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Guia da Pipoca: Estreias de cinema incluem tubarões e Carolina Dieckmann

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    Roteirista de O Caçador e a Rainha do Gelo vai escrever o reboot de As Panteras

    18 de dezembro de 2015 /

    A Sony Pictures contratou o roteirista Evan Spiliotopoulos para assinar o reboot da franquia “As Panteras” nos cinemas. A informação é do site The Hollywood Reporter. A produção representará uma grande mudança para o escritor grego, que se especializou em fantasias juvenis. Em sua filmografia estão a animação “Tinker Bell e o Tesouro Perdido” (2009), “Hércules” (2014) e os vindouros “A Bela e a Fera” e “O Caçador e a Rainha do Gelo”. O filme será dirigido pela atriz Elizabeth Banks, que estreou na nova função com o sucesso “A Escolha Perfeita 2” (2015). A trama voltará a adaptar a série de TV homônima (“Charlie’s Angels”, no original), exibida entre 1976 e 1981. A primeira e mais famosa encarnação do trio de detetives era estrelada por Farrah Fawcett, Kate Jackson e Jaclyn Smith, contratadas pelo misterioso milionário Charlie para ajudar clientes contra criminosos perigosos. Imune à passagem do tempo, a atração também já teve duas versões de cinema. “As Panteras” (2000) e “As Panteras: Detonando” (2003) juntaram Drew Barrymore, Cameron Diaz e Lucy Liu e somaram uma arrecadação de US$ 523 milhões. Depois disso, a franquia ensaiou voltar para a TV, mas a nova série, de 2011, teve um péssimo desempenho e foi cancelada na metade de sua 1ª temporada. O envolvimento de Elizabeth Banks pode assinalar que a Sony esteja planejando seguir os passos de outra adaptação de série clássica, “Anjos da Lei”, apostando na comédia. Ainda não há previsão de estreia para o reboot da franquia, mas antes a diretora deve comandar “A Escolha Perfeita 3”, que já tem cronograma para suas filmagens.

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    Deuses do Egito ganha novo trailer que fantasia o Egito antigo com atores brancos

    18 de dezembro de 2015 /

    A Paris Filmes divulgou o novo trailer legendado de “Deuses do Egito”, aventura épica repleta de efeitos visuais, mas que tem dado mais o que falar devido ao elenco repleto de atores brancos, muitos deles loiros, numa representação realmente fantasiosa do Egito antigo. Como a prévia anterior, não faltam artifícios digitais, como monstros gigantes e homens brancos voadores, enquanto faltam, claramente, diálogos para os coadjuvantes negros. Também foi divulgado um novo pôster americano da produção. Espécie de “Fúria de Titãs” egípcio, o filme do diretor Alex Proyas (“Eu, Robô”) mostra o deus Set (Gerard Butler, de “300”) escravizando a humanidade, enquanto um jovem mortal (Brenton Thwaites, de “O Doador de Memórias”) tenta convencer o deus Horus (Nikolaj Coster-Waldau, da série “Game of Thrones”) a se aliar aos egípcios para lutar contra o rival. O elenco central também inclui as top models australianas Courtney Eaton e Abbey Lee (ambas vistas em “Mad Max: A Estrada da Fúria”), Geoffrey Rush (franquia “Piratas do Caribe”), Rufus Sewell (“Hércules”), Elodie Yung (“G.I. Joe: Retaliação”) e um único ator negro, Chadwick Boseman (“James Brown”). Escrito pela dupla Matt Sazama e Burk Sharpless, responsáveis pelos similares “O Último Caçador de Bruxas” e “Drácula: A História Nunca Contada”, “Deuses do Egito” estreia em 25 de fevereiro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.

