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Série

Yellowjackets mostra resgate e fantasmas do passado no trailer da última temporada

Nova prévia apresenta a readaptação das sobreviventes à vida escolar, com lembranças dos crimes cometidos na floresta e o retorno de um personagem morto

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Série

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6 de novembro de 2026
Filme

Brad Pitt enfrenta gângsteres em novo trailer da continuação de Era Uma Vez em… Hollywood

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6 de novembro de 2026
TV

Morre Nilton Travesso, um dos nomes mais importantes da TV brasileira, aos 92 anos

Diretor participou da fundação da Record e esteve por trás de programas históricos da Globo, além de novelas de sucesso da Manchete e do SBT

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6 de novembro de 2026
Música

Tony Bellotto desfalca show dos Titãs por recomendação médica

Guitarrista enfrenta câncer de pâncreas e não participará de apresentação em São José dos Campos

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6 de novembro de 2026
  • Série

    Revelação infantil do filme Projeto Flórida será protagonista de série de mistério da Apple

    18 de agosto de 2018 /

    A atriz mirim Brooklynn Prince, de apenas 8 anos, que mostrou seu talento precoce no filme “Projeto Flórida” (2017) e venceu o Critics Choice 2018 de Melhor Ator Jovem, vai dar vida à personagem principal de uma nova série de mistério da Apple. Ainda sem título, a produção é inspirada pela história real de Hilde Lysiak, uma menina de 11 anos que, obcecada em virar repórter, desvendou um crime sozinha. Ela conseguiu pistas e trouxe à tona os implicados num assassinato em sua cidade natal, Selinsgrove, Pensilvânia, publicando a notícia num jornal local que ela própria criou, o Orange Street News (conheça o site oficial). As habilidades de investigação de Hilde chamaram atenção da mídia nacional e internacional. Mas a história também atraiu muitos comentários negativos, que tentaram minimizar o feito. Hilde rebateu o pouco caso ao tornar sua reportagem viral. Hoje, ela lidera uma iniciativa para capacitar a próxima geração de influenciadores, ativistas e líderes dos Estados Unidos. A versão fictícia acompanhará uma menina que se muda do Brooklyn para a terra natal de seu pai, uma pequena cidade à beira do lago. Quando chega lá, sua perseguição obstinada pela verdade a leva a desenterrar um caso criminal que todos na cidade, incluindo o próprio pai, tentaram enterrar. A série foi criada pelas produtoras-roteiristas Dana Fox (do filme “Como Ser Solteira”) e Dara Resnik (da série “Castle”), e terá 10 episódios.

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  • Filme

    Terror de O Nó do Diabo mostra que o Brasil é um país assombrado pela injustiça social

