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Filme

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21 de julho de 2026
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    Rogue One: Vídeo de bastidores do novo Star Wars mostra cenas inéditas e muita ação

    15 de julho de 2016 /

    A Disney divulgou um novo pôster e um vídeo de bastidores de “Rogue One – Uma História Star Wars”. A prévia é repleta de cenas inéditas, acompanhando o elenco e o diretor Gareth Edwards (“Godzilla”) em meio a explosões, tiroteios, lutas, correrias e muita ação. O ritmo é frenético, permeado por batalhas que representam a luta contra a tirania do Império. Não por acaso, o clima de clima de conflito também é representado no pôster, que traz ao fundo a terrível Estrela da Morte. Com roteiro original de Chris Weitz (“Cinderela”), o filme será o primeiro spin-off da franquia “Star Wars”, produzido fora de sincronia com a saga central. A trama gira em torno da missão de um grupo de rebeldes para roubar os planos de construção da Estrela da Morte. No filme clássico “Guerra nas Estrelas” (1977), estes planos acabam nas mãos da Princesa Leia, que os transfere para o robô R2-D2, enquanto é caçada por Darth Vader. O elenco inclui Felicity Jones (“A Teoria de Tudo”), Diego Luna (“Elysium”), Mads Mikkelsen (série “Hannibal”), Alan Tudyk (série “Firefly”), Forest Whitaker (“O Mordomo da Casa Branca”), Ben Mendelsohn (“O Lugar Onde Tudo Termina”), Riz Ahmed (“O Abutre”), Donnie Yen (“O Grande Mestre”) e Jiang Wen (“Guerreiros do Céu e da Terra”), além da voz de James Earl Jones, que desde “Guerra nas Estrelas” dubla o vilão Darth Vader. “Rogue One: Uma História Star Wars” estreia em 15 de dezembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.

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    Power Rangers: Novos heróis da franquia ganham pôsteres individuais

    15 de julho de 2016 /

    Após a falta de criatividade polêmica do primeiro cartaz, os novos heróis do filme “Power Rangers” ganharam pôsteres individuais, com um raio sobre o rosto, à la “Alladin Sane”, de David Bowie. Os atores reunidos são Becky Gomez (série “Empire”) como a Ranger Amarela, Ludi Lin (série “Marco Polo”) como o Ranger Preto, Dacre Montgomery (“A Few Less Men”) como o Ranger Vermelho, Naomi Scott (“Perdido em Marte”) como a Ranger Rosa e RJ Cyler (“Eu, Você e a Garota Que Vai Morrer”) como o Ranger Azul. No filme, eles enfrentarão uma nova versão da vilã clássica Rita Repulsa, vivida por Elizabeth Banks (“A Escolha Perfeita”), e contarão com a mentoria de Zordon, interpretado por Bryan Cranston (série “Breaking Bad”). A história foi desenvolvida há quatro mãos pelo casal Kieran e Michele Mulroney (ambos de “Sherlock Holmes: O Jogo das Sombras”) e a dupla Matt Sazama e Burk Sharpless (do infame “Deuses do Egito”), e transformada em roteiro por John Gatins (“Need for Speed” e “O Voo”). A direção está a cargo de Dean Israelite (“Projeto Almanaque”) e a estreia acontece em 23 de março no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.

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    Star Trek: George Takei muda de ideia e aprova Sulu gay