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    Kung Fu Panda 3: Po tenta transformar sua família em kung fu pandas em novo trailer dublado

    17 de dezembro de 2015 /

    A Fox Film do Brasil divulgou um novo trailer da animação “Kung Fu Panda 3″, em versões legendada e dublada. A prévia destaca a família de Po, o urso Panda que virou mestre do kung fu nos sucessos de 2008 e 2011. Ao reencontrar o pai perdido, Po é convidado a conhecer a vila de pandas onde vive sua família, ao mesmo tempo em que um mestre maligno do kung fu resolve confrontá-lo. Sua única chance é evoluir ainda mais e virar professor, ensinando artes marciais para seus parentes desajeitados. Além de Jack Black, que volta a dublar Po, o elenco de vozes originais conta novamente com os veteranos da franquia Angelina Jolie, Jackie Chan, Lucy Liu, David Cross, James Hong, Seth Rogen e Dustin Hoffman, intérpretes dos mestres do kung fu, e se reforça com Bryan Cranston (série “Breaking Bad”) como Li, o pai de Po, Kate Hudson (“Noivas em Guerra”) como a panda Mei Mei e J.K. Simmons (“Whiplash”) como o vilão Kai. A história é dos mesmos roteiristas dos filmes anteriores, a dupla Jonathan Aibel e Glenn Berger. A cineasta Jennifer Yuh Nelson, que dirigiu “Kung Fu Panda 2″, também está de volta ao comando da produção, desta vez em parceria com Alessandro Carloni, animador do longa anterior. A estreia está marcada para 29 de janeiro nos EUA e só em 3 de março no Brasil.

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    Melissa Benoist é policial em trailer de comédia indie inspirada em As Aventuras de Tom Sawyer

    17 de dezembro de 2015 /

    A comédia indie “Band of Robbers” ganhou um pôster e o primeiro trailer, que destaca a participação de Melissa Benoist, a Supergirl da TV, como uma policial. Na prévia, os atores atendem pelos nomes dos personagens de “As Aventuras de Tom Sawyer”, clássico juvenil de Mark Twain. Melissa é Becky, Kyle Gallner (“Sniper Americano”) é Huck Finn e Adam Nee (“Prazer a Três”) é o policial corrupto Tom Sawyer, responsável pelo plano de assalto de um loja de penhores, que serve de depósito para mercadoria roubada. Apesar do crime, eles se acham os heróis da história. O próprio Adam Nee escreveu o roteiro e assina a direção. A estreia acontece em 15 de janeiro nos EUA e não há previsão de lançamento no Brasil.

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    Natalie Portman vira Jackie Kennedy na primeira foto da cinebiografia

    17 de dezembro de 2015 /

    A Fox Searchlight divulgou a primeira foto da atriz Natalie Portman (“Thor”) no papel-título de “Jackie”, filme sobre a vida da ex-primeira dama dos EUA Jacqueline Kennedy. Ela aparece com o vestido vermelho que Jackie usou em alguns eventos, como pode ser comparado nas fotos alternadas acima. A produção marcará a estreia do cineasta chileno Pablo Larrain (“No” e “O Clube”) em Hollywood, e acompanhará Jackie durante os dias que se seguiram ao assassinato do presidente John F. Kennedy em 1963. Além da atriz, o elenco também contará com Greta Gerwig (“Frances Ha”) em papel não identificado e Peter Sarsgaard como o Senador Robert Kennedy, cunhado de Jackie, que vai se opor à protagonista na trama. O roteiro é de Noah Oppenheim (“Maze Runner”) e a produção executiva está a cargo do cineasta Darren Aronofsky, que dirigiu Portman em “Cisne Negro” (2010), o filme que rendeu à atriz seu festejado Oscar. Clique na imagem abaixo para ver a foto ampliada em tela inteira.

