Surgem fotos das locações de Star Wars: Episódio VIII em cidade histórica da Croácia
A equipe de “Star Wars: Episódio VIII” desembarcou na cidade de Dubrovnik, na Croácia, onde vai filmar algumas das cenas principais da produção. E as primeiras fotos das locações já surgiram na internet, revelando que a cenografia vai combinar os aspectos medievais do lugar com tecnologia futurista e naves espaciais. Confira abaixo. Dubrovnik é uma das cidades medievais mais bem preservadas do mundo, por isso costuma servir de locação para diversos filmes e até séries, como “Game of Thrones”. Segundo seu prefeito, o local será o cenário principal da continuação de “Star Wars: O Despertar da Força” (2015). “Certamente trata-se de um dos projetos cinematográficos mais complexos da história. É um processo muito exigente e nós estamos felizes que Dubrovnik seja cenário para um filme tão importante”, declarou o prefeito da cidade, Andro Vlahusic, à agência de notícias croata Hina. As cenas da produção serão filmadas à noite nos palácios medievais da cidade e cercadas de grande sigilo e segurança, para evitar qualquer vazamento sobre seu conteúdo antes do estreia. O oitavo filme da saga de ficção científica tem direção de Rian Johnson (“Looper”) e será rodado em Dubrovnik até o dia 17 de março. As filmagens croatas já representam a segunda fase da produção, que começou a rodar suas primeiras cenas em fevereiro, na ilha de Skellig Michael, na Irlanda, e passará por várias cidades no mundo. Ainda sem título oficial, “Star Wars: Episódio VIII” tem estreia marcada para 15 de dezembro de 2017 no Brasil.
Nicole Scherzinger entra no remake televisivo de Dirty Dancing
A cantora Nicole Scherzinger, ex-líder do girl group Pussycat Dolls, entrou no elenco do remake televisivo de “Dirty Dancing: Ritmo Quente” (1987), informou o site The Hollywood Reporter. A nova versão está sendo desenvolvida para rede ABC, no embalo dos musicais ao vivo que tem feito sucesso na TV americana, desde que a NBC produziu “A Noviça Rebelde Ao Vivo!” com a cantora country Carrie Underwood em 2013. Nicole vai interpretar a personagem Penny Johnson, vivida no filme dos anos 1980 por Cynthia Rhodes. O elenco também inclui Abigail Breslin (série “Scream Queens”) como a protagonista Baby, originalmente interpretada por Jennifer Grey, e o dançarino Colt Prattes como Johnny, papel de Patrick Swayze no cinema. A atração será a segunda tentativa de capitalizar o sucesso do filme na TV. A primeira foi uma série lançada na NBC em 1988, um ano após a estreia do filme, que acabou cancelada no começo da 1ª temporada, provando-se um grande fracasso. Na época, a conclusão era que “Dirty Dancing” não era “Dirty Dancing” sem Patrick Swayze e Jennifer Grey. A teoria foi comprovada durante o lançamento cinematográfico de “Dirty Dancing – Noites de Havana” (2004), uma reimaginação da trama clássica em outro contexto. Também fracassou na bilheteria. A Lionsgate está produzindo a nova adaptação, que tem roteiro de Jessica Sharzer (série “American Horror Story”) e direção de Wayne Blair (“Música da Alma”). Ao contrário de outras adaptações de musicais que têm sido exibidas como especiais de fim de ano pela TV americana, o novo “Dirty Dancing” não será apresentado ao vivo, mas gravado. Ainda não há previsão para sua exibição.
Pesquisa revela que o público brasileiro prefere filmes de ação e comédias
Uma pesquisa realizada pelo Ibope concluiu que os brasileiros preferem assistir a filmes de ação e comédia ao ir ao cinema. A ação tem a preferência de 68% do público, enquanto 50% prefere a comédia. Logo em seguida aparem as animações, com 28% da preferência, seguidas do subgênero da comédia romântica e da ficção científica, respectivamente, com 27% e 25%. Para chegar ao resultado, o Ibope entrevistou 20 mil pessoas, entre os meses de agosto de 2014 a setembro de 2015, nas maiores regiões metropolitanas do Brasil: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Recife, Fortaleza e Brasília e em cidades do interior do sul e sudeste brasileiro. As maiores bilheterias dos últimos anos comprovam que a pesquisa corresponde à realidade. No período coberto pela pesquisa, por exemplo, “Os Vingadores – A Era de Ultron” e “Velozes e Furiosos 7” foram os filmes que renderam o maior faturamento no Brasil, levando, cada um, cerca de 10 milhões de pessoas aos cinemas.
George Clooney diz que já pensa em se aposentar como ator
Com 54 anos de idade, George Clooney confessou que já pensa se aposentar como ator, para evitar evitar envelhecer diante das câmeras. “Eu acho que ninguém quer ver alguém realmente envelhecer, sabe? A câmera não perdoa. Você tenta escolher os filmes que funcionam melhor para você e quando você envelhece os papeis ficam bem mais escassos”, disse o astro em uma entrevista para a rede britânica BBC, durante a divulgação de seu novo filme, “Ave, César”. Mas Clooney garante que, mesmo se parar de estrelar filmes, permanecerá no mundo do cinema, trabalhando como diretor. “Dirigir é minha grande paixão. Tive alguns sucessos e alguns fracassos como diretor e essa é uma parte da experiência, sabe? Mas é uma coisa muito legal de fazer e especialmente quando você vai envelhecendo. Você chega a um ponto que você não pode ficar em cena para sempre. Então é muito mais divertido estar atrás das câmeras”, completou. O próximo filme do ator, “Ave, César”, dirigido pelos irmãos Coen, estreia no Brasil em 7 de abril, dois meses após o lançamento nos EUA e uma semana antes de seu filme seguinte, “Jogo do Dinheiro”, de Jodie Foster, que chega aos cinemas brasileiros em 14 de abril.
Estreia de Afonso Poyart em Hollywood, Presságios de um Crime sofre com roteiro fraco
Gostando ou não gostando de “2 Coelhos” (2012), o filme de estreia de Afonso Poyart convenceu Hollywood que ele poderia dirigir uma produção americana estrelada por Anthony Hopkins (“Thor”). E o brasileiro teve mesmo que mostrar serviço, diante do roteiro problemático de “Presságios de um Crime”, que ele driblou repetindo alguns truques do filme anterior – como o uso da imagem congelada. “Presságios de um Crime” segue um filão do suspense que vinha migrando para a TV nos últimos anos, os thrillers envolvendo assassinos seriais. A trama apresenta uma dupla de agentes do FBI, vividos por Jeffrey Dean Morgan (série “Extant”) e Abbie Cornish (“RoboCop”), que buscam a ajuda de um médium que costumava auxiliar a polícia em alguns casos especiais. O problema é que o tal médium, John Clancy (Anthony Hopkins), está passando por um momento de clausura desde que a sua filha morreu, em consequência de uma leucemia. Mas, como o roteiro é óbvio, jamais resta dúvida de que ele irá sair da toca para prestar auxílio aos policiais, vendo na detetive vivida por Abbie Cornish uma semelhança com a filha morta. É importante dizer que em nenhum momento o filme coloca em dúvida os dons de Clancy. Eles surgem em flashes do passado e do futuro, em imagens tão rápidas quanto em videoclipes, também como uma forma de antecipar eventos e criar um suspense sobre o que pode acontecer. A busca pelo médium é um sintoma de como o FBI está atônito diante do crescente número de vítimas do assassino serial, que usa um objeto perfurante, sem deixar pistas sobre o que motivaria e o que ligaria suas vítimas. E o filme se mantém firme enquanto caça o assassino – que também tem “superpoderes”, um dom de prever o futuro. Os problemas, na verdade, só começam quando o personagem de Colin Farrell (“Sete Psicopatas e um Shih Tzu”) materializa-se em cena. O assassino não é bem delineado (na verdade, é apenas um rascunho) e isso se percebe logo em sua primeira aparição, assim como na pressa do filme em explicar as suas motivações. Ao menos, a conclusão ainda inclui uma boa cena-chave e incentiva alguma reflexão sobre a questão da eutanásia, de um ponto de vista mais amplo. Também contam pontos algumas reviravoltas, que, entretanto, nem sempre tem execução satisfatória. A culpa do roteiro fraco, porém, não é de Poyart.