    15 de julho de 2016 /

    O ator George Takei voltou atrás em sua crítica à transformação de Sulu num personagem gay em “Star Trek: Sem Fronteiras”. Takei, que interpretou Sulu na série clássica “Jornada nas Estrelas” e nos primeiros filmes derivados da franquia, assumiu-se gay em 2005, mas não tinha aprovado a mudança de sexualidade do personagem, até então retratado como heterossexual. “Estou maravilhado que exista um personagem gay, mas não precisava ser Sulu. Infelizmente, é uma distorção da criação de Gene Roddenberry”, ele se manifestou, na semana passada. “Eu penso que este filme será lançado durante o aniversário dos 50 anos de ‘Star Trek’, o que é uma forma de prestar homenagem a Roddenberry, o homem cuja visão nos motivou por meio século. E a melhor forma de honrá-lo seria criar outro personagem, não alterar uma de suas criações”. Ironicamente, o roteirista Simon Pegg, intérprete de Scotty no filme, imaginava assim prestaria uma homenagem a Takei, o único intérprete da série clássica a se assumir gay. Mas, para o veterano ator, o problema de mostrar Sulu gay agora era basicamente considerar que o personagem vivia “no armário”, escondendo sua verdadeira sexualidade nas histórias anteriores, o que seria uma péssima mensagem. Afinal, no século 23, onde ele vive, a sexualidade já não deveria precisar ser disfarçada. Diante da polêmica, Pegg veio a público dizer que, como a série sofreu um reboot, as histórias clássicas estão sendo reescritas. Portanto, para efeitos da trama, não existe um passado heterossexual para Sulu. Ele também justificou a decisão de mostrar “>um personagem clássico como gay para evitar introduzir um novo personagem, que passasse a ser conhecido apenas por sua orientação sexual. Além disso, Rod Roddenberry, o filho do criador de “Star Trek”, também se manifestou, dizendo que seu pai aprovaria a inclusão de um personagem gay na ponte de comando da Enterprise. Com tempo para refletir, Takei agora mudou de ideia. Em um post em seu Facebook, ele elogiou a decisão e parabenizou o roteirista e o novo intérprete de Sulu. “Eu desejo tudo de bom para John Cho no papel que eu já interpretei, e parabenizo Simon Pegg em sua ousada e inovadora narrativa. Enquanto eu teria escolhido desenvolver um novo personagem [gay], neste caso, eu entendo perfeitamente e aprecio o que estão fazendo [com Sulu] – como sempre, corajosamente indo aonde nenhum homem jamais esteve”, ele escreveu. Com direção de Justin Lin (“Velozes e Furiosos 6”), “Star Trek: Sem Fronteiras” estreia em 22 de julho nos EUA, mas, por causa das Olimpíadas, chega apenas em 1 de setembro no Brasil.

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    Star Trek: Jennifer Lawrence foi inspiração para nova personagem

    15 de julho de 2016 /

    A atriz Jennifer Lawrence serviu de inspiração para a criação da nova personagem da franquia “Star Trek”, a alienígena Jaylah. Até seu nome foi baseado na estrela da saga “Jogos Vorazes”, nascendo como uma derivação de J-Law, apelido da atriz na mídia. A revelação foi feita pelo ator e roteirista da trama Simon Pegg, durante uma entrevista coletiva nos Estados Unidos. Segundo ele, a personagem evoca o papel vivido por Jennifer em “Inverno da Alma” (2010), drama indie que lhe rendeu sua primeira indicação ao Oscar. “Estávamos criando essa personagem muito independente. Mas não tínhamos um nome para ela. Então, costumávamos chamá-la de ‘Jennifer-Lawrence-em-Inverno-da-Alma’. E era um nome longo. Passamos a abreviá-lo aos poucos até chegar em J-Law. Foi então que ela ganhou seu nome oficial: Jaylah”, contou Pegg. A nova personagem é interpretada pela atriz franco-argelina Sofia Boutella, que também se destacou recentemente no filme “Kingsman: Serviço Secreto” (2014). Com direção de Justin Lin (“Velozes & Furiosos 6”), “Star Trek: Sem Fronteiras” estreia em 22 de julho nos EUA e, por causa das Olimpíadas, apenas em 1 de setembro no Brasil.

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    Operation Chromite: Trailer de filme sul-coreano traz Liam Neeson como o General MacArthur

