Dave Franco é viciado em heroína em trailers e imagens de drama indie
A Netflix divulgou o pôster, cinco fotos e o trailer de “6 Balloons”, drama indie em que Dave Franco (“O Artista do Desastre”) vive um viciado em heroína. O filme tem roteiro e direção de Marja-Lewis Ryan, que está desenvolvendo a sequência da série “The L Word”, e acompanha a personagem de Abbi Jacobson (série “Broad City”), uma mulher que precisa lidar com seu irmão viciado (Franco), enquanto tenta distrair sua filha pequena, ao longo de uma noite interminável. Exibido no Festival SXSW, “6 Balloons” será lançado no dia 6 de abril na Netflix.
Trailer apresenta documentário pós-gravidez da cantora Pitty
O documentário “Do Ventre à Volta”, sobre a cantora Pitty, ganhou o primeiro trailer. O filme é um registro do retorno da artista ao palco, um ano e meio após dar à luz à sua primeira filha, mostrando como a maternidade a transformou. Além de rock, o filme é marcado pelas dúvidas existenciais que afligem as mães do século 21, que tentam conciliar filhos pequenos e carreiras. Isso alimenta em Pitty inspiração para uma nova fase em sua carreira. Com direção de Otavio Sousa, o vídeo será disponibilizada na íntegra, de graça, nesta segunda (19/3), nos canais do Facebook e do YouTube da cantora.
Teaser de telefilme fantasia romance de Meghan Markle e o príncipe Harry
O canal pago americano Lifetime divulgou o primeiro teaser de “Harry & Meghan: A Royal Romance”, telefilme que fantasia o romance da atriz Meghan Markle (da série “Suits”) e o príncipe Harry. Brega de doer, da trilha melosa ao visual de entardecer de clipe de música country, a produção convida o público a assistir a história verdadeira de amor, antes do casamento real. O elenco traz a atriz Parisa Fitz-Henley (intérprete da bruxa Fiji na série “Midnight, Texas” e de Reva Connors em “Luke Cage”) como Meghan Markle, enquanto Murray Fraser (da minissérie “The Loch”) vive Harry. O telefilme vai mostrar como surgiu o romance, que gera atenção da mídia desde 2016, entre o príncipe britânico e a atriz plebeia, americana, divorciada e negra – tudo o que seria rejeitado pela monarquia no passado, o que dá à história um apelo de fábula de princesa. A produção era considerada inevitável, já que o Lifetime fez o mesmo com o noivado do irmão de Harry. “William & Kate: The Movie”, sobre o romance entre o Príncipe William e Kate Middleton, foi lançado 11 dias antes daquele casamento real. Já o novo filme, com direção a cargo de Menhaj Huda (da série “The Royals”), tem exibição marcada para 13 de maio nos Estados Unidos, seis dias antes do “sim” do novo casal da realeza britânica, marcado para 19 de maio.
Crítica americana destrói Krypton, pior série da DC Comics
A primeira série de super-heróis da DC Comics produzida para a TV paga é também a pior de todas. A crítica americana destruiu “Krypton”, repetindo o destino do planeta que nomeia a produção, que já surgiu explodindo em sua primeira menção nos quadrinhos há 80 anos. A série do canal pago SyFy conseguiu apenas 43% de aprovação na média do site Rotten Tomatoes. Até então, a crítica considerava “Constantine” a pior adaptação da DC Comics. Não por acaso, foi a única atração derivada dos quadrinhos da editora cancelada em sua 1ª temporada. O detalhe é que “Constantine” era “fraca” com aprovação de 72%. No contexto de outra atração atual que referencia Krypton, o abismo é ainda maior. “Supergirl” tem 93% de aprovação. E, anteriormente, “Smallville”, que também foi concebida como prólogo da história de Superman, tinha 90%. O que deu errado? No apanhado de reclamações, é possível listar o baixo orçamento, que faz com que muitas lutas pareçam acontecer no mesmo beco, a falta de talento do elenco, que atua como se estivesse numa peça da escola, e os roteiros fraquíssimos, que não sabem o que fazer com a premissa. É como se a série fosse aprovada pela sinopse e os roteiristas não soubessem como desenvolver o conceito inicial. “Uma perda de tempo”, “mais uma distopia futurista antiquada”, “premissa desperdiçada” e outros lamentos marcaram as avaliações da produção. “Qualquer série que pareça uma paródia já começa mal. Mas se essa série vai além, ao passar a impressão de que seus personagens foram criados sem a menor inspiração”, resumiu a revista The Hollywood Reporter. “Infelizmente, os temores sobre ‘quem ia querer assistir a uma série do Superman sem Superman’ são confirmados à medida que a trama avança”, sentenciou a revista Forbes. “Krypton” não