Mogli impressiona e emociona em versão digital à altura do clássico da Disney
A nova versão “com ator” de “Mogli: O Menino Lobo” é nostálgica e impressionante pelos efeitos visuais, que comprovam mais um milagre do cinema, mas não seria tão bem-sucedida se não fosse também envolvente e emocionante. Jon Favreau é um diretor que raramente erra. Seu currículo não deixa mentir: “Zathura” (2005) e o primeiro “Homem de Ferro” (2008) são indiscutíveis. Seu único fracasso foi o fraco “Cowboys & Aliens” (2011), que ele rebateu com um projeto barato e pessoal, o delicioso “Chef” (2014). O sucesso de “Mogli” apenas confirma a confiança depositada pela Disney em seu talento. Assistir ao filme dá a impressão clara de que um peso enorme saiu das costas do cineasta. Nerd e atento aos detalhes, Favreau caprichou na criação de um novo mundo. Além de fotografia e direção de arte de arregalar os olhos, a selva de “Mogli” e todos os seus habitantes (animais criados por computação) representam um assombro tecnológico. O design gerado quase que inteiramente em CGI prova que, muitas vezes, somos injustos com os efeitos visuais que levam os profissionais que trabalham com isso a orgasmos múltiplos. Cobramos efeitos práticos, à moda antiga, quando vemos a tecnologia digital tomar conta de um filme, a ponto de se tornar mais importante que seu diretor, roteiro e elenco. Mas “Mogli” está aí para lembrar que um diretor faz diferença, sim. Num trabalho praticamente quase todo computadorizado, Favreau jamais esquece onde está a alma de seu filme. Adaptar “Mogli” sempre foi arriscado. Por conta disso, a própria Disney já tinha optado por uma animação em 1967, quando contou sua primeira versão da história criada no século 19 por Rudyard Kipling. Compreensível. Se nos anos 1960 uma adaptação decente com atores de carne e osso seria impossível, a versão de Favreau também jamais teria dado certo em outra época. Aliás, existe um filme em 1994 dirigido pelo Stephen Sommers de “A Múmia”, que ninguém lembra. É claro que a invasão das criaturas digitais ganhou fôlego com os dinossauros de “Jurassic Park”, em 1993, mas “Mogli” impressiona por criar com realismo animais que existem hoje. Esqueça os efeitos articificiais de “Jumanji”, de 1995. Os animais selvagens de “Mogli” são tão realistas quanto os bichinhos falantes de “Babe, O Porquinho Atrapalhado”, roteirizado por George Miller no mesmo ano. Uma revolução para a época, que assim como “Mogli” valorizou uma boa história acima de qualquer truque. Mas em “Babe” ainda eram animais de verdade, com pequenas manipulações digitais. Os bichos 100% computadorizados de “Mogli” só foram possíveis após Ang Lee dirigir “As Aventuras de Pi” (2012). Pense no impressionante tigre que rendeu a “Pi” o Oscar de Melhores Efeitos Visuais, só que falando e se expressando com emoções. É o que acontece no filme de Favreau, mas não somente com um tigre. Com um tigre, um urso, uma pantera, uma cobra, lobos, macacos, etc, que interagem com o menino Neel Sethi, um garoto de 10 anos, estreante no cinema. Favreau se apoia na inocência da criança (e do personagem) para que o “faz de conta” dos bichos falantes vire realidade. E a plateia vai junto. O visual funciona que é uma beleza, mas o verdadeiro valor do filme está na sua história clássica. A trama traz questionamentos básicos sobre onde reside a felicidade e a família que escolhemos, respeitando e entendendo as diferenças para descobrir, numa jornada inimista, qual é nosso lugar no mundo. A Disney se tocou que vivemos em outra época, bem distante daquela da animação de 1967. E, assim como fez em “Zootopia”, usa a fábula de Kipling para atualizar (corrigir?) conceitos e pré-conceitos. Para os mais novos, sua trama resgata até a estrutura do roteiro de “O Rei Leão” (1994). E não tem como errar quando a inspiração é essa. Mas, para os mais velhos, o atrativo da nostalgia é ainda mais irresistível. Dificilmente os marmanjos conseguirão segurar as lágrimas quando o urso Balu (voz de Bill Murray no original em inglês, na companhia de um time de dubladores excepcionais) se junta a Mogli para cantar uma música famosa da animação. O que também é uma ousadia: em meio à tanto realismo, Jon Favreau não fugiu das canções. Assim, o novo “Mogli” é um pseudo-live-action que não representa só uma nova adaptação do livro de Kipling. É uma homenagem à própria história da Disney e suas produções infantis de outros tempos.
