Após repercussão negativa, Will Ferrell desiste de viver Ronald Reagan no cinema
Após protestos da família de Ronald Reagan, o ator Will Ferrell desistiu de participar de uma comédia que mostraria o ex-presidente dos EUA com demência. Escrita por Mike Rosolio (série “Sean Saves the World”), a comédia pretendia focar o segundo mandato do presidente, quando Reagan começa a manifestar os primeiros sintomas de Alzheimer e um estagiário tenta convencê-lo que ele é um ator interpretando o papel do presidente em uma obra de ficção. O roteiro chegou a ter tanta popularidade dentro da famosa “lista negra” de Hollywood – um catálogo anual dos melhores roteiros ainda não produzidos na indústria – que em março inspirou uma leitura pública por Lena Dunham, James Brolin, Nathan Fillion e John Cho. Ferrell já havia satirizado anteriormente políticos americanos, tendo feito várias paródias de George W. Bush na época em que integrava o elenco do programa humorístico “Saturday Night Live”. A caracterização foi levada, inclusive, ao teatro, na peça “You’re Welcome America”. Mas ficou sensibilizado com as críticas da família de Reagan, que alegaram que Alzheimer e demência não eram tema para comédia. Patti Davis, e Michael Regan, filhos do ex-presidente, assim como a Fundação Presidencial Ronald Reagan e a Associação de Alzheimer, lamentaram a ideia de fazer humor com uma desordem cerebral progressiva que destrói a memória. “Eu vi quando o medo invadiu os olhos do meu pai, esse homem que nunca havia temido nada. Eu ouvi a sua voz tremer quando ele estava na sala de estar e disse: ‘Eu não sei onde estou’”, escreveu Patti Davis numa carta aberta para Ferrell. Diante da reação, a United Talent Agency, que representa o ator, emitiu um comunicado dissociando Ferrell da produção. “O roteiro de ‘Reagan’ é um dos vários que foram submetidos a Will Ferrell e que ele havia considerado. Embora não se trate de uma ‘comédia sobre Alzheimer’ como foi sugerido, Ferrell não está buscando esse projeto”, afirma o texto. Anteriormente, ele estava até cogitando produzir o longa. Não se sabe agora se o projeto sairá do papel.
Trailer do novo Caça-Fantasmas é um dos vídeos mais odiados da história do YouTube
O trailer do filme “Caça-Fantasmas” ultrapassou a marca de 500 mil “não gostei” no YouTube, colocando o vídeo entre os mais detestados da história do site. Segundo o canal MyTop100Videos, a prévia é o 23º vídeo mais odiado do YouTube. A liderança da infâmia pertence a “Baby”, o clipe de Justin Bieber. A página do vídeo já tem quase 29 milhões de visualizações, mas apenas 205 mil curtidas. Em compensação, não faltam comentários criticando o remake. “Quem você vai chamar? Esperamos que um outro diretor da próxima vez”, diz um dos comentários menos exaltados, brincando com o famoso slogan do filme original. Além de reclamarem do elenco, os comentários perguntam onde estão as piadas do trailer, sinalizando a falta de humor da produção, que, para piorar a situação, parece ter se levado muito a sério. Estrelado por Melissa McCarthy (“A Espião que Sabia de Menos”), Kristen Wiig (“Zoolander 2”), Kate McKinnon e Leslie Jones (ambas do humorístico “Saturday Night Live”), o filme é uma versão feminina da franquia clássica dos anos 1980 com direção de Paul Feig (“A Espião que Sabia de Menos”). Irritado com a reação do público, o diretor perdeu o rebolado ao desabafar no twitter: “Vocês têm sido violentos contra mim e meu elenco por meses com misoginia e insultos. Então vão se f****. Boa noite. #basta”. Confira a versão dublada da bomba:
