Estreias | Animações “Patos!” e “Wish” chegam aos cinemas
Duas animações são as principais estreias de cinema desta quinta (4/1). A Disney esperou 40 dias para lançar “Wish” no Brasil e, mesmo assim, escolheu uma data em que sua animação original terá que disputar público com uma concorrente de peso. “Patos” é um lançamento recente da Illumination/Universal e em 13 dias fez muito mais sucesso nos EUA, tanto nas bilheterias quanto com a crítica especializada. Os cinemas também vão receber a cinebiografia de Priscilla Presley, premiada no Festival de Veneza, e mais dois títulos. Confira abaixo as novidades da programação. PATOS! Como indica o título nacional, a nova animação da Illumination (criadora dos Minions) segue uma família de patos, os Mallard, que vivem em um lago na Nova Inglaterra, nos EUA. O cauteloso pai da família, Mack Mallard, prefere permanecer nas margens seguras de seu lago, mas sua esposa aventureira Pam e seus filhos, Dax e Gwen, anseiam por explorar o mundo. Eventualmente, a família decide embarcar em uma migração de inverno para a Jamaica, dando início a uma série de aventuras e descobertas. Embora siga uma fórmula convencional, o longa se destaca pelo seu estilo visual inovador. Diferente de muitas produções animadas contemporâneas, “Patos!” apresenta uma estética texturizada que transmite uma sensação menos artificial. As paisagens vistas do ar e a paleta de cores mais suaves criam uma atmosfera única, com sombras mais amenas e um efeito quase aquarelado. Essa abordagem é um reflexo das preferências do diretor francês Benjamin Renner, conhecido por filmes animados encantadores e pessoais como “Ernest & Celestine” (2012) e “A Raposa Má” (2017). A narrativa também é enriquecida pelo roteiro de Mike White (criador de “The White Lotus”), que faz a jornada dos Mallards ser pontuada por momentos de humor sofisticado o suficiente para entreter os adultos, enquanto mantém a história acessível e divertida para o público mais jovem. O elenco de dubladores originais inclui Kumail Nanjiani (“Eternos”) e Elizabeth Banks (“As Panteras”) como os pais, e Caspar Jennings (“O Solado que Não Existiu”) e a estreante Tresi Gazal como seus filhos. Além disso, Awkwafina (“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”) empresta sua voz áspera a uma pomba durona de Nova York, enquanto Danny DeVito (“Mansão Mal-Assombrada”) e Keegan-Michael (“Shmigadoon!”) vivem o Tio Dan e um papagaio jamaicano. WISH – O PODER DOS DESEJOS Feita para celebrar o centenário da Disney, a animação explora a Estrela dos Desejos de seus desenhos clássicos e é conscientemente estruturada como as fábulas tradicionais do estúdio, mas com uma abordagem moderna. Esse era uma vez se passa no reino utópico de Rosas, governado pelo monarca feiticeiro Magnifico (voz original de Chris Pine, de “Mulher-Maravilha”). Neste mundo, Magnifico confisca os desejos mais caros de seu povo, guardando-os e ocasionalmente concedendo um. A trama se desenrola quando a adolescente Asha (com a voz de Ariana DeBose, de “Amor, Sublime Amor”) percebe que privar as pessoas de seus sonhos não é a base para uma sociedade feliz. Ela deseja uma mudança fundamental no reino, o que faz uma estrela cair do céu e desencadear os eventos centrais do filme. O elenco de dubladores originais também destaca Alan Tudyk (“Resident Alien”) como a voz do bode de estimação de Asha, chamado Valentino – cujo dom de falar é concedido pela estrelinha. A narrativa luta para encontrar seu lugar, não conseguindo evocar eficazmente o passado para funcionar como uma homenagem, nem ser suficientemente irreverente ou inovadora para justificar suas referências constantes. Refletindo essa encruzilhada, seu visual representa uma tentativa de homenagear as animações desenhada à mão e o presente digital da Disney, combinando animação tridimensional e bidimensional. No entanto, a execução não alcança a harmonia desejada, resultando em uma estética que parece pouco convincente e desconexa. Para completar, o filme é um musical como os desenhos à moda antiga, mas sua trilha sonora tem pouco apelo e originalidade, parecendo mais um produto feito por encomenda de conglomerado do que de inspiração artística. O resultado foi um fracasso de crítica (48% no Rotten Tomatoes) e nas bilheterias de cinema da América do Norte, onde a produção orçada em US$ 200 milhões arrecadou apenas US$ 61 milhões em 40 dias – menos que “Patos” em 13 dias. PRISCILLA A biografia dirigido por Sofia Coppola explora a complexidade da vida de Priscilla Beaulieu Presley, interpretada por Cailee Spaeny (“Jovens Bruxas: Nova Irmandade”). A narrativa começa quando Priscilla, com apenas 14 anos, conhece o ícone do rock Elvis Presley, interpretado por Jacob Elordi (“Saltburn”), em uma festa perto de uma base militar dos EUA na Alemanha Ocidental. A história segue a evolução do relacionamento deles, desde o encantamento inicial de