tem nem sequer Jor-El, o pai de Superman. Ela segue o “avô adolescente” do herói. Por isso, falha em sua tentativa de se conectar com a mitologia dos filmes e dos quadrinhos. Por se distanciar muito no passado, impede o aproveitamento de personagens e tramas conhecidas. E o que decidiram fazer os produtores para contornar o problema que eles próprios criaram nessa abordagem? O velho truque do “Exterminador do Futuro”. Para fazer com que personagens contemporâneos dos quadrinhos possam interagir com sua criação, os produtores introduziram viagens no tempo. Assim, Adam Strange aparece como um Rip Hunter de terceira para levar a capa de Superman até seu avô, numa missão para avisar que uma ameaça do futuro pode destruir o planeta… Só faltou dizer “Venha comigo, se quiser viver”. A série foi criada por David S. Goyer (roteirista de “O Homem de Aço”) e Ian Goldberg (criador da série “Dead of Summer”), e destaca Cameron Cuffe (“Florence: Quem É Esta Mulher”?) como o protagonista Seg-El, além de Georgina Campbell (série “Broadchurch”) como Lyta Zod, membro do clã do General Zod. Já Adam Strange será vivido por Shaun Sipos (série “The Vampire Diaries”). Outros atores incluem Ian McElhinney (série “Game of Thrones”), Wallis Day (“Jekyll & Hyde”), Elliot Cowan (série “Da Vinci’s Demons”), Paula Malcomson (“Ray Donovan”), Ann Ogbomo (“Mulher-Maravilha”), Aaron Pierre (“Prime Suspect 1973”) e Blake Ritson (de “Da Vinci’s Demons”) como o vilão Brainiac, o tal exterminador que vem do futuro… A estreia está marcada para quarta (21/3) nos Estados Unidos.
Scandal encerra gravações e elenco compartilha bastidores do final da série nas redes sociais
A série “Scandal” gravou seu último episódio na sexta (16/3) e o clima de despedida contagiou as redes sociais. A criadora Shonda Rhimes e os protagonistas Kerry Washington e Tony Goldwyn compartilharam vários momentos dos bastidores do último dia da produção com seus seguidores no Instagram e no Twitter. Apesar do encerramento da produção, a série ainda tem mais um mês de episódios inéditos previstos para ir ao ar na TV americana. O capítulo final tem exibição prevista para 19 de abril na rede ABC. Confira abaixo as imagens dos bastidores do último dia de produção da série. “Scandal” é transmitida no Brasil pelo canal pago Sony. You’re welcome. #Scandal Uma publicação compartilhada por Kerry Washington (@kerrywashington) em 17 de Mar, 2018 às 1:25 PDT Then this happened. HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA #Scandal Uma publicação compartilhada por Kerry Washington (@kerrywashington) em 17 de Mar, 2018 às 1:42 PDT #Sholitz forever! #scandal #wrapday Uma publicação compartilhada por Tony Goldwyn (@tonygoldwyn) em 17 de Mar, 2018 às 1:26 PDT Oh Magoo. #scandal #wrapday Uma publicação compartilhada por Tony Goldwyn (@tonygoldwyn) em 17 de Mar, 2018 às 1:32 PDT Waiting for the last shot. #scandal #wrapday Uma publicação compartilhada por Tony Goldwyn (@tonygoldwyn) em 17 de Mar, 2018 às 12:32 PDT Last scene rehearsed. Can barely breathe. #scandal Uma publicação compartilhada por Shonda Rhimes (@shondarhimes) em 17 de Mar, 2018 às 1:20 PDT On the final shot of the second to last scene… Ish is getting real. ? #scandal #onelasttime Uma publicação compartilhada por Shonda Rhimes (@shondarhimes) em 17 de Mar, 2018 às 12:51 PDT Video Village isn’t usually this crowded. #LastShot #Scandal Uma publicação compartilhada por Tony Goldwyn (@tonygoldwyn) em 17 de Mar, 2018 às 11:16 PDT Standing room only behind the monitor for this final scene. #scandal #onelasttime Uma publicação compartilhada por Shonda Rhimes (@shondarhimes) em 17 de Mar, 2018 às 1:47 PDT And that’s a series wrap on #Scandal. Could not be prouder. Here is a shot of the Truman Balcony created by our amazing production crew. Thank you to every single person in our #scandalfam who helped bring this show to life. Uma publicação compartilhada por Shonda Rhimes (@shondarhimes) em 17 de Mar, 2018 às 3:24 PDT And that’s a wrap on #scandal. A lot of tears. A lot of love. Forever grateful for every second. — shonda rhimes (@shondarhimes) March 17, 2018 Heading home. This was the most unforgettable FRATURDAY ever!!!!!!!! #Scandal I’m overwhelmed with gratitude. — kerry washington (@kerrywashington) March 17, 2018
Nathan Fillion revive Firefly em participação na série American Housewife