Whitney Houston vai ganhar documentário do diretor de O Último Rei da Escócia
A cantora Whitney Houston terá sua vida e carreira retratadas em um documentário dirigido por Kevin Macdonald (“Mar Negro”). A informação foi divulgada pelo site oficial da cantora. Este será o primeiro filme de Whitney autorizado por sua família. Macdonald é um diretor de prestígio. Além de realizar dramas de ficção, como “O Último Rei da Escócia” (2006), que lhe rendeu o BIFA (prêmio indie britânico), ele já venceu o Oscar de Melhor Documentário por “Um Dia em Setembro” (1999). O filme sobre Whitney tampouco será seu primeiro documentário musical. Em 2012, ele lançou “Marley”, o trabalho mais exaustivo já feito sobre o cantor Bob Marley. O filme ainda não tem título definido, mas deve estrear em 2017. Ele será produzido por Simon Chinn, que já produziu vencedores do Oscar de Melhor Documentário, como “Procurando Sugar Man” (2012) e “O Equilibrista” (2008). Anteriormente, a cantora tinha sido foco do telefilme “Whitney” (2015), dirigido por Angela Bassett e estrelado por Yaya DaCosta. Mas a produção não contou com apoio de sua família, que tentou, sem sucesso, impedir sua gravação. Dona de uma voz incomparável e poderosa, que rendeu diversos hits, Whitney também fez carreira no cinema, destacando-se principalmente no filme “O Guarda-Costas” (1992), de onde saiu sua música mais conhecida, “I Will Always Love You”. Porém, nos últimos anos, passou a chamar mais atenção pela sua vida pessoal, devido ao seu relacionamento conturbado com o cantor Bobby Brown e o vício em drogas. Ela morreu em 2012, afogada em sua própria banheira.
Capitão América: Guerra Civil registra segunda maior estreia de todos os tempos no Brasil
“Capitão América: Guerra Civil” tornou-se a segunda maior estreia de cinema no Brasil em todos os tempos, com US$ 2,7 milhões (cerca de R$ 9,3 milhões) de arrecadação na quinta-feira (28/1), o dia de seu lançamento. O filme também teve a maior distribuição de todos os tempos no país, ocupando quase 50% de todas as telas disponíveis no parque exibidor nacional – 1,4 mil salas. O monopólio foi uma das razões para o bom desempenho nas bilheterias nacionais, inferior apenas ao de “Star Wars: O Despertar da Força”, que faturou R$ 9,5 milhões em sua estreia em dezembro no país – também com operação abafa, ocupando número recorde de salas. A bilheteria nacional de “Capitão América: Guerra Civil” foi antecipada numa reportagem do site da revista Variety sobre o sucesso internacional do filme. Com apenas um dia em cartaz, a produção já soma US$ 38,7 milhões em todo o mundo, contabilizados de 30 países diferentes. A Coreia do Sul lidera a lista, com US$ 7,7 milhões, seguida pela França, com US$ 3,7 milhões. O Brasil é o terceiro maior mercado do filme. Estimativas apontam que a produção da Marvel pode render US$ 200 milhões apenas nos cinco primeiros dias em cartaz, antes de sua estreia nos Estados Unidos, prevista para a próxima sexta (6/5). O filme também foi muito bem-recebido pela crítica internacional. No site americano Rotten Tomatoes, que avalia a nota média dos críticos americanos, “Capitão América: Guerra Civil” atingiu 94% de aprovação. Com direção dos irmãos Anthony e Joe Russo, o longa explora a divisão dos Vingadores em dois times opostos, após o Capitão América recusar o plano do governo americano para supervisionar os super-heróis depois dos acontecimentos de “Vingadores: Era de Ultron” (2015), que causaram muitas mortes de civis.