Mente Criminosa explode elenco famoso em ação sem sentido
O que leva um projeto tão vagabundo como “Mente Criminosa” juntar um elenco tão talentoso e respeitável? A produção é trash desde a premissa, que gira em torno da transferência das memórias de um agente da CIA (Ryan Reynolds, de “Deadpool”), assassinado por criminosos, para um condenado no corredor da morte (Kevin Costner, de “3 Dias para Matar”). Ironicamente, o filme foi rejeitado por Nicolas Cage (“Reféns”), famoso por atuar em bombas. Mas gente mais famosa não se acanhou com a trama de tecnologia mágica, que combina “Frankenstein” (1931) com a série “Stitchers”. Nem Tommy Lee Jones (“Homens de Preto”) dá credibilidade a seu papel, como o cientista que estuda a transfusão de memórias do cérebro de uma pessoa morta para outra viva. A forma como ele decide colaborar com a CIA acontece com um desapego tão grande que chega a ser pueril. E o que dizer das cenas de aproximação do personagem perturbado de Costner com a viúva vivida por Gal Gadot (a Mulher Maravilha)? Em sua mente embaralhada pela cirurgia, ele consegue lembrar várias coisas, inclusive sentir o amor que o falecido agente da CIA nutria por ela, dentre outras coisas, que servem de desculpa para conduzir a trama de espionagem, por assim dizer. Se o roteiro fosse bem construído, até faria sentido essa relação entre o assassino perigoso, que vai se tornando um homem bom, à medida que é contaminado pelas memórias do agente da CIA (desconsiderando o tipo de coisa que um agente da CIA deve fazer) e a viúva que vê naquele estranho um pouco do marido, a ponto de aceitá-lo em sua casa. Mas infelizmente tudo escorre pelo ralo. Isso porque “Mente Criminosa” não é daqueles filmes ruins divertidos de ver, que podem ser considerados guilty pleasure. É uma bagunça tão grande que implode a cada minuto que passa, numa narrativa mal-conduzida pelo diretor israelense Ariel Vromen (“O Homem de Gelo”). Assim, não há beleza de Gadot (também israelense) nem mesmo elenco (que ainda inclui Gary Oldman), capaz de salvar este estúpido thriller, cujo roteiro é de ofender a criatividade vista na TV atual – qualquer capítulo de “Black Mirror” é muito mais inteligente.
