netflix As Ondas | Waves | EUA | 2019 Bastante premiado, o drama indie que rendeu o Gotham Award de Revelação para a atriz Taylor Russell (a Judy de “Perdidos no Espaço”) acompanha uma família suburbana liderada um pai controlador (Sterling K. Brown, de “This Is Us”). Apesar de conturbadas, suas relações são marcadas por amor, perdão e pela união necessária depois de sofrerem uma perda. 83% no Rotten Tomatoes. Google Play, Oi Play, Sky Play, Vivo Play, Um Cão Latindo para a Lua (A Dog Barking at the Moon) | China | 2020 A saga de uma família chinesa, contada em diferentes períodos de tempo, começando com a descoberta da esposa da homossexualidade do marido. Quando sua filha vem visitar a família com o marido americano, outros segredos vêm à tona. As decisões tomadas ilustram como a aparência de respeitabilidade ainda afeta a China moderna. Primeiro longa de Lisa Zi Xiang, foi premiado com o Teddy de Melhor Filme LGBTQIA+ do Festival de Berlim passado e tem 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. Now Daqui Até a China (De Acá a la China) | Argentina | 2019 Depois da família ir à falência por conta da concorrência chinesa, um comerciante argentino tem o plano de se vingar montando um supermercado no país asiático para viciar a população com produtos de seu país. Chamado de La Mano de Dios, em homenagem a Maradona, o mercadinho acaba não resultando no planejado e o protagonista começa a sentir empatia pela dura vida dos chineses. Filmado quase em tom documental, o filme é estrelado pelo próprio diretor, Federico Marcello. Apple TV+, Now, Oi Play e Vivo Play Liga da Justiça Sombria: Guerra de Apokolips (JLD: Apokolips War) | EUA | 2020 Quem queria ver a Liga da Justiça enfrentar Darkseid no cinema deve se interessar pela animação que mostra exatamente isso. Com o diferencial de que os heróis são liderados por John Constantine (dublado por Matt Ryan, que vive o personagem na série live-action “Legends of Tomorrow”). Para completar, o veterano Tony Todd (o Candyman do terror homônimo) dá voz ao vilão Darkseid. Mas atenção: nos EUA, o lançamento recebeu classificação “R” (para maiores de 17 anos) pela violência. Apple TV+, Google Play, Looke e Microsoft Store Superman Entre a Foice e o Martelo (Superman: Red Son) | EUA | 2020 A animação adapta os quadrinhos homônimos de Mark Millar (o criador de “Kick-Ass” e “Kingsman”), que exploram o que aconteceria se a nave que trouxe Kal-El de Krypton tivesse caído na União Soviética, em vez de em Smallville, no interior do Kansas (EUA). A trama acompanha o herói por cinco décadas, mostrando seus esforços para submeter a Europa ao stalinismo até sua transformação em líder do Partido Comunista. Vale lembrar que a história também inspirou um arco importante da 4ª temporada da série “Supergirl”, mas a adaptação da obra original se afasta dessa versão por também incluir Mulher-Maravilha, um Batman russo, a tropa dos Lanternas Verdes e muitas reviravoltas inesperadas. Apple TV+, Google Play e Microsoft Store
Crossing Swords: Nova animação adulta da turma de Frango Robô ganha trailers
A plataforma Hulu divulgou o pôster e dois trailers de “Crossing Swords”, nova série de animação adulta da equipe de “Frango Robô” (Robot Chicken), que estreia nesta sexta (12/6) nos EUA. A série acompanha Patrick, um escudeiro da idade média que tenta ser valoroso num reino governado por um rei tirano. Pior ainda, a coragem de Patrick fez dele a ovelha negra da família, e seus irmãos criminosos farão tudo para tornar sua vida um inferno. Nicholas Hoult (o Fera de “X-Men: Fênix Negra”) é o responsável pela voz original do protagonista e o elenco de dubladores ainda inclui Adam Ray (“American Vandal”), Tara Strong (“Lemony Snicket: Desventuras em Série”), Tony Hale (“Veep”), Luke Evans (“Drácula: A História Nunca Contada”), Alanna Ubach (“Euphoria”), Adam Pally (“Sonic: O Filme”), Yvette Nicole Brown (“Community”), Maya Erskine (“PEN15”), Wendi McClendon-Covey (“The Goldbergs”), Breckin Meyer (“Franklin & Bash”), Jameela Jamil (“The Good Place”) e o criador de “Frango Robô”, Seth Green. Com piadas que incluem violência, palavrões e crítica social, a animação em stop-motion é criada e escrita por John Harvatine IV e Tom Root, produtores-roteiristas de “Frango Robô”. Todos os 10 episódios da 1ª temporada serão disponibilizados na sexta (12/6) nos EUA.
