“Bob Hearts Abishola” é cancelada na 5ª temporada
A rede americana CBS anunciou que a comédia “Bob Hearts Abishola” vai acabar em sua 5ª temporada, com o final da série marcado para 13 de maio. A comédia estrelada por Billy Gardell e Folake Olowofoyeku girava em torno do romance de “um cara americano” (leia-se homem branco) por uma enfermeira nigeriana (leia-se mulher negra). Seu cancelamento se junta ao fim anunciado de “Young Sheldon” para encerrar o reinado do produtor Chuck Lorre na TV aberta. Com a conclusão de ambos os programas, o antigo rei das comédias, que tinha dois blocos de séries na CBS, ficará sem nenhum programa no ar. Lorre também criou “Two and a Half Men” e “The Big Bang Theory”. Apesar de sumir da TV aberta, o produtor vai lançar uma nova comédia, “Bookie”, nesta quinta-feira (30/11) na plataforma Max. Ele também prepara um novo spin-off misterioso de “The Big Bang Theory”.
Morreu a atriz Frances Sternhagen, de “Plantão Médico” e “Sex and the City”
A atriz americana Frances Sternhagen morreu pacificamente na segunda-feira (27/11) de causas naturais, em sua casa em New Rochelle, Nova York, aos 93 anos. Ela era conhecida dos fãs de séries como a sogra de Charlotte (Kristin Davis) em “Sex and the City” e avó do Dr. Carter (Noah Wyle) em “Plantão Médico” (E.R.). Ela estabeleceu sua carreira de sucesso no teatro, muitos anos antes de passar para a televisão. Sternhagen estreou na Broadway em 1955 e recebeu seu primeiro Tony (o Oscar do teatro) em 1974 por seu trabalho em “The Good Doctor”, de Neil Simon. Ela voltou a ganhar novamente o troféu em 1995 por interpretar a viúva Tia Lavinia em um revival de “The Heiress”. Filmes marcantes A chegada no cinema aconteceu em 1967 como a bibliotecária perspicaz Charlotte Wolf em “Subindo por Onde se Desce”, de Robert Mulligan, produzido por Alan J. Pakula, com quem mais tarde retomou a parceria em “Encontros e Desencontros” (1979) e “See You in the Morning” (1989), ambos também produzidos e dirigidos por Pakula. Entretanto, seu papel cinematográfico mais lembrado é como a médica Dr. Marian Lazarus, que ajuda Sean Connery a resolver uma série de assassinatos em um remoto campo de mineração espacial no thriller de ficção científica “Outland: Comando Titânio” (1981). Ela ainda interpretou uma policial no famoso terror “Louca Obsessão” (1990), adaptação de Stephen King dirigida por Rob Reiner. Personagens televisivos Sua participação televisiva se intensificou a partir de 1986, quando foi escalada para viver a mãe do carteiro Cliff (John Ratzenberger) na 5ª temporada de “Cheers”. O papel se tornou recorrente e ela recebeu duas indicações ao Emmy de Melhor Atriz Convidada pelo desempenho. Em 1997, ela virou Milicent Carter, a avó do Dr. John Carter, grande protagonista da série “Plantão Médico”, gerando um participação que se estendeu por cinco temporadas e um total de 21 episódios. Paralelamente, a partir de 2000 também virou Bunny MacDougal, cuja proteção pelo filho Trey (Kyle MacLachlan) tornou a vida da nora Charlotte (Kristin Davis) um inferno em “Sex and the City”. Sem senso de limites, ela chegou a invadir o quarto dos recém-casados para entregar muffins frescos, apenas para encontrá-los no meio do sexo matinal. E foi novamente indicada ao Emmy por isso. Seu último papel marcante nas telas foi o de outra mãe, Willie Ray Johnson, genitora de Brenda Leigh Johnson (Kyra Sedgwick), líder do Departamento de Polícia de Los Angeles na série “Divisão Criminal” (The Closer), de 2006 a 2012.
Filme do ursinho Ted virou série. Veja o trailer cheio de palavrões
A plataforma americana Peacock divulgou o trailer de “Ted”, série sobre o ursinho de pelúcia desbocado, beberrão e maconheiro que protagonizou uma comédia de 2012 e sua continuação de 2015. A série é um prólogo passado em 1993, na época em que o ursinho ganhou vida – e quando seu amigo John Bennett (o papel de Mark Wahlberg no cinema) tinha apenas 16 anos. Cheia de palavrões, a prévia mostra como Ted levou John para o mal caminho ao tentar ajudá-lo a conseguir sexo e drogas. Elenco e produção O criador do personagem, Seth MacFarlane, volta a dublar Ted, repetindo seu papel do filme. Mas Mark Wahlberg, o dono de Ted, ficou de fora da produção. A nova versão de John Bennet é interpretada por Max Burkholder (“Uma Noite de Crime”). Além dele, a atriz Giorgia Whigham (de “O Justiceiro”) vive sua prima mais velha Blaire, uma estudante universitária “inteligente e politicamente correta” que mora com os tios e o primo, enquanto Scott Grimes (“The Orville”) vive o tio Matty, descrito como um “fanfarrão” metido à chefe da família, que não suporta ser contrariado – especialmente pela sobrinha Blaire. O elenco ainda inclui Alanna Uback (“Euphoria”) como a tia Susan, casada com Matty. Além de dublar Ted, MacFarlane escreve, produz e dirige os episódios, ao lado dos co-showrunners Paul Corrigan e Brad Walsh, dupla que trabalhou em “Modern Family”. A estreia está marcada para 11 de janeiros nos EUA e ainda não há previsão para o lançamento no Brasil.