O Caçador e a Rainha do Gelo é o maior lançamento e também o pior filme da semana
“O Caçador e a Rainha do Gelo” é o lançamento mais amplo da semana, distribuído em 920 salas pelo país. Espécie de quimera, que junta prólogo e sequência na mesma criatura, o filme retoma os personagens de Chris Hemsworth e Charlize Theron em “Branca de Neve e o Caçador” (2012), mas em vez de aprofundar a fábula de Branca de Neve leva sua trama para o mundo de “Frozen – Uma Aventura Congelante” (2013). O resultado parece um episódio de “Once Upon a Time” mal escrito e obcecado por efeitos visuais dourados. O longa também estreia neste fim de semana nos EUA, onde foi eviscerado pela crítica (19% de aprovação no site Rotten Tomatoes). A outra estreia infantil, a animação “No Mundo da Lua”, é mais criativa, ao acompanhar um adolescente, filho e neto de astronautas, em sua luta para preservar o programa espacial americano e impedir um bilionário excêntrico de virar dono da lua. A produção mantém o espírito aventureiro do primeiro longa do diretor espanhol Enrique Gato, “As Aventuras de Tadeo” (2012), com exibição em 290 salas (126 em 3D). “Milagres do Paraíso” também foca famílias com sua história, sobre uma criança doente que consegue uma cura milagrosa. Típica produção religiosa, sua trama reforça a insignificância da ciência, desautoriza coincidências e prega que Deus sempre atende aos que acreditam. A crítica americana considerou medíocre, com 47% de aprovação. A diretora mexicana Patricia Riggen é a mesma do drama “Os 33” (2015) e o elenco destaca Jennifer Garner (“Clube de Compra Dallas”) como a mãe que padece no paraíso. Chega em 180 salas do circuito. Dois filmes nacionais completam a programação dos shoppings. E, por incrível que pareça, nenhum deles é uma comédia boba. Com maior alcance, “Em Nome da Lei” marca a volta do diretor Sergio Rezende ao gênero policial, sete anos após seu último longa, “Salve Geral” (2009). O lançamento em 380 salas sinaliza a expectativa positiva do estúdio à história de um juiz federal incorruptível, que evoca esses dias de operação Lava Jato (dá-lhe zeitgeist). Mas o personagem de Mateus Solano (“Confia em Mim”) não é Sergio Moro nem a trama enfrenta a corrupção política, optando por situações clichês de máfia de fronteira, narradas de forma novelesca, com direito a “núcleo romântico”. Não prende sequer a atenção. A melhor opção nacional é o drama “Nise – O Coração da Loucura”, fruto de um roteiro mais maduro (escrito a 14 mãos!), que encontra um meio-termo entre o didatismo e o desenvolvimento de personagem. Glória Pires (“Flores Raras”) se destaca no papel central, a doutora Nise da Silveira, figura importante da psiquiatria brasileira, que merecia mesmo virar filme. O longa dirigido por Roberto Berliner (do péssimo “Julio Sumiu”) mostra seu confronto com os tratamentos violentos dos anos 1940 e a bem-sucedida adoção da terapia ocupacional, que passa a humanizar os doentes de um hospício público. Além de competente cinebiografia, o filme possuiu uma bela mensagem contra a intolerância. Em apenas 59 telas. Intolerância também é o tema de “Amor por Direito”, drama indie americano que ocupa uma faixa intermediária, em pouco menos de 50 salas. Baseado em fatos reais, a história mostra a batalha jurídica de uma policial (Julianne Moore, de “Para Sempre Alice”), diagnosticada com uma doença terminal, que enfrenta preconceitos para deixar sua pensão para sua parceira de vida (Ellen Page, de “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”). O caso teve repercussão nacional nos EUA, mas, apesar das boas intenções, a trama cinematográfica não ressoa como “Filadélfia” (1993), do mesmo roteirista. Ironicamente, o drama lésbico teve a mesma nota do drama crente da semana, 47% de aprovação no Rotten Tomatoes. Dois dramas europeus e dois documentários brasileiros ocupam o circuito limitado. O principal título europeu é o romeno “O Tesouro”, de Corneliu Porumboiu (“Polícia, Adjetivo”), em que dois vizinhos enfrentam a amarga realidade da crise econômica com um sonho infantil, de encontrar um suposto tesouro escondido. Venceu vários prêmios em festivais internacionais, inclusive Cannes. O outro lançamento é o francês “Uma História de Loucura”, de Robert Guédiguian (“As Neves do Kilimanjaro”), que acompanha as histórias dois jovens: um terrorista e sua vítima colateral num atentado contra o embaixador da Turquia em Paris, nos anos 1980. Ambos chegam em quatro salas. Entre os documentários, o destaque pertence a “O Futebol”, de Sergio Oksman, vencedor do recente festival É Tudo Verdade. O diretor tem uma longa lista de prêmios no currículo. Já tinha vencido até o Goya (o Oscar espanhol) e o prêmio de Melhor Documentário do festival Karlovy Vary com o curta “A Story for the Modlins” (2012). “O Futebol”, por sua vez, foi exibido também nos festivais de Locarno e Mar Del Plata. E, apesar do título, tem o futebol apenas como pano de fundo para um reencontro entre um pai e um filho que não se viam a 20 anos, e que marcam de passar um mês juntos para acompanhar os jogos da Copa do Mundo de 2014. Os planos, porém, não se realizam como previsto. A estreia também acontece em quatro salas. Por fim, “Meu Nome É Jacque”, de Angela Zoé (“Nossas Histórias”) foca uma mulher transexual, portadora do vírus da aids, que precisa superar grandes obstáculos para viver sua vida da melhor forma possível. Chega em apenas uma sala no Rio.