    18 de agosto de 2018 /

    Muitas histórias de terror usam o arquétipo do “lugar ruim”: a casa assombrada, o cemitério, o castelo do cientista louco… E é sempre melhor quando eles têm uma história. Por exemplo, um dos mais famosos lugares ruins do terror, a Hill House do romance de Shirley Jackson – adaptado duas vezes para o cinema, no clássico “Desafio do Além” (1963) e no pavoroso, no mau sentido, “A Casa Amaldiçoada” (1999) – tinha uma história longa de eventos tenebrosos, exposta logo no início da obra, abrangendo várias décadas. Um catálogo de coisas ruins é um elemento que dá um sabor especial a um exemplar do gênero. O filme de terror brasileiro “O Nó do Diabo” é sobre um lugar ruim, e um lugar ruim com história. Uma fazenda, antigo engenho no sertão paraibano, serve como palco para cinco histórias assustadoras envolvendo o passado do lugar. As histórias se passam entre 2018 e 1818, regredindo no tempo, e sempre se relacionam de alguma forma ao trabalho escravo que havia no local. Trata-se de uma proposta não muito comum no cinema de gênero do Brasil, a de filme de antologia. Cada uma das histórias teve seu diretor – são eles Gabriel Martins, Ian Abré e Jhésus Tribuzi, com Ramon Porto Mota dirigindo duas – e seus próprios roteiristas, mantendo em comum os trabalhos do montador Daniel Bandeira, que confere um admirável ritmo fluido à produção – o filme chega a dar a impressão de ser mais curto do que as suas duas horas reais e as transições entre as histórias são suaves e inteligentes – e do diretor de fotografia Leonardo Feliciano, que explora de maneira brilhante tanto a luz quanto a escuridão, além de uma ou outra paisagem mais estranha. Ambos contribuem de maneira excepcional para o clima inquietante de maior parte da projeção, e esses dois elementos, a montagem e a fotografia, conferem ao filme uma unidade que filmes de antologia de terror no cinema dificilmente conseguem. O que também ajuda a manter viva a unidade temática central do projeto, a noção de um mal histórico, algo que se propaga no tempo e é tão essencialmente brasileiro. O mal da escravidão e das desigualdades sociais decorrentes assombra os personagens e está sempre presente como pano de fundo das histórias. A primeira delas, a atual, faz breves alusões à situação política conturbada dos últimos anos no país e toca de leve em questões raciais e econômicas, ressaltando a boa e velha capacidade do cinema de gênero de abordar essas questões, muitas vezes de forma até mais incisiva do que filmes, ditos, mais “sérios” e “elevados”. A tônica se mantém nas demais histórias, trazendo fantasmas; uma interessante desconstrução do espaço e tempo fílmicos (na quarta história); uma figura vilanesca vivida pelo ótimo ator Fernando Teixeira que, de maneira emblemática, aparece em todos os segmentos; e até zumbis na história final, com momentos que lembram o clássico “A Noite dos Mortos-Vivos” (1968) do norte-americano George A. Romero. É o tipo de filme que, quanto menos se falar das tramas, melhor para o espectador. Claro, nenhuma das histórias reinventa a roda – qualquer espectador mais escolado no gênero terror consegue adivinhar como elas vão se desenvolver, e há um pouco de desnível entre elas. A quinta e última acaba sendo a menos interessante, e nem todos os espectadores devem abraçar a “viagem” da quarta história. Mesmo assim, “O Nó do Diabo” merece elogios, e muitos, por ser tão consistente, interessante, bem defendido pelos seus atores e tão incisivo na sua visão compartilhada sobre o horror de se viver no Brasil. Um país onde a propriedade é colocada muito, mas muito mesmo, acima do ser humano, onde a violência é constante, e o passado escravocrata e de séculos de exploração ainda está vivo, um espectro pairando sobre a sociedade. No mesmo ano em que também tivemos o excepcional “As Boas Maneiras”, “O Nó do Diabo” é mais uma prova de que o horror cinematográfico no Brasil está muito vivo. E deve mesmo: afinal, a vida real e a História são fontes de inspiração quase ilimitada. Seria o Brasil mais um “lugar ruim”? Talvez não seja para tanto, mas com certeza é um lugar assombrado.

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  • Série

    DuckTales desvenda um dos maiores mistérios da Disney: que fim levou a mãe de Huguinho, Zezinho e Luisinho