Tony Dyson (1947 – 2016)
Morreu o professor Tony Dyson, que construiu o robô R2-D2 da saga “Star Wars”. Ele foi encontrado morto, aos 68 anos, em sua casa na ilha de Gozo, no Mar Mediterrâneo, após um vizinho chamar a polícia, preocupado que a porta de sua casa estava aberta. Uma autópsia está sendo realizada, mas as suspeitas são de morte por causas naturais. Dyson foi contratado pela pioneira equipe de efeitos visuais de George Lucas, que viraria a empresa Industrial Light & Magic, para criar o robozinho do primeiro filme da saga espacial, “Guerra nas Estrelas”, lançado em 1977. Além de trabalhar com o designer Ralph McQuarrie no projeto, ele foi o responsável por construir oito robôs R2-D2 para a trilogia original – dois ocos, que serviram como “fantoches” manipulados pelo ator Kenny Baker, cinco controlados por controle remoto e um descartável, para ser destruído nos pântanos de Dagobah, em “O Império Contra-Ataca” (1980). Após o sucesso de sua criação, Dyson também trabalhou na supervisão de efeitos de “007 Contra o Foguete da Morte” (1979), “Saturno 3” (1980), “Superman II” (1980), “Viagens Alucinantes” (1980) e “O Dragão e o Feiticeiro” (1981). Mas ele não criava apenas a ilusão de funcionalidade em obras de ficção. Dyson também desenhou e construiu robôs que realmente funcionavam para algumas das maiores empresas eletrônicas do mundo, como Sony, Philips e Toshiba. Mesmo assim, afirmava que trabalhar em “Star Wars” foi “um dos períodos mais emocionantes” da sua vida. Tinha tanto orgulho de R2-D2 que criou um clube de robótica no Reino Unido, dedicado a ensinar aos fãs como construir seus próprios robôs futuristas. A LucasFilm sempre teve uma relação litigiosa com esse passatempo, proibindo o inventor de criar cópias fieis do personagem. Felizmente, a Disney mudou o modo de encarar esse relacionamento, ao selecionar dois designers de seu clube para construir o novo R2-D2 de “Star Wars: O Despertar da Força” (2015), o que permitiu a perpetuação do legado de Dyson na franquia.
Atriz de Quantico será a vilã do filme baseado na série SOS Malibu
Dwayne Johnson (“Terremoto – A Falha de San Andreas”) confirmou nas redes sociais que a atriz indiana e ex-Miss Mundo Priyanka Chopra, revelação da nova série “Quantico”, vai viver a vilã de “Baywatch”. O anúncio foi acompanhado por uma foto do casal (veja acima) e comentários do astro de ação sobre como Priyanka garante poder derrotá-lo. O filme é uma adaptação da série “SOS Malibu”, sucesso televisivo exibido entre 1989 e 2000, que ganhará tratamento cômico. O elenco ainda inclui Zac Efron (“Vizinhos”), Alexandra Daddario (também de “Terremoto – A Falha de San Andreas”), Hannibal Buress (série “Broad City”), a modelo Kelly Rohrbach (série “Rizzoli & Isles”) e o recém-confirmado David Hasselhoff, que estrelou a série original. Escrita por Robert Ben Garant (“Uma Noite no Museu”) e Justin Malen (série “Trophy Wife”), e com direção de Seth Gordon (“Quero Matar Meu Chefe”), “Baywatch” tem previsão de estreia para maio de 2017.