A Garota no Trem: Emily Blunt testemunha um crime no primeiro trailer legendado do suspense
A Universal Pictures divulgou o pôster e o primeiro trailer legendado do suspense “A Garota no Trem”, que adapta o best-seller homônimo de Paula Hawkins. A prévia revela diversos detalhes da trama, desde o desaparecimento da personagem de Haley Bennett (“O Protetor”), o testemunho de Emily Blunt (“Sicario”) e as suspeitas sobre o crime. O livro é um fenômeno editorial, que foi disputado por vários estúdios interessados em sua adaptação. Por isso, o mercado já compara “A Garota no Trem” com “Garota Exemplar” (2014). A trama acompanha Rachel (Blunt), uma mulher alcoólatra, deprimida e divorciada que tem como única distração usar sua viagem de trem diária para fantasiar histórias sobre as vidas dos outros passageiros e das pessoas que vê do lado de fora. Até que sua atenção acaba se focando no encontro de um casal, antes da mulher desaparecer misteriosamente. Ao se apresentar como testemunha, porém, vários detalhes a tornam suspeita. Entre eles, o fato de a mulher desaparecida trabalhar como babá para seu ex-marido. O elenco também inclui Justin Theroux (série “The Leftovers”), Rebecca Ferguson (“Missão Impossível – Nação Secreta”), Edgar Ramirez (“Livrai-nos do Mal”), Allison Janney (série “Mom”) e Lisa Kudrow (série “The Comeback”) A adaptação foi escrita por Erin Cressida Wilson (“Homens, Mulheres e Filhos”) e dirigida por Tate Taylor (“História Cruzadas”), e a estreia acontece em 27 de outubro no Brasil, três semanas após o lançamento nos EUA.
Cannes seleciona documentário de Eryk Rocha sobre o Cinema Novo
A organização do Festival de Cannes 2016 anunciou a seleção do documentário “Cinema Novo”, de Eryk Rocha (“Campo de Jogo”) para a mostra Cannes Classics, dedicada a filmes clássicos e à preservação da memória e do patrimônio cinematográfico mundial. O filme vai concorrer ao prêmio L’Oeil d’Or (Olho de Ouro), entregue ao melhor documentário do festival, em disputa que se estende a todas as mostras. O júri deste ano conta com a participação do crítico brasileiro Amir Labaki, diretor do Festival É Tudo Verdade. Eryk é filho de Glauber Rocha, um dos principais expoentes do movimento cinematográfico que dá nome a “Cinema Novo”, concebido nos anos 1950 sob influência do neo-realismo italiano e da nouvelle vague francesa. O documentário se debruça sobre o movimento por meio do pensamento de alguns de seus principais autores, como o próprio Gláuber, além de Nelson Pereira do Santos, Leon Hirszman, Joaquim Pedro de Andrade, Ruy Guerra, Cacá Diegues, Walter Lima Jr e Paulo César Saraceni, entre outros. Além do filme de Eryk Rocha, há ainda outros nove documentários sobre cinema na programação. Em comunicado, o diretor comemorou a seleção. “Em 2004, apresentei em Cannes o curta ‘Quimera’, que participou da