Priscilla até os desafios de uma vida compartilhada com uma superestrela. O filme, adaptado da memória de Priscilla Presley, “Elvis e Eu”, apresenta uma visão dupla: a experiência pessoal de Priscilla e uma perspectiva moderna que questiona a natureza de seu relacionamento com Elvis. Coppola captura a solidão e o isolamento de Priscilla, uma mulher presa no brilho e nas expectativas de sua época. Criado em um mundo de papéis de gênero rígidos, Elvis espera que Priscilla cumpra o papel tradicional de esposa. A narrativa destaca a luta da protagonista para se adaptar a esse ideal feminino, evidenciado nas escolhas de figurino, com roupas sofisticadas e, conforme a história evolui, até a expressão de sua independência através de estampas que Elvis desaprovava. O filme explora a complexidade dessa relação, evitando rótulos simplistas e destacando as estruturas de poder em torno do cantor, que influenciam todas as suas relações. “Priscilla” é uma representação artística da jornada de Priscilla através de um casamento difícil. A história se desenvolve de forma gradual, com o impacto tóxico de Elvis corroendo lentamente o casamento, enquanto celebra a autodescoberta feminina e os desafios de formar uma identidade própria. O desempenho no papel-título rendeu a Cailee Spaeny o troféu de Melhor Atriz no Festival de Veneza passado. DOGMAN A volta do diretor Luc Besson ao cinema após anos turbulentos, em que enfrentou e se livrou de um processo por violência sexual, gira em torno de Doug (Caleb Landry Jones), um personagem marginalizado e em cadeira de rodas, que prefere a companhia de cães aos humanos. O filme explora a jornada de Doug desde a infância traumática, onde sofreu abusos e foi confinado numa jaula com cães pelo próprio pai, até sua vida adulta, quando utiliza seu domínio sobre os cães para realizar atividades criminosas e, paralelamente, expressa-se artisticamente através de performances de drag queen. A narrativa é apresentada por meio de flashbacks, enquanto Doug relata sua história para uma psicóloga da prisão. O filme tem sido objeto de críticas pela sua abordagem da violência, que alguns consideram excessiva ou desnecessariamente gráfica. Esta violência não se limita apenas a cenas de ação física, mas também abrange a violência psicológica e emocional, retratando um protagonista que enfrenta traumas e adversidades desde a infância. As sequências são apresentadas de maneira crua e impactante, refletindo a realidade brutal do mundo em que Doug vive e as duras experiências que moldam seu caráter e escolhas. Por outro lado, é elogiado por seu aspecto visual distintivo. A cinematografia de Besson, conhecida por seu estilo único e sua habilidade em criar cenas visuais memoráveis, é um ponto forte da produção. O uso de cores, iluminação e composição das cenas contribui para criar uma atmosfera que é ao mesmo tempo sombria e esteticamente envolvente. Esses elementos visuais não apenas complementam a narrativa, mas também aprofundam a imersão do espectador no universo da tela. Em resumo, “Dogman” é um filme que provoca reações fortes. O MELHOR ESTÁ POR VIR O diretor italiano Nanni Moretti, vencedor da Palma de Ouro com “O Quarto do Filho” (2001), oferece ao público um filme dentro de um filme. Moretti não só dirige como também estrela o longa no papel de Giovanni, um diretor de cinema obstinado, representando uma figura narcisista e autodepreciativa. No coração da trama está um projeto cinematográfico ambientado em 1956, comandado por Giovanni, que retrata um momento crítico da história política: a invasão da Hungria pela União Soviética e a resposta conflitante dentro do Partido Comunista Italiano. Este enredo histórico é entrelaçado com as nuances da vida pessoal e profissional do diretor, incluindo sua relação conturbada com sua esposa e co-produtora Paola, interpretada por Margherita Buy, e suas reflexões sobre o estado atual do cinema e a influência de plataformas de streaming como a Netflix. Moretti, reconhecido por sua abordagem autoral e introspectiva, utiliza a obra como um meio de explorar e comentar – superficialmente – sobre o mundo do cinema, emulando a estrutura metafílmica de obras clássicas como “8½” de Federico Fellini. Assim como Fellini usou a obra-prima de 1963 para explorar as crises criativas e a vida de um diretor de cinema, Moretti faz algo semelhante, misturando sua biografia com a ficção. Ele cria uma obra que reflete sobre sua própria carreira, suas visões e experiências pessoais, colocando-se no centro da narrativa como um cineasta que luta contra as demandas comerciais e os desafios artísticos da indústria cinematográfica contemporânea. Apesar de ter elementos de comédia e momentos surrealistas, o filme não escapa da autoindulgência típica de projeto de vaidade. O apelo da obra depende muito da familiaridade do espectador com a filmografia de Moretti e seu apreço pelo próprio cineasta.
