Joel dos jogos aparece em “The Last of Us” como novo personagem
O penúltimo episódio de “The Last of Us” ofereceu aos fãs uma espécie de crossover. Troy Baker, ator que deu a voz e a captura de seus movimentos para o personagem Joel nos videogames, apareceu na série da HBO como um novo personagem. Ele surgiu na série como James, o braço direito do líder do culto canibal David (Scott Shepherd). Em entrevista à revista Variety, Baker comemorou a participação na série. “Interpretar qualquer personagem é muito melhor do que eu achei que fosse fazer. Eu pensei que eu seria tipo um estalador”, disse, referindo-se às mutações da trama. Ele também explicou como foi “passar a coroa” para Pedro Pascal (“Narcos”) – o intérprete de Joe na adaptação. “Sou fã dele como ator. Ele atua de um jeito em que parece ser tão confiante em seu domínio sobre o personagem que permite que ele se sinta confortável em sua própria convicção. Ele faz tudo no fio da navalha. Não há nada que seja selvagem. Se você observar todas as suas escolhas, verá que são mínimas e, por isso, profundas. E isso torna Joel, de várias maneiras, mais perigoso”, revelou. Segundo Baker, o grande triunfo de Pascal como o protagonista da adaptação é a fisicalidade, um aspecto impossível de ser explorado no jogo: “Quando você está se costurando com balas e facadas, não pode dizer: ‘Ai, minha mão ainda dói’. Mas na série poderíamos dizer ‘Eu quebrei minha mão e ela está machucada’, com o personagem permanecendo nesse estado durante meses. Para mim, isso é algo que ajuda a fundamentar a história e apresentá-la de uma forma muito tangível para um público totalmente novo”. Troy Baker, um dos nomes mais famosos na dublagem de games dos EUA, foi a voz de Joel no primeiro videogame de 2013, na fase final do PlayStation 3, e na continuação de 2020. Na versão brasileira, Joel é dublado por Luiz Carlos Persy, que também empresta a sua voz para a versão televisiva do personagem na dublagem nacional da série. O diretor de criação e roteirista do jogo, Neil Druckmann, ao desenvolver o protagonista da história, teve como uma de suas inspirações o personagem Llewelyn Moss, do filme “Onde os Fracos Não Têm Vez” (2007). Moss, um veterano da Guerra do Vietnã vivido por Josh Brolin (“Deadpool 2”) no longa dos irmãos Ethan Coen e Joel Coen, é uma figura bastante fria e dura. No entanto, a interpretação de Troy Baker trouxe outras nuances para Joel, deixando o personagem mais emotivo, embora ainda durão. Afinal, apesar do estereótipo de norte-americano rústico, Joel consegue despertar empatia mesmo ao agir de maneira moralmente questionável. Pedro Pascal, que vem se especializando em papéis de figuras paternas ao acaso, como fez em “The Mandalorian”, vem mostrando uma interpretação afinada com a de Troy Baker. Até mesmo o sotaque texano empregado pelo dublador no jogo aparece na atuação de Pascal. No entanto, existem também diferenças, que parecem uma maneira de evitar replicar o jogo na série. Enquanto nos videogames Joel parece mais insensível e amargurado após a perda da filha, a versão de Pascal se mostra menos indiferente ao mundo e às pessoas ao seu redor, apesar de sua visível amargura. Outra diferença notável é o seu relacionamento com Tess. Enquanto no jogo ela é apenas uma parceira de negócios, a série mostra também um envolvimento mais íntimo. O último episódio da 1ª temporada da série vai ao ar no próximo domingo (12/3) na HBO e na HBO Max.
Citadel: Série dos diretores de “Vingadores: Ultimato” ganha trailer repleto de ação
A plataforma de streaming da Amazon, Prime Video, divulgou o trailer da série de ação “Citadel”, dirigida pelos cineastas Anthony e Joe Russo (“Vingadores: Ultimato”). A prévia apresenta a premissa, uma combinação de “A Identidade Bourne” (2002) com “Missão: Impossível – Nação Secreta” (2015). No vídeo, o espião vivido por Richard Madden (“Eternos”) tenta convencer Priyanka Chopra Jonas (“Matrix Resurrections”) de que ela também é uma agente secreta, mas ambos tiveram as memórias apagadas. E após contar com a ajuda de figurantes armados para provar seu ponto, Stanley Tucci (“Jogos Vorazes”) entra em cena para dar as devidas explicações: ambos são ex-agentes da tal Citadel do título, uma agência global independente e encarregada de manter a segurança do mundo. Porém, há oito anos ela foi destruída por agentes da Manticore, um sindicato poderoso que manipula acontecimentos agindo nas sombras. Com a queda da Citadel, os agentes de elite Mason Kane (Madden) e Nadia Sinh (Chopra Jonas) tiveram suas memórias apagadas enquanto tentavam escapar. Eles permaneceram escondidos desde então, construindo novas vidas sob novas identidades, sem saber das suas vidas passadas. Tudo muda quando Mason é encontrado por seu ex-colega da Citadel, Bernard Orlick (Tucci), que precisa da sua ajuda para evitar que a Manticore estabeleça uma nova ordem mundial. Mason procura sua ex-parceira, Nadia, e os dois espiões embarcam em uma missão que os leva ao redor do mundo na tentativa de deter a Manticore. O elenco também destaca Lesley Manville (“Trama Fantasma”) como Dahlia Archer, embaixadora britânica nos Estados Unidos cuja lealdade pode estar em outro lugar, além de Osy Ikhile (“The Feed”), Ashleigh Cummings (“NOS4A2”), Roland Møller (“Céu Vermelho-Sangue”) e Caoilinn Springall (“O Céu da Meia-Noite”). “Citadel” foi criada por Josh Appelbaum e André Nemec (de “Missão: Impossível, Protocolo Fantasma”) e, devido a diversos problemas nos bastidores e interferências do irmãos Russo, acabou se tornando uma das séries mais caras da história. A proposta da atração é servir de base para a criação de derivados em outros países, como México, Índia e Itália. Mas, para isso, ela precisa fazer sucesso. Anthony Russo e Joe Russo vão dirigir os episódios, e David Weil (criador da série “Hunters”) vai atuar como showrunner da atração, cujos dois primeiros episódios estreiam em 28 de abril na Prime Video. Veja abaixo o trailer dublado em português e na versão original (sem legendas).
