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Filme

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  • Filme

    Diretor de “Os Dez Mandamentos” faz filme sobre a guerra da Ucrânia

    31 de janeiro de 2023 /

    Alexandre Avancini (da novela e do filme “Os Dez Mandamentos”) já contribuiu muito para a teledramaturgia brasileira e agora está mirando no cinema gringo. Diretor de novelas e apaixonado por histórias de guerra, ele colheu depoimentos reais sobre o conflito na Ucrânia e – ao se emocionar com os relatos – decidiu realizar um curta que falasse sobre o tema. E assim nasceu o projeto “War and peace”. O diretor pegou histórias de mulheres do exército ucraniano e transformou suas personagens em super-snipers. Ele mesmo escreveu a sinopse e o roteiro – de sete páginas – do projeto com a intenção de usar o curta como apresentação para angariar investimentos estrangeiros, visando realizar um longa. Dono de uma produtora instalada em Los Angeles, ele se reveza entre Brasil e os EUA. Tanto que o lugar escolhido para as gravações de “War and peace” foi Petrópolis, região serrana do Rio, em um haras chamado Mandala. Local que ele afirma ser “idêntico à Ucrânia”. O curta conta a história de cinco mulheres que são forçadas a entrar na guerra. Elas formam um verdadeiro esquadrão de snipers e lutam ferozmente contra o exercito russo. O elenco é composto por 11 atores: Jessika Alves, Tammy Di Calafiori, Rayanne Morais, Talita Maia, Marie McHugh, Cláudio Heinrich, Letícia Medina, Victor Pecoraro, Mari Cysne, Isa Salmen e Bruno Ahmed. Todos tiveram que deixar o português de lado e atuar em inglês e ucraniano. “War and Peace” marca a volta da parceria do diretor com Cláudio Heinrich, estrela de “Uga Uga” (2000), uma das novelas que Alexandre dirigiu na Globo. O último trabalho do ator no cinema tem nove anos – a comédia “Didi Quer Ser Criança” (2004). Com a falta de convites para atuar, Cláudio focou no jiu-jitsu e na faculdade de jornalismo, mas agora, com “War and Peace”, ele almeja um retorno triunfal ao ofício de ator. Já Alexandre Avancini foi responsável por sucessos como “Por Amor” (1997) e “Presença de Anita” (2001), antes de ir para Record em 2005 para dirigir a novela “Prova de Amor”, que virou um dos maiores sucessos na história do canal. E por lá ficou mais de 15 anos. Em 2016, Alexandre começou a se aventurar no cinema e se tornou um fenômeno de público. “Os Dez Mandamentos – O Filme”, um copilado da novela bíblica que ele dirigiu na Record, tornou-se uma das maiores bilheterias da história do cinema brasileiro. Depois disso, Alexandre foi escalado para dirigir a biografia do seu patrão, “Nada a Perder” – sobre a controversa história de vida do bispo Edir Macedo. E o longa também se tornou uma das maiores bilheterias do nosso cinema. Todos esses números foram contestados por acusações contra a Igreja Universal de comprar (e distribuir) os ingressos dos dois filmes entre seus fiéis. Na época, salas de cinema vazias foram expostas na internet e colocaram em cheque a credibilidade dos números. De qualquer forma, Alexandre – oficialmente – é um diretor com grandes números de bilheteria no Brasil. E agora quer estrear em Hollywood. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Alexandre Avancini (@alexandre.avancini)

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  • Filme,  Música

    Sobrinho de Michael Jackson vai viver cantor no cinema

    30 de janeiro de 2023 /

    A cinebiografia de Michael Jackson definiu seu ator principal. O escolhido foi Jaafar Jackson, de 26 anos, que é filho de Jermaine Jackson, um dos irmãos mais velhos de Michael Jackson. O sobrinho do Rei do Pop também tem uma incipiente carreira de cantor, mas nenhuma experiência como ator em seu currículo. Suas participações em sets de gravação consistem de aparições em clipes de parentes e no reality da família, “The Jacksons: Next Generation”. O filme de Michael Jackson, por sinal, tem como produtores executivos a família do astro falecido. “Sinto-me humilde e honrado em dar vida à história do meu tio Michael. Para todos os fãs de todo o mundo, vejo vocês em breve”, Jaafar escreveu em seu Instagram, ao lado de um foto em que aparece fantasiado de Michael Jackson. Intitulado “Michael”, o projeto está a cargo do produtor Graham King, que renovou o interesse pelas cinebiografias musicais com o sucesso de “Bohemian Rhapsody”. O roteiro foi escrito por John Logan, que já foi indicado três vezes ao Oscar – por “Gladiador” (2000), “O Aviador” (2004) e “A Invenção de Hugo Cabret” (2011), e será dirigido por Antoine Fuqua (de “O Protetor”). Falecido em 2009, aos 50 anos, Michael Jackson foi o cantor solo mais popular do mundo, merecendo o título de Rei do Pop, mas sua fama também colocou um holofote sobre seu comportamento excêntrico, que incluíram cirurgias plásticas que o tornaram mais parecido com um homem branco e a obsessão por se cercar de crianças – a ponto de chamar sua propriedade particular de Neverland (a Terra do Nunca, onde as crianças não viravam adultos na história de “Peter Pan”). Essa proximidade rendeu denúncias de abuso de menores contra o cantor. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Jaafar Jackson (@jaafarjackson)