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    Quentin Tarantino se revolta contra Star Wars

    17 de dezembro de 2015 /

    O diretor Quentin Tarantino se revoltou com a Disney por interferir no lançamento de seu próximo filme, prejudicando a estreia de “Os Oito Odiosos” no cinema para o qual, segundo o diretor, ele foi feito. O desabafo incluiu palavrão, registrado durante entrevista ao programa “The Howard Stern Show”, na rádio SiriusXM. Segundo Tarantino, a Disney teria ameaçado a rede exibidora Arclight, dizendo que se “Star Wars: O Despertar da Força” não estivesse em cartaz durante toda a semana do Natal no Cinerama Dome (tradicional cinema em Los Angeles), nenhuma outra sala da empresa poderia exibir a produção. O problema é que Tarantino já tinha combinado que seu novo filme seria exibido naquele espaço no dia 25 de dezembro e nas duas semanas seguintes. “Eles têm o maior filme do mundo. Estamos falando de uma única sala de cinema. Eles querem me f****”, desabafou o diretor, qualificando a pressão do estúdio de “bandidagem e extorsão”. O problema ganha contornos dramáticos porque a sessão no Cinerama era o sonho de Tarantino, graças a seus projetores de 70mm. O diretor diz ter feito o filme pensando em projetá-lo na tela grande do Dome. Por sinal, a première mundial do filme aconteceu lá, no começo de dezembro, e o logo do cinema está incluído na abertura da produção. Mas o diretor fez questão de afirmar que sua bronca era direcionada à Disney e não à equipe de “Star Wars: O Despertar da Força”. “Eu amo o J.J.”, disse, referindo-se ao diretor da sci-fi, antes de dar uma alfinetada final no estúdio do Mickey Mouse: “Mas com a Disney no comando, eu não me interesso por esse filme”. No Brasil, o novo filme de Tarantino está previsto para chegar aos cinemas em 7 de janeiro.

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    Jornal francês protesta contra o lado negro da força de Star Wars

    17 de dezembro de 2015 /

    O importante jornal francês Le Monde resolveu protestar contra o lado negro da força de “Star Wars”, decidindo não credenciar jornalistas para a sessão exclusiva de imprensa e não publicar uma crítica de “Star Wars: O Despertar da Força” no dia da sua estreia. Segundo o jornal, é preferível assistir ao filme junto do público, após a estreia, do que ter a liberdade de expressão tolhida. O longo texto revela as condições exigidas pela Disney, chamada de “a empresa das ‘orelhas redondas'”, para o credenciamento dos jornalistas que assistiram a sessão prévia, realizada na terça (15/12). Taxando as exigências de “inaceitáveis”, o texto enumera a “profusão de precauções que beiram o grotesco”. Entre elas, estão “obtenção de um código ‘QR de acesso pessoal’ após a assinatura de um termo de responsabilidade, local e horário mantidos em segredo e comunicados na véspera pelo celular, presença anunciada de agentes de segurança equipados de binóculos de visão noturna, ‘embargo a críticas’ até as 9h01 do dia seguinte…” Mas o que Le Monde considera a gota d’água é a “vontade demonstrada pela distribuidora de controlar o conteúdo dos artigos”. Assinalando que os jornalistas precisam assinar um formulário que lhes pede que “não revelem os elementos-chave da trama do filme para não prejudicar a diversão dos futuros espectadores”, a nota cita textualmente o documento da Disney: “Atesto que qualquer revelação de minha parte a respeito desse filme a pessoas que não o tenham assistido constituirá um prejuízo à Disney/LucasFilm sujeito a reparação”, diz o documento. Além disso, o jornal revela que, junto desse formulário, um email “chega a ordenar que se mantenham em segredo ‘as ligações entre os personagens'”. “Na história do jornalismo, nunca nenhuma produtora havia se intrometido dessa forma no conteúdo dos artigos e das conversas privadas dos jornalistas com seus parentes e amigos, ainda por cima ameaçando entrar com processos”, acusa o jornal francês, que conclui que tudo isso deixa de representar arte, cinema ou mesmo entretenimento, para virar simplesmente manipulação sob pressão corporativa. “Tudo isso ilustra a natureza da franquia ‘Star Wars’, que precisa justificar para os acionistas da Disney o colossal investimento de US$ 4,4 bilhões que custou a compra da LucasFilm. Cada decisão, inclusive a restrição às críticas, é tomada seguindo essa necessidade mais do que pela vontade de criar ou de entreter”, avalia o Le Monde. “Podemos concordar com o Mickey que ‘spoilers’ são um pecado. Mas, se não se pode falar sobre o que se passa na tela nem sobre os personagens que a povoam, só restam cenários e efeitos especiais”, reflete o texto francês, convidando o leitor a pensar.