    18 de agosto de 2018 /

    A série animada “DuckTales: Os Caçadores de Aventuras”, além de ser incrivelmente divertida, desvendou um dos maiores mistérios da história da Disney: que fim levou a mãe de Huguinho, Zezinho e Luisinho. O final da 1ª temporada, que foi ao ar neste sábado (18/8) nos Estados Unidos, pelo canal pago Disney XD, revelou o destino de Dumbela Pato (Della Duck, no original), a irmã do Pato Donald, após a falta de informações sobre seu sumiço angustiar Huguinho, Zezinho e Luisinho desde o primeiro capítulo. Já os leitores dos quadrinhos dos Patos da Disney sofrem com essa dúvida há quase um século. Afinal, o que teria levado a mãe dos patinhos a deixar seus filhos com o tio Donald nos anos 1930 e sumir? Várias teorias foram abordadas para justificar o abandono das crianças. E a série animada resolveu lançar mão de uma delas, publicada numa versão holandesa dos gibis do Pato Donald em 2014, sobre Dumbela ter virado astronauta e desaparecido no espaço – numa referência, por sinal, a um curta animado dos anos 1940, em que Donald revelou vir de uma família de pilotos. Esta trama é explorada, junto com a culpa do Tio Patinhas na história, com pistas reveladas ao longo de toda a temporada, pintando Dumbela como uma pata destemida e aventureira, que viveu grandes aventuras ao lado de Patinhas e Donald. O sumiço da irmã também seria a razão da mudança de comportamento de Donald, que virou um pato desanimado e medroso, bem diferente das histórias que os sobrinhos descobriram sobre o passado da família. O detalhe é que Dumbela não se perdeu no espaço para sempre. Ela foi parar na lua e o último capítulo da 1ª temporada marcou a primeira vez que ela falou numa animação. A personagem, que estreou muda em flashbacks da série, é dublada em inglês por ninguém menos que Paget Brewster, atriz da série “Criminal Minds”. E ela será personagem recorrente da 2ª temporada, já confirmada. O que representará uma reviravolta e tanto para a história dos Patos da Disney. Dumbella passará agora a viver, pela primeira vez, aventuras ao lado dos filhinhos – algo que já tinha sido antecipado pela versão em quadrinhos de “DuckTales” no começo do ano – , mudança que demonstra como os avanços justos do feminismo afetam até personagens centenários do entretenimento infantil. No Brasil, a série é exibida pelo Disney Channel.

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  • Filme

    Thomas Mann entra no elenco da nova versão de A Dama e o Vagabundo

    18 de agosto de 2018 /

    A Disney definiu quem viverá o dono da cachorrinha Dama na nova versão de “A Dama e o Vagabundo”. O ator Thomas Mann (de “Kong: A Ilha da Caveira”) viverá Jim Dear e será um dos poucos a aparecer de carne e osso na produção, já que os animais ganharão vida por meio de técnicas de captura de movimentos e animação computadorizada – mesma técnica de “Mogli – O Menino Lobo”, em que os animais falantes foram criados por animação digital e dublados por atores conhecidos. Na história, o personagem de Mann será casado com Darling, vivida por Kiersey Clemons (“Dope: Um Deslize Perigoso”). Já os cachorros do título serão dublados por Tessa Thompson (“Thor: Ragnarok”) e Justin Theroux (“The Leftovers”). Além deles, Ashley Jensen (“Extras”) foi confirmada no papel de uma cachorrinha Terrier escocesa chamada Jackie – no desenho de 1955, o personagem era um cachorro chamado Jock. No clássico animado de 1955, a Dama acaba na rua depois que seus donos têm um bebê. Ela é salva de uma matilha raivosa pelo Vagabundo, que lhe mostra que ser um cão sem coleira pode ser divertido. O filme apresenta uma das cenas mais icônicas da Disney: um jantar de espaguete romântico realizado em um beco, que inclui um dos beijos mais famosos da história do cinema. A nova versão tem roteiro de Andrew Bujalski, um cineasta indie premiado com o troféu John Cassavettes (para filmes feitos por menos de US$ 500 mil) no Spirit Awards 2013 pela comédia “Computer Chess”, e direção está a cargo de Charlie Bean, responsável pela animação “Lego Ninjago: O Filme”. Interessante reparar que essa equipe destoa muita das produções das demais refilmagens de desenhos do estúdio, que reúne cineastas renomados e grandes estrelas de cinema. Isso talvez se deva ao fato de o filme não estar sendo desenvolvido para o cinema, mas para a vindoura plataforma de streaming da Disney, prevista para 2019.

