Brendan Gleeson entra em “Coringa 2”
O ator Brendan Gleeson (da franquia “Harry Potter”) entrou no elenco de “Joker: Folie à Deux”, a continuação de “Coringa”, num papel não revelado. A sequência do sucesso de bilheteria de 2019 contará novamente com o ator Joaquin Phoenix no papel principal e com Lady Gaga como Arlequina. Além do casal, Zazie Beetz também deve retornar como a vizinha do protagonista, Sophie. O diretor Todd Phillips também retorna para trás das câmeras, que deverão ser ligadas em dezembro, visando um lançamento nos cinemas em outubro de 2024 – exatamente cinco anos após o primeiro filme. A revista Variety publicou que, para convencer Phoenix a atuar mais uma vez como Arthur Fleck, a Warner ofereceu-lhe um salário de US$ 20 milhões. Isto equivale a metade do orçamento completo do “Coringa” original. O nome “Folie à Deux” faz referência a um termo médico francês usado para definir um transtorno mental que afeta duas ou mais pessoas ao mesmo tempo. Além dessa pista sobre a trama, a presença de Lady Gaga como Arlequina indica que a história vai abordar o tratamento do Coringa e a obsessão desenvolvida por sua psiquiatra, que se apaixona loucamente por ele – de forma literal. Outro detalhe é que a produção deve ser apresentada como um musical. O primeiro Coringa foi o filme para adultos (classificação “R” nos EUA) de maior bilheteria de todos os tempos, com mais de US$ 1 bilhão arrecadado em todo o mundo. Além do Oscar conquistado por Joaquin Phoenix, o longa também venceu o troféu da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas pela trilha sonora de Hildur Guðnadóttir. Brendan Gleeson está atualmente em Veneza para a première mundial de seu novo filme, “The Banshees of Inisherin”, que volta a reuni-lo com o ator Colin Farrell e o diretor Martin McDonagh, 14 anos após “Na Mira do Chefe” (2008).
Carla Diaz grava participação em documentário sobre “Chiquititas”
A atriz Carla Diaz postou nas redes sociais algumas fotos de sua participação em “Anos Depois”, documentário sobre “Chiquititas”, novela do SBT que ela estrelou há 25 anos. “Eu estava sumida porque fiquei a tarde inteira gravando algo muito especial. Vocês que viveram essa época de ‘Chiquititas’ querem ver esse documentário?”, escreveu Carla em nos stories do Instagram. Junto das fotos dos bastidores do filme, a intérprete da pequena Maria escreveu: “Gravado! Foi um prazer! Uma vez Chiquititas, sempre Chiquititas”. O projeto é da produtora Bituin Filmes e foi iniciativa de ex-atores mirins da novela, como Jander Veeck (o Zeca), enquanto Aretha Oliveira (a Pata) é uma das mais envolvidas, mostrando bastidores de gravações no Instagram. A direção é de Cristian de Ciancio. No comunicado enviado à imprensa, Fernanda Souza, a protagonista Mili das primeiras temporadas, definiu o documentário como um passeio nostálgico. “Hoje tenho 38 anos, então o documentário fez a gente reviver coisas que aconteceram 25 anos atrás. Não sei se eu vivi outra coisa tão arrebatadora em tão curto espaço de tempo”, diz. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Carla Diaz (@carladiaz)
Lars von Trier vai pausar carreira para tratar Parkinson
O cineasta dinamarquês Lars von Trier contou nesta quinta-feira (1/9), por videochamada durante o Festival de Veneza, que está se sentindo bem depois de ser diagnosticado com Parkinson, mas reconheceu que levará tempo para se acostumar com os tremores causados pela doença. Por isso, pretende pausar a carreira para se tratar. “Acho que estou indo bem, mas o tremor levará algum tempo para enfrentar”, disse o diretor de 66 anos. “Me sinto um pouco mais estúpido do que costumava ser, então isso diz muito.” Ele participou remotamente da première mundial de sua nova série sobrenatural, “The Kingdom Exodus”, considerada a 3ª temporada de “O Reino” (The Kingdom), produção de terror que ele realizou nos anos 1990. Na entrevista coletiva, disse que, depois desse lançamento, vai dar um tempo para se dedicar ao tratamento, antes de retornar às câmeras. “Vou fazer uma pequena