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    Mia Madre exibe o talento de Nanni Moretti para retratar a vida e a morte

    17 de dezembro de 2015 /

    Nanni Moretti é um realizador italiano de grande talento e sensibilidade, capaz de mostrar o cotidiano da vida ao lado das questões políticas e filosóficas que o envolvem, no drama ou na comédia. Seu humor é inteligente, muito crítico, seu jeito de lidar com as emoções, muito verdadeiro. Não há perfumaria nos seus filmes, tudo é importante. Até o que não parece ser, o que é mais banal. A obra cinematográfica do cineasta relaciona o pessoal e o político em personagens como o próprio Papa, no seu filme anterior, “Habemus Papam” (2011). Ou o cinema e Berlusconi, em “O Crocodilo” (2006), a vida pessoal e a cidade de Roma, em “Caro Diário” (1993), entre outros. “Mia Madre”, seu mais recente trabalho, dialoga com um de seus melhores filmes anteriores, “O Quarto do Filho” (2001). Nos dois casos, é de perda e de luto que se trata. Tema difícil, doloroso, que exige cuidado no trato. Moretti transita muito bem nesse terreno e sem perder o humor. Margherita (Margherita Buy) é a protagonista da história. Diretora de cinema, está realizando um longa-metragem que discute questões políticas atuais, como a luta pela manutenção do emprego, o enfrentamento da repressão da polícia, os interesses econômicos do capital. Rigorosa e exigente, encontra problemas na atuação e no relacionamento com um astro internacional que incluiu em seu filme, Barry Huggins (John Turturro). Em meio à lida com seu ofício, Margherita tem de tratar de questões pessoais importantes: a mãe está muito doente, hospitalizada, exigindo cuidados. Ela compartilha essa tarefa, as decisões e os sentimentos que a envolvem, com seu irmão Giovanni (o próprio Moretti). Enquanto isso, sua filha vive a adolescência e tem um forte vínculo com a avó, que sempre a ajudou no estudo do latim. A proximidade da morte faz com que todos tenham de lidar com a perda de uma pessoa querida, que sempre foi forte, decidida, uma educadora e intelectual de mão cheia, sempre lembrada e procurada por ex-alunos. O filme explora a dimensão da realidade da cineasta, ao mesmo tempo em que traz à tona suas memórias e reflexões, suas inseguranças, medos e sonhos. Tudo tão amalgamado que chega a se confundir. A memória muitas vezes nos trai, a realidade dela é parcial, fragmentada. Nossos desejos se misturam com nossas percepções, os fatos, com a imaginação, tudo pode mesclar-se. E, no entanto, a vida exige de nós objetividade, quase o tempo todo. Essa dimensão fluída do real é muito bem captada pelo cinema de Nanni Moretti e é um dos pontos altos do filme. A atriz Margherita Buy (retomando a parceria de “O Crocodilo”) tem excelente atuação ao protagonizar essa trama. John Torturro (“Amante a Domicílio”) dá um ótimo toque de estranheza e humor ao personagem do ator-problema estrangeiro, que é também uma figura adorável, apesar de tudo. Moretti como ator tem agora um papel um pouco menor, mas igualmente importante na narrativa. A atriz veterana Giulia Lazzarini (“Grazie di Tutto”), no papel de Ada, a mãe doente, atua com uma placidez muito apropriada à figura retratada e aos seus momentos finais de vida. “Mia Madre” não tem a mesma força mobilizadora de grandes emoções de “O Quarto do Filho”, mas isso também tem a ver com a questão retratada. A perda de um filho jovem é mais importante e demolidora do que a perda de uma mãe já idosa. Aqui, algo da ordem natural das coisas segura o desespero da perda. Tudo acaba se dando de um modo mais sereno, ou um pouco menos perturbado. Mas são momentos decisivos na vida das pessoas. Sofridos e complexos. É o fluxo da vida. Que o cinema de Moretti retrata com dignidade e ajudar a compreender.