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  • Filme

    Julia Roberts e Jennifer Aniston vão trocar de corpos em comédia

    30 de janeiro de 2023 /

    As atrizes Julia Roberts (“Ingresso para o Paraíso”) e Jennifer Aniston (“The Morning Show”) vão estrelar uma comédia sobre troca de corpos. De acordo com o site Deadline, o filme está sendo desenvolvido para a plataforma de streaming Amazon Prime Vídeo. O projeto foi disputado por diferentes serviços de streaming antes de ir parar na Prime Video, que já tem experiência de trabalho com Roberts (em “Homecoming”). Um dos fatores que impulsionou a disputa foi o sucesso recente da comédia “Ingresso para o Paraíso” (2022), estrelada por Roberts e George Clooney, que rendeu mais de US$ 160 milhões nas bilheterias mundiais. Apesar disso, não foram divulgados maiores detalhes sobre a trama. O projeto também não tem título nem previsão de estreia. Além de estrelarem, as duas atrizes vão produzir o filme, ao lado de Margot Robbie (“O Esquadrão Suicida”). A direção ficará por conta de Max Barbakow, diretor da ótima comédia “Palm Springs” (2020). Curiosamente, essa não é a única comédia sobre troca de corpos em produção. Outro filme atualmente em desenvolvimento é “Family Leave”, que será estrelado por Jennifer Garner (“De Repente 30”) e Emma Myers (“Wandinha”). Julia Roberts será vista a seguir no drama “Leave the World Behind”, dirigido por Sam Esmail (“Mr. Robot”), que será lançado em dezembro. Já Jennifer Aniston estrela a comédia “Mistério em Paris”, continuação de “Mistério no Mediterrâneo” (2019), que ficará disponível em 31 de março na Netflix.

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  • Filme

    Bicho-Papão: Novo terror de Stephen King ganha trailer

    30 de janeiro de 2023 /

    A 20th Century Studios divulgou o pôster e o primeiro trailer legendado do terror “Bicho-Papão: O Conto” (The Boogeyman), adaptação de um conto de Stephen King. A prévia destaca a presença do personagem-título, um monstro que se esconde na escuridão e só parece ser visto pelas crianças. O trailer também dá a entender o motivo de a 20th Century ter escolhido lançar esse filme nos cinemas, e não no streaming como havia sido planejado. Com uma ambientação sombria e tensa, e com diversas cenas de susto, é o tipo de obra que parece se beneficiar da imersão da sala de cinema. A trama do filme vai acompanhar uma adolescente e sua irmã mais nova que ainda estão se recuperando da trágica morte da sua mãe. Porém, elas se veem atormentadas por uma presença sádica na casa e lutam para fazer com que seu pai, ainda em luto, também perceba aquela ameaça antes que seja tarde demais. O elenco é formado por Chris Messina (“Eu Me Importo”), Sophie Thatcher (“Yellowjackets”), Vivien Lyra Blair (“Obi-Wan Kenobi”), David Dastmalchian (“O Esquadrão Suicida”), Marin Ireland (“Sneaky Pete”) e Madison Hu (“Bizaardvark”). O roteiro da adaptação foi escrito por Scott Beck e Bryan Woods (roteiristas de “Um Lugar Silencioso”), em parceria com Mark Heyman (“Cisne Negro”), e a direção ficou por conta de Rob Savage (“Cuidado Com Quem Chama”). Vale lembrar que a história já rendeu um curta de 28 minutos em 1982, que também foi lançado num vídeo de 1994 como parte de uma antologia de adaptações dos contos de “Sombras da Noite”. Só que nesta versão não existem adolescentes na trama, apenas um homem calvo de meia-idade, que busca auxílio com um psiquiatra ao se sentir assombrado em sua própria casa. “Bicho-Papão: O Conto” chega aos cinemas brasileiros em 1 de junho, um dia antes da sua estreia nos EUA.

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    Escritores processam Netflix por plágio em “Depois do Universo”

    30 de janeiro de 2023 /

    O casal de autores João e Lidia Ribeiro abriram um processo de plágio contra a Netflix. A dupla está pedindo uma indenização de R$ 70 milhões por conta do filme brasileiro “Depois do Universo”, estrelado pela cantora Giulia Be e por Henrique Zaga (“The Stand”). O processo foi motivado por supostas semelhanças entre o filme, lançado em outubro de 2022, e um dos livro do casal, intitulado “Juilliard – A Arte do Amor”, de 2018. Na trama do filme da Netflix, uma jovem pianista, que está à espera de um transplante de rim, cria uma conexão inesperada com seu médico e, com isso, encontra a coragem de realizar seus sonhos musicais. Já “Juilliard – A Arte do Amor” se passa em uma das maiores escolas de arte do mundo e acompanha Julie, uma jovem que sempre teve o sonho de estudar lá, mas que sofre de uma doença terminal. Ela estava preparada para tudo, exceto viver o único sentimento que ela não não queria, não desejava e não podia, que é amar. Os autores, que assinaram a obra com os pseudônimos J.O. Brook e L.B. Brook, apontaram diversas similaridades entre as duas narrativas, reforçando assim a afirmação de que se trata de plágio. As principais semelhanças são que, em ambos os casos, a protagonista é uma pianista com uma doença terminal que se apaixona por um jovem chamado Gabriel. Mas existem outras similaridades. Nas duas histórias, a protagonista é vista tocando um piano imaginário, Gabriel tem um melhor amigo gay, ele escolhe dar um colar de presente para amada e ainda o fato de que ela descobre uma piora em sua saúde após terminar o namoro. Ao todo, os escritores listaram 70 semelhanças entre as duas obras. Porém, também existem diferenças, como a profissão de Gabriel (um bailarino no livro e um médico no filme) ou a doença da protagonista (leucemia no livro e lúpus no filme). Mas a principal diferença é que o livro a protagonista morre e Gabriel fica vivo, enquanto o desfecho no filme é o oposto. Do valor que foi pedido pelos autores, R$ 50 milhões são correspondentes a danos materiais e R$ 20 milhões são por danos morais. Segundo João, o livro foi inspirado na história da sua mãe e do luto que ele sentiu após a morte dela. “Ver a minha dor sendo usada é um sentimento de violação”, disse João Ribeiro ao Splash. “Depois do Universo” foi co-escrito e dirigido por Diego Freitas (“O Segredo de Davi”). Ele trabalhou no texto com dois roteiristas colaboradores: o estreante Rodrigo Azevedo e o ator João Côrtes (que atuou em “O Segredo de Davi”) Até o momento nem os realizadores e nem a Netflix se manifestaram em relação ao processo.