O ator Nathan Fillion levou seus seguidores à loucura no Instagram, ao postar imagens em que aparece envergando o uniforme do capitão Malcolm Reynolds e num cenário que lembra a nave Serenity, da cultuada série sci-fi “Firefly”. Mas, apesar do frisson, não se trata de um revival da atração de 2003. A rede ABC tratou de desfazer o mistério, ao revelar que o ator fará uma participação na série “American Housewife” como “ele mesmo”. Junto dessa explicação, veio uma foto de Fillion com o uniforme do capitão da Serenity, abraçado ao elenco da sitcom. Provavelmente, a trama envolve a gravação de um episódio da série clássica. Ele vai aparecer em dois episódios vindouros de “American Housewife”, que servem de encerramento para a 2ª temporada da série. Após a revelação, o próprio Fillion brincou sobre a situação. “Não lembro dessa tripulante, mas vou embarcar nessa”, ele escreveu no Instagram, ao lado de uma imagem em que divide a cena com a atriz Katy Mixon, a própria “American Housewife”. “Firefly” teve somente 14 episódios produzidos em 2003 e foi cancelada pela Fox por baixa audiência. Mas ganhou um culto tão forte que acabou recebendo uma continuação no cinema dois anos depois – o filme “Serenity”. Apesar do longa tampouco ter virado blockbuster, transformou o criador da série (e também de “Buffy”) em diretor. Depois disso, Joss Whedon foi dirigir um filminho chamado “Vingadores”. Shh. Gimme a second to concentrate. It’s on the tip of my tongue. I wanna say, serendipity? #americanhousewife Uma publicação compartilhada por Nathan Fillion (@nathanfillion) em 14 de Mar, 2018 às 4:20 PDT A lot of this is aftermarket. #americanhousewife #firefly #mal Uma publicação compartilhada por Nathan Fillion (@nathanfillion) em 14 de Mar, 2018 às 6:31 PDT I don’t remember this crew member, but I’m just gonna go with it. #americanhousewife Uma publicação compartilhada por Nathan Fillion (@nathanfillion) em 15 de Mar, 2018 às 6:37 PDT Hey look, it's @NathanFillion with @KatyEMixon & @ImMegDonnelly on the set of @AmericanWifeABC! Stay tuned for more information on Nathan's upcoming guest starring role (as himself!) in two upcoming episodes of #AmericanHousewife #ABCPublicity pic.twitter.com/PAc6aRusGS — ABC Publicity (@ABC_Publicity) March 14, 2018
Promos de Fear The Walking Dead apresentam os personagens da 4ª temporada
O canal pago americano AMC divulgou dois novos vídeos promocionais de “Fear The Walking Dead”, centrados nos personagens da 4ª temporada. As prévias apresentam rostos, armas e algumas falas, que definem suas personalidades. Os vídeos também sugerem que a angústia e a desilusão são os pontos em comum que irão aproximar Madison (Kim Dickens) do renegado Morgan (Lennie James), que fará um crossover da série “The Walking Dead” para o spin-off. Mas ele não será a única novidade do elenco na nova temporada. Como mostram os promos, há três personagens inéditos, vividos por Maggie Grace (de “Lost” e “Busca Frenética”), Garret Dillahunt (série “The Gifted”) e Jenna Elfman (série “Imaginary Mary”). Maggie Grace interpreta Althea, “alguém excepcionalmente qualificada para sobreviver neste mundo por causa de quem era antes do apocalipse”, adiantou o co-showrunner Ian Goldberg. Garret Dillahunt é John, “uma alma gentil e inocente, mas que não desconhece a violência”. E Jenna Elfman vive Naomi, “uma sobrevivente que tem uma ótima razão para manter as pessoas à distância”. “Mesmo assim, ela acabará desenvolvendo algumas conexões que a surpreenderão com a família de Madison, especialmente um vínculo com a Alicia”. Eles se juntarão aos protagonistas Kim Dickens, Frank Dillane, Alycia Debnam-Carey, Colman Domingo e até Danay Garcia, intérprete da sumida Luciana, na luta pela sobrevivência no apocalipse zumbi. Os novos episódios de “Fear the Walking Dead” estreiam em 15 de abril nos Estados Unidos, com exibição logo após o final de temporada de “The Walking Dead”. Será a primeira vez que as duas séries serão exibidas no mesmo dia na TV americana, indicando que terão uma ligação forte, marcada pela presença de Morgan, num crossover significativo. E aí surge um detalhe inconveniente para os telespectadores brasileiros. “The Walking Dead” é exibido no Brasil pelo canal pago Fox. Mas “Fear the Walking Dead” passa no AMC brasileiro, que não está disponível na maioria dos pacotes de TV por assinatura. Além disso, o AMC anunciou que estreará a 4ª temporada do spin-off no dia 15, mas às 22h30, mesmo horário de “The Walking Dead” no país…
Rick e Morty enfrentam aliens com a violência de Tarantino no novo clipe de Run the Jewels
