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Filme

Trailer de “Coyote vs. Acme” mistura desenho e comédia de tribunal

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    Lobster: Veja 21 fotos da sci-fi surreal estrelada por Colin Farrell

    15 de novembro de 2015 /

    O estúdio britânico Film4 divulgou 21 fotos de “The Lobster”, sci-fi do cultuado cineasta Yorgos Lanthimos (“Dente Canino”), que venceu o Prêmio do Júri do Festival de Cannes deste ano. As imagens registram o elenco da produção em cenas que destacam o tom surrealista da trama. Estreia em inglês do diretor grego, o filme se desenrola num futuro em que todos solteiros precisam passar 45 dias em um hotel para encontrarem o amor de suas vidas. Mas, se não encontrarem, serão transformados em animais e despachados para uma floresta. O elenco inclui Colin Farrell (série “True Detective”), Rachel Weisz (“Oz: Mágico e Poderoso”), John C. Reilly (“Guardiões da Galáxia”), Ben Whishaw (“007 – Operação Skyfall”), Léa Seydoux (“Azul É a Cor Mais Quente”), Olivia Colman (série “Broadchurch”), Ariane Labed (“Attenberg”) e Angeliki Papoulia (“Dente Canino”). O roteiro foi escrito pelo próprio Lanthimos com seu parceiro habitual Efthimis Filippou (também de “Dente Canino”). A estreia comercial aconteceu em 16 de outubro no Reino Unido, mas ainda não há previsão para a distribuição no Brasil.

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    The Neon Demon: Elle Fanning aparece ensanguentada nas primeiras fotos

    15 de novembro de 2015 /

    A Bold Films divulgou as primeiras fotos do filme “The Neon Demon”, do diretor Nicolas Winding Refn (“Drive”), que destacam a atriz Elle Fanning (“Malévola”), protagonista da trama. Ela aparece ensanguentada em duas imagens – numa delas, ao lado do diretor. A trama foi escrita pelo próprio Refn em parceria com a estreante Mary Laws, e, segundo o cineasta, gira em torno de “uma beleza viciante”. Inspirado na história medieval da condessa Isabel Bathory, que segundo a lenda se banhava no sangue de virgens para permanecer jovem e bela, o longa mostrará um grupo de modelos que vai ao extremo para encontrar o caminho do sucesso, passando até pelo canibalismo. O elenco ainda inclui Keanu Reeves (“De Volta ao Jogo”), Jamie Clayton (série “Sense8”), Jena Malone (franquia “Jogos Vorazes”), Bella Heathcote (“Sombras da Noite”), Christina Hendricks (série “Mad Men”) e Abbey Lee (“Mad Max: Estrada da Fúria”). “The Neon Demon” tem estreia prevista para março nos EUA e apenas para agosto no Brasil.

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    Star Wars: Daisy Ridley e John Boyega postam suas reações ao novo trailer

    15 de novembro de 2015 /

    Star Wars: Daisy Ridley e John Boyega postam suas reações ao novo trailer Não foram só os fãs de “Star Wars” que tiveram reações histéricas ao primeiro trailer completo de “O Despertar da Força”. Os atores Daisy Ridley e John Boyega, novatos na franquia, também soltaram gritinhos e se emocionaram diante da prévia. Eles gravaram suas reações e postaram no Instagram, mostrando-se surpreendidos pelo resultado épico e orgulhosos por participar do filme. A prévia, por sinal, desfaz as dúvidas sobre quem protagonizará a trama, destacando justamente os novos personagens Rey (Daisy Ridley, da série “Mr Selfridge”) e Finn (John Boyega, de “Ataque ao Bloco”). O elenco ainda inclui a volta de Harrison Ford e Carrie Fisher aos papeis de Han Solo e Princesa Leia, mas, curiosamente, até agora não se sabe o destino do personagem Luke Skywalker vivido por Mark Hamill, ausente em todo o material de divulgação. Entre as novidades do elenco, destacam-se ainda Adam Driver (série “Girls”), Oscar Issac (“Inside Llewyn Davis”), Domhnall Gleeson (“Questão de Tempo”), Gwendoline Christie (série “Game of Thrones”), Andy Serkis (o Gollum da trilogia “O Senhor dos Anéis”), Lupita Nyong’o (“12 Anos de Escravidão”) e Max Von Sydow (“Tão Forte e Tão Perto”). “O Despertar da Força” é o sétimo longa da franquia “Star Wars” e um dos lançamentos mais aguardados do ano. Com roteiro de Lawrence Kasdan (“O Império Contra-Ataca”) e direção de J.J. Abrams (“Star Trek”), o filme estreia em 17 de dezembro de 2015 no Brasil, um dia antes de chegar aos cinemas americanos. Staying in a little b'n'b with my friend… Set an alarm to watch the trailer… My friend filmed my reaction. Totally emotional seeing it for the first time and so so so incredibly awed to be part of this incredible legacy #starwars #theforceawakens Um vídeo publicado por @daisyridley em Out 19, 2015 às 8:06 PDT THE TRAILER IS JUST EEEEPPPPPPPIIIIICCCCCCC! Star Wars is back! gaaaaaad laaaaard! You know what! Let me just relax because this kind God oooo! Lmao! Seriously congrats to everyone ! December 18th! Um vídeo publicado por @john_boyega em Out 20, 2015 às 12:02 PDT

