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Filme

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21 de julho de 2026
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    Paul Dano vai estrear como diretor de cinema

    31 de julho de 2016 /

    O ator Paul Dano (“12 Anos de Escravidão”, “The Beach Boys: Uma História de Sucesso”) vai estrear como diretor de cinema. Segundo o site da revista Variety, ele vai filmar o romance “Wildlife”, escrito por Richard Ford, em 1990. A mulher do ator, a atriz Zoe Kazan (“Especialista em Crise”), está escrevendo o roteiro da adaptação, sobre um adolescente que testemunha o fim do casamento dos pais após uma mudança da família para a região de Montana, nos EUA. Enquanto o pai não consegue emprego, a mãe acaba se envolvendo com outro homem. Tanto Paul Dano quanto Zoe Kazan também devem atuar no projeto. O casal já trabalhou junto na comédia romântica “Ruby Sparks” (2012), que a atriz também escreveu. As filmagens devem começar após Paul Dano encerrar sua participação no filme de monstro “Okja”, do cineasta sul-coreano Bong Joon-Ho (“Expresso do Amanhã”), atualmente em produção.

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    A Grande Muralha: Escalação de Matt Damon como herói de filme chinês gera polêmica

    31 de julho de 2016 /

    Uma nova polêmica cinematográfica começou a ser alimentada pelas redes sociais no fim de semana. Tudo por conta da escalação de Matt Damon (“Jason Bourne”) no filme “A Grande Muralha”. Rodado na China, com diretor, equipe técnica, financiamento, coadjuvantes e figurantes chineses, o filme está sendo acusado de ser mais uma iniciativa de Hollywood para embranquecer o cinema mundial. Quem jogou a primeira pedra foi a atriz Constance Wu, americana de origem oriental, que protagoniza a série cômica “Fresh off the Boat”. Assim que o trailer foi divulgado, ela usou as redes sociais para reclamar da escolha de Damon para viver o herói, denunciando o filme como mais uma obra para ressaltar “o racismo do mito do homem branco que pode salvar o mundo”. “Nossos heróis não se parecem com Matt Damon. Eles são como Malala. Gandhi. Mandela”, ela escreveu. Constance, porém, deixou claro que “não estava culpando Damon, o estúdio ou os financiadores chineses” da produção, mas que se tratava de chamar atenção para o problema. “Trata-se de conscientização”. Na mesma linha, o blog Angry Asian Man repercutiu “A Grande Muralha” como “o mais novo filme da tradição do Homem Branco Especial. Você pode fazer uma história em qualquer lugar e época do mundo e Hollywood encontrará alguma maneira de fazer o filme ser estrelado por um cara branco”. Recentemente, filmes como “Êxodo: Deuses e Reis” (2014), “Deuses do Egito” (2016) e o vindouro “Ghost in the Shell” sofreram acusações similares, e pelo menos no caso de “Deuses do Egito” isso se provou fatal nas bilheterias. Damon, por sinal, não é o único ator ocidental em “A Grande Muralha”, que também conta com o americano Willem Dafoe (“Ninfomaníaca”) e o chileno Pedro Pascal (série “Narcos”) em seu elenco. Com direção do mestre Zhang Yimou, responsável pelos épicos de artes marciais “Herói” (2002) e “O Clã das Adagas Voadoras” (2004), o filme tem estreia marcada para 16 de fevereiro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA e dois meses após a première na China.

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    Documentário sobre a farsa literária de JT Leroy ganha pôsteres e trailer

    31 de julho de 2016 /

    A Magnolia Pictures divulgou os pôsteres e o trailer do documentário “Author: The JT LeRoy Story”. Exibido no Festival de Sundance, o filme conta a história verídica por trás da maior farsa literária contemporânea. Jeremiah “Terminator” LeRoy foi o pseudônimo usado pela autora norte-americana Laura Albert com o objetivo de alcançar o sucesso com falsos livros autobiográficos. Com um passado de prostituição, drogas e homossexualidade, LeRoy, o jovem autor fictício, causou sensação com a publicação de seu primeiro livro, “Sarah”, em 1999. Fez tanto sucesso que surgiram pedidos para entrevistas, negociações de adaptações cinematográficas, etc. A saída da escritora para não ser desmascarada foi convencer sua cunhada andrógina a fingir ser a autora transexual dos livros. Com uma peruca loira e visual fashionista/trash, Savannah Knoop virou LeRoy e encantou Hollywood, mesmo fingindo timidez para não dizer nada. Chegou até produzir filmes, como “Elefante” (2003), de Gus Van Sant, e “Maldito Coração” (2004), de Asia Argento, baseado num livro de JT LeRoy. A farsa durou seis anos e enganou inúmeras celebridades, roqueiros, mídia, o mundo da moda, o círculo literário e a indústria cinematográfica, até ser desmascarada numa reportagem do jornal The New York Times em 2005. “Author: The JT LeRoy Story” estreia em 9 de setembro nos EUA e não tem previsão de lançamento no Brasil. Além disso, o escândalo também deve virar filme de ficção, atualmente em desenvolvimento, que pode ser estrelado por Kristen Stewart (“Acima das Nuvens”). Roteiro e direção estão a cargo de Justin Kelly, que dirigiu “I Am Michael”, outra história controversa sobre celebridade real – no caso, um ex-ativista gay que se torna pastor homofóbico.