HBO Max começa a gravar série sobre luta contra Aids no Brasil
A HBO Max divulgou a primeira imagem de “Máscaras de Oxigênio (Não) Cairão Automaticamente”, nova série brasileira (de título pouco comercial) da plataforma. A imagem reúne os três protagonistas, Ícaro Silva (“Cara e Coragem”), Bruna Linzmeyer (“Pantanal”) e Johnny Massaro (“Verdades Secretas”), caracterizados como seus personagens, e marca o começo da produção. Inspirada em histórias reais, a produção se passa durante a epidemia de Aids no Brasil nos anos 1980 e 1990 e vai refletir, além das dificuldades de tratamento da doença, o enorme preconceito relacionado ao diagnóstico e à comunidade LGBTQIAP+. Ao estilo do premiado filme americano “Clube de Compra Dallas” (2013), a produção vai mostrar a iniciativa de trabalhadores de empresas aéreas, que passaram a contrabandear o AZT, um medicamento ilegal no país na época, que era a única solução conhecida para enfrentar o vírus HIV. Massaro interpreta Fernando, um comissário de bordo que traz os remédios não autorizados no país para ajudar as vítimas da doença. Bruna também interpreta uma comissária de bordo, colega de Fernando. Já Ícaro dará vida a Raul, que trabalha numa boate que acolhe os doentes. O trabalho de pesquisa da série teve a contribuição da médica infectologista Márcia Rachid, autora do livro “Manual de HIV/Aids”. A direção é de Carol Minêm (“O Rei da TV”) com direção geral do cineasta Marcelo Gomes (“Joaquim”). Os roteiros são de Leonardo Moreira (“45 do Segundo Tempo”) e Patricia Corso (“Dissonantes”). A estreia está prevista para 2024.
“The Boys” vai ganhar spin-of mexicano do roteirista de “Besouro Azul”
“The Boys” vai ganhar mais um spin-off, desta vez passado no México. A Amazon encomendou a produção de “The Boys: México”, que está sendo desenvolvida pelo roteirista Gareth Dunnet-Alcocer, de “Besouro Azul”. A produção está a cargo dos atores Diego Luna (“Star Wars: Andor”) e Gael García Bernal \(“Lobisomem na Noite”). De acordo com o site americano Deadline, Diego e Gael também podem virar protagonistas da série, mas nada está definido ainda. Até o momento, a produção não teve nenhum detalhe de seu enredo revelado, além do fato de se passar no México. “The Boys: México” se junta a “Gen V” e à animação “Diabólico”, os dois primeiros spin-offs de “The Boys”. A série principal retorna em 2024 com sua 4ª temporada na plataforma Prime Video.
Berlim | Trailer revela volta de personagens de “La Casa de Papel”
A Netflix divulgou o pôster e o trailer de “Berlim”, spin-off da série “La Casa de Papel” que será estrelada pelo ator Pedro Alonso. A prévia mostra o protagonista explicando os planos de um grande assalto para sua equipe, composta por personagens inéditos, mas também revela o retorno de uma dupla conhecida. A trama é um prólogo centrado numa gangue anterior de Andrés de Fonollosa, antes dele se tornar Berlim, e vai girar em torno de outro plano infalível, desta vez envolvendo o assalto da “casa de leilões mais importante de Paris”. Elenco e produção A produção foi desenvolvida pelo criador de “La Casa de Papel”, Álex Pina, em parceria com Esther Martínez Lobato, roteirista-produtora da série original. Além do intérprete do ladrão de joias hedonista Andrés de Fonollosa, o elenco da atração inclui Michelle Jenner (“Isabel”) como Keila, especialista em eletrônica, Tristán Ulloa (“Fariña”) como o confidente de Berlim e professor filantrópico Damián, Begoña Vargas (“Bem-vindos ao Éden”) como a instável Cameron, Julio Peña Fernández (“Através da Minha Janela”) como o dedicado Roi e o estreante Joel Sánchez como Bruce, um homem de ação implacável. Além destes, as atrizes Itziar Ituño e Najwa Nimri retornam à franquia como Raquel Murillo e Alicia Sierra, respectivamente, inspetoras que investigaram os assaltantes de “La Casa de Papel” e, pelo visto, já perseguiam Berlim há algum tempo. A estreia está marcada para 29 de dezembro.