    15 de julho de 2016 /

    A Taewon Entertainment divulgou os pôsteres e o trailer de “Operation Chromite”, filme de guerra sul-coreano que traz Liam Neeson como o General Douglas MacArthur, comandante das tropas americanas no Pacífico, durante a 2ª Guerra Mundial. A trama se passa cinco anos após o conflito contra o Japão, mostrando sua luta contra um novo inimigo. Contrariando estrategistas mais conservadores, ele arriscou tudo numa invasão anfíbia que mudou os rumos da Guerra da Coreia, libertando Seul do exército norte-coreano em 1950, naquela que foi a maior vitória de sua carreira militar. Além do papel decisivo de MacArthur no comando da invasão americana, a trama destaca os heróis sul-coreanos, que possibilitaram o sucesso da operação com um minucioso trabalho de inteligência, sacrificando a própria segurança pela defesa de seu país, que tinha sido invadido pelas forças norte-coreanas apoiadas por China e União Soviética. “Operation Chromite” é o segundo filme do diretor John H. Lee sobre a Guerra da Coreia, após ter mostrado o engajamento dos estudantes no conflito, em “71: Into the Fire” (2010). O elenco também inclui Lee Jung-jae (“A Empregada”), Jin Se-yeon (“The Language of Love”) e Jung Joon-ho (“Love, In Between”). A estreia acontece em 27 de julho na Coreia do Sul e em 12 de agosto nos EUA.

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    Animais Fantásticos e Onde Habitam: J.K. Rowling apresenta seu novo herói em vídeo legendado

    15 de julho de 2016 /

    A Warner Bros. divulgou a versão legendada do vídeo de bastidores de “Animais Fantásticos e Onde Habitam”, que traz a escritora J.K. Rowling falando de Newt Scamander, seu novo herói, vivido por Eddie Redmayne (“A Garota Dinamarquesa”), em meio a diversas cenas inéditas da produção. O filme marca a estreia de Rowling, criadora do universo mágico de “Harry Potter”, como roteirista de cinema. A história gira em torno de Scamander, um mago britânico de Hogwarts que chega a Nova York em 1928 com uma mala repleta de criaturas mágicas. O elenco também inclui Katherine Waterston (“Vício Inerente”), Dan Fogler (série “Secrets and Lies”), Alison Sudol (série “Dig”) e Colin Farrell (série “True Detective”), entre outros. Com direção de David Yates, responsável pelos quatro últimos filmes de “Harry Potter”, “Animais Fantásticos e Onde Habitam” tem previsão de estreia em 17 de novembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.

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    Vizinhos Nada Secretos: Gal Gadot e Jon Hamm são espiões em trailer de comédia

    15 de julho de 2016 /

    A Fox divulgou os trailers legendado e dublado da comédia de ação “Vizinhos Nada Secretos” (Keeping Up with the Joneses). A prévia sugere uma combinação de “Sr. e Sra. Smith” (2007) e “Amor por Contrato” (2009), e gira em torno da inveja de um casal suburbano, vivido por Zach Galifianakis (“Birdman”) e Isla Fisher (“Truque de Mestre”), de seus novos vizinhos perfeitos, Gal Gadot (“Batman vs. Superman”) e Jon Hamm (série “Mad Men”). De tanto xeretarem, os dois descobrem que o casal que mudou para o lado é na verdade uma dupla perigosa de espiões. A comédia foi escrita por Michael LeSieur (“Dois é Bom, Três é Demais”) e dirigida por Greg Mottola (“Superbad” e “Férias Frustradas de Verão”), e tem estreia marcada para 10 de novembro no Brasil, três semanas depois do lançamento nos EUA.

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    Star Trek: Alienígena vivida por Sofia Boutella é destaque em novo pôster e quatro vídeos

    15 de julho de 2016 /

    A Paramount Pictures divulgou um novo pôster e quatro vídeos de “Star Trek: Sem Fronteiras”, que destacam a nova aliada da tripulação da Enterprise, a alienígena Jaylah, vivida por Sofia Boutella (“Kingsman – Serviço Secreto”). O material inclui um featurette legendado dos bastidores das filmagens, com depoimentos da atriz, do roteirista Simon Pegg (que também interpreta Scotty na trama) e do diretor Justin Lin (“Velozes & Furiosos 6”), uma cena em que ela encontra Scotty e dois comerciais centrados em sua determinação e capacidade de luta. “Star Trek: Sem Fronteiras” estreia em 22 de julho nos EUA e, por causa das Olimpíadas, apenas em 1 de setembro no Brasil.