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    Chris Rock será o apresentador do Oscar 2016

    15 de novembro de 2015 /

    A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood anunciou que o comediante Chris Rock será o apresentador da 88ª edição da cerimônia de entrega do Oscar, marcada para o dia 28 de fevereiro do ano que vem. O evento marcará a segunda participação de Rock como apresentador do evento. Ele esteve à frente da 77ª edição do prêmio, realizada em 2005, quando causou polêmica. Na ocasião, uma piada sobre Jude Law (“se você quer o Tom Cruise e tudo o que você consegue é o Jude Law, espere!”) teve resposta imediata de Sean Penn. “Jude Law é um dos nossos melhores jovens atores”, disse Penn, antes de entregar um prêmio na mesma noite. O Oscar 2016 está sendo produzido por Reginald Hudlin (produtor de “Django Livre”) e David Hill (executivo da Fox). Hudlin e Rock trabalharam juntos na série “Todo Mundo Odeia o Chris” (Everybody Hates Chris), sobre a adolescência do comediante.

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    Maureen O’Hara (1920 – 2015)

    15 de novembro de 2015 /

    Morreu a lendária atriz Maureen O’Hara, uma das maiores estrelas da era de ouro de Hollywood, conhecida por papeis de mulheres fortes. Ela faleceu no sábado (24/10), enquanto dormia em sua casa em Boise, no estado americano de Idaho, aos 95 anos de idade. Em seus últimos momentos, os parentes a homenagearam colocando para tocar a trilha de seu filme favorito, “Depois do Vendaval” (1952), no qual protagonizou um dos beijos mais celebrados do cinema. Com uma carreira repleta de sucessos, Maureen chegou a ser chamada de “a rainha do Technicolor”. Seus olhos verdes e cabelo ruivo incandescente marcaram época em clássicos de cores vibrantes. Mas, além de ícone de beleza, ela era reconhecidamente talentosa, tornando-se uma das atrizes favoritas do exigente John Ford, com quem fez cinco filmes. Irlandesa legítima, também tinha um gênio explosivo, que contrastava com o sorriso encantador exibido em seus filmes. Estrelou mais de 60 longas, quase todos campeões de bilheteria. Ela nasceu Maureen FitzSimons em Dublin, na Irlanda, em 17 de agosto de 1920, numa grande família católica. Tinha cinco irmãos, mas nunca passou necessidades. Seu pai era um empresário bem-sucedido do ramo de roupas, que ainda possuía um time de futebol – o Shamrock Rovers. E sua mãe era uma cantora de ópera e também uma costureira renomada. Encantada com a carreira artística da mãe, ela frequentou escolas de representação desde criança, sonhando em virar uma atriz de teatro. Com apoio da família, estudou drama, canto e dança dos 6 aos 17 anos de idade, vencendo diversos prêmios de teatro amador, ao mesmo tempo em que aprendeu contabilidade e datilografia por insistência do pai – para ter uma profissão, caso a vida teatral não desse certo. Curiosamente, estas habilidades se provariam úteis até mesmo no cinema, quando, anos mais tarde, ela precisou transcrever notas de John Ford sobre a adaptação cinematográfica de “Depois do Vendaval”. Aos 18 anos, Maureen viajou para Londres com a mãe, decidida a fazer testes para o cinema. Ela fez sua estreia em 1938, aparecendo em seu primeiro filme, “Kicking the Moon Around”, uma comédia musical em que viveu uma secretária, dizendo apenas uma frase. Este começo modesto seria relançado anos depois, após ela se tornar famosa, com o título “Millionaire Merry-Go-Round” e destacando o nome da mera figurante em exibições na televisão. Após o segundo filme, “My Irish Molly” (1938), outra comédia musical derivativa, Maureen nunca mais usou seu nome real. A obra também foi o fim de sua carreira de figurante. Ela não passou no teste para conseguir novos papeis. Usando maquiagem pesada, um penteado ornamental e um vestido de lamé dourado, com mangas no formato de asas, a atriz se sentiu presa e constrangida diante das câmeras. Chegou a pensar que não servia para aquilo. E o estúdio concordou. O teste infame, porém, não foi destruído. Como de praxe, ele acabou exibido, entre diversos outros, para equipes de produção. Charles Laughton, o primeiro ator inglês a vencer o Oscar por um papel num filme britânico (“Os Amores de Henrique VIII”, de 1933), foi dos curiosos que assistiu ao rolo. Ele tinha capitalizado seu status de celebridade para formar uma sociedade com o igualmente famoso produtor alemão Erich Pommer (de “Metrópolis” e diversos clássicos