Os heróis da animação “Rick e Morty” embarcam em uma aventura interdimensional no novo clipe da dupla de rap Run the Jewels, no qual enfrentam alienígenas com a violência de um filme de Quentin Tarantino. O vídeo de “Oh Mama” foi dirigido por Juan Meza-León, que assina os episódios da série “Rick e Morty”. Na trama, o cientista louco Rick e seu neto Morty (ou uma versão alternativa dele) viajam pelo espaço para resgatar um embrião alienígena de uma boate sombria. Enquanto os protagonistas eliminam seus inimigos de outro mundo, Meza-León mescla referências visuais de “Pulp Fiction” e “Cães de Aluguel” com citações às franquias “Homens de Preto” e “Star Wars”. O lançamento antecipa o envolvimento do Run the Jewels com o primeiro festival do canal pago Adult Swim, que exibe a criação de Dan Harmon e Justin Roiland. O evento, que vai misturar música e animação, só vai acontecer em outubro. Mas os ingressos começaram a ser vendidos nesta semana.
Crossover de The Walking Dead e Fear the Walking Dead será exibido nos cinemas nos EUA
O canal pago americano AMC anunciou que irá exibir o final da 8ª temporada de “The Walking Dead” e o início da 4ª temporada de “Fear the Walking Dead” em sequência, como um filme, nos cinemas dos Estados Unidos. Isto indica que as duas séries terão uma ligação mais forte que se imaginava, num crossover significativo. A exibição cinematográfica ganhou até um cartaz (veja abaixo), que deixa claro como o fio condutor das tramas será a participação de Morgan. O personagem vivido por Lennie James vai sair da série principal para entrar no spin-off, e sua jornada deve conectar as duas séries. As sessões vão acontecer em 750 cinemas espalhados pelos Estados Unidos no dia 15 de abril, simultaneamente à estreia televisiva, mas sem intervalos e com 30 minutos de conteúdo extra, que será revelado posteriormente. As duas séries também serão exibidas, pela primeira vez, no mesmo dia na TV americana, emendando o final de temporada de uma com o início da outra. Geralmente, “Fear the Walking Dead” inicia uma semana após o final de “The Walking Dead”. E aí surge um detalhe inconveniente para os telespectadores brasileiros. “The Walking Dead” é exibido no Brasil pelo canal pago Fox. Mas “Fear the Walking Dead” passa no AMC brasileiro, que não está disponível na maioria dos pacotes de TV por assinatura. Além disso, o AMC anunciou que estreará a 4ª temporada do spin-off no dia 15, mas às 22h30, mesmo horário de “The Walking Dead” no país…
Todas as Razões para Esquecer é de partir o coração
É raro ver um filme brasileiro contemporâneo que trate com seriedade da questão da depressão. Antes, tínhamos Walter Hugo Khouri, que com frequência tratava do tema com profundidade. Por isso, o filme de estreia de Pedro Coutinho, “Todas as Razões para Esquecer”, merece a devida atenção, ainda que seja um trabalho pequeno e modesto. Os próprios motivos de o personagem de Johnny Massaro se ver em uma teia de tarjas pretas, psicoterapias e tentativas de encontrar um outro alguém podem parecer pequenos para muitos: o fim de um namoro de três anos. Quem já passou por esse tipo de situação, de sofrer muito com a ausência da pessoa amada, mesmo duvidando do quanto gostava dela, pode pelo menos se sentir nos sapatos do jovem rapaz. O fim do relacionamento, por iniciativa de Sofia (Bianca Comparato), foi algo tão surpreendente para Antonio (Massaro) que ele fica à deriva, sem saber para onde ir e o que fazer, embora acredite que sobreviverá a isso. Primeiro, ele experimenta morar provisoriamente na casa de um casal de amigos, mas o casal passa por uma crise e faz terapia, justo no momento em que ele chega. Ao menos, ele conhece a terapeuta, que tratará do seu caso também. As cenas com a terapeuta talvez sejam as menos interessantes do filme, mas são a partir delas que algumas perguntas funcionam como gatilho para que Antonio repense os motivos da separação e suas motivações para seguir adiante. Sem falar que há algo de patético na figura da terapeuta, que a torna especialmente interessante e um dos alívios cômicos do filme. Aliás, muito bom poder rir em alguns momentos também. Rir, junto com o personagem, ajuda o espectador a se aproximar mais dele, como na cena de tentativa de conversa com moças via Tinder. E, a partir dessa aproximação, somos também convidados a compartilhar com Antonio de seu momento mais fundo do poço, de muito choro e enfrentamento da dor. E ter um final tão belo e agridoce também ajuda a deixar mais simpático.