Vídeo do Meu Malvado Favorito dá dicas sobre covid-19 para crianças
A produtora Illumination, via Universal, divulgou um novo vídeo dublado de Gru, o protagonista da franquia “Meu Malvado Favorito”, para ensinar as crianças como se prevenir do novo coronavírus. O personagem também aproveita para dar dicas do que fazer e como se comportar durante a quarentena. A iniciativa é uma campanha do Universal em parceria com a Organização Mundial da Saúde para disseminar informações importantes sobre a covid-19. No vídeo, Gru fala sobre medidas importantes como o isolamento e o distanciamento social. A dublagem do personagem no Brasil é de Leandro Hassum. O malvado favorito estará de volta em breve no cinema. Seu novo desenho, “Minions: A Origem de Gru”, vai mostrar como ele era na infância, com direção de Kyle Balda, que assinou os dois últimos filmes da franquia (“Minions” e “Meu Malvado Favorito 3”), e Brad Ableson (animador de “Os Simpsons”).
Continuação de Homem-Aranha no Aranhaverso já começou a ser produzida
A produção de “Homem-Aranha no Aranhaverso 2” já começou. O animador principal do longa, Nick Kondo, anunciou o início dos trabalhos em sua conta no twitter na segunda-feira (8/6), com um vídeo que aponta o lançamento para 2022. O diretor português Joaquim dos Santos, conhecido pelos desenhos “Avatar: A Lenda de Aang” e “Voltron: O Defensor Lendário”, é o encarregado da sequência de “Aranhaverso”, que foi escrita por David Callaham (roteirista de “Os Mercenários” e “Mulher-Maravilha 1984”). Além da continuação, a Sony também planeja uma animação focada nas mulheres do universo do Homem-Aranha. E o site da revista The Hollywood Reporter afirma que Lauren Montgomery, diretora de “Batman: Ano Um” e “Liga da Justiça: A Legião do Mal”, está cotada para comandar a aventura feminina, escrita por Bek Smith (da série “Zoo”). As novas animações continuarão a ser produzidas por Phil Lord e Chris Miller, responsáveis também pela franquia “Uma Aventura Lego” na Warner. Os dois assinaram a produção de “Homem-Aranha no Aranhaverso”, que Lord roteirizou. First day on the job! pic.twitter.com/qfqcCAi9wF — Nick Kondo 近藤 (@NickTyson) June 8, 2020
Novo trailer do filme de Bob Esponja comemora Dia Mundial dos Oceanos
A Paramount divulgou um novo trailer do filme “Bob Esponja: O Incrível Resgate”, que tem como tema a comemoração ao Dia Mundial dos Oceanos, celebrado nesta segunda (8/6). Na trama, Bob Esponja e Patrick irão embarcar numa jornada para encontrar Gary que está desaparecido. E farão isso mais bonitos, em computação gráfica, em vez do desenho tradicional da série animada. Com direção de Tim Hill (“Alvin e os Esquilos”), a animação terá participações do rapper Snoop Dogg e do ator Keanu Reeves (“Matrix”). O filme teve estreia adiada devido à pandemia de coronavírus. Originalmente previsto para maio passado, deve chegar aos cinemas em agosto nos EUA e apenas em outubro no Brasil, se a crise sanitária permitir.