expressionistas), com quem fundou o estúdio Mayflower Pictures. Em busca de novos talentos para seu estúdio, viu algo sob a maquiagem e a roupa exageradas, convencendo seu sócio de que havia muita expressividade no olhar da atriz, apesar daquele desempenho horrível. Laughton apostou alto, assinando um contrato de sete anos com a jovem, acreditando que ela explodiria assim que aparecesse nas telas. Para distanciá-la ainda mais de seu começo de figurações, convenceu-a ainda a mudar de nome, virando Maureen O’Hara. Era mais sonoro e menor para escrever nas markees (o quadro que costumava ficar na parte superior das fachadas dos cinemas, anunciando a programação). Quando eu cheguei em Hollywood, lamentei não poder ter feito mais papéis dramáticos, porque eu fotografava tão belamente à cores” – Maureen O’Hara O nome Maureen O’Hara já surgiu como estrela das markees, protagonizando o próximo filme estrelado por Laughton, “A Estalagem Maldita” (1939), um suspense de época dirigido por ninguém menos que Alfred Hitchcock. Nos bastidores, ela acabou se envolvendo com um produtor associado, George H. Brown, com quem se casou secretamente. O enlace foi mantido longe da imprensa para criar a ilusão de que ela ainda poderia ser conquistada. Como previsto, sua presença foi um dos destaques da produção e Laughton imediatamente a escalou para coestrelar “O Corcunda de Notre Dame” (1939), vivendo a mais bela cigana Esmeralda do cinema, na adaptação do clássico literário de Victor Hugo. Comprovando que seu casamento tinha sido um impulso, ela se envolveu com o diretor de diálogos do longa, William Houston Price, que virou seu marido em 1941. Seu contrato ainda previa cinco filmes, o que a fez imaginar uma nova vida em Londres. Aos 19 anos, comprou seu primeiro imóvel, uma casa nas imediações do Hyde Park, onde planejava passar os próximos anos. Entretanto, não morou mais do que alguns meses naquela residência. Naquele mesmo ano, explodiu a 2ª Guerra Mundial e, com os bombardeios que se seguiram, filmar em Londres tornou-se cada vez mais difícil. Erich Pommer, o sócio de Laughton, estava negociando a distribuição de seus filmes em Nova York quando a guerra começou. Como era cidadão alemão, viu-se proibido de viajar de volta para a Inglaterra – apesar de ter sido praticamente expulso da Alemanha pelos nazistas. Sem alternativa, fechou um contrato com a RKO Pictures, cedendo sua nova estrela para o estúdio americano, para quem também passou a trabalhar. O próprio Laughton viria logo em seguida, diante da paralização da indústria cinematográfica britânica. E foi assim, por acaso, que Maureen O’Hara desembarcou em Hollywood, fazendo sua estreia americana em “Vítimas do Divórcio” (1940), um melodrama escrito por Dalton Trumbo e dirigido por John Farrow. Como a mudança aconteceu sem muito planejamento, a jovem atriz se sentiu como uma exilada, longe da família, dos amigos e de sua terra natal, compensando a solidão com o acúmulo de trabalho, a ponto de filmar até cinco longas por ano. Muitas dessas produções eram comédias musicais baratas que não mereciam o seu talento – uma delas, “A Vida é uma Dança” (1940), foi um dos dois filmes que Pommer produziu para a RKO. A rotina de mediocriadade foi interrompida pela chegada de John Ford em sua vida. Em 1941, o gênio americano a escalou em um de seus dramas mais bem-sucedidos, “Como Era Verde o Meu Vale”, retrato de uma família de mineiros, que venceu o Oscar de Melhor Filme e rendeu a Ford sua terceira estatueta de Melhor Diretor. O drama teve grande impacto, mas, ao assinar com a 20th Century Fox para participar de sua produção, Maureen acabou sofrendo com a limitação do estúdio. A especialidade da Fox eram filmes de aventura, e a atriz viu sua carreira seguir nessa direção, estrelando diversos longas de capa e espada e westerns nos anos que se seguiram. Ela fez sua estreia em Technicolor com “Defensores da Bandeira” (1941), na qual viveu uma enfermeira militar, e ficou tão bonita a cores que passou a ser requisitadíssima para as produções mais caras do estúdio. Logo, estrelou seu primeiro western, “Dez Cavalheiros de West Point” (1942), de Henry Hathaway, seguido por seu primeiro longa de piratas, “O Cisne Negro” (1942), de Henry King. “Eu sempre fui uma moleca. E me pagaram para continuar sendo por toda a minha vida” – Maureen O’Hara Com os papeis nestas aventuras, ela também estabeleceu sua reputação de não levar desaforo para casa. Quando Tyrone Power