Trailer de documentário de Luísa Sonza volta a gerar ódio à cantora nas redes sociais
A Netflix divulgou o pôster e o trailer de “Se Eu Fosse Luísa Sonza”, série documental sobre a cantora, e a prévia provocou reações nas redes sociais. Numa criação irônica de metalinguagem, o vídeo que denuncia o ódio que ela sofre foi recebido com mais ódio. Os ataques variam de acusações de racismo – Luísa confundiu uma mulher negra com uma serviçal – até investimento em “limpeza de imagem”. Vale lembrar que ela se encontra supostamente longe das redes sociais devido ao massacre de ataques similares, que a acompanham desde o início de sua carreira por motivos menos nobres, como sua simples separação do humorista Whindersson Nunes. O vídeo, por sinal, revela participação de Whindersson na série. Os dois foram casados por cinco anos e, após a turbulência da separação, voltaram a ficar amigos. Além disso, em entrevista feita para o “Fantástico”, mas arquivada pela Globo, a artista disse que o episódio de racismo seria abordado pelo documentário. Com três episódios dirigidos por Isabel Nascimento Silva (“Primavera das Mulheres”), a produção mescla bastidores da vida pessoal e da carreira da artista. Mas não tem só fofocas. A atração também vai acompanhar detalhes do processo criativo do álbum “Escândalo Íntimo”, que deu o que falar e colocou todas as suas faixas no ranking do Spotify Brasil. “Se Eu Fosse Luísa Sonza” estreia no catálogo do streaming no dia 13 de dezembro de 2023. Veja abaixo o trailer, o pôster e um pouquinho da repercussão no X (antigo Twitter). seja racista, coloque a culpa na sociedade, chore ao vivo por uma traição armada e ganhe uma série na netflix KKKKKKKKK pqp vai se fuder — rasta (@rasta_ffc) November 11, 2023 Seja racista e ganhe uma série na Netflix, o Brasil realmente é uma merda — Maurício Fernandes (@maumauballo) November 10, 2023 E a série nova, aparentemente contando a história da Luisa Sonza na Netflix. Será que vai passar aquela parte q ela é racista? Minha fav pprt!! — 𝕮𝖍𝖎𝖓𝖎 (@Schinyi) November 11, 2023 É em comemoração ao mês da consciência negra, Netflix ? pic.twitter.com/87ZqHcqT6m — Madame Vastra ♍ (@maionese_verde) November 10, 2023 No mês da consciência negra é no mínimo um deboche. Se tocar no assunto certeza que vai ser claramente a Netflix patrocinado limpeza de imagem. Mau gosto de lançamento. Timming deselegante. — 🇵🇸 PALESTINA LIVRE! (@ap3n4sss) November 9, 2023 Tem muita grana investida nessa Luísa sonza né? Impressionante a estrutura de PR que movimentaram pra limpar a barra da gata e ela lançar um documentário na Netflix. Uma grana violenta gasta em pura mediocridade — chacal de mamy tchesca (@abruxaradpass) November 10, 2023
Agatha | Marvel revela primeiras cenas da série derivada de “WandaVision”
O Marvel Studios divulgou um vídeo com as primeiras imagens de “Agatha: Darkhold Diaries”, série derivada de “WandaVision”, focada na personagem Agatha Harkness. O vídeo integra o lançamento do Blu-ray de “WandaVision”, que chega nesta terça (28/11) às lojas dos Estados Unidos. O material inclui entrevistas com a atriz Kathryn Hahn, intérprete da personagem, e com a criadora da série principal e do spin-off, Jac Schaeffer. Elas explicam a origem da série derivada, enquanto cenas inéditas das gravações são exibidas. Kathryn Hahn fez muito sucesso em “WandaVision”. Ela foi indicada ao Emmy de Melhor Atriz Coadjuvante de Minissérie e sua música-tema, “Agatha All Along”, tornar-se um fenômeno pop, com vários remixes e covers publicados no YouTube. Composta pela dupla Robert Lopez e Kristen Anderson-Lopez (de “Frozen”), a canção venceu o Emmy de 2021 na categoria de Melhor Música Original. Novidades da série Além de contar com seu retorno ao papel da bruxa Agatha Harkness, a série também voltará a contar com Emma Caufield (a eterna Anya de “Buffy: A Caça-Vampiros”) como Dottie e Debra Jo Rupp (a Kitty Forman de “That ’70s Show”) como a Sra. Hart, e vai introduzir novos personagens vividos por Joe Locke (um dos protagonistas da série “Heartstopper”), Patti LuPone (“American Horror Story”) e Aubrey Plaza (de volta à Marvel após “Legion”), entre outros. A criadora de “WandaVision” – e roteirista de “Viúva Negra” – Jac Schaeffer também estará de volta para comandar o projeto. Introduzida originalmente como Agnes, a vizinha intrometida de Wanda e Visão, a vilã Agatha Harkness terminou “WandaVision” revelando-se uma bruxa poderosa, que estava disfarçada para estudar a heroína antes de enfrentá-la. Mas todo esse esforço dá em nada, já que Agatha acaba derrotada e forçada a assumir a personalidade fictícia de Agnes, sendo condenada por Wanda a viver o resto da vida como uma dona de casa suburbana como punição. Na nova série, Agatha finalmente se libertará do feitiço, mas antes que possa se vingar descobre que não tem mais seus poderes. Para recuperá-los, ela precisará embarcar em uma jornada perigosa “com a ajuda de um ou outro amigo inusitado”, segundo a sinopse oficial. A estreia é esperada apenas para outubro de 2024. Além dessa produção, a história de “WandaVision” também vai continuar em “Vision Quest”, minissérie estrelada por Paul Bettany como o Visão.