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    Garota Sombria Caminha pela Noite seduz com sua estranheza

    17 de dezembro de 2015 /

    Um filme de terror falado em persa e com vampira iraniana, eis a singularidade de “Garota Sombria Caminha pela Noite”, que além de tudo é dirigido por uma mulher, Ana Lily Amirpour, em belíssimo preto e branco. A curiosidade que isso desperta já é meio caminho para o culto, realmente conquistado pelo longa, mesmo que, na verdade, Amirpour seja inglesa e que o filme tenha sido totalmente produzido nos Estados Unidos. Apesar da carreira indie americana, lançado no Festival de Sundance e premiado com o Gotham Awards, “Garota Sombria” tem inegável espírito estrangeiro, com uma estranheza que impregna cada cena. A combinação de diferentes culturas é registrada na beleza plástica de sua fotografia, mas também num andamento narrativo irregular, que se excede e se arrasta em determinados instantes, como um filme de arte – lembra a fase em preto e branco de Jim Jarmusch. Nada disso, porém, prejudica o desenvolvimento final, que é bastante satisfatório, dentro de uma história, de fato, muito simples. Pela trama simples, desfilam alguns personagens que vivem uma vida desolada em Bad City, cidade de pesadelo em que o lixão (um buraco) serve para o despejo de cadáveres humanos. O traficante da cidade representa o que há de pior naquele lugar, e em contraste permite que a vampira, apesar de fazer suas vítimas, mostre-se menos cruel. Ela tem uma moral própria, dando preferência àqueles que “merecem” ter seu sangue sugado. Claro que o traficante canalha é um deles. Por isso, a cena do encontro dos dois é um dos pontos altos do filme. A moça que interpreta a vampira, Sheila Vand (de “Argo”), é, além de atraente, muito boa no papel. Algo, porém, se destaca sem que ela precise expressar. Sua predileção por camiseta listrada e calças esportivas ilustram uma clara identidade juvenil. Entretanto, quando vai matar, isso se esconde sob um véu, que cobre todo o seu corpo como uma jovem muçulmana tradicional. O detalhe é que o figurino se mescla com as sombras de forma deliberada. A capa preta tem sido uma imagem expressionista potente, que acompanha os vampiros desde o cinema mudo, mas, ao se transformar em véu, assume uma carga inédita de terror, relacionando a submissão religiosa ao surgimento de algo maligno. Eis mais um ponto positivo deste trabalho único, cujas qualidades vão além do mero gostar ou não gostar. Isso porque “Garota Sombria” é um filme com mais estética que conteúdo. Ou seja, interessa mais pela atmosfera e a beleza de suas imagens. E, nesse sentido, trata-se de uma obra cheia de acertos.

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    Nanni Moretti busca expiação com o tocante Mia Madre