Warner desarma Hortelino Troca-Letras nos novos desenhos do Pernalonga
A nova série “Looney Tunes Cartoons”, que atualiza a Turma do Pernalonga para a era dos streamings, trouxe uma mudança significativa que reflete a atenção da Warner para as campanhas a favor do desarmamento. Lançada com a plataforma HBO Max em 27 de maio, o novo “Looney Tunes” desarma o caçador do “toelho”, Hortelino Troca-Letras (Elmer Fudd, no original), que agora tenta pegar o Pernalonga sem sua tradicional espingarda. A mudança foi feita, de forma crítica, como reação ao aumento da violência armada nos EUA. “Não vamos usar armas de fogo”, admitiu o produtor executivo e showrunner Peter Browngardt ao jornal New York Times. “Mas podemos mostrar a violência típica dos desenhos animados – como TNT, o material da Acme, tudo que faz parte dos desenhos clássicos.” A intenção é manter a nova série fiel ao espírito dos curtas originais da Warner, mas refletindo as sensibilidades modernas. Isso significa que explosões de dinamite, balas de canhões antigos, armadilhas elaboradas, bigornas, cofres e pianos podem ser utilizados contra os personagens. Mas nada de tiros. Segundo o produtor, a mudança não deixa os desenhos menos violentos, mas deixa de promover o uso de armas de fogo. Além de Hortelino, os desenhos do Pernalonga incluem outro personagem que às vezes aparecia armado: o cowboy baixinho e barbudo Eufrazino Puxa-Briga (Yosemite Sam). Ele também teve que pendurar o coldre. “Looney Tunes Cartoons” consiste, ao todo, de 80 episódios de 11 minutos de duração, disponibilizados para assinantes da HBO Max nos EUA.
A Despedida: Um dos melhores filmes de 2019 estreia em VOD no Brasil
Um dos melhores filmes de 2019, “A Despedida” (The Farewell), finalmente chegou ao Brasil. O lançamento acontece em VOD (locação digital), mas não é exatamente por causa da pandemia de coronavírus. A distribuidora nunca pretendeu lançar no cinema. A produção que projetou Awkwafina é um produção indie com toques de comédia, que começa de forma dramática e termina em tom reconfortante. Awkwafina vive a rebelde de uma família sino-americana, que viaja completa para a China para o casamento arranjado de um primo. Na verdade, trata-se de uma desculpa para todos se reúnam pela última vez com a vovó da família. Eles querem se despedir, ao mesmo tempo em que tentam esconder dela que um exame apontou que seu câncer está em estágio avançado. Baseado numa experiência real da diretora Lulu Wang, “A Despedida” rendeu o Globo de Ouro e o Gotham Awards de Melhor Atriz para Awkwafina, além de ter vencido o Spirit Awards (o Oscar indie) de Melhor Filme e Melhor Atriz Coadjuvante (para Shuzhen Zhao, a vovó). Imperdível. Mas fica a dica: não se apresse e leia todo o texto dos créditos finais sobre a verdadeira vovó da história. Confira abaixo outras estreias digitais, que também são inéditas nos cinemas brasileiros e chegam em VOD neste fim de semana. A Despedida (The Farewell) | EUA, China | 2019 Quando a família de uma doce senhora descobre que ela possui apenas mais algumas semanas de vida, eles decidem não informá-la a respeito do diagnóstico. Em vez disso, seus filhos e netos tentam arranjar um casamento de última hora para que todos os parentes mais distantes possam vê-la por uma última vez sem que ela saiba o que está acontecendo de verdade. Now e Looke Lupin 3º: O Primeiro (Lupin III: The First) | Japão | 2019 Indicado ao troféu da Academia Japonesa, o primeiro anime computadorizado do personagem clássico de Monkey Punch acompanha Lupin 3º, descendente do famoso ladrão francês Arsene Lupin, em busca do precioso Diário de Bresson para descobrir a história de seu avô. Leia mais aqui. Now, Looke, Sky Play e Vivo Play Corpus Christi | Polônia, França | 2019 Indicado ao Oscar de Melhor Filme Internacional, o longa do polonês Jan Komasa (da série “Ultraviolet”) acompanha um jovem de 20 anos que passa por uma transformação espiritual em um centro de detenção e decide se tornar padre, mas é impedido por sua ficha criminal. Ao ser solto e se mudar para uma cidade pequena, ele acidentalmente assume a paróquia local. Cinema Virtual Amigos para Sempre (Storm Boy) | Austrália | 2019 Premiado no Festival de Cinema Infantil de Zlín, na República Tcheca, gira em torno de um homem aposentado que começa a se lembrar de fatos traumáticos de sua infância. Ele compartilha as histórias com sua neta, como a vez em que resgatou e criou um pelicano. Cinema Virtual Glastonbury | Reino Unido | 2006 Documentário dirigido por Julian Temple (“The Great Rock ‘n’ Roll Swindle”) que mostra a história do festival de música Glastonbury, criado no Reino Unido na década de 1970, e suas transformações. Belas Artes à La Carte