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  • Filme,  Série

    Filme Sexy Beast, que rendeu indicação ao Oscar para Ben Kingsley, vai virar série

    18 de agosto de 2018 /

    O filme britânico “Sexy Beast” (2000), lançado no Brasil com o mesmo título, virou projeto de série, numa parceria entre os estúdios Anonymous Content e Paramount Television, responsáveis por sucessos como “13 Reasons Why” e “The Alienist”. Filme de estreia do cineasta Jonathan Glazer (“Reencarnação” e “Sob a Pele”), “Sexy Beast” é um filme de gângsteres que rendeu até uma indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante para Ben Kingsley. Na trama, Ray Winstone vive Gal Dove, um ladrão que resolve se aposentar da vida do crime, saindo em férias com sua mulher e amigos para a Espanha. Mas seu antigo parceiro Don Logan (papel de Kingsley) quer que ele participe de um grande assalto em Londres e se recusa a aceitar “não” como resposta. Ian McShane também está no elenco com o poderoso chefão Teddy Bass, que se beneficiaria do crime. A série seria um prólogo que contaria o passado criminoso desses personagens, mostrando o começo da parceria entre Gal Dove e Don Logan, na época em que começam a trabalhar para o chefão Teddy Bass e Gal conhece e se apaixona pela estrela de cinema adulto DeeDee – sua futura esposa. Gal é um ladrão brilhante e Don é um gângster cruel, e a série vai explorar o complicado relacionamento do par, em meio à loucura sedutora do mundo criminoso de Londres durante os vibrantes e voláteis anos 1990. A atração está sendo desenvolvida por Michael Caleo, roteirista das séries clássicas “Rescue Me” e “Os Sopranos”, além do filme “A Família”, de Luc Besson, e será oferecida para interessados, visando um lançamento na TV paga ou em plataformas de streaming.

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  • Filme

    Tubarões atacam dinossauros no novo trailer do último Sharkanado

    18 de agosto de 2018 /

    O canal pago Syfy divulgou um novo trailer do sexto telefilme da franquia “Sharknado”. Intitulado “The Last Sharknado: It’s About Time”, a prévia promete encerrar a série de filmes trash com viagens no tempo. E a prévia mostra tubarões comendo dinossauros, enfrentando bruxaria medieval, lutando contra a independência dos Estados Unidos e virando robôs no futuro. Isto mesmo. Depois de expandir as fronteiras dos ataques de tubarões voadores para o mundo, incluindo o Rio de Janeiro no filme anterior, os Sharknados agora atacam também no passado e no futuro. A continuação é novamente dirigida por Anthony C. Ferrante e volta a contar com os protagonistas Ian Ziering (série “Barrados no Baile”), Tara Reid (“American Pie: O Reencontro”) e Cassandra Scerbo (série “Make It or Break It”), especialistas na catástrofe inusitada dos tornados repletos de tubarões, criados por condições meteorológicas bizarras. A exibição do besteirol está marcada para domingo (19/8), inclusive no Brasil – com transmissão às 22h, também no Syfy.

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  • Etc

    Nick Jonas compartilha fotos de sua festa de noivado indiano com a “futura Sra. Jonas”, Priyanka Chopra

    18 de agosto de 2018 /

    Oficializou. O cantor e ator Nick Jonas (“Jumanji: Bem-Vindo à Selva”) abriu seu coração ao confirmar o noivado com a atriz indiana Priyanka Chopra (da série “Quantico”) em seu Instagram. Ele postou fotos românticas com a noiva e escreveu “A futura Sra. Jonas. Meu coração. Meu amor”. Entre as imagens de seu Instagram, também apareceram cenas da festa do noivado na Índia, com a reunião das famílias dos dois noivos e muita oração, em clima tradicional indiano. “Oração, família e amados como as fundações para este novo capítulo”, ele descreveu. Veja abaixo. Os rumores em torno do relacionamento do casal circulavam desde 2017 após os dois irem irem juntos ao baile de gala do Met. Na ocasião, a atriz negou seu envolvimento com o músico: “Nós dois estávamos vestindo Ralph Lauren e decidimos ir juntos. Foi divertido”, ela despistou. Mas os dois estavam realmente juntos há pelos menos três meses. Inclusive, passaram parte dessa fase romântica no Brasil. Ela viajou exclusivamente para acompanhar o show do agora noivo no país, que aconteceu há cerca de dois meses. Future Mrs. Jonas. My heart. My love. Uma publicação compartilhada por Nick Jonas (@nickjonas) em 18 de Ago, 2018 às 2:45 PDT