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  • Filme

    Trailer de “Mistério em Paris” volta a juntar Adam Sandler e Jennifer Aniston

    30 de janeiro de 2023 /

    A Netflix divulgou o primeiro trailer de “Mistério em Paris” (Murder Mystery 2), continuação da comédia “Mistério no Mediterrâneo” (2019), estrelada por Adam Sandler e Jennifer Aniston. A prévia transforma o casal atrapalhado em verdadeiros heróis de ação, envolvidos em tiroteios, perseguições e explosões. A trama se passa quatro anos após o primeiro filme, e acompanha o casal Nick e Audrey Spitz (Sandler e Aniston)​,​​ que agora​ são detetives em tempo integral, mas lutam​ para fazer sua agência decolar​. Certo dia, eles são convidados para celebrar o casamento do amigo Maharaja (Adeel Akhtar),​ em sua ilha particular. Porém, o ​noivo é sequestrado durante a cerimônia, transformando cada ​convidado, membro da família e ​até a​ própria noiva​,​ em suspeito​s​. E, durante a investigação, a dupla de detetives se vê envolvida em um mistério que os leva até a capital francesa. O elenco ainda conta com Mark Strong (“Shazam!”), Mélanie Laurent (“Oxigênio”), Jodie Turner-Smith (“Queen & Slim”), John Kani (“Pantera Negra”), Kuhoo Verma (“Plano B”), Enrique Arce (“The Head: Mistério na Antártida”) e Zurin Villanueva (“Detroit em Rebelião”). “Mistério em Paris” foi mais uma vez escrito por James Vanderbilt, mas a direção desta vez ficou a cargo de Jeremy Garelick (“Padrinhos Ltda.”). O filme tem estreia marcada para 31 de março na Netflix.

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    “Avatar 2” é filme mais visto do mundo pelo sétimo fim de semana

    29 de janeiro de 2023 /

    O público ainda não cansou de ver “Avatar: O Caminho da Água”, que segue como o filme com mais ingressos vendidos em todo o mundo pelo sétimo fim de semana consecutivo. A produção da 20th Century/Disney fez mais US$ 15,7 milhões só nos últimos três dias nos EUA e Canadá, superando os demais títulos em cartaz. Na semana passada, o longa avançou duas posições no ranking das maiores bilheterias mundiais de todos os tempos, superando “Vingadores: Guerra Infinita” (que fez US$ 2,052 bilhões) na quarta (25/1) e “Star Wars: O Despertar da Força” (US$ 2,071 bilhões) na sexta (27/1). Agora, a sci-fi de James Cameron é a quarta maior bilheteria da História com US$ 2,116 bilhões, e pode superar “Titanic” (US$ 2,194 bilhões) em breve para se tornar a terceira. A continuação de “Avatar” tem conseguido maior impulso nas bilheterias internacionais, onde também é o 4º filme mais visto de todos os tempos, com US$ 1.49 milhões. No mercado doméstico dos EUA e Canadá, porém, a produção chegou “apenas” ao 11º lugar neste domingo (29/1), com US$ 620,5 milhões. Sem grandes lançamentos nos cinemas norte-americanos neste fim de semana, houve apenas uma novidade no Top 5, o filme indiano de ação “Pathaan”, que faturou US$ 5,95 milhões em somente 695 telas. Vale reparar que o valor é mais que o dobro do faturamento da outra estreia do período, o terror “Infinity Pool”, de Brandon Cronenberg, que abriu em 8º lugar, com US$ 2,7 milhões e exibição em 1,8 mil salas. Nenhum dos dois filmes tem previsão de lançamento no Brasil. Confira abaixo os trailers das 5 maiores bilheterias do fim de semana nos EUA e Canadá.   1 | AVATAR: O CAMINHO DA ÁGUA |   2 | GATO DE BOTAS 2: O ÚLTIMO PEDIDO |   3 | O PIOR VIZINHO DO MUNDO |   4 | M3GAN |   4 | PATHAAN |

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    Cristina Ricci ataca Academia por polêmica com Andrea Riseborough: “Elitista”