pausa e descobrir o que fazer. Mas eu certamente espero que minha condição melhore. É uma doença que você não pode curar, mas pode trabalhar sobre os sintomas”, explicou “Eu só tenho que me acostumar com isso e não passar vergonha na frente das pessoas. E depois continuar, porque o que mais posso fazer?”, acrescentou. “The Kingdom Exodus” foi exibida no Festival de Veneza como um filme de cinco horas, e será lançada em cinco episódios em duas plataformas de streaming: a Viaplay na Escandinávia e na MUBI no resto do mundo. Ambientada em um hospital construído em cima das antigas lagoas de branqueamento (cheias de químicas da indústria têxtil) em Copenhague, onde o mal se enraizou, a série teve as primeiras temporadas exibidas em 1994 e 1997, e o desfecho vai contar a história de uma sonâmbula chamada Karen (interpretada por Bodil Jørgensen, de “Tempos de Escuridão”) que busca respostas para questões não resolvidas que possam impedir o hospital de cair em ruínas. O elenco ainda conta com Lars Mikkelsen (“House of Cards”), Nikolaj Lie Kaas (“Britannia”), Mikael Persbrandt (“O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos”), Ghita Nørby (“Toscana”), Nicolas Bro (“Loucos Por Justiça”), Søren Pilmark (“Atlantic Crossing”), Peter Mygind (“Borgen”), Udo Kier (“Bacurau”) e Tuva Novotny (“O Último Destino”), além de uma participação especial de Alexander Skarsgård (“O Homem do Norte”). Lars von Trier dirigiu todos os episódios e continuou a trabalhar na pós-produção de “The Kingdom Exodus” mesmo depois de ser diagnosticado com Parkinson.
Olivia Wilde diz que trailer de “Não se Preocupe, Querida” foi censurado
A atriz e cineasta Olivia Wilde revelou que o trailer original de “Não se Preocupe, Querida” preocupou a MPA (Motion Picture Association), entidade responsável pela classificação etária das produções cinematográficas dos EUA. Em entrevista à agência Associated Press antes da estreia de seu filme no Festival de Veneza, a diretora disse que teve cortar cenas do trailer devido à natureza sexual de seu conteúdo. “Teve muita coisa que foi tirada do trailer. A MPA chegou forte e tive que cortar algumas cenas, o que me deixou chateada porque achava que as cenas colocavam o vídeo em outro lugar. Mas, é claro, ainda vivemos em uma sociedade muito puritana”, ela lamentou. As cenas censuradas mostravam o relacionamento sexual entre os personagens de Harry Styles e Florence Pugh. “Acho que a falta de erotismo no cinema americano é algo novo. E quando falamos em prazer feminino, é algo que não vemos quando não estamos tratando de um cinema queer”, acrescentou. Como filmes para o público lésbico nunca são questionados, ela acredita haver problemas de entendimento do que o público está disposto a ver. “O público não é tão puritano quanto as corporações pensam que são. E ainda assim as pessoas ficam chateadas. Quero dizer, as pessoas ficaram chateadas comigo por causa disso”, disse ela. “Acho que é uma prova do filme. Queremos ser provocativos. A ideia não é fazer você se sentir seguro.” “Não se Preocupe, Querida” chega a Veneza na segunda-feira (5/9), após chamar atenção por várias intrigas de bastidores, alimentadas pela saída do ator Shia LaBeouf no começo do projeto, o namoro da diretora com Harry Styles, que levaria ao fim do casamento dela, e o suposto desconforto de Florence Pugh com tudo isso. O segundo longa dirigido por Olivia Wilde se passa num subúrbio isolado do deserto da Califórnia dos anos 1950. Entretanto, a aparente vida perfeita naquele local tem uma condição: o segredo absoluto do trabalho dos maridos. Ninguém fala sobre o misterioso Projeto Vitória, que estaria “mudando o mundo”. Mas sinais de que algo está errado são cada vez mais evidentes, com pesadelos, apagões e coincidências marcando a vida das esposas. E quando a personagem de Pugh começa a a questionar tudo, não é apenas seu casamento com Styles que fica em risco. Após a première mundial no Festival de Veneza, o filme chega aos cinemas do Brasil em 22 de setembro, um dia antes do lançamento nos EUA.