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    Estreias: Carrossel 2 e Caça-Fantasmas disputam as bilheterias do fim de semana

    14 de julho de 2016 /

    Duas franquias voltadas ao público mais jovem vão disputar as bilheterias do fim de semana. Tanto o nacional “Carrossel 2 – O Sumiço de Maria Joaquina” quanto o americano “Caça-Fantasmas” foram lançados em mais de 800 salas, com o brasileiro levando uma pequena vantagem de 50 telas. A continuação do sucesso “Carrossel – O Filme” (2015) apela às crianças com uma história que mistura comédia, aventura e espírito de competição. Para salvar a amiguinha do título, raptada por vilões, os estudantes do Carrossel terão que participar de uma gincana que lembra quadros de reality show e programas de auditório – o que é bem a cara da rede SBT, responsável pela novela que originou a franquia. Já “Caça-Fantasmas” perdeu o gênero do título original de 1984, mas não escapou da “discussão de gênero”. Em busca de hits, após colecionar fracassos consecutivos, a Sony resolveu relançar sua velha marca com nova roupagem, mudando o sexo de seus protagonistas. O instinto do público foi torcer o nariz para o caça-níquel, fazendo o primeiro trailer da produção virar o mais odiado da história do YouTube. Mas marketing de multinacional é coisa séria, a ponto de trabalhar para confundir a percepção do “‘Caça-Fantasmas’ com mulheres” com um projeto feminista. Não é nada disso, assim como o remake de “Morte no Funeral” (2010) com atores negros não foi um marco da luta pela igualdade racial. Até as sufragistas seriam capazes de dizer que “Os Caça-Fantasmas” é bem melhor que o similar de gênero. Mesmo com dois lançamentos ocupando 60% de todas as salas disponíveis no país, o descartável “A Última Premonição” chega em quase 100 salas. Dirigido por Greg Greutert (“Jogos Mortais – O Final”), traz Isla Fisher (“Truque de Mestre”) sofrendo um mix de clichês de horror, como uma grávida que tem visões trágicas numa casa assombrada por fatos terríveis do passado. Nem a participação de Jim Parsons (série “The Big Bang Theory”) impediu o filme de ser lançado direto na internet nos EUA. Completam a programação dois filmes franceses em distribuição limitada. A comédia de humor negro “La Vanité”, estrelada pela espanhola Carmen Maura (“Volver”), acompanha um homem doente que decide morrer de forma memorável, mas nada acontece como ele planeja. Por fim, o drama “Agnus Dei”, de Anne Fontaine (“Coco Antes de Channel”), traz Lou de Laâge (a revelação de “Respire”) como uma médica da Cruz Vermelha que se depara com a história chocante do estupro seguido por gravidez de inúmeras freiras de um convento polonês, cometido impunemente por soldados soviéticos durante a 2ª Guerra Mundial. Com 90% de aprovação no site Rotten Tomatoes, é disparado o melhor filme da semana, além da história que realmente deveria interessar quem busca uma opção feminista. Mas só está disponível em 28 salas.

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    Hector Babenco (1946 – 2016)

