Amazon confirma produção de série baseada em O Senhor dos Anéis
A especulada série derivada de “O Senhor dos Anéis” foi confirmada pelo Amazon Studios. A empresa fechou um contrato com os herdeiros do escritor J.R.R. Tolkien e a Warner, que inclui o compromisso de produzir várias temporadas e até mesmo um possível spin-off. Ela venceu a Netflix, que também estava no páreo pela disputa dos direitos. A aquisição é acompanhada por mais informações sobre o projeto, que não será uma adaptação literal dos livros de J.R.R. Tolkien, já transformados em filmes por Peter Jackson. A trama contará histórias que ocorreram antes dos eventos de “A Sociedade do Anel”, o primeiro volume da trilogia. Ou seja, mostrará aventuras inéditas e originais passadas na Terra Média, com personagens conhecidos, numa trama situada entre as duas trilogias cinematográficas do universo de Tolkien, “O Hobbit” e “O Senhor dos Anéis”. No comunicado que anunciou a produção, Sharon Tal Yguado, nova chefe do Amazon Studios, afirmou: “O Senhor dos Anéis é um fenômeno cultural, que capturou a imaginação de gerações de fãs através da literatura e da tela grande. Estamos honrados em trabalhar com a Tolkien Estate and Trust, a editora HarperCollins e o estúdio New Line [da Warner] nesta colaboração emocionante para a televisão e estamos entusiasmados em levar os fãs de ‘O Senhor dos Anéis’ em uma nova jornada épica na Terra-Média”. Um representante dos herdeiros de Tolkien também se pronunciou no comunicado. “Nós estamos encantados que a Amazon, com seu compromisso de longa data com a literatura, seja o lar da primeira série de múltiplas temporadas de ‘O Senhor dos Anéis’. Sharon e a equipe da Amazon Studios têm idéias excepcionais para trazer para a tela histórias inexploradas, com base em manuscritos originais de J.R.R. Tolkien”. O acordo aconteceu poucas semanas após Jeff Bezos, dono da Amazon, afirmar que a plataforma de streaming da companhia precisava ter seu próprio “Game of Thrones”. Ainda não há previsão de estreia.
Roteirista vencedora do Emmy acusa criador de Mad Men de assédio
O criador, produtor, roteirista e showrunner da série “Mad Men”, Matthew Weiner, se somou ao crescente número de personalidades de Hollywood acusadas de assédio sexual. A roteirista Kater Gordon, que venceu um Emmy por seu trabalho na série, afirmou na quinta (9/11) ao site The Information, que Weiner se comportou de forma imprópria com ela há oito anos. Na época com 27 anos, Kate estava trabalhando à noite com o produtor, quando este lhe disse que tinha o direito de lhe ver nua, que ela devia isso a ele. Gordon começou a trabalhar com Weiner em 2007 como sua assistente pessoal. Em menos de um ano, a jovem escritora foi promovida a assistente dos roteiristas, sendo encarregada, entre outras tarefas, de transcrever as notas de Weiner, conhecido por ditar seus roteiros. O produtor também a incentivou a contribuir com suas próprias ideias. Os dois acabaram escrevendo juntos o último episódio da 2ª temporada da série, pelo qual ganharam o Emmy em 2009. Foi precisamente durante o trabalho conjunto que fizeram para esse capítulo que, segundo Gordon, Weiner a assediou sexualmente. Assim como outras vítimas de abusos em Hollywood disseram ter feito, Gordon comentou o ocorrido com colegas, mas não apresentou uma denúncia. Um ano depois, a roteirista foi demitida da equipe, gerando uma série de especulações na imprensa sobre a razão de sua saída, já que ela tinha sido premiada por seu trabalho. Embora naquela ocasião já fosse uma das roteiristas escaladas para a 3ª temporada, Weiner a chamou ao seu escritório para lhe dizer que não renovaria seu contrato porque ela “havia ficado aquém” das expectativas em seu trabalho. Desde então, Gordon não escreveu mais e se manteve à margem de Hollywood, evitando qualquer menção que a relacionasse à série “Mad Men”. Se agora decidiu falar, acrescentou a roteirista na entrevista à publicação, deve isso ao caso Harvey Weinstein e à onda de escândalos sexuais que vieram à tona em Hollywood nas últimas semanas. “Ganhei um Emmy, mas em vez de poder usá-lo como trampolim para minha carreira, ele se transformou em uma âncora, porque eu sentia que tinha de responder a especulações da imprensa. Eu acabei desistindo em vez de lutar”, lamentou a roteirista na entrevista. Weiner respondeu a acusação por meio de um comunicado lido por um porta-voz. “O sr. Weiner não se lembra de ter feito esse comentário, nem é o tipo de frase que ele diria a um colega de trabalho”, afirmou. Segundo a nota, Weiner “passava de oito a dez horas por dia escrevendo diálogos em voz alta com Gordon. Nos nove anos em que comandou ‘Mad Men’, Weiner frequentou uma sala de roteiristas cheia de mulheres”, destaca ainda o comunicado, assinalando que o criador da série sempre lutou por um espírito de “igualdade” e “respeito” no local de trabalho. O novo escândalo é mais uma péssima notícia para a Amazon, que vê aumentar os problemas em torno de “The Romanoffs”, série de antologia desenvolvida por Weiner, que já está em fase de gravação. A série era a única produção da The Weinstein Company que a plataforma insistiu em realizar, após cancelar outros projetos do estúdio, decidindo bancar sozinha seu orçamento de US$ 75 milhões para não ter o nome de Harvey Weinstein como parceiro na atração. O nome de Weiner, porém, não pode ser descartado com a mesma facilidade.