“Turma da Mônica: A Série” terá 2ª temporada com novo elenco
A semana começou com uma notícia tensa para os fãs de “Turma da Mônica: A Série”. Acontece que a produção ganhará uma 2ª temporada com o elenco totalmente renovado, ainda sem um motivo esclarecido. As informações foram dadas nesta segunda-feira (27/11) pela coluna Play, do jornal o Globo. Segundo a publicação, a Maurício de Sousa Produções já teria iniciado os testes para encontrar seus novos atores e começar os trabalhos ainda neste ano. A atriz Giulia Benite, que interpretava a Mônica, confirmou que o elenco original não deverá participar da produção. “Não, mores, não é com o mesmo elenco, mas vocês vão gostar anyway. Afinal, Turma da Mônica é Turma da Mônica, né? E está em boas mãos”, ela escreveu no X (antigo Twitter). A artista participou da 1ª temporada da série e dos filmes “Laços” e “Lições”. A Série A 1ª temporada de “Turma da Mônica: A Série” apresentou uma investigação liderada por Denise (Becca Guerra), a personagem fofoqueira do Bairro do Limoneiro, que procura pelo responsável por atrapalhar uma festa de Carminha Fru Fru (Luiza Gattai). Mas os suspeitos são ninguém menos que a Mônica (Giulia Benite) e sua turminha. Os episódios estão disponíveis na plataforma do Globoplay. não mores não é com o mesmo elenco, mas vcs vão gostar anyway afinal turma da mônica é turma da mônica né (e está em boas mãos https://t.co/7bDuEdXlIf — Giulia Benite (@giuliabenite) November 27, 2023
Morreu Marty Krofft, criador dos Banana Splits, “A Flauta Mágica” e “O Elo Perdido”
Marty Krofft, um dos nomes mais influentes na programação televisiva infantil, morreu no sábado (25/11) aos 86 anos, vítima de insuficiência renal. Em parceria com seu irmão Sid, Marty criou um império no entretenimento, marcando época com programas inesquecíveis como “Banana Splits” e “O Elo Perdido”. Nascido em Montreal em 9 de abril de 1937, Marty encontrou no teatro de marionetes, juntamente com Sid, um caminho para a criatividade e inovação. Banana Splits Os irmãos Krofft iniciaram sua carreira como fantocheiros e logo foram recrutados pela rede NBC em 1968 para criar as fantasias da parte live-action de “Banana Splits”. Psicodélica e inovadora, a série apresentava segmentos animados e um seriado de aventura live-action (“A Ilha do Perigo”) ancorados pela apresentação de quatro personagens carismáticos – o cachorro Fleegle, o gorila Bingo, o leão Drooper e o elefante Snorky. A genialidade dos Krofft se manifestou na criação desses personagens únicos e no design de suas fantasias. Cada personagem tinha uma personalidade distinta e, juntos, formavam uma banda de rock que encantava crianças – e enfrentava o clube das Uvas Azedas – todas as manhãs de sábado de 1968 a 1970. A série fez História ao introduzir um novo formato de entretenimento, com apresentadores de desenhos e contexto musical, estabelecendo um padrão para futuros programas infantis. Reprisada por várias décadas, é lembrada até hoje. A Flauta Mágica e os Monstros Marinhos O sucesso de “Banana Splits” abriu portas para que em 1969 os irmãos criassem “A Flauta Mágica” (H.R. Pufnstuf), uma série sobre um garoto náufrago em uma ilha mágica, que representou outro avanço significativo na televisão infantil da época. Combinando atores com personagens em fantasias extravagantes e um cenário muito colorido, a produção foi outra explosão psicodélica na telinha. A história girava em torno de Jimmy, um jovem que chega a uma ilha mágica após ser atraído por Witchiepoo, uma bruxa malvada, que deseja roubar sua flauta mágica falante. Logo ao chegar, Jimmy encontra Pufnstuf, um amigável dragão e prefeito da ilha, que o ajuda a tentar retornar para casa enquanto protege sua flauta mágica. Apesar disso, Jimmy nunca saiu da ilha, porque a série foi cancelada após 17 episódios. Em seguida, eles criaram “Buggaloos” (1970), sobre uma banda de rock formada por insetos, e “Lidsville” (1971), em que um adolescente vai parar num mundo de chapéus falantes. Ambas foram inovadoras e muitas vezes surreais, mas o melhor ainda estava por vir. Em 1973, os Krofft voltaram à fantasia sobrenatural com um projeto de dinâmica e visual semelhante à “A Flauta Mágica”: “Sigmund e os Monstros Marinhos”. A série acompanhava Sigmund, um amigável monstro marinho que foi expulso de sua casa por sua família por não querer assustar humanos. Ele logo encontra amizade em dois irmãos surfistas, Johnny e Scott, que o escondem em seu clube secreto. A série explorava temas como aceitação, amizade e a importância de ser verdadeiro consigo mesmo, tudo dentro de um cenário lúdico e colorido. Durou duas temporadas, até 1975, quando os Marty e Sid já estavam priorizando sua atração mais lembrada. O Elo Perdido Lançado em 1974, “O Elo Perdido” (The Land of the Lost) foi o projeto mais ambicioso dos Krofft e representou outro marco na programação infantil. Ambientada em um mundo pré-histórico, a série de aventura narrava as aventuras da família Marshall, que, após um acidente durante um passeio de bote, ia parar em uma terra desconhecida habitada por dinossauros, os misteriosos Pakuni (hominídeos com sua própria língua e cultura) e os temíveis Sleestak (reptilianos humanoides inteligentes que os caçavam). A mistura de ação ao vivo e efeitos especiais inovadores para a época tornaram a atração um fenômeno de audiência. A produção se destacou por seu uso pioneiro