Amber Heard agradece fãs por apoio em “Aquaman 2”
A atriz Amber Heard usou as redes sociais para agradecer aos fãs pelo apoio a seu papel de Mera em “Aquaman 2: O Reino Perdido”. “Depois de todo esse tempo, ‘Aquaman 2’ fez seu ‘splash’ (desculpe, é muito fácil)”, ela escreveu no Instagram, junto com uma série de fotos do set do filme. “Obrigada a todos os meus fãs pelo apoio avassalador e amor no retorno de Mera em AQ. Muito obrigada.” A sequência chegou aos cinemas no final de dezembro após campanha dos fãs de Johnny Depp para que Amber fosse cortada da produção, devido à batalha judicial entre ela e o ator, seu ex-marido, envolvendo acusação de abuso doméstico. A Warner Bros. removeu Depp de “Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore”, após Depp ser derrotado num julgamento na Inglaterra, e os fãs queriam que o estúdio fizesse o mesmo com Heard, já que ela perdeu outro processo nos EUA. Uma petição online alcançou mais de 1,5 milhão de assinaturas. Embora seu papel tenha sido mantido, durante a produção houve relatos de que ele seria muito diminuído, o que de fato acabou acontecendo. Heard confirmou na Justiça que as versões mais recentes do roteiro reduziram sua participação drasticamente. “Recebi um roteiro e depois novas versões do roteiro que haviam tirado cenas com ação, que retratavam meu personagem e outro personagem — sem dar spoilers — lutando um com o outro, e basicamente retiraram uma grande parte do meu papel.” O diretor James Wan deu outra versão para a diminuição do papel. “Eu sempre apresentei isso a todos desde o início. O primeiro ‘Aquaman’ foi a jornada de Arthur (Jason Mamoa) e Mera (Heard). O segundo filme sempre seria sobre Arthur e Orm (Patrick Wilson)”, ele afirmou à revista Entertainment Weekly. “Então, o primeiro foi um filme de ação-aventura romântico, o segundo é um filme de ação-aventura de ‘bromance’. Vamos deixar assim.” Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Amber Heard (@amberheard)
Ator que virou ambulante dorme na rua por não ter onde deixar carrinho de bebidas
O ex-“Malhação” Daniel Erthal, que viralizou nas redes sociais por vender cerveja como ambulante em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, revelou que vai precisar dormir na rua, porque não tem onde deixar o carrinho de bebidas. O ator armazenava o carrinho na garagem de um prédio, mas o proprietário o proibiu de continuar por lá. “Vou pegar um colchonete para colocar aqui e vou dormir na rua para ninguém roubar. Acabou, não dá mais para colocar o carrinho lá. Estou vulnerável agora, não tenho onde deixar. Vou ter que dormir aqui, porque não vou deixar o carrinho em Copacabana”, ele explicou numa live nesta quarta (3/1) Erthal disse que ainda não teve a licença de ambulante aprovada, o que lhe ajudaria a guardar o equipamento junto à Prefeitura, e pediu ajuda para acelerar o processo. “Preciso ser rápido, porque o gelo está derretendo. Não posso perder meu investimento por negligência minha. Estou focado na operação de conseguir meus documentos”, revelou. Durante a conversa com os seguidores, ele ainda se espantou por lhe perguntarem se participaria do “BBB”. “Super iria”, afirmou. “Chegaria lá com meu carrinho móvel”, respondeu, já que que não tem onde deixá-lo. Apesar da vontade, o mais provável é o público encontrá-lo em “A Fazenda 16”. Daniel Erthal iniciou sua carreira na televisão em 2004, com uma participação na novela “Da Cor do Pecado” (2004). No ano seguinte, ele interpretou um personagem de destaque em “Malhação” e virou galã, trabalhando na emissora até 2009, quando foi contratado pela Record para atuar em “Bela, a Feia” (2009). Desde então, ele fez três novelas bíblicas e pequenas aparições em “Rock Story” (2017) e na recente “Cara e Coragem” (2022).