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    The Handmaiden: Drama lésbico do diretor de Oldboy ganha 62 fotos e trailer americano

    31 de julho de 2016 /

    A Magnolia Pictures divulgou 62 fotos, o pôster e o primeiro trailer americano de “The Handmaiden” (Ah-ga-ssi), nova provocação do diretor sul-coreano Park Chan-wook (“Oldboy”). A prévia é repleta de momentos fetichistas, que evocam sua temática sexual, além de destacar a reprodução de época e um certo clima de suspense. O filme é uma adaptação do romance lésbico “Na Ponta dos Dedos” da escritora galesa Sarah Waters, mesma autora do livro que inspirou a minissérie britânica “Toque de Veludo” (Tipping the Velvet, 2002) e o filme “Afinidade” (Affinity, 2008), todos de temática lésbica e passados na Inglaterra vitoriana. Park manteve o enredo, mas avançou algumas décadas, mudou a locação e alterou a etnia das personagens. Passada na Coreia nos anos 1930, durante o período de domínio colonial japonês, a trama acompanha Sook-Hee, uma espécie de “Oliver Twist” lésbica, garota órfã de bom coração que mora num cortiço com ladrões e vigaristas, que se vê envolvida num elaborado golpe do baú planejado por um vigarista profissional. O trapaceiro consegue empregar a jovem órfã como criada na casa de uma família japonesa rica, esperando que ela convença Lady Hideko, herdeira de uma fortuna, a casar-se com ele. Seu plano, porém, não conta com o sentimento que surge entre as duas mulheres. Não por acaso, o título de duplo sentido do romance original alude tanto aos dedos leves dos larápios quanto ao prazer sexual provocado por massagens no clitóris. A belíssima Kim Tae-Ri faz sua estreia no cinema, após ser escolhida entre 1,5 mil candidatas, como Sook-Hee, enquanto Kim Min-hee (“Assassino Profissional”) interpreta Lady Hideko. O elenco também inclui Ha Jung-woo (“O Caçador”) e Jo Jin-woong (“O Almirante: Correntes Furiosas”). “The Handmaiden” teve sua première no Festival de Cannes e já estreou na Ásia. O lançamento nos EUA está marcado pra 4 de outubro e, por enquanto, não há previsão para sua chegada ao Brasil.

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    Jason Bourne estreia em 1º lugar nos EUA