J.K. Rowling cria nova polêmica com livro que busca culpar canceladores por assassinato
A escritora J.K. Rowling, criadora de “Harry Potter”, criou nova polêmica nas livrarias. Seu segundo livro consecutivo a mirar ativistas transexuais, “The Ink Black Heart”, gira em torno do assassinato de uma artista cancelada por transfobia. Lançado na terça (30/8) nos EUA, a obra é um novo livro de mistério do personagem Cormoran Strike, que Rowling escreve sob o pseudônimo Robert Galbraith. Na trama, Strike investiga a morte de Edie Ledwell, uma criadora de um cartoon popular que é chamada de racista, transfóbica e capacitista nas redes sociais após fazer uma piada sobre uma minhoca intersexo. Ela recebe ameaças e vai à polícia, que nega ajuda. Depois, é encontrada morta. Embora seja evidente a relação entre as críticas sofridas pela personagem e o que acontece com a própria escritora, desde que começou a militar contra transexuais em 2019, Rowling diz que qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência. Numa entrevista ao programa do jornalista Graham Norton, ela jurou que escreveu “The Ink Black Heart” antes de ser acusada de transfobia. “Eu escrevi o livro antes de certas coisas acontecerem comigo na internet. Eu disse ao meu marido: ‘Eu acho que todo mundo vai ver isso como uma resposta ao que aconteceu comigo’, mas genuinamente não é”, disse a autora. Na entrevista, J.K. Rowling afirma que teve a ideia para a história cerca de três anos atrás – o que coincide exatamente com a data de quando ela começou a defender pontos de vistas transfóbicos e ser execrada por ex-fãs e até integrantes dos filmes de “Harry Potter”. Em sua crítica, a revista Rolling Stone afirmou que Rowling “tem um objetivo claro em focar nos ‘guerreiros da justiça social’ e sugere que Ledwell foi vítima de uma campanha de ódio magistralmente tramada e politicamente alimentada contra ela”. “The Ink Black Heart” é o sexto volume na série de romances policiais de J.K. Rowling e deve ser lançado no Brasil até o fim do ano pela editora Rocco. No quinto livro, “Sangue Revolto” (Troubled Blood), a escritora já tinha dado vazão a seus devaneios contra transexuais, criando um assassino em série — um homem cis — que vestia roupas femininas para matar mulheres. Antes de lançar este livro, ela se declarou preocupada com a chance de transexuais abusarem sexualmente de mulheres cisgênero em banheiros. De acordo com a avaliação de Jake Kerridge, crítico do jornal britânico The Telegaph, o livro reforçava essa mensagem com a seguinte moral da história: “nunca confie em um homem de vestido”. Rowling assina essa coleção de livros de crimes como Robert Galbraith, que era o nome de um psiquiatra norte-americano famoso por experimentar, na década de 1950, a terapia de conversão sexual. O verdadeiro Galbraith chegou a afirmar ter convertido com sucesso um paciente homossexual.