Operação Lava-Jato também vai virar filme
Além da série do Netflix, desenvolvida pelo diretor José Padilha (“Tropa de Elite”), os bastidores da Operação Lava-Jato também vão ganhar as telas do cinema. Orçado em R$ 12 milhões, “Polícia Federal — A Lei É Para Todos” tem previsão de filmagens entre agosto e setembro em Brasília, Curitiba, Rio, São Paulo e São Luís, com direção de Marcelo Antunez e Roberto Santucci, especialistas em besteiróis, que trabalharam juntos antes em “Qualquer Gato Vira-Lata 2” (2015), “Até que a Sorte nos Separe 3: A Falência Final (2015)” e “Um Suburbano Sortudo” (2016). Segundo o produtor Tomislav Blazic, apesar do orçamento elevado, até o momento nenhum dinheiro público foi investido na superprodução, que conta com recursos próprios e de patrocinadores. O objetivo é lançar o filme já em dezembro, o que significa pouco tempo de pós-produção – de cara, um fator prejudicial à qualidade do produto. Em entrevista ao jornal O Globo, o diretor Marcelo Antunez revelou que a produção conta com consultoria da própria PF, que contribuirá com informações detalhadas sobre a investigação. Mesmo assim, alega que não será “um filme institucional da PF”. “Teremos a liberdade criativa garantida a ponto de não ter que submeter nada à polícia, nem o roteiro, nem as ideias, nem o corte final. Isso está previsto oficialmente no acordo que firmamos”, ele contou. “É um filme de ficção fortemente baseado na realidade”, explicou. “Não estamos inventando os fatos da investigação. O que trazemos de ficção é o que normalmente se faz no cinema, como em ‘Spotlight’: pegamos os eventos e os intensificamos numa estrutura dramática, que necessita de conflitos e arcos pessoais.” Aparentemente, já há planos para uma continuação. Claro que tudo vai depender do sucesso do filme. Que será um desafio pessoal para o diretor, à frente de seu primeiro drama, após três comédias besteiróis. “Trata-se de uma busca pessoal para me abrir a outros gêneros”, ele admitiu. “Adoro fazer comédia, mas, acima de todo, quero contar boas histórias. E o gênero a que gosto mais de assistir é justamente o thriller político.”
Martin Scorsese negocia dirigir cinebiografia de George Washington
O cineasta Martin Scorsese (“O Lobo de Wall Street”) negocia dirigir “The General”, uma cinebiografia do general George Washington, o primeiro presidente dos Estados Unidos. A trama vai focar no papel de Washington como comandante durante a Guerra da Independência (1775–1783), conflito de oito anos em que colonos americanos enfrentaram as tropas britânicas e venceram o Reino Unido. Segundo o site The Tracking Board, Scorsese teria gostado do roteiro, escrito por Adam Cooper e Bill Collage, dupla responsável por “Êxodo: Deuses e Reis” (2014) e “A Série Divergente: Convergente” (2016). O projeto seria originalmente dirigido por Darren Aronofsky (“Noé”), que comparou o roteiro ao western “Os Imperdoáveis” (1992), de Clint Eastwood. Mas ele acabou desistindo da produção para se dedicar a um roteiro próprio, que será estrelado por Jennifer Lawrence. “The General” é o segundo filme sobre George Washington atualmente em desenvolvimento. O outro se chama “The Virginian” e pode trazer Bradley Cooper (“Sniper Americano”) no papel principal. No momento, Scorsese está trabalhando na pós-produção do drama de época “Silence”, este deve estrear ainda este ano. Além disso, ele é produtor da série “Vinyl”, que foi renovada para sua 2ª temporada.
Alicia Vikander será Lara Croft no novo filme de Tomb Raider
A nova versão cinematográfica do game “Tomb Raider” escalou a sua protagonista. Os estúdios MGM e GK Films anunciaram a sueca Alicia Vikander, vencedora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por “Garota Dinamarquesa” (2015), como a substituta de Angelina Jolie no papel de Lara Croft. Angelina estrelou os primeiros e até aqui únicos filmes da heroína dos videogames, “Lara Croft: Tomb Raider” (2001) e “Lara Croft: Tomb Raider – A Origem da Vida” (2003). O novo filme será um reboot da franquia, inspirado no jogo lançado em 2013, que conta a origem da personagem, e tem roteiro esboçado pela estreante Geneva Robertson-Dworet (uma das roteiristas do vindouro “Transformers 5”) e finalizado por Evan Daugherty (“Divergente”). A direção está a cargo do norueguês Roar Uthaug (“Presos no Gelo”), que fará sua estreia em Hollywood, após vários sucessos escandinavos. Ainda não há data de estreia definida, mas a expectativa é de um lançamento no outono americano de 2017. Vikander superou diversas candidatas ao papel, entre elas a britânica Daisy Ridley, que se tornou mundialmente conhecida como a Rey de “Star Wars: O Despertar da Força” (2015). Com a agenda lotada, a atriz sueca será vista em mais três filmes neste ano: o drama de época “Tulip Fever”, previsto para 15 de julho nos EUA, “Jason Bourne”, que estreia em 28 de julho no Brasil, e o drama “A Luz Entre Oceanos”, com lançamento em setembro no Brasil. Ela também está no elenco de “Submergence”, o próximo filme do cineasta alemão Wim Wenders.
