Estreias | “Five Nights at Freddy’s” é principal filme na véspera do Halloween
A lista de estreias de cinema desta quinta-feira (26/10) não reflete o calendário comemorativo da véspera do Halloween. As poucas opções de terror para a data são um filme de vampiro brasileiro cabeçudo e “Five Nights at Freddy’s – O Pesadelo Sem Fim”, adaptação do game homônimo com classificação etária mirim: 14 anos. Ótima notícia para as plataformas de streaming e suas ofertas com mais variedade de diversão assustadora para o Dia das Bruxas. Os lançamentos da semana são bastante variadas e incluem assassinos meticulosos, hipnose intrigante e bossa nova animada. “O Assassino” oferece um olhar frio e calculista sobre a vida de um matador de aluguel, sob a direção acurada de David Fincher, “Hypnotic – Ameaça Invisível” é um thriller supernatural estrelado por Ben Affleck e Alice Braga, enquanto “Atiraram no Pianista” oferece uma viagem animada pela vida do pianista brasileiro Francisco Tenório Júnior. Além destes, a programação inclui “Mavka – Aventura na Floresta”, animação baseada na mitologia ucraniana, e outras opções em circuito limitado que podem ser conferidas abaixo. FIVE NIGHTS AT FREDDY’S – O PESADELO SEM FIM “Five Nights at Freddy’s” é uma franquia de videogame lançada em 2014, que rapidamente conquistou uma enorme base de fãs pelo mundo, ao desafiar os jogadores a sobreviver ao ataque de personagens infantis hostis em um restaurante assombrado, chamado Freddy Fazbear’s Pizza. Na adaptação, Josh Hutcherson (“Jogos Vorazes”) arranja emprego de segurança noturno na pizzaria abandonada, com estilo de buffet infantil, que costumava atrair o público com bonecos eletrônicos. Durante a ronda noturna, ele descobre que as criações animatrônicas ganham vida e precisa lutar contra o terror para sobreviver – e salvar sua irmã caçula, que resolveu lhe fazer uma visita. A adaptação foi feita para um público bem juvenil, evitando os jorros de sangue que se espera de um filme slasher (de psicopatas com facas) – veja-se, como exemplo sanguinolento, o similar “Willy’s Wonderland – Parque Maldito” (2021). Entretanto, é bastante fiel à premissa e a estética do game. Os animatrônicos e efeitos especiais foram criados pela empresa de Jim Henson, responsável pelos Muppets. Além de Hutcherson, o elenco inclui Elizabeth Lail (“Você”), Piper Rubio (“Holly & Ivy”), Kat Conner Sterling (“A Semana da Minha Vida”), Mary Stuart Masterson (“Benny & Joon – Corações em Conflito”) e Matthew Lillard (“Scooby-Doo”). Já a direção do longa é da experiente diretora de terror Emma Tammi (“Terra Assombrada”). O ASSASSINO O novo thriller dirigido por David Fincher gira em torno de um assassino profissional não nomeado, interpretado por Michael Fassbender (“X-Men: Apocalipse). O filme abre com o assassino meticulosamente preparando-se para realizar um serviço em Paris. Ele se posiciona em um prédio alto, esperando pacientemente para executar sua vítima, enquanto compartilha sua filosofia de vida através de uma narração. A calma profissional do assassino é quebrada quando ele falha em completar o serviço, gerando consequências severas para ele e sua companheira, que é brutalmente atacada como retaliação pelo seu erro. Após o fracasso em Paris, o assassino retira-se para a República Dominicana, mas logo descobre que seus empregadores colocaram um contrato sobre ele. Com sua vida em perigo, ele embarca em uma missão de vingança que o leva a perseguir advogados e assassinos rivais por diversas localidades, desde Nova Orleans até Chicago. Durante sua jornada, ele se depara com uma assassina bem-falante interpretada por Tilda Swinton (“Era uma Vez um Gênio”), que oferece uma abordagem ainda mais niilista para a arte de matar, proporcionando momentos de alívio cômico e introspecção. Adaptação de uma graphic novel, a produção permite um reencontro entre Fincher e o roteirista Andrew Kevin Walker, com quem o diretor trabalhou num de seus filmes mais cultuados, “Seven – Os Sete Pecados Capitais” (1995). Executado com atenção meticulosa aos detalhes, a obra também evoca clássicos do gênero como “Os Assassinos” (1964) e “À Queima-Roupa” (1967), dois filmes estrelados por Lee Marvin, em sua busca por retratar, de forma estilizada, o submundo dos assassinos contratados. Produção original da Netflix, chega ao streaming em duas semanas (10/11). HYPNOTIC – AMEAÇA INVISÍVEL Já imaginaram um thriller de Christopher Nolan (“Tenet”) dirigido por Robert Rodriguez (“Pequenos Espiões”)? “Hypnotic” é um filme derivativo, em que Ben Affleck (“Liga da Justiça”) vive um detetive atormentado pelo desaparecimento de sua filha e se vê em um jogo de gato e rato com um supercriminoso, interpretado por William Fichtner (“Mom”), dotado de poderes hipnóticos extraordinários (ou nem tanto, veja-se o Homem Púrpura de “Jessica Jones”). Ao lado da personagem de Alice Braga (“O Esquadrão Suicida”), que é descrita como uma “médium de loja de conveniência”, ele desvenda um mundo onde indivíduos, chamados de “hipnóticos”, têm a capacidade de influenciar a mente de outros através de uma “largura de banda psíquica”. A aventura é acompanhada por diálogos peculiares, e momentos que desafiam a realidade e imitam a estética de “A Origem”. O enredo se estende por uma série de cenas que variam entre o surreal e o absurdo, onde os personagens se encontram em situações cada vez mais bizarras, tendo que manter a seriedade. Pode-se dizer que Rodriguez compensa a falta de originalidade e lógica com exagero, entregando uma diversão camp assumida. Em seu lançamento nos EUA, alguns dos críticos mais tradicionais aprovaram, enquanto, paradoxalmente, a turma geek odiou de paixão – fazendo o longa atingir apenas 30% de aprovação no Totten Tomatoes. ATIRARAM NO PIANISTA Filme de abertura do Festival do Rio deste ano, o documentário animado espanhol explora a vida e o misterioso desaparecimento do pianista brasileiro Francisco Tenório Júnior, que integrava a banda de Vinicius de Moraes e Toquinho e desapareceu em Buenos Aires, em 1976, numa história que combina a leveza da bossa nova com a brutalidade das ditaduras militares. Dirigido por Fernando Trueba e Javier Mariscal (do premiado desenho “Chico e Rita”), o filme traz Jeff Goldblum como a voz do personagem fictício Jeff Harris, um jornalista musical de Nova York. Inicialmente interessado em escrever sobre a bossa nova, Harris se depara com uma gravação de Tenório e se embrenha na investigação do seu desaparecimento. A narrativa é estruturada como uma busca de Jeff Harris por respostas, percorrendo o trajeto entre Nova York, Rio de Janeiro e Buenos Aires, com a ajuda de seu amigo João, dublado por Tony Ramos. Entrevistas com 39 músicos brasileiros, amigos e familiares de Tenório formam o cerne do filme, juntamente com reminiscências sobre a vida e obra do pianista. A animação em estilo vibrante e desenhos feitos à mão de Mariscal enriquecem a narrativa e proporcionam um contraponto visual ao tema sombrio da história. Cenas recriadas de eventos e performances musicais são intercaladas com entrevistas e material documental coletado por Trueba ao longo de cerca de 15 anos. Além de abrir uma janela para a época tumultuada e para os impactos da Operação Condor, a obra também destaca a contribuição musical do pianista, revivendo uma sessão de gravação de 1964 e mostrando a influência duradoura da bossa nova, numa dualidade entre a beleza artística e a violência dos regimes autoritários de direita. MAVKA – AVENTURA NA FLORESTA A animação ucraniana explora a coexistência entre humanos e o mundo natural. Inspirada na peça de 1911 “The Forest Song” de Lesya Ukrainka, a trama segue Mavka, uma ninfa de cabelos verdes encarregada de proteger o “Coração da Floresta”. Ela se vê dividida entre seu dever e seu amor por Lukas, um músico humano. A história ganha complexidade quando Lukas é enviado para buscar um elixir mágico na floresta, intensificando o conflito entre os mundos humano e espiritual. A animação é notável por sua paleta de cores hipersaturada e pela atenção aos detalhes no movimento dos personagens. A trilha sonora é outro ponto alto, especialmente as canções folclóricas ucranianas que são