    28 de janeiro de 2023 /

    A polêmica em torno da investigação anunciada pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas sobre a campanha de Andrea Riseborough para conseguir uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz resultou numa polêmica enorme neste sábado (28/1), com vários artistas famosos condenando a iniciativa e saindo em defesa da colega. A atriz britânica foi indicada por “To Leslie”, produção independente pouco vista, que, sem dinheiro, não investiu em campanha na mídia, optando por trabalhar com e-mails, redes sociais e contatinhos. Segundo a Academia, isso fere as regras da instituição. O ponto central da questão foi melhor defendido por Christina Ricci (vista recentemente em “Wandinha”), que foi ao Instagram reclamar do elitismo da entidade, já que, na prática, a Academia estaria sugerindo que só produções milionárias teriam chances de chegar ao Oscar, enquanto um filme independente pouco visto, como “To Leslie”, jamais poderia ter entrado no clubinho das indicações por não poder pagar seu lugar. “Parece hilário que a ‘indicação surpresa’ (o que significa que toneladas de dinheiro não foram gastas para posicionar essa atriz) de uma atuação legitimamente brilhante esteja sendo investigada”, escreveu Ricci. “Então são apenas os filmes e atores que podem pagar pelas campanhas que merecem reconhecimento? Parece elitista e exclusivista e, francamente, muito retrógrado para mim”. Ricci ainda acrescentou que tem certeza de que Riseborough “não teve nada a ver com a campanha” para a indicação, lembrando que isso nunca é orquestrado pelo ator, “mas agora sua indicação será manchada por isso”. E concluiu: “Se a indicação for tirada, a vergonha será deles [Academia].” A Academia trouxe o caso à tona ao divulgar um comunicado na sexta-feira dizendo que está “conduzindo uma revisão dos procedimentos de campanha em torno dos indicados deste ano”. A organização também disse que está ponderando “se mudanças nas diretrizes podem ser necessárias em uma nova era de mídia social e comunicação digital”. Embora a declaração não mencione um filme ou indivíduo específico, todas as matérias da imprensa dos EUA sobre o assunto citaram o caso de Riseborough, considerada a grande surpresa nas indicações deste ano, já que seu filme fez meros US$ 27 mil nas bilheterias em seu lançamento no mês de outubro nos EUA, o que significa que poucos viram e comentaram a obra. O problema é que o Oscar tem regras específicas contra lobby e algumas delas teriam sido infligidas pela campanha da atriz, que no filme de Michael Morris vive uma mãe solteira que ganha na loteria, mas começa a torrar dinheiro de forma irresponsável. Duas infrações podem anular a indicação dela. Casada com o diretor de “To Leslie”, Michael Morris, a atriz Mary McCormack mandou um e-mail para amigos da indústria pedindo ajuda na promoção do filme e de Riseborough na campanha pelo Oscar. Na mensagem, ela pedia que as pessoas fizessem posts no Instagram sobre o filme e sugeria até hashtags. Ela foi atendida por várias estrelas de peso, como Sally Field, Liam Neeson, Jane Fonda, Laura Dern, Catherine Keener, Geena Davis e Mira Sorvino, que fizeram publicações sobre o longa nas redes sociais. Além disso, Charlize Theron, Gwyneth Paltrow, Demi Moore, Courteney Cox e Edward Norton se envolveram em sessões especiais para votantes da Academia, convocando eleitores do Oscar. Este tipo de campanha, com apelo direto e nominal a votantes, é proibida pela Academia, que permite apenas comunicação genérica – que custa cara – com disparos de e-mail pelos próprios servidores da entidade e via anúncios na mídia paga. O filme também ficou em maus lençóis por causa de um post no Instagram. O perfil oficial do longa compartilhou uma publicação, já deletada, com destaque para uma frase de crítica publicada no jornal Chicago Sun Times. Além de elogiar Riseborough, o trecho citava uma concorrente, o que é vetado pela Academia. “Por mais que tenha admirado o trabalho de (Cate) Blanchett em ‘Tár’, minha performance favorita por uma mulher foi entregue por Andrea Riseborough”, dizia o texto destacado, escrito pelo respeitado crítico Richard Roeper. A Academia proíbe campanhas que promovam a competição entre nomes e títulos, como a menção a outros atores e filmes concorrentes em materiais de divulgação. Agora, a governança da instituição vai se reunir na próxima terça (31/1) para decidir se houve violação nas regras da cerimônia. Caso isso seja constatado, o nome de Riseborough será retirado da lista de indicados, que ficará com apenas quatro artistas (não haverá substituição). Além de disputar o Oscar pela primeira vez na carreira, a atriz britânica venceu o Festival Raindance pelo desempenho em “To Leslie” e também concorre ao Spirit Awards, o “Oscar” do cinema independente dos EUA.

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    Andrea Riseborough pode perder indicação ao Oscar por culpa de e-mail e Instagram

    28 de janeiro de 2023 /

    Após a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA informar que estava investigando irregularidades em campanhas de indicações ao Oscar 2023, o nome de Andrea Riseborough foi envolvido num forte burburinho em Hollywood. Ela foi considerada a maior surpresa do Oscar, ao obter indicação como Melhor Atriz por “To Leslie”, um drama indie pouco visto e comentado. A atriz e o longa passaram em branco na maioria das premiações da temporada, não tiveram muita repercussão na mídia nem investiram numa campanha massiva para buscar a indicação. Algo totalmente incomum no Oscar. Entretanto, a Academia teria percebido que os produtores do filme tomaram alguns atalhos irregulares para conseguir sua façanha. O Oscar tem regras específicas contra lobby e algumas delas teriam sido infligidas pela campanha da atriz, que no filme de Michael Morris vive uma mãe solteira que ganha na loteria, mas começa a torrar dinheiro de forma irresponsável. Duas infrações podem anular a indicação dela. Casada com o diretor de “To Leslie”, Michael Morris, a atriz Mary McCormack mandou um e-mail para amigos da indústria pedindo ajuda na promoção do filme e de Riseborough na campanha pelo Oscar. Na mensagem, ela pedia que as pessoas fizessem posts no Instagram sobre o filme e sugeria até hashtags. Ela foi atendida por várias estrelas de peso, como Sally Field, Liam Neeson, Jane Fonda, Laura Dern, Catherine Keener, Geena Davis e Mira Sorvino, que fizeram publicações sobre o longa nas redes sociais. Além disso, Charlize Theron, Gwyneth Paltrow, Demi Moore, Courteney Cox e Edward Norton se envolveram em sessões especiais para votantes da Academia, convocando eleitores do Oscar. Este tipo de campanha, com apelo direto e nominal a votantes, é proibida pela Academia, que permite apenas comunicação genérica – que custa cara – com disparos de e-mail pelos próprios servidores da entidade e via anúncios na mídia paga. O filme também ficou em maus lençóis por causa de um post no Instagram. O perfil oficial do longa compartilhou uma publicação, já deletada, com destaque para uma frase de crítica publicada no jornal Chicago Sun Times. Além de elogiar Riseborough, o trecho citava uma concorrente, o que é vetado pela Academia. “Por mais que tenha admirado o trabalho de (Cate) Blanchett em ‘Tár’, minha performance favorita por uma mulher foi entregue por Andrea Riseborough”, dizia o texto destacado, escrito pelo respeitado crítico Richard Roeper. A Academia proíbe campanhas que promovam a competição entre nomes e títulos, como a menção a outros atores e filmes concorrentes em materiais de divulgação. Agora, a governança da instituição vai se reunir na próxima terça (31/1) para decidir se houve violação nas regras da cerimônia. Caso isso seja constatado, o nome de Riseborough será retirado da lista de indicados, que ficará com apenas quatro artistas (não haverá substituição). A indicação foi a primeira da carreira da atriz britânica, que pelo desempenho em “To Leslie” também foi indicada ao Spirit Awards, o “Oscar” do cinema independente dos EUA. Diante da ameaça da Academia, vários artistas tem protestado contra as suspeitas e manifestado apoio à atriz, lembrando que produções independentes têm muito mais dificuldade em promover seus talentos, diante das campanhas milionárias dos grandes estúdios, e a única forma de haver um mínimo de equilíbrio são táticas de guerrilha.