Amazon encomenda The Boys, nova série baseada em quadrinhos do criador de Preacher
A Amazon aprovou a produção da 1ª temporada de “The Boys”, nova série baseada em quadrinhos de Garth Ennis, o autor de “Preacher”. Os responsáveis pela produção são os mesmos que transformaram “Preacher” em série, o ator Seth Rogen e seu parceiro Evan Goldberg, que agora se juntaram a Eric Kripke, criador de “Supernatural” e “Timeless”, para desenvolver o projeto. O projeto chegou a ter piloto encomendado, mas após mudanças profundas no Amazon Studios, com o afastamento de executivos por suspeita de assédio e uma nova chefia com instrução para o desenvolvimento de mais séries de gênero fantástico, “The Boys” virou prioridade e teve a exigência de piloto contornada, sendo aprovada a partir da qualidade do roteiro escrito por Kripke. A atração ganhou encomenda de oito episódios para a temporada inaugural e os primeiros episódios serão dirigidos por Rogen e Goldberg. A trama dos quadrinhos é uma sátira de humor negro sobre o universo dos super-heróis, protagonizada por um personagem chamado Billy Carniceiro, que vigia os super-heróis para a CIA, atento para que não saiam do controle do governo e não se tornem uma ameaça pública, devido a seus grandes poderes. Para realizar sua missão, Billy junta uns amigos da pesada e acaba descobrindo que os super-heróis não são tão certinhos e agradáveis como as pessoas imaginam. A revista durou 72 exemplares, publicados entre 2008 e 2012, pelas editoras Wildstorm (braço da DC Comics) e Dynamite. E nos últimos oito anos também esteve cotada para virar filme, primeiro pela Sony, depois pela Paramount. Curiosamente, “Preacher” teve a mesma carreira, atraindo diversos interessados em colocá-lo no cinema, mas os projetos nunca saíram do papel, até Rogen e Goldberg resolverem transformar os quadrinhos em série. A 1ª temporada de “The Boys” ainda não tem previsão de estreia.
Astro da série Transparent é investigado pela Amazon após acusação de assédio sexual
A Amazon está investigando uma acusação de assédio sexual contra o ator Jeffrey Tambor, protagonista da série “Transparent”. Segundo o site Deadline, a investigação começou nesta semana após denúncia de Van Barnes, ex-assistente transgênero de Tambor, em uma publicação no seu perfil privado do Facebook, na qual relatava um suposto comportamento inadequado por parte do ator. O ator de 73 anos foi a público negar “de maneira contundente e veemente” qualquer tipo de comportamento inadequado. “Estou a par de que uma contrariada ex-assistente fez uma publicação privada insinuando que eu tinha atuado de modo inadequado com ela”, disse Tambor como resposta. “Rejeito e nego de maneira contundente e veemente qualquer insinuação ou acusação de que eu tenha mantido alguma vez algum tipo de comportamento inadequado com esta pessoa ou com qualquer outra com quem tenha trabalhado. Estou consternado e angustiado por esta acusação infundada”, ele se manifestou. Tambor venceu dois prêmios Emmy de Melhor Ator de Série de Comédia por “Transparent”, em que interpreta um transexual novato da Terceira Idade, cuja transição de gênero pega a família de surpresa. “Tudo o que diminui o nível de respeito, segurança e inclusão tão fundamental para o nosso ambiente de trabalho é completamente antitético aos nossos princípios”, disse Jill Soloway, criadora de “Transparent”, em um comunicado, após o surgimento das acusações. “Estamos cooperando com a investigação sobre este assunto”. A denúncia sobre Tambor chega poucas semanas depois de o ex-presidente do Amazon Studios, Roy Price, renunciar após a produtora Isa Dick Hackett (série “The Man in the High Castle”) o acusar de assédio. Após o escândalo em torno do poderoso produtor Harvey Weinstein, acusado por dezenas de mulheres em diferentes casos de abuso sexual, Hollywood vive sob a sombra de novas e constantes acusações de assédio, que já envolveram atores como Kevin Spacey, Ed Westwick e Steven Seagal e cineastas como Brett Ratner e James Toback.