incorporadas à trama, contribuindo para o caráter distintivo da obra. O filme também aborda temas mais amplos, como a invasão russa na Ucrania, embora de forma alegórica. Mavka, em um momento crucial, acessa uma “faísca de raiva” que lhe dá força para enfrentar os invasores, um elemento que tem sido interpretado como uma metáfora para a resiliência ucraniana. Produzido pelo estúdio de animação ucraniano Animagrad, o filme levou sete anos para ser concluído e superou “Avatar: O Caminho da Água” nas bilheterias ucranianas no começo do ano. OS DELINQUENTES O candidato argentino a uma vaga no Oscar 2024 é um filme nada convencional de assalto a banco. A história inicia com Morán (Daniel Elías), um gerente de banco, que, sem muita pressa, encaminha-se ao seu local de trabalho, onde junto a outro funcionário acessa o cofre do banco. Contrariando a expectativa usual de filmes de assalto, a execução do plano de Morán é exposta de maneira simples e quase trivial. Ele propõe a seu colega de trabalho, Román (Esteban Bigliardi), um acordo peculiar: Morán roubará US$ 650,000 do banco, entregará o montante para Román guardar e se entregará à polícia. Ele calcula que cumprirá três anos e meio de prisão, e ao final desse período, ambos dividirão o dinheiro. Ao se entregar à polícia, Morán confia que Román manterá sua parte no acordo, no entanto, a trama se desdobra em situações inusitadas e revela camadas insuspeitas. A chegada de uma jovem energética chamada Norma (Margarita Molfino) altera ainda mais a dinâmica entre Morán e Román, apresentando novas questões existenciais. O filme brinca com a ideia de duplicidade, como evidenciado nos nomes anagramáticos dos personagens principais e na escalação do mesmo ator, Germán De Silva, para interpretar o chefe do banco e o chefe da prisão. Além de desafiar convenções, a narrativa do diretor Rodrigo Moreno (“Mala Época”) parece brincar com a paciência da audiência com sua duração de três horas, propondo uma reflexão sobre as escolhas de vida dos personagens e as consequências de suas ações. LEONORA, ADEUS A primeira obra de Paolo Taviani após a morte de seu irmão e parceiro Vittorio, em 2018, possui forte simbolismo ao explorar a jornada das cinzas de Luigi Pirandello, dez anos após sua morte em 1936. O filme também é uma reflexão sobre a conexão dos irmãos Taviani com o dramaturgo, evidenciada num de seus clássicos iniciais, “Caos”, de 1984. Naquele filme, os Taviani exploraram cinco histórias curtas de Pirandello, demonstrando uma afeição duradoura pela complexidade teatral e narrativa do autor. “Leonora, Adeus” retoma essa ligação, entrelaçando a narrativa principal com aspectos meta-teatrais inspirados em Pirandello. A jornada das cinzas se torna uma tela para explorar a relação entre vida, morte e arte, temas que os Taviani também exploraram em “Caos”. No começo da narrativa, é retratada a tentativa de transportar as cinzas de Pirandello de volta à Sicília, conforme seu último desejo, enfrentando adversidades e situações cômicas, especialmente quando um conselheiro de Agrigento (Fabrizio Ferracane) se envolve nessa missão. Essa jornada é enriquecida por um retrato vibrante da vida italiana pós-2ª Guerra Mundial, destacando as interações humanas em um trem repleto de refugiados e civis em busca de consolo. A segunda parte do filme transita para a dramatização de “O Prego”, onde a história de um imigrante italiano em Nova York é contada, abordando temas de violência e redenção, sempre com uma atmosfera melancólica e reflexiva, acompanhada pela trilha sonora delicada de Nicola Piovani. O filme é uma mistura de estilos que vai desde sequências ficcionais em preto e branco até material de arquivo – de filmes neorrealistas italianos clássicos e noticiários da época – , todos engenhosamente entrelaçados para contar uma história que é tanto um tributo ao escritor quanto uma reflexão sobre a vida e a morte, servindo como um aceno afetuoso de Paolo a seu falecido irmão Vittorio. BRADO O drama italiano explora o universo do western no contexto contemporâneo. O protagonista Renato, interpretado pelo diretor do filme, Kim Rossi Stuart (“Tommaso”), se machuca ao cair de um cavalo recém-adquirido, chamado Trevor. Por conta de lesões, ele se vê incapaz de treinar o animal para competições de cross-country, e seu filho distante, Tommaso (Saul Nanni), é convocado para ajudar. O enredo se...
Cinema | Estreias incluem “O Protetor 3”, “Patrulha Canina 2” e “Rodeio Rock” com Lucas Lucco
A programação de cinema destaca três lançamentos amplos nesta quinta (5/10). Denzel Washington volta em “O Protetor – Capítulo Final”, encerrando a trilogia de ação que conquistou o público, “Patrulha Canina: Um Filme Superpoderoso” traz uma nova aventura dos cães mais amados da televisão e “Rodeio Rock” oferece romance no cenário musical brasileiro. Confira abaixo mais detalhes das estreias, incluindo os lançamentos limitados. O PROTETOR – CAPÍTULO FINAL Denzel Washington (“Sete Homens e Um Destino”) volta ao papel de Robert McCall no terceiro e supostamente último filme da franquia, após “O Protetor” (2014) e “O Protetor 2” (2018), para distribuir mais justiça com as próprias mãos. Desta vez, McCall se encontra na pequena vila calabresa de Altomonte, na Itália. Enquanto se recupera de ferimentos, ele se integra à comunidade local e começa a vislumbrar uma vida mais tranquila. No entanto, quando a máfia local começa a atormentar os moradores, ele se vê compelido a agir, resultando em um último confronto com gângsteres armados. Pela primeira vez, porém, ele não está sozinho, contando com a ajuda da nova personagem Emma Collins, interpretada por Dakota Fanning, uma agente da CIA que se tornar uma aliada. Um detalhe interessante é que Washington e Fanning realizam um reencontro na produção. Os dois trabalharam juntos anteriormente em outro thriller, “Chamas da Vingança” (2004), quando a atriz tinha 10 anos. O “Capítulo Final” mantém a abordagem violenta e gráfica que caracteriza a franquia, com sequências de ação audaciosas e sangrentas, novamente dirigidas por Antoine Fuqua. Além do mesmo tom dos filmes anteriores, também mantém elementos familiares para quem acompanha a trilogia. Mas o que eleva a produção acima do padrão é mesmo a performance de Washington, que adiciona um peso dramático à trama, com o arco de redenção do protagonista, que tenta se redimir do que fez como assassino do governo dos EUA. PATRULHA CANINA: UM FILME SUPERPODEROSO Animação realizada em parceria com o canal infantil Nickelodeon, o filme é o segundo da franquia para os cinemas, seguindo o sucesso de “Patrulha Canina: O Filme”, lançado em 2021. Escrito e dirigido por Cal Brunker e Bob Barlen (“Patrulha Canina: O Filme”), conta uma aventura inédita dos cães aventureiros, agora como super-heróis. Após um meteoro mágico se chocar com Adventure City, os filhotes da Patrulha Canina ganham superpoderes. Para Skye, menor membro da equipe, seus novos poderes são um sonho que se tornou realidade. Por outro lado, as coisas tomam um rumo inesperado quando o arqui-inimigo dos filhotes, Humdinger, escapa da prisão e se une a Victoria Vance, uma cientista maluca obcecada por meteoros, para tentar roubar os poderes dos superpets. Com o destino de Adventure City em jogo, a Patrulha Canina terá que deter os vilões antes que seja tarde demais. O grandioso elenco de vozes originais conta com Kristen Bell (“The Good Place”), Kim Kardashian (“The Kardashians”), Serena Williams (“Glass Onion: Um Mistério Knives Out”), Christian Convery (“Sweet Tooth”), McKenna Grace (“Ghostbusters – Mais Além”), Lil Rel Howery (“Amizade de Férias”), James Marsden (“Desencantada”), Taraji P. Henson (“Empire – Fama e Poder”), Marsai Martin (“Black-Ish”) e Ron Pardo (“Patrulha Canina: O Filme”). Já a versão brasileira destaca as dublagens da vice-campeã do “BBB 23” Aline Wirley, seu marido Igor Rickli e o filho do casal, Antônio, de apenas 8 anos. Adaptação de uma série animada, os filmes da “Patrulha Canina” não aspiram a profundidade das produções da Disney, Pixar, DreamWorks e Illumination, mas custam uma fração dos lançamentos desses estúdios. A produção da Paramount teve um orçamento de apenas US$ 30 milhões e é parte de uma franquia que já rendeu US$ 14 bilhões em vendas globais no varejo desde 2014. RODEIO ROCK O musical romântico conta a história de dois artistas idênticos em aparência, mas completamente diferentes em personalidade: o cantor sertanejo mais famoso – e polêmico – do Brasil, e um roqueiro que, apesar de talentoso, não é reconhecido. Ambos os personagens são interpretados por Lucas Lucco. Hero, o roqueiro talentoso, tem aversão à música sertaneja, principalmente por ser extremamente parecido com o maior cantor brasileiro do gênero, Sandro Sanderlei. No entanto, Hero vê sua vida mudar quando tem a chance de substituir o sertanejo em sua turnê, após o artista entrar em coma. Desempregado e cheio de dívidas, Hero aceita a proposta de viajar pelo país fazendo os shows de Sandro Sanderlei. No entanto, durante a turnê, ele conhece Lulli (Carla Diaz, de “A Menina que Matou os Pais”), ex-namorada de Sandro, e acaba se apaixonando por ela. A partir daí, ele terá que escolher entre perder sua identidade e ganhar a fama e o sucesso que sempre buscou, ou ser fiel aos seus princípios e conquistar a mulher que ama. A produção, dirigida por Marcelo Antunez (“O Palestrante”), marca a estreia como roteirista do ator Felipe Folgosi – que fez “Chiquititas” como Carla, só que em outra geração. NOSTALGIA O drama italiano explora a complexa relação de um homem com sua cidade e seu passado. No longa, Felice Lasco, interpretado por Pierfrancesco Favino (“O Traidor”), retorna a sua cidade natal, Nápoles, após 40 anos vivendo no exterior. O motivo inicial da visita é o estado de saúde frágil de sua mãe idosa, Teresa, mas a cidade e as memórias que ela evoca começam a exercer uma atração irresistível sobre ele. O reencontro com sua mãe é emocionalmente carregado, mas o que realmente assombra Felice é um assassinato cometido décadas atrás por seu melhor amigo da época, Oreste Spasiano – agora conhecido como O Malommo e um temido chefe da máfia local. O filme de Mario Martone (“Leopardi: Um Jovem Fabuloso”) é o representante oficial da Itália na disputa por vaga no Oscar de Melhor Filme Internacional e é notável pela atuação sensível de Favino, que foi indicado ao European Film Award. A cinematografia de Paolo Carnera adiciona uma camada de autenticidade ao retrato de Nápoles, que muitas vezes se sente como um personagem à parte. Flashbacks formatados em Super 8 oferecem um contraste exuberante com as cenas mais pensativas ou sombrias do presente, reforçando a complexidade das escolhas e relações que moldam a vida de Felice. OS FILHOS DOS OUTROS O drama francês centra-se em Rachel, uma professora de 40 anos interpretada por Virginie Efira (“Benedetta”), que vive uma vida aparentemente plena em Paris, até que sua existência toma um novo rumo ao conhecer Ali, um designer de automóveis, interpretado por Roschdy Zem (“Notre-Dame – Catedral em Chamas”). A relação entre os dois se intensifica rapidamente, e Rachel se vê cada vez mais envolvida na vida da filha de Ali, Leïla. O filme explora a complexidade das escolhas modernas em torno da maternidade e dos relacionamentos, à medida que Rachel assume um papel de cuidadora, mas sempre à margem da relação entre Ali e a mãe de Leïla, Alice, interpretada por Chiara Mastroianni (“A Garota da Pulseira”). A trama segue Rachel durante aproximadamente um ano, abordando não apenas sua relação com Ali e Leïla, mas também sua vida profissional como professora e sua relação com a própria família. O filme também apresenta subtramas que incluem um aluno problemático e uma visita ao ginecologista, interpretado pelo cineasta documentarista Frederick Wiseman (“National Gallery”), que adicionam camadas à narrativa, mostrando as realidades muitas vezes contraditórias da vida adulta contemporânea. A diretora e roteirista Rebecca Zlotowski (“A Prima Sofia”) evita melodramas e soluções fáceis, optando por uma abordagem mais sutil e realista das complexidades emocionais e sociais enfrentadas pela protagonista. Virginie Efira, que já foi premiada com o César, venceu o troféu Lumiére de Melhor Atriz com este filme. UMA FAMÍLIA EXTRAORDINÁRIA Kiernan Shipka (“O Mundo Sombrio de Sabrina”) estrela o drama indie com uma jovem que cuida de seus pais com deficiência mental. A trama foi inspirada pela sobrinha e os tios do diretor estreante Matt Smukler, que vivem a mesma complexa dinâmica familiar. Na trama, Shipka vive Bea, que enfrenta desafios típicos da adolescência, enquanto cuida de seus pais neurodivergentes. É um enredo que dialoga com temas de amadurecimento rápido e lealdade familiar, tornando-se um ponto de reflexão sobre os múltiplos aspectos do crescimento. A pressão para Bea crescer vem de diversas frentes, incluindo um professor que a incentiva a focar em si mesma e um interesse amoroso que questiona seus motivos para cuidar de seus pais, levando Bea a ponderar suas próprias necessidades contra as de sua família. O elenco inclui Samantha Hyde (“Atypical”) e Dash Mihok (“Ray Donovan”) como os pais, além de Charlie Plummer (“Quem É Você, Alasca?”), Alexandra Daddario (“As Bruxas Mayfair”), Jean Smart (“Hacks”), Brad Garrett (“Everybody Loves Raymond”), Jacki Weaver (“Yellostone”), Reid Scott (“Veep”) e a menina Ryan Kiera Armstrong (“Chamas da Vingança”) como a versão infantil de Bea. “Uma Família Extraordinária” teve sua première mundial no Festival Internacional de Cinema de Toronto do ano passado e chegou aos cinemas americanos em março. UM FILME DE CINEMA Vencedor do Festival de Tiradentes com “Jovens Infelizes ou um Homem que Grita Não é um Urso que Dança” em 2016, Thiago B. Mendonça voltou ao evento dois anos depois com uma proposta incomum: explorar a arte do cinema através do olhar infantil. O filme, que passou em vários países do mundo antes de finalmente estrear comercialmente no Brasil, gira em torno de um cineasta, interpretado por Rodrigo Scarpelli (“Psi”), que serve como um alter ego do próprio Mendonça. O personagem enfrenta uma crise criativa e encontra uma saída quando sua filha mais velha decide fazer um filme como trabalho escolar. O projeto se torna uma oportunidade para o pai revisitar a história do cinema e redescobrir sua paixão pela sétima arte. A produção foi inspirada nas filhas do diretor, Bebel e Isa, que protagonizam o filme de forma espontânea e improvisada. A produção mistura elementos documentais e ficcionais, capturando tanto a realidade da família quanto a magia do cinema, e funciona também como uma ferramenta educativa, que busca inspirar a criatividade do público infantil e contribuir para a formação de um novo público para o cinema brasileiro. LINHA DE FRENTE O filme da dupla Felipe Menezes e Gustavo Gama Rodrigues foca o trabalho de patrulha das fronteiras brasileiras, mais de 16 mil quilômetros que dividem o Brasil de seus países vizinhos. O documentário acompanha fiscais e agentes policiais, que se veem em um fogo cruzado de organizações criminosas. PLAUTO, UM SOPRO MUSICAL Documentário sobre um dos maiores músicos gaúchos: Plauto Cruz, considerado por muitos o melhor flautista do Brasil.
Jason Statham explode tudo em trailer de novo filme de ação
A MGM divulgou o pôster e o trailer “The Beekeeper – Rede de Vingança”, novo thriller de ação estrelado por Jason Statham (“Mercenários 4”). Repleto de tiroteios, explosões e cenas violentas, o filme tem roteiro de Kurt Wimmer (“Os Renegados”) e direção de David Ayer (do primeiro “Esquadrão Suicida”). A trama acompanha o ex-agente de uma organização clandestina conhecida como Apicultores, que na aposentadoria encontra emprego literalmente como apicultor. Até que a mulher responsável pela fazenda em que ele trabalha cai vítima de uma armadilha de hackers e se mata. Decidido a se vingar, ele parte para cima da organização responsável e acaba se envolvendo numa grande conspiração, encabeçada por um magnata vivido por Jeremy Irons (“Watchmen”). O elenco também inclui Emmy Raver-Lampman (“The Umbrella Academy”), Josh Hutcherson (“Jogos Vorazes”) e Enzo Cilenti (“Agente Stone”). A ideia da MGM é transformar o filme numa franquia. A estreia está marcada para 11 de janeiro nos cinemas brasileiros, um dia antes do lançamento nos EUA.
John Woo volta a Hollywood com thriller de vingança sem diálogos. Veja o trailer
A Lionsgate divulgou o pôster e o trailer de “Silent Night”, thriller de vingança que marca a volta a Hollywood do cineasta John Woo (“Fervura Máxima”), mestre do cinema de ação de Hong Kong, que não filmava nos EUA há 20 anos – desde “O Pagamento” (2003). A prévia é cheia de cenas de tiros, sangue e muita violência. Na trama, Joel Kinnaman (“O Esquadrão Suicida”) vê a filha ser morta e perde a voz ao ser atingido por várias balas perdidas de um tiroteio. Com desejo de matar, ele vai atrás dos criminosos responsáveis na noite de Natal, armado até os dentes e sem dizer uma única palavra. Por sinal, um detalhe curioso do filme é que ele não tem nenhum diálogo. O elenco também inclui a colombiana Catalina Sandino Moreno (“Origem”) e o rapper Kid Kudi (“Não Olhe para Cima”) como um detetive policial que cruza o caminho do protagonista. A volta de John Woo Um dos diretores mais influentes dos anos 1980 e 1990, responsável por clássicos de ação que influenciaram de Tarantino a “John Wick”, o cineasta de “Missão: Impossível II” (2000) e “A Outra Face” (1997) tinha voltado a filmar exclusivamente em Hong Kong nas duas últimas décadas, vencendo inúmeros prêmios por dois épicos que lançou em duas partes, “A Batalha dos Três Reinos” e “The Crossing”. A estreia de “Silent Night” está marcada para 2 de dezembro nos EUA, mas ainda não há previsão para o lançamento no Brasil.
Henry Cavill e Dua Lipa estrelam comédia de espionagem. Veja o trailer
A Universal Pictures divulgou o pôster e o trailer da comédia de espionagem “Argylle, o Superespião”, que traz Henry Cavill (“Liga da Justiça”) como um 007 da fantasia de uma escritora de grande imaginação. Bryce Dallas Howard (“Jurassic World”) vive a autora de um best-seller, que, sem saber, descreveu fatos que realmente aconteceram, e agora um vilão quer que ela escreva a continuação. Para escapar, ela vai precisar de ajuda de um fã, vivido por Sam Rowckwell (“Homem de Ferro 2”), que é um espião de verdade e também está interessado em saber o que a inspirou a criar Argylle. Elenco e equipe O filme tem direção de Matthew Vaughn (“Kingsman: Serviço Secreto”) e ainda traz em seu elenco Samuel L. Jackson (“Invasão Secreta”), Bryan Cranston (“Breaking Bad”), John Cena (“Esquadrão Suicida”), Adriana DeBose (“Amor, Sublime Amor”) e até a cantora Dua Lipa (“Barbie”). Além de atuar, Dua Lipa também contribui com músicas originais para a produção original da Apple. O longa vai chegar aos cinemas em 1 de fevereiro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA. E só depois disso será lançado globalmente na Apple TV+.
“Tomb Raider” vira série animada. Veja o primeiro teaser
A Netflix divulgou o teaser da primeira série animada de “Tomb Raider”, baseada no game da Square Enix. A prévia mostra algumas imagens de Lara Croft em cenas de ação, mas nenhuma pista sobre a trama. O projeto foi apresentado como uma sequência da trilogia mais recente do videogame, lançada entre 2013 e 2018, e não tem nenhuma relação com o filme que trouxe Alicia Vikander como Lara Croft. A produção é escrita e comandada por Tasha Huo, responsável pelo spin-off de “The Witcher”, “The Witcher: Origem do Sangue”, e conta com dublagem de Hayley Atwell (“Missão: Impossível – Ajuste de Contas Parte 1”).
David McCallum, astro de “O Agente da UNCLE” e “NCIS”, morre aos 90 anos
O ator escocês David McCallum, que marcou época na TV ao interpretar o agente secreto Illya Kuryakin na série clássica “O Agente da U.N.C.L.E.” e o médico legista Donald “Ducky” Mallard na atual “NCIS”, faleceu nesta segunda-feira (25/9) aos 90 anos. O ator morreu de causas naturais no Hospital NewYork-Presbyterian, cercado por sua família, conforme anunciado por um porta-voz da rede CBS. Nascido em Glasgow em 19 de setembro de 1933, McCallum era filho de uma violoncelista, e de um violinista e líder de orquestra. A família mudou-se para a Inglaterra em 1936, quando seu pai foi contratado para conduzir a London Philharmonic. Embora seus pais desejassem que ele seguisse uma carreira na música, McCallum decidiu se tornar ator. Início da carreira no cinema Ele fez sua estreia no cinema britânico no final dos anos 1950 e se casou com a atriz Jill Ireland em 1957, após se conhecerem nas filmagens de “Na Rota do Inferno” no mesmo ano. O casamento durou uma década, até que Ireland o deixou pelo ator Charles Bronson. McCallum foi para Hollywood no começo dos anos 1960 e acabou escalado em filmes de sucesso, como “Freud – Além da Alma” (1963), de John Huston, e principalmente “Fugindo do Inferno” (1963), estrelado por Steve McQueen. A trama envolvia a fuga de um campo de concentração nazista e ator britânico acabou ganhando destaque na trama, como líder de uma das equipes encarregada de executar o plano ousado. Em seguida, ele entrou no épico sobre Jesus Cristo, “A Maior História de Todos os Tempos” (1964), de George Stevens, no qual interpretou Judas, aumentando ainda mais seu reconhecimento. O fenômeno de “O Agente da U.N.C.L.E.” Em ascensão em Hollywood, ele mudou completamente o rumo de sua carreira ao decidir assumir o papel do espião russo-americano Illya Kuryakin em “O Agente da U.N.C.L.E.” (The Man From U.N.C.L.E.), que foi ao ar de 1964 a 1968. O programa foi muito mais que um sucesso instantâneo. Verdadeiro fenômeno cultural, a série inspirada nos filmes de 007 transformou McCallum numa celebridade internacional. Mas seu êxito não foi casual. O próprio criador do agente 007, Ian Fleming, contribuiu para a criação do “O Agente da U.N.C.L.E.” – antes de ganhar o título pelo qual ficou conhecida, a produção tinha como nome provisório “Ian Fleming’s Solo”, além de girar em torno de um personagem introduzido em “007 Contra Goldfinger” (1964), Napoleon Solo. Robert Vaughn (1932–2016) viveu Solo, um agente secreto americano, que realizava missões ao lado de um aliado russo, Illya Kuryakin (McCallum), o que era completamente inusitado na época da Guerra Fria. Assim como nos filmes de 007, a série era repleta de supervilões e mulheres lindas de minissaia. E fez tanto sucesso que virou franquia, rendendo livros, quadrinhos, brinquedos, telefilmes e um spin-off, a série “A Garota da UNCLE”, estrelada por Stefanie Powers (“Casal 20″), cuja personagem também foi criada por Ian Fleming. O padrão de qualidade da produção era tão elevado que os produtores resolveram realizar episódios especiais de duas horas, como filmes. Exibidos em duas partes na TV americana, esses episódios foram realmente transformados em filmes para o mercado internacional. Para ampliar o apelo, ainda ganhavam cenas inéditas e picantes. Um desses telefilmes de cinema, por exemplo, incluiu participação exclusiva para a tela grande da belíssima Yvonne Craig, um ano antes de a atriz virar a Batgirl na série “Batman”, como uma atendente desinibida de missões da UNCLE, em aparições completamente nua. Além disso, Vaughan e McCallum ainda viveram Solo e Kuryakin em outras produções, como a comédia “A Espiã de Calcinhas de Renda” (1966), estrelada por Doris Day, e a sitcom “Please Don’t Eat the Daisies” (1965-1967). E voltaram a se reencontrar num telefilme de 1983, “A Volta do Agente da U.N.C.L.E.”. No auge de sua fama na década de 1960, McCallum ainda aproveitou para gravar quatro álbuns para a Capitol Records. Mas não como cantor. Em vez disso, o músico de formação clássica apresentava interpretações instrumentais de sucessos da época. Ele só veio a cantar num disco de 1996, intitulado “Open Channel D”, em referência a um bordão de “O Agente da U.N.C.L.E.”. Outras séries clássicas Após o fim da atração de espionagem, McCallum continuou a estrelar séries de sucesso. Uma das mais lembradas é “Colditz” (1972-1974), drama da BBC sobre prisioneiros de guerra, originalmente concebida como minissérie e que foi estendido em duas temporadas. Na trama, ele basicamente reviveu seu papel em “Fugindo do Inferno”, organizando uma grande fuga de campo de concentração. O ator também foi “O Homem Invisível” (The Invisible Man), numa série de 1975, e escrelou “Sapphire & Steel” (1979-1982), uma série britânica de ficção científica, ao lado de Joanna Lumley (“Absolutely Fabulous”). Depois disso, voltou a se encontrar com Robert Vaughn ao fazer uma participação especial em “Esquadrão Classe A”, que foi ao ar em 1986. Ele também apareceu em “Assassinato por Escrito, “SeaQuest 2032”, “Babylon 5”, “Law & Order” e até em “Sex and the City”, além de estrelar o thriller cibernético “VR.5”, primeira série sobre realidade virtual, de 1995 a 1997. O fenômeno de NCIS Em 2003, ele entrou em “NCIS”, onde deu vida a Ducky em todas as 20 temporadas da série, o equivalente a mais de 450 episódios, além de aparecer em derivados como “NCIS: Los Angeles” e videogames. Para viver o especialista em autópsias com um diploma em psicologia da Universidade de Edimburgo, McCallum aprendeu a realizar autópsias reais e frequentou convenções para médicos legistas. Os produtores executivos de “NCIS”, Steven D. Binder e David North, declararam: “Por mais de 20 anos, David McCallum conquistou o público ao redor do mundo interpretando o sábio, peculiar e, às vezes, enigmático Dr. Donald ‘Ducky’ Mallard. Ele era um estudioso e um cavalheiro, sempre cortês, um profissional consumado e nunca deixava passar a chance de uma piada.” Ele foi casado duas vezes. Depois de se separar de Jim Ireland, casou-se com a modelo Katherine Eaton Carpenter em 1967, com que viveu até seus últimos dias. Teve quatro filhos e oito netos.
MC Daniel lança clipe com a ex-namorada Mel Maia em clima de “Sr. e Sra. Smith”
MC Daniel lançou o clipe da música “Grana, Dinheiro e Fama”, que conta com a participação da atriz Mel Maia, sua ex-namorada famosa. A produção que traz um enredo de ação e romance, foi inspirada no filme “Sr. e Sra. Smith” (2005) e inclui cenas no topo do heliporto do hotel Sheraton, no Brooklyn, em São Paulo. Detalhes da produção Além de Mel Maia, o vídeo dirigido por Max Fonseca e Mateus Rigola ainda traz os pais de MC Daniel, Daniela Amorim e Christian Daniel, e seu amigo MC Ryan SP. O enredo envolve o casal tentando salvar os pais do funkeiro de um sequestro. O clipe foi gravado antes do final do relacionamento de MC Daniel e Mel Maia, encerrado no mês passado. Final do relacionamento O casal assumiu o relacionamento em dezembro de 2022, e chegou a viver um término anterior no final de maio. Boatos circularam na época de que o término estava relacionado com crises de ciúmes do funkeiro e à distância geográfica, já que Mel reside no Rio de Janeiro e Daniel em São Paulo. Aproximadamente um mês depois da primeira separação, o casal surpreendeu o público ao anunciar uma reconciliação. Durante um show, MC Daniel chegou a adaptar a letra da música “Revoada” para falar do namoro, provocando euforia entre os fãs. No entanto, sinais de nova instabilidade surgiram no final de agosto, quando Mel Maia não se manifestou sobre o aniversário do cantor no dia 27. Ao anunciar a separação, Mel Maia declarou: “Meu namoro com Daniel surgiu de uma amizade. Nós nos amamos, nos respeitamos e queremos o bem um do outro. E nós decidimos juntos preservar esse sentimento tão importante. Não somos mais um casal, mas seguimos como amigos”. MC Daniel também se manifestou, afirmando: “Venho informar a todos vocês que o meu relacionamento com a Melissa chegou ao fim. Desejo que ela seja feliz, tenho respeito e carinho por ela e pela família. Torço por ela e ela por mim e queremos o bem um do outro.”
As 10 melhores estreias de streaming da semana
A seleção abaixo reúne seis séries e quatro filmes que se destacaram entre as estreias de streaming desta semana. A temporada final de “Sex Education” na Netflix e a surpreendente sci-fi “Ninguém Vai Te Salvar” na Star+ são os principais títulos da programação, que ainda tem série derivada da franquia “John Wick”, animação baseada em curta premiado no Oscar e a volta de “American Horror Story”. Confira abaixo as dicas para assistir em casa. SEX EDUCATION 4 | NETFLIX Muita coisa aconteceu desde que Otis (Asa Butterfield), então um adolescente virgem, percebeu que todos os anos embaraçosos em que viveu com sua mãe, uma terapeuta sexual, podiam ajudá-lo a se tornar popular e ainda ganhar dinheiro em sua escola do interior do Reino Unido. Coagido por Maeve (Emma Mackey), a bad girl do colégio, e apoiado por seu melhor amigo e gay assumido Eric (Ncuti Gatwa), ele virou uma lenda por sua consultoria sexual para adolescentes inexperientes. Mas a liberalidade sexual dos estudantes logo se provou demais para os professores puritanos, e a diferença de sensibilidades culminou num escândalo comunitário no final da temporada passada. Agora, depois da façanha de fecharem seu próprio colégio, os alunos da escola Moordale começam a 4ª e última temporada se surpreendendo com a faculdade. A faculdade de Cavendish é um choque cultural para todos os alunos que pensavam que eram progressistas. A nova escola está em outro nível. Há aula de ioga diária no jardim comunitário, uma forte vibe de sustentabilidade e um grupo de crianças que são populares por serem… gentis. Viv (Chinenye Ezeudu) está totalmente chocada com a abordagem não competitiva liderada por estudantes da escola, enquanto Jackson (Kedar Williams-Stirling) ainda está lutando para superar Cal (Dua Saleh). Aimee (Aimee Lou Wood) tenta algo novo fazendo um curso de arte avançado e Adam (Connor Swindells) discute se a educação regular é para ele. Para completar, a Dra. Milburn (Gillian Anderson) enfrenta uma nova rotina com o nascimento de seu novo filho, e Otis e Maeve tentam um relacionamento à distância, após ela seguir para uma universidade americana. Enfim, tudo parece diferente, exceto a jaqueta de Otis, que é a mesma desde o começo da série. Mas apenas parece. A verdade é que, ao longo de suas quatro temporadas, “Sex Education” nunca mudou: segue espirituosa, calorosa, inclusiva, generosa em espírito e simpática até nas fraquezas e falhas de seus personagens, mantendo o mesmo equilíbrio de alegria e melancolia que a transformou em uma das melhores séries sobre amadurecimento. NINGUÉM VAI TE SALVAR | STAR+ O thriller de invasão alienígena traz Kaitlyn Dever (“Last Man Standing”) como uma jovem talentosa e criativa que se vê alienada de sua comunidade e acaba enfrentando sozinha visitantes extraterrestres em uma noite perturbadora. Na trama, ela encontra conforto em sua casa de infância até ser surpreendida por ruídos estranhos e intrusos decididamente não humanos. Perseguida dentro de casa e nas ruas, ela tenta fugir dos seres extraterrestres que ameaçam o futuro da humanidade, mas também a forçam a encarar seu passado. Pode parecer que a trama é conhecida, evocativa de “Sinais” (2002) e “Um Lugar Silencioso” (2018), por exemplo, só que não é. As reviravoltas levam o suspense de uma invasão em casa no campo para direções inesperadas. Direção e roteiro são de Brian Duffield, que chamou atenção com os roteiros de “A Babá” (2017) e “Amor e Monstros” (2020), e a direção de “Espontânea” (2020). Trata-se de mais um acerto do cineasta, que parece ter tendência para criar filmes cult. AMERICAN HORROR STORY: DELICATE | STAR+ A Star+ disponibilizou de surpresa nesta sexta-feira (20/9) o primeiro episódio da 12ª temporada da série antológica de Ryan Murphy, sem nenhum aviso ou menção. Baseada no romance “Delicate Condition” de Danielle Valentine, a trama gira em torno de uma atriz, interpretada por Emma Roberts, dividida entre a carreira e o desejo de se tornar mãe. Porém, o seu sonho se torna um pesadelo quando a gravidez coincide com visões e paranoia, sendo convencida de que uma força sinistra está atuando ao seu redor. Descrita como uma “atualização feminista de ‘O Bebê de Rosemary'”, a história aborda temas de gravidez, maternidade, autonomia corporal das mulheres e o conceito do controle masculino sobre os corpos femininos. Além de Emma Roberts (“Amor com Data Marcada”), que retorna à franquia após um hiato de quatro anos, o elenco destaca Kim Kardashian (“Oito Mulheres e um Segredo”) e Cara Delevingne (“Esquadrão Suicida”), ambas novatas na série, e também inclui Zachary Quinto (“Star Trek”), Michaela Jaé Rodriguez (“Pose”), Matt Czuchry (“O Residente”), Annabelle Dexter-Jones (“Succession”), Odessa A’zion (“Aquele que Habita em Mim”) e Debra Monk (“A Idade Dourada”). O CONTINENTAL: DO MUNDO DE JOHN WICK | AMAZON PRIME VIDEO a minissérie baseada nos filmes de “John Wick” é um prólogo passado nos anos 1970 com muita ação, tiros, kung fu, soul music e black power, evocando os filmes da época. A atração de três capítulos narra a origem do hotel que serve de ponto de encontro e refúgio para os personagens da franquia, acompanhando a chegada do jovem Winston Scott (visto na trilogia cinematográfica com interpretação de Ian McShane) ao famoso Continental. A versão jovem de Winston é vivida por Colin Woodell (“The Flight Attendant”), que, para ajudar o irmão em dificuldades, irá confrontar ninguém menos que Mel Gibson (“Pai em Dose Dupla 2”), intérprete de um personagem chamado Cormac, um chefão do submundo e atual gerente do hotel. Os dois vão disputar o controle do local, com Winston reunindo uma gangue diversificada para tomar de assalto a fortaleza do rival. Os demais atores da produção incluem Katie McGrath (“Supergirl”), Ayomide Adegun (“Jogos Vorazes – A Cantiga dos Pássaros e das Serpente”), Peter Greene (“Luta Pela Liberdade”), Hubert Point-Du Jour (“The Good Lord Bird”), Jessica Allain (“A Lavanderia”), Mishel Prada (“Vida”), Nhung Kate (“The Housemaid”) e Ben Robson (“Animal Kingdom”), entre outros. “O Continental” tem roteiro de Greg Coolidge (“Policial em Apuros”) e Kirk Ward (“Wayne”), que compartilham a produção com o roteirista e o diretor dos filmes de “John Wick”, Derek Kolstad e Chad Stahelski. Já a direção dos episódios está a cargo do cineasta Albert Hughes (“O Livro de Eli”). SONG OF THE BANDITS | NETFLIX O faroeste com espadas sul-coreano se passa nos anos 1920, período em que o Japão começou a colonizar Joseon (Coreia) após assumir o controle do país, e acompanha diversos personagens que, por diversos motivos, se encontram na nação sem lei de Gando. Assassinos, ladrões, migrantes e o Exército da Independência enfrentam confrontos intensos com as forças japonesas, até virarem um grupo de sobreviventes astutos. Os “foras da lei”, dotados de habilidades que adquiriram nas sombras da criminalidade, tomam uma decisão audaciosa: eles se unem para lutar contra o domínio estrangeiro e proteger aqueles que amam, independentemente das consequências, tornando-se heróis improváveis da resistência. Com muitas cenas de ação, violência e uma visão emocional, a série explora a resiliência do povo coreano durante um dos períodos mais sombrios de sua história. O roteiro é de Han Jung-hoon (“My Fellow Citizens”) e o elenco destaca Kim Nam-gil (“Memórias de um Assassino”), a cantora Seohyun (do grupo Girls’ Generation), Yoo Jae-myung (“Stranger”), Andrew Lee (“Em Busca de Vingança”), Min Kim (“Black Knight”), Kim Seol-jin (“Vincenzo”) e outros. CASSANDRO | AMAZON PRIME VIDEO Baseado em fatos reais, o filme traz o astro mexicano Gael Garcia Bernal (“Tempo”) como o lutador mexicano Saúl Armendáriz, o primeiro homem assumidamente gay a se tornar campeão de Lucha Libre. Armendáriz se tornou um ícone da comunidade LGBTQIAPN+ latina ao romper com padrões machistas e heteronormativos do esporte durante as décadas de 1980 e 1990, ao se impor nos ringues como Cassandro, um lutador exótico que desafiou preconceitos. O filme teve première mundial durante o Festival de Sundance, no começo do ano. Na ocasião, arrancou elogios rasgados da crítica, que lhe renderam 97% de aprovação no Rotten Tomatoes. Mas os comentários positivos acabaram ofuscados por uma cena de beijo entre Bernal e o cantor porto-riquenho Bad Bunny (“Trem-Bala”), que viralizou ao ser gravada durante a projeção. O elenco coadjuvante ainda inclui Roberta Colindrez (“Uma Equipe Muito Especial”) e Raúl Castillo (“Army of the Dead”). Já a direção é de Roger Ross Williams, que venceu um Oscar pelo curta documental “Music By Prudence” (2010). PEQUENOS ESPIÕES: APOCALIPSE | NETFLIX O reboot da franquia do cineasta Robert Rodriguez repete a premissa do filme original. Desta vez, Gina Rodriguez (“Jane, a Virgem”) e Zachary Levi (“Shazam!”) vivem espiões transformados em reféns, necessitados de resgatados pelos filhos pequenos, que até então nem desconfiavam do trabalho dos pais. Como novidade, o filme inclui uma ameaça de videogame, que precisa ser enfrentada num ambiente de jogo virtual. Roteiro, direção e produção estão novamente a cargo de Rodriguez, que lançou o filme original em 2001, seguido por “Pequenos Espiões 2: A Ilha dos Sonhos Perdidos” no ano seguinte e “Pequenos Espiões 3: Game Over” em 2003. Ele ainda retomou a saga com “Pequenos Espiões 4” em 2011, mostrando as crianças originais já crescidas. Desta vez, porém, a trama é um reboot completo, que abandona o elenco original formado por Antonio Banderas e Carla Gugino como os pais, além de Alexa PenaVega e Daryl Sabara como as crianças. Os quatro atores apareceram ao longo de toda a franquia até então. O novo elenco traz Connor Esterson (“Chad”) e Everly Carganilla (“Depois da Festa”) como os jovens agentes e ainda conta com D.J. Cotrona (“Shazam!”), Billy Magnussen (“A Noite do Jogo”) e Fabiola Andújar (“Walker”) no elenco. Embora as piadas sejam voltadas para o público infantil, o filme tem uma mensagem para adultos, sobre a importância de aceitar o entretenimento favorito das crianças (no caso, videogames) na dinâmica da vida familiar. PERDIDA | DISNEY+ Depois de passar pelo cinema, a adaptação do livro de Carina Rissi agora se junta a outras fábulas encantadas nas plataformas da Disney. A produção é um fantasia romântica com viagem no tempo ao estilo de “Outlander”, que mostra Giovanna Grigio (“Rebelde”) indo parar no começo do século 19, onde se apaixona por um cavalheiro da época. Na trama, Sofia (Giovanna Grigio) é uma jovem moderna apaixonada por obras antigas, como os clássicos de Jane Austen. Ao tentar convencer uma editora a investir no nicho, ela acaba se frustrando com o pedido negado. Mas logo em seguida é transportada para um mundo semelhante ao dos livros que tanto gosta, ambientados no século 19. Completamente perdida, Sofia conta com a ajuda do galante Ian Clarke (Bruno Montaleone, de “Verdades Secretas”) para resolver o mistério por trás de sua chegada naquele lugar. Produzido pela Filmland Internacional em parceria com a Star Original Productions, o longa marcou a estreia na direção de Katherine Chediak Putnam e Dean Law (do curta “Inferno”). O roteiro é de Karol Bueno (“TupiniQueens”) e Luiza Shelling Tubaldini (“A Princesa da Yakuza”), e o elenco ainda conta com Nathália Falcão (“Desalma”), Bia Arantes (“Órfãos da Terra”), Sérgio Malheiros (“Um Natal Cheio de Graça”), Hélio de la Peña (“Conversa Piada”) e Luciana Paes (“Galeria Futuro”). COMPRO LIKES | STAR+ A nova série nacional de comédia gira em torno do universo dos influenciadores e a obsessão por seguidores e likes nas redes sociais. Criada por André Moraes (“Não Se Aceitam Devoluções”) e André Brandt (“Domingão com Huck”), acompanha a luta de Wagner Sampayo (Fábio Lago, de “Cidade Invisível”), um ator fracassado que deseja alcançar o estrelato, mas paga as contas trabalhando como vendedor de papel e animando asilos e festinhas infantis. Rejeitado em todos os testes de elenco, ele cria um plano para ficar famoso e recorre ao excêntrico guru Johnny Silva (Lúcio Mauro Filho, de “A Grande Família”) para aprender como virar celebridade digital. A partir do conselho do professor e com ajuda daa amiga Sarah (Ana Carolina Machado, de “Não Se Aceitam Devoluções”), ele cria uma vida baseada em mentiras nas redes sociais, invade um conhecido reality show, inventa um romance com uma...
Filme de Claudinho e Buchecha e “Mercenários 4” chegam aos cinemas
Os principais lançamentos de cinema desta quinta (21/9) se dividem entre ação truculenta de filmes B americanos e projetos musicais brasileiros. Os principais destaques são “Nosso Sonho”, cinebiografia de Claudinho e Buchecha, e o documentário “Elis e Tom, Só Tinha que Ser com Você”, sobre um dos maiores discos da MPB dos anos 1970. Já as opções de pancadaria são “Os Mercenários 4”, filme mais fraco e quase um spin-off da franquia, e o polêmico “O Som do Silêncio”, sobre um herói da extrema direita dos EUA levando justiça à bela na América do Sul, antes de ser acusado de abuso sexual por sete mulheres. Confira todas as estreias da semana. NOSSO SONHO O filme biográfico narra a história de Claudinho e Buchecha, interpretados pelos atores Lucas Penteado (“BBB 21”) e Juan Paiva (“Um Lugar ao Sol”). A produção conta como uma amizade de infância se tornou icônica, apresentando os desafios pessoais de Claudinho (Penteado) e Buchecha (Paiva), dos bastidores da fama às dificuldades enfrentadas rumo ao sucesso, antes do final trágico da dupla, com a morte de Claudinho num acidente de trânsito em 2001. A história é contada sob visão de Buchecha, que insistiu para que Claudinho aceitasse formar uma dupla. O destino dos artistas começa a ser traçado quando sua primeira música toca numa rádio local e eles assinam contrato nos anos 1990. A história dirigida por Eduardo Albergaria (“Happy Hour”) ainda é marcada por hits que marcaram época, como “Só Love”, “Coisa de Cinema” e a homônima “Nosso Sonho”, que embalam a trama. O elenco também conta com Tatiana Tiburcio (“Terra e Paixão”), Nando Cunha (“Os Suburbanos”), Clara Moneke (“Vai na Fé”), Antônio Pitanga (“Amor Perfeito”) e Isabela Garcia (“Anos Dourados”) entre outros. Há algumas imprecisões anacrônicas na reconstituição dos anos 1990 e simplificações narrativas, mas “Bohemian Rhapsody” cometeu os mesmos pecados. “Nosso Sonho” ainda compartilha os mesmos acertos do filme sobre Freddie Mercury, ao enfatizar a emoção de seus personagens, que de forma catártica também emociona o público. OS MERCENÁRIOS 4 A sequência da franquia “Mercenários” chega quase 10 anos depois da última produção e vem mais violenta e sangrenta que as anteriores, o que lhe rendeu uma classificação R-Rated (para maiores) nos EUA. Desta vez, é Jason Statham (“Velozes e Furiosos 10”) quem tem mais destaque que os colegas famosos, com Sylvester Stallone (“Rambo: Até o Fim”) em claro papel de coadjuvante. Criador da franquia, ele aparece como responsável por reunir a equipe para mais uma aventura explosiva, juntando personagens veteranos e novos rostos, como se lançasse um spin-off. Quem também retorna são Dolph Lundgren (“Creed 2”) e Randy Couture (“Roubo Entre Ladrões”), que se juntam a novos mercenários interpretados pelo rapper 50 Cent (“Rota de Fuga 3”), Megan Fox (“Meia-Noite no Switchgrass”) e Tony Jaa (“Monster Hunter”). O elenco ainda conta com Andy Garcia (“O Pai da Noiva”), Iko Uwais (“22 Milhas”), Jacob Scipio (“Bad Boys 3”) e Levy Tran (“MacGyver”). Na trama, a equipe enfrenta uma ameaça que pode desencadear uma possível 3ª Guerra Mundial: terroristas que tomaram posse de mísseis nucleares. A direção é de Scott Waugh (“Need For Speed”), que troca a camaradagem bem-humorada dos personagens dos primeiros filmes por uma seriedade de thriller de ação feito para o mercado de vídeo dos anos 1990. SOM DA LIBERDADE O thriller sobre tráfico de crianças na América do Sul se tornou um fenômeno de bilheteria nos Estados Unidos, arrecadando mais de US$ 180 milhões. Dirigido pelo mexicano Alejandro Monteverde, é protagonizado por Jim Caviezel (o Jesus de Mel Gibson), que interpreta Tim Ballard, um ativista anti-tráfico real e devoto mórmon. A trama é vagamente baseada nas experiências de Ballard na América do Sul, embora o próprio ativista tenha admitido que a produção toma liberdades com a verdade. Mesmo sendo lançado sem o apoio de grandes estúdios, o longa conseguiu grande sucesso, em parte devido ao seu alinhamento com visões de mundo propagadas por teorias da conspiração como QAnon – o principal delírio da extrema direita dos EUA. A trama se concentra na busca implacável de Ballard para reunir uma família separada pelo tráfico de pessoas. Inicialmente, ele resgata um menino chamado Miguel na fronteira entre os EUA e o México e, posteriormente, descobre que a irmã de Miguel ainda está desaparecida. Isso o leva a Cartagena, onde ele planeja uma operação ousada para resgatar a menina. O filme inclui uma cena de epílogo com imagens em preto e branco da operação real de Ballard, embora essa cena seja seguida por uma controversa cena de créditos intermediários que tem sido criticada por seu caráter manipulativo. Como cinema propriamente dito, “Som da Liberdade” não passa de um thriller convencional, cheio de clichês de americanos sobre a América do Sul, mas sua abordagem sensacionalista extrapola as telas para ressoar questões de guerra cultural. Não por acaso, a produção recebeu apoio substancial de grupos religiosos e de direita, incluindo uma exibição organizada por Donald Trump, aumentando ainda mais sua conexão com extremistas. IL BOEMO A indicação da República Tcheca ao Oscar 2023 para disputar a categoria de Melhor Filme Internacional é uma cinebiografia do compositor tcheco Josef Mysliveček, apelidado de “Il Boemo”. Escrito e dirigido por Petr Vaclav, o longa é majoritariamente falado em italiano. A trama inicialmente apresenta Mysliveček em seus últimos momentos de vida, sofrendo de sífilis, para depois retroceder e explorar sua ascensão como compositor celebrado na Itália do século 18. O ator e músico tcheco Vojtěch Dyk oferece uma performance marcante como o protagonista, cujo talento é explorado em diversas cenas musicais. O filme não apenas aborda a trajetória profissional de Mysliveček, mas também sua vida pessoal, incluindo seus relacionamentos amorosos com mulheres influentes e abastadas da época. Além disso, a obra faz um contraponto interessante ao apresentar personagens femininas fortes que oferecem oportunidades ao jovem compositor. A narrativa também inclui um encontro memorável com Wolfgang Amadeus Mozart, que expressa sua admiração pelo compositor tcheco antes de elaborar uma de suas composições de forma espetacular. A atenção ao detalhe musical é refletida na trilha sonora, que conta com a participação de solistas renomados, como a soprano Simona Šaturová, que dubla a personagem Cristina Gabrieli, interpretada por Barbara Ronchi. “Il Boemo” se destaca por sua fidelidade histórica e riqueza de detalhes, tanto visuais quanto musicais. Embora o filme tenha momentos que abordam questões feministas contemporâneas e outros que mergulham em um território mais cômico, ele mantém um tom geral mais sóbrio e comprometido com a precisão histórica. A obra foi bem recebida em sua première no Festival de San Sebastian e é uma forte candidata na corrida pelo Oscar, atraindo principalmente um público amante da música clássica. REFLEXÃO O drama ucraniano explora o impacto da violência casual na vida cotidiana. Ambientado no contexto da guerra na região de Donbas em 2014, a trama segue Serhiy, um cirurgião que se encontra em uma missão na linha de frente quando é capturado e forçado a inspecionar cadáveres para sinais de vida, antes de ser confrontado com dilemas morais e éticos relacionados à guerra e à violência. A narrativa se desenrola principalmente em planos fixos longos, capturando