    31 de julho de 2016 /

    A volta de Matt Damon aos filmes de ação foi o grande destaque do fim de semana nos cinemas da América do Norte, conduzindo o filme “Jason Bourne” ao topo das bilheterias, com uma arrecadação de US$ 60 milhões. O sucesso superou as projeções da indústria, rendendo a segunda maior estreia da franquia, atrás apenas dos US$ 69,2 milhões de “O Ultimato Bourne” (2007). Por sinal, o rendimento do fim de semana também representa a segunda maior abertura da carreira de Matt Damon. Mundialmente, o filme repetiu o bom resultado, somando US$ 110,1 milhões. Diante disso, a Universal Pictures deve anunciar a produção de uma nova sequência em breve, mesmo sem grande expectativa da crítica (o filme obteve 56% de aprovação no Rotten Tomatoes). “Star Trek: Sem Fronteiras”, que estreou no topo na semana passada, caiu para o 2º lugar, com US$ 24 milhões. Em dez dias, o filme superou a marca dos US$ 100 milhões de faturamento doméstico. Para colocar em perspectiva, “Caça-Fantasmas” levou três fins de semana para atingir esta meta. Infelizmente, as Olimpíadas prejudicaram seu lançamento internacional, que só vai acontecer em setembro em mercados importantes, como a China, o México e o Brasil. A estreia da comédia “Perfeita É a Mãe!” também teve ótimo desempenho, faturando US$ 23,4 milhões em 3º lugar. Estrelada por Mila Kunis e Kristen Bell, como mães estressadas que desistem de ser perfeitas, a produção conseguiu 63% de aprovação no Rotten Tomatoes e nota A do público, registrada pelo CinemaScore, e não terá dificuldades em cobrir seu orçamento de US$ 20 milhões. O lançamento no Brasil está marcado para 11 de agosto. O Top 5 inclui mais dois sucessos da temporada: a animação “Pets – A Vida Secreta dos Bichos”, perto de atingir os US$ 300 milhões de faturamento doméstico, e o terror “Quando as Luzes se Apagam”, que passou dos US$ 40 milhões em sua segunda semana. No contexto de seu orçamento baixíssimo de produção, de US$ 4,9 milhões, “Quando as Luzes se Apagam” já é um dos filmes mais lucrativos de 2016. Os dois lançamentos chegam no Brasil, respectivamente, em 25 e 18 de agosto. Outro terror de baixo orçamento, “Nerve – Um Jogo Sem Regras”, completou a lista de estreias amplas do fim de semana, mas sem o mesmo bom desempenho, abrindo em 8º lugar com US$ 9 milhões e 56% de aprovação da crítica (a mesma nota de “Jason Bourne”). A produção também estreia no Brasil em 25 de agosto. BILHETERIAS: TOP 10 EUA 1. Jason Bourne Fim de semana: US$ 60 milhões Total EUA: US$ 60 milhões Total Mundo: US$ 110,1 milhões 2. Star Trek: Sem Fronteiras Fim de semana: US$ 24 milhões Total EUA: US$ 105,7 milhões Total Mundo: US$ 160,5 milhões 3. Perfeita É a Mãe! Fim de semana: US$ 23,4 milhões Total EUA: US$ 23,4 milhões Total Mundo: US$ 24,8 milhões 4. Pets – A Vida Secreta dos Bichos Fim de semana: US$ 18,2 milhões Total EUA: US$ 296,1 milhões Total Mundo: US$ 395,1 milhões 5. Quando as Luzes se Apagam Fim de semana: US$ 10,8 milhões Total EUA: US$ 42,8 milhões Total Mundo: US$ 63,6 milhões 6. A Era do Gelo: O Big Bang Fim de semana: US$ 10,5 milhões Total EUA: US$ 42,1 milhões Total Mundo: US$ 253,7 milhões 7. Caça-Fantasmas Fim de semana: US$ 9,8 milhões Total EUA: US$ 106,1 milhões Total Mundo: US$ 158,2 milhões 8. Nerve – Um Jogo Sem Regras Fim de semana: US$ 9 milhões Total EUA: US$ 15 milhões Total Mundo: US$ 15 milhões 9. Procurando Dory Fim de semana: US$ 4,2 milhões Total EUA: US$ 469 milhões Total Mundo: US$ 830,5 milhões 10. A Lenda de Tarzan Fim de semana: US$ 2,4 milhões Total EUA: US$ 121,8 milhões Total Mundo: US$ 309,5 milhões

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    Orlando Bloom se junta a Andy Samberg em telefilme cômico sobre doping no ciclismo

    31 de julho de 2016 /

    O ator inglês Orlando Bloom (trilogia “O Hobbit”) se juntou a Andy Samberg (série “Brooklyn Nine-Nine”) no telefilme “Tour de Pharmacy”, nova produção cômica da HBO. Segundo o site Variety, o longa é um novo “mockumentary” (documentário fajuto), ao estilo da paródia esportiva “7 Days in Hell”, que Samberg fez com Kit Harrington (série “Game of Thrones”) para o canal pago em 2015. “Tour de Pharmacy” terá novamente um tema esportivo. Mas em vez de focar no tênis, como a partida interminável de “7 Days in Hell”, irá parodiar a indústria do doping que alimenta o ciclismo, abordando casos frequentes e documentados de atletas que usam drogas para vencer, como o astro americano Lance Armstrong. O diretor e o roteirista também são os mesmos de “7 Days in Hell”: Jake Szymanski e Murray Miller, respectivamente. Além de Bloom e Samberg, o elenco da produção ainda inclui Will Forte (série “The Last Man on Earth”), Julia Ormond (série “Witches of East End”), Phylicia Rashad (“Creed”), John Cena (“Irmãs”) e o boxeador Mike Tyson (“Se Beber, Não Case”).