Para Minha Amada Morta: Suspense brasileiro premiado ganha fotos e seu primeiro trailer
A Vitrine Filmes e a Grafo Audiovisual divulgaram as fotos, o pôster e o trailer do suspense nacional “Para Minha Amada Morta”, primeiro longa de ficção de Aly Muritiba (documentário “A Gente”). Com clima tenso e inquietante, a prévia gira em torno de um viúvo (Fernando Alves Pinto, de “A Floresta que se Move”), que cuida de seu filho pequeno e ainda sente saudades de sua esposa, vendo e revendo gravações em vídeo da amada morta. Até que encontra um VHS desconhecido, em que a mulher aparece transando com outro homem. A descoberta lhe desperta ódio, sentimento de traição e desejo de vingança, levando-o rapidamente a descobrir a identidade do estranho e a se infiltrar em sua família, planejando seduzir a esposa e a filha do rival. O elenco também inclui Giuly Biancato (“Gol a Gol”) como a filha mais velha e o estreante Lourinelson Vladmir como o amante, ambos premiados como coadjuvantes no Festival de Brasília do ano passado. “Para Minha Amada Morta” venceu ao todo seis prêmios oficiais do Festival de Brasília, incluindo Melhor Direção, além do troféu Silver Zenith (segundo melhor filme de estreante) no Festival de Montreal de 2015. A estreia está marcada para 31 de março.
Angry Birds: Novo trailer revela razão da guerra entre passarinhos e porcos verdes
A Sony Pictures divulgou um novo trailer da animação “Angry Birds: O Filme”, que explica a trama. A prévia revela, para quem não conhece o game em que o filme se baseia, o que fez os passarinhos do título original ficarem tão raivosos, motivando sua guerra contra o porcos verdes. Por enquanto, o vídeo está em inglês, mas o comediante Marcelo Adnet (“Os Penetras”) é o dublador nacional de Red, cuja voz original foi feita por Jason Sudeikis (“Familia do Bagulho”). O filme tem direção dos estreantes Clay Kaytis (animador de “Frozen”) e Fergal Reilly (artista de storyboards de “Hotel Transilvânia”), e chega aos cinemas brasileiros em 12 de maio, oito dias antes do lançamento nos EUA (em 20/5).
Convergente: Cena de ação com Shailene Woodley revela batalha na grande muralha
A Lionsgate divulgou um novo pôster internacional e uma cena de ação de “A Série Divergente: Convergente”. A prévia acompanha a fuga dos protagonistas da franquia, Shailene Woodley, Theo James, Miles Teller, Zoë Kravitz, Ansel Elgort e Maggie Q, que tentam escalar a muralha eletrificada que cerca Chicago, com direito à explosão grandiosa. “Convergente” representa uma grande mudança de rumos para a trama da franquia distópica, colocando todos os personagens que sobreviveram até aqui do mesmo lado, após o primeiro contato com a civilização existente do outro lado da grande muralha que separa Chicago do resto do mundo. O elenco ainda inclui os retornos de Keiynan Lonsdale, Octavia Spencer e Naomi Watts, e marca a estreia na franquia de Jeff Daniels (“Steve Jobs”), Jonny Weston (“Projeto Almanaque”), Nadia Hilker (“Spring”) e Bill Skarsgård (série “Hemlock Grove”). Assim como tem sido praxe nas adaptações de franquias literárias juvenis, o livro final de Veronica Roth foi dividido em duas partes. O próximo capítulo chega aos cinemas brasileiros em 10 de março, oito dias antes do lançamento nos EUA, deixando o final, batizado como “A Série Divergente: Ascendente”, para 2017. “Convergente” tem direção de Robert Schwentke, que já assinou “A Série Divergente: Insurgente”.
David Hasselhoff entra no filme inspirado na série SOS Malibu
O ator David Hasselhoff foi confirmado no elenco do filme “Baywatch”, inspirado na série “SOS Malibu”, que ele estrelou entre 1989 e 2000. Dwayne Johnson, que viverá o novo protagonista da produção, confirmou a participação com um vídeo no Facebook. Confira abaixo. No vídeo, Johnson aproveita para lembrar que não “existiria Bay sem Hoff”. Por sinal, ele interpreta no filme o mesmo personagem vivido por Hasselhoff na série. Além de Hasselhoff, a produção negocia a participação de Pamela Anderson, a estrela feminina mais famosa da série. Capa da última Playboy com nudez nos EUA, ela tem dito “não”, mas não que “jamais”, procurando negociar melhor sua participação. O elenco do filme ainda inclui Zac Efron (“Vizinhos”), Alexandra Daddario (também de “Terremoto – A Falha de San Andreas”), Priyanka Chopra (série “Quantico”), Hannibal Buress (série “Broad City”) e a modelo Kelly Rohrbach (série “Rizzoli & Isles”) no papel que pertenceu à Pamela. Escrita por Robert Ben Garant (“Uma Noite no Museu”) e Justin Malen (série “Trophy Wife”), e com direção de Seth Gordon (“Quero Matar Meu Chefe”), “Baywatch” tem previsão de estreia para maio de 2017.