Competição Oficial. É uma grande alegria voltar a Cannes 12 anos depois para apresentar o documentário ‘Cinema Novo’. Acredito que esse é um momento pertinente para o nascimento desse filme, que traz a força, a poesia e a política desse movimento que fecundou e inventou uma nova forma de fazer cinema no Brasil. Uma geração que imaginou o cinema inserido num projeto maior de país. O desejo do filme foi mergulhar na aventura da criação dos seus autores e suas poéticas. Lançar o ‘Cinema Novo’ no presente, em pleno movimento, e perceber como esses filmes seguem ecoando e dialogando visceralmente com o Brasil contemporâneo”. Ele também aproveitou para fazer política, reproduzindo o discurso do PT no qual se engaja boa parte da comunidade artística do país, sobre um suposto golpe em curso. “Uma das matrizes que o filme quer revelar é a interrupção que o movimento sofreu a partir do golpe civil-militar de 1964, e o trágico desdobramento do Ato 5, em 1968. Nesse momento, estamos vivenciando um iminente risco de golpe institucional e novamente, uma interrupção. Apesar de serem contextos históricos distintos, há graves semelhanças entre esses dois processos”. Com seu primeiro longa de ficção, “Transeunte”, lançado em 2011, Eryk recebeu mais de 25 prêmios nacionais e internacionais, incluindo o prêmio de Melhor Primeiro Filme no Festival de Guadalajara, no México. Em 2013, venceu o prêmio de Melhor Diretor no Festival do Rio com o documentário “Jards”. A Cannes Classic contará ainda com a exibição de cópias restauradas de diversos filmes, incluindo os vencedores do festival há 50 anos, “Confusões à Italiana”, de Pietro Germi, e “Um Homem, Uma Mulher”, de Claude Lelouch. O Festival de Cannes 2016 acontece de 11 a 22 de maio e contará com outras quatro produções brasileiras: “Aquarius”, de Kléber Mendonça Filho, que concorre à Palma de Ouro na seleção oficial, e três curtas “A Moça que Dançou com o Diabo” (também na mostra competitiva), “Abigail” (Quinzena dos Realizadores) e “Delírio é a Redenção dos Aflitos” (Semana da Crítica).
Soldado Invernal enfrenta Os Vingadores em cena de Capitão América: Guerra Civil
A Marvel divulgou uma nova cena de ação de “Capitão América: Guerra Civil”, que mostra o Soldado Invernal (Sebastian Stan) numa luta contra os vingadores Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Viúva Negra (Scarlett Johansson), a agente Sharon Carter (Emily VanCamp) e o novato Pantera Negra (Chadwick Boseman) O filme vai explorar a divisão dos Vingadores em dois times opostos, após o Capitão América defender o Soldado Invernal, que é perseguido pelo governo em consequência dos crimes que praticou sob lavagem cerebral. Novamente dirigido pelos irmãos Anthony e Joe Russo (“Capitão América: O Soldado Invernal”), o longa estreia em 28 de abril no Brasil, uma semana antes do lançamento nos EUA.