Produtor de “Scrubs” teria abusado de mulheres por mais de duas décadas
O produtor e roteirista Eric Weinberg, responsável por séries de sucesso como “Scrubs” e “Californication”, teria abusados de diversas mulheres ao longo de mais de 20 anos. É isso que aponta o site da revista The Hollywood Reporter, que fez uma reportagem sobre o passado sórdido do produtor e entrevistou cerca de 30 mulheres que relataram seus encontros com Weinberg. Weinberg foi preso em 14 de julho por mais de 20 acusações de agressão sexual, incluindo estupro. Atualmente ele está em liberdade, depois de ter pago uma fiança de US$ 3,25 milhões. Nas entrevistas do Hollywood Reporter, as vítimas afirmam que o produtor as abordava na rua, exibia suas credenciais como produtor de séries de sucesso, e as convencia a posar enquanto ele tirava fotos. Ao menos duas das mulheres fotografadas eram menores de idade na época, sendo que uma era colega de escola dos filhos de Weinberg. O produtor também usava aplicativos de namoro para conhecer mulheres e depois abusar delas. As acusações vão de 2000 até 2021. Claire Wilson, uma artista de Los Angeles, alegou que foi agredida por Weinberg e, em 2020, ela postou um aviso para outras mulheres da região em um grupo privado no Facebook. “Estou entrando em contato para ver se alguma outra mulher encontrou esse homem Eric Weinberg. Eu o conheci em um aplicativo de namoro e, embora a noite tenha começado de forma consensual, mais tarde ele violou meu consentimento várias vezes e me forçou a fazer coisas que eu não queria”, escreveu Wilson. “Quero saber se mais alguém teve alguma experiência com ele. Ele é um roteirista e produtor proeminente e eu fico doente só de pensar que provavelmente faz isso o tempo todo.” Mais tarde naquele ano, a esposa de Weinberg, Hilary Bidwell, também encontrou o grupo no Facebook. Ela ficou sabendo da postagem de Wilson depois de pesquisar no Google por “agressão sexual de Eric Weinberg”. A mulher de Weinberg ligou para Wilson e pediu que ela lhe contasse tudo. Na ocasião, Wilson respondeu: “Você tem certeza? É muita coisa”. Bidwell pediu divórcio de Weinberg três vezes ao longo das duas décadas em que os dois foram casados. A gota d’água foi em 2020, quando ela descobriu que ele mantinha um registro das mulheres alvos, no qual rastreava as suas rotinas e fazia descrições de onde poderia encontrá-las. Registros judiciais da batalha pela custódia dos filhos também revelam que Weinberg apresentava um “comportamento impulsivo, violento e de alto risco” com o filho mais velho. Em 2014, várias mulheres apresentaram alegações à polícia de Los Angeles, mas foram informadas de que não havia provas suficientes para investigar as alegações. Mas mesmo quando haviam evidências, o caso não ia adiante. Segundo apurou o Hollywood Reporter, em pelo menos dois casos a polícia de Los Angeles acreditava que havia evidências suficientes para acusar Weinberg, mas o Gabinete do Procurador Distrital de Los Angeles se recusou a processá-lo. A atriz Azure Parsons (“Salem”), que conheceu Weinberg quando ele era o showrunner da série “Death Valley”, disse ao site que ele a assediou sexualmente durante toda a série. Anos depois, ele a abordou na rua e disse que adoraria fotografá-la. Parsons gritou para ele: “Você está brincando comigo?” Nisso, Weinberg ficou irritado e “agarrou o meu braço e tentou me puxar para dentro do carro dele”. Ela escapou e correu, chamando seu empresário e depois a polícia, que não seguiu adiante com a investigação do caso. Um detetive envolvido na investigação afirmou que mesmo com todas as acusações contra o produtor, “nós não arranhamos a superfície”. Segundo ele, “é impressionante a quantidade de novas mulheres que se apresentaram.” Weinberg chegou a fazer cursos de controle da raiva e terapia para viciados em sexo. “Não vou dizer que tudo o que digo ou faço é perfeito. Eu não sou perfeito. Eu sei disso. Estou tentando o meu melhor. Estou tentando o meu melhor com todo tipo de terapia que possa fazer para ter certeza de que tomo todas as decisões certas na vida”, disse ele numa entrevista anterior. A advogada de Weinberg, Karen Silver, emitiu uma declaração sobre as dezenas de acusações de agressão. “Como infelizmente vimos nos dias de hoje, mais e mais vezes, uma disputa de custódia fortemente litigiosa e amarga deu origem a alegações criminais estrategicamente colocadas. Essas alegações foram investigadas e revisadas anteriormente pela polícia e pelo tribunal de família de Los Angeles e os resultados continuaram a revelar uma infinidade de evidências, documentação e análise de especialistas que minam totalmente a narrativa que está sendo divulgada”, afirmou ela. “Embora o próprio Weinberg esteja impedido de comentar sobre qualquer aspecto deste litígio devido a ordens judiciais, regras de direito de família e no melhor interesse de seus filhos menores, ele continuará cooperando por meio de advogados em todos os aspectos desta investigação e, se necessário, abordará essas alegações no único fórum que deve importar – um tribunal público.”