    17 de dezembro de 2015 /

    O cinema de Nanni Moretti resiste à fraqueza da produção italiana atual, usando de sensibilidade para tratar de assuntos tão pessoais e ao mesmo tempo tão universais, como questões políticas e familiares. A política passa apenas de leve em “Mia Madre”, seu filme mais recente, mas as questões afetivas estão presentes com muita força na história. O filme segue uma cineasta que precisa lidar com a rotina difícil de sua profissão em um momento particularmente complicado de sua vida, em meio a uma separação e à doença de sua mãe, que se esvai aos poucos, internada em um hospital. Moretti já havia tratado a questão da perda de maneira até mais devastadora em “O Quarto do Filho” (2001). Por isso, é interessante que ele evite se repetir, abordando a perda de outro ente querido de forma mais distanciada – aqui, a protagonista é Margherita Buy e não o próprio cineasta, que interpreta um coadjuvante, o irmão da cineasta. “Mia Madre” é autobiográfico. O cineasta escreveu o roteiro enquanto sua mãe estava doente e ele filmava “Habemus Papam” (2011). E foi um acerto ele oferecer o papel principal para uma atriz com quem já havia trabalhado (em “Habemus Papam” e “O Crocodilo”), mantendo uma relativa distância. O seu personagem, o irmão companheiro Giovanni, talvez represente aquilo que ele gostaria de ter sido durante os últimos dias de vida da mãe: alguém que largou o emprego para ficar com ela. Por isso, o filme é também implacável, ainda que de maneira muito gentil, consigo mesmo, ou seja, com a protagonista, que é alguém que não dá a devida atenção às pessoas próximas a ela. Entretanto, é muita coisa para essa personagem processar e o ar sereno de Margherita passa sempre a impressão de que se trata de uma pessoa quase isenta de culpas. O estado de confusão mental da protagonista também é muito bem explorado por Moretti, que mistura sonho e realidade na tela, como na cena em que o apartamento de Margherita fica cheio de água, como se simbolizasse um transbordar de emoções que ela não consegue mais segurar. Mas tudo é muito bem conduzido e o filme flui como um belo e tranquilo rio. A presença de uma canção do Leonard Cohen (“Famous Blue Raincoat”) em uma dessas cenas oníricas é especialmente bela. E o final é tão delicadamente lindo, prestando tributo à personagem do título, que condensa uma obra de muito bom gosto. De fato, toda a história é bem conduzida, desde a relação conturbada de Margherita (a personagem tem o mesmo nome da atriz) com um ator americano (John Turturro, de “Amante a Domicílio”), passando pelas visitas ao hospital, até o relacionamento distante com a filha adolescente. O filme de Moretti é tão carregado de amor e suavidade, que parece ter sido feito para permitir ao diretor perdoar a si mesmo. E isso faz muito bem ao coração do espectador, também.

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    Star Wars mostra sua força com estreia recorde em metade dos cinemas do Brasil

    17 de dezembro de 2015 /

    “Star Wars: O Despertar da Força” inicia nesta quinta (17/12) sua blitz mundial em busca de recordes históricos de bilheteria. Para se ter noção, o filme da Disney será o primeiro da história a ocupar 50% de todas as telas de cinema disponíveis no Brasil, com lançamento recorde em 1.504 salas. É impressionante, mas nbos EUA o filme chega em mais de 4 mil salas, superando todas as telas existentes por aqui – se todos os cinemas brasileiros exibissem o filme, ainda não seria suficiente para atingir essa quantidade. Felizmente, “O Despertar da Força” entrega um produto que, mesmo com tanta oferta, tem tudo para lotar os cinemas, passando por cima da segunda trilogia enfadonha com a energia e a ação que a franquia não conhecia desde “O Retorno de Jedi” (1983). Após rejuvenescer “Star Trek”, o cineasta J.J. Abrams entrega um “Star Wars” à altura das expectativas dos fãs. O lançamento é tão grandioso que intimidou as outras distribuidoras multinacionais. Também prevista para chegar às telas nesta semana, a animação “Snoopy & Charlie Brown: Peanuts, o Filme” simplesmente sumiu do cronograma de lançamentos. Ficou sem data. O receio com o retorno dos jedi, ironicamente, deixou o circuito limitado mais amplo, permitindo que filmes importantes chegassem em mais salas. Casos, por exemplo, do suspense “Labirinto de Mentiras”, representante da Alemanha na disputa pela indicação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro – entra em 29 salas – e da comédia dramática “Mia Madre”, do mestre italiano Nanni Moretti – em 22 salas. Além destes, mais dois destaques de festivais internacionais tentam encontrar público. O terror da vampira iraniana “Garota Sombria Caminha pela Noite” rendeu diversos prêmios à diretora Ana Lily Amirpour, e entra em exibição em seis salas, enquanto “A Terra e a Sombra”, que rendeu a Câmera de Ouro (Melhor Filme de Estreia) ao colombiano César Augusto Acevedo no Festival de Cannes, ocupa quatro salas exclusivamente no Rio de Janeiro. A programação se completa com o documentário brasileiro “Hysteria”, em exibição em uma sala do Caixa Belas Artes, em São Paulo, e inclui um troca-troca entre filmes em cartaz no Rio e em São Paulo: o drama sobrenatural japonês “Para o Outro Lado”, de Kiyoshi Kurosawa, lançado em novembro em SP, chega em duas salas no Rio, enquanto o filipino “Norte, O Fim da História”, de Lav Diaz, amplia seu circuito para a São Paulo – isto é, para uma sala do Caixa Belas Artes. [symple_toggle title=”Clique aqui para conferir os trailers de todos as estreias da semana” state=”closed”] Grande estreia de cinema da semana Estreias em circuito limitado [/symple_toggle]