de efeitos especiais e animatrônicos, especialmente na criação dos dinossauros e dos Sleestak. Essa abordagem atraiu o público para acompanhar a jornada da família Marshall em busca do caminho de casa. Junto da aventura, a trama apresentava temas como cooperação, resiliência e a importância do conhecimento e da inovação. Além disso, cada personagem da família Marshall – Rick, Will e Holly – tinha suas próprias forças e vulnerabilidades, criando uma dinâmica familiar como poucas séries da época. Com três temporadas, “O Elo Perdido” não foi apenas um sucesso de audiência. Ele se tornou um elemento cultural significativo, evidenciado por sua popularidade duradoura, reprises, adaptações e a presença contínua na cultura pop. Outros projetos Além dessas produções emblemáticas, os Kroffts produziram uma variedade de outros programas nos anos 1970 – incluindo as sci-fi “The Lost Saucer” e “Far Out Space Nuts” em 1975, e vários projetos derivados da sitcom “A Família Brady” (The Brady Bunch). Destacam-se na lista “Mulher Elétrica e Garota Dínamo” (Electra Woman and Dyna Girl), uma série de super-heroínas da era das discotecas, que combatiam o crime com trajes estilosos, e “Dr. Shrinker”, sobre um cientista louco que inventa um raio redutor e encolhe um grupo de jovens. Ambas foram exibidas em 1976 e, embora não tenham repetido o sucesso das anteriores, também influenciaram produções que se seguiram. Nos anos 1980, eles buscaram variar suas produções com “Pryor’s Place”. Lançada em 1984, a atração era ambientada em um ambiente urbano e estrelada pelo renomado comediante Richard Pryor. Misturando humor, música e fantoches para tratar de questões importantes como bullying e inclusão, a produção foi outra iniciativa pioneira dos Krofft, reconhecida com uma indicação ao Emmy. Mas a presença de um astro conhecido por fazer humor adulto num programa infantil foi considerada ousada demais para o público conservador, fazendo com que só durasse uma temporada. Em compensação, os irmãos tiveram um de seus maiores e mais inovadores sucessos logo depois, juntando fantoches e sátira política. Diferentemente de suas produções infantis, “D.C. Follies” foi primeiro programa dos Krofft direcionado a um público adulto. Os episódios se passavam em uma taverna fictícia em Washington, D.C., onde marionetes de figuras políticas conhecidas interagiam com o barman humano, interpretado por Fred Willard. Os personagens representavam figuras políticas reais, como presidentes e jornalistas, e a série comentava, de forma humorística, os eventos e a política da época. Durou duas temporadas, de 1987 a 1989, e recebeu duas indicações ao Emmy. Exibida no começo da década de 1990, “Toby Terrier and His Video Pals” foi uma tentativa dos Krofft de se adiantarem às mudanças tecnológicas. A série girava em torno de Toby Terrier, um cão animado, e seus amigos, e foi uma das primeiras a incorporar interatividade, utilizando uma tecnologia especial que permitia às crianças interagir com o programa por meio de um brinquedo específico. Novamente, demonstraram estar à frente de seu tempo. Últimas produções Eles passaram vários anos fazendo especiais temáticos e programas musicais antes de emplacar outra série original, “Mutt & Stuff”, lançada em 2015 na Nickelodeon. Este programa infantil focava em Cesar Millan, conhecido como um “Encantador de Cães”, e seu filho Calvin, em um ambiente povoado tanto por cães reais quanto por fantoches caninos. Com viés educativo, o programa ensinava às crianças lições valiosas sobre o cuidado com os animais, amizade e respeito pela diversidade. Suas duas temporadas foram indicadas a quatro prêmios Emmy. Nos últimos anos, o catálogo clássico dos Kroffs também tem sido revisitado em vários projetos de remakes, desde o filme “O Elo Perdido” (2009), com Will Ferrell e Danny McBride, até a série “Sigmund e os Monstros Marinhos” (2016) na Amazon, sem esquecer um terror trash estrelado pelos personagens de “Banana Splits” em 2019. O legado de Marty Krofft vai muito além dos programas que ele criou. Produtor e roteirista, ele inspirou gerações de criadores de conteúdo e foi homenageado, junto do irmão Sid, com um Prêmio Especial em 2018 pelas realizações da carreira no Daytime Emmy, o principal prêmio da programação diurna da TV americana. Ainda vivo, seu irmão mais velho se despediu nas redes sociais com um texto emocionado. “Estou desolado com a perda do meu irmão mais novo. Sei o que todos vocês significavam muito para ele. Foram vocês que fizeram tudo isso acontecer. Obrigado por estarem conosco todos esses anos. Com amor, Sid.” Lembre abaixo a abertura de algumas séries clássicas concebidas com a criatividade dos Kroffts.
Raphael Logam vai estrelar série sobre capoeira na Star+
Raphael Logam vai estrelar uma nova série sobre capoeira, dirigida por Tomás Portella. Os dois já trabalharam juntos em “Impuros”. Na vida real, o ator é capoeirista. A produção está sendo desenvolvida para a plataforma Star+, que também exibe “Impuros”, e a cada semana ganha novas atualizações de elenco. A trama terá como pano de fundo os encontros para lutas clandestinas no Rio, no fim dos anos 1980. As gravações começaram nesta semana e o elenco também inclui Dan Ferreira, que na novela “Segundo Sol” interpretou um professor de capoeira, além de Bruno Gissoni, Rodrigo de Odé, Sérgio Malheiros, Danni Suzuki e Juliana Alves. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por 🎭 Raphael Logam 🎥 (@raphaellogam)