Sylvester Stallone viverá chefão da máfia em sua primeira série de TV
O ator Sylvester Stallone (“Creed”) vai estrelar sua primeira série de TV. Segundo o site Deadline, ele viverá um chefão da máfia em “Omertà”, série desenvolvida pelo cineasta Antoine Fuqua (“O Protetor”), que adapta o último livro escrito por Mario Puzo (“O Poderoso Chefão”). “Omertà” é o capítulo final da trilogia mafiosa de Puzo, que inclui o célebre “O Poderoso Chefão” (1969) e “O Último Chefão” (1996). Ele foi publicado postumamente em 2000, como último trabalho completo do escritor, falecido meses antes. O título é referência ao código de honra siciliano, que proíbe aos membros da máfia divulgar informações sobre crimes que sejam negócios pessoais da “família”. Na série, Stallone vai interpretar o chefe de uma família que se dedica ao crime organizado, o último dos poderosos chefões americanos, Raymonde Aprile, que planeja deixar seu sobrinho como sucessor, apesar de ter três filhos. Spoiler: ele não dura muito na história. Antoine Fuqua e Stallone dividirão a produção executiva com os irmãos Weinstein. O estúdio The Weinstein Company pretende oferecer o projeto para vários canais/serviços de streaming antes de definir quem ficará com sua exibição. Fuqua também vai dirigir o piloto e trabalhar em seu roteiro. Além de “Omerta”, o cineasta está produzindo o piloto de “Training Day”, baseado em seu filme policial “Dia de Treinamento” (2001), que rendeu o Oscar para o ator Denzel Washington. Além disso, ele trabalha na pós-produção de seu novo filme, o remake do western clássico “Sete Homens e Um Destino”, que tem estreia marcada para 22 de setembro no Brasil. Já Stallone será visto a seguir em “Guardiões da Galáxia Vol. 2”, com lançamento previsto para 4 de maio de 2017. Ele também está comprometido com dois longas que ainda não entraram em pré-produção: a continuação de “Creed” e “Scarpa”, de Brad Furman (“Aposta Máxima”), em que viverá o personagem-título, outro chefão mafioso.
Diretor dos últimos 007, Sam Mendes vai presidir o juri do Festival de Veneza
Os organizadores do Festival de Veneza anunciaram o cineasta Sam Mendes como presidente do juri que irá distribuir os prêmios de sua mostra competitiva de 2016. Diretor dos dois últimos filmes do espião James Bond, “007 Operação Skyfall” (2012) e “007 Contra Spectre” (2014), Sam Mendes já venceu o Oscar (Melhor Filme e Direção) por “Beleza Americana” (2000) e concorreu ao Leão de Ouro do próprio Festival de Veneza com “Estrada para a Perdição” (2002). O diretor do Festival de Veneza, Alberto Barbera, elogiou o cineasta britânico, e afirmou que “as produções de Mendes são capazes de conciliar as expectativas dos mais diferentes críticos com os gostos dos mais variados públicos.” O cineasta também se manifestou, em comunicado, lembrando sua ligação com o festival. “Estou muio honrado por ter sido chamado. Eu sempre tive uma forte ligação com Veneza. Como estudante, trabalhei por três meses na coleção de Peggy Guggenheim em 1984 e minha melhor memória foi a exibição de ‘Estrada para a Perdição’ em Veneza em 2002”, disse o diretor. O próximo filme de Mendes será a adaptação de “The Voyeur’s Motel”, baseado no polêmico livro do escritor Gay Talese sobre o dono de um motel que espionou seus hóspedes por várias décadas. A adaptação será produzida por Steven Spielberg (“Ponte dos Espiões”) para o estúdio DreamWorks e, por enquanto, não há maiores detalhes sobre o projeto. O 73º Festival de Veneza será realizado de 31 de agosto a 10 de setembro na cidade italiana que lhe dá nome.