Bolsonaro encaminha projeto que pode acabar com cinema brasileiro
O governo Bolsonaro está querendo acabar com o financiamento da atividade cinematográfica do país. O jornal Folha de S. Paulo apurou que o projeto do plano orçamentário de 2023, enviado nesta semana ao Congresso, traz a exclusão da Condecine. A taxa é o que mantém a produção do cinema brasileiro. Cobrada junto à indústria de telefonia e audiovisual, Condecine significa, textualmente, Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional. Pela lei, as empresas audiovisuais têm seu lucro taxado para ajudar a produzir novos conteúdos e assim fazer crescer todo o setor, funcionando tanto como fomento como regulação. A verba arrecada é o que alimenta o FSA (Fundo Setorial do Audiovisual), operado pela Ancine (Agência Nacional de Cinema) para financiar produções de filmes, séries e games brasileiros. Não é dinheiro de imposto de renda ou de verbas de outros segmentos, como saúde e educação. Trata-se de uma taxa que incide apenas sobre empresas que faturam com o audiovisual, via exibição nos cinemas, TV paga e outros serviços. No FSA, esse dinheiro garante o investimento em novos projetos de diferentes produtores e nichos. “Toda a diversidade da cultura brasileira pode ser registrada no audiovisual justamente porque a gente tem dinheiro no fundo”, disse Vera Zaverucha, especialista no setor e ex-dirigente da Ancine, para a Folha. “Extinguir a Condecine acaba com o cinema no Brasil, principalmente o que é feito pelas produtoras independentes”, acrescentou. O cineasta André Sturm, diretor do cinema Petra Belas Artes, em São Paulo, disse à Folha que ficou “chocado” e espera que seja “um engano, porque significa interromper o funcionamento do audiovisual brasileiro”. O produtor Manoel Rangel, ex-diretor-presidente da Ancine, acrescenta que a proposta “é mais uma irresponsabilidade do governo Bolsonaro com as contas públicas, a cultura brasileira e a produção audiovisual” e “uma insanidade dos tecnocratas a serviço do lobby de determinadas empresas”. Ele acusa: “Um governo que tem apenas mais três meses de exercício de mandato não tem o direito de mudar algo que foi construído em anos de atuação pública do país para o desenvolvimento do audiovisual.” Debora Ivanov, da Gullane, uma das maiores produtoras do país, aponta para o caos que virá com o fim do Condecine. “Ele é responsável por toda a cadeia produtiva, gerando milhares de postos de trabalho, ampliando nossa presença nos canais de TV por assinatura, conquistando prêmios e mercados pelo mundo, além de contribuir com o incremento da economia.” O fim da Condecine pode realmente criar a maior crise já enfrentada pelo cinema nacional, pior até que a implosão associada ao fim da Embrafilme e do Concine decretado por Fernando Collor, outro presidente de direita. Em 1992, último ano do governo Collor, apenas três filmes brasileiros chegaram às telas, em resultado direto de suas ações. Foram iniciativas como a Lei do Audiovisual, o Condecine e o FSA, criados nos governos de Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso e Lula, num entendimento em comum sobre as necessidades da indústria audiovisual, que permitiram desde a chamada Retomada do setor até o crescimento do número de cinemas e bilheterias no Brasil. Bolsonaro já havia vetado integralmente o projeto que prorrogava a Lei do Audiovisual. Também vetou o Recine, que incentivava a criação de novos cinemas, além de várias leis de fomento, como a Lei Paulo Gustavo. Também deixou vencer a política de cotas de telas e proibiu apoio de estatais a filmes e eventos do setor. Tudo isto em plena pandemia, num ataque frontal contra a economia. Para justificar seu plano de destruição, Bolsonaro chegou a dizer que o Brasil não faz filmes bons. “Há quanto tempo a gente não faz um bom filme, não é?”, ele disse sobre a indústria nacional numa live de 2019 – ignorando, para variar todas as premiações em festival internacionais que contrariam a distorção. Seus vetos anteriores, porém, foram revertidos no Congresso, onde o orçamento de 2023 será discutido. Artistas e associações do setor devem reagir em peso contra a medida e pressionar por novo veto.