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    Luc Besson é condenado a pagar mais por plágio de John Carpenter

    31 de julho de 2016 /

    O cineasta francês Luc Besson, que se prepara para lançar a ficção científica “Valerian e a Cidade dos Mil Planetas”, recebeu uma segunda condenação por plágio, e terá que pagar cerca de US$ 500 mil em compensação financeira para o diretor John Carpenter. Uma corte em Paris reiterou sentença anterior que já tinha considerado Besson culpado por copiar a sci-fi clássica “Fuga de Nova York” (1981), de Carpenter, em seu filme “Sequestro no Espaço” (2012). Besson não dirigiu o longa estrelado por Guy Pearce, mas co-escreveu o roteiro e produziu o filme, lançado por sua empresa, a EuropaCorp. A nova condenação aumentou a indenização que precisa ser paga a Carpenter pelo uso não autorizado de suas ideias na reciclagem lançada por Besson. Em novembro, o produtor francês foi condenado a pagar um valor bastante inferior – 50 mil euros para a produtora de “Fuga de Nova York”, 20 mil euros para Carpenter e 10 mil euros para Nick Castle, co-roteirista do filme de 1981. A justiça francesa reconheceu as muitas similaridades entre os dois filmes, que tem basicamente a mesma história, com a diferença que o longa francês se passa no espaço. “Sequestro no Espaço” trazia Guy Pearce como Snow, um ex-militar forçado a se infiltrar numa prisão espacial para resgatar a filha do Presidente americano (Maggie Grace), prisioneira dentro da instalação. Já em “Fuga de Nova York”, Kurt Russell interpreta Snake Plissken, um ex-militar forçado a uma missão de resgate do Presidente americano, cujo avião foi derrubado dentro da Ilha de Manhattan, transformada numa superprisão. Carpenter está atualmente envolvido, como produtor, num projeto de refilmagem de “Fuga de Nova York”, e isso pode ter influenciado sua decisão de processar a EuropaCorp, cuja “homenagem” (agora, oficialmente plágio) teria dificultado os planos do remake.

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    Velozes e Furiosos 8: Dwayne Johnson divulga foto de fuga da prisão

    30 de julho de 2016 /

    Depois de divulgar uma foto em que aparece como presidiário, o ator Dwayne Johnson divulgou em seu Instagram outra imagem reveladora de seu arco em “Velozes e Furiosos 8”. Na descrição, ele explica a cena como uma fuga insana do seu personagem, Luke Hobbs, de uma prisão de segurança máxima. Trata-se de um detalhe importante a história, que ainda não teve sua sinopse oficial revelada. O filme teve cenas rodadas na Islândia e em Cuba, e vai voltar a incluir o elenco do filme anterior, à exceção do falecido Paul Walker. Além disso, contará com Charlize Theron (“Mad Max: Estrada da Fúria”), Kristofer Hivju (série “Game of Thrones”), Scott Eastwood (“Uma Longa Jornada”) e Helen Mirren (“Red – Aposentados e Perigosos”). Dirigido por F. Gary Gray, o filme chega aos cinemas no dia 13 de abril de 2017.

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    O Quebra-Nozes: Morgan Freeman entra na nova fábula encantada da Disney

    30 de julho de 2016 /

    O ator Morgan Freeman (“Truque de Mestre”) entrou no elenco de “O Quebra-Nozes”, nova fábula da Disney. Segundo o site The Hollywood Reporter, ele deve interpretar o personagem misterioso chamado Drosselmeyer, que na história original de E.T.A. Hoffmann é o padrinho da protagonista. A trama de “The Nutcracker and the Four Realms” (título original) gira justamente em torno do boneco quebra-nozes que o padrinho dá de presente para a pequena Clara no Natal, e que ganha vida durante a noite. A produção já definiu que Clara será interpretada por Mackenzie Foy, que viveu a filha de Edward e Bella na “Saga Crepúsculo” (2012), além da jovem Murphy em “Interestelar” (2014). Além dela, o elenco também inclui a bailarina Misty Copeland A produção será dirigida pelo cineasta sueco Lasse Hallström (“Um Porto Seguro”) e vai integrar a nova leva de refilmagens de fábulas clássicas que vem marcando a produção cinematográfica da Disney.