Prólogo do terror clássico “A Profecia” ganha primeiro teaser
O 20th Century Studios divulgou o pôster e o primeira teaser do prólogo de “A Profecia” (1976). Intitulado “A Primeira Profecia”, o longa conta a história da mãe do Anticristo e de sua gravidez. A prévia destaca a atriz Nell Tiger Free (“Servant”) no papel principal, além de muitas freiras e cenas sinistras. Dirigido por Richard Donner, o primeiro “A Profecia” acompanhava um complô satânico, envolvendo troca de bebês numa maternidade em Roma, para colocar o Anticristo na família de um embaixador americano (interpretado por Gregory Peck), preparando sua ascensão política ao poder nos EUA. O filme foi um sucesso na época, faturando mais de US$ 60 milhões nas bilheterias, e rendeu duas continuações (lançadas em 1978 e 1981), um remake (de 2006) e uma série, “Damien” (2016). O novo filme mostra o início da conspiração, com a escolha de Carlita, uma órfã transtornada por problemas mentais para dar a luz a Damien, o Anticristo. A atriz Nell Tiger Free interpreta Margaret, uma jovem americana enviada a Roma para começar uma vida de serviço na Igreja. Mas ao chegar para trabalhar no orfanato católico, a noviça se interessa pela situação de Carlita e encontra uma escuridão que a faz questionar sua própria fé, descobrindo uma conspiração terrível na Igreja, que espera provocar o nascimento da encarnação do mal. O elenco ainda conta com a brasileira Sônia Braga (“Bacurau”), Bill Nighy (“Viver”), Charles Dance (“Game of Thrones”), Ralph Ineson (“A Bruxa”) e a estreante Nicole Sorace como Carlita. A direção é de Arkasha Stevenson, que também assina o roteiro ao lado de Tim Smith, com quem já tinha trabalhado antes nas séries “Channel Zero” (2018) e “Vingança Sabor Cereja” (2021). A estreia vai acontecer em 4 de abril no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
“Meninas Malvadas” dançam no trailer do remake
A Paramount divulgou o segundo trailer do remake de “Meninas Malvadas” nesta quarta (3/1), que como todos sabem é dia de vestir rosa. A prévia mostra que a premissa básica da comédia de 2004 continua a mesma, mas ganhou acompanhamento de números musicais dançantes – minimizados ao máximo no trailer. Como a maioria ainda lembra, “Meninas Malvadas” foi uma das mais bem-sucedidas comédias teen dos anos 2000. A trama trazia Lindsay Lohan como uma aluna nova que tentava se enturmar com a turma das garotas populares liderada pela personagem de Rachel McAdams. As atrizes Lacey Chabert e Amanda Seyfried completavam o time das malvadinhas, enquanto Lizzy Caplan representava as excluídas. Mesma história, novo elenco A nova versão acompanha Angourie Rice (“Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”) no papel de Cady, uma jovem recém-chegada numa nova high school, onde se depara com uma profusão de grupinhos distintos e o domínio das Plásticas, as meninas mais invejadas, comandadas pela cruel Regina George – agora vivida por Reneé Rapp (“A Vida Sexual das Universitárias”). A líder das populares do colégio segue paparicada por suas amigas Gretchen (Bebe Wood, de “Com Amor, Victor”) e Karen (Avantika, de “De Volta ao Baile”) mandando em tudo e em todos. Sentindo-se isolada, a novata é acolhida por Janis (Auli’i Cravalho, de “Crush”), supostamente a garota alternativa da turma, e o gay Damian (o cantor Jaquel Spivey), que a convencem a se infiltrar no grupo das Plásticas para saber todos os podres que elas escondem. Só que, em meio a sua transformação numa falsa Plástica, Cady se apaixona pelo gato da classe, Aaron Samuels (Christopher Briney, de “O Verão que Mudou Minha vida”), e logo passa a agir como uma verdadeira Plástica. Ou seja, é a mesma história que os fãs conhecem, com direito a frases decoradas, mas com coreografia extra e algumas piadas novas. O remake é uma adaptação do musical da Broadway inspirado pelo filme original, e conta com produção de Lorne Michaels (criador do programa humorístico “Saturday Night Live”) e Tina Fey (roteirista do filme de 2002). Fey também escreveu a atualização para o cinema e volta a aparecer no elenco como uma das professoras da turma. Além dela, o ator Tim Meadows (“O Halloween de Hubie”) reprisa o papel do diretor da escola. No elenco “adulto”, as novidades são as participações de Jon Hamm (“Mad Men”) como professor de educação física e Busy Philipps (“As Branquelas”) como mãe de Regina George. A direção está à cargo de Arturo Perez e Samantha Jayne (ambos da série “Quarter Life Poetry”). Originalmente desenvolvido para a plataforma de streaming Paramount+, o filme acabou mudando seu destino e agora será lançado no cinema no dia 11 de janeiro no Brasil, um dia antes da estreia nos EUA.