Saiba como Megan Thee Stallion foi parar em “Mulher-Hulk”
A badalada participação da rapper Megan Thee Stallion em “Mulher-Hulk: Defensora de Heróis” teve uma responsável: a atriz Jameela Jamil, intérprete da vilã Titania na atração. Jamil convidou a rapper, com quem ela já tinha trabalhado no reality show “Legendary”, depois que ficou sabendo que a série precisaria de “uma mulher famosa, bem sucedida e bonita.” “Eu estava me preparando para vir e fazer essa série quando estava filmando a 2ª temporada de ‘Legendary’, e eu a convidei e acabou que ela é uma grande fã da Marvel”, disse Jamil, em entrevista ao site The Hollywood Reporter. “Eu tinha a sensação de que ela seria uma ótima atriz porque ela é boa em tudo que faz, e ela absolutamente arrasou.” Segundo a criadora da série, Jessica Gao, a sugestão de Jamil foi imediatamente aceita. “No momento em que ela a mencionou, nós dissemos: ‘OK, é isso, terminamos, não há mais ninguém. Se ela estiver disposta a fazer isso, faremos o que for preciso para que isso aconteça.’” Na trama, o personagem Dennis Bukowski (Drew Matthews) acreditava que estava saindo com a rapper quando, na verdade, estava sendo enganada por uma metamorfa. Sem perceber que lidava com alguém com a capacidade de mudar de forma, ele gastou milhares de dólares em presentes para a “namorada”. Quando o caso foi a julgamento, defendido por Jennifer Walters (Tatiana Maslany), a verdadeira Megan Thee Stallion ficou impressionada com a advogada e resolveu contratá-la como sua representante legal. Jamil ainda destacou a capacidade de Megan Thee Stallion em despertar algo na protagonista Tatiana Maslany que até então ninguém havia visto: “Tatiana tem movimentos”, brincou ela, referindo-se à cena final do episódio, em que a personagem de Maslany e a rapper aparecem rebolando. A cena em questão sequer estava no roteiro. Conforme explicou a diretora Kat Coiro, Maslany também é fã de Stallion e estava muito empolgada com aquela participação. “Na verdade, adicionamos aquela cena de dança no último minuto para fazer um pouco dos sonhos dela se tornam realidade.” Gao ainda brincou, afirmando que a “Tatiana acha que é a cena mais importante do Universo Cinematográfico da Marvel e eu concordo com ela, realmente é. É a cena mais importante de todo o MCU.” O terceiro episódio de “Mulher-Hulk: Defensora de Heróis”, que traz a participação de Megan Thee Stallion, foi disponibilizado nesta quinta (1/9) na Disney+.
Dança de Megan Thee Stallion e Mulher-Hulk viraliza no Twitter
A participação da rapper Megan Thee Stallion no episódio desta quinta (1/9) de “Mulher-Hulk: Defensora de Heróis” rendeu um verdadeiro furor nas redes sociais. Na trama, o personagem Dennis Bukowski (Drew Matthews) acreditava que estava saindo com a rapper quando, na verdade, estava sendo enganada por uma metamorfa. Sem perceber que lidava com alguém com a capacidade de mudar de forma, ele gastou milhares de dólares em presentes para a “namorada”. Quando o caso foi a julgamento, defendido por Jennifer Walters (Tatiana Maslany), a verdadeira Megan Thee Stallion ficou impressionada com a advogada e resolveu contratá-la como sua representante legal. Ao final do episódio, a Mulher-Hulk e a rapper aparecem rebolando juntas, numa cena hilária, que entrou nos tópicos de discussões do Twitter. Os assinantes da Disney+ se mostraram surpresos e se divertiram com a participação, comentando como “precisavam” daquela dança. “Melhor série da Marvel”, exaltaram-se alguns fãs. Confira abaixo alguns tuítes sobre o assunto. Megan Thee Stallion dançando com a Mulher-Hulk. Esse é o Tweet. pic.twitter.com/60cYuxrDyl — Next Level (@nextlevel_br) September 1, 2022 Mulher Hulk & Megan Thee Stallion balançando a raba salvaram minha quinta feira #SheHulk pic.twitter.com/jyk8joQuEu — Nymphadora (@hey_Marii22) September 1, 2022 não sabia que precisava ver a mulher hulk dançando com a megan thee stallion até de fato ver KKKKKKKK lendas demais!! — mari | BM FEZ HIGHFIVE COMIGO (@fwckmykaisoo) September 1, 2022 Ver a Megan Thee Stallion dançando body com a mulher hulk era tudo q eu estava precisando — cinderela alcoólatra👸🏼🍺 (@GabFrns) September 1, 2022 MULHER HULK DANÇANDO AO SOM DE MEGAN THEE STALLION?????? JÁ É A MELHOR SÉRIE DA MARVEL — Ned Newb (@NedNoob200) September 1, 2022 eu nunca pensei que veria she-hulk rebolando com megan thee stallion, mas aqui estamos 🤣 #SheHulk #SheHulkAttorneyAtLaw pic.twitter.com/HoYK7fxgYg — Noel Targaryen (@3stebeland) September 1, 2022 Eu nasci pra ver a mulher hulk rebolando junto com a Megan thee stallion #SheHulk — 𝐉𝐩 𝐂𝐞𝐬𝐚𝐫| 𝑴𝒊𝒅𝒏𝒊𝒈𝒉𝒕 🌃 (@jcxesar) September 1, 2022
Emma Roberts vai produzir e estrelar comédia romântica espacial
A atriz Emma Roberts (“American Horror Story”) vai produzir e estrelar a comédia romântica espacial “Space Cadet”, produzida para o serviço de streaming Prime Video, da Amazon. A trama vai acompanhar Rex (Roberts), uma garota festeira que se torna a única esperança do programa espacial da NASA após o acaso a colocar num curso de treinamento para astronautas. O filme terá roteiro e direção de Liz W. Garcia (“Almas Secas”) e a produção está a cargo de Jon Berg, responsável por grandes sucessos como “Mulher-Maravilha” (2017) e “Aquaman” (2018). “A incrível sagacidade e o timing cômico de Emma incorporam perfeitamente o papel de Rex, e a leitura de Liz para essa personagem torna o domínio feminino das ciências tão único e divertido, e esperamos que inspire jovens mulheres interessadas nesse campo”, disse Berg, em comunicado oficial. “A corrida espacial continua a intrigar a todos nós globalmente, então não temos dúvidas de os espectadores de todo o mundo vão se conectar com essa incrível narrativa comandada por mulheres.” “Space Cadet” ainda não tem previsão de estreia. Emma Roberts tem diversos projetos pela frente, entre eles outra comédia romântica, chamada “About Fate”, que vai narrar a história de duas pessoas que acreditam no amor, mas não compreendem o seu verdadeiro significado. O filme chega aos cinemas americanos no dia 9 de setembro.
Jason Bateman e Taron Egerton farão thriller do diretor de “Adão Negro”
Os atores Jason Bateman (“Ozark”) e Taron Egerton (“Rocketman”) vão estrelar o filme de ação “Carry On”, que será dirigido por Jaume Collet-Serra (diretor de “Jungle Cruise” e do vindouro “Adão Negro”). O filme vai acompanhar um jovem agente de segurança de aeroporto que é chantageado para que um pacote perigoso entre num voo no dia de Natal. Egerton será o jovem agente e Bateman interpretará o misterioso viajante que o chantageia. O roteiro foi escrito por TJ Fixman (“Heróis da Galáxia – Ratchet e Clank”) e revisado por Michael Green (“Jungle Cruise”). Vale lembrar que esse não é o primeiro thriller de Collet-Serra envolvendo um avião. Ele também dirigiu “Sem Escalas” (2014), numa das suas muitas parcerias com o ator Liam Neeson. “Carry On” está sendo desenvolvido pela Netflix e ainda não tem previsão de estreia. Atualmente, Jason Bateman está envolvido em um filme sobre a vida de Sonny Vaccaro, executivo da marca Nike. O projeto, ainda sem data de estreia, será dirigido por Ben Affleck (“Argo”). Taron Egerton, por sua vez, filmou “Tetris”, que vai mostrar a batalha legal em torno da criação do famoso jogo do título – e também não tem previsão de estreia.