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    Jason Bourne: Personagem de Alicia Vikander faz parte dos planos de continuação da franquia

    30 de julho de 2016 /

    O diretor Paul Greengrass, que assina “Jason Bourne”, revelou seus planos para o futuro da franquia. Em conversa com o site Deadline, ele deixou claro que criou os personagens de Alicia Vikander (“A Garota Dinamarquesa”) e Riz Ahmed (“O Abutre”) para incluí-los em possíveis continuações. “Na medida do possível, tentei construir um futuro para a franquia nesse novo filme, e os personagens de Alicia Vikander e Riz Ahmed são parte integral disso”, disse Greengrass, que, além de dirigir, assina o roteiro da produção com o montador Christopher Rouse. “Eu queria personagens que fossem da nossa realidade contemporânea, porque se você olhar para ‘O Ultimato Bourne’, ele é um filme um pouco datado dos anos 2000, e estamos em um mundo diferente, com um tipo de público diferente, hoje em dia”, continuou. “Eu queria criar personagens que vivessem nesse mundo de mídia social e essas outras coisas, e adoraria que alguém na Universal percebesse isso e retomasse de alguma forma. Não estou dizendo que não farei mais Bourne, mas o plano está aí mesmo que não seja comigo”. Além dos personagens citados, também foram introduzidos dois novos personagens no filme em 2012, chamado de “O Legado Bourne” e estrelado por Jeremy Renner e Rachel Weisz. Até recentemente, a Universal pretendia realizar um filme centrado em Aaron Cross, o papel de Renner.

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    Marvel muda os títulos dos próximos filmes dos Vingadores

    30 de julho de 2016 /

    O Marvel Studios anunciou mudanças nos títulos de seus próximos filmes dos Vingadores. Anteriormente chamados de “Vingadores: Guerra Infinita – Parte 1” e “Parte 2”, eles agora terão nomes distintos. O terceiro longa da franquia se chamará apenas “Vingadores: Guerra Infinita”, enquanto o quarto ficou sem título definido. Tal mudança já era esperada, após os diretores Joe e Anthony Russo anteciparem que isto aconteceria durante a divulgação de “Capitão América: Guerra Civil”. Segundo a dupla, eliminar a divisão em “Parte 1” e “Parte 2” ajuda a deixar mais claro que um filme não é sequência imediata do outro. Curiosamente, a mesma mudança aconteceu com os filmes da “Liga da Justiça”, que também tinham sido anunciados como “Parte 1” e “Parte 2”, mas passaram a ser tratados como lançamentos autônomos pela Warner. O estúdio não informou se também houve mudanças nos planos das filmagens. Originalmente, os dois filmes seriam rodados simultaneamente a partir de novembro. A expectativa é que todo o extenso elenco de super-heróis da Marvel esteja presente, seja como protagonista ou em breves participações. A estreia de “Vingadores: Guerra Infinita” está marcada para 4 de maio de 2018, enquanto “Vingadores 4” é esperado em 3 de maio de 2019.

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    Ação eletrizante de Jason Bourne começa a ficar repetitiva