Série de Keanu Reeves em SP é abandonada após diretor torrar orçamento de US$ 60 milhões
A ambiciosa série “Conquest”, produzida por Keanu Reeves e filmada no Brasil, resultou em um grande prejuízo após o diretor Carl Erik Rinsch esbanjar um orçamento de mais de US$ 50 milhões. A produção, que não entregou nenhum episódio completo, foi exposta em uma reportagem do jornal The New York Times, destacando um caso extremo de má gestão e gastos descontrolados no setor de streaming. Rinsch, que anteriormente dirigiu “47 Ronins”, um filme mal recebido pela crítica e público, havia conquistado a confiança de investidores com promessas de uma série inovadora. Mas o projeto começou a desmoronar pouco tempo após o início das filmagens. Segundo o New York Times, Rinsch apresentava comportamentos erráticos e tomava decisões questionáveis. Seus métodos de trabalho, incluindo longas jornadas de filmagem e tratamento inadequado da equipe, geraram queixas e tensões no set. Durante uma sessão de filmagem na Romênia, a atriz principal foi hospitalizada com hipotermia após gravar uma cena ao ar livre em condições de frio extremo. Esse incidente refletiu a administração precária e a falta de atenção às normas de segurança e bem-estar da equipe. Socorro de Keanu Reeves Confrontado com ameaças de perda do controle do projeto por parte dos investidores iniciais, Rinsch buscou apoio adicional. Keanu Reeves, que se tornou amigo do diretor durante as filmagens de “47 Ronins”, interveio como investidor e produtor, na tentativa de salvar a série. O investimento de Reeves permitiu que Rinsch fizesse uma espécie de piloto inacabado da série, que posteriormente serviria como base para a apresentação de “Conquest” para as principais plataformas de streaming. Vislumbrando um grande potencial no projeto, a Netflix investiu US$ 61,2 milhões. Este valor foi estabelecido após uma concorrência acirrada com outros gigantes do streaming, como a Amazon. A empresa ofereceu a Rinsch não apenas um orçamento generoso, mas também o raro privilégio do controle final do projeto, uma concessão normalmente reservada a poucos diretores renomados. Além disso, pagou US$ 14 milhões para os investidores iniciais pelos direitos exclusivos da série. Crise em São Paulo Com o acordo firmado, a produção de “Conquest” tomou um novo rumo, iniciando as filmagens nas cidades de São Paulo, no Brasil, e posteriormente em Montevideo, no Uruguai, e em Budapeste. No entanto, essas novas etapas de produção trouxeram seus próprios desafios. Em São Paulo, por exemplo, o sindicato local da indústria cinematográfica interveio após receber reclamações sobre o tratamento de Rinschcom a equipe, caracterizado por gritos, palavras de baixo calão e irritação excessiva. As tensões também escalaram em Budapeste, onde Rinsch passou dias sem dormir e chegou a acusar sua esposa, Gabriela Rosés Bentancor, de tramar seu assassinato. Esses episódios apontavam para um comportamento cada vez mais errático do diretor, algo que mais tarde se revelaria em seus textos e emails, onde ele expressava teorias peculiares sobre a pandemia de Covid-19 e outros assuntos. Torrando dinheiro da Netflix Apesar do investimento substancial da Netflix, as filmagens de “Conquest” começaram a sofrer atrasos significativos. Rinsch alternava entre duas versões do roteiro, uma seguindo o plano original de 13 episódios e outra mais extensa que exigiria a aprovação de uma 2ª temporada. Diante das dificuldades em avançar com o projeto, a Netflix se viu numa posição complicada, tendo que decidir entre continuar financiando a produção ou arcar com o prejuízo do investimento já feito. A situação tornou-se ainda mais complexa quando Rinsch solicitou fundos adicionais, alegando que sem eles o projeto entraria em colapso. A Netflix cedeu e liberou mais US$ 11 milhões do orçamento para completar a série, elevando seu investimento total para mais de US$ 55 milhões só na produção. Só que, em vez de retomar as gravações, Rinsch teria usado todo o dinheiro em apostas arriscadas no mercado de ações e criptomoedas. Ele perdeu tudo o que investiu em Wall Street, mas a compra de Dogecoin deu certo, o que lhe rendeu US$ 27 milhões. Entretanto, o dinheiro não voltou para a produção, sengo gasto em carros de luxo, relógios e roupas de grife, levantando preocupações sobre a viabilidade e a gestão financeira do projeto. Problemas legais Em meio à crise, a esposa do diretor, a modelo e estilista uruguaia Gabriela Rosés Bentancor, que também era coprodutora da série, encerrou a parceria e o casamento com um pedido de divórcio. Acusando a mulher de conspiração, ele começou a dizer que tinha descoberto o mercanismo de transmissão secreta da Covid-19 e que era capaz de prever a queda de raios. À medida que os problemas se intensificavam, a Netflix tentou intervir. A produtora se viu obrigada a interromper o financiamento do projeto, marcando o fim de uma das mais tumultuadas produções da plataforma após esgotar as possibilidades de resgatá-la. A decisão resultou em uma disputa legal entre Rinsch e a Netflix, com o diretor alegando violação de contrato e buscando compensações financeiras. A empresa, por sua vez, nega as alegações e se defende, argumentando que Rinsch não cumpriu com suas obrigações contratuais. O caso vai a julgamento arbitral.