    14 de julho de 2016 /

    Morreu o cineasta Hector Babenco, autor de clássicos do cinema brasileiro como “Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia” (1976), “Pixote, a Lei do Mais Fraco” (1980), “O Beijo da Mulher-Aranha” (1985) e “Carandiru” (2003). Ele faleceu na noite de quarta-feira (13/7), aos 70 anos de idade, no Hospital Sírio Libanês em São Paulo. Babenco havia sido internado na última terça-feira para um cirurgia simples, para tratar uma sinusite, da qual estava se recuperando quando teve uma parada cardiorrespiratória. Considerado um dos diretores de cinema mais importantes do Brasil, ele dirigiu dez longas-metragens e foi indicado ao Oscar de Melhor Direção por “O Beijo da Mulher-Aranha” (1986). Nascido em Mar del Plata, na Argentina, em 1946, Babenco mudou-se para o Brasil aos 17 anos com a família, indo morar numa pensão em São Paulo. Um ano depois, pegou um navio em Santos e foi viver na Europa, onde passou cinco anos dormindo na rua e trabalhando como figurante em filmes italianos e espanhóis. “Quando voltei para São Paulo, me empenhei seriamente e em fazer cinema, mas continuei sobrevivendo meio à margem, vendendo enciclopédias e túmulos e sendo fotógrafo de restaurantes, com uma máquina polaróide”, disse o diretor, em entrevista em 1985. “Com isso, aprendi que os marginais — esse clichê tão grande — vivem mais intensamente, nas fronteiras da morte.” Não por acaso, seu primeiro longa de ficção girou em torno da boemia paulistana, “O Rei da Noite”, lançado em 1975, dois anos após estrear nos cinemas com o documentário “O Fabuloso Fittipaldi” (1973), sobre Emerson Fittipaldi, primeiro ídolo brasileiro da Fórmula 1. Em plena ditadura, ele foi crítico da política oficial da Embrafilme, e financiou de forma privada seus primeiros longas. Mas não ficou apenas nisso. Em 1977, seu filme “Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia” desafiou a Censura ao denunciar a atuação brutal do Esquadrão da Morte, dando ao ator Reginaldo Faria um dos principais papéis de sua carreira. A produção teve 6 milhões de espectadores no país, um sucesso retumbante e até hoje uma das dez maiores bilheterias do cinema nacional. Além disso, agradou em cheio à crítica, conquistando o prêmio de Melhor Filme da Mostra de São Paulo. Orgulhoso, na época desse lançamento decidiu que faria não só cinema brasileiro, mas seria brasileiro, naturalizando-se aos 31 anos. “Lúcio Flávio” já seria um marco na carreira de qualquer cineasta. Mas o trabalho mais importante do diretor ainda estava por vir. Atento aos problemas sociais, Babenco ousou escalar um adolescente inexperiente, vindo da periferia, para expressar a situação dos menores abandonados, que alimentavam a crescente criminalidade do país, em “Pixote” (1980). Com cenas impactantes, e sem aliviar a barra na relação entre o menor, vivido por Fernando Ramos da Silva, e a prostituta interpretada por Marília Pêra, o filme foi indicado ao Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro e premiado pelos críticos de Nova York, chamando atenção mundial para o cineasta. O sucesso lhe rendeu uma carreira internacional, iniciada com “O Beijo da Mulher-Aranha” (1985), que também apresentou Sonia Braga a Hollywood. Filmado no Brasil e combinando atores brasileiros com dois astros hollywoodianos, Raúl Julia e William Hurt, o longa adaptou a obra homônima do escritor argentino Manuel Puig para os porões da ditadura militar brasileira, onde um preso político faz amizade com um travesti sonhador, que cultua um filme romântico nazista – de onde vem a Mulher-Aranha, vivida de forma onírica por Braga. O papel de homossexual rendeu a Hurt os principais prêmios de sua carreira, como o troféu do Festival de Cannes e o Oscar de Melhor Ator. O longa também foi indicado aos Oscars de Melhor Filme, Direção e Roteiro Adaptado, consagrando Babenco como o primeiro cineasta brasileiro a disputar o troféu da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. A repercussão consolidou a carreira estrangeira de Babenco, que filmou a seguir um filme 100% americano, “Ironweed” (1987), adaptação de romance