Jogador argentino Lionel Messi vai ganhar série animada
O jogador de futebol Lionel Messi, um dos grandes responsáveis pela vitória da Argentina na Copa do Mundo no Catar, vai ganhar uma série animada. Desenvolvida em parceria com a Sony Music Entertainment, a atração será voltada para o público jovem e vai mostrar um jovem Messi enfrentando obstáculos enquanto viaja por dentro de um videogame. “Desde criança, sempre amei séries animadas e meus filhos são grandes fãs de personagens animados”, disse Messi, em comunicado. “Participar de um projeto de animação me deixa feliz, porque realiza um dos meus sonhos. Gostaria de agradecer à Sony Music por se juntar a este projeto e esperamos que todos gostem do resultado, especialmente as meninas e os meninos”. Messi é amplamente considerado um dos melhores jogadores de futebol do mundo. E a vitória sofrida da Argentina na final da Copa do Mundo de 2022 contra a França ajudou a cimentar essa posição. Durante a partida, Messi marcou dois gols e, ao final, foi reconhecido como o melhor jogador da competição. Ao longo da sua carreira, Messi quebrou o recorde de maior número de aparições na Copa do Mundo, tendo disputado 26 partidas. Além disso, ele marcou 98 gols em 172 jogos pela seleção argentina, e fez 474 gols em 520 jogos quando jogava no Barcelona. Em 2021, Messi foi para o Paris Saint-Germain, e marcou 18 gols em 46 partidas, além de ter sido eleito o melhor jogador do mundo. “É um privilégio para a Sony Music colaborar com Lionel Messi neste projeto para mostrar o poder e as lições do esporte em parceria com o maior jogador de futebol de todos os tempos e um dos maiores atletas da história”, acrescentou Fernando Cabral, executivo da Sony Music Entertainment. “Estamos ansiosos para levar esta série emocionante e inspiradora às telas para audiências de todas as idades ao redor do mundo”. Ainda sem data de estreia, a série de Messi será produzida em inglês, espanhol e outros idiomas. Por enquanto, nenhuma emissora ou plataforma de streaming foi anunciada como parceira da exibição da atração.
As 10 melhores séries lançadas em fevereiro
Quem gosta de séries anda cada vez mais bem servido desde a explosão dos streamings. Mas com tantas séries lançadas todas as semanas nas diversas plataformas em operação no Brasil, várias atrações de primeira linha podem estar sendo ignoradas, simplesmente pelo excesso de oferta. Não dá para acompanhar o ritmo vertiginoso de estreias do mercado. E é pensando nisso que todo mês reforçamos o que de melhor foi lançado no período anterior. Confira abaixo o Top 10 de fevereiro. Já viu todos esses destaques? | VOCÊ 4 | NETFLIX A 4ª temporada traz uma reviravolta completa, que coloca o psicopata Joe (Penn Badgley) como alvo de outro serial killer. Após seguir Marienne (Tati Gabrielle) até Paris, ele ressurge como uma nova identidade, trabalhando como professor em Londres. Apesar do desgosto que sente pelos colegas acadêmicos, Joe ainda precisa relutar contra a atração fatal despertada por uma das esnobes. Até que os colegas começam a morrer assassinados e ele próprio se vê na posição de próxima vítima, o que pelo menos desperta sua curiosidade. O novo ano da produção terá nada menos que 14 atores novos, com destaque para Ed Speelers (“Downton Abbey”), Lukas Gage (“Euphoria”), Tilly Keeper (“EastEnders”), Amy Leigh Hickman (“Safe”) e Charlotte Ritchie (“Call the Midwife”). | A GAROTA NA FITA | NETFLIX A minissérie espanhola lembra muito o mistério inglês “The Missing”. As duas produções começam com o desaparecimento de uma criança, o desespero dos pais e uma investigação que se arrasta em busca de pistas que conduzem a lugar alguma, até que se passam anos. A diferença principal é que uma fita VHS é enviada aos pais para provar que a menina ainda está viva. A protagonista também é bem diversa: uma estagiária de jornalismo e sobrevivente de um estupro, que resolve ajudar a família a encontrar a criança. Com muitas reviravoltas, a trama caiu no gosto dos fãs de mistérios criminais. Adaptação de um best-seller de Javier Castillo, a produção foi desenvolvida por Javier Andrés Roig e Jesús Mesas Silva, que trabalharam juntos no thriller sobrenatural “Estoy Vivo”, e destaca a atriz Milena Smit (“Mães Paralelas”) no papel principal. | PARTY DOWN 3 | LIONGSGATE+ A série cult retornou para mais para mais seis episódios. Criada em 2009, “Party Down” acompanha os empregados de um buffet itinerante de festas de Los Angeles, que sonham emplacar carreiras em Hollywood. Cada episódio se desenrola em um evento diferente, enquanto os funcionários do buffet inevitavelmente se envolvem demais na vida dos convidados – enquanto tentam convencer produtores a escalá-los em seus filmes ou lerem seus roteiros. Engraçadíssima, “Party Down” era criação de ninguém menos que o ator Paul Rudd (o Homem-Formiga), o roteirista John Enbom e o produtor Dan Etheridge (ambos de “Veronica Mars”), além de contar com produção de Rob Thomas (criador de “Veronica Mars”), mas não sobreviveu ao costume inicial do canal Starz de encomendar apenas duas temporadas de cada série, logo que começou a produzir conteúdo próprio. Apesar da baixa audiência inicial, acabou se tornou cultuadíssima em reprises. E esta fama adquirida desde que saiu do ar em 2010 acabou convencendo a Starz a retomar a série, 13 anos depois, com os mesmos personagens. Apesar do enorme hiato, os novos episódios configuram uma 3ª temporada e voltam a reunir a maioria dos integrantes originais: Adam Scott (mais conhecido por “Parks and Recreation”), Jane Lynch (“Glee”), Ken Marino (“Childrens Hospital”), Martin Starr (“Silicon Valley”), Ryan Hansen (“Veronica Mars”) e Megan Mullally (“Will & Grace”). Faltou só Lizzy Caplan (“Masters of Sex”), que não conseguiu encaixar a série em sua agenda. Entre as novidades, Jennifer Garner (“Dia do Sim”) vive uma produtora de blockbusters que namora Henry Pollard, o personagem de Adam Scott, Zoë Chao (“Love Life”) é a nova chef do buffet Party Down, Tyrel Jackson Williams (“Brockmire”) tem o papel de um influencer desconectado com a realidade e James Marsden (“Sonic: O Filme”) é um astro famoso de uma franquia de super-heróis (X-Men, talvez?). | O CONSULTOR | AMAZON PRIME VIVEO A sátira sombria de ambiente de trabalho traz o vencedor do Oscar Christoph Waltz (“Django Livre”, “Bastardos Inglórios”) como o consultor do título, um profissional sinistro e com planos sádicos, trazido para avaliar a performance de funcionários de uma empresa de games após o suicídio do antigo chefe. Sua performance perturbadora é o principal atrativo da produção. Desenvolvida por Tony Basgallop (criador de “Servant” na Apple TV+), a série é inspirada no romance homônimo de Bentley Little e explora, em clima de thriller satírico, a relação sinistra entre esse chefe e seus empregados, questionando o quão longe é possível ir para progredir e sobreviver no ambiente de trabalho. Especialmente quando o patrão indica ser um sociopata. A direção dos capítulos está a cargo