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    Vin Diesel está desenvolvendo uma série e uma nova continuação de Riddick

    17 de dezembro de 2015 /

    O ator Vin Diesel divulgou novidades do universo da franquia cinematográfica “Riddick”. Num vídeo postado em seu Facebook, ele contou que o universo sci-fi do personagem será explorado numa série intitulada “Merc City”, centrada nos caçadores de recompensa que tentaram capturá-lo no terceiro filme, lançado em 2013. Diesel revelou que a atração “vai acompanhar os Mercs e caçadores de recompensas do universo Riddick”. E ela representará um “complemento” das aventuras do personagem. Além disso, o astro adiantou os planos do diretor e roteirista David Twohy para a continuação de Riddick nos cinemas. “No próximo mês, DT começará a escrever o próximo capítulo das crônicas de Riddick”. Segundo Diesel, “Riddick 4” contará a origem do personagem, mas as filmagens só devem começar no início de 2017. O título provisório é “Furia” (o nome do planeta de Riddick é Furya). David Twohy escreveu e dirigiu todos os três filmes de Riddick – “Eclipse Mortal” (2000), “A Batalha de Riddick” (2004) e “Riddick 3” (2013), além de mais dois curtas animados do personagem. O primeiro filme é sensacional. O terceiro não decepciona, especialmente pela participação de Katee Sackhoff (série “Battlestar Galactica”) e Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”) como mercenários. Mas a arrecadação da franquia é bem modesta, tendo gerado US$ 267 milhões em todo o mundo. Apesar disso, a trilogia tem uma base fiel de fãs. Confira o vídeo sobre “Riddick” abaixo, já visto por mais de 2 milhões de fãs: Posted by Vin Diesel on Terça, 15 de dezembro de 2015

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    Scarlett Johansson pode estrelar uma comédia para maiores

    17 de dezembro de 2015 /

    A atriz Scarlett Johansson (“Os Vingadores”) pode estrelar “Move That Body”, comédia para maiores que teve seu roteiro disputado num leilão acirrado. Após aparecer na Black List 2015 – a lista dos melhores roteiros não filmados – , o projeto se tornou prioridade da Sony Pictures, que, segundo o site Deadline, tenta agora amarrar Scarlett como protagonista. O roteiro foi escrito pelos produtores da série “Broad City”, Lucia Aniello e Paul W. Dons, e tem sido descrito como uma mistura de “Se Beber, Não Case!” (2009) e “Um Morto Muito Louco” (1989). A trama acompanha cinco amigas de férias, que alugam uma casa de praia em Miami para um final de semana de solteiras, mas acabam matando acidentalmente um stripper e precisam lidar com isso. Scarlett seria uma das assassinas. Ela já estrelou uma boa comédia para maiores recentemente, “Como Não Perder Essa Mulher” (2013), dirigida pelo ator Joseph Gordon-Levitt (“A Travessia”). Lucia Aniello deve assumir a direção do filme, marcando sua estreia como diretora de cinema, após comandar vários episódios de “Broad City”. Entretanto, não há martelo batido, nem cronograma definido para o início da produção.

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