Caça-Fantasmas: Primeiro trailer da versão feminina revela bons efeitos e piadas fracas
A Sony Pictures divulgou o primeiro trailer (ainda sem legendas) da versão feminina de “Os Caça-Fantasmas”. A prévia inicia lembrando o filme original de 1984, mas na prática não demonstra nenhuma ligação entre as duas histórias, apesar da reprise do tema musical e da aparição do célebre fantasma geleia logo na primeira cena de multiplicação de efeitos visuais. Por sinal, não faltam efeitos, todos bem elaborados e até mais “assustadores” que o esperado. O que falta, na verdade, são piadas engraçadas. De todo modo, o vídeo serve mais para introduzir a premissa e as novas protagonistas da franquia, vividas por Kristen Wiig (“Missão Madrinha de Casamento”), Melissa McCarthy (“A Espiã que Sabia de Menos”), Kate McKinnon e Leslie Jones (ambas do humorístico “Saturday Night Live”), além de revelar a origem do veículo das Caça-Fantasmas e mostrar uma breve aparição de Chris Hemsworth (“Thor”) como o secretário do quarteto. A direção é de Paul Feig (também de “A Espião que Sabia de Menos”) e a estreia está marcada para 14 de julho no Brasil.
Estreias: Kung Fu Panda 3 chega em mais de mil salas em semana com dez lançamentos
Maior estreia da semana, “Kung Fu Panda 3” chega em mais de mil salas de cinema (654 em 3D) após quebrar recorde de bilheteria na China, num circuito 47% maior que o do longa anterior, que estreou em 714 salas em 2011. A aposta, por sinal, mais que dobra em relação à estreia da franquia em 2008, quando o primeiro “Kung Fu Panda” foi lançado em 417 salas. A esta altura, os personagens são bem conhecidos, o que supõe maior interesse. Mas o filme é para crianças e chega tarde, um mês após o lançamento original nos EUA, numa “estratégia” que lhe custa o benefício do período das férias escolares. Embora os golpes do kung fu animado conquistem um terço de todos os cinemas do país, duas comédias que já fracassaram nos EUA tentam recuperar o investimento nos shoppings brasileiros, com distribuição maior que suas “qualidades”. Lançada em quase 300 salas, “Cinquenta Tons de Preto” exibe uma paródia de “Cinquenta Tons de Cinza”, realizada pelos responsáveis por “Inatividade Paranormal”, enquanto “Zoolander 2” ocupa metade desse espaço com a continuação de uma comédia antiga (2001) de Ben Stiller sobre o universo da moda. O primeiro ridiculariza o que já é ridículo, o segundo tenta bater o recorde de aparições de celebridades, e ambos entregam esquetes em vez de histórias. O drama “Um Homem entre Gigantes” também falhou em empolgar público e crítica americanos. Cinebiografia do médico imigrante que enfrentou a liga de futebol americano para denunciar as condições de saúde dos atletas deste esporte violento, tem como destaque a boa interpretação de Will Smith, que chegou a acreditar na possibilidade de uma indicação ao Oscar. Ela não veio porque o resto – roteiro, direção, etc – não acompanhou seu desempenho. Lançado há seis semanas e já quase fora de cartaz nos EUA, o filme deu prejuízo, o que leva o estúdio a buscar o mercado internacional. Infelizmente, com expectativas acima das possibilidades: 74 salas é muita ambição para um filme sobre um esporte não olímpico e pouco apreciado no Brasil. Ironicamente, o melhor “filme americano” da semana é um terror. Gênero subestimado, de vez em quando revela boas surpresas como esta “A Bruxa”, que rendeu ao estreante Robert Eggers o prêmio de Melhor Direção no Festival de Sundance 2015, além de revelar a atriz Anya Taylor-Joy, que deve aparecer em mais quatro filmes nos próximos 10 