Nova comédia com Leandro Hassum lidera ranking mundial da Netflix
A comédia brasileira “Meu Cunhado É Um Vampiro” lidera o ranking mundial dos filmes mais assistidos em língua não-inglesa na Netflix no fim do ano. O filme estrelado por Leandro Hassum (“Vizinhos”) entrou no catálogo do streaming no dia 24 de dezembro e registrou 11,4 milhões de horas assistidas até 31 de dezembro, com uma média de 7,6 milhões de visualizações. Segundo dados da Netflix, a produção nacional também lidera a audiência em 27 países, sobretudo na América Latina e Central, além de ter atraído público de países europeus, como Hungria, República Checa e Eslováquia. “E seguimos fazendo história! Fomos o filme de língua não-inglesa mais visto na Netflix. E seguimos no Top 10 em 27 países! Meus sinceros 7 milhões e 600 mil obrigados a cada play que foi dado”, celebrou Hassum em seu perfil do Instagram. Sobre o filme No longa, Hassum interpreta Fernandinho, um ex-jogador de futebol e pai de família que tem a vida transformada quando recebe a visita do cunhado Gregório (Rômulo Arantes Neto, de “Rio Connection”), irmão mais novo de sua esposa. Desconfiando dos hábitos noturnos do rapaz, ele descobre que o cunhado é um vampiro. Mais que isso, há um clã inteiro de vampiros no Rio. A produção foi escrita por Paulo Cursino (“Até que a Sorte nos Separe”) e dirigida por Alê McHaddo (“Amor Sem Medida”). O elenco ainda inclui Mel Maia (“A Dona do Pedaço”), Monique Alfradique (“Bem-Vinda a Quixeramobim”) e Edson Celulari (“O Tempo Não Para”) como líder dos vampiros. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Leandro Hassum (@leandrohassum)
Steven Yeun desiste de estrelar “Thunderbolts”, da Marvel
Steven Yeun está fora do elenco de “Thunderbolts”, o próximo grande lançamento do Marvel Studios, devido a conflitos de agenda gerados pelo adiamento da produção do filme. O adiamento ocorreu por causa das greves dos roteiristas e atores de Hollywood. Yeun foi reportado como parte do elenco do filme no começo do ano passado, embora o Marvel Studios nunca tenha confirmado oficialmente sua participação. O ator estava previsto para contracenar com um grande elenco na produção, anunciada durante a apresentação do filme na D23 (evento da Disney) de 2022. Com o início das greves, o estúdio decidiu adiar o começo da produção para 2024, o que acabou levando à saída de Yeun devido a compromissos previamente agendados. O filme vai reunir um grande time de anti-heróis da Marvel, que serão recrutados por Valentina Allegra de Fontaine (Julia Louis-Dreyfus, de “Viúva Negra”). A última aparição dessa personagem foi em “Pantera Negra: Wakanda Para Sempre” (2022), ameaçando uma guerra contra a nação africana. Além disso, rumores apontam que o enredo deve funcionar como uma sequência de “Viúva Negra”. O elenco traz Sebastian Stan (“Falcão e o Soldado Invernal”) como Soldado Invernal, Florence Pugh (“Viúva Negra”) como Yelena Belova, David Harbour (“Viúva Negra”) como Guardião Vermelho, Wyatt Russell (“Falcão e o Soldado Invernal”) como Agente Americano, Hannah John-Kamen (“Homem-Formiga e a Vespa”) como Fantasma, Olga Kurylenko (“Viúva Negra”) como Treinador e Harrison Ford (“Star Wars: O Despertar da Força”) como o Presidente Ross. Vale lembrar que Ross foi interpretado por mais de uma década por William Hurt (“O Incrível Hulk”), que faleceu recentemente. Agora, Harrison Ford assume o papel, começando em “Capitão América 4”. O filme vai preparar o terreno para “Thunderbolts”, que estreia dois meses depois. Com direção de Jake Schreier (“Cidades de Papel”) e roteiro de Eric Pearson (“Viúva Negra”), “Thunderbolts” tem estreia prevista em julho de 2025.
Disney perde bilheteria mundial para a Universal após anos de domínio no cinema
A Universal Pictures alcançou um marco significativo no mercado cinematográfico em 2023, conquistando a liderança na bilheteria mundial do ano com seus filmes, um feito que não ocorria desde que a Disney passou a dominar o setor em 2016. A receita global dos 24 filmes lançados pela Universal atingiu aproximadamente US$ 4,91 bilhões, superando os US$ 4,83 bilhões gerados pelos 17 títulos da Disney em 2023. Donna Langley, presidente do NBCUniversal Studio Group e diretora de conteúdo do conglomerado, foi peça-chave neste sucesso. Com habilidades reconhecidas e vínculos estreitos com cineastas de renome, ela conseguiu atrair Christopher Nolan para a Universal. Insatisfeito com seu acordo com a Warner Bros., Nolan contribuiu significativamente para o sucesso da Universal com “Oppenheimer”, que foi o filme live-action de maior bilheteria da empresa em 2023, arrecadando US$ 952 milhões globalmente. A Universal apresentou uma carteira de filmes diversificada, com contribuições da Universal Pictures, Focus Features, Blumhouse Productions, Illumination e DreamWorks Animation. “Super Mario Bros.