Daphne evidencia camada psíquica de uma juventude medíocre
Daphne é uma mulher jovem, que chega aos 30 anos bastante perdida, em relação a si mesma e ao mundo. Apesar de viver em Londres, uma cidade cheia de opções e possibilidades, sua vida é medíocre, de uma mesmice sem fim. Não tem planos claros de vida ou de carreira e a experiência amorosa inexiste. Resume-se a noitadas regadas a álcool, cocaína e outras drogas e sexo casual, sem compromissos. Um quadro de desencontros e alienação. Apesar de tudo, ou talvez por isso mesmo, a personagem Daphne, encarnada com brilho pela atriz Emily Beecham (a Viúva da série “Into the Badlands”), é muito interessante e envolvente. Estar desconectada de si e dos outros permite uma espécie de suspense por algo que possa surgir e como ela lidará com a nova situação. Quando a novidade aparece, a sensação do espectador é de frustração, já que Daphne é obrigada a se envolver num assalto com vítima que presenciou, mas ela não se compromete, nem demonstra intensidade de sentimentos. Tenta passar ao largo, mais uma vez. O registro do incidente, porém, trará consequências. Do nada, o serviço de saúde liga para o celular de Daphne, oferecendo psicoterapia para que ela possa lidar com a situação supostamente traumática. Ela, a princípio, nem quer saber do que se trata, depois, rejeita. Mas acaba aparecendo, mostra resistência ao tratamento e tudo o mais que se pode esperar desse tipo de personagem. No entanto, a verdade é que uma porta se abre e, mesmo a contragosto, pode se constituir numa saída para o impasse que era a sua vida. O que me parece importante ressaltar aqui é o quão valioso é um atendimento coletivo de saúde de qualidade. Proporcionado e, mais ainda, oferecido, até com insistência, a uma população que, de outro modo, não teria acesso a isso. Com as condições econômicas precárias da personagem e sem dar valor nem desconfiar do que poderia lhe trazer de benefícios, ela jamais buscaria esse tipo de ajuda, ou gastaria algum dinheiro nisso. Repetiria a busca pela via da droga, gastando seu dinheiro lá, ou numa opção religiosa fundamentalista, talvez. Reencenaria o círculo vicioso em que sempre esteve. O filme do diretor escocês Peter Mackie Burns, estreante em longa-metragem, escrito por Nico Mensinga, trabalha bem com uma personagem sem clichês ou estereótipos, que tem complexidade e vai além das aparências. Põe em evidência a realidade psíquica de uma camada feminina da juventude. São dois homens, mas a ideia de que só quem vive o problema de dentro é capaz de entendê-lo é falsa. Também são válidos os diferentes pontos de vista que podem oferecer-se para se compreender um determinado problema ou camada da realidade. Bom trabalho o desses homens que se propuseram a prescrutar o universo feminino, no filme “Daphne”.
Documentário resgata vida e morte intensas de Torquato Neto
A escolha do personagem Torquato Neto para um documentário não poderia ser mais feliz. O poeta, que viveu pouco, mas teve intensa e profunda atuação cultural, estava mesmo precisando ser lembrado e resgatado em sua obra, que envolvia música, como letrista, cinema, como criador e intérprete, jornalismo, com seus textos e poemas, e a produção cultural, de modo geral. Isso foi feito. O filme de Eduardo Ades e Marcus Fernando resgata a poesia e a prosa de Torquato Neto, na voz do ator Jesuíta Barbosa, e compreende a sua atuação por meio de muitos depoimentos e trechos de filmes em que ele participou, com o personagem do curta “Nosferato no Brasil” (1970), dirigido por Ivan Cardoso, e muitos exemplares do cinema marginal, com quem ele interagia, e do cinema novo. Sua vida cultural envolveu trabalhos com Edu Lobo, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Tom Zé, Jards Macalé, Wally Salomão, Hélio Oiticica, e muitos outros que compunham com ele a geleia geral brasileira do período em que ele viveu. Esse piauiense tão talentoso, inovador e provocador, suicidou-se aos 28 anos de idade, em 1972, e falar da sua vida é, inevitavelmente, falar dessa escolha, que sempre o acompanhou como ideia e que ele acabou por concretizar. Não há respostas, há tentativas de aproximação e entendimento. O que importa hoje é a obra que ficou, que é muito relevante e merece ser revisitada. Não faltam elementos, informações, referências visuais ao documentário “Torquato Neto – Todas as Horas do Fim”, mas ele seria mais interessante se tivesse se preocupado um pouquinho mais em ser didático, o que costuma ser mal visto pelos documentaristas atuais, mas que faz falta, muitas vezes. E não é nenhum pecado mortal, convenhamos. As falas, os depoimentos, são ouvidos quase o tempo todo, enquanto as imagens mostram filmes e fotos. Algumas vezes, aparece o nome da pessoa que fala, outras, não. Quem não identificar o tom de voz, fica sem saber quem está falando. Caetano, Gil, Tom Zé, têm timbres bem conhecidos e divulgados, outros, nem tanto. É possível dizer que o importante é o que se diz, não quem disse. Mas, sem dúvida, o espectador quer saber e tem esse direito. Outro aspecto que causa estranheza é a ausência de Edu Lobo no filme. A música de Torquato Neto que mais se ouve ainda hoje é “Pra Dizer Adeus”, parceria com Edu, tocada duas vezes no filme. Porém, a única referência a Edu Lobo na vida de Torquato é uma foto, junto com outras pessoas, e o crédito na música citada, ao final. Enquanto isso, Caetano e Gil aparecem prodigamente. Nada contra. Mas há um descompasso que poderia ter sido pelo menos compensado por alguma citação, se é que Edu não pôde ou não quis dar depoimento para o filme. Ficou faltando a sua presença, que certamente é menos provocadora, mas não menos importante. O tropicalismo, movimento que Torquato Neto ajudou a criar e militou culturalmente, tem grande destaque no documentário e as imagens dele, no papel de vampiro, perpassam todo o filme. As palavras que ele manejava como poucos inundam a tela. Ao final, um resgate bonito e necessário.
Vingadores 4 não é segunda parte de Guerra Infinita, garante diretor
O diretor Joe Russo, responsável pelos próximos dois filmes dos Vingadores com seu irmão Anthony Russo, dissipou rumores sobre “Vingadores: Guerra Infinita” e “Vingadores 4” serem duas partes de um mesmo filme. Em entrevista ao site Coming Soon, ele afirmou que os dois longas funcionam de forma independente um do outro. “É a mesma relação de ‘Capitão América: Soldado Invernal’ e ‘Capitão América: Guerra Civil’. Esses dois filmes também se relacionam, tem um fio narrativo que os conecta, mas ao mesmo tempo há uma independência em termos da experiência e para onde a história avança. Não é verdadeiramente uma relação de ‘parte I’ e ‘II’. Acredito que esse conceito de duas partes surgiu quando a Marvel decidiu que faria a culminação do Universo Cinematográfico num evento de dois filmes. Mas, conforme os desenvolvemos, eles acabaram se tornando duas produções individuais.” “Vingadores: Guerra Infinita” chega aos cinemas em 26 de abril e “Vingadores 4” tem estreia marcada para 2 de maio de 2019. Entre um e outro, a Marvel ainda lança “Homem-Formiga e a Vespa”, em 5 de julho, e “Capitã Marvel”, em 28 de fevereiro. Como “Capitã Marvel” é um “flashback”, passado nos anos 1990, o segundo filme do Homem-Formiga será o mais ligado aos eventos dos Vingadores.