de Matt Shakman (de “WandaVision”), que também participa da produção, e o elenco ainda inclui Nat Wolff (“The Stand”), Brittany O’Grady (“The White Lotus”) e Aimee Carrero (“O Menu”). | 1923 | PARAMOUNT+ O segundo spin-off de “Yellowstone” é estrelado por ninguém menos que Helen Mirren (“A Rainha”) e Harrison Ford (o “Indiana Jones”). Os dois trabalharam juntos pela primeira vez há 36 anos, como rebeldes antissociais em “A Costa do Mosquito”, e gora vivem fazendeiros, os donos da fazenda Yellowstone no começo do século 20, um período difícil da história dos EUA, quando precisam enfrentar especuladores como o antagonista vivido por Timothy Dalton (“Patrulha do Destino”). Depois de “1883”, passada no Velho Oeste, a nova atração derivada de “Yellowstone” acompanha a família Dutton no período entre a 1ª Guerra Mundial e a Grande Depressão, marcado pela pandemia, seca histórica, crise econômica, Lei Seca e a ascensão dos gângsteres, que substituíram os cowboys foras-da-lei no noticiário criminal – além de ter uma trama paralela encenada na África. Concebida como uma produção limitada, a série está programada para durar duas temporadas, compostas por oito episódios cada. O elenco também inclui Brandon Sklenar (“Westworld”), Darren Mann (“O Mundo Sombrio de Sabrina”), Michelle Randolph (“A Noite da Bruxa”), James Badge Dale (“O Mensageiro do Último Dia”), Marley Shelton (“Pânico 4”), Brian Geraghty (“Big Sky”), Aminah Nieves (“V/H/S/99”), Julia Schlaepfer (“The Politician”) e Jerome Flynn (“Game of Thrones”). Todas as três séries do universo “Yellowstone” são criações de Taylor Sheridan, indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Original por “A Qualquer Custo” (2016). | STAR TREK: PICARD 3 | PARAMOUNT+ Concebida como última temporada, a produção volta a reunir novamente Patrick Stewart (Picard) com Jonathan Frakes (Ryker), LeVar Burton (Geordi La Forge), Michael Dorn (Worf), Marina Sirtis (Deanna Troi) e Gates McFadden (Dra. Beverly Crusher), personagens da série clássica “Star Trek: A Nova Geração”, que introduziu o personagem-título Jean-Luc Picard nos anos 1980. E embora o androide Data tenha sido desmontado, o ator Brent Spiner também está a bordo como outro robô criado pelo Dr. Soong na série clássica, o maligno Lore. Os tripulantes da NCC1701-D não compartilhavam uma missão conjunta há duas décadas, desde que a Paramount lançou o filme “Jornada nas Estrelas: Nêmesis” (2002), mas Picard encontrou Ryker e Troi – e conheceu a filha deles – na 1ª temporada da nova série, que ainda mostrou lembranças de Data. O atual reencontro é motivado por um filho desconhecido de Picard (Ed Speelers, também presente em “Você”), que é caçado por uma alienígena (Amanda Plummer, de “Pulp Fiction”) no comando de uma nave sinistra, que tenta impedir seu resgate e ataca a nave de Picard, vociferando planos de vingança e destruição contra a Federação dos Planetas Unidos. Mas o motivo de seu ódio contra o filho do antigo capitão da Enterprise D é cercado de mistério. O elenco ainda conta com duas atrizes que sobreviveram aos eventos das temporadas anteriores de “Picard”, Michelle Hurd (Raffi) e Jeri Ryan (Seven of Nine), e o retorno de Moriarty (Daniel Davis), o vilão de Sherlock Holmes, que foi criado artificialmente como um personagem para aventuras no Holodec e ganhou consciência própria na série original dos anos 1980. | CARNIVAL ROW 2 | AMAZON PRIME VIDEO O final da série de fantasia mostra um conflito definitivo entre a humanidade e criaturas das fábulas, com direito a ataques das fadas voadoras comandadas por Cara Delevingne (“Esquadrão Suicida”). A trama se passa em um mundo de fantasia vitoriano, de um século 19 estilizado, onde criaturas mágicas são reais, mas sofrem discriminação dos seres humanos, vivendo como imigrantes exilados em guetos nas grandes cidades. Orlando Bloom (“Piratas do Caribe”) interpreta um detetive humano que se apaixona pela fada interpretada por Delevingne e passa a viver entre os refugiados. Os dois também produzem a série, criada por Travis Beacham (“Círculo de Fogo”) e René Echevarria (que também criou “The 4400”). Os novos capítulos chegam cerca de três anos e meio depois da estreia da atração em agosto de 2019. A produção sofreu grande atraso devido à paralisação de todas as atividades em Praga, capital da República Tcheca onde a trama é gravada, durante a pandemia de covid-19. Os trabalhos já tinham começado quando o lockdown foi decretado em março de 2020. Com isso, todo a equipe se desmobilizou, voltando aos EUA e Reino Unido. As gravações foram retomadas só depois de três meses e encerradas apenas em setembro do ano passado. | FREERIDGE | NETFLIX O spin-off da série “On My Block”, que teve sua temporada final disponibilizada em 2021, acompanha um novo grupo de adolescentes de Freeridge, o bairro latino em que vivem os personagens da franquia. Os protagonistas são amigos que foram amaldiçoados e tentam de todas as formas quebrar a maldição, sempre piorando suas situações no processo. Apesar dessa premissa sobrenatural, a trama é bem mais leve e divertida que a série original. Criada por Jamie Uyeshiro, escritor das quatro temporadas de “On My Block”, a produção também chama atenção pela qualidade de seu elenco jovem, que inclui a cantora e atriz Bryana Salaz (“Resgate em Malibu”), Ciara Riley Wilson (“Kim Possible – O Filme”), Tenzing Norgay Trainor (“Boo, Bitch”) e Keyla Monterroso Mejia, pronta para estourar após uma participação recorrente e memorável na 11ª temporada de “Curb Your Enthusiasm”. | RED ROSE | NETFLIX O suspense juvenil britânico se passa durante um longo verão quente após o ensino médio, quando as amizades dos adolescentes são infiltradas pelo aplicativo Red Rose, que floresce em seus smartphones, ameaçando-os com consequências perigosas se não atenderem às suas demandas. O conceito do game terrível que surge das profundezas da dark web já circula há algum tempo em produções B (e C) de terror, mas os gêmeos Michael e Paul Clarkson se saem melhor com sua criação pela plausibilidade: adolescentes baixam um aplicativo mal-intencionado, acessam um site ou clicam em um link maligno, dando acesso à câmera e ao microfone de seus aparelhos, além do controle de suas mensagens e mídias sociais, para que pessoas nefastas os vigiem e os prejudiquem. O resultado é um “Pretty Little Liars” ainda mais perturbador, conduzindo o cyberbullying e o assédio a um nível totalmente novo. | A JOVEM DIABA | STAR+ A nova série de animação adulta criada por Dan Harmon (criador de “Rick & Morty”) gira em torno de uma garota vítima de bullying que descobre que é filha do diabo. Quando ela atinge a adolescência, seu pai se apresenta e a convida a assumir o legado de Anticristo, o que faz sua mãe vir em sua defesa. O elenco de vozes originais destaca Lucy DeVito (“Deadbeat”) como a protagonista e seu pai Dany DeVito (“Dumbo”) como o diabo. Já a mãe é interpretada por Aubrey Plaza (“The White Lotus”). O trio também produz a atração junto com Harmon.