- O Filme”, da Illumination, foi a maior bilheteria geral, com US$ 1,36 bilhões em todo o mundo, enquanto “Velozes e Furiosos X” adicionou mais US$ 704,9 milhões ao montante. Até o terror barato “Five Nights at Freddy‘s”, da Blumhouse, impressionou com US$ 290,9 milhões arrecadados frente a um orçamento de apenas US$ 20 milhões. Jim Orr, presidente de distribuição doméstica da Universal Pictures, comemorou o feito em comunicado à imprensa: “Em 2023, a Universal encontrou sucesso novamente nas bilheterias com nossa diversificada gama de filmes. Nosso catálogo incluiu blockbusters como o épico ‘Oppenheimer’ de Christopher Nolan e o recordista ‘Super Mario Bros.- O Filme’, da Illumination, além de sucessos de terror como o hit ‘M3GAN’ da Blumhouse, comédias, dramas e filmes familiares das duas maiores marcas de animação, Illumination e DreamWorks Animation.” Desafios da Disney e Posicionamento no Mercado A Disney, por outro lado, enfrentou desafios, especialmente com produções da Marvel Studios e seus estúdios de animação. Foram mais fracassos que sucesso, contando “Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania”, “As Marvels”, “Wish: O Poder do Desejo” e “Indiana Jones e a Relíquia do Destino”. Tony Chambers, chefe de distribuição global da Disney, comentou a perda da liderança: “Ser o estúdio número um globalmente por sete anos consecutivos dos últimos oito é notável por qualquer medida e é algo do qual estamos incrivelmente orgulhosos.” Desempenho dos outros estúdios Em 3º lugar no ranking, a Warner Bros. teve um ano foi misto, contrastando os fracassos de super-heróis da DC com “Barbie”, a maior bilheteria de 2023 (US$ 1,4 bilhão). Ao todo, o estúdio faturou uma receita total de US$ 3,84 bilhões. A Sony ocupou a 4ª posição com uma arrecadação de US$ 2,09 bilhões, quase empatada com a Paramount, que faturou US$ 2,03 bilhões para fechar o Top 5. Por fim, a Lionsgate celebrou um marco notável ao gerar mais de US$ 1 bilhão em vendas globais de ingressos pela primeira vez em cinco anos, impulsionada por sucessos como “John Wick 4: Baba Yaga”, que sozinho arrecadou US$ 440,1 milhões mundialmente, e “Jogos Vorazes: A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes”, com US$ 322,5 milhões. Universal, Disney, bilheteria global, 2023, Donna Langley, Christopher Nolan, Oppenheimer, The Super Mario Bros. Movie, Fast X, Five Nights at Freddy‘s, Paul Dergarabedian, Jim Orr, Marvel Studios, Tony Chambers, Warner Bros., Barbie, Sony, Paramount, Lionsgate, John Wick: Chapter 4.
As duas maiores produtoras de filmes de terror do mundo anunciam fusão
As duas produtoras mais bem-sucedidas do terror atual, Blumhouse e Atomic Monster, completaram sua fusão. O anúncio foi feito por Jasom Blum, dono da Blumhouse. “Nosso acordo está…. Feito. Blumhouse e Atomic Monster uniram forças oficialmente”, escreveu o produtor no X (antigo Twigger), em uma mensagem acompanhada de um vídeo apresentando os destaques de ambas as empresas. “As casas proeminentes do terror estão agora sob o mesmo teto”, completou. James Wan replicou o anúncio sem comentários em seu perfil no Instagram. A Atomic Monster de James Wan é responsável por todos os filmes da franquia “Invocação do Mal”, incluindo os derivados “A Freira” e “Annabelle”, além dos recentes “Mortal Kombat” e “Maligno”. E a Blumhouse de Jason Blum lançou os sucessos “Corra!”, “Nós”, “O Homem Invisível”, sem esquecer as franquias “Atividade Paranormal”, “Purge” (Uma Noite de Crime), a nova trilogia “Halloween” e “Five Nights at Freddy’s”. Wan e Blum começaram a conversar sobre a fusão durante a produção de “M3gan”, um dos maiores sucessos do gênero em 2023, que foi a primeira coprodução de suas empresas. “Nós realmente nos complementamos, yin e yang, o que é parte do que torna isso tão emocionante”, disse Wan ao New York Times na época. O que acontece agora Os termos da fusão ainda não foram revelados, mas o vídeo de Jason Blum apontam que Atomic Monster e Blumhouse devem seguir como selos distintos, o que permitiria a cada um dos produtores preservar sua própria autonomia criativa e identidade de marca. A vantagem do negócio seria aumentar a força de negociação com o mercado. A Atomic Monster também espera utilizar a infraestrutura existente da Blumhouse para expandir ainda mais suas atividades para a TV e novas áreas de conteúdo. Os dois estúdios desejam expandir seus alcances para jogos relacionados ao terror e reality shows. Com a fusão, os novos filmes da Atomic Monster devem passar a ser distribuídos pela Universal Pictures, onde a Blumhouse tem um acordo de exclusividade. Antes, os filmes de Wan eram distribuídos pela Warner, mas o acordo expirou há alguns meses e não foi renovado. A notícia da fusão chega pouco antes do lançamento de “Mergulho Noturno”, novo terror sobrenatural produzido por ambas as empresas. Estrelado por Wyatt Russell (“Falcão e o Soldado Universal”) e Kerry Condon (“Os Banshees de Inisherin”), o filme chega aos cinemas norte-americanos pela Universal Pictures na sexta-feira (5/1) e estreia no Brasil no dia 18 de janeiro. Our deal is …. Done. @blumhouse and #AtomicMonster have officially joined forces. The preeminent homes for horror are now under one roof pic.twitter.com/xtLlFRVdOR — Jason Blum (@jason_blum) January 2, 2024 Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Jason Blum (@itsjasonblum)