Capitão América: Guerra Civil tem um dos maiores lançamentos de todos os tempos no Brasil
A estreia de “Capitão América: Guerra Civil” monopoliza os cinemas brasileiros a partir desta quinta (28/4). A Disney lançou o filme em nada menos que 1,4 mil salas. Trata-se do segundo maior lançamento de todos os tempos no país, ocupando quase 50% de todo o parque exibidor nacional. O recorde pertence a “Star Wars: O Despertar da Força”, que ocupou 1.504 salas em dezembro passado. O filme dos super-heróis é ótimo, mas mesmo que fosse podre já teria vantagem para abrir em 1º lugar e até conquistar um possível recorde de bilheteria com esta exposição excessiva. Além disso, como teve lançamento monstro, todo o resto da programação precisa se espremer para o circuito alternativo. As “demais” estreias somam nada menos que oito filmes, entre eles um drama estrelado por um ex-intérprete de super-herói, Tobey Maguire, da trilogia original do “Homem-Aranha”. Enquanto “Capitão América” introduz o novo Homem-Aranha, Maguire segue a carreira com a cinebiografia do enxadrista Bobby Fischer em “O Dono do Jogo”, uma história de gênio torturado que remete ao premiado “Uma Mente Brilhante” (2001). Maior estreia limitada, chega em 55 salas. A comédia francesa “O que Eu Fiz para Merecer Isso” vem a seguir, em 22 salas, enquanto o resto tem distribuição contada nos dedos das mãos. Em dez salas, o documentário vencedor de Berlim, “Fogo no Mar”, de Gianfranco Rosi, registra o êxodo dos refugiados para a Europa em uma perigosa travessia. Já a lista dos que ocupam menos de cinco salas inclui o drama francês “Dois Rémi, Dois”, inspirado em “O Duplo”, de Fiódor Dostoievski, e, criminosamente, quatro ótimos longas brasileiros. O premiado “Exilados do Vulcão”, de Paula Gaitán, vencedor do Festival de Brasília de 2013, esperou quase três anos para chegar as cinemas. E recebeu isso do mercado: uma sala em São Paulo, uma no Rio, uma em Belo Horizonte, uma em Aracaju e outra em Vitória. A situação é ainda pior para “A Frente Fria que a Chuva Traz”, que marca a volta de Neville D’Almeida aos cinemas. O diretor de clássicos como “A Dama do Lotação” (1978) e “Os Sete Gatinhos” (1980) não filmava há duas décadas, desde “Navalha na Carne” (1997). E o esforço de seu retorno é saudado com exibição em duas salas, uma no Rio e outra em São Paulo. Absurdo!!! A marginalização sofrida é desproporcional. Não apenas pelo conteúdo, baseado na peça de um dramaturgo atual, Mário Bortolotto (“Nossa Vida Não Cabe Num Opala”), como pela embalagem, com um elenco repleto de estrelas jovens bastante populares – Chay Suede e Bruna Linzmeyer. Ou seja, há apelo comercial. O que aumenta ainda mais o questionamento a essa sabotagem explícita. Será que o cinema brasileiro é tão desprezível que o mercado não se importa em fazer isso com um cineasta do porte de Neville D’Almeida? Será que a culpa é da Disney, que ocupou as salas; do circuito exibidor, que ofereceu as salas; ou da Ancine, que só bufa diante do número de salas disponíveis para os lançamentos nacionais? Claro que, como é praxe neste país, a culpa será das vítimas, que erraram ao produzir filmes brasileiros de qualidade e voltaram a errar ao tentar lançá-los durante o período em que os blockbusters sufocam o circuito (6 dos 12 meses do ano). Humilhante. Para completar as estreias, o mercado ainda espreme o documentário futebolístico “Geraldinos”, de Pedro Asbeg e Renato Martins, vencedor do prêmio do público na última Mostra de Tiradentes, em uma sala em São Paulo, e “Teobaldo Morto, Romeu Exilado”, de Rodrigo de Oliveira, em três salas entre Vitória, Goiânia e Aracaju. Pela ganância desmedida e falta de regulamentação, o filme dos super-heróis da Marvel será lembrado, infelizmente, como vilão. De propósito ou não, assumiu o papel de grande inimigo do cinema nacional, impossibilitando, com sua tática de dominação, que trabalhos reconhecidamente competentes pudessem alcançar maior público. O melhor filme já feito pela Marvel não merecia virar emblema do descontrole do mercado.