Estreias | 10 novidades da semana para ver no streaming
A seleção de novidades do streaming destaca cinco séries e cinco filmes. A lista passa por “Rio Connection”, coprodução internacional da Globoplay, e a biografia de Brigitte Bardot entre as séries, além da animação Leo e a comédia candidata a cult “Bottoms”, sem esquecer do blockbuster “O Protedor: Capítulo Final” e do documentário musical “Elis e Tom, Só Tinha que Ser com Você” em VOD. Confira abaixo lista completa dos melhores lançamentos da semana. SÉRIES RIO CONNECTION | GLOBOPLAY Ambientada nos anos 1970, a série nacional explora a intricada rede de tráfico de heroína estabelecida no Brasil, formando uma rota estratégica para os Estados Unidos. A obra é dirigida por Mauro Lima (“Meu Nome Não É Johnny”), destacando-se por sua alta qualidade de produção e um elenco que combina talentos estrangeiros e brasileiros. A trama se aprofunda na vida de três criminosos europeus – Tommaso Buscetta (Valerio Morigi), Fernand Legros (Raphael Kahn) e Lucien Sarti (Aksel Ustun), com a presença marcante da atriz Marina Ruy Barbosa no papel de Ana Barbosa, uma cantora de boate que navega entre o glamour e os perigos associados ao submundo do crime. Inspirada em eventos reais, a trama desenrola-se em torno do plano do famoso mafioso Tommaso Buscetta e seus comparsas para usar o Rio como conexão do tráfico internacional. A trama mergulha nos detalhes da operação criminosa, destacando a compra da droga a preços baixos e a revenda por valores elevados. A série também explora a complexidade dos personagens, evitando retratá-los como criminosos unidimensionais e oferecendo uma visão mais humana e empática de suas vidas, apesar de suas ações sombrias. Coprodução internacional com a Sony, apesar de brasileira a série é falada em inglês. Conta com oito episódios e também inclui no elenco Nicolas Prattes, Gustavo Pace e Alexandre David, interpretando policiais brasileiros, além de Maria Casadevall, Carla Salle, Felipe Rocha e Rômulo Arantes Neto. COMPANHEIROS DE VIAGEM | PARAMOUNT+ A minissérie adapta o romance homônimo de Thomas Mallon, ambientado em Washington, D.C., durante os anos 1950 – a era McCarthy, auge do conservadorismo americano – , mas também avança no tempo para os anos 1980, período de intensa homofobia. Distribuída em oito episódios, a história acompanha a longa e apaixonada relação entre dois homens, Tim (interpretado por Jonathan Bailey), um jovem idealista e católico, e Hawk (Matt Bomer), um charmoso operador político. Os dois personagens, vindos de mundos distintos, se envolvem em um romance intenso e condenado à tragédia. A adaptação foi criada pelo escritor Ron Nyswaner, conhecido por seu trabalho em filmes e séries de temas LGBTQIA+, com destaque para o premiado longa “Philadelphia” de 1993, que foi um marco na representação do HIV/AIDS no cinema. Sua história combina política, romance queer e suspense de espionagem, utilizando dois períodos sombrios da história dos Estados Unidos como pano de fundo. Apesar de se desenrolar em torno de eventos reais, como a caça às bruxas de McCarthy (anticomunismo como fobia social) e a crise da AIDS nos anos 1980, a atração não se limita a ser apenas uma reconstituição histórica ou uma peça moral sobre a crueldade do governo em relação à comunidade LGBTQIA+. Em seu âmago, está um romance verdadeiro e cativante, reforçado pelas atuações de Bailey e Bomer, com direito a cenas de sexo bastante gráficas. De fato, a dinâmica de poder na relação sexual entre Hawk e Tim é explorada sem suavizar as arestas para o público heterossexual, o que faz da série uma das representações menos comedidas do amor gay, destacando-se por abordar o assunto de forma ousada. BRIGITTE BARDOT | FESTIVAL VARILUX DO CINEMA FRANCÊS Trazida ao Brasil pelo Festival Varilux do Cinema Francês, a minissérie é uma homenagem à emblemática atriz Brigitte Bardot, destacando os primeiros dez anos de sua carreira. Criada pela veterana cineasta Danièle Thompson (roteirista dos clássicos “Rainha Margot” e “Prima, Primo”) e seu filho Christopher Thompson, traz a argentina Julia de Nunez no papel icônico. E em alguns momentos, é possível confundir as duas, ainda que o carisma único da verdadeira Bardot seja inimitável. O elenco também destaca Victor Belmondo, neto do lendário ator Jean-Paul Belmondo, como o cineasta Roger Vadim, primeiro marido e responsável por revelar a estrela ao mundo. “Bardot” aborda os aspectos cruciais e desafios enfrentados pela atriz na França dos anos 1950, uma época marcada pelo sexismo e a dominação patriarcal, e culmina na sua transformação em sex symbol internacional nos anos 1960. Além de recriar diversos papéis antológicos em clássicos como “E Deus Criou a Mulher” (1956), de Roger Vadim, “A Verdade” (1960), de Henri-Georges Clouzot, e “Desprezo” (1963), de Jean-Luc Godard, o enredo também explora a vida privada, relações amorosas e a maneira como Bardot lidou com a atenção intensa da mídia, destacando sua luta contra a objetificação e a busca por sua identidade em meio à fama avassaladora. A cinematografia e as atuações são pontos fortes da produção, que, apesar de uma abordagem tradicional, oferece uma perspectiva renovada sobre a jornada da estrela. Com seis episódios, a produção pode ser vista na íntegra e de graça no site do Festival Varilux do Cinema Francês (https://variluxcinefrances.com/) até o dia 22 de dezembro. DOCTOR WHO: THE STAR BEAST | DISNEY+ O primeiro dos três especiais de 60 anos de “Doctor Who” marca a estreia da franquia na Disney+ e o retorno triunfante de David Tennant como o Doutor, acompanhado por Catherine Tate como sua companheira Donna Noble. O episódio também é o primeiro de uma nova fase sob comando do renomado Russell T Davies, de volta para ditar os rumos da série clássica, que ele relançou em 2005. A trama baseia-se em uma história em quadrinhos de 1980 do Doutor, que foi atualizada para incorporar a versão de Tennant, considerado o melhor intérprete do protagonista (à frente da série de 2005 a 2010). A trama começa com o reencontro do Doutor e Donna, que não se veem há 15 anos, para resolver o mistério do acidente de uma nave espacial em Londres, e embora o episódio mantenha elementos