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    “Avatar 2” passa “Star Wars: O Despertar da Força” e vira 4ª maior bilheteria mundial

    28 de janeiro de 2023 /

    “Avatar: O Caminho da Água” se tornou o 4º filme de maior bilheteria mundial de todos os tempos, ao superar o faturamento global de “Star Wars: O Despertar da Força”. Foi a segunda ultrapassagem do longa de James Cameron nesta semana. Na quarta, a obra superou o rendimento de “Vingadores: Guerra Infinita” (que fez US$ 2,052 bilhões), ocasião em que se tornou a 5ª maior bilheteria de todos os tempos. A vendagem de ingressos continuou forte e, na sexta-feira (27/1), a nova sci-fi chegou a US$ 2.074,8 milhões de arrecadação, ultrapassando os US$ 2,071 bilhões de “O Despertar da Força”. Agora, James Cameron pode dizer que é responsável por três das quatro maiores bilheterias de todos os tempos. Os demais são o “Avatar” original em 1º lugar e “Titanic” em 3º. A segunda maior bilheteria é “Vingadores: Ultimato”. Todos são filmes da Disney, após o estúdio comprar a 20th Century Fox, mas a Paramount tem sociedade na produção de “Titanic”. Pelo ritmo do mercado, “Avatar: O Caminho da Água” deve superar “Titanic” na próxima semana, porém o filme de 1997 vai voltar aos cinemas em fevereiro, em relançamento temático para o Dia dos Namorados, que é comemorado em 14 de fevereiro nos EUA (dia de São Valentim). A continuação de “Avatar” tem conseguido maior impulso nas bilheterias internacionais, onde também é o 4º filme mais visto de todos os tempos, com US$ 1.466,3 milhões até sexta-feira. No mercado doméstico dos EUA e Canadá, porém, a produção não passa do 13º lugar, com US$ 608,5 milhões. Até sexta-feira, os principais mercados internacionais do longa são: China (US$ 235,4 milhões), França (US$ 133,2 milhões), Alemanha (US$ 120,2 milhões), Coreia do Sul (US$ 101,5 milhões), Reino Unido (US$ 83,5 milhões), Índia (US$ 58,3 milhões), Austrália (US$ 57,5 ​​milhões), México (US$ 52,3 milhões), Espanha (US$ 48,1 milhões) e Itália (US$ 45,8 milhões).

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    Indicação inesperada de Andrea Riseborough ao Oscar gera investigação da Academia

    27 de janeiro de 2023 /

    A maior surpresa do Oscar 2023 foi, sem dúvidas, a inesperada indicação de Andrea Riseborough (de “Birdman”) para a categoria de Melhor Atriz pelo filme “To Leslie”. Andrea e o longa passaram em branco na maioria das premiações, não tiveram muita repercussão na mídia nem investiram numa campanha massiva para a temporada de premiações. Algo totalmente incomum no Oscar. Mesmo assim, a atriz acabou surgindo entre as indicadas a Melhor Atriz do ano. O filme de Michael Morris estreou no SXSW do ano passado e conta com Riseborough no papel de Leslie, uma mãe solteira que ganha na loteria, mas começa a torrar dinheiro de forma irresponsável. Após o anúncio dos indicados, os especialistas que acompanham as previsões do prêmio foram pegos de surpresa e questionaram como a artista alcançou a almejada indicação. E durante o questionamento, o site Puck News apontou que a campanha pela indicação pode ter tido irregularidades. Diante da denúncia, a Academia se prontificou a investigar se alguma norma da premiação não foi burlada. É expressamente proibido, por exemplo, que a produção de um filme entre em contato com membros da instituição para promover um artista ou um filme. Só que, no caso de “To Leslie”, a esposa do diretor Michael Morris, Mary McCormack, e outros integrantes da produção teriam entrado em contato com dezenas de estrelas influentes em Hollywood para pedir apoio. Edward Norton tuitou sobre “To Leslie”. Amy Adams e Charlize Theron realizaram exibições da obra para votantes da Academia. Gwenyth Paltrow e Jennifer Aninston colocaram o filme em suas redes sociais. Howard Stern mencionou no seu podcast. Casada com Morris desde 2003, Mary é bem conectada na indústria. E, ao invés de gastar milhões em campanha de publicidade ou eventos para chamar atenção dos eleitores da Academia para a obra, McCormack simplesmente acionou seus conhecidos através de e-mails e mensagens pedindo para as pessoas assistirem ao filme. Se elas gostassem, então poderiam divulgá-lo. Mas é justo dizer que Norton, Adams e companhia fizeram bem mais que isso. A Academia agora irá investigar a questão. Uma reunião está marcada para a próxima terça-feira (31/1), para decidir se a produção do filme infringiu as regras e contatou membros da Academia diretamente para promover a atuação de Risenborough. Para se ter noção, a Academia tem inúmeras regras que precisam ser seguidas para a campanha dos candidatos ao Oscar, inclusive sobre o que pode ser enviado por e-mail e qual tipo de e-mail é permitido. Até a quantidade de comida e bebida em eventos é controlada. Agora, com a repercussão do caso, a Academia deve focar toda a sua atenção para verificar em detalhes a campanha de “To Leslie”. Há muitas questões a serem avaliadas, mas, por enquanto, Andrea Riseborough ainda está na disputa pelo seu primeiro o Oscar. É importante lembrar que a derrocada do Globo de Ouro aconteceu justamente pela falta de transparência na avaliação dos filmes e pela cultura ferrenha de lobby entre os votantes da Associação de Críticos, o que fatalmente influenciava no resultado final da premiação. Com a indicação de Andrea, nomes de peso como Viola Davis e Danielle Deadwyler, ambas atrizes negras, ficaram de fora do Oscar, apesar de seus elogiados trabalhos no filmes “A Mulher Rei” e “Till”, respectivamente. O que aumentou – ainda mais – o burburinho em torno de Andrea e sua inesperada indicação.