Nova adaptação do mangá clássico Lupin III estreia em VOD no Brasil
A Sato Company mudou os planos de lançamento da animação “Lupin III, O Primeiro”, devido à pandemia de covid-19. Originalmente previsto para os cinemas, o filme chega nesta quarta (3/6) diretamente nas plataformas digitais para aluguel e venda – já disponível no Now, Vivo Play, SKY Play e Looke e em seguida no iTunes, Microsoft Store, YouTube Filmes e Google Play. Trata-se da primeira animação feita em computação gráfica com o clássico personagem dos quadrinhos japoneses. Criado por Monkey Punch (pseudônimo de Kato Kazuhiko) em 1967, o mangá clássico seguia as façanhas e aventuras incríveis de Arsène Lupin III, neto de Arsène Lupin, o mais famoso ladrão da literatura francesa. Para fazer jus ao legado da família, Lupin III viaja o mundo roubando objetos de valor inestimável. Mais que isto, ele anuncia suas intenções através de telefonemas antes de realizar os assaltos, apenas para provocar a polícia. Apesar da ousadia, Lupin não está sozinho nessa empreitada. Junto com ele, agem o exímio atirador e braço direito Daisuke Jigen e o mestre espadachim Goemon Ishikawa XIII, além da femme fatale Fujiko Mine, uma eterna rival e interesse romântico do ladrão, que às vezes é aliada, mas geralmente só quer passar a perna em Lupin. Todos eles ainda são perseguidos pelo inspetor Koichi Zenigata, que tem como missão de vida pegar a quadrilha. A popularidade de Lupin III já rendeu várias adaptações, inclusive dois filmes live-action – em 1974 e outro mais recente, de 2014. Mas o personagem é mais conhecido pela série anime de 1971, que durou 23 episódios, 15 deles dirigidos por ninguém menos que Hayao Miyazaki, vencedor do Oscar de Melhor Animação por “A Viagem de Chihiro” (2001). A estreia de Miyazaki no cinema foi justamente dirigindo o primeiro longa animado de Lupin III, “O Castelo de Cagliostro” (1979). A nova animação não inova na trama, contando com a mesma configuração de personagens dos mangás e animes originais, desta vez em busca de um lendário Diário de Bresson. Segundo uma lenda, quem desvendar os segredos do Diário poderá adquirir imensa fortuna. Este teria sido o único tesouro que Arsène Lupin, o avô, não conseguiu adquirir durante sua vida, tendo sido procurado até pelos nazistas durante a 2ª Guerra Mundial. A direção é de Takashi Yamazaki, que comandou a versão live-action do anime clássico “Patrulha Estelar”, lançada em 2010. Veja abaixo o trailer nacional de “Lupin III, O Primeiro”, produzido quando o plano ainda previa estreia nos cinemas.
Harvey Weinstein quis mutilar Princesa Mononoke em briga que terminou com espada samurai
Antes de ser conhecido como um predador sexual condenado, o produtor Harvey Weinstein tinha outra fama negativa na indústria cinematográfica. Ele ganhou o apelido de “Harvey Mãos de Tesoura” por mutilar filmes estrangeiros para diminuir suas durações em lançamentos nos Estados Unidos. Essa mania rendeu uma briga famosa, bastante noticiada em 2013, contra o premiado diretor Bong Joon-ho (“Parasita”), que resultou no adiamento de um ano na estreia do filme “Expresso do Amanhã” nos EUA. Tentando impedir cortes, o cineasta viu seu filme ter distribuição protelada e ainda receber lançamento limitado, apesar de ser uma superprodução. Agora, Steve Alpert, ex-chefe da divisão internacional do Studio Ghibli, revelou que Weintein também ameaçou processar a produtora japonesa por causa da duração do clássico animado “Princesa Mononoke” (1997), do mestre Hayao Miyazaki. A informação veio à tona na biografia do executivo, “Sharing a House with the Never-Ending Man: 15 Years at Studio Ghibli”. Na época, Harvey Weinstein era o