Amazon estaria planejando uma série baseada em O Senhor dos Anéis
A Amazon estaria negociando com a Warner Bros. Television a produção de uma adaptação da trilogia literária “O Senhor dos Anéis”, de J.R.R. Tolkien, como uma série de TV. O site da revista Variety apurou que as negociações estão em estágio inicial, mas suas fontes afirmam que o CEO da Amazon, Jeff Bezos, está diretamente envolvido nas discussões. Em setembro, a Variety publicou que Bezos queria produzir um “Game of Thrones” da Amazon. A adaptação dos livros da Terra Média, habitada por hobbits, elfos, anões, magos, guerreiros e orcs, cabe perfeitamente nesta descrição. O problema é que a história é muito conhecida. Traduzida para mais de 40 línguas, “O Senhor dos Anéis” vendeu mais de 160 milhões de exemplares, tornando-se um dos trabalhos mais populares da literatura do século 20. Além disso, sua trama foi levada ao cinema nos anos 2000 por Peter Jackson, numa trilogia cinematográfica adorada pelos fãs dos livros e com um orçamento que séries de TV não costumam investir. Até “O Hobbit”, prólogo das aventuras místicas, também ganhou uma trilogia de Jackson – e ainda mais recente, a partir de 2012. Contar a mesma história, mas como série, valeria um investimento pesado? Ou a Amazon estaria planejando surpreender com o lançamento de uma atração passada na Terra Média, com diversos personagens conhecidos, numa aventura inédita? Por enquanto, o projeto só pode ser especulado. Procurados pela Variety, representantes da Amazon e da Warner não quiseram comentar a notícia.
Série estrelada por Jean Claude Van Damme ganha trailer completo
A Amazon divulgou o trailer completo de “Jean-Claude Van Johnson”, série de comédia estrelada por Jean-Claude Van Damme (“Os Mercenários 2”). A prévia mostra o ator vivendo uma versão bizarra de si mesmo, um velho ator de filmes de ação chamado Jean-Claude Van Damme, que quer voltar à ativa. Não apenas no cinema, mas também em seu trabalho menos conhecido, como um agente secreto chamado Jean-Claude Van Johnson. Entre socos de mentira e tiros de verdade, ele busca voltar à boa forma para sobreviver aos próximos filmes e missões. É a primeira vez que Van Damme estrela uma série e a segunda em que interpreta um personagem fictício muito parecido consigo mesmo. Um de seus filmes mais elogiados é o metalinguístico “JCVD” (2008), em que o astro viveu ele mesmo de forma intensa e dramática. O projeto foi desenvolvido por Dave Callaham, criador da franquia cinematográfica “Os Mercenários”, e a produção envolve o nome do cineasta Ridley Scott (“Perdido em Marte”), por meio de sua produtora Scott Free. O vídeo também revela a data de estreia da produção, que será disponibilizada pela Amazon em 15 de dezembro.