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    Filmes: Comédias com Eddie Murphy e Jennifer Lopez chegam ao streaming

    27 de janeiro de 2023 /

    Nesta semana, os lançamentos que chamam mais atenção nos catálogos digitais não resultam necessariamente num Top 10 de melhores filmes. Em vez disso, a seleção desta sexta (27/1) destaca os títulos mais chamativos, por trazerem astros famosos como Eddie Murphy e Jennifer Lopez, ou oferecerem um passeio nostálgico por uma série ou franquia de terror antiga, por exemplo. A seleção reflete o apelo que esses títulos podem ter junto ao grande público, mesmo que as ofertas mais badaladas das plataformas de streaming não primem exatamente pela qualidade. Em compensação, a programação das locadoras virtuais complementam a lista com opções premiadas e títulos com impressionantes 100% de aprovação no Rotten Tomatoes – o agregador de críticas de cinema dos EUA. Confira abaixo, com mais detalhes, 10 títulos da programação de streaming e VOD (video on demand) desse fim de semana.   | ATÉ OS OSSOS | VOD*   O drama que volta a reunir o ator Timothée Chalamet com o diretor Luca Guadagnino após “Me Chame pelo Seu Nome” adapta o romance homônimo de Camille DeAngelis, que combina romance e canibalismo. O filme se passa nos anos 1980 e segue uma mulher em uma viagem em busca do pai que nunca conheceu, na tentativa de entender por que sente vontade de matar e comer as pessoas que a amam. No meio de sua jornada, ela encontra alguém que parece ser sua alma gêmea carnívora. O roteiro foi escrito por Dave Kajganich, que trabalhou com Guadagnino em “Suspiria”, e o papel principal feminino é vivido por Taylor Russell (“Perdidos no Espaço”), que venceu o Troféu Marcello Mastroianni de Melhor Atriz Jovem no Festival de Veneza deste ano. O elenco também inclui Mark Rylance (“Não Olhe para Cima”), André Holland (“Moonlight”), Jessica Harper (“Suspiria”), Michael Stuhlbarg (“Dopesick”), o diretor David Gordon-Green (“Halloween”), Francesca Scorsese (“We Are Who We Are”) e Chloë Sevigny (também de “We Are Who We Are”).   | CASAMENTO ARMADO | AMAZON PRIME VIDEO   A comédia romântica de ação se passa no dia do casamento dos personagens de Jennifer Lopez (“As Golpistas”) e Josh Duhamel (“Transformers”). Após várias confusões envolvendo suas famílias, eles começam a repensar a decisão de levar adiante o matrimônio. Mas antes que possam tomar qualquer atitude, o resort paradisíaco onde a cerimônia acontece é invadido por sequestradores fortemente armados. De uma hora para outra, eles se veem precisando lutar literalmente por seu casamento. Vale apontar que a situação absurda não é levada aos extremos que a premissa sugere, resultando convencional e sem graça – atingiu apenas 37% de aprovação no Rotten Tomatoes O projeto tem roteiro de Liz Meriwether (a criadora de “New Girl”) e Mark Hammer (“Apenas Duas Noites”), direção de Jason Moore (“A Escolha Perfeita”) e ainda destaca Lenny Kravitz (“Jogos Vorazes”) como ex-marido de Lopez, Jennifer Coolidge (“The White Lotus”) como a mãe de Duhamel e a brasileira Sonia Braga (“Bacurau”) como a mãe de Lopez.   | CERTAS PESSOAS | NETFLIX   A comédia estrelada por Jonah Hill (“A Pé Ele Não Vai Longe”) e Eddie Murphy (“Um Príncipe em Nova York 2”) explora os conflitos raciais e religiosos gerados a partir do noivado de um homem branco de uma família judia com uma mulher negra de família muçulmana. A trama acompanha Ezra Cohen (Hill), um sujeito solteiro que conhece e se apaixona por Amira Mohammed (Lauren London, de “Sem Remorso”). Porém, o relacionamento deles é testado por suas famílias: os pais progressistas de Ezra e os pais inflexíveis de Amira, que se intrometem na vida do casal. Eddie Murphy e Nia Long (“O Banqueiro”) interpretam os pai de Amira, enquanto Julia Louis-Dreyfus (“Veep”) e David Duchovny (“Arquivo X”) vivem os pais de Ezra. Além de estrelar, Hill também co-escreveu o roteiro ao lado de Kenya Barris (criador de “Black-ish”), que faz aqui a sua estreia na direção de um longa-metragem. A crítica americana se dividiu entre elogios e lamentos, fazendo a aprovação ficar em 40% no Rotten Tomatoes. A busca forçada por situações polêmicas sem o devido aprofundamento ou graça, e as comparações com o clássico “Adivinhe Quem Vem para Jantar” (1967) pesaram negativamente.   | PRONTO, FALEI | VOD*   A primeira comédia de Michel Tikhomiroff (“Confia em Mim”) é uma história típica de farsa que dá errado, com referências que vão de “Para Todos os Garotos que Já Amei” a “Cyrano de Bergerac”. Na trama, Nicolas Prattes (“O Segredo de Davi”) é um jornalista que, após beber muito, descobre que enviou vários rascunhos de e-mails falando mal de todos no trabalho. Certo que vai perder o emprego, aceita uma barganha: outro jornalista, vivido por Romulo Arantes Neto (“Quem Vai Ficar com Mário?”), propõe assumir a autoria dos emails, e em troca pede que ele passe a escrever sua coluna. Só que os e-mails aumentam a popularidade do outro, que ainda é elogiado pelo trabalho que não faz. Decepcionado, o protagonista atrapalhado passa a imaginar como reverter a situação. O elenco também inclui Kéfera Buchmann (“É Fada”) e Duda Santos (“Travessia”).   | TEEN WOLF: O FILME | PARAMOUNT+   A produção nostálgica existe apenas para reunir os personagens da série de lobisomens com seus fãs saudosos. A história se passa vários anos após Scott McCall (Tyler Posey) deixar Beacon Hills. Traumatizado com os eventos da série, ele se mudou para Los Angeles, onde tenta ter uma vida normal, mas é atraído novamente para a cidadezinha por visões noturnas e se vê forçado a assumir seu lugar como um lobo alfa para defender os amigos dos ataques. Um dos mistérios do longa é quem aparece para caçar os monstrinhos camaradas: ninguém menos que Alisson (Crystal Reed), a ex-namorada de Scott, que deveria estar morta há oito anos – desde a 3ª temporada da atração original. Apesar da expectativa criada por essa premissa, a trama não dá conta de todas as participações especiais, especialmente porque parece ter sido concebida para lançar um spin-off centrado em um novo lobisomem adolescente, que ocupa mais tempo que o necessário na tela. Escrita pelo criador de “Teen Wolf”, Jeff Davis, a produção tem 20 personagens ao todo, vividos por Tyler Posey (hoje dublando “Velozes & Furiosos: Espiões do Asfalto”), Crystal Reed (que após morrer na série foi parar em “Gotham” e “Monstro do Pântano”), Tyler Hoechlin (o Superman de “Superman and Lois”), Holland Roden (“Mayans MCs”), Colton Haynes (“Arrow”), Shelley Hennig (“Dollface”), JR Bourne (“The 100”), Dylan Sprayberry (“Light as a Feather”), Ian Bohen (“Yellowstone”), Seth Gilliam (“The Walking Dead”), Orny Adams (“Tá Rindo do Quê?”), Melissa Ponzio (“Chicago Fire”), Ryan Kelley (“Terra dos Bravos”), Linden Ashby (“Gatunas”) e Khylin Rhambo (“Medo Profundo: O Segundo Ataque”), além de novidades como Vince Mattis (“Halloween”) e Amy Workman (“Vikes”), entre outros. A direção é de Russell Mulcahy, que dirigiu vários episódios da série original (além do clássico “Highlander”), e que transforma o filme num episódio muito longo, com os mesmos problemas de ritmo e efeitos toscos de câmera lenta de uma década atrás.   | HELLRAISER | VOD*   A franquia dos anos 1980 volta repaginada, com uma história inédita sobre incautos que ousam decifrar o segredo do cubo maldito e abrir as portas do inferno para a chegada dos cenobitas. Mas se a premissa é a de sempre, o monstro demoníaco Pinhead, símbolo da franquia, volta bem diferente nesse reboot, aparecendo pela primeira vez com visual andrógino. Quem vive Pinhead na nova versão é a atriz Jamie Clayton, que teve destaque em “Sense8” e atualmente está na série “The L Word: Generation Q”. Ela é a primeira transexual no papel do líder dos cenobitas, que até então tinha sido vivido por Doug Bradley em oito filmes, além de Stephan Smith Collins e Paul T. Taylor nas duas produções mais recentes. No livro de Clive Barker, o personagem não tem sexo definido. A dupla Ben Collins e Luke Piotrowski assina o roteiro, enquanto a direção ficou a cargo de David Bruckner. O trio é o mesmo responsável pelo ótimo terror “A Casa Sombria” (2020), com Rebecca Hall.   | A CONFERÊNCIA | VOD*   O drama histórico recria a conferência privada em que foram discutidos os planos mais ambiciosos do partido nazista alemão: a solução final para o problema dos judeus na Europa. O longa do diretor Matti Geschonneck (“In Times of Fading Light”) recria em detalhes as discussões de políticos e militares, travadas numa mansão luxuosa e regada ao melhor vinho, ao longo dia dia 20 de janeiro de 1942, que determinou o assassinato sistemático de 11 milhões de judeus. A frieza burocrática de alguns e o entusiasmo de outros é de arrepiar. Originalmente feito para a TV, a obra alemã venceu o prêmio de Melhor Telefilme Europeu do ano, conquistou 10 troféus internacionais e 100% de aprovação no RT.   | NARVIK | NETFLIX   O drama de guerra é baseado na história real da primeira derrota nazista na 2ª Guerra Mundial, que aconteceu na pequena cidade do título, localizada no norte da Noruega. Ocupada pelos nazistas, devido à mineração de ferro considerada estratégica para o maquinário de guerra de Hitler, o local vira um campo de batalha inesperado, quando 200 noruegueses pegam em armas contra os invasores, enquanto suas mulheres se veem obrigadas a trabalhar para os alemães quase como prisioneiras. Esta divisão distancia o casal protagonista, que se veem lutando de formas diferentes contra os inimigos. A direção de Erik Skjoldbjærg (da série “Okkupert”) privilegia as belíssimas locações da Noruega, com cenários gélidos, que valorizam a fotografia da produção.   | O EXAME | VOD*   Rojin, uma jovem de coração partido que sofre de depressão após o desaparecimento de seu noivo, está diante de um dilema. Se não passar no vestibular, seu pai a forçará a se casar com quem não quer. Se ela tiver sucesso, no entanto, poderia ir para a universidade e levar uma vida mais emancipada. Temendo não estar bem preparada, ela acaba se envolvendo num esquema de cola via ponto eletrônico, mas tudo começa a dar errado quando o nervosismo toma conta de seu corpo e mente. Dirigido pelo iraquiano Shawkat Amin Korki (“Kick Off”), o drama tenso venceu o prêmio da crítica no Festival de Karlovy Vary e tem 100% de aprovação no Rotten Tomatoes.   | SOB O CÉU ABERTO | VOD*   Um Ex-Yakuza de meia idade (Kôji Yakusho, de “13 Assassinos”), libertado da prisão após 13 anos, procura encontrar a mãe que o abandonou quando criança. Sem conseguir emprego ou benefícios previdenciários por seu passado de gângster, ele luta para se adaptar à sua nova vida fora da prisão. Ao mesmo tempo, seu cotidiano é registrado à distância por um casal de documentaristas. O filme de Miwa Nishikawa (“Retratos do Passado”), baseado num best-seller de Ryûzô Saki(1937-2015), venceu o prêmio do público no Festival de Chicago, nos EUA.     * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Claro TV+, Google Play, Loja Prime, Microsoft Store, Vivo Play e YouTube, entre outras, que funcionam como locadoras digitais sem a necessidade de assinatura mensal.