lhe roubou um beijo em “O Cisne Negro”, ela o nocauteou. Quando Paul Henreid tentou repetir a ousadia, em “O Pirata dos Sete Mares” (1945), ela conseguiu que ele fosse açoitado. Suas mocinhas não eram donzelas indefesas e nem ela própria se mostrava carente na vida real, mesmo vivendo longe da família e contando apenas consigo mesma para se livrar do assédio de alguns astros, como Errol Flynn, que ela mandou para aquele lugar durante um episódio de atrevimento. Distante da Grã Bretanha, ela encontrou conforto em voltar a contracenar com seu velho amigo Charles Laughton em “Esta Terra é Minha” (1943), sob o comando de outro célebre exilado em Hollywood, o cineasta francês Jean Renoir. Na trama, os dois astros viveram professores determinados a resistir à ocupação nazista de sua cidade. Maureen também estrelou seu primeiro filme noir naquele ano, “Beijo da Traição” (1943), vivendo um raro papel de femme fatale, com o cabelo tingido de preto para completar a estranheza da personagem em sua filmografia. Mas logo voltou à rotina das mocinhas das matinês, coestrelando a cinebiografia do pistoleiro “Buffalo Bill” (1944) e as aventuras marítimas “O Pirata dos Sete Mares” (1945) e “Simbad, o Marujo” (1947). Nesta última, contracenou com Douglas Fairbanks Jr., um dos maiores espadachins do cinema. Ao mudar mais uma vez de gênero e estrelar seu primeiro filme infantil, acabou protagonizando um dos principais blockbusters da década, o clássico natalino “De Ilusão Também Se Vive” (1947), como a dona de uma loja de departamentos que contrata um Papai Noel bom demais para ser verdade. Ele não só se comunica com crianças em vários idiomas, como também parece saber tudo o que elas desejam. O problema é que ele acredita ser realmente Papai Noel, o que leva o psicólogo da loja a interná-lo como louco. E para livrar o simpático velhinho do hospício, a personagem de Maureen e sua filha (a fabulosamente precoce Natalie Wood) precisam abandonar o ceticismo para ajudar a provar num tribunal que ele é realmente quem diz ser: Papai Noel. A história comoveu a América, foi indicada ao Oscar e rendeu ao cineasta George Seaton a estatueta de Melhor Roteiro. Adentrando o imaginário coletivo, tornou-se programa obrigatório da TV americana no período do Natal, sendo reprisada anualmente. Além disso, foi refilmado mais três vezes – duas especificamente para a televisão. O remake mais recente, feito para o cinema, foi lançado no Brasil como “Milagre na Rua 34” (1994), tradução literal do título original. A popularidade da atriz, porém, continuou a ser desperdiçada pelo estúdio em produções de época e comédias inconsequentes. Mas ela ainda tinha a obrigação de fazer um filme por ano para a RKO. E calhou de ser um novo clássico, o noir “O Segredo de uma Mulher” (1949), dirigido por Nicholas Ray. Na trama, a personagem de Maureen assumia a tentativa de assassinato de sua pupila, uma cantora mais jovem, vivida por Gloria Grahame. Mas a ligação com a jovem, que ela tentara transformar em estrela após perder a própria voz, e a insistência em assumir o crime sugeriam uma história mais complexa, assinada por Herman J. Mankiewicz, o roteirista de “Cidadão Kane” (1941). Em 1950, ela assinou contrato com a Universal Pictures e foi estrelar “Bagdad”, aventura romântica do subgênero maldosamente chamado de “areia e seios”, filmes repletos de odaliscas em trajes sumários, que o estúdio explorava desde “As Mil e uma Noites” (1942). A personagem da atriz era uma princesa beduína que voltava a seu reino, após estudar na Grã-Bretanha, para enfrentar um complô de renegados, responsáveis pelo assassinato de seu pai, e o cortejo de um árabe repulsivo, encarnado por Vincent Price. A fórmula voltou a ser evocada em “Paixão de Beduíno” (1951), mais um filme de princesa árabe que a irlandesa protagonizou, com Lon Chaney Jr. na pele do malvado assanhado. Estes filmes alimentaram sua fama de estrela sensual, que ela complementava com papeis de mulheres duronas. Tanto que, para o western “Terra Selvagem” (1950), aprendeu a manejar o chicote, gabando-se de poder apagar um cigarro na boca de quem se arriscasse a duvidar de sua capacidade com o laço de couro. No mesmo ano, ela retornou à pirataria, estrelando “Tripoli” (195O), aventura escrita e dirigida por seu marido Will Price. E, com isso, deu sua missão de esposa por cumprida, divorciando-se logo em seguida. Sobre os bastidores da filmagem, ela registrou em sua biografia...