Vítima de “boicote”, “Minha Irmã e Eu” vira maior estreia de 2023 no Brasil
Mais um boicote bolsonarista, mais um sucesso de bilheteria. O alvo da vez foi “Minha Irmã e Eu”, comédia estrelada por Tatá Werneck e Ingrid Guimarães, que arrecadou R$ 4,44 milhões e foi assistido por 207 mil pessoas no feriadão – entre sua estreia na quinta-feira e o dia de Ano Novo (1/1) – , segundo dados da Comscore. Bolsonaristas miraram principalmente em Tatá para “tirar o sono dessa lulista”, conforme descrição de Samantha Cavalca num post sobre a atriz no X. Ela é a grande incentivadora nas redes sociais de todos os boicotes que fracassaram no ano passado. Os alvos são sempre artistas que apoiaram a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva. O filme visado anteriormente, “Ó Pai, Ó 2”, com o “lulista” Lázaro Ramos, tornou-se a maior bilheteria de cinema do Nordeste em todos os tempos. Como Lázaro também faz participação na comédia, o boicote tinha “que ser forte”. Mesmo lançado no último fim de semana do ano, “Minha Irmã e Eu” quebrou o recorde de maior bilheteria de estreia de 2023. Fez mais que o dobro do filme que, até a véspera, detinha o título de maior abertura nacional do ano: “Mussum, O Filmis”, com cerca de R$ 2 milhões de faturamento. O detalhe é que a comédia de Tatá e Ingrid não foi a única estreia nacional do fim de semana a superar a cinebiografia de Mussum. “Mamonas Assassinas – O Filme” abriu com um faturamento de R$ 3,98 milhões e 194 mil espectadores. Por coincidência, bolsonaristas também miraram no filme do Mamonas Assassinas, ainda que com menor estridência. As duas últimas estreias nacionais do ano foram justamente as maiores estreias do cinema brasileiro em 2023. “Minha Irmã e Eu” e “Mamonas Assassinas – O Filme” ocuparam, respectivamente, o 2º e o 3º lugar no ranking, atrás apenas de “Aquaman 2: O Reino Perdido” entre os mais vistos do final de semana. O filme americano rendeu R$ 10,14 milhões e foi visto por 457 mil pessoas. “Wonka” e “Renaissance: Um Filme de Beyoncé” completaram o Top 5. Veja abaixo a certeza da internet de que os filmes seriam fracassos, e uma ironia de quem foi assistir em sessão lotada. 🛑"BOICOTE GERAL"🛑 ATENÇÃO, CANHOTAS QUERENDO SEU DINHEIRO, NÃO ASSISTAM A ESSA MERDA!!!!! NEM @IngridGuimaraes E NEM TATÁ MERECEM O NOSSO DINHEIRO E PRESTÍGIO… DEIXE QUE PEÇAM PARA OS CANHOTOS VAGABUNDOS COMPRAREM SEUS INGRESSOS… https://t.co/XL0mFU8Tfu — Ronaldo Antônio (@Ronaldo80880078) December 26, 2023 Minha irmã e eu não vamos assistir. É boicote certo. — SEU K_LANGO O ORIGINAL ( RIVONEWS ) (@AGROFOREVIS) December 23, 2023 Boicote — Tatá (@sanges_do) January 2, 2024 Tata é a propria Mica Leõa Dourada e muito sem graça. Nem precisa de boicote. — Roberto Fakir (@RobertoFakir) December 28, 2023 Boicote geral , eu nem consigo entender o que a artitis tata fala, kkkkkkkkkkkll — Marcia2️⃣2️⃣🇧🇷🇧🇷 BOLSONARO (@marciakampala) December 26, 2023 FEZ L A GENTE BOICOTA MESMO AGORA CHEGOU A VEZ DE MINHA IRMÃ E EU SOFRER BOICOTE 🤣🤣🤣 pic.twitter.com/CwdnNZZbsf — Cecília De Oliveira (@NeinhaCeciliaa) December 26, 2023 Vai ser o boicote bem maior assim como filme nacional minha irmã e eu bora boicotar e convocar a direita não assistir esses filmes brasileiros e lacradores esquerdistas. #boicoteartistasesquerdistas#boicoteartistaslacradores https://t.co/cJvn66kvXE — Bruno Braga (@Brunobraganeres) December 11, 2023 Boicote nesse Mamonas ai, vamos patriotas… — SerVivo (@ansani_ariana) December 27, 2023 Hoje foi dia de colaborar com o Boicote kkkkk Fui assistir o filme Minha Irmã e Eu .O Cinema estava lotado!! Sinal que a propaganda está dando certo kkkContinuem pedindo pras pessoas não irem, tá dando super certo!! O Filme é Hilário e ao mesmo tempo emocionante!! pic.twitter.com/tKqhkVxQXa — Chef Ari🚩🚩 (@ChefAri13) December 29, 2023
Mickey Mouse vira assassino em filme e jogo após cair em domínio público
Um dia após cair em domínio público, o visual adorável do Mickey Mouse no curta “Steamboat Willie” (1928) foi transformado em um assassino cruel em filmes e jogos de terror. O visual macabro foi apresentado no longa “Mickey’s Mouse Trap”, onde o vilão principal se veste como o personagem para arruinar as festividades do aniversário de 21 anos da protagonista, Alex, que seriam realizadas em um arcade sangrento. A trama ainda não tem previsão de estreia. Além do filme, Mickey Mouse virou símbolo do jogo de sobrevivência “Infestation 88”, desenvolvido pela Nightmare Forge Games. O título provoca infestações e versões distorcidas de personagens clássicos, como o ratinho de Walt Disney. Se preparem! O camundongo Mickey Mouse caiu em domínio público na segunda-feira (1/1) junto com sua parceira Minnie Mouse, ao completarem 95 anos de sua criação. Isto significa que Disney não tem mais direitos autorais exclusivos sobre o personagem, permitindo que qualquer um faça o que bem entender com ele. Além disso, a empresa também perdeu os direitos do Tigrão, parceiro do Ursinho Pooh. Todos foram criados em 1928. Entretanto, apenas a primeira versão do Mickey – sem luvas, roupas e em preto e branco – virou domínio público.