Velozes e Furiosos 8: Vin Diesel olha para a estrada vazia em arte da continuação
O ator Vin Diesel divulgou em seu Facebook um pôster de “Velozes e Furiosos 8”, que foi criado por um fã. Ele aparece sozinho no cartaz, contemplando a estrada vazia com um olhar introspectivo. A imagem remete à ausência de seu parceiro ao longo de toda a franquia, Paul Walker, morto no final de 2013. O oitavo filme será o primeiro sem o ator. As filmagens da produção já começaram e, além de trazer de volta o elenco tradicional, “Velozes & Furiosos 8” também contará com as participações de Charlize Theron (“Mad Max: Estrada da Fúria”), Kristofer Hivju (série “Game of Thrones”) e Scott Eastwood (“Uma Longa Jornada”). Com direção de F. Gary Gray (“Straight Outta Compton – A História do NWA”), a estreia está prevista para 13 de abril de 2017 no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
J.J. Abrams e Daisy Ridley voltarão a trabalhar juntos em drama sobrenatural
O diretor J.J Abrams vai voltar a trabalhar com a atriz Daisy Ridley, que ele revelou em “Star Wars: O Despertar da Força”. Segundo o site Variety, os dois vão se reencontrar no drama sobrenatural “Kolma”. Abrams, entretanto, fará só a produção do filme, que está sendo desenvolvido por sua empresa, a Bad Robot, para a Paramount Pictures. A direção deve ficar com Marielle Heller, que se destacou com o drama indie “O Diário de uma Adolescente”, um dos destaques do Festival de Sundance do ano passado. A trama de “Kolma” adapta um telefilme israelense, que gira em torno de um homem morto num acidente de carro 50 anos antes. Ele aguarda, em algum lugar do pós-morte, o reencontro com a antiga namorada, que sobreviveu à tragédia. Mas quando ela está perto de morrer, uma escolha surge em seu caminho: voltar ao dia do acidente e ter uma nova vida ou rever o antigo amor. O roteiro foi escrito por Megan Holley (“Trabalho Sujo”). J.J. Abrams não faz planos para voltar a dirigir tão cedo, mas desde que estreou em “Star Wars: O Despertar da Força” já produziu com sucesso o suspense “Rua Cloverfield 10”. Já Daisy Ridley está no momento em plena filmagem do oitavo episódio da franquia “Star Wars”.
Alice no País dos Espelhos ganha novo trailer legendado
A Disney divulgou uma nova coleção de pôsteres de personagens e o segundo trailer legendado de “Alice no País dos Espelhos”, que mostra Alice (Mia Wasikowska) de volta ao País das Maravilhas. A prévia revela que sua missão é salvar o Chapeleiro Louco (Johnny Depp). Repleta de cenas inéditas, a prévia também inclui as peças de xadrez que faltavam no primeiro material divulgado. Xadrez é o tema principal do segundo livro de Lewis Carroll. Além de reencontrar velhos conhecidos, como o Chapeleiro Louco, a Rainha Vermelha (Helena Bonham Carter), a Rainha Branca (Anne Hathaway) e a Lagarta Azul (voz de Alan Rickman, em seu trabalho final), Alice também terá que lidar com um novo inimigo, o Tempo (Sasha Baron Coen, que debuta na franquia). O roteiro foi escrito por Linda Wolverton (“Malévola”) e a direção está a cargo de James Bobin (“Os Muppets”). A estreia acontece em 26 de maio no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Michelle Williams e Julianne Moore vão estrelar o próximo filme do diretor de Carol
As atrizes Michelle Williams (“Sete Dias com Marilyn”) e Julianne Moore (“Para Sempre Alice”) podem estrelar o próximo filme de Todd Haynes (“Carol”). Intitulado “Wonderstruck”, o filme adapta o livro infantil homônimo de Brian Selznick (autor de “A Invenção de Hugo Cabret”), sobre duas crianças surdas, Ben e Rose, cujas histórias são separadas por 50 anos. Rose foge de casa em 1927, rumo a Nova York para conhecer Lillian Mayhew, estrela de cinema que idolatra. Jack também escapa para Nova York, mas em 1977, em busca de seu pai. Em determinado momento, porém, suas vidas se cruzam de maneira inesperada. Julianne Moore está confirmada no elenco, mas seu papel não foi anunciado. Segundo o site da revista Variety, Williams está negociando para interpretar a mãe de Ben. “Wonderstruck” está sendo produzido pelo serviço de streaming Amazon e ainda não tem previsão de estreia.
Cineasta espanhol de O Impossível vai dirigir continuação de Jurassic World
O cineasta espanhol Juan Antonio Bayona (“O Impossível”) assumiu a direção de “Jurassic World 2”, continuação do blockbuster de dinossauros do ano passado. O anúncio foi feito por meio do Twitter oficial da produção. O diretor de “Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros”, Colin Trevorrow, voltará como produtor executivo do filme, ao lado de Steven Spielberg, que inaugurou a franquia com “Jurassic Park” em 1993. Ainda não foram revelados detalhes sobre a trama da continuação, que voltará a ser estrelada por Chris Pratt e Bryce Dallas Howard. “Jurassic World: O Mundo Dos Dinossauros” rendeu mais de US$ 1,6 bilhão em bilheterias ao redor do mundo. A continuação tem estreia agendada para 22 de junho de 2018. Bayona atualmente está envolvido com a pós-produção da fantasia “Sete Minutos Depois da Meia-Noite” (A Monster Calls), que chega aos cinemas brasileiros em 20 de outubro.