    30 de julho de 2016 /

    “Jason Bourne”, título preguiçoso da quarta aventura do agente interpretado por Matt Damon – aquele com Jeremy Renner não conta -, é um filme para deleite dos fãs da franquia, que resgata as lutas cruas, secas, suadas, assim como as perseguições empolgantes que deixam qualquer filme da série “Velozes e Furiosos” no chinelo – um mérito da montagem histérica de Christopher Rouse, premiada com o Oscar por “O Ultimato Bourne” (2007). Como pontos positivos, também contam o olhar documentarista de Paul Greengrass de volta à direção, e Damon retomando seu papel de protagonista, porque não dá para engolir qualquer outro ator num filme de Jason Bourne. Adicionam-se à equação novos intérpretes de peso e 100% competentes – destaque para Tommy Lee Jones (“Homens de Preto”) e, principalmente, a gloriosa Alicia Vikander (“A Garota Dinamarquesa”), que quase transformam o herói da franquia em coadjuvante de seu próprio filme. E, claro, Bourne falando pouco, fazendo cara de “não me toque”, ora dando porrada, ora desaparecendo e andando/pilotando para lá e para cá. Tem até a trilha habitual e nervosa de John Powell (dividida aqui com David Buckley) e a musiquinha tradicional do Moby nos créditos finais. Ou seja, tudo em seu devido lugar. Faltou apenas um roteiro que justificasse tudo isso, uma trama tão ágil e eletrizante quanto as cenas de ação, capaz de transformar o filme num recomeço para a franquia, e não apenas uma versão similar do que já foi visto antes. A trama se resume a uma correria, porque é um fiapo de história, como aconteceu em “O Ultimato Bourne”, mas ali o que importava era o protagonista concluir a jornada recuperando de vez sua memória. O final da trilogia original, com Bourne nadando, sugeria uma vida em fuga, jamais em paz. Pois voltar para o fogo cruzado apenas conduz o protagonista para um ciclo infinito de mesmice. Só não dá para lamentar a ausência de Tony Gilroy como roteirista. Ele pode ter assinado a ex-trilogia, mas sem filtro de Greengrass e Damon mostrou do que realmente era capaz no infame “O Legado Bourne” (2012). O texto do novo filme foi construído pelo próprio Greengrass e o exímio montador Christopher Rouse com carinho pela série e uma preocupação sobre segurança e privacidade das informações numa era pós-Edward Snowden. Mesmo assim, o script é repleto de coincidências forçadas, reviravoltas pouco criativas e uma desnecessária intenção de emprestar ao retorno de Bourne uma motivação mais pessoal que a premissa contada em “A Identidade Bourne” (2002). Enfim, são clichês capazes de fazer a série continuar para sempre, ainda que esse novo filme já repita algumas ideias que deram certo nos filmes anteriores. Pelo menos serve para matar a saudade, após quase uma década sem ver o personagem. Mas uma provável continuação terá a obrigação de ousar mais.

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    Mãe Só Há Uma materializa nova provocação de Anna Muylaert

    30 de julho de 2016 /

    É natural que se busque uma associação entre os dois filmes mais recentes de Anna Muylaert, “Que Horas Ela Volta?” (2015) e o novo “Mãe Só Há Uma”. Afinal, ambos tratam do tema da maternidade e da questão da identidade. Mas se havia um pouco de caricatura cômica no drama de “Que Horas Ela Volta?”, desta vez o tom é abertamente dramático, tendo como ponto de partida uma história verídica de criança roubada. O filme acompanha Pierre (o estreante Naomi Nero, sobrinho de Alexandre Nero), um rapaz que costumava ter uma vida tranquila com a mãe (Daniela Nefussi, de “É Proibido Fumar”) e sua irmã pequena (Lais Dias). Até o dia em que descobre ter sido roubado na maternidade, vê sua mãe ser presa, descobre que tem outro nome e precisa se adaptar a um novo lar com seus pais biológicos, vividos por Matheus Nachtergaele (“Trinta”) e novamente por Nefussi, numa estratégia de casting que ajuda a acentuar a confusão mental do rapaz – bem como enfatizar o próprio título “Mãe Só Há Uma”. Interessante o modo como Muyalert constrói sua narrativa, com elipses que fazem a história de convivência de Pierre e sua nova família adquirir duração indeterminada, passando a impressão de abranger semanas no espaço de enxutos 82 minutos de projeção. Aliás, a edição é tão acertada que “Mãe Só Há Uma” é daqueles filmes que não exaurem o espectador, terminando no momento certo. Também muito importante é a construção do personagem Pierre/Felipe. Seu mundo vira de cabeça pra baixo justo quando ele está no processo de descobrir sua identidade sexual, que a trama faz questão de não simplificar. Desde o começo, ele é mostrado como um rapaz que gosta de usar calcinhas e maquiagem, mas que não deixa de transar com garotas por causa disso. Ele até faz muito sucesso com elas. Uma das cenas mais interessantes acontece quando ele vai provar uma roupa com seus pais biológicos, que querem moldá-lo à maneira deles. Em determinado momento, ele fala: “é só uma roupa!”, ao procurar fazê-los entender a bobagem que é discutir sobre aquilo. O que pode incomodar um pouco os espectadores é o modo como Muylaert, mais uma vez, trata alguns personagens quase como caricaturas. Desta vez, são os pais biológicos de Pierre, que lembram um pouco os pais de Fabinho em “Que Horas Ela Volta?” . Ainda assim, esse tipo de representação pode ser encarado como uma provocação da diretora, diante do modelo tradicional da família brasileira, numa continuação do que havia sido visto em seu trabalho anterior. O que importa é que estamos diante de mais uma obra sólida e consistente de uma cineasta que se mostra muito acima da média da atual cinematografia nacional.

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