Apple e Amazon cancelam produção de séries da Weinstein Company
O escândalo da denúncia de abuso sexual de Harvey Weinstein, que assediou jovens atrizes e funcionárias ao longo de décadas, começou a custar caro para a produtora The Weinstein Company (TWC). Mesmo após a diretoria ter demitido o magnata, suas produções estão sendo recusadas por parceiros de negócios, que começaram a rever contratos para cancelar encomendas de séries. A Apple decidiu abandonar nada menos que quatro minisséries biográficas de cantores famosos, que seriam produzidas pela TWC. Segundo o site Deadline, a mais adiantada contaria a vida de Elvis Presley em dez episódios e tinha o aval dos herdeiros do cantor. Também foram dispensadas séries semelhantes centradas em Michael Jackson, Prince e Frank Sinatra. Todas ainda estavam em fase de desenvolvimento. Já a Amazon optou por assumir o prejuízo da pré-produção de uma série sem título do cineasta David O. Russell (“O Lado Bom da Vida”, “Trapaça” e “Joy”). Ela seria estrelada por Robert De Niro e Julianne Moore – dois astros que não costumam fazer séries – e tinha um orçamento megalômano: US$ 160 milhões. De acordo com o site The Hollywood Reporter, a plataforma já havia investido US$ 40 milhões no projeto, que estava na fase de finalização de roteiros. O cancelamento não gerou protestos dos envolvidos, que emitiram um comunicado afirmando entender e concordar com a decisão. “Nós apoiamos a decisão da Amazon à luz das notícias recentes e, em respeito a todos os afetados, decidimos juntos que o melhor é não prosseguir com esse programa”, disseram David O. Russell, Robert De Niro e Julianne Moore numa declaração conjunta. Além de abandonar essa série, a Amazon negociou a saída da TWC de outro projeto, “The Romanoffs”, série de antologia desenvolvida por Matthew Weiner (criador de “Mad Men”), que já estava em fase de gravação. A plataforma agora vai bancar sozinha a produção, orçada em US$ 75 milhões, para não ter o nome de Weinstein como parceiro na produção. As duas produções tinham sido encomendadas por Roy Price, diretor do Amazon Studios, que também foi afastado nesta semana após se envolver em seu próprio escândalo de assédio sexual, além de ter sido denunciado por Rose McGowan de acobertar e ser cúmplice de Weinstein. Vários diretores e funcionários da TWC pediram demissão nos últimos dias. Apenas quatro permanecem no comando da empresa e anunciaram que vão tirar o nome de Harvey Weinstein de todos os projetos do estúdio. Ele costumava ser creditado como produtor. A minissérie “Waco”, que vai lançar o canal Paramount em janeiro, já será exibida sem o nome de Weinstein. O irmão de Harvey e sócio fundador da produtora, Bob Weinstein, disse ao site Deadline que, apesar dos problemas, os investidores garantem sustentação financeira para a companhia atravessar essa fase turbulenta. E que, por isso, não pretende colocar o estúdio à venda. Fontes do Hollywood Reporter afirmam que, diante da associação do nome Weinstein com o escândalo, Bob teria encomendado um estudo de emergência a algumas agências de publicidade para mudar o nome da empresa e lançar uma campanha de reinvenção.
Diretor da Amazon é suspenso após acusação de assédio da filha do autor de Blade Runner
A Amazon suspendeu o diretor responsável por sua unidade de filmes e séries após acusações de assédio sexual feitas por uma produtora de televisão. Um porta-voz da empresa afirmou que o diretor do Amazon Studios, Roy Price, recebeu uma “licença efetiva imediatamente”. A medida foi adotada depois que Isa Hackett, produtora da série “The Man in the High Castle”, principal sucesso da Amazon, contou à revista The Hollywood Reporter que o executivo lhe fez várias propostas sexuais, em julho de 2015. Hackett é filha do escritor Philip K. Dick, autor da história adaptada no filme “Blade Ranner” e na série “The Man in the High Castle”, além de inspirador da antologia “Philip K. Dick’s Electric Dreams”, que estreia em 2018 no serviço de streaming. Ela afirmou que Price lhe fez insinuações indecentes em um táxi a caminho da Comic-Con em San Diego, na Califórnia. Ela disse que deixou claro que não estava interessada – pois é lésbica, com mulher e filhos -, mas que Price insistiu, de acordo com a revista, e inclusive se aproximou dela durante o evento e gritou “sexo anal” em seu ouvido. Hackett disse ao Hollywood Reporter que relatou o comportamento de Price aos executivos do estúdio, que teriam iniciado uma investigação. Mas, após dois anos, ela nunca foi informada sobre o que aconteceu após isso, nem observou nenhuma punição. Price, por sinal, não foi