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  • Filme

    Desobediência marca a estreia provocante de Sebastian Lelio em inglês

    18 de agosto de 2018 /

    Não é exagero dizer que o diretor chileno Sebastian Lelio é visto pelo mercado internacional como um dos novos cineastas mais relevantes do momento. Seus dois longas anteriores, “Gloria” (2013) e “Uma Mulher Fantástica” (2017) rodaram diversos dos festivais mais prestigiados do mundo, culminando com o Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira em 2018. “Desobediência”, seu primeiro longa falado em inglês, vem como a grande prova do diretor até então, tendo que demonstrar que permanece com o mesmo espírito e criatividade que fez com que se destacasse ainda no Chile, e que também é capaz de dar conta de uma produção claramente mais cara, com mais obrigações a cumprir, com estrelas internacionais no elenco, etc. Lelio demonstra segurança, e faz um filme com temática e estilo muito parecidos ao que realizou anteriormente. Sua elegância nos cortes, na maneira de apresentar os personagens e deixar que os subtextos falem por si, e na direção de atores permanecem elogiáveis. É frustrante, porém, que tantas qualidades sejam colocadas em risco por um terceiro ato expositivo e convencional. Ronit (Rachel Weisz) é uma fotógrafa que mora em Nova York. É uma mulher forte e independente, que saiu de casa há muitos anos e leva a vida do jeito que quer. Ela é informada que seu pai morreu, o que a faz retornar ao lugar de onde veio, uma comunidade tradicional judaica, com regras muito rigorosas, principalmente para as mulheres. Seu pai era o líder, e seu retorno causa muitas dúvidas e desconfiança a todos. Nesse ambiente agitado, ela reencontra seu irmão, Dovid (Alessandro Nivola) e uma amiga de infância, Esti (Rachel McAdams), com quem havia tido um romance na época. O que ela não sabia é que os dois agora são casados, e a relação entre Ronit e Esti fica mais complexa após o retorno da fotógrafa. Quando focado na impossibilidade das personagens em serem felizes, e na conseguinte desobediência às leis, o filme é poderoso. Lelio constrói muito bem, de maneira cadenciada, a reaproximação de Ronit à comunidade, demonstrando visualmente, e através da expressão de Weisz, o quanto ela é diferente daquele lugar. Sua antiga casa é um lugar de cores frias, com atmosfera austera, clima denso – até por conta do luto – o que contrasta de maneira radical com os cenários que tem ao seu alcance em Nova York. E assim também são as pessoas para com ela, que possuem questões, dogmas, que representam uma vida a qual ela não pertence. Reencontrar seu irmão e um antigo amor nessas condições estabelece uma gama de questões em jogo, até numa conversa banal na cozinha, que demonstram perícia de Lelio para criar situações em que a compreensão de que o que não é dito é mais urgente do que o que se ouve. A delicada condução da relação entre Ronit, Esti e Dovid demonstra que a busca pela felicidade é a mesma para todos, mas as condições sociais em que cada um se insere modifica de maneira decisiva o trajeto. São três pessoas claramente honestas, que se importam pelas demais, mas que ferem o outro apenas por seguirem o que acreditam, ou por seguirem sua busca pessoal pelo que as faz felizes. É importante ressaltar as atuações de Weisz, McAdams e Nivola, que mesmo que tenham sido exigidos por conta de personagens com dramas intensos, conduzem-se longe do histrionismo, direcionando essa intensidade para as expressões, olhares, silêncios. As cenas possuem densidade dramática muito bem conduzida, afastando maniqueísmos, tornando a relação entre eles adulta, amarga e dolorida, pois assim é a vida. E exatamente por ser um trabalho de sutilezas, é bastante provável que sejam ignorados em premiações por aí. Há ecos inevitáveis de “Azul É A Cor Mais Quente” por conta do teor sexual que interliga as três personagens. Tal escolha oferece mais matizes sobre cada um, e dialogam com o sermão que ouvimos no início, sobre o equilíbrio entre o instinto e a obediência. E ocasionam a melhor cena do filme, a que as personagens mais se revelam. Fica difícil falar sem expor a trama, mas é realmente decepcionante o terceiro ato, quando toda a sutileza é colocada de lado para criar momentos de emoção imediata, jogando fácil pra que lágrimas venham ao fim. É tão complicado que faz com que se reveja detalhes dos personagens, se crie dúvidas em relação ao que vimos anteriormente, pois não se tratam de contradições dos personagens, ou novos fatos, mas sim uma maneira malsucedida de chegar a um final que concilia as coisas, com tudo ficando bem na medida do possível. É quase outro filme, outro jogo. Quase como se Lelio achasse que se o desfecho fosse com a mesma secura, poderia afastar a audiência. Infelizmente conseguiu efeito reverso. Torço pra que a trajetória “americana” de Lelio seja bem sucedida, caso ele decida permanecer fazendo filmes por lá. “Desobediência” é um filme elogiável, mesmo com deslizes, ficando acima da média da produção americana. Não é tão bom quanto “Gloria”, mas tem algo diferente a oferecer.