Capitão América: Guerra Civil ganha comerciais repletos de cenas inéditas
A Marvel divulgou dois novos pôsteres e três comerciais repletos de cenas inéditas de “Capitão América: Guerra Civil”. Os comerciais estão reunidos num único vídeo abaixo e evidenciam os confrontos entre os super-heróis. Um deles ainda traz o Homem-Aranha (Tom Holland) admitindo ser fã do Capitão América (Chris Evans). O filme vai explorar a divisão dos Vingadores em dois times opostos, após o Capitão América defender o Soldado Invernal (Sebastian Stan), que é perseguido pelo governo em consequência dos crimes que praticou sob lavagem cerebral. Novamente dirigido pelos irmãos Anthony e Joe Russo (“Capitão América: O Soldado Invernal”), o longa estreia nesta quinta (28/4) no Brasil, uma semana antes do lançamento nos EUA.
Mais Forte que o Mundo: Cinebiografia de José Aldo ganha trailer impactante
A Paris Filmes divulgou o pôster e o trailer de “Mais Forte que o Mundo – A História de José Aldo”, cinebiografia do campeão brasileiro do UFC. A prévia mostra cenas impactantes, não só pelo conteúdo mas também pela forma como o diretor Afonso Poyart (“Presságios de um Crime”) enquadra a trajetória de José Aldo, entre socos, tombos e baques da vida. “Mais Forte que o Mundo” se apresenta como uma história de superação, acompanhando José Aldo desde a mudança para o Rio de Janeiro, seu primeiro amistoso no Macapá, até o título mundial no UFC. O longa é estrelado por José Loreto (“Os Homens São de Marte… E é pra Lá que Eu Vou!”) no papel de José Aldo e também inclui no elenco Cleo Pires (“Operações Especiais”), Milhem Cortaz (“O Lobo Atrás da Porta”), Jackson Antunes (“O Concurso”), Claudia Ohana (“Zoom”), Romulo Neto (novela “Império”) Rafinha Bastos (“Mato sem Cachorro”) e Paulo Zulu (novela “Corações Feridos”). A estreia está marcada para o dia 16 de junho.
Will Ferrell vai viver o Presidente Reagan em comédia biográfica
O ator Will Ferrell (“Pai em Dose Dupla”) vai viver o ex-presidente dos EUA Ronald Reagan no cinema, informou o site da revista Variety. A cinebiografia, que tem título provisório de “Reagan”, terá tom de comédia. Escrita por Mike Rosolio (série “Sean Saves the World”), o filme vai se focar no segundo mandato do presidente, quando Reagan começa a manifestar os primeiros sintomas de Alzheimer e um estagiário tenta convencê-lo que ele é um ator interpretando o papel do presidente em uma obra de ficção. O roteiro chegou a ter tanta popularidade dentro da famosa “lista negra” de Hollywood – um catálogo anual dos melhores roteiros ainda não produzidos na indústria – que em março inspirou uma leitura pública do texto por Lena Dunham, James Brolin, Nathan Fillion e John Cho. Ferrell será um dos produtores do filme. Ele já tem experiência em satirizar políticos americanos, tendo feito várias paródias de George W. Bush na época em que integrava o elenco do programa humorístico “Saturday Night Live”. A caracterização foi levada, inclusive, ao teatro, na peça “You’re Welcome America”. “Reagan” ainda não possui diretor definido nem previsão de estreia.