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    Carnaval do novo Peter Pan tem reciclagem de fantasias

    14 de novembro de 2015 /

    A ideia de encarar mais uma entre as mil releituras de “Peter Pan” para o cinema soa como tortura. Mas a versão de Joe Wright (“Anna Karenina”) opta por um olhar inédito dentro da saga; não do cinema, porque segue a tendência de Hollywood neste século em explorar as origens de histórias clássicas. Embora poucos tenham curiosidade em saber o que aconteceu antes (e a indústria não aprende), o prelúdio respeita e jamais distorce a criação de J.M. Barrie; apenas imagina como Pan chegou à Terra do Nunca e se envolveu em aventuras fantásticas com personagens famosos como Capitão Gancho e Sininho. Talvez, por isso, o filme não tenha muito que criar ou explorar, a não ser a inesperada amizade entre Pan e Gancho, que é o coração da versão de Joe Wright. Mas, até chegar lá, o público tem que se contentar com uma colagem de vários outros filmes recentes. Deixado pela mãe em um orfanato, Peter (Levi Miller) vive a desilusão de uma Londres escura e cinzenta na época da 2ª Guerra Mundial. Para piorar, ele e seus amigos órfãos precisam lidar diariamente com uma freira que comanda o local com rigorosa e exagerada disciplina. Mas, no fundo, ela é má como uma bruxa, uma vilã do tradicional universo infantil. Esconde a comida gostosa da garotada e faz uso da palmatória para punir quem sai da linha. É um belo início para o filme, recheado de amargura, mas fica a impressão de que estamos vendo “Oliver Twist”, não “Peter Pan”. Ainda bem que os piratas não demoram muito para levar as crianças para a Terra do Nunca. E quando J.M. Barrie começa a tomar forma, Joe Wright inventa uma cena de ação desnecessária, com aviões de guerra perseguindo o navio pirata. Temos ecos de “As Crônicas de Nárnia” e até do pouco visto “Capitão Sky e o Mundo de Amanhã”, menos “Peter Pan”. A entrada pelos portões da colorida Terra do Nunca, que contrasta com a escuridão de Londres, lembra a Oz de Sam Raimi e o País das Maravilhas de Tim Burton, e não “Peter Pan”. Quando conhecemos o pirata Barba Negra (Hugh Hackman), todos cantam “Smells Like Teen Spirit” (!), do Nirvana, e “Blitzkrieg Bop” (!!), do Ramones. Parece “Moulin Rouge”, nunca “Peter Pan”. Depois disso, a fuga de Peter – e seu mais novo amigo Gancho – pelas florestas remete diretamente a “Avatar”. Até mesmo o resgate dos dois pela Princesa Tigrinha (Rooney Mara) lembra como Neytiri (Zoe Saldana) salva Jake Sully (Sam Worthington) na cena que marca o primeiro encontro dos personagens principais do filme de James Cameron. Na verdade, assim como os recentes “Oz: Mágico e Poderoso” (2013) e “Alice no País das Maravilhas” (2010), o visual desse “Peter Pan” sofre com a falta de identidade própria, seguindo o caminho fácil de requentar uma mistura entre Terra-Média e Pandora. Onde o filme cresce: os atores são bons e Joe Wright deixa que eles brilhem apesar do uso exagerado de CGI. Rooney Mara e seu olhar chamam a atenção da câmera sempre que entram em cena. Garrett Hedlund, como Gancho, está perfeito ao imprimir ambiguidade, carisma e simpatia a um personagem que pode ou não ser confiável, e que todos sabemos onde vai parar. Sem falar que o menino Levi Miller é um achado. Mas ninguém se destaca tanto quanto Hugh Jackman, que se diverte como Barba Negra sem medo de passar vergonha. O ator se entrega de corpo e alma ao vilão carnavalesco como se estivesse em “X-Men” ou “Os Miseráveis”. Sem essa de filme sério ou fantasia, para ele todos os papéis devem ser levados a sério. E Jackman vale o show. Sem personalidade, esse “Peter Pan” é inofensivo e divertido enquanto dura. Como “Hook” (1991), de Steven Spielberg, e até mesmo “Em Busca da Terra do Nunca” (2004), de Marc Forster, jamais ousa avacalhar com a obra de J.M. Barrie, que sempre estará lá. Mas também terá dificuldade para ser lembrado, até porque arma o tabuleiro, mas não termina onde começa o verdadeiro “Peter Pan”. Nem explica como o protagonista carrega o estigma de ser o menino que não queria crescer. Será que estavam pensando numa continuação? Uma trilogia? Difícil dizer agora, já que o filme foi massacrado pela crítica e, ignorado pelo público americano, fracassou nas bilheterias.

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    Um Amor a cada Esquina é comédia à moda antiga de um mestre do cinema