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  • Filme

    A Outra Mulher faz comédia leve sobre a força do desejo

    18 de agosto de 2018 /

    O ator e diretor Daniel Auteil explora, na comédia francesa “A Outra Mulher”, o filão daquilo que acontece quando uma atração bate forte e de forma inesperada. Daniel (Daniel Auteil) vive bem com a esposa Isabelle (Sandrine Kiberlain) e tudo segue tranquilo até que o grande amigo Patrick (Gérard Depardieu), que se separou da esposa, aparece com a nova namorada. A esposa de Patrick é amiga de Isabelle, de modo que a separação não foi bem vista. Patrick, porém, insiste em ir jantar na casa de Daniel, para apresentar ao casal seu novo amor, Emma (a espanhola Adriana Ugarte). Parece justo. Afinal, ele tinha o direito de reconstruir sua vida amorosa. Ocorre que Emma é uma daquelas mulheres jovens, lindíssimas, de corpo escultural, e Daniel simplesmente não resiste. Impulsionado pelo desejo, passa a imaginar coisas, sonhar acordado, e se entrega da forma mais óbvia. O filme explora seu comportamento bizarro, seus atos falhos, sua sem-graceza e os estragos que tudo isso causa. A maior atingida será a própria Emma, que terá seu vestido emporcalhado pelas trapalhadas do novo amigo desejante. A comédia vai bem, é divertida, ao expor a vulnerabilidade de quem deseja, sem conseguir se controlar. Mostra como a atração sexual pode atropelar princípios, planos e comportamentos, quando é avassaladora. E que isso pode acabar pondo a vida de cabeça para baixo. Ou não. Haverá tempo de reconstruir as coisas, se desfazendo dos equívocos? Ou terá sido só coisa da cabeça, da imaginação, do sonho? Um time de atores e atrizes charmoso e competente contribui para fazer o filme fluir com leveza e graça. Despretensioso, mas bom entretenimento.