meses. Fãs de terror convencional podem ter dificuldades com sua abordagem, que explora a atmosfera, a locação e a presença assustadora de um bode, misturando sangue e delírio de forma perturbadora. A trama se passa numa fazenda isolada e distante do século 17, onde vive um casal temente a Deus e seus cinco filhos, até que o desaparecimento de um bebê recém-nascido gera suspeitas da existência de uma bruxa nas redondezas. Um detalhe interessante é que se trata de um coprodução brasileira, com participação da RT Features, do produtor Rodrigo Teixeira, o que justifica seu lançamento pouco “indie”, em 97 salas. Mais uma curiosidade nacional é oferecida ao público em “Meu Amigo Hindu”. A volta de Hector Babenco, após nove anos sem filmar, é estrelada por um americano, Willem Dafoe, e foi originalmente filmada em inglês. Mas o elenco de apoio e as locações são de novela brasileira. O que leva a uma ironia peculiar: o filme ganhou dublagem nacional para chegar a 44 cinemas. A trama evoca um drama particular do diretor, usando Dafoe como seu alter ego, e resulta num longo filme de doença. Escolhido para abrir a Mostra de São Paulo do ano passado, agradou apenas aos críticos mais velhos, que tendem a ser reverentes. O maior lançamento brasileiro, porém, é outro. Uma comédia, é claro. E, como de praxe, com o subtítulo “O Filme”. Trata-se de “Apaixonados – O Filme”, que, apesar de se passar no carnaval, também é hollywoodiana, seguindo a fórmula da comédia romântica como conto de fadas. A direção é de Paulo Fontenelle, que chega ao terceiro longa sem demonstrar muita evolução – continua confundindo atores da rede Globo com talentos e roteiros televisivos com cinema. Pelo tempero nacional, “Apaixonados” sai-se melhor que os péssimos “Se Puder… Dirija” (2013) e “Divã a 2” (2015), mas compartilha com eles a previsibilidade de sua história. Em 124 salas. Como costuma acontecer em toda semana, o circuito limitado destaca um lançamento francês. Desta vez, um drama romântico de características surreais, “Fique Comigo”, que traz a atriz Isabelle Huppert (“Amor”) numa de suas histórias paralelas. Estreia em 11 salas em apenas quatro cidades. A programação se completa com dois filmes japoneses lançados de forma restrita. “Black Butler – O Mordomo de Preto”, que chega em apenas três salas no Rio, é adaptação de um mangá sobre um mordomo do inferno, que serve a um mestre em troca de sua alma. No filme, o mestre é uma mestra, o que gera subtexto de dominação sadomasoquista. O visual neogótico completa o pré-requisito cult, mas a trama é boba – uma história de vingança – e filmada de forma exagerada, como se fosse uma animação – o anime derivado dos quadrinhos, por sinal, é mais conhecido pelo título “O Mordomo Sombrio”. Por fim, “Nossa Irmã Mais Nova” é a obra mais recente de Hirokazu Koreeda, um dos maiores mestres dedicados a dramas sobre crianças no cinema contemporâneo – diretor dos sensíveis “Ninguém Pode Saber” (2004), “Andando” (2008) e “Pais e Filhos” (2014). O longa acompanha três irmãs que descobrem, no funeral do pai que as abandonou pequenas, que têm uma quarta irmã mais nova e, num ato impulsivo, a convidam a viver com elas. A chegada da quarta irmã perturba o ambiente da família materna, mas, como a mãe das jovens também as abandonou quando eram adolescentes, elas se sentem acima das críticas. Terno, tocante e encantador, “Nossa Irmã Mais Nova” é um filme que faz bem. Infelizmente, fará bem a poucos, lançado em apenas duas salas em São Paulo. Estreias de cinema nos shoppings Estreias em circuito limitado