chefão da Miramax, produtora que negociou os direitos de distribuição do filme nos EUA. Mesmo após a desastrosa experiência com a primeira versão americana – e reeditada – de “Nausicaä do Vale do Vento”, Weinstein exigiu que “Princesa Mononoke” tivesse sua duração original de 135 minutos reduzida para 90. Após a recusa de Hayao Miyazaki, o produtor americano teria entrado em estado de cólera. “Se você não cortar a p**** do filme você nunca vai trabalhar nessa p**** de indústria de novo! Você tá me entendendo, c******? Nunca”. Mas Miyazaki manteve sua posição e se recusou a editar o filme, que chegou aos cinemas em sua duração completa. O confronto deu origem à lenda de que a resposta de Miyazaki ao chilique de Weinstein teria sido o envio de uma espada samurai com um bilhete escrito “sem cortes” grudado na lâmina. Miyazaki, por sinal, não só continuou trabalhando “nessa p**** de indústria” como seu filme seguinte foi distribuído diretamente pela Disney. E mais: “Viagem de Chihiro” (2001) simplesmente venceu o Oscar de Melhor Animação. Já Weinstein foi condenado a 23 anos de prisão por estupro e crimes sexuais em março passado, num primeiro de muitos julgamentos sobre os abusos sexuais em série que ele cometeu contra atrizes iniciantes. O homem que se achava todo-poderoso e que recebeu mais agradecimentos que Deus nos discursos do Oscar está atualmente sob custódia na prisão Wende Correctional Facility em Erie County, no estado de Nova York.
2020 – Japão Submerso: Adaptação animada de sci-fi clássica ganha trailer legendado
A Netflix divulgou dois pôsteres e o trailer legendado de “2020 – Japão Submerso” (Japan Sinks: 2020), série animada que adapta o best-seller homônimo escrito por Sakyo Komatsu em 1973. A trama cataclísmica descreve um futuro (2020!) em que todo o Japão começa a afundar no mar, acompanhando uma família que tenta sobreviver em meio ao caos e a destruição causados por terremotos. A obra é considerada um clássico da sci-fi japonesa e já foi adaptada anteriormente para o cinema, no filme “A Submersão do Japão” (1973), e também ganhou uma série live-action em 2006. Esta é a primeira vez que “2020 – Japão Submerso” obra é transformado em animação. O anime tem produção estúdio Science SARU, responsável por “Devilman Crybaby”, e o diretor é Masaaki Yuasa, justamente do aclamado “Devilman Crybaby”. A estreia em streaming está marcada para 9 de julho.
Ataque dos Titãs: Desespero marca o trailer da última temporada da série animada
A rede japonesa NHK divulgou o pôster e o trailer da 4ª e última temporada do cultuado anime “Ataque dos Titãs” (Attack on Titan). A prévia, em tom desesperado, pode ser conferida abaixo, em japonês sem legendas. Fenômeno de vendas no Japão, o mangá de Hajime Isayama já teve mais de 76 milhões de exemplares comercializados desde seu lançamento em 2009, e começou a ser adaptado como série animada em 2013, com direção de Tetsurō Araki (da série anime “Death Note”). A trama se passa num futuro pós-apocalíptico, que mostra a humanidade enclausurado em territórios cercados por imensos muros. As construções servem para proteger as pessoas dos Titãs, criaturas imensas e perigosas, que surgiram para literalmente consumir a humanidade – comer mesmo. Decidido a enfrentar os gigantes, o protagonista Eren Yeager, sua irmã adotiva Mikasa Ackerman e seu amigo de infância Armin Arlert se unem para vingar a morte de entes queridos e tentar reconquistar a Terra. A franquia já ganhou versão “live action” nos cinemas japoneses, lançada em duas partes em 2015, e está na mira dos grandes estúdios de Hollywood. A Warner adquiriu os direitos da adaptação e há dois anos definiu o diretor Andy Muschietti (“It: A Coisa”) à frente do projeto. Mas, desde então, ele foi remanejado pelo próprio estúdio para a produção de “The Flash”. Anteriormente feita pela Wit Studio, divisão da IG Animation, a série vai se encerrar com produção do Studio MAPPA, sob a direção de Jun Shishido (“A Princesa e o Piloto”) e Yūichirō Hayash (“Dorohedoro”), mas os últimos episódios ainda não têm previsão de estreia. A série é disponibilizada no Brasil pela plataforma Crunchyroll com o título em inglês “Attack on Titan”.