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  • Filme

    A Festa ironiza intelectuais e poderosos de partidos políticos

    18 de agosto de 2018 /

    “A Festa” é uma comédia irônica, de sorrisos, não de gargalhadas. Ao revelar-nos um universo perverso, que escamoteia todas as questões, o que fica é só aparência e vazio. O que é objeto de reflexão sobre o mundo dos bem-sucedidos e poderosos. Um encontro íntimo reúne sete amigos, com a intenção de celebrar a ida de Janet (Kristin Scott Thomas) para o prestigioso Ministério da Saúde, no Reino Unido. É bom lembrar que o atendimento britânico de saúde é referência mundial . Pois bem, o filme tratará de pôr em cheque isso também. O mais importante é que uma doença terminal, revelações sobre uma gravidez inesperada, infidelidades várias, lesbianismo e dependência de drogas serão elementos detonadores dessa celebração. O desnudamento da burguesia poderosa que o filme apresenta faz lembrar o mestre espanhol Luís Buñuel e seu estilo corrosivo. No entanto, aqui não há propriamente surrealismo ou non sense. Tudo se dá numa dimensão que cabe no terreno racional. Com dificuldade, é verdade, mas cabe. O mais próximo do surreal é o ótimo personagem de Bruno Ganz, Gottfried, com sua energia positiva descolada da realidade, sua atitude de autoajuda e suas crenças alternativas. Já a militante do partido que vai virar ministra nos é bastante familiar, no seu cinismo e descrença do seu papel republicano no governo. A intelectualidade real, ou simulada, dos demais não resiste ao crivo da razão e do equilíbrio. Jogam pesadamente na deslealdade, no que está encoberto ou omisso. Detonam a si mesmos e aos outros. O título original “The Party” refere-se tanto à festa que implode quanto ao partido político – supostamente de esquerda. Um bom roteiro, diálogos atraentes, um elenco de peso e uma interessante opção pelo preto e branco, que reforça a ligação com o Buñuel dos primeiros tempos, faz do filme da cineasta Sally Potter (do clássico “Orlando, a Mulher Imortal”) uma ótima atração do presente ano cinematográfico.

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  • Filme

    Luana Piovani é megera revoltada no trailer “romântico” de O Homem Perfeito

    18 de agosto de 2018 /

    A Downtown Filmes divulgou o pôster e o trailer de mais uma comédia romântica brasileira. A prévia de “O Homem Perfeito” é perfeitamente intercambiável com outros filmes da produtora, que geralmente mostram mulheres desesperadas com o medo de ficarem sem homens. Às vezes, as tramas também as retratam como megeras revoltadas. A nova história parece combinar as duas situações, pois não perde a chance de mostrar a protagonista como uma espremedora de masculinidade – numa cena literal de “ball busting”, como diriam os gringos. Desta vez, a desesperada é Luana Piovani, que já foi “A Mulher Invisível” (2009), mas agora quer se fazer notar. Na trama, como toda comédia romântica que siga o clichê, ela vai odiar o personagem de Sérgio Guizé à primeira vista, antes de se apaixonar. Dirigido por Marcus Baldini (“Os Homens São de Marte… E é pra Lá que Eu Vou!”), o longa narra a história de Diana (Piovani), uma mulher bem-sucedida que descobre que seu ex-marido a trocou por uma jovem de 23 anos (Juliana Paiva). Para estragar o romance, ela cria um “homem perfeito” nas redes sociais (Guizé) para seduzir a garota. Nem precisa assistir o filme para saber como termina. Seremos surpreendidos? O roteiro é assinado por Tati Bernardi e Patricia Corso, que já contaram história similar em “Qualquer Gato Vira-Lata” (2011) – um machista ensinava a Cleo Pires como ser uma mulher perfeita. Ambas as tramas são pastiches da mesma fonte: “Pigmalião”, a peça de teatro de 1913 de George Bernard Shaw. Para completar, outra regra das produções da Downtown é cumprida: a inclusão de comediantes do elenco da Globo, como Marco Luque e Eduardo Sterblitch. “O Homem Perfeito” estreia em 27 de setembro.