clássicos de “Doctor Who”, como viagens no tempo e encontros com alienígenas, ele também aborda temas mais profundos relacionados à identidade e à humanidade. A história de Donna, que teve as memórias de suas aventuras apagadas e agora é casada e mãe, adiciona complexidade à personagem, enquanto Tennant traz uma nova profundidade a seu papel, mesclando traços dos Doutores que vieram após sua versão original. O episódio também introduz uma série de novos personagens, incluindo Yasmin Finney como Rose Noble, filha de Donna. E prepara terreno para mais dois especiais como parte das celebrações do 60º aniversário da série: “Wild Blue Yonder” e “The Giggle”. Este último traz Neil Patrick Harris como um vilão clássico, o Fabricante de Brinquedos (The Toymaker), visto pela última vez em 1966, e serve de passagem para um novo protagonista. O ator Ncuti Gatwa (o Eric de “Sex Education”) será o Doutor a partir da 14ª temporada, prevista para ir ao ar em 2024. Para quem não sabe, o artifício narrativo que justifica as mudanças de intérpretes é simples: sempre que o Doutor é ferido de morte, ele(a) se transforma em outra pessoa, ganhando não apenas nova aparência, mas também um nova personalidade, ainda que mantenha intacta toda a sua memória. O truque foi a forma encontrada pelos produtores para continuar a série quando William Hartnell (1908–1975), o primeiro astro de Doctor Who, resolveu largar o papel na metade da 4ª temporada original (exibida em 1966). ROUND 6: O DESAFIO | NETFLIX O reality de competição é baseado em “Round 6”, série de maior audiência da Netflix em todos os tempos, e acompanha 456 competidores em uma disputa por um prêmio de US$ 4,56 milhões, o maior já entregue numa disputa televisiva. A competição é realizada em um cenário que replica a estética da série, incluindo os uniformes e os designs dos ambientes, mas sem a natureza sinistra do torneio sangrento. Em “O Desafio”, a violência letal é substituída por tintas que simulam a morte dos competidores eliminados. O programa tenta encontrar um meio-termo entre as competições convencionais e o conceito distópico de “Round 6”, introduzindo elementos de drama e táticas psicológicas. As dinâmicas sociais e as estratégias de jogo são elementos-chave nos episódios, com alianças e habilidades interpessoais se mostrando tão importantes quanto a habilidade nos jogos. Entretanto, a produção também é uma contradição, pois indica que a Netflix não compreendeu a mensagem crítica da trama de Hwang Dong-hyuk. A obra sul-coreana foi aclamada por sua representação intensa e brutal de pessoas desesperadas, que participam de jogos mortais por uma chance de escapar de dívidas esmagadoras, servindo como uma alegoria do capitalismo e da desigualdade socioeconômica, onde a dignidade humana e a vida são sacrificadas por entretenimento. A trama critica a exploração dos desfavorecidos e a indiferença dos milionários, usando a violência extrema e as situações desesperadoras dos personagens para enfatizar seu ponto. Quando a Netflix transforma o conceito em uma competição real, em vez de um comentário sobre a desumanização e a exploração, “Round 6” se materializa como a mesma forma de entretenimento que, ironicamente, procurava condenar. FILMES BOTTOMS | PRIME VIDEO A nova comédia juvenil de Emma Seligman, que ganhou destaque com “Shiva Baby” em 2020, se passa no ensino médio, onde duas melhores amigas lésbicas, desajeitadas e desesperadas para perder a virgindade, tem a ideia de ensinar aulas de autodefesa para impressionar as líderes de torcida, mas logo viram catalisadoras de uma revolta feminista. Os papéis principais são vividos por Rachel Sennott, que foi a protagonista de “Shiva Baby”, e Ayo Edebiri, uma das estrelas da premiada série “O Urso” (The Bear), da Star+. Ao desenvolver a narrativa, a diretora quis explorar um gênero do qual os personagens LGBTQIA+ são historicamente excluídos, oferecendo uma visão crua e cheia de piadas sexuais explícitas, que contrasta com a inocência dos filmes de high school. A trama é centrada na busca de PJ e Josie pela atenção de Isabel e Brittany, as estrelas da equipe de torcida. Ao perceberem que as tentativas convencionais de aproximação resultam em fracasso, elas decidem criar uma aula de autodefesa, que rapidamente se transforma em um clube de luta. Logo, o projeto começa a ganhar vida própria, como um espaço para as personagens explorarem e expressarem sua raiva e frustrações, criando uma atmosfera de empoderamento feminino, ainda que sob pretextos questionáveis. Divertidíssimo e politicamente ousado, o filme caiu nas graças da crítica americana, atingindo 91% de aprovação no Rotten Tomatoes. Sua abordagem subversiva remete ao cultuado “Heathers” (ou “Atração Mortal”), lançado em 1989. Ambos abusam do humor negro para desafiar as convenções dos filmes sobre adolescente, apresentando uma narrativa cínica, personagens de moral ambígua e uma crítica mordaz à cultura do ensino médio americano. LEO | NETFLIX A animação produzida e estrelada (na dublagem em inglês) por Adam Sandler segue um lagarto de 74 anos que vive em um aquário na sala de aula de uma escola primária. Compartilhando o espaço com uma tartaruga chamada Squirtle (voz de Bill Burr), Leo tem passado seus dias observando gerações de alunos enfrentarem seus desafios juvenis. Tudo muda quando ele se dá conta de sua própria mortalidade e decide que precisa ver o mundo fora do aquário. Só que, na tentativa de fuga, Leo vacila e permite que as crianças descubram seu maior segredo: ele pode falar. Assim, o pequeno lagarto transforma-se em uma espécie de conselheiro para os estudantes que cuidam dele. O filme, dirigido por Robert Marianetti, Robert Smigel e David Wachtenheim, conhecidos por seus trabalhos no humorístico “Saturday Night Live” (SNL), especialmente nos segmentos animados, é moldado por uma série de vinhetas onde Leo ajuda os estudantes com seus problemas pessoais, variando de ansiedade a dificuldades de socialização. Cada criança que leva Leo para casa descobre que ele pode falar, mas é persuadida a acreditar que só ela pode ouvi-lo. Através dessas interações, Leo oferece conselhos e apoio, encontrando um novo propósito em ajudar...