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    Comédia sobre família iraniana e drama de sequestro infantil vencem Festival de Sundance

    27 de janeiro de 2023 /

    A organização do Festival de Sundance anunciou na nesta sexta (27/1) os vencedores de sua edição de 2023. E os grandes vencedores foram “The Persian Version”, de Maryam Keshavarz, que conquistou o Prêmio do Público e o de Melhor Roteiro, e “A Thousand and One”, de A.V. Rockwell, consagrado com o Grande Prêmio do Júri. Escrito, dirigido e produzido por Keshavarz, “The Persian Version” conta a história de uma grande família iraniana-americana que se reune para acompanhar o transplante de coração do patriarca. Porém, essa reunião acaba revelando um segredo envolvendo a mãe e uma filha distante. Já “A Thousand and One” acompanha uma mulher que sequestra uma criança de 6 anos do sistema de assistência social, convencida de que este crime é necessário para ela alcançar a redenção. Outros títulos premiados nas categorias principais foram “Radical”, dirigido por Christopher Zalla, eleito o filme favorito do festival; “Going to Mars: The Nikki Giovanni Project” de Joe Brewster e Michèle Stephenson, que levou o Grande Prêmio do Júri de Melhor Documentário; “Beyond Utopia”, de Madeleine Gavin, que conquistou o Prêmio do Júri na categoria de documentário. Na competição internacional, os destaques ficaram com “Scrapper”, primeiro longa da inglesa Charlotte Regan, e “Shayda”, da iraniana-australiana Noora Niasari, vencedores do Grande Prêmio do Júri e Prêmio do Público, além do chileno “The Eternal Memory”, sobre o convívio de um casal com Alzheimer, e o ucraniano “20 Days in Mariupol”, sobre a invasão do país por tropas da Russa, documentários reconhecidos respectivamente com os prêmios do Júri e do Público. Confira abaixo a lista dos principais vencedores. COMPETIÇÃO DRAMÁTICA AMERICANA Grande Prêmio do Júri: “A Thousand and One” Prêmio do Público: “The Persian Version” Melhor Direção: Sing J. Lee, por “The Accidental Getaway Driver” Melhor Roteiro: “The Persian Version” Prêmio Especial do Júri por Visão Artística: “Magazine Dreams” Prêmio Especial do Júri por Melhor Elenco: “Theater Camp” Prêmio Especial do Júri por Atuação: Lio Mehiel, por “Mutt” Prêmio Favorito do Festival: “Radical” COMPETIÇÃO DOCUMENTAL AMERICANA Grande Prêmio do Júri: “Going to Mars: The Nikki Giovanni Project” Prêmio do Público: “Beyond Utopia” Melhor Direção: Luke Lorentzen, por “A Still Small Voice” Melhor Edição: “Going Varsity in Mariachi” Prêmio Especial do Júri por Liberdade de Expressão: “Bad Press” Prêmio Especial do Júri por Impacto pela Visão Criativa: “The Stroll” COMPETIÇÃO DRAMÁTICA MUNDIAL Grande Prêmio do Júri: “Scrapper” Prêmio do Público: “Shayda” Melhor Direção: Marija Kavtaradze, por “Slow” Prêmio Especial do Júri por Visão Artística: “Animalia” Prêmio Especial do Júri por Melhor Atuação: Rosa Marchant, por “When It Melts” Prêmio Especial do Júri por Direção de Fotografia: “Mami Wata” COMPETIÇÃO DOCUMENTAL MUNDIAL Grande Prêmio do Júri: “The Eternal Memory” Prêmio do Público: “20 Days in Mariupol” Melhor Direção: Anna Hints por “Smoke, Sauna Sisterhood” Prêmio Especial do Júri por Visão Artística: “Fantastic Machine” Prêmio Especial do Júri por Excelência em Filmagem Real: “Against the Tide”

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