americano estrelado por Jack Nicholson e Meryl Streep. Ambos os atores foram indicados ao Oscar, mas o lançamento não teve o impacto das produções anteriores do cineasta. Paralelamente, um fato trágico voltou a chamar atenção para seu melhor filme: o assassinato de Fernando Ramos da Silva pela polícia, aos 19 anos de idade. O menino, que tinha conseguido fama mundial como protagonista de “Pixote”, tinha tentado seguir a carreira de ator na Globo, após o sucesso do filme, mas, semi-analfabeto, não conseguia memorizar os roteiros e não emplacou no elenco de novelas. Acabou retornando para as favelas de Diadema, onde teve o destino de tantos outros jovens envolvidos no tráfico. Abalado, Babenco voltou ao Brasil e aos temas nacionais, filmando a seguir o épico “Brincando nos Campos do Senhor” (1991), sobre a situação de abandono dos índios no país. Caríssima, a produção contou com financiamento e elenco internacional (Tom Berenger, John Lithgow, Daryl Hannah, Tom Waits, Kathy Bates e Aidan Quinn) para denunciar uma situação de genocídio no Brasil, com índios exterminados por doenças e pela ganância de fazendeiros. Sombrio demais para o gosto popular, o filme virou referência para outros cineastas. James Cameron disse que suas imagens poderosas da Amazônia serviram de inspiração para o seu “Avatar” (2009). Assistente de direção em “Brincando dos Campos do Senhor”, Vicente Amorim, que tinha 23 anos na época, definiu a experiência com “intensa”, ao relembrar o trabalho com Hector Babenco para o jornal O Globo. “É um filme que valeu por dez, foi muito trabalhoso, muito desgastante. Foi um desafio logístico comparável a ‘Fitzcarraldo’ (de Werner Herzog). Hoje, os filmes são rodados em quatro ou cinco semanas. Aquele foi feito em 36 semanas! Estávamos no meio da selva, e dormíamos num navio. A equipe tinha quase 200 pessoas e uns cem índios, que faziam figuração.” O fracasso nas bilheterias acabou abalando o cineasta, que se distanciou das telas por sete anos, retornando com uma obra mais intimista, o semibiográfico “Coração Iluminado” (1998), que refletia sua juventude em Buenos Aires, num reencontro com suas raízes. Ele retomou os temas sociais em outro filme forte, “Carandiru” (2003), passado no interior da maior prisão do Brasil, cenário de rebeliões e massacres reais, reencenados na produção. Baseado no livro “Estação Carandiru”, do médico Drauzio Varella, o longa se provou um retrato contundente da situação precária dos presídios nacionais e foi premiado em diversos festivais ao redor do mundo. Seu filme seguinte, “O Passado” (2007), foi estrelado por Gael Garcia Bernal (“Diários de Motocicleta”) e novamente falado em espanhol. “Sou um exilado no Brasil e um exilado na Argentina. Não consigo me fazer sentindo parte de nenhuma das culturas. E as duas coisas convivem em mim de forma poderosa”, resumiu o diretor, em entrevista de 2015. Na virada para o século 21, Babenco tratou de um linfoma e, em seu último filme, “Meu Amigo Hindu” (2015), decidiu contar a história de um diretor e sua luta contra o câncer. Mas o drama também tinha inspiração romântica, já que incluía no elenco sua mulher Barbara Paz, atriz que conheceu justamente no período retratado. Já o alter ego de Babenco foi vivido pelo americano Willem Dafoe. Na trama, que acabou sendo sua obra definitiva, o personagem do diretor, quando confrontado pela Morte (encarnada por Selton Mello), expressava apenas um desejo: realizar mais um filme. “Esse é o filme que a morte me deixou fazer”, disse o cineasta, no ano passado. Refletindo a passagem do grande mestre, o cineasta Walter Salles resumiu o sentimento de grande perda do cinema nacional: “Babenco foi um dos maiores diretores da história do cinema brasileiro. Construiu uma obra única, aguda e original, que desvenda a dimensão da tragédia brasileira, mas também expõe nosso drama existencial, humano. ‘Pixote’ é um filme extraordinário, um soco no estomago, assim como ‘Lucio Fávio, o Passageiro da Agonia’. O mestre se vai, mas sua filmografia ampla e insubstituível sobreviverá ao tempo, como um dos mais potentes reflexos dos anos em que vivemos.