    14 de novembro de 2015 /

    “Um Amor a cada Esquina” marca o retorno ao cinema de Peter Bogdanovich, um dos nomes mais importantes da chamada Nova Hollywood, responsável por clássicos como “Na Mira da Morte” (1968) e “A Última Sessão de Cinema” (1971). Com a carreira voltada nos últimos anos para a televisão, seus filmes são cada vez mais raros. Tanto que, após “Um Sonho, Dois Amores” (1993), só tinha dirigido um longa, “O Miado do Gato” (2001). O retorno pode não ser o mais glorioso, mas é muito difícil ver “Um Amor a cada Esquina” sem dar boas gargalhadas ou ficar sorrindo com as situações, que parecem mesmo tiradas de comédias antigas, como as tramas malucas das produções da década de 1930, por exemplo. O começo do filme, ao som de jazz dessa época, reforça a referência. Embora se passe nos dias de hoje, o estilo é mesmo de filme velho, embora muita gente o compare com o tipo de humor que Woody Allen ainda faz – o que não deixa de ser uma comparação válida, já que ambos são contemporâneos e compartilham as mesmas influências. A personagem central da trama é uma moça chamada Isabella, interpretada por Imogen Poots (“Need for Speed”), que tem um tipo físico que parece agradar Bogdanovich, semelhante ao de Samantha Mathis, de “Um Sonho, Dois Amores”, e Kirsten Dunst em “O Miado do Gato”, justamente os dois últimos longas do diretor. Isabella é uma moça de família humilde que sonha virar atriz, mas, enquanto isso não é possível, vai ganhando a vida como garota de programa. Um dia, a jovem encontra um diretor de teatro da Broadway (Owen Wilson, que também estrelou “Depois da Meia-Noite”, de Woody Allen) e ele simpatiza tanto com ela que lhe paga uma boa quantia em dinheiro para largar aquela vida. Como o jogo de coincidências é o combustível desta comédia, ao decidir seguir seu sonho Isabella vai parar justamente na audição de uma peça do tal diretor, para interpretar, claro, uma prostituta. Ela encanta a todos da equipe com sua capacidade de encarnar a personagem. Até a esposa do diretor (Kathryn Hahn, de “A Vida Secreta de Walter Mitty”) a vê como a atriz perfeita para o papel. Aquela situação também se mostra ideal para que o ator principal da peça, vivido por Rhys Ifans (“O Espetacular Homem-Aranha”), possa se valer do que sabe para dar em cima da esposa do diretor. Nessa ciranda de amores e confusões, muita coisa acontece, e há até uma participação interessante de Jennifer Aniston (“Família do Bagulho”) como uma psicóloga meio maluca. Engraçado como a atriz tem se especializado nesse tipo de papel – lembra, por exemplo, a dentista de “Quero Matar Meu Chefe”, o que passa uma sensação de que já vimos isso antes. No mais, é um filme tão despretensioso que poderia ser facilmente esquecido se não tivesse a assinatura de Bogdanovich, capaz de reunir esse bom elenco.

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    Ponte dos Espiões retoma parceria entre Tom Hanks e Spielberg

    14 de novembro de 2015 /

    Em “Ponte dos Espiões”, Steven Spielberg alimenta uma obsessão que permeia a maior parte de sua filmografia dramática: a perplexidade diante da complexidade das relações humanas. A trama aborda a história do advogado James B. Donovan (Tom Hanks), que é levado a defender o espião soviético capturado Rudolf Abel (Mark Rylance), segundo o preceito da lei americana de que todos merecem um advogado. Entretanto, o prejulgamento do caso já aconteceu, pois comunistas são tidos como verdadeiros demônios pela comunidade americana. Assim, as autoridades tratam o processo como mera formalidade, de forma a conduzir logo o vilão à pena de morte. Mas o advogado tem outra visão do caso. Para ele, o sujeito estava apenas prestando um serviço ao seu país, como também fazem os espiões americanos infiltrados na União Soviética ou em qualquer outro país comunista naquele cenário da Guerra Fria. As diferenças de pontos de vistas revelam como o ódio marcou o período, e a passagem de tempo, entre a época mostrada e os dias atuais, ajuda a demarcar o exagero das reações. O próprio Spielberg subverte as expectativas ao filmar o anticomunismo quase como o antisemitismo na Alemanha nazista, tratando do tema como algo de que os americanos deveriam se envergonhar. Como o filme ainda apresenta o espião como alguém bastante simpático, espirituoso e sensível (é um pintor, ainda por cima), torna-se ainda mais fácil para a audiência comprar a ideia do cineasta. Em seu papel, Tom Hanks repete a figura do homem determinado a fazer o que acredita ser o correto, vista em todos os filmes que rodou com Spielberg, sendo o mais extremo o oficial que se sacrifica em “O Resgate do Soldado Ryan” (1998). A obstinação de “Prenda-me Se For Capaz” (2002) e “O Terminal” (2004) também se enquadra no mesmo perfil. Além disso, o ator transmite como poucos a imagem clássica do bom moço, de um James Stewart contemporâneo, que funciona muito bem aqui. Desta vez, seu personagem é o típico homem comum, pai de família e classe média, que ganha contornos de herói ao encarar, sem muito apoio de seu próprio governo, uma negociação de troca entre prisioneiros, indo arriscar a própria vida em território inimigo, na Alemanha Oriental do início dos anos 1960. Por sinal, uma das cenas mais impressionantes do filme mostra a construção do terrível Muro de Berlim. É mais um exemplo do quanto o cinema pode transportar o público magicamente, como numa máquina do tempo, para um outro lugar e outra época, por meio de belas fotografia e cenografia. As imagens de Berlim devastada pela guerra e abandonada pelos soviéticos são desconcertantes e se aproximam da perfeição. “Ponte dos Espiões” é também o registro de um Spielberg maduro e sóbrio, mais próximo da contenção dramática de “Lincoln” (2012) que do sentimentalismo deslavado de “Cavalo de Guerra” (2011), para citar obras mais recentes. O que faz com que o espectador saia do cinema satisfeito com o excelente espetáculo, a reconstituição histórica, mas também considere importante seu debate ético.