demitido. Apenas ganhou uma “licença”. A revelação acontece horas após a atriz Rose McGowan disparar diversos tuítes para o fundador da Amazon Jeff Bezos. No primeiro, ela disse: “Jeff Bezos, eu contei ao chefe do seu estúdio que HW me estuprou. Eu disse diversas vezes. Ele me respondeu que isso não tinha sido provado. Eu disse que eu era a prova”. O chefe do estúdio era Roy Price. A nova polêmica acontece poucos dias após o estouro do escândalo sexual de Harvey Weinstein, um dos produtores mais famosos do cinema americano, que teria assediado e abusado de atrizes e funcionárias ao longo de várias décadas, aproveitando-se de estrelas em começo de carreira, entre elas Angelina Jolie e Gwyneth Paltrow. Ele também foi acusado de estupro por algumas vítimas, conforme a história foi ganhando novas vozes, ao longo da semana passada. Várias mulheres alertaram que o caso de Weinstein não era único, mas um padrão de comportamento nos bastidores da indústria de entretenimento, e que outros escândalos viriam à tona após Ashley Judd ter tomado coragem para tornar-se a primeira atriz a romper o pacto de silêncio, denunciando Weinstein publicamente na reportagem do jornal The New York Times que escancarou a história sórdida. Para complicar a situação da Amazon, a plataforma estava desenvolvendo duas séries caras com a Weinstein Company, que já consumiram milhões de dólares em produção: “The Romanoffs”, de Matthew Weiner (criador de “Mad Men”), e um projeto ainda sem título de David O. Russell (diretor de “O Lado Bom da Vida”, “Trapaça” e “Joy”). “Estamos revendo as opções que temos em relação aos projetos com a Weinstein Company”, disse o porta-voz da companhia, no mesmo contato sobre o executivo licenciado.
Rose McGowan diz que foi estuprada por Weinstein e acusa Amazon de cumplicidade
Rose McGowan vem vivendo dias de infâmia e fúria desde que seu nome foi citado na reportagem do jornal The New York Times como uma das atrizes que recebeu indenizações de Harvey Weinstein após ter sofrido avanços sexuais do produtor. Nesta semana, ela chegou a ter sua conta do Twitter suspensa após disparar desabafos e denúncias – mais precisamente, após citar um caso de abuso de Ben Affleck, disponibilizando o número de telefone do ator para reclamações – , mas já voltou à rede social com novas rajadas – e elogios do próprio Twitter, “orgulhoso” por fornecer uma plataforma para quem “fala a verdade contra os poderosos”. E assim que teve a conta reativada, ela mirou poderosos poderosíssimos. Pela primeira vez, a atriz se referiu a Harvey Weinstein por nome – ou melhor, abreviatura, HW. Revelou que foi estuprada e não apenas assediada. E apontou a cumplicidade da Amazon para abafar o escândalo e ajudar Weinstein a atrapalhar sua carreira, tuitando diretamente para Jeff Bezos, dono da empresa e um dos homens mais ricos do mundo. Numa série de tuítes disparados na noite de quinta (12/10), a atriz afirmou: “Jeff Bezos, eu contei ao chefe do seu estúdio que HW me estuprou. Eu disse diversas vezes. Ele me respondeu que isso não tinha sido provado. Eu disse que eu era a prova”. Ela alegou ainda que a Amazon “venceu um Oscar sujo” enquanto “financiava estupradores”. O estúdio foi premiado por “Manchester à Beira-Mar” – Melhor Roteiro e Ator Coadjuvante. E um dos vencedores, o ator Casey Affleck, foi processado por má conduta sexual em 2010 por duas colegas que trabalharam com ele no filme “Eu Ainda Estou Aqui” (2010). A diretora de fotografia Magdalena Gorka e a produtora Amanda White alegaram que Affleck as agrediu verbalmente e sexualmente. Affleck negou, mas acertou uma indenização para as duas. Durante a cerimônia de premiação, ao lhe entregar o Oscar, a atriz Brie Larson se recusou a aplaudi-lo. McGowan aceitou uma compensação financeira de Weinstein quando tinha 23 anos, depois de “um episódio em um quarto de hotel” durante um festival de cinema, de acordo com a reportagem do New York Times. Ela não está falando com a imprensa sobre o assunto, mas, ao mesmo tempo, vem usando suas redes sociais para dar detalhes do caso. Em seus últimos tuítes, contou que estava desenvolvendo uma série com a Amazon, quando descobriu que o projeto seria comprado por Weinstein. “Imediatamente, implorei ao chefe do estúdio para fazer o que é certo. Fui ignorada”, ela escreveu. “Liguei para o meu advogado e disse que queria recuperar meu roteiro, mas, antes que eu pudesse, o Amazon Studios me ligou para dizer que meu projeto estava morto”. A atriz não está inventando a história da série. Em setembro de 2016, ela disse para o público de um festival de cinema no Brooklyn: “Acabei de vender uma série para a Amazon, que eu escrevi e sem passar por piloto”. O projeto seria baseado em sua infância, como filha de seguidores de uma seita religiosa radical. Bezos não respondeu a McGowan no Twitter e os porta-vozes da Amazon não comentaram. Em compensação, o citado “chefe de estúdio” da empresa acabou de virar assunto de outra denúncia. Roy Price foi acusado pela produtora Isa Hackett de assédio sexual, em uma entrevista à revista The Hollywood Reporter. Saiba mais aqui. 1) @jeffbezos I told the head of your studio that HW raped me. Over & over I said it. He said it hadn’t been proven. I said I was the proof. — rose mcgowan (@rosemcgowan) October 12, 2017 2) @jeffbezos I had already sold a script I wrote to your studio, it was in development. When I heard a Weinstein bailout was in the works — rose mcgowan (@rosemcgowan) October 12, 2017 3) @Jeffbezos I forcefully begged studio head to do the right thing. I was ignored. Deal was done. Amazon won a dirty Oscar. — rose mcgowan (@rosemcgowan) October 12, 2017 4) @jeffbezos I called my attorney & said I want to get my script back, but before I could, #2 @amazonstudios called to say my show was dead — rose mcgowan (@rosemcgowan) October 12, 2017 4) @jeffbezos I am calling on you to stop funding rapists, alleged pedos and sexual harassers. I love @amazon but there is rot in Hollywood — rose mcgowan (@rosemcgowan) October 12, 2017
Série estrelada por Jean Claude Van Damme ganha teaser e pôster
A Amazon divulgou o pôster e um teaser de “Jean-Claude Van Johnson”, série estrelada por Jean-Claude Van Damme (“Os Mercenários 2”). A prévia mostra o ator fazendo uma estátua de si mesmo. A série gira em torno de um ator de filmes de ação que era secretamente um agente secreto disfarçado, e resolve voltar à ativa após um encontro casual com um amor perdido. É a primeira vez que Van Damme estrela uma série e a segunda em que interpreta um personagem fictício muito parecido consigo mesmo. Um de seus filmes mais elogiados é o metalinguístico “JCVD” (2008), em que o astro vive ele mesmo de forma intensa e dramática. O projeto foi desenvolvido por Dave Callaham, criador da franquia cinematográfica “Os Mercenários”, e a produção envolve o nome do cineasta Ridley Scott (“Perdido em Marte”), por meio de sua produtora Scott Free.
Série de antologia sci-fi que adapta contos do escritor de Blade Runner ganha trailer da Amazon
A Amazon divulgou o poster e seu primeiro trailer de “Philip K. Dick’s Electric Dreams”, nova antologia futurista, que adapta contos de ficção científica do escritor americano Philip K. Dick. A prévia revela o elenco grandioso e os efeitos visuais cinematográficos da produção, com direito a naves espaciais e outros mundos. O título foi extraído de um dos contos mais famosos de Dick, que deu origem ao filme “Blade Runner”. Outras obras do escritor adaptadas para o cinema incluem “O Vingador do Futuro”, “Minority Report” e “O Homem Duplo”, sem esquecer da série “The Man in the High Castle”, um dos maiores sucessos da própria Amazon. Ao estilo de “Black Mirror”, cada episódio trará uma história completa e com atores diferentes. Entre os intérpretes, destacam-se Timothy Spall (franquia “Harry Potter”), Bryan Cranston (série “Breaking Bad”), Anna Paquin (série “True Blood”), Tuppence Middleton (série “Sense8”), Richard Madden (série “Game of Thrones”), Janelle Monae (“Estrelas Além do Tempo”), Lara Pulver (série “Sherlock”), Vera Farmiga (série “Bates Motel”), Steve Buscemi (série “Boardwalk Empire”), Terrence Howard (série “Empire”), Sidse Babett Knudsen (série “Westworld”), Mireille Enos (“Guerra Mundial Z”), Holliday Grainger (“Cinderela”), Benedict Wong (“Doutor Estranho”) e Geraldine Chaplin (“O Lobisomem”). A série também tem grandes nomes em seus bastidores, como os diretores Alan Taylor (“O Exterminador do Futuro: Gênesis”), Tom Harper (“A Mulher de Preto 2: O Anjo da Morte”), Dee Rees (“Bessie”), Francesca Gregorini (“A Grande Ilusão”), Julian Jarrold (“Brideshead Revisited – Desejo e Poder”) e os roteiristas David Farr (“Hanna”), Ronald D. Moore (criador da série “Battlestar Galactica”), Travis Beacham (“Círculo de Fogo”), Tony Grisoni (“Medo e Delírio”) e Matthew Graham (criador da série “Life on Mars”). A 1ª temporada tem 10 episódios. Mas há um paradoxo nasua divulgação. Como se trata de coprodução, a Amazon lançou o primeiro trailer após o Channel 4 britânico já ter exibido três episódios no Reino Unido, além de ter licenciada sua transmissão na Austrália. Mesmo assim, a estreia nos Estados Unidos foi agendada para 2018, ainda sem data definida.