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    Bailarina Misty Copeland é primeira artista confirmada na fábula Quebra Nozes da Disney

    14 de julho de 2016 /

    A bailarina Misty Copeland é a primeira artista contratada para a nova adaptação do balé “Quebra Nozes”, produzido pela Disney. Ela postou a capa do roteiro em seu Instagram (veja abaixo). Copeland, que ficou famosa ao se tornar a primeira mulher negra a tomar o posto de primeira bailarina no American Ballet Theatre, vai estrear no cinema com a produção. Entretanto, segundo o site da revista Variey, seu papel é pequeno, restrito à cena de balé solo do filme. A produção será dirigida pelo cineasta sueco Lasse Hallström (“Um Porto Seguro”) e vai integrar a nova leva de refilmagens de fábulas clássicas que vem ocupando o cronograma do estúdio. Inspirado no famoso balé de Pyotr Ilyich Tchaikovsky, “The Nutcracker and the Four Realms” (título original) contará a história de Clara, uma menina que ganha um boneco quebra-nozes do seu padrinho na noite de Natal e descobre que o boneco ganha vida durante a noite. O balé de Tchaikovsky já rendeu muitas versões cinematográficas, inclusive da própria Disney, quando integrou um dos segmentos da animação clássica “Fantasia” (1940). O filme mais recente foi o musical “O Quebra Nozes: A História Que Ninguém Contou” (2010), com letras de Tim Rice (“O Rei Leão”) e participação da atriz Elle Fanning (a Bela Adormecida de “Malévola”). Já o mais recente filme de Lasse Hallström foi o drama culinário “A 100 Passos de um Sonho” (2015), que fez um sucesso modesto nas bilheterias mundiais, arrecadando US$ 88,8 milhões (para um orçamento de US$ 22 milhões). Atualmente, ele trabalha na pós-produção da comédia dramática “A Dog’s Purpose”, com Britt Robertson (“Tomorrowland”) e Bradley Cooper (“Sniper Americano”), que chega aos cinemas americanos em 27 de janeiro. I’m thrilled to be a part of this amazing project with Disney and the wonderful Lasse Hallstrom. #TheNutcracker #MoreToCome Uma foto publicada por Misty Copeland (@mistyonpointe) em Jul 13, 2016 às 8:59 PDT

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    Jogos Mortais vai ganhar nova sequência, sete anos após “o final”

    14 de julho de 2016 /

    A franquia “Jogos Mortais” vai ressuscitar nos cinemas. “Saw: Legacy”, o oitavo longa da série, será dirigido pelos irmãos gêmeos Michael e Peter Spierig, da elogiada sci-fi “O Predestinado”. A informação é do site Bloody-Disgusting. O filme deve chegar aos cinemas em 2017, sete anos após “Saw 3D” ganhar o título “Jogos Mortais: O Final” (2010) no Brasil. Logicamente, não foi o final. O roteiro da continuação foi escrito por Josh Stolberg e Pete Goldfinger, dupla de “Pacto Secreto” (2009) e “Piranha 3D” (2010), e a história está sendo mantida em sigilo O primeiro “Jogos Mortais” é de 2004 e se tornou famoso não apenas por popularizar o subgênero do terror conhecido como “torture porn”, mas por lançar a carreira do jovem cineasta malaio James Wan, que criou a franquia com o australiano Leigh Whannell, iniciando uma filmografia que o consagraria como o mais bem-sucedido diretor de terror do século 21. As filmagens do oitavo longa começam no dia 12 de setembro, em Toronto.

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    Woody Harrelson e James Marsden vão denunciar a farsa da Guerra do Iraque

    14 de julho de 2016 /

    Os atores Woody Harrelson (“Jogos Vorazes”) e James Marsden (“X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”) vão protagonizar “Shock and Awe”, filme-denúncia sobre a Guerra do Iraque. Os dois interpretarão a dupla de jornalistas Jonathan Landay e Warren Strobel, que revelaram a farsa montada pelo governo Bush para convencer o público e seus aliados internacionais de que Saddam Hussein planejava ataques terroristas com armas de destruição em massa, visando justificar assim um ataque ao Iraque. Entretanto, tratava-se de um mentira. O elenco grandioso ainda contará com Milla Jovovich (“Resident Evil”), Jessica Biel (“O Vingador do Futuro”), Tommy Lee Jones (“Homens de Preto”) e Alec Baldwin (“Blue Jasmine”). As filmagens vão acontecer ainda neste ano e devem retratar a história como uma investigação jornalística, ao estilo de “Spotlight”, que venceu o Oscar 2016. O roteiro foi escrito pelo novato Joey Hartstone e a direção está a cargo do veterano Rob Reiner, responsável por diversos clássicos dos anos 1980, como “Isto É Spinal Tap” (1984), “Conta Comigo” (1986), “A Princesa Prometida” (1987) e “Harry & Sally: Feitos um para o Outro” (1989). Reiner acaba de filmar o primeiro roteiro de Hartstone, “LBJ”, cinebiografia do presidente americano Lindon B. Johnson, que por sinal também é estrelada por Woody Harrelson no papel-título. Atualmente em pós-produção, este filme ainda não tem previsão de estreia.

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