Edgar Ramírez é “Um Homem da Flórida” em nova série da Netflix. Veja o trailer
A Netflix divulgou o pôster e o teaser da minissérie “Um Homem da Flórida” (Florida Man), que destaca o ator venezuelano Edgar Ramírez (“Dia do Sim”) no papel-título. A trama gira em torno do ex-detetive policial vivido por Ramírez, que precisa voltar relutantemente para sua casa na Flórida em busca de uma namorada fugitiva, interpretada por Abbey Lee (“Mad Max: Estrada da Fúria”). Mas a jornada rapidamente se transforma em uma missão perigosa, que envolve segredos de família. Desenvolvida por Donald Todd (criador de “Samantha Who?” e roteirista de “This is Us”) e com produção do ator Jason Bateman (“Ozark”), a série também inclui no elenco o veterano Anthony LaPaglia (“Desaparecidos”/Without a Trace), Otmara Marrero (“StartUp”), Lex Scott Davis (“The L Word: Generation Q”), Emory Cohen (“The OA”), Clark Gregg (“Agents of SHIELD”) e Paul Schneider (“Parks and Recriation”), entre outros. A estreia está marcada para 13 de abril.
Cissa Guimarães vai voltar às telas em duas séries da Globoplay
Cissa Guimarães vai retomar a carreira de atriz nas telas em dose dupla, após mais de uma década dedicada ao teatro e à função de apresentadora. Ela viverá uma juíza em duas séries da Globoplay: na 4ª temporada de “A Divisão”, que já foi gravada, e na vindoura “Veronika”. Seu último trabalho como atriz na TV tinha sido na novela “Salve Jorge”, em 2012. As duas séries compartilham o mesmo criador, José Júnior (do AfroReggae), que está construindo, série a série, um universo compartilhado no streaming. A elogiada série policial “A Divisão” retrata a Divisão Antissequestro do Rio na década de 1990, e tem episódios dirigidos pelo cineasta Vicente Amorim (“Motorrad”) e, a partir da nova temporada, Heitor Dhalia (“Serra Pelada”). Os episódios são estrelados por Silvio Guindane (“3%”) e Erom Cordeiro (“1 Contra Todos”) e trazem vários artistas convidados – até Dudu Nobre vai aparecer na 4ª temporada – para viver situações de sequestro. Em sua participação, Cissa vai interpretar uma juíza muito rigorosa que tem o filho sequestrado. Ao mesmo tempo em que precisa lidar com o desespero da situação, a personagem se vê num embate com a equipe da Divisão Antissequestro (DAS) por conta dos métodos utilizados para tentar solucionar o crime. A participação foi aprovada e ela vai retomar a personagem em “Veronika”, que gira em torno de uma advogada negra e moradora de uma favela que se envolve com o tráfico nos morros do Rio. A protagonista de “Veronika” é interpretada por Roberta Rodrigues (“Tô de Graça”), e o elenco também destaca Letícia Stiller como uma delegada envolvida na luta contra o crime organizado no Rio de Janeiro. Ainda não há previsão de estreia para nenhuma das duas produções.
Melhores séries da semana vão do rock a outros mundos
A programação de novas séries da primeira semana de março destaca produções musicais, sci-fi, comédia, thrillers criminais e animação infantil. Para fãs de rock, há “Daisy Jones & The Six”. Para quem prefere country, a biografia “George & Tammy”. E a sci-fi está representada pela volta de “The Mandalorian” e a estreia do reboot de “Quantum Leap”. Confira abaixo o que mais faz parte da seleção de 10 melhores novidades para descobrir no fim de semana. | DAISY JONES & THE SIX | AMAZON PRIME VIDEO Inspirada na banda Fleetwood Mac, a série musical acompanha uma banda fictícia dos anos 1970, debulhando seus bastidores como o enredo de uma boa novela, cheia de intrigas, brigas, romance, traições e excessos. Adaptação do romance de mesmo nome da escritora Taylor Jenkins Reid – também lançado no Brasil com o título em inglês – , a trama foca os altos e baixos de uma renomada banda liderada pela personagem do título, desde sua formação, seu sucesso repentino e sua separação. A narrativa se desenvolve em flashback, acompanhada por depoimentos dos personagens ao estilo de um documentário. Daisy Jones é descrita como uma garota que nasceu em uma família privilegiada e abandona os pais para seguir a carreira como cantora, começando a participar da cena musical roqueira de Los Angeles. Lá, ela se junta com um compositor em ascensão e ambos encontram sucesso numa parceria relutante, mas conforme o relacionamento começa a evoluir, as pressões da banda ameaçam implodir suas vidas pessoais. A atriz Riley Keough (“Mad Max: Estrada da Fúria”), neta de Elvis Presley, vive a cantora, enquanto o compositor, guitarrista e outra voz da banda, é vivido por Sam Claflin (“Enola Holmes”). O elenco também inclui participação de uma brasileira: Nabiyah Be, intérprete de Simone Jackson, a melhor amiga de Daisy. A atriz nasceu em Salvador e é filha do cantor de reggae jamaicano Jimmy Cliff com a psicóloga Sônia Gomes. “Daisy Jones & The Six” foi criada pela dupla Scott Neustadter e Michael H. Weber, roteiristas dos sucessos “A Culpa é das Estrelas” (2014) e “Artista do Desastre” (2017), e tem episódios dirigidos pela cineasta neozelandesa Niki Caro (do filme “Mulan” e da série “Anne with an E”). | GEORGE & TAMMY | PARAMOUNT+ A minissérie biográfica narra a trajetória da famosa cantora Tammy Wynette, conhecida como “A Primera-Dama da Música Country”. Muitas das suas músicas tratavam de solidão, divórcio e dificuldades nos relacionamentos, temas também abordados na série, que é focada justamente na sua turbulenta relação com o marido George Jones. A atração foi criada pelo roteirista Abe Sylvia em uma nova parceria premiada com Jessica Chastain após “Os Olhos de Tammy Faye”. A atriz venceu o Oscar pelo filme no ano passado e no último domingo (26/2) conquistou o SAG Award (prêmio do Sindicato dos Atores) pelo papel de Tammy. A série também é estrelada por Michael Shannon (“Entre Facas e Segredos”) no papel de George, além de contar com Steve Zahn (“The White Lotus”), Kelly McCormack (“Sugar Daddy – Na Busca de um Patrocínio”), Walton Goggins (“Os Oito Odiados”), Pat Healy (“Estação 19”), David Wilson Barnes (“The Son”) e Katy Mixon (“American Housewife”). Além disso, todos seus seis episódios são dirigidos pelo cineasta John Hillcoat (“Os Infratores”). | THE MANDALORIAN 3 | DISNEY+ A 3ª temporada da primeira série do universo “Star Wars” traz de volta Din Djarin e o “Baby Yoda” Grogu após suas participações coadjuvantes em “O Livro de Boba Fett” do ano passado. Continuação daquela série, os novos capítulos refletem a determinação de Djarin de recuperar sua honra após cair em desgraça no credo dos mandalorianos. Para isso, ele decide retornar ao devastado planeta Mandalore, mas a recepção não parece ser das melhores, com muitas cenas de tiroteios e um reencontro com Bo-Katan. Para completar, a produção também apresentará uma ameaça não revelada, que exige o envolvimento de Jedis, o retorno de rostos conhecidos e novos memes do pequeno Grogu. O elenco destaca Pedro Pascal (“The Last of Us”) como a voz do personagem mascarado do título, além de Carl Weathers (o Apollo de “Rocky”) como Greef Karga, Omid Abtahi (“Fear the Walking Dead”) na pele do sinistro Dr. Pershing, Amy Sedaris (“Unbreakable Kimmy Schmidt”) como a mecânica Peli Moto, Katee Sackhoff (“Battlestar Galactica”) na armadura da guerreira mandaloriana Bo-Katan e Giancarlo Esposito (“Better Call Saul”) de volta ao papel de Moff Gideon, vilão da 1ª temporada. Consagradíssimo, o primeiro hit da plataforma Disney+ venceu nada menos que 14 prêmios Emmy em suas temporadas já exibidas, incluindo dois troféus de Melhores Efeitos Visuais por seu trabalho inovador e revolucionário nesse departamento. | QUANTUM LEAP | GLOBOPLAY A série é continuação de uma produção cult dos anos 1990, também conhecida no Brasil como “Contratempos”, e parte da investigação do que aconteceu com o antigo protagonista da trama, o Dr. Sam Beckett (Scott Bakula), que há 30 entrou no acelerador Quantum Leap e desapareceu. Com a retomada do projeto, na esperança de desvendar os mistérios da máquina, um novo cientista (Raymond Lee, de “Here and Now”) acaba enviado pelo tempo, assumindo os corpos de diferentes pessoas em épocas variadas. O reboot tem produção de Steven Lilien (criador de “Deus Me Adicionou”), Bryan Wynbrandt (showrunner de “La Brea”) e Martin Gero (criador de “Blindspot”). O criador do “Quantum Leap” original, Don Bellisario, também está a bordo como produtor. E além de Lee, o elenco ainda inclui Anastasia Antonia (“Este Jogo Se Chama Assassinato”), Ernie Hudson (“Os Caça-Fantasmas”), Mason Alexander Park (“Sandman”), Jewel Staite (“Family Law”) e Georgina Reilly (“Murdoch Mysteries”). | A NOVA VIDA DE TOBY | STAR+ Também conhecida pelo título original de “Fleishman Is in Trouble”, a comédia traz Jesse Eisenberg (“Zumbilândia: Atire Duas Vezes”) e Claire Danes (“Homeland”) como um casal que precisa reorganizar a sua vida enquanto passa pelo estressante processo de separação. A minisssérie é baseada em um livro de Taffy Brodesser-Akner, que também criou a adaptação, e o ótimo elenco ainda conta com Lizzy Caplan (“Masters of Sex”), Josh Radnor (“How I Met Your Mother”), Adam Brody (“StartUp”) e Christian Slater (“Mr. Robot”). Os episódios são dirigidos por duas duplas famosas de casais cineastas, Shari Springer Berman e Robert Pulcini (de “O Diário de uma Babá”), e Jonathan Dayton e Valerie Faris (“A Pequena Miss Sunshine”). | THREE PINES | HBO MAX A série policial traz Alfred Molina (“Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”) como o inspetor-chefe Armand Gamache, um detetive da polícia canadense que vai investigar uma morte bizarra numa cidade rural idílica e tediosa, mas ao chegar lá se depara com uma epidemia de falecimentos com as mais diversas causas. Perplexo com a quantidade de mortes súbitas, beirando o sobrenatural, o detetive logo se depara com segredos há muito enterrados, mas para solucionar o caso precisará enfrentar alguns de seus próprios fantasmas. A produção canadense-britânica é baseada numa franquia literária da escritora Louise Penny e foi desenvolvida pela produtora-roteirista Emilia di Girolamo (“The Tunnel”), com realização da Left Bank Pictures, empresa por trás da premiada série “The Crown”. | LIAR | PARAMOUNT+ O suspense psicológico britânico originalmente acompanhava uma professora (Joanne Froggatt, de “Downton Abbey”) que acusava um renomado cirurgião (Ioan Gruffudd, de “Quarteto Fantástico”) de abuso sexual. Concebida como minissérie, a trama acabou estendida após a repercussão positiva (que rendeu até remake espanhol) e se transformou numa investigação de assassinato em seu segundo ano de produção. A trama elogiada foi escrita pelos irmãos Jack e Harry Williams, criadores de séries bem-sucedidas como “Missing”, “Baptiste”, “Angela Black” e “The Tourist”, com Jamie Dornan. A Paramount+ disponibilizou as duas temporadas completas, exibidas no Reino Unido entre 2017 e 2020. | BLACKOUT | HBO MAX O thriller alemão tem como ponto de partida um grande apagão na Europa, quando toda a energia do continente é desligada. O protagonista é um hacker que a polícia considera o maior suspeito. Mas enquanto ele foge, a Europa mergulha no caos e, em menos de uma semana, a situação se torna praticamente pós-apocalíptica. Premiada com três prêmios técnicos da Academia Alemã de Televisão, a atração é estrelada por Moritz Bleibtreu, famoso ator alemão (de “Corra, Lola, Corra” e “O Grupo Baader Meinhof”) que já fez vários filmes de Hollywood, como “Munique” (2005), “Guerra Mundial Z” (2013) e “A Dama Dourada” (2015), além de ter trabalhado com o brasileiro Fernando Meirelles em “360” (2011). | SEX/LIFE | NETFLIX Melodrama típico de novela disfarçado de produção “adulta” (temática sexual), a série começou como um triângulo amoroso envolvendo Sarah Shahi (“Pessoa de Interesse”), seu marido vivido por Mike Vogel (“Under the Dome”) e uma paixão nunca superada, interpretada por Adam Demos (“UnREAL”). E a química foi tão boa que Shahi e Demos acabaram se apaixonando na vida real, durante as gravações da atração da Netflix. O relacionamento foi assumido por Shahi em seu Instagram, ao desejar feliz aniversário para o namorado. A série é criação de Stacy Rukeyser, produtora-roteirista das séries teen “apimentadas” “Jogo de Mentiras” (The Lying Game) e “Twisted”, e retorna com um novo amante (Darius Homayoun, de “Teerã”) para a protagonista, após ela implodir seu casamento e perceber que errou o timing de sua decisão. | A PEQUENA ESPIÃ 2 | APPLE TV+ Animação estilosa, inspirada no design de desenhos dos anos 1960, “A Pequena Espiã” adapta um clássico da literatura infantil escrito por Louise Fitzhugh. Assim como no livro, a série se passa na Nova York da década de 1960 e acompanha as aventuras de Harriet M. Welsch, uma garotinha precoce de 11 anos que decide ser uma escritora-espiã e passa a observar tudo e todos à sua volta, registrando acontecimentos em seu diário e investigando casos suspeitos da vizinhança. Esta história já virou filme em 1996, estrelado pela então “pequena” Michelle Trachtenberg (depois irmã de “Buffy” e vilã de “Gossip Girl”). Na série animada, Harriet é dublada por Beanie Feldstein (“Fora de Série”).
Série “Daisy Jones & The Six” é baseada na banda Fleetwood Mac?
A série baseada no livro “Daisy Jones & The Six” estreou nessa sexta (3/3), na Amazon Prime Video, e levantou muitos questionamentos na cabeça dos fãs, que notaram diversas similaridades entre a história da banda fictícia dos anos 1970 vista na série com a banda real Fleetwood Mac. Aparentemente, não foi apenas coincidência. A escritora Taylor Jenkins Reid, autora do livro que deu origem à série, admitiu que a cantora Stevie Nicks, do Fleetwood Mac, tem sido uma grande fonte de inspiração em sua vida. Mas quais são as semelhanças e diferenças entre a história ficcional e a história real? Fleetwood Mac é uma banda da década de 1970, que teve seu auge após uma reformulação em 1974 com entrada da dupla folk Stevie Nicks e Lindsey Buckingham. Eles se juntaram a Mick Fleetwood e ao seu grupo, que na ocasião também incluía o casal John McVie e Christine McVie (recém-integrada no lugar do guitarrista Peter Green). Com essa formação, a banda estourou e foi responsável por grandes músicas, como “Rhiannon”, “The Chain” e “Go Your Own Way”. As semelhanças entre Fleetwood Mac e “Daisy Jones & The Six” são visíveis. Ambas as bandas são um quinteto de três homens e duas mulheres, incluindo uma mulher como vocalista. E alguns dos mesmos problemas enfrentados por Fleetwood Mac, envolvendo drogas, dinheiro, envolvimento amoroso, infidelidades, brigas internas e sucesso vertiginoso, também são vistos na trama fictícia da Amazon. Há ainda uma semelhança clara no figurino usado pela protagonista de “Daisy Jones & The Six”, interpretada por Riley Keough, e o visual de Stevie Nicks, com suas roupas de denim, calças boca de sino e cabelo comprido. Mas também existem algumas diferenças. Em “Daisy Jones & The Six” (spoiler!), a banda se separa em 1977, enquanto Fleetwood Mac durou mais do que isso. O primeiro hiato da banda aconteceu só em 1980. E mesmo assim os membros da banda continuaram a se apresentar e gravar juntos durante as décadas seguintes. Mas então de onde veio a inspiração para o livro? Em um artigo intitulado “Como Fleetwood Mac Influenciou Daisy Jones & The Six”, publicado após o lançamento do livro, a escritora explicou que o documentário do show de reencontro da banda, “The Dance”, estava passando na TV durante o verão de 1997, e foi lá que ela viu Nicks cantar “Landslide” pela primeira vez. “A iluminação estava fraca, ela estava com um vestido preto translúcido, o cabelo era grande e loiro. Ela dividia o palco apenas com Lindsey Buckingham, que estava um pouco afastado, acompanhando-a”, descreveu Reid. “Ela cantou com tanta fragilidade e, no entanto, parecia tão confiante e forte – e enquanto ela cantava, ela continuava olhando para Lindsey, sua expressão era calorosa e íntima, mas enigmática”. Reid acrescenta que “há dois anos, quando decidi que queria escrever um livro sobre rock’n’roll, eu continuava voltando para aquele momento em que Lindsey assistia Stevie cantar ‘Landslide’. Como parecia tanto com duas pessoas apaixonadas. E ainda assim, nunca saberemos realmente o que havia entre eles. Eu queria escrever uma história sobre isso, sobre como as linhas entre a vida real e a performance podem ficar borradas, sobre como cantar sobre velhas feridas pode mantê-las frescas”. Foi aí que nasceu a ideia para o livro, que tenta imaginar como seria o romance entre duas pessoas que tocam na mesma banda. É uma história ficcional, mas com um pé na realidade. “Comecei com o germe de Stevie Nicks, Lindsey Buckingham e Fleetwood Mac”, disse a autora em uma entrevista anterior concedida por seu editor. Ela também admite que começou seu processo de composição e pesquisa de “Daisy Jones & the Six” ouvindo o álbum histórico da banda, “Rumors”, e assistindo a uma “tonelada” de entrevistas arquivadas do Fleetwood Mac. “Foi o começo para mim porque é um álbum, mas… também é uma novela”, disse Reid sobre as letras das músicas. “As histórias acontecendo entre Stevie e Lindsey. E as coisas que estavam acontecendo entre Christine McVie e John McVie eram realmente fascinantes e transparecem nas músicas. Então comecei por aí.” A adaptação do livro para a série “Daisy Jones & The Six” foi feita pela dupla Scott Neustadter e Michael H. Weber, roteiristas dos sucessos “A Culpa é das Estrelas” (2014) e “Artista do Desastre” (2017), e tem episódios dirigidos pela cineasta neozelandesa Niki Caro (do filme “Mulan” e da série “Anne with an E”). A produção foi realizada pela empresa Hello Sunshine, de Reese Witherspoon (“The Morning Show”), e o elenco inclui Reiley Keogh (“Mad Max: Estrada da Fúria”), Sam Claflin (“Enola Holmes”) Suki Waterhouse (“Miss Revolução”), Camila Morrone (do remake de “Valley Girl”), Josh Whitehouse (que igualmente estrelou “Valley Girl”), Will Harrison “Madam Secretary”), Nabiyah Be (“Pantera Negra”) e Sebastian Chacon (“Penny Dreadful: City of Angels”). Confira o trailer abaixo.
Unstable: Trailer apresenta comédia de Rob Lowe e seu filho
A Netflix divulgou o pôster e o trailer de “Unstable”, série de comédia protagonizada pelo ator Rob Lowe (“9-1-1: Lone Star”) e seu filho, John Owen Lowe (“Resgate do Coração”). Todo o projeto foi idealizado pelos dois em parceria com o roteirista Victor Fresco (“Santa Clarita Diet”). A premissa do seriado é inspirada na forma como John Owen costuma zoar seu pai famoso nas redes sociais. A trama gira em torno de Jackson Dragon (John), um rapaz introvertido que vai trabalhar para seu excêntrico e bem-sucedido pai na tentativa de impedir um desastre na empresa da família. Ellis Dragon (Rob) é um empresário extremamente egocêntrico e admirado universalmente, mas que está enfrentando sérios problemas emocionais. Nessa atual cenário, só Jackson poderá salvar seu próprio pai, os negócios da família e ainda se impor como um homem adulto. Pai e filho já trabalharam juntos antes na série “The Grinder” (2015-2016) e na comédia “Resgate do Coração”, esta última lançada pela própria Netflix em 2019. Além da dupla, o elenco contará com as participações de Sian Clifford (“Fleabag”), Emma Ferreira (“Learn to Swim”) e Aaron Branch (“Christmas at the Ranch”). A série de oito episódios estreia na Netflix no dia 30 de março.
Trailer revela participação de Priscilla Presley na animação “Agente Elvis”
A Netflix divulgou novos pôster e trailer de “Agente Elvis”, uma nova série de animação “estrelada” por Elvis Presley. A prévia apresenta o elenco estelar da produção e revela que a personagem Priscilla é dublada por ninguém menos que ela própria, Priscilla Presley. Na premissa, o cantor troca seu traje de lantejoulas por uma mochila à jato ao entrar em um programa de espionagem do governo para ajudar a combater as forças do mal. Ao virar o agente Elvis, ele também passa a usar seus shows ao redor do mundo como disfarce para seu verdadeiro trabalho. Apesar da trama bizarra – e o fato de Elvis nunca ter feito turnês mundiais é a menor das liberdades – , a animação tem entre seus produtores a viúva do cantor, Priscilla Presley, que é creditada como criadora da atração. Mas o desenvolvimento é de Mike Arnold, autor de diversos episódios de outra famosa animação de espionagem, “Archer”. O elenco também destaca Matthew McConaughey (“Magnatas do Crime”) como a voz do cantor na produção, além de Kaitlin Olson (“It’s Always Sunny in Philladelphia”), Johnny Knoxville (“Jackass”), Niecy Nash (“The Rookie: Feds”), Tom Kenny (o “Bob Esponja Calça Quadrada”), Don Cheadle (“Vingadores: Ultimato”) e diversas estrelas convidadas – Ed Helms (“Se Beber, Não Case”), Simon Pegg (“Missão: Impossível – Efeito Fallout”), Kieran Culkin (“Succession”), Christina Hendricks (“Good Girls”), Craig Robinson (“Ghosted”) e até o cantor George Clinton, entre muitos outros. A estreia vai acontecer em 17 de março.
Trailer da última temporada mostra “Riverdale” nos anos 1950
O canal americano The CW divulgou o trailer da 7ª e última temporada de “Riverdale”. E a prévia, com direito a jukebox e rock’n’roll, mostra que a despedida de Archie e companhia vai se passar nos anos 1950. No vídeo, Jughead Jones (Cole Sprouse) informa que todos foram transportados no tempo para 1955, mas só ele preservou suas memórias, enquanto seus amigos assumem vidas e relacionamentos completamente improváveis – Archie (K.J. Apa) está noivo de Cheryl (Madelaine Petsch), por exemplo. Vendo o que está acontecendo, Jughead se desespera sem conseguir convencer os amigos que veio de 2023. Lançada em 2017, “Riverdale” reintroduziu o universo dos quadrinhos da Archie Comics na TV. Além da turma do próprio Archie, a série apresentou Josie e as Gatinhas e originou o spin-off “Katy Keene”, além de encorajar Roberto Aguirre-Sacasa a relançar Sabrina, a aprendiz de feiticeira, como uma série de terror adolescente na Netflix, em “O Mundo Sombrio de Sabrina”. Todas essas séries, porém, foram canceladas e “Riverdale” se despede junto da programação original do canal CW nos EUA. Após sua venda, o canal está passando por uma reformulação completa, visando trocar seu perfil característico de produções juvenis por atrações com apelo genérico.