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    Atividade Paranormal – Dimensão Fantasma exalta agonia do terror “found footage”

    14 de novembro de 2015 /

    Após um hiato de três anos, “Atividade Paranormal – Dimensão Fantasma”, quinto filme da franquia – que ainda inclui dois spin-offs passados no Japão e numa comunidade latina – chega aos cinemas para finalmente responder as perguntas da trama original. O problema é que os produtores parecem não saber como responder também à proliferação, repetição e esgotamento da tendência iniciada pelo primeiro filme: o terror baseado na estética “found footage” (gravações encontradas). A solução parece mais uma mostra de desespero do que realmente uma inovação: usar o 3D para tentar assustar mais as plateias. Acontece que, por mais que algumas cenas em close-up incomodem e até ameacem render sustos (daqueles bem baratos), o recurso só serve para tornar a fotografia (de câmera amadora) mais escura. É um tiro no pé, pois distrai ainda mais o espectador no cinema. E como o enredo é fraco, a direção é ruim e os atores piores ainda, sobram pontos negativos para o filme, que não consegue ser nem sombra dos demais. Nem mesmo do mais fraco da franquia, justamente o anterior. O fato deste quinto capítulo ter relação com eventos que ocorreram em vários longas é um complicador adicional, pois há a necessidade de relembrar/conhecer detalhes sobre uma seita diabólica de sequestro de crianças, com ligações com entidades malignas. Na nova trama, outra família se muda para a mesma casa que foi palco dos eventos mostrados anteriormente e lá encontra algumas fitas VHS antigas. A princípio, o pai acredita se tratar de fitas pornôs caseiras. Mas logo percebe o quão estranhas são as imagens, ainda mais quando elas dialogam com ele: a garotinha do vídeo parece enxergá-lo e ouvi-lo. Para completar, ele também encontra uma câmera que é capaz de visualizar espíritos ou entidades invisíveis ao olho humano. É a deixa para a entrada em cena do 3D, com efeitos especiais que destoam completamente da proposta dos filmes precedentes, de mostrar imagens mais realistas, mais próximas mesmo dos registros de uma câmera caseira. Ao final, o resultado escancara a referência, até então mal-disfarçada na franquia, de “Poltergeist” (1982), e consegue se sair muito pior do que o péssimo remake recente do clássico de Tobe Hooper. “Atividade Paranormal ” foi responsável pela popularização da estética “found footage “, este último (espera-se que seja mesmo o último) serve, ao menos, para enterrar de vez a tendência. “Found footage ” com 3D? Não há mais o que apelar.

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    Sicario provoca convicções morais com suspense e violência

    14 de novembro de 2015 /

    Com “Sicario – Terra de Ninguém”, Denis Villeneuve deixa mais claras sua vocação temática e suas obessões. Assim como no anterior “Os Suspeitos” (2013), o novo filme é um conto moral elaborado com a intenção de adentrar o lado mais sombrio da alma humana. A trama acompanha a agente do FBI Kate Macer (Emily Blunt, de “No Limite do Amanhã”), que, após descobrir corpos de vítimas de um cartel do tráfico, é convidada a integrar uma força-tarefa secreta. O que ocorre, porém, é que os homens que a convidam a deixam no escuro sobre suas reais intenções, sabendo que ela é uma agente que atua de acordo com as normais legais, não se deixando corromper ou adentrar o caminho de perdição, por assim dizer. Concebida como uma operação de combate, a missão da força-tarefa é atacar um chefe do tráfico mexicano. Mas seus integrantes são homens de funções obscuras, vividos pelos ótimos Josh Brolin (“Homens de Preto 3”) e Benicio Del Toro (“Guardiões da Galáxia”). Este último rouba o filme, tanto pela força de sua caracterização quanto pela importância de seu personagem, principalmente à medida que o filme se aproxima de sua conclusão. Com algumas cenas de violência impactante, “Sicario” até poderia ser mais pesado, caso a intenção de Villeneuve fosse apenas chocar a audiência – por exemplo, nas cenas de tortura. Mas a opção do diretor é mesmo pelo suspense, baseado na construção de uma atmosfera de tensão e auxiliado por um excelente desenho de som. Um dos pontos altos do filme acontece durante um engarrafamento em pleno México, quando o grupo de americanos, auxiliado pela polícia mexicana, percebe um grupo de criminosos nos carros ao lado. O que eles efetuam ali, em público, é impressionante. É a partir daí que o foco muda para Alejandro, personagem de Del Toro, que ganhará ainda mais força quando seu passado e o seu real interesse pela missão vier à tona. Mas até chegar onde precisa, o filme deixa os espectadores tão perdidos quanto a protagonista, alimentando uma situação desconfortável. Afinal, é possível confiar naqueles homens e em seus métodos? Até que a sensação de escuridão deixa de ser metáfora para assumir a forma de um túnel clandestino, sob a fronteira entre Estados Unidos e México. Claustrofóbica, a sequência sob a terra foi filmada pelo diretor de fotográfia Roger Deakins – de obras admiráveis como “Onde os Fracos Não tem Vez” (2007), “007 – Operação Skyfall” (2012) e o próprio “Os Suspeitos” – com câmeras termais e de visão noturna, que realçam a falta de iluminação. Trata-se, por sinal, de um momento-chave para a jornada da personagem de Emily Blunt. E é precisamente quando ocorre uma reviravolta no foco dos personagens, que acaba sendo muito bem-vinda. Algumas das melhores cenas serão guardadas para esse final. Cenas em que Villeneuve mais uma vez provoca o espectador a questionar suas convicções morais: até que ponto é possível aceitar violência em nome da justiça? O mesmo questionamento estava na base de “Os Suspeitos”. E, novamente, os resultados são danosos – sem falar nas implicações racistas de apresentar o México, caricaturalmente, como um lugar perigoso e que precisa ser “limpo”, nem que seja por pessoas dispostas a fazer o trabalho sujo.