Série do espião Jack Ryan ganha primeiro trailer completo
A Amazon divulgou o pôster e o primeiro trailer completo de “Jack Ryan”, que destaca o ator John Krasinski (da série “The Office”) no papel do famoso espião criado pelo escritor Tom Clancy. A prévia revela uma nova história de origem do personagem. Embora não seja um recruta iniciante como no longa mais recente, “Operação Sombra – Jack Ryan” (2014), ele ainda é um analista da CIA, cujo trabalho brilhante acaba lhe levando para sua primeira missão de campo, em pleno Oriente Médio. A série não é uma adaptação literal dos livros de Clancy, como foram os primeiros filmes, e sua história foi concebida pelo roteirista-produtor Carlton Cuse (séries “Lost”, “Bates Motel”) em parceria com o ex-marine Graham Roland (roteirista das séries “Lost” e “Fringe”). Ao contrário de outros heróis literários, que se tornaram bastante identificados com seus intérpretes de cinema, Jack Ryan já foi vivido por quatro atores diferentes em cinco filmes. O único a repetir o papel foi Harrison Ford nos anos 1990. E isto facilitará o trabalho de seu intérprete na série. A produção de “Jack Ryan” é da empresa Platinum Dunes, de Michael Bay (o diretor de “Transformers”), que recentemente dirigiu Krasinski no thriller de ação militar “13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi”. Mas a direção do piloto é de outro cineasta, o norueguês Morten Tyldum (“Passageiros”). A 1ª temporada terá oito episódios e a expectativa é que estreie ainda em 2017.
Anthony Hopkins e Emma Thompson vão estrelar nova versão do Rei Lear para a BBC
Anthony Hopkins e Emma Thompson vão estrelar uma nova adaptação da peça de Shakespeare “Rei Lear” para a BBC, em que ele viverá o rei idoso e ela sua filha mais velha e ambiciosa, Goneril. A adaptação marcará o reencontro dos dois astros, após colaborações marcantes em “Retorno a Howard’s End” (1992) e “Vestígios do Dia” (1993). Esta última produção rendeu indicações ao Oscar para ambos. O telefilme tem roteiro e direção de Richard Eyre (do excelente “Notas Sobre um Escândalo”), que pretende transpor a história medieval para os dias atuais. Para quem não sabe, a história gira em torno de um rei que gostava de ser adulado e baniu a filha mais nova que se recusava a puxar seu saco. Mas o destino é cruel e ele acaba traído pelas outras duas que o adulavam apenas porque cobiçavam seu trono. O elenco também inclui Florence Pugh (“Lady Macbeth”), Emily Watson (“A Menina que Roubava Livros”), Jim Broadbent (série “Game of Thrones”) e Christopher Eccleston (série “The Leftovers”). “É um tributo ao talento grandioso de Richard Eyre que tenhamos reunido um elenco tão notável. O filme é um testemunho do compromisso contínuo da BBC com a produção dramática e estamos muito agradecidos pelo apoio contínuo”, disseram os produtores executivos, Colin Callender e Sonia Friedman, em comunicado. A produção será exibida em 2018 pelo canal BBC Two no Reino Unido e pela plataforma de streaming Amazon no resto do mundo.