O Rei da TV: Trailer da 2ª temporada destaca mais polêmicas de Sílvio Santos
A plataforma Star+ divulgou o pôster e o trailer da 2ª temporada da série “O Rei da TV”, sobre a vida de Silvio Santos, que despertou a href=”https://pipocamoderna.com.br/2022/10/serie-o-rei-da-tv-estreia-polemizando-com-familia-de-silvio-santos/”>reações negativas da família Abravanel. Os novos episódios mostram temas ainda mais polêmicos, como a candidatura de Sílvio Santos à presidência. Segundo a sinopse divulgada, o ressentimento de ter a intenção de virar presidente abortada teria sido a “motivação para transformar o SBT no canal mais assistido do Brasil, numa grande batalha que marcou a história da TV no país”. Para completar, a trama também vai mostrar o sequestro da filha Patrícia Abravanel, “transmitido ao vivo em rede nacional”, o prejuízo financeiro causado pelo Banco Panamericano e o relacionamento do apresentador com Gugu Liberato. Produção da Gullane, “O Rei da TV” destaca em sua equipe o diretor Marcus Baldini (“Bruna Surfistinha”) e o ator José Rubens Chachá (“Bom Dia, Verônica”) como Sílvio Santos. A estreia vai acontecer em 29 de março.
“Star Trek: Discovery” vai acabar na 5ª temporada
A Paramount+ anunciou que “Star Trek: Discovery” vai terminar em sua vindoura 5ª temporada, que será lançada no início de 2024. Lançada em 2017, a série ajudou a inaugurar a plataforma de streaming do conglomerado, originalmente batizada como CBS All Access, como sua primeira série original. Com seu fim, “Star Trek: Discovery” também será a última série da CBS all Access a encerrar sua exibição na reformulada Paramount+. Seu sucesso foi tanto que inspirou uma multiplicação de séries de “Star Trek” nos anos seguintes, ironicamente enquanto a versão cinematográfica da franquia amarga uma prolongada ausência das telas. “’Star Trek: Discovery’ é um eterno favorito na plataforma, próxima e querida pelas legiões de fãs de ‘Star Trek’, assim como todos nós aqui da Paramount+”, disse Tanya Giles, diretora de programação da Paramount Streaming, ao anunciar o fim da missão de cinco anos da Discovery nesta quinta (2/3). “A série e seu incrível elenco e criativos deram início a uma nova era para ‘Star Trek’ quando estreou há mais de seis anos, abraçando o futuro do streaming com narrativa serializada, trazendo à vida personagens profundos e complexos que honram o legado de Gene Roddenberry de representar a diversidade e a inclusão, e avançando a narrativa com a construção premiada de mundos. Esta temporada final verá nossa amada equipe embarcar em uma nova aventura, e mal podemos esperar para comemorar o impacto da série na franquia, levando ao ar sua temporada final no início do próximo ano.” David Stapf, presidente da CBS Studios acrescentou: “Quando começamos a falar sobre o retorno de ‘Star Trek’ oito anos atrás, nunca poderíamos ter imaginado o impacto indelével que ‘Star Trek: Discovery’ teria. A série trouxe de volta uma amada franquia global e, assim como seus antecessores, honrou ‘Star Trek’ e seu legado de ‘diversidade infinita em combinações infinitas’, representando o melhor do que poderíamos ser como humanos quando celebramos nossas diferenças. Gostaria de agradecer a Alex Kurtzman e Michelle Paradise, que lideraram esta série com coração, paixão e, como fãs, com narrativas vívidas – sempre prontos para ultrapassar limites como aqueles antes deles. E, finalmente, gostaria de agradecer a este elenco talentoso, liderado pela brilhante Sonequa Martin-Green, cuja liderança tanto na tela quanto fora dela ajudou a guiar o caminho desde o primeiro dia.” Os produtores executivos e co-showrunners Alex Kurtzman e Michelle Paradise também se manifestaram. “Como fãs de longa data de ‘Star Trek’, foi uma imensa honra e privilégio ajudar a trazer ‘Star Trek: Discovery’ para o mundo”, disseram. “O universo ‘Trek’ significa muito para muitos – inclusive para nós – e não poderíamos estar mais orgulhosos de tudo o que ‘Discovery’ contribuiu para seu legado, principalmente com representação. Se apenas uma pessoa se viu representada, ou vislumbrou as possibilidades positivas para seu futuro, teremos deixado Gene Roddenberry muito orgulhoso”. “É claro que não haveria ‘Discovery’ sem Sonequa Martin-Green e nossa extraordinária equipe de artistas, tanto na frente quanto atrás das câmeras, que deram vida a essa atração”, continuaram Kurtzman e Paradise. “Suas paixão e determinação para tornar cada episódio especial foram profundamente inspiradoras. A ‘Discovery’ tornou-se verdadeiramente uma família ao longo dos anos – e não poderíamos estar mais gratos por fazer parte dela”. “Para os fãs de todo o mundo, obrigado por se juntarem a nós nesta jornada incrível”, acrescentaram. “Seu amor por esses personagens e sua empolgação por cada episódio, cada temporada, significou o mundo para nós. Mal podemos esperar para você ver no que estamos trabalhando para esta temporada final. Agradecemos sua paciência enquanto isso e confie em nós quando dizemos que valerá a pena esperar. Nós amamos todos vocês!”, concluíram. A 5ª e última temporada encontrará a capitã Michael Burnham (Sonequa Martin-Green) e a tripulação da USS Discovery em uma aventura épica pela galáxia para encontrar um antigo poder, cuja existência foi deliberadamente escondida por séculos. Mas também há outros na caça – inimigos perigosos que estão desesperados para reivindicar o prêmio para si – e farão tudo para obtê-lo. Além de “Star Trek: Discovery”, a franquia também vai se despedir de “Star Trek: Picard”, que atualmente exibe os episódios de sua 3ª e última temporada. Já a novata “Star Trek: Strange New Worlds” foi renovada para sua 2ª temporada, e Kurtzman atualmente desenvolve novas séries. Uma delas seria passada na Academia da Tropa Estelar (“Star Trek: Starfleet Academy”) e outra na divisão de espionagem da Federação dos Planetas Unidos (“Section 31”), que deveria ser estrelada por Michelle Yeoh – mas a atriz talvez tenha ficado famosa demais para a série após a consagração de “Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo”. A franquia espacial ainda se estende por duas séries animadas: a comédia “Star Trek: Lower Decks” e a aventura “Star Trek: Prodigy”.