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    Evereste é um filme de desastre sem surpresas

    14 de novembro de 2015 /

    “Evereste” é aquele tipo de filme que todo mundo vai assistir sabendo o que vai encontrar. Situações limites, angústia e algum melodrama. Um produto calculado e realizado para despertar estes sentimentos em pessoas que querem passar por isso. O filme tem todos os clichês esperados do subgênero dos filmes de desastre. Estão lá o personagem irresponsável e o ultrarresponsável, os que ficam em casa e sustentam momentos piegas, além das inevitáveis decisões esdrúxulas. Na trama, um alpinista experiente transformou sua paixão em um negócio lucrativo. Jason Clarke (“O Exterminador do Futuro: Gênesis”) interpreta o dono de uma empresa especializada em conduzir escaladas pelo monte Evereste e acaba de juntar equipe e clientes para mais uma expedição. Só que uma tempestade inesperada acontece na metade da travessia, levando todos ao desespero. O elenco também inclui Jake Gyllenhall (“O Abutre”), Josh Brolin (“Os Caça-Fantasmas 3”), Keira Knightley (“O Jogo da Imitação”), Sam Worthington (“Fúria de Titãs”), John Hawkes (“As Sessões”) e Robin Wright (série “House of Cards”), entre outros. Mas isso acaba não fazendo muita diferença, porque, no meio do caos e sob camadas e mais camadas de roupa e neve, pouca gente consegue ser reconhecida. Além disso, a trama não exige grandes atuações. Poderiam ter convidado todo mundo que fez “Pânico na Floresta 13” que daria no mesmo. Mas se os clichês negativos estão presentes, há também bons momentos de tensão em travessias vertiginosas. Tanto que, para os não adeptos daquele modo de vida, é difícil entender porque alguém se sujeitaria a algo tão extremo. Outro destaque positivo do longa-metragem, a construção do Evereste e de seus perigos é impressionante. A fotografia, bastante auxiliada pelas locações, somada ao trabalho de efeitos visuais e de som, confere realismo ao filme.

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    Zootopia: Vídeo destaca os dubladores brasileiros da animação

    14 de novembro de 2015 /

    O Walt Disney Studios divulgou uma nova e divertida versão do teaser de “Zootopia – Essa Cidade é o Bicho” para apresentar os dubladores brasileiros da animação. A prévia mostra os atores Rodrigo Lombardi (novela “Verdades Secretas”) e Monica Iozzi (“Superpai”) de carne e osso, interagindo com os demais desenhos da produção no lugar de seus personagens. A ideia criativa faz mais sentido quando se pode conferir, logo abaixo, o mesmo teaser apenas com os personagens animados, que mantém a dublagem do casal. Lombardi dubla a raposa Nick (voz original de Jason Bateman, de “Quero Matar Meu Chefe”), enquanto Iozzi assume a coelha Judy (voz original de Ginnifer Goodwin, da série “Once Upon a Time”). Na trama antromórfica, passada numa cidade habitada por animais falantes, Nick é acusado de um crime que não cometeu e passa a ser perseguido pela policial Judy, até que ambos se tornam alvos de uma conspiração e são forçados a se unir para descobrir que até mesmo os inimigos naturais podem se ajudar a sobreviver na selva de pedra. Dirigido por Byron Howard (“Enrolados”), Rich Moore (“Detona Ralph”) e o estreante Jared Bush (da equipe de “Operação Big Hero”), “Zootopia” estreia em 18 de fevereiro no Brasil, duas semanas antes do lançamento nos EUA. [symple_toggle title=”Clique aqui para conferir games baseados em Zootopia” state=”closed”] Conheça diversos games de Zootopia no site Poki [/symple_toggle]

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    Filha de Bono Vox será a Lady Marian do novo filme de Robin Hood

    14 de novembro de 2015 /

    A atriz Eve Hewson (série “The Knick”), filha do cantor Bono Vox, da banda U2, vai viver Lady Marian em “Robin Hood: Origins”, novo filme sobre a origem do lendário fora-da-lei medieval. A informação é do site Deadline. Eve vai contracenar na trama com Taron Egerton (“Kingsman – Serviço Secreto”), intérprete do novo Robin Hood. O filme tem roteiro de Joby Harold, que também é responsável pela história de origem do Rei Artur, “Knights of the Roundtable: King Arthur”, previsto para julho de 2016. A direção está a cargo de Otto Bathurst (série “Peaky Blinders”), que fará sua estreia no cinema. “Robin Hood: Origins” é apenas um dos muitos projetos que circulam em Hollywood sobre Robin Hood. A produção está a cargo da Appian Way, produtora de Leonardo DiCaprio, e ainda não há previsão de estreia.

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