Felicity Jones tem contrato para fazer mais um filme como Jyn Erso
A produtora Kathleen Kennedy já afirmou, categórica, que “Rogue One: Uma História Star Wars” não teria continuação. E quem for ao cinema saberá claramente porquê. Mesmo assim, o site The Hollywood Reporter revelou que a atriz Felicity Jones, protagonista do longa, assinou um contrato para fazer mais um filme da franquia. “Rogue One” tem tudo para bater recordes de bilheteria, o que provavelmente levaria a Disney a pressionar a LucasFilm, presidida por Kennedy, a retomar os personagens de algum modo. O desfecho da história, porém, não sugere mesmo um “Rogue Two”. O que deve acontecer é a personagem de Felicity, Jyn Erso, aparecer em flashbacks da saga principal, ou mesmo num spin-off que se passe na mesma época de seu filme – que cronologicamente antecede os eventos de “Guerra nas Estrelas” (1977). O fato é que, graças ao contrato assinado por Felicity Jones, os fãs ainda poderão ver Jyn Erso novamente. Nem que seja uma última vez.
História da continuação de Animais Fantásticos e Onde Habitam teria sido revelada
O site Internet Movie Data Base (IMDb) divulgou uma sinopse da sequência de “Animais Fantásticos e Onde Habitam”, que após começar a ser discutida na internet foi apagada rapidamente. As três frases adiantam uma parte significativa do suposto enredo da continuação. O texto diz que a trama começa dois anos após o término da primeira história e Newt já se tornou o autor publicado que sonhava. Ele tenta a todo custo se soltar das amarras emocionais com Leta Lestrange, mas isso fica difícil já que ela aparece em vários momentos tentando falar com ele. Sem conseguir mais fugir, ele conversa com Leta e descobre que ela traz uma mensagem de Dumbledore, que pede a ajuda de Newt para derrotar Gerardo Grindelwald de uma vez por todas. Embora a sinopse não tenha sido oficializada pela Warner, partes desse enredo foram adiantados em entrevistas com a escritora J.K. Rowling, o diretor David Yates e o produtor David Heyman. Anteriormente, eles haviam comentado que haveria a ampliação da presença de Johnny Depp como o vilão Gellert Grindelwald (ou Gerardo Grindelwald, na tradução dos livros), maior destaque para Zoe Kravitz (“Divergente”), que vive Leta, a ex-namorada de Newt Scamander (Eddie Redmayne), e que um jovem Dubledore seria introduzido na trama. Portanto, é bem provável que a sinopse seja mesmo esta. Ainda não foi confirmado quem será o novo Dumbledore. “Animais Fantásticos e Onde Habitam 2” está atualmente em pré-produção e começará a ser filmado em julho. A continuação será ambientada em Paris, mas também deve ter cenas na Inglaterra, cenário habitual de “Harry Potter”.
Didi e Dedé voltam a se juntar no trailer de Os Saltimbancos Trapalhões: Rumo a Hollywood
A Downtown Filmes divulgou o primeiro trailer de “Os Saltimbancos Trapalhões: Rumo a Hollywood”, 50º filme de Renato Aragão como Didi e que ainda marca a volta da grife “Os Trapalhões” aos cinemas, 18 anos após último filme em que Aragão filmou com o velho parceiro Dedé Santana, “Simão, o Fantasma Trapalhão” (1998). Trata-se de uma adaptação do recente musical de teatro “Os Saltimbancos Trapalhões” (2014), por sua vez inspirado no filme homônimo de 1981, estrelado pelos quatro trapalhões: Didi, Dedé, Mussum (1941-1994) e Zacarias (1934-1990). O detalhe é que o longa dos anos 1980 já era uma adaptação do musical infantil “Os Saltimbancos” (1977), com canções de Chico Buarque, que, por sua vez, também não era original, mas uma adaptação de um espetáculo italiano. É, portanto, a adaptação da adaptação da adaptação da adaptação. Entendeu, ô da poltrona? O saudosismo deve ser o maior apelo da produção, porque a prévia não parece especialmente engraçada, nem as coreografias vistas sugerem algo mais elaborado. O elenco ainda inclui Roberto Guilherme, outro membro do programa original “Os Trapalhões”, mais lembrado como o Sargento Pincel. A eles se unem Letícia Colin, Alinne Moraes, Emílio Dantas, Maria Clara Gueiros, Livian Aragão, Rafael Vitti, Nelson Freitas, Marcos Frota e Dan Stulbach. O longa conta a história da trupe do Grande Circo Sumatra que, juntos, tentam reverter a crise financeira da companhia. A trupe vai em busca de uma saída para a crise e Didi acredita – por meio de seus sonhos mirabolantes com animais falantes – que encontrarão a solução. Um novo show começa a ser criado, mas a ganância do Barão (Roberto Guilherme), a vigarice do Satã (Marcos Frota) e o poder manipulador do prefeito da cidade (Nelson Freitas) podem colocar tudo a perder. Dirigido por João Daniel Tikhomiroff (“Besouro”), “Os Saltimbancos Trapalhões: Rumo a Hollywood” tem estreia marcada para 19 de janeiro.
Amber Heard acusa Johnny Depp de não cumprir acordo de divórcio
A atriz Amber Heard deu entrada em documentos na Justiça alegando que Johnny Depp não pagou o valor acordado na separação dos dois, informou o site do tabloide britânico Daily Mirror. O ex-casal assinou o acordo em agosto que determina que ele pague US$ 7 milhões, que a atriz declarou que vai doar para a caridade. Entretanto, seus advogados informaram à Corte de Los Angeles que ele não pagou o valor. O ator também não pagou as custas do processo, que somadas ultrapassam US$ 35 mil. Além de não pagar os valores, os advogados de Heard afirmam que ele também não cumpriu com vários outros detalhes do acordo como a divisão de bens, a transferência de uma Range Rover para o nome da estrela, o envio de seus pertences da casa dele nas Bahamas e outros débitos pendentes com carros, joias e stylists. Amber declarou ainda que o astro quebrou o acordo também ao decidir ele próprio pagar a primeira parcela no valor de US$ 200 mil por meio de doação direta para caridade em seu nome, além de ter violado os termos de sigilo do que foi acertado entre eles. “Johnny soube que eu planejava doar o dinheiro para caridade e propositalmente para satisfazer seu desejo de não ter que me pagar, entregou o dinheiro no meu lugar”, diz a atriz na ação. “Ele também me acusou de ter quebrado o acordo de confidencialidade do nosso acerto por ter dito que eu iria doar o dinheiro para caridade. Mas na verdade eu fiz as doações de boa fé e estava respondendo aos vazamentos de informações dos empresários de Johnny, que tentavam me fazer parecer uma golpista”. Na suposta briga que culminou no divórcio do casal, a atriz acusa o Depp de ter jogado um celular em seu rosto. Segundo a coluna de celebridades Page Six, do jornal americano New York Post, não teria sido a primeira vez que Depp agrediu a então esposa. Um vídeo acabou surgindo em que ele aparecia bêbado, comportando-se de modo agressivo com a mulher.
Novo filme solo do Batman vai estrear em 2018
Após a notícia do adiamento do segundo filme da Liga da Justiça e da decisão da Warner em priorizar o filme solo do “Batman”, o executivo do estúdio Greg Silverman contou ao site Deadline que a produção escrita, dirigida e estrelada por Ben Affleck será lançada em 2018. Falando sobre os lançamentos do estúdio para o período, ele fez uma listagem completa: “Tem o segundo filme de ‘Animais Fantásticos’, e ