Anne Heche está intubada com queimaduras graves após acidente
A atriz Anne Heche, que sofreu um grave acidente de carro e queimaduras no corpo na sexta-feira (6/8) em Los Angeles, nos Estados Unidos, está intubada e apresenta condição de saúde estável, segundo informou um de seus representantes. Ela colidiu em alta velocidade contra uma casa no bairro Mar Vista, causando um incêndio. “Anne está em condição estável no momento”, afirma nota divulgada por sua assessoria. “A família dela pede suas orações e pensamentos positivos. Também pedimos para respeitarem a privacidade dela neste momento difícil” Segundo apurou a CNN, a atriz está na UTI, tem queimaduras graves e uma longa recuperação pela frente. “Ela tem sorte em estar viva”, teria dito uma fonte do canal. Sua equipe e sua família ainda estão tentando entender o que levou ao acidente. O site TMZ traçou a rota da atriz e pode ter encontrado a origem de tudo. Testemunhas relataram que Heche se envolveu em um acidente na garagem de um prédio pouco antes de colidir com a casa. Ela bateu em uma garagem e, quando pessoas se aproximaram, a atriz acelerou e fugiu do local. Imagens de câmeras de segurança mostram o veículo que Heche dirigia trafegando em alta velocidade no bairro Mar Vista, e só parou ao colidir de frente com um casa, pegando fogo imediantamente. A mulher que vivia na casa atingida sobreviveu por pouco. A rede americana CBS mostrou que o veículo atravessou a sala em que a mulher estava sentada. Os Bombeiros de Los Angeles informaram que levaram mais de uma hora para “acessar, confinar e extinguir totalmente as chamas dentro da estrutura fortemente danificada”. Outro vídeo mostra o veículo completamente destruído sendo rebocado do local. Vidros e portas estão quebrados e uma das rodas se perdeu, tamanho foi o impacto da colisão. A atriz de 53 anos tem uma longa carreira em filmes e séries, iniciada nos anos 1980 na novela “Outro Mundo”. Ela estrelou filmes como “Donnie Brasco” (1997), “Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado” (1997), o remake de “Psicose” (1998) e “Seis Dias, Sete Noites” (1998), no qual foi par romântico de Harrison Ford. Mas a partir daí sua carreira cinematográfica foi afetada, de forma preconceituosa, quando ela assumiu seu namoro com a Ellen DeGeneres. Anos depois, ela se revelou bissexual, ao se envolver com um assistente de câmera e, mais tarde, James Tupper, seu par romântico na série “Men in Trees”, com quem teve um filho. A série de 2006, por sinal, foi seu maior sucesso e antecipou um modelo de trama reprisado até hoje com sucesso, veja-se “Virgin River” na Netflix. Na TV, ela também fez “Hung”, “Dig”, “Aftermath”, “The Brave” e “Chicago PD”, entre muitas outras atrações. Here’s the now mangled vehicle owned by actress Anne Heche being towed away after speeding and crashing into a Mar Vista home and sparking a fire. @CBSLA pic.twitter.com/rRSqnM1YDt — Rachel Kim (@CBSLARachel) August 6, 2022
Clu Gulager, de “A Volta dos Mortos Vivos”, morre aos 93 anos
O ator Clu Gulager, que estrelou a série clássica “O Homem de Virgínia” e o terrir cult “A Volta dos Mortos Vivos”, morreu na sexta-feira (5/8) em sua casa em Los Angeles, de causas naturais aos 93 anos. William Martin Gulager nasceu em 16 de novembro de 1928, em Holdenville, uma cidade arborizada a cerca de 120 quilômetros de Oklahoma City, e era descendente de indígenas da nação Cherokee. Seu pai, John, era um ator da Broadway que se tornou juiz do condado, e seu primo em segundo grau era ninguém menos que o cowboy cantor Will Rogers. O nome artístico “Clu” foi um apelido carinhoso de seu pai, imitando o piado de pássaros que faziam ninhos ao redor da casa da família. Após o ensino médio e serviço no Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, Gulager recebeu uma bolsa para estudar em Paris com o famoso ator e mímico Jean Louis Barrault. E ao voltar começou a trabalhar em teleteatros transmitidos ao vivo de Nova York, antes de se mudar para Los Angeles em 1959. Ele pegou o começo da febre dos westerns televisivos, trabalhando em atrações que marcaram época, como “Procurado Vivo ou Morto”, “Paladino do Oeste”, “Caravana” e “Laramie”, até ser contratado para seu primeiro papel fixo, passando a viver o famoso pistoleiro Billy the Kid em “The Tall Man”. “Eu era um cowboy de Oklahoma. Eu andava pelas cercas [ao redor do gado] no inverno e, no verão, adentrava o campo atrás de cascavéis”, disse Gulager em uma entrevista de 2019. “Um dia imaginei que poderia interpretar um cowboy, e vi que era fácil pra mim montar a cavalo e usar um chapéu.” “The Tall Man” durou duas temporadas muito longas – de 75 episódios – exibidas entre 1960 e 1962. E só foi cancelada porque o Congresso dos EUA se opôs à forma como o fora-da-lei Billy the Kid era “incorretamente” retratado como um herói para os jovens telespectadores do programa. Mas o cancelamento acabou sendo a melhor providência do destino para a vida de Gulager. “Eu estava falido quando entrei [naquela série]”, disse ele em 2014. Por isso, com o fim dos trabalhos, procurou o produtor da atração, Frank Price (futuro presidente da Universal e da Columbia Pictures), para pedir um novo emprego. “Ele demitiu um ator em pleno set e me contratou”, contou. Gulager foi encaixado num episódio da 1ª temporada de “O Homem de Virgínia” (The Virginian), em 1963, e depois voltou em outro capítulo do segundo ano como um personagem diferente. Nesse meio tempo, fez outras séries e estreou no cinema, chamando atenção como um gângster raivoso no clássico neo-noir “Os Assassinos” (1964), de Don Siegel. Embalado pelo filme, recebeu o convite para voltar a “O Homem de Virgínia” na 3ª temporada, agora como integrante do elenco, no papel do pistoleiro Emmett Ryker, que, numa reviravolta, vira um homem da lei na cidadezinha de Medicine Bow. Ele apareceu em mais de 100 episódios até 1968. Uma das séries de maior audiência dos anos 1960, “O Homem de Virgínia” tornou Gulager bastante popular. E ele aproveitou para se lançar de vez ao cinema, coadjuvando em “500 Milhas” (1969), como o mecânico do piloto vivido por Paul Newman, e em “A Última Sessão de Cinema” (1971), na pele do capataz do campo petrolífero que se envolve com Ellen Burstyn e seduz a adolescente Cybill Shepherd em um salão de bilhar. Ele também atuou ao lado de John Wayne no policial “McQ – Um Detetive Acima da Lei” (1974), de John Sturges, e juntou-se a Chuck Norris em “Força Destruidora” (1979). Mas sua carreira de tipos viris deu uma reviravolta após ser assassinado no slasher “Iniciação” (1984). De repente, Gulager enveredou pelo terror e encontrou novo público com alguns clássicos do gênero, especialmente “A Volta dos Mortos-Vivos” (1985), a primeira comédia de zumbis, onde viveu o dono do armazém em que os mortos-vivos “reais” estavam guardados desde a contaminação original dos anos 1960 – aquela registrada no filme “A Noite dos Mortos-Vivos” (1968), que supostamente seria um documentário e não uma ficção. Com cenas antológicas de punks num cemitério, o longa de Dan O’Bannon (criador da franquia “Alien”) marcou época, ganhou continuações e popularizou o subgênero terrir. “Eu particularmente não queria fazer aquele filme”, ele lembrou em 2017. “Eu pensei que estava um pouco acima daquilo. E acabou que, se eu for lembrado, se é que serei lembrado… será por este filme!” Depois disso, ele se tornou figurinha fácil em produções fantásticas. Entre outras produções do gênero, apareceu em “A Hora do Pesadelo 2: A Vingança de Freddy” (1985), contracenou com Vincent Price em “Do Sussurro ao Grito” (1987) e entrou em outro cult, vivendo um oficial da lei na sci-fi “O Escondido” (1987), de Jack Sholder. Ele ainda voltou a se destacar em 2005 em “Banquete do Inferno”, trabalho especial em sua filmografia porque marcou a estreia de seu filho, John Gulager, como diretor de cinema. Com produção de Wes Craven (diretor de “A Hora do Pesadelo” e “Pânico”) e dos astros Matt Damon e Ben Affleck, o filme foi outro que virou culto e ganhou sequências (lançadas direto em vídeo). Nas duas continuações, ele ainda contracenou com seu outro filho, o caçula Tom Gulager. O filho cineasta comandou o pai mais uma vez em “Piranha 2”, de 2012, mesmo ano em que o veterano lançou sua única incursão como diretor de longa-metragem, “Memories”, exibido apenas em festivais. Clu Galager ainda colheu elogios por sua performance em “Tangerina” (2015), filme de estreia de Sean Baker (“Projeto Flórida”), antes de se despedir das telas em 2019, com uma pequena participação em “Era uma Vez em… Hollywood”, de Quentin Tarantino.
As 10 melhores séries de julho
Com cada vez mais séries lançadas todas as semanas nos diversos serviços de streaming em operação no Brasil, nem os melhores maratonistas de sofá estão conseguindo acompanhar o ritmo do mercado. Considere essa seleção mensal como um lembrete para reforçar o que pode estar perdendo. Encabeçada pelo inescapável fenômeno “Stranger Things”, a mostra de julho também chama atenção por incluir três produções brasileiras, refletindo o avanço do conteúdo nacional de qualidade no streaming. Confira abaixo o Top 10 com detalhes e trailers de cada destaque. | STRANGER THINGS 4,5 | NETFLIX Depois de quebrar recordes e virar a maior audiência entre todas as séries em inglês da Netflix, “Stranger Things” retornou em 1 de julho para os instantes finais de sua temporada com o aguardado confronto entre Onze (ou Eleven, em inglês) e Vecna – a luta da super-heroína contra o monstro, como a própria Onze (Millie Bobby Brown) sugeriu no começo da história. Com Kate Bush e Metallica na trilha sonora, os episódios finais eletrizaram os fãs com seu mergulho no Mundo Invertido e seu resgate de clássicos do rock – que teve impacto nas paradas de sucesso do mundo real. Não por acaso, as músicas que se destacaram foram ligadas à performances de Joseph Quinn, intérprete de Eddie Munson, e Sadie Sink, a Max, que conquistaram mais atenção e elogios que qualquer um dos protagonistas originais. Em clima de pesadelo, a temporada celebrou uma guinada forte para o terror e apertou pause em pleno gancho apocalíptico, para explodir a ansiedade dos fãs pelo quinto ano e o final definitivo da história. | HARLEY QUINN 3 | HBO MAX A série animada adulta da Arlequina volta ainda mais imprópria, com violência sanguinária, muitos palavrões e uma cena de sexo entre Batman e a Mulher-Gato que fez a diretoria da DC intervir na produção. O que não foi censurado foi o romance entre Harley e Ivy (a Hera Venenosa). Elas aprofundam o namoro assumido na temporada passada, mas o relacionamento enfrenta sua primeira briga diante do plano da vilã esverdeada de transformar Gotham City numa floresta. Harley acaba se aliando aos heróis, o que seus comparsas estranham. Criação de Justin Halpern, Patrick Schumacker e Dean Lorey, produtores da subestimada série de comédia da DC “Powerless”, a animação reúne um time de dubladores de peso, com destaque para Kaley Cuoco (a Penny de “Big Bang Theory”) como a anti-heroína do título, Lake Bell (“Bless This Mess”) como a voz de Hera Venenosa, Alan Tudyk (“Patrulha do Destino”) como o Coringa e Cara de Barro, Jim Rash (“Community”) como o Charada, Ron Funches (“Doze é Demais”) como Tubarão Rei, Diedrich Bader (“Veep”) como Batman, Sanaa Lathan (“Alien vs. Predador”) como Mulher-Gato e Wayne Knight (o Newman de “Seinfeld”) como o Pinguim. | ONLY MURDERS ON THE BUILDING 2 | STAR+ A série de comédia traz Selena Gomez, Steve Martin e Martin Short como três vizinhos obcecados por documentários criminais, que resolvem criar um podcast ao se depararem em seu prédio com um mistério igual aos que amam assistir – o que, por azar, também os transforma nos principais suspeitos do crime. A trama continua na 2ª temporada, quando os três se veem confrontados por uma pessoa misteriosa interessada em incriminá-los e vê-los presos, ao mesmo tempo em que surge um podcast rival e todos no prédio passam a olhá-los com desconfiança. Para completar, a trama ainda passa a contar com novas e variadas participações especiais, incluindo a premiada atriz Shirley MacLaine (vencedora do Oscar por “Laços de Ternura”), a comediante Amy Schumer (“Descompensada”) e a modelo/atriz Cara Delevingne (“Esquadrão Suicida”). Criada por Steve Martin e John Robert Hoffman (roteirista de “Grace and Frankie”), a atração é a primeira série da carreira do veterano comediante de e marca a volta de Selena Gomez ao formato, uma década após “Os Feiticeiros de Waverly Place” – encerrada em 2012 no Disney Channel. | PRETTY LITTLE LIARS: UM NOVO PECADO | HBO MAX Vinte anos atrás, uma morte sem explicações agitou a cidadezinha de Millwood. Agora, nos dias atuais, cinco garotas adolescentes são atormentadas por um agressor desconhecido por culpa de algo que tem a ver com os segredos de suas mães. Parece o começo de uma história de terror dos anos 1980. Mas é a terceira série derivada de “Pretty Little Liars”, que junta as mensagens anônimas da atração original com um ambientação de slasher, bem mais violenta que o clima de intriga teen anterior, onde não falta sequer um serial killer mascarado. Refletindo a tendência dos últimos anos, as novas protagonistas são mais diversificadas. O elenco é encabeçado por Bailee Madison (da série “A Bruxa do Bem”), Chandler Kinney (Riana Murtaugh na série “Máquina Mortífera”/Lethal Weapon), Maia Reficco (estrela da série infantil argentina “Kally’s Mashup”), Zaria Simone (vista em “Black-ish”) e Malia Pyles (de “Baskets” e “Batwoman”), além de Mallory Bechtel (“Hereditário”) no papel de gêmeas malvadinhas da escola. Com personalidades bastante distintas, as personagens envolvem rapidamente o espectador, especialmente a cinéfila, que encaixa inúmeras citações a diretores e filmes em suas frases. Para os fãs da primeira versão, o spin-off é imperdível. Mas dá para se envolver com a intriga, a tensão e o mistério mesmo sem conhecer a outra série, enquanto as garotas tentam descobrir quem é A. Vale lembrar que, apesar do sucesso da primeira atração – que durou sete temporadas, de 2010 a 2017 – , a produtora I. Marlene King nunca conseguiu repetir o desempenho com seus spin-offs, “Ravenswood” (2013) e “The Perfectionists” (2019), ambos cancelados na 1ª temporada. Por isso, “Um Novo Pecado” é o primeiro spin-off sem relação com a equipe original. Em seu lugar está o criador de “Riverdale”, Roberto Aguirre-Sacasa, que produz e assina os roteiros com sua colaboradora de “O Mundo Sombrio de Sabrina”, Lindsay Calhoon Bring. E os primeiros episódios disponibilizados já deixam claro que a série é melhor escrita e possui um orçamento maior que a primeira “Pretty Little Liars”. | SANTA EVITA | STAR+ A minissérie gira em torno do cadáver da ex-primeira dama argentina Eva Perón, narrando a intrigante história de Evita depois de sua morte por câncer aos 33 anos de idade – que nesta semana completou 70 anos! Adorada pela população argentina, Evita foi embalsamada e velada por milhões de pessoas. Até que a ditadura militar destituiu Perón do poder e decidiu sequestrar o cadáver da ex-primeira dama para que não se convertesse em objeto de culto. Mesmo assim, seu cadáver se multiplicou, por meio de réplicas, e deu origem a um número incrível de incidentes, vividos por militares do Serviço de Inteligência do Exército Argentino. Alguns fatos parecem comédia, mas aconteceram de verdade. A adaptação está a cargo das autoras e atrizes argentinas Marcela Guerty e Pamela Rementería (criadoras de “O Homem da Sua Vida”, que ganhou remake brasileiro na HBO), e traz a atriz uruguaia Natalia Oreiro (de “Infância Clandestina” e ex-Paquita da versão em espanhol do Xou da Xuxa”) no papel-título, acompanhada pelo argentino Darío Grandinetti (“Vermelho Sol”) no papel do ex-presidente Juan Domingo Perón, e o conterrâneo Ernesto Alterio (“Narcos: Mexico”) como o coronel Moori Koenig, que, trabalhando no serviço diplomático na Alemanha, recebe o corpo ao qual deve dar sumiço, apenas para vê-lo ser roubado e reaparecer nos lugares mais inacreditáveis. A série tem direção do argentino Alejandro Maci (criador da versão argentina de “Em Terapia”) e do colombiano Rodrigo García (“Últimos Dias no Deserto”), que é filho do escritor Gabriel García Márquez. Além disso, tem fotografia de Félix Monti (“O Segredo dos Seus Olhos”, “O Quatrilho”), que é o melhor cinematógrafo da Argentina, e produção a cargo da estrela mexicana Salma Hayek (“Frida”). | QUEER AS FOLK | STARZPLAY A produção que retoma o título da série gay clássica chegou no último dia de julho em streaming, acompanhando um novo grupo diversificado de amigos da cena LGBTQIAP+ de Nova Orleans, cujas vidas são transformadas após uma tragédia. A estreia registra um massacre promovido por um atirador homofóbico num clube gay, com direito a mortos e feridos. É impactante. Mas apesar dessa densidade, há muitos momentos leves na produção, que destaca personagens adoráveis e carrega muita ressonância cultural. Esta é a segunda vez que o título da série britânica de 1999, criada por Russel T. Davies (também responsável pelo revival de “Doctor Who”), é usado numa adaptação para o público dos Estados Unidos. Um ano após a estreia da atração original, Ron Cowen e Daniel Lipman fizeram uma versão ambientada em Pittsburgh para o canal pago Showtime, que pegou as histórias passadas na Inglaterra e as expandiu ao longo de cinco temporadas, entre 2000 e 2005. O remake acabou se tornando o primeiro drama da TV americana protagonizado por homens gays, o que ajudou a inaugurar uma nova era de programação, abrindo caminho para inúmeras séries LGBTQIA+. A nova versão foi desenvolvida por Stephen Dunn (“Little America”) e reúne um grande elenco, formado por Jesse James Keitel (“Big Sky”), Johnny Sibilly (“Hacks”), Fin Argus (“Agents of SHIELD”), Devin Way (“Grey’s Anatomy”), Ryan O’Connell (“Special”), Lukas Gage (“The White Lotus”), Chris Renfro (“Two Dollar Therapy”), Armand Fields (“Work in Progress”), Megan Stalter (“Hacks”) e os veteranos Juliette Lewis (“Yellowjackets”), Kim Cattrall (“Sex and the City”) e Ed Begley Jr. (“Young Sheldon”). | PAPER GIRLS | PRIME VIDEO A adaptação dos quadrinhos premiados de Brian K. Vaughan (criador também de “Os Fugitivos”) se passa na manhã seguinte ao Halloween de 1988, quando quatro jornaleiras adolescentes, interpretadas por Riley Lai Nelet (“Altered Carbon”), Sofia Rosinsky (“Fast Layne”), Camryn Jones (“Perpetual Grace, LTD”) e Fina Strazza (“A Mulher Invisível”), fazem um desvio inesperado em sua rota de entrega de jornais, chegando sem querer no futuro – que é 2019 – onde encontram suas versões adultas. Além de serem pegas de surpresa no meio de uma guerra entre facções do futuro, elas passam a ser perseguidas pela polícia do tempo, que as considera criminosas pela viagem ilegal. O aspecto sci-fi da trama é um pouco simplificado, mas a relação das personagens compensa com um aprofundamento rico em complexidade. Produção da Legendary Television em associação com a Plan B, empresa de Brad Pitt, a adaptação é assinada por Stephany Folsom, co-roteirista de “Toy Story 4”, que também produz a atração em parceria com os roteiristas Christopher Cantwell e Christopher C. Rogers (criadores de “Halt and Catch Fire”) e os autores dos quadrinhos. | TURMA DA MÔNICA: A SÉRIE | GLOBOPLAY Continuação dos filmes da “Turma da Mônica”, a série volta a reunir os mesmos atores do cinema: Giulia Benite (Mônica), Kevin Vechiatto (Cebolinha), Laura Rauseo (Magali) e Gabriel Moreira (Cascão), além de Milena (Emilly Nayara), que foi introduzida em “Turma da Mônica: Lições” e está sendo considerada a quinta integrante da Turma. Só que os personagens não são mais crianças – com Mônica e Magali descobrindo o batom – , mas, segundo Cebolinha, também não viraram ainda adolescentes. Quem vem para atualizar o mundinho deles é Carminha Frufru (Luiza Gattai, que estreia como atriz após o “The Voice Kids”), uma menina mais ligada nas expectativas da sociedade, que “chega chegando” no bairro do Limoeiro. E junto com ela vem um mistério, com direito à referência de uma cena famosa do terror “Carrie, a Estranha” (1976) – em versão de banho de lama, em vez de sangue. A atração é comandada por Daniel Rezende, que dirigiu “Turma da Mônica: Laços” e “Turma da Mônica: Lições”, e conta ainda com os personagens Madame Frufru, interpretada por Mariana Ximenes (“Uma Loucura de Mulher”), e Feitoso Araújo, o Capitão Feio, encarnado por Fernando Caruso (“Vai que Cola”). | SINTONIA 3 | NETFLIX A série brasileira mais vista da Netflix volta a acompanhar os destinos de três amigos que cresceram juntos na mesma favela, influenciados pelo fascínio do funk, do tráfico de drogas e da fé religiosa. Cada um deles transformou suas experiências em caminhos muito divergentes. Na 3ª temporada, MC Doni (Jottapê) se...
Novo trailer da “Mulher-Hulk” destaca o Demolidor
A Marvel divulgou um novo trailer de “Mulher-Hulk: Defensora de Heróis”, que traz o primeiro close do Demolidor em sua estreia na Disney+. No vídeo, o ator Charlie Cox pode ser visto com um uniforme diferente do herói, que inclui uma máscara-capacete dourada. A série traz Tatiana Maslany (“Orphan Black”) como Jennifer Walters, advogada de pessoas superpoderosas, que acaba se tornando a super-heroína chamada de Mulher-Hulk. Embora a prévia não mostre exatamente como ela herda os poderes do Hulk, a trama manteve seu parentesco com Bruce Banner (Mark Ruffalo), que aparece como seu alter-ego esverdeado para ensinar a prima a controlar seus novos poderes. O produção também contará com vários outros personagens do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel), como o Abominável (novamente vivido por Tim Roth após “O Incrível Hulk”), o Mago Supremo Wong (Benedict Wong), além de introduzir a vilã Titânia (Jameela Jamil, de “The Good Place”). “Mulher-Hulk: Defensora de Heróis” foi desenvolvida por Jessica Gao, roteirista da animação “Rick and Morty” e da sitcom “Corporate”, e conta com direção de Kat Coiro, conhecida por trabalhar em comédias televisivas como “Modern Family”, “Disque Amiga Para Matar” (Dead To Me) e “It’s Always Sunny in Philadelphia”. A estreia vai acontecer em 18 de agosto.
Rosanna Arquette entra na série “Big Sky”
A atriz Rosanna Arquette (“O Clube dos Meninos Bilionários”) se juntou ao elenco da 3ª temporada de “Big Sky” em um papel importante. Ela interpretará Virginia “Gigi” Cessna, a mãe carismática e muito falante de Jenny (Katheryn Winnick). O detalhe é que Gigi é uma trapaceira que usou Jenny em seus golpes quando a filha era criança, e Jenny nunca a perdoou. Gigi tem uma habilidade incrível de entrar na vida das pessoas e depois desaparecer sem deixar rastros, e quando retorna para aplicar seu último golpe é pega por Jenny. Com o subtítulo de “Deadly Trails”, a 3ª temporada vai seguir a detetive particular Cassie Dewell (Kylie Bunbury), a subxerife Jenny Hoyt (Winnick) e o recém-nomeado xerife Beau Arlen (papel de Jensen Ackles, de “Supernatural”) mantendo a ordem em Helena, Montana. A produção também contará com participação de Reba McEntire (“Reba”) no papel de Sunny Barnes, que lidera uma excursão no campo responsável pelo principal caso da temporada, que transforma campistas em suspeitos de um crime. Criada por David E. Kelley (“Big Little Lies”), “Big Sky” é baseada em “The Highway”, livro de CJ Box que abre uma coleção de romances da personagem Cassie Dewell. A 3ª temporada tem estreia marcada para 21 de setembro na rede americana ABC. A série é disponibilizada no Brasil pela plataforma Star+.
Autora dos livros de “Outlander” diz não ter sido procurada pela produção do spin-off
A escritora Diana Gabaldon, autora dos livros que inspiraram a série “Outlander”, revelou que não foi procurada para conversar sobre o spin-off recém-anunciado da atração. Chamada de “Outlander: Blood of My Blood”, a nova série será um prólogo focado no romance entre Ellen MacKenzie e Brian Fraser, que são os pais do personagem Jamie Fraser (Sam Heughan). O anúncio do canal pago Starz indica que o prólogo será escrito por Matthew B. Roberts, que também vai atuar como produtor e showrunner da atração, repetindo assim a sua função na série principal. O time de produtores ainda conta com Maril Davis e Ronald D. Moore, criador da adaptação de “Outlander”. E Gabaldon é, supostamente, consultora criativa da produção. “Bem… isso é interessante… Note que eu não tenho ideia do que é um ‘Produtor Consultor’, e ninguém falou comigo sobre ser um”, escreveu Gabaldon em sua conta oficial no Facebook na sexta-feira (5/8). “Isso não significa que não estarei envolvido com a série, mas não tenho detalhes no momento.” Curiosamente, ela está escrevendo um prólogo de “Outlander” com a mesma premissa da série anunciada. “Sim, estou escrevendo a história de Brian e Ellen. Eu não tenho ideia de qual será o momento da série, ou até que ponto os showrunners planejam usar o livro (na medida em que existe até esse ponto). ‘Em desenvolvimento’ não é a mesma coisa que ter sinal verde, significa apenas que eles estão começando a juntar peças. Estou apenas mencionando aqui porque a Starz anunciou hoje no Twitter e no Facebook, então imaginei que todos gostariam de saber sobre isso.” A ideia de explorar o universo de “Outlander” não é nenhuma surpresa, visto que a série é um dos maiores sucessos do canal pago americano Starz, mas sua história já se aproxima do fim. A 6ª temporada foi exibida no início do ano e a 7ª já está sendo produzida, restando apenas a 8ª ainda não confirmada oficialmente, que deverá encerrar a trama com a adaptação do último livro remanescente da coleção literária “A Viajante do Tempo”, de Diana Gabaldon. A série “Outlander” é disponibilizada em streaming no Brasil pela plataforma Star+.
Peter Jackson revela porque não participa da série de “O Senhor dos Anéis”
O cineasta Peter Jackson, responsável pelas trilogias “O Senhor dos Anéis” e “O Hobbit” nos cinemas, revelou porque não está envolvido com a série “Os Anéis do Poder”, da Amazon. Em conversa com o podcast Awards Chatter, da revista e site The Hollywood Reporter, o vencedor de três Oscars contou que chegou a ser sondado pela empresa sobre seu interesse em participar do projeto juntamente com a mulher, Fran Walsh, que produziu os filmes da franquia. “Eu disse que era uma pergunta impossível de ser respondida até que eu lesse um roteiro”, lembrou. “Aí eles disseram: ‘Assim que tivermos os primeiros roteiros, vamos mandá-los para você’. Mas os roteiros nunca chegaram. Essa foi a última vez que eles falaram comigo. E está tudo bem, não tenho do que reclamar”, minimizou o diretor. Mesmo ser estar envolvido, o ator disse que está empolgado para acompanhar a série. “Eu vou assistir. Não sou o tipo de cara que deseja o mal para os outros. Fazer filmes já é difícil o suficiente. Se alguém faz um filme ou uma série boa, é algo a ser celebrado. Agora eu estou ansioso para ver tudo como um espectador neutro”, ressaltou. Questionada sobre o que aconteceu, a Amazon explicou que teve que se distanciar de Jackson para diferenciar a série dos longas. “Quando compramos os direitos dos livros, fomos obrigados a manter a série distinta e separada dos filmes. Temos o maior respeito por Peter Jackson e os filmes de ‘O Senhor dos Anéis’ e estamos felizes que ele está ansioso para ver ‘Os Anéis do Poder’”, disse a empresa em comunicado. Segundo apurou o THR, os showrunners JD Payne e Patrick McKay queriam a participação do cineasta. Entretanto, uma preocupação do departamento legal da Amazon forçou o distanciamento para manter a série separada dos filmes, porque os longas são propriedade da Warner Bros. Além disso, fontes do site dizem que o espólio do autor JRR Tolkien foi contra incluir Jackson na produção. O espólio não teve envolvimento com seus filmes e Christopher Tolkien chegou a criticar a trilogia na imprensa por estar “eviscerando” os livros de seu pai para criar filmes de ação para jovens sem a “beleza e seriedade” dos livros originais. O espólio está envolvidíssimo com a série, e chegou a receber surpreendentes US$ 250 milhões pelos direitos de fazer o programa. A 1ª temporada de “O Senhor dos Anéis: Os Anéis do Poder” tem estreia marcada para 2 de setembro no Prime Video.
Jennette McCurdy denuncia abusos nos bastidores de “iCarly”
Jennette McCurdy, estrela da versão original de “iCarly” e do derivado “Sam & Cat”, denunciou experiências abusivas que teria sofrido nos sets dos programas infantis da Nickelodeon. A atriz protagonizou as duas séries entre 2007 e 2014, e disse que até hoje fica com raiva de lembrar o que passou nas gravações. “Meu coração começa a bater rápido. Isso me deixa com raiva”, afirmou, em entrevista ao jornal The Washington Post para promover seu livro de memórias, “I’m Glad My Mother’s Dead” (Estou feliz que minha mãe morreu, em tradução literal). No livro, McCurdy detalha seu relacionamento tumultuado e abuso por sua mãe Debra, que foi sua agente até morrer em 2013. A pressão era tanta que a levou, anos depois, a desistir de atuar. Ela também escreve sobre alguém que chama de “o Criador” em relação ao seu tempo nos programas do Nick. Ela diz que ele era “malvado, controlador e aterrorizante” e propenso a fazer “homens e mulheres adultos chorarem com seus insultos e degradação”. Embora não identifique essa pessoa pelo nome, ela disse ao Post que era “importante falar sobre isso. Era tão comum, seu comportamento, e era tão aceito porque todo mundo estava com medo de perder o emprego. Não culpo nenhum deles. Entendo. Mas foi realmente lamentável tudo o que aconteceu em um ambiente infantil de séries de televisão. Realmente parece que não havia muita bússola moral lá.” McCurdy alega que o Criador cruzou limites ao fazer coisas como iniciar uma massagem não solicitada em seu ombro e tentar fazê-la beber álcool quando tinha 18 anos. Quando “Sam & Cat” terminou após apenas uma temporada em 2014, com audiência recorde, McCurdy mencionou um “presente de agradecimento” de US$ 300 mil da Nickelodeon para ela concordar em nunca falar publicamente sobre suas experiências no canal, especificamente em relação ao comportamento de “o Criador”. Ela recusou. “iCarly” e “Sam & Cat” foram criadas e produzidas por Dan Schneider. Em 2021, durante uma entrevista ao New York Times sobre o lançamento do reboot de “iCarly” – que não inclui McCurdy – na Paramount+, Schneider disse que nunca agiu de forma inadequada com colegas de trabalho. “Eu não poderia e não teria as amizades de longo prazo e a lealdade contínua de tantas pessoas respeitáveis se maltratasse meus atores de qualquer idade, especialmente menores”, disse ele ao jornal. O artigo mencionava uma investigação da controladora da Nickelodeon, ViacomCBS, após denúncia sobre o comportamento do produtor. A apuração indicou que Schneider era verbalmente abusivo em relação aos colegas de trabalho, mas não encontrou evidências de má conduta sexual. Ele não participa do reboot de “iCarly” e não trabalha mais com a Nickelodeon desde 2018, quando seu contrato terminou.
Diretores do novo “Dungeons & Dragons” farão série sobre “pânico satânico”
O serviço de streaming Peacock encomendou a série “Hysteria!”, que será produzida e dirigida pela dupla de cineastas John Francis Daley e Jonathan Goldstein. Os dois são responsáveis pelas comédias “Férias Frustradas” e “A Noite do Jogo”, e estão à frente do vindouro filme de “Dungeons & Dragons”, que estreia em 2023. Criada por Matthew Scott Kane (assistente de produção na série “It’s Always Sunny In Philadelphia”), “Hysteria!” trata de um tema que foi explorado recentemente em “Stranger Things”: o chamado “Satanic Panic”. “Satanic Panic”, ou “pânico satânico” em tradução literal, foi uma espécie de histeria coletiva que tomou conta dos EUA nas décadas de 1980 e 1990, que considerava tudo ligado ao heavy metal e jogos de RPG (como “Dungeons & Dragons”) como exemplos de satanismo e da influência do diabo sobre a juventude. Assim como aconteceu com o Hellfire Club de “Stranger Things”, “Hysteria!” vai acompanhar um grupo de jovens no ensino médio dos anos 1980 que acaba se vendo no alvo do pânico satânico. A diferença é que, desta vez, o envolvimento é proposital. A sinopse oficial indica que, quando um jogador de futebol do time do colégio desaparece, uma banda de estudantes percebe que pode capitalizar o súbito interesse da cidade pelo ocultismo construindo sua reputação como uma banda de metal satânico. Mas uma série de assassinatos, sequestros e “atividades sobrenaturais” desencadeia uma verdadeira caça às bruxas, para a qual não estavam preparados. “Este thriller de roer as unhas mergulha em um pânico moral em massa e em todos os medos, desejos, raiva e pavor que levaram a esses dias sombrios”, disse Beatrice Springborn, presidente da UCP, estúdio responsável pela produção. “O roteiro de Matthew é original, intrigante e captura perfeitamente a energia frenética do Pânico Satânico. Mal podemos esperar para que o público experimente esta série no Peacock.” “Hysteria!” ainda não tem previsão de estreia.
Fernando Meirelles vai dirigir série internacional dos criadores de “Aruanas”
O cineasta Fernando Meirelles (“Dois Papas”) vai dirigir a série “Esperanza”, criada por Estela Renner e Marcos Nisti, que desenvolveram o sucesso do Globoplay “Aruanas”. Assim como “Aruanas”, a nova série também será focada em ativistas ambientais. A trama vai girar em torno da tripulação de um navio chamado Esperanza, que luta por direitos ambientais e sociais ao redor do mundo. A atração está sendo desenvolvida pela produtora americana Participant em parceria com a brasileira Maria Farinha Films. “A Maria Farinha Films é uma parceira natural da Participant, compartilhando nossa missão de promover mudanças no mundo real por meio de conteúdo de alta qualidade”, disse Miura Kite, executiva da Participant. “Com nossa experiência coletiva, estou confiante de que ‘Esperanza’ vai cativar o público enquanto ilumina muito merecidamente as lutas dos ativistas e a importância oportuna dos problemas que eles lutam.” Além de criar a série, Renner e Nisti também atuarão como showrunners e produzirão a atração junto do próprio Meirelles. “Esperanza” ainda não tem previsão de estreia. Fernando Meirelles atualmente está envolvido também na série “Pico da Neblina”, na HBO, e desenvolve “Sugar”, um projeto que ainda está em seus estágios iniciais.
Casal Patrick J. Adams e Troian Bellisario fará primeira série junto
O casal de atores Patrick J. Adams (“Suits”) e Troian Bellisario (“Pretty Little Liars”) vai estrelar junto a série de viagem no tempo “Plan B”, desenvolvida pelo canal canadense CBC. A trama acompanha um homem que descobre a possibilidade de viajar no tempo e usa esse poder para tentar salvar o seu relacionamento, o seu escritório de advocacia e a sua família disfuncional. Mas ele logo percebe que mesmo a menor mudança tem repercussões em sua vida e na vida dos outros. Essa não será a primeira vez que Adams e Bellisario contracenam nas telas. Ele já fez participação na série “Pretty Little Liars”, assim como ela já participou de “Suits”. Mas nunca tinham vivido personagens fixos numa mesma atração. Na tela grande, porém, compartilharam alguns curtas e o longa-metragem “Clara – Um Amor Além do Universo” (2018). “Plan B” também será o primeiro papel de destaque de Bellisario em uma série desde que terminou “Pretty Little Liars” e deu à luz a duas filhas. A produção é adaptação de uma série francesa homônima. Os criadores da original, Jean-François Asselin e Jacques Drolet, também desenvolvem essa nova versão, ao lado da roteirista Lynne Kamm (“19-2”). O elenco do remake ainda conta com Karine Vanasse (“Revenge”), François Arnaud (“Midnight Texas”) e Joshua Close (“Fargo”). A série deve estrear em 2023. Patrick J. Adams será visto em breve no drama “The Swearing Jar” e no thriller “He Went That Way”, ambos sem data de estreia definida. Já Troian Bellisario tem pela frente a comédia “Chuck Hank and the San Diego Twins”, sem previsão de lançamento.
Ellen Pompeo reclama de como “Grey’s Anatomy” aborda questões sociais
A atriz Ellen Pompeo, estrela de “Grey’s Anatomy”, resolveu reclamar sobre a forma como a série trata de questões sociais. Em entrevista ao podcast Tell Me, a atriz e produtora da atração disse que atualmente a série se propõe a “pregar” sobre um determinado assunto em um episódio e depois parece esquecer completamente desse assunto. Para ela, uma solução melhor seria diluir essas questões, para que estejam presentes o tempo todo. Ela cita o exemplo de um episódio que abordou o tema de crimes de ódio contra asiáticos, afirmando que foi um episódio muito emocionante. Mas esse assunto nunca mais foi discutido ao longo da série. “Acho que gostaria de ver as coisas acontecerem um pouco mais sutilmente e ao longo do tempo. Você sabe, consistentemente, e menos do tipo ‘bater na sua cabeça’ por apenas uma hora e depois nunca mais falamos sobre isso.”, disse ela. Pompeo concluiu afirmando que ela gostaria “que pudéssemos abordar essas questões sociais que são importantes e tê-las como tópicos ao longo da série.”. Recentemente, Ellen Pompeo anunciou que vai se afastar de “Grey’s Anatomy” para estrelar uma minissérie. Aproveitando o gancho do final da 18ª temporada da série médica, em que Meredith (a personagem de Pompeo) assume a função de chefe interina de cirurgia do Grey Sloan Memorial, ela estará “ocupada” e aparecerá em menos episódios do novo ano. Ao todo, Pompeo atuará em apenas oito capítulos da 19ª temporada, que está começando a produção. Mas continuará a narrar e a atuar como produtora executiva de toda a temporada.
Estreias: “Sandman”, “Verônica” e as principais séries pra ver em streaming
A aguardada estreia de “Sandman”, adaptação de quadrinhos que fãs esperam ver desde os anos 1980, e duas produções nacionais, “Boa Noite, Verônica 2” e “Rensga Hits!”, são as séries que tendem a mobilizar maiores atenções neste fim de semana. Mas os destaques da programação do streaming ainda incluem animações para adultos e documentários sobre festivais de rock, entre outras opções. Confira abaixo as sugestões para maratonar. | SANDMAN | NETFLIX A adaptação dos famosos quadrinhos criados por Neil Gaiman nos anos 1980 foi um sonho alimentado pelos fãs durante anos. E agora o Sonho ganha carne, osso e interpretação de Tom Sturridge (“Longe Deste Insensato Mundo”). Com episódios baseados nos dois primeiros volumes da coleção em sua 1ª temporada, “Sandman” impressiona por sua capacidade de ser visualmente fiel aos quadrinhos, apesar dos contrastes na apresentação dos personagens, muitos deles escalados com intérpretes de raças e sexos diferentes das páginas originais – incluindo o Lúcifer vivido por Gwendoline Christie (a Brienne de “Game of Thrones”), a Morte interpreta por Kirby Howell-Baptiste (“The Good Place”) e Lucienne (antigamente conhecida como o assistente Lucien) em interpretação de Vivienne Acheampong (“The One”). A história também foi transposta para os dias atuais – em vez dos anos 1980 – , embora comece nos primeiros anos do século 20, quando o eterno conhecido como Sonho é preso pelo ritual de um mago. Ao se libertar após várias décadas, ele dá início a uma jornada para retomar o domínio do reino dos sonhos. Para isso, precisa recuperar três ferramentas que lhe foram roubadas – uma algibeira cheia de areia, um rubi e um elmo – , numa busca que o leva até o inferno. A narrativa é tão rica e ampla que os primeiros episódios parecem filmes diferentes entre si. Com uma mitologia complexa, que inclui a concepção dos irmãos do Sonho – eternos que representam Morte, Destino, Delírio, Desejo, Destruição e Desespero (em inglês, todos os nomes começam com a letra D) – a trama de “Sandman” capturou a imaginação de uma geração e ajudou a lançar o conceito de quadrinhos adultos numa época em que quadrinhos eram sinônimo de super-heróis. A ironia é que a situação não é muito diferente agora, com o lançamento da série num mercado cada vez mais dominado por adaptações de super-heróis. | BOM DIA, VERÔNICA 2 | NETFLIX A 2ª temporada da atração da Netflix troca o tema da violência doméstica, que marcou os episódios iniciais, pela violência sexual, aprofundando o abuso psicológico de homens dominadores. O ponto de partida é uma narrativa que lembra os crimes denunciados contra João de Deus, que já foi um dos médiuns mais famosos do Brasil, antes de ser condenado à prisão. O vilão interpretado por Reynaldo Gianecchini abusa sexualmente de mulheres ao prometer a elas a cura para diferentes mazelas. Dentro de casa, ele também assedia sexualmente a própria filha, vivida por Klara Castanho. Quando a atriz revelou em junho ter sido vítima de um estupro, depois de sofrer exposição de uma gravidez, houve muita preocupação com sua participação na trama. Mas as cenas de assédio à sua personagem não incluem agressões. Os novos episódios também revelam que o personagem de Gianecchini é quem está por trás da perigosa organização criminosa da série, responsável por infiltrar aliados em cargos importantes na polícia e no judiciário. Na trama, a Verônica vivida por Tainá Müller tentará tornar públicos os crimes do vilão e da organização criminosa que ele comanda. Produção da Zola Filmes, a série é baseada no romance policial de mesmo nome de Ilana Casoy e Raphael Montes (autores de “A Menina que Matou os Pais”), lançado originalmente sob o pseudônimo de Andrea Killmore. Os dois também escrevem e produzem a atração, concebida pelo próprio Raphael Montes. | RENSGA HITS | GLOBOPLAY Depois do recorde de audiência em sua “première” na Globo, os primeiros quatro episódios chegam ao streaming. Com clima de novela das sete, a atração escrita por Renata Corrêa (“Silêncio da Chuva”) aborda o universo das mulheres da música sertaneja. A trama acompanha Raíssa (Alice Wegmann, de “Onde Nascem os Fortes”), uma jovem do interior que viaja para a cidade grande com o intuito de se tornar cantora. Ela começa a fazer pequenas apresentações em um restaurante, mas logo descobre que uma de suas composições foi roubada e gravada por outra cantora, Gláucia (Lorena Comparato, de “Impuros”), o que inicia uma rivalidade entre as duas. A produção também destaca em seu elenco Deborah Secco (“Salve-se Quem Puder”), Stella Miranda (“Carnaval”), Guida Vianna (“Valentins”), Jeniffer Dias (“Amor de Mãe”), Sidney Santiago (“Segunda Chamada”), Maurício Destri (visto num clipe recente de Manu Gavassi), Alejandro Claveaux (“Coisa Mais Linda”) e ainda marca a volta de Lúcia Veríssimo às telas, oito anos após “Amor à Vida” (2013). Além disso, há participações da apresentadora Rafa Kalimann e da cantora Naiara Azevedo. | CANDY | STAR+ A minissérie de “true crime” estrelada por Jessica Biel (“The Sinner”) conta a história verídica da dona de casa crente Candy Montgomery, que chocou os EUA em 1980 ao assassinar à machadadas sua vizinha e amiga de igreja Betty Gore. Criada por Robin Veith e Nick Antosca, que trabalharam juntos na premiada minissérie de “true crime” “The Act”, a trama acompanha o julgamento da personagem do título e flashbacks de seu relacionamento com Gore, interpretada por Melanie Lynskey (“Yellowjackets”), enquanto revela o que motivou crime tão bárbaro. | NINGUÉM MANDOU SE METER COM A GENTE | NETFLIX A série teen britânica gira em torno de um trio de cheerleaders em uma escola particular chique, que resolve reviver o clube anti-bullying de seus ex-colegas de classe para combater as injustiças e expor os valentões de sua escola. A produção é derivada de “Get Even”, também disponível na Netflix, apresentando uma história independente com novos personagens, mas com a mesma premissa da atração original de 2020. Ambas foram criadas por Holly Phillips (“Nearly Famous”) e são inspiradas nos livros da franquia “Don’t Get Mad”, de Gretchen McNeil. | PUSHING DAISIES | HBO MAX Pela primeira vez em streaming, a série vencedora de sete Emmys traz sua história completa (22 episódios de duas temporadas) para encantar quem nunca a viu e matar as saudades de quem amou sua narrativa peculiar. Apresentada como um “conto de fadas forense”, com um visual colorido, único e deslumbrante entre 2007 e 2009, “Pushing Daisies” girava em torno do dom especial de Ned (Lee Pace, de “Guardiões da Galáxia”), um confeiteiro que descobre ser capaz de trazer mortos de volta à vida com um simples toque. Porém, ele logo descobre que há consequências para o uso desse dom excepcional. Se ele tocar a pessoa que reviveu pela segunda vez, essa pessoa morre instantaneamente e não pode mais ser ressuscitada. Além disso, se ele deixar um morto reviver por mais de 60 segundos, outra pessoa nas proximidades acaba morrendo em seguida em seu lugar. Com a ajuda de um detetive particular (Chi McBride, de “Havaí Cinco-0”), ele passa a capitalizar esse dom revivendo mortos por alguns segundos para desvendar assassinatos. Até que descobre que Charlotte “Chuck” Charles (Anna Friel, de “Marcella”), a paixão da sua infância, morreu de repente. Ao sucumbir ao impulso de ressuscitá-la, Ned dá início a mais platônica das relações televisivas, pois tocá-la novamente seria fatal. Para piorar, ela se torna sua companheira inseparável, querendo ajudar a desvendar crimes, enquanto se esconde de suas tias, que poderiam morrer de susto ao descobrir que ela foi ressuscitada. Além desses personagens, ainda há outros coadjuvantes esquisitos e maravilhosos, como a garçonete Olive Snook, vivida por Kristin Chenoweth, vencedora do Emmy pelo papel. A repercussão crítica da atração consagrou o showrunner Bryan Fuller, que se tornou um dos roteiristas-produtores mais requisitados da TV americana, vindo a criar posteriormente “Hannibal”, “Star Trek: Discovery” e “Deuses Americanos” (American Gods). Mas muito do tom de “Pushing Daisies” se deve à direção de Barry Sonnenfeld, que comandou os episódios inaugurais com a excentricidade lúdica de seus dois filmes de “A Família Addams”. | HARVEY BIRDMAN: ATTORNEY AT LAW | HBO MAX Bem antes da Mulher-Hulk, outro super-herói marcou época como advogado na televisão. Lançado no ano 2000, “Harvey, o Advogado” (Harvey Birdman: Attorney at Law) se tornou um dos desenhos mais cultuados do Adult Swim por resgatar, em tom de paródia, o protagonista da série animada “Homem-Pássaro”, criada em 1967 por Alex Toth (criador também de “Space Ghost” e “Os Herculóides”). Na atração, o super-herói retorna como um advogado sério em histórias nonsense, defendendo clientes sem tirar a máscara e as asas nas sessões formais de julgamentos. Mas o que mais chama atenção é ver personagens do estúdio Hannah-Barbera, como Peter Potamos, Capitão Caverna, Salsicha e Scooby-Doo, Manda-Chuva, Fred Flintstone, Catatau e o Dr. Benton Quest (o pai de Jonny Quest) como clientes, enquanto Harvey enfrenta os vilões de seus desenhos clássicos como advogados rivais nos tribunais. As quatro temporadas (todas disponíveis) de “Harvey, o Advogado” também destacaram a coadjuvante Birdgirl, personagem obscura (vista num único episódio) do desenho de 1967, que recentemente ganhou série própria, com duas temporadas já lançadas na HBO Max. | BOB’S BURGUER 12 & THE GREAT NORTH 2 | STAR+ Duas vezes vencedora do Emmy de Melhor Série Animada, “Bob’s Burgers” é exibida desde 2011 e acompanha Bob Belcher, sua esposa e três filhos na missão de manter um restaurante e os membros da família unidos. Entre as histórias da 12ª temporada, os fãs da série vão se deparar com uma epidemia em particular, um novo emprego temporário para Bob, que vai dar a eles muita diversão e problemas às crianças, uma visita estranha ao aeroporto e uma mentira que persegue Bob e Linda após muitos anos. Da mesma equipe de “Bob’s Burgers”, também chega a 2ª temporada de “The Great North”. A série acompanha as aventuras dos Tobin, uma família formada por um pai solteiro e quatro filhos que levam uma vida “comum” no distante e gélido Alasca. A atração é uma criação das irmãs Wendy Molyneux e Lizzie Molyneux-Logelin, que se destacaram escrevendo episódios de “Bob’s Burgers”. Elas também atuam como showrunners da atração, que ainda conta, entre seus produtores, com Loren Bouchard, o criador de “Bob’s Burgers”. | ROCK IN RIO: A HISTÓRIA | GLOBOPLAY A série documental conta a história do festival, que já foi muito importante para a cultura jovem, trazendo artistas que nunca tinham vindo antes ao Brasil numa celebração histórica. Com capítulos divididos por edição do evento, o primeiro é disparado o melhor pela importância representada de seu lançamento em 1985, em meio ao processo de abertura política do Brasil e ao surgimento da melhor geração do rock brasileiro. Da noite de metal com Iron Maiden e Ozzy Osbourne ao new wave de B-52’s e Go-Go’s, passando pelo megashow do Queen, foi um retrato marcante de sua época, até hoje lembrado pelas imagens de Freddie Mercury comandando um coro de centenas de milhares em “Love of My Live” e de Cazuza cantando “pro dia nascer feliz” – que virou um hino das Diretas Já. Seu renascimento em 1991 trouxe Guns ‘N Roses e Faith No More, mas também iniciou seu afastamento do rock, abrindo espaço para o pop excepcional de Prince e George Michael, além de ampliar a inclusão de ritmos brasileiros. A partir dos anos 2000, o Rock in Rio se agigantou ainda mais, virou franquia e foi para Lisboa, virando basicamente um parque temático, em vez de evento musical. Longe da inovação da estreia, passou a montar escalações repetitivas, tornando-se um festival de nostalgia. Uma experiência altamente previsível de velhos artistas conhecidos – Iron Maiden vem pela quinta vez em 2022! – , que só deu o que falar nos últimos tempos por demorar a abrir seu palco para o funk brasileiro. | DESASTRE TOTAL: WOODSTOCK 99 | NETFLIX O Festival de Woodstock entrou para História como ponto alto da era hippie, mas seus organizadores perderam uma fortuna...