Lift: Roubo nas Alturas | Kevin Hart aparece sério em trailer de filme da Netflix
A Netflix divulgou um novo trailer de “Lift: Roubo nas Alturas”, filme de ação estrelado pelo comediante Kevin Hart (“Jumanji: Próxima Fase”). A prévia traz o ator mais sério que o costume, fazendo planos, enfrentando momentos tensos e interrompendo piadas. No filme, ele vive Cyrus Whitaker, o líder de uma equipe internacional de ladrões de alto nível, que é alistado por uma agente federal, papel de Gugu Mbatha-Raw (“Loki”), para roubar US$ 500 milhões em ouro de um avião em pleno voo, a mais de 12 mil metros de altitude. O trailer mostra Hart explicando a tarefa quase impossível aos seus companheiros. Mas após formularem o plano, inúmeras complicações acontecem durante a missão, fazendo com que a equipe tenha que improvisar. O elenco também inclui Vincent D’Onofrio (“Demolidor”), Úrsula Corberó (“La Casa de Papel”), Paul Anderson (“Peaky Blinders”), Billy Magnussen (“A Noite do Jogo”), Viveik Kalra (“A Música da Minha Vida”), Yun Jee Kim (“É Tudo Seu”), Jacob Batalon (“Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”), Jean Reno (“A Pantera Cor de Rosa”) e Sam Worthington (“Avatar”). A direção é de F. Gary Gray (“Velozes & Furiosos 8”) e a estreia está marcada para 12 de janeiro.
Mickey cai em domínio público e deixa de ser exclusivo da Disney
A partir desta segunda (1/1), o maior símbolo da Disney deixa de ser exclusivo da empresa. O camundongo Mickey caiu em domínio público junto com sua parceira Minnie Mouse, ao completarem 95 anos de sua criação. Isto significa que Disney não tem mais direitos autorais exclusivos sobre o personagem, permitindo que qualquer um faça o que bem entender com ele. Para se ter ideia do que pode acontecer a partir de agora, vale lembrar como o Ursinho Pooh virou personagem de terror no ano passado, após entrar em domínio público. A Disney fez lobby agressivo para alterar as leis que desprotegiam seu legado, conseguindo influenciar uma mudança significativa em 1998, que lhe deu mais duas décadas de controle. A mudança, que ficou conhecida como “lei Mickey Mouse”, estendeu o limite de proteção, que originalmente era de 75 anos, para 95 anos após a publicação, antes de uma obra cair em domínio público. Além de Mickey e de Minnie, a empresa também perdeu os direitos do Tigrão, parceiro do Ursinho Pooh. Todos foram criados em 1928. Um detalhe curioso é que, no caso de Mickey, o que ficou desprotegido foi apenas a primeira versão do personagem, vista em curtas de 1928 como “Steamboat Willie”, “Plane Crazy” e “The Gallopin’ Gaucho”. Qualquer um pode lançar esses filmes a partir de agora e usar o visual do personagem de acordo com os desenhos da época, em que o Mickey era apresentado em preto e branco e com calça curtas. Outras versões do Mickey, como os desenhos coloridos em que ele usa roupas, ainda estão protegidas. “É claro que continuaremos a proteger nossos direitos nas versões mais modernas do Mickey Mouse e em outras obras que permanecem sujeitas a direitos autorais”, disse a Disney à agência de notícias Associated Press. “As versões mais modernas do Mickey permanecerão inalteradas e Mickey continuará desempenhando um papel de destaque como embaixador global para a Walt Disney Company em nossas narrativas, atrações de parques temáticos e produtos”, completou a empresa. Veja abaixo os desenhos que todo mundo pode agora replicar. No ano que vem, a lista será acrescida por mais uma dezena de produções.