momentos de tortura e interrogatório de Serhiy, bem como sua subsequente adaptação à vida civil. O filme é notável por sua abordagem estilística e é uma espécie de continuação de “Atlantis” (2019), o premiado filme anterior do diretor Valentyn Vasyanovych. Concebido tanto como um grito de protesto pela Ucrânia quanto uma declaração contida de que ainda existe esperança frente à invasão russa, atingiu 95% de aprovação no site americano Rotten Tomatoes. OS PELUDOS – GUARDIÕES DO LAR A animação russa segue as aventuras de Christine, de 13 anos, que faz amizade com o jovem brincalhão Finnick – um dos seres peludos e geralmente invisíveis que habitam todas as casas. Pode ser novidade para muita gente, mas segundo o filme essas criaturas estão em toda parte, convivendo de forma invisível com os humanos. Só que Finnick faz de tudo para que nenhuma família se estabeleça da sua, para ficar confortável sozinho. Entretanto, quando a família de Christine se muda, suas táticas parecem não surgir efeito. Entretanto, Finnick não é a única “assombração” da cidade, e quando eventos estranhos começam a acontecer, a dupla percebe que precisa se unir como detetives para resolver os misteriosos acontecimentos. Aviso: a animação computadorizada do filme é bem inferior às produções hollywoodianas. A REVOLTA DOS MALÊS O filme dirigido por Belisário Franca (“O Presidente Improvável”) e Jeferson De (“Doutor Gama”) já foi disponibilizado como minissérie na Sesc TV. A produção aborda a revolta histórica de escravos muçulmanos na Bahia em 1835 e foca na personagem Guilhermina, interpretada por Shirley Cruz, uma escrava que busca comprar sua liberdade e a de sua filha Teresa (Jamilly Mariano). Quando seu senhor, o fazendeiro Souza Velho (Roberto Pirillo) nega a alforria, Guilhermina se envolve com Licutan (André Ramiro), um líder religioso que tem papel fundamental na Revolta dos Malês. A abordagem minimalista é praticamente teatral, sem grandes cenários ou mesmo cenas externas, concentrando-se no elenco para contar a história, mas se destaca por sua capacidade de equilibrar entretenimento e didatismo, iluminando um episódio histórico importante enquanto mantém sua relevância no contexto atual. ELIS & TOM, SÓ TINHA DE SER COM VOCÊ O documentário narra a gravação histórica do disco da parceria entre a cantora Elis Regina com o compositor Antônio Carlos Jobim, “Elis & Tom”, em 1974. Dirigido por Roberto de Oliveira (empresário de Elis na época) e Jom Tob Azulay, traz à tona várias imagens inéditas dos ensaios, conversas e atmosfera dos bastidores da gravação do álbum. O material, guardado por anos, ressurge para contar os segredos do disco, que resultou em canções inesquecíveis, mas também muito drama de bastidores, como o fato de os dois artistas não se gostarem, impasses que quase fizeram Elis abandonar o projeto e o momento em que perceberam que tinham criado uma obra-prima com “Águas de Março” e começaram a se entusiasmar pelas gravações. CARLOS – THE SANTANA JOURNEY GLOBAL PREMIERE Entrevistas com o cantor e guitarrista Carlos Santana e sua família, juntamente com imagens de arquivo nunca antes vistas – incluindo gravações de vídeos caseiros feitas pelo próprio Santana, filmagens de shows e momentos de bastidores.
Lexa terá que responder por dívida milionária de MC Guimê
A Justiça de São Paulo determinou que Lexa terá que responder pelas dívidas de MC Guimê. A cantora entrou com uma ação em dezembro de 2022, no qual alegou que estava divorciada e não poderia sofrer penhoras pelas pendências do funkeiro. Segundo a determinação judicial, Lexa teve seus bens penhorados por estar casada com Guimê na época da ação. A artista tentou reiterar que estava separada em janeiro deste ano, porém o casal confessou publicamente que haviam reatado o relacionamento. O juiz Bruno Straforini, na 1ª Vara Cível de Barueri, rejeitou os embargos em sentença publicada em agosto por não ter partilha dos bens após o divórcio. “Sendo assim, seu patrimônio deverá responder pelas dívidas do seu ex-cônjuge”, determinou. “Não realizada a partilha de bens do ex-casal, cada um dos cônjuges ainda possui responsabilidade perante os credores do outro.” Guimê sofreu bloqueio de seus lucros, direitos de imagem, músicas e números de visualizações em plataformas digitais e de streaming para quitar a dívida de R$ 416,8 mil. Apesar das informações, o processo corre em segredo de Justiça. A assessoria de imprensa de Lexa ainda não comentou sobre o caso. Perdeu tudo? Em julho deste ano, o colunista Erlan Bastos afirmou que Lexa teria aberto mão de um carro luxuoso, avaliado em R$ 500 mil, para ajudar a quitar as dívidas milionárias de MC Guimê. O funkeiro teria feito um péssimo negócio em 2016, quando comprou uma mansão em São Paulo, e acabou com fama de caloteiro. A cantora teria decidido dar uma contribuição financeira para seu marido, já que o casal compartilhou o uso da propriedade por alguns meses antes de Guimê enfrentar uma disputa judicial com os proprietários do imóvel.
“A Freira 2” tira “Besouro Azul” do topo da bilheteria no Brasil
“A Freira 2” assumiu o topo das bilheterias brasileiras em seu fim de semana de estreia, arrecadando R$ 19,96 milhões. O longa foi assistido por 933 mil pessoas entre quinta-feira e domingo (10/9), conforme dados da Comscore, e superou “Besouro Azul”, que vinha na liderança desde seu lançamento em 17 de agosto. O valor representa o segundo melhor fim de semana de estreia para um filme de terror de todos os tempos no país, atrás apenas de seu antecessor, “A Freira” (2018). Com isso, “Besouro Azul” caiu para o 2º lugar, registrando R$ 5,41 milhões e atraindo 254 mil espectadores. Outros destaques da bilheteria O pódio ainda contou com a animação “As Tartarugas Ninja: Caos Mutante”, que arrecadou R$ 4,26 milhões e contabilizou quase 200 mil espectadores em seu segundo fim de semana em cartaz. O resto do Top 5 se completa com a dramatização de game “Gran Turismo: De Jogador a Corredor”, que faturou R$ 1,53 milhões, e o terror “Fale Comigo”, com R$ 1,16 milhões. Entre outros filmes em cartaz, a estreia da animação “A Fada do Dente” não conseguiu o mesmo apelo, ficando em 7º lugar. Enquanto isso, “Barbie”, mesmo após oito semanas em exibição, ainda marca presença no ranking, ocupando a 10ª posição. O panorama foi positivo para as salas de cinema no Brasil. A renda total do fim de semana atingiu R$ 37,22 milhões, com um público de 1,72 milhões de pessoas frequentando as exibições. Trailers Confira a seguir os trailers dos cinco filmes mais assistidos no Brasil. 1 | A FREIRA 2 2 | BESOURO AZUL 3 | AS TARTARUGAS NINJA – CAOS MUTANTE 4 | GRAN TURISMO 5 | FALE COMIGO
A Bailarina: Thriller de ação sul-coreano ganha teaser sangrento
A Netflix divulgou o pôster e o teaser de “A Bailarina”, novo thriller de ação sul-coreano, que chegará no serviço de streaming no dia 6 de outubro. A prévia combina a leveza do balé com a violência dos filmes de vingança, e destaca a atriz Jeon Jong Seo (a Tóquio de “La Casa de Papel: Coreia”) em cenas sangrentas. A protagonista é uma ex-guarda-costas profissional especializada em artes marciais, lutas com espadas e armas de fogo. Ela tem uma amiga bailarina por quem arrisca a vida em nome de uma vingança. O filme é escrito e dirigido por Lee Chung Hyun, que anteriormente fez o suspense “A Ligação”, também disponível na Netflix. E o elenco ainda inclui Park Yoo-Rim (“Drive My Car”) e o estreante Kim Ji-Hoon. A estreia está marcada para 6 de outubro.