Diretor de “O Regresso” exalta streaming ao lançar primeiro filme na Netflix
O cineasta mexicano Alejandro G. Iñárritu (“O Regresso”) participou nesta quinta (1/9) do Festival de Veneza para exibir seu mais novo trabalho, “Bardo”, desenvolvido para a Netflix. Acostumado a fazer filmes para a tela grande, a produção marcará a primeira experiência de Iñárritu com o streaming. Entretanto, o diretor afirma que não vê muita diferença entre os dois formatos de exibição e explicou que “você não pode ir contra a maré dominante”. Para ele, “um filme é um filme”. Neste sentido, o streaming seria “apenas um meio”. “Uma catedral para o cinema. É um lugar onde as crianças nascem”, comparou, durante a entrevista coletiva de imprensa. Iñárritu também lembrou que a maioria dos filmes é vista em casa. “Quando eu estudava cinema, além de exposições e festivais, eu via os filmes de Bergman, Buñuel e Fellini na TV com péssima qualidade e em VHS”, disse ele. Primeira produção mexicana de Iñárritu desde “Amores Brutos” (2000), o filme, cujo nome completo é “Bardo, False Chronicle of a Handful of Truths”, foi escrito pelo próprio Iñárritu em parceria com Nicolás Giacobone (roteirista de “Birdman”). A trama narra a história de um renomado jornalista mexicano que volta para casa e passa por uma crise existencial. Enquanto lida com seus relacionamentos familiares, suas próprias memórias e a História do seu país, ele busca respostas em seu passado para reconciliar quem ele é no presente. O diretor apontou que o filme é inspirado em sua própria experiência de distanciamento do país natal. Faz mais de 20 anos que sua família deixou o México para se mudar para Los Angeles, exatamente num 1º de setembro passado. “Pra mim, o México virou um estado de espírito, não é mais apenas um país”, ele observou. “Cada país no final é um estado de espírito. As histórias sobre nós mesmos nos foram contadas. Mas quando você se afasta daquele lugar e quando o tempo aumenta, esse estado de espírito se dissolve e muda. E isso foi parte da pesquisa que este filme cuida. A interpretação desse anseio.” Ele acrescentou que retornar ao país foi como “estar diante do espelho” e “reencontrar um amigo” que era totalmente diferente de quem lembrava. Além da exibição em Veneza e em alguns outros festivais, “Bardo” também terá um lançamento limitado nos cinemas do México (com estreia marcada para o dia 27 de outubro) e dos Estados Unidos (4 de novembro), antes de chegar à Netflix em 16 de dezembro. “Isso é algo que eu realmente aprecio. Não apenas porque fui apoiado e deixado totalmente livre, mas eles [a Netflix] foram extremamente generosos em permitir que as pessoas vissem este filme em um cinema”, disse ele. “Isso é algo especialmente importante para mim e é um gesto excepcional da Netflix. Porque acho que este é um filme que pertence a esse tipo de experiência.” “Bardo” é o primeiro longa-metragem de Iñárritu em sete anos, desde “O Regresso” (2015), que venceu o Oscar de Melhor Filme. A Netflix ainda não revelou nenhum trecho do filme.
Lindsey Lohan fará segunda comédia romântica para Netflix
A atriz Lindsey Lohan (“Vale do Pecado”) vai estrelar a comédia romântica “Irish Wish”, desenvolvida para a Netflix. Essa será a segunda produção do gênero que Lohan fará para o serviço de streaming, após concluir o ainda inédito “Uma Quedinha de Natal”. A trama vai acompanhar uma mulher chamada Maddie (Lohan) que vê o amor da sua vida ficar noivo da sua melhor amiga. Ela é convidada para ser dama de honra casamento, precisando deixar os seus sentimentos de lado para participar da cerimônia, que vai acontecer na Irlanda. Porém, poucos antes antes do enlace, Maddie faz um desejo: ela quer ser a noiva naquele casamento. O problema é que, quando o desejo se realiza, ela percebe que a sua alma gêmea é outra pessoa. O filme foi desenvolvido pela mesma equipe de “Uma Quedinha de Natal”, o diretor Janeen Damian e os roteiristas Michael Damian e Ron Oliver, com o acréscimo da roteirista Kirsten Hansen (“Expresso de Natal”). Uma Quedinha de Natal” e “Irish Wish” concluem um contrato assinado por Lohan com a Netflix. A parceria talvez se estenda, dependendo do sucesso dos filmes. “Uma Quedinha de Natal” chega à plataforma em 10 de novembro e “Irish Wish” ainda não tem previsão de estreia.