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  • Filme

    O Doutrinador ganha pôsteres especiais de artistas de quadrinhos brasileiros

    18 de agosto de 2018 /

    O Doutrinador, filme que adapta os quadrinhos de Luciano Cunha, ganhou três cartazes especiais assinados por quadrinistas brasileiros. Confira abaixo as artes do pernambucano Thony Silas, do mineiro Ig Guará Barros e do paraense Marcelo Costa para a produção. Os dois primeiros são conhecidos dos leitores da DC Comics, enquanto o último fez desenhos para a Maurício de Souza Produções. Vivido no cinema pelo ator Kiko Pissolato (“Os Dez Mandamentos”), o Doutrinador surgiu pela primeira vez em 2013, quando Luciano Cunha resolveu publicar as primeiras páginas dos quadrinhos em seu Facebook. Três meses depois, explodiram as manifestações de protesto no país e o Doutrinador virou cult, ao encarnar, ainda que de forma extrema, a indignação com o panorama político e a revolta contra “tudo o que está aí”. A adaptação tem tudo para ser polêmica, já que o personagem divide opiniões. Há quem o considere fascista e outros que o enxerguem como manifestação da anarquia. Agente da polícia federal em sua identidade civil, o personagem virou justiceiro por não aguentar mais tanta impunidade. Revoltado com o sistema e com sede de vingança por uma tragédia pessoal, ele não mede esforços para eliminar políticos, donos de empreiteiras, dirigentes do futebol e até líderes religiosos, matando corruptos de todos os matizes. Luciano Costa assumiu ter se inspirado nos quadrinhos do Batman de Frank Miller. Mas o personagem está mais para o Zorro, o mascarado perseguido pela justiça por enfrentar os governantes corruptos do pueblo de Los Angeles. Com roteiro a cargo do ator Gabriel Wainer (visto na novela “Passione”), reescrito por mais cinco nomes, e direção de Gustavo Bonafé (do vindouro “Legalize Já!”, cinebiografia da banda Planet Hemp) e Fabio Mendonça (“A Noite da Virada”), o filme ainda inclui no elenco Eduardo Moscovis, Marília Gabriela, Helena Ranaldi, Tainá Medina, Carlos Betão, Samuel de Assis e Tuca Andrada, entre outros. A estreia está prevista para 20 de setembro, em plena campanha presidencial, e a história deve continuar numa série em 2019, a ser exibida pelo canal pago Space.

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  • Série

    Ian Somerhalder vira-casaca e revela-se caçador de vampiros na primeira foto de sua nova série

    18 de agosto de 2018 /

    O ator Ian Somerhalder publicou no Instagram a primeira foto de seu novo personagem no universo das séries. Após viver o vampiro Damon Salvatore por oito temporadas em “The Vampire Diaries”, ele vai agora caçar vampiros como protagonista de “V-Wars”, atração de dez episódios da Netflix. Na foto, ele aparece com a mão suja de sangue, usando um jaleco médico que traz o nome de seu personagem. Somerhalder irá interpretar o Dr. Luther Swann, que entra em um mundo de horror após uma estranha doença transformar o seu melhor amigo em um predador que se alimenta de pessoas. A doença se espalha rapidamente, dividindo a sociedade entre vampiros e pessoas que não foram infectadas. Além de estrelar, Somerhalder será produtor e vai dirigir episódios da atração, que terá como showrunners a dupla William Laurin e Glenn Davis (criadores da série sci-fi trash “Aftermath”). “V-Wars” é baseada em quadrinhos criados por Jonathan Maberry e publicados pela editora IDW (a mesma de “Locke & Key”) e ainda teve sua data de estreia divulgada. Here he is… @drlutherswannofficial aka Dr. Luther Swann. Would you trust this man? #vwars @vwarsnetflix @vwars @vwarsofficial Uma publicação compartilhada por iansomerhalder (@iansomerhalder) em 15 de Ago, 2018 às 12:24 PDT

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