Willem Dafoe entra no filme da Liga da Justiça
O ator Willem Dafoe (“Meu Amigo Hindu”) vai voltar às adaptações de quadrinhos. Depois de viver o vilão Duende Verde na primeira trilogia do Homem-Aranha (2002-2007), ele vai debutar no universo dos personagens da DC Comics como integrante do elenco de “Liga da Justiça”. Segundo o site da revista The Hollywood Reporter, desta vez Dafoe vai interpretar um personagem do bem, mas não há maiores detalhes sobre seu papel. A história de “Liga da Justiça”, escrita por Chris Terrio (“Batman vs Superman”), será dividida em dois filmes, ambos dirigidos por Zack Snyder (também de “Batman vs. Superman”). A primeira parte tem estreia prevista para novembro de 2017 e a segunda apenas para junho de 2019. Dafoe está escalado para participar dos dois longas. No filme, Batman (Ben Affleck), Super-Homem (Henry Cavill), Mulher Maravilha (Gal Gadot), Aquaman (Jason Momoa), Flash (Ezra Miller) e Ciborgue (Ray Fisher) se juntam para combater uma nova e poderosa ameaça.
Documentário sobre Futebol vence festival É Tudo Verdade
O festival de documentários É Tudo Verdade anunciou os vencedores de sua 21ª edição. Na competição nacional, o escolhido foi “O Futebol”, de Sergio Oksman. O diretor tem uma longa lista de prêmios no currículo. Já tinha vencido até o Goya (o Oscar espanhol) e o prêmio de Melhor Documentário do festival Karlovy Vary com o curta “A Story for the Modlins” (2012). “O Futebol”, por sua vez, foi exibido também nos festivais de Locarno e Mar Del Plata. Apesar do título, o futebol é apenas pano de fundo para a história do filme, que registra o encontro entre um pai e um filho que não se viam a 20 anos, e que marcam de se reencontrar e passar um mês juntos para acompanhar os jogos da Copa do Mundo de 2014. Os planos, porém, não se realizam como previsto. Na competição internacional de médias e longas-metragens, o escolhido foi “Um Caso de família”, coprodução de Holanda, Bélgica e Dinamarca dirigida por Tom Fassaert, que já tinha vencido o prêmio especial do júri do Festival de Documentários de Amsterdam. Por fim, na disputa entre os curtas-metragens, venceram “Abissal”, de Arthur Leite, entre os nacionais, e “A Visita”, de Pippo Delbono, entre os internacionais. Ambos estão automaticamente qualificados para tentar uma vaga no Oscar de Melhor Curta Documental, já que, desde o ano passado, o festival É Tudo Verdade é evento qualificatório para a premiação da Academia. O júri internacional foi composto pela consultora de documentário e produtora Catherine Olsen, a jornalista e documentarista brasileira Dorrit Harazim e o cineasta russo Sergey Miroshnichenko. Já o júri nacional tinha o cineasta e professor José Mariani, a montadora e documentarista Karen Harley, e o cineasta e crítico Ricardo Calil. VENCEDORES DO FESTIVAL É TUDO VERDADE 2016 Competição brasileira: longas ou médias-metragens “O futebol”, de Sergio Oksman Competição internacional: longas ou médias-metragens “Um caso de família”, de Tom Fassaert (Holanda/Bélgica/Dinamarca) Competição brasileira: curtas-metragens “Abissal”, de Arthur Leite Competição internacional: curtas metragens “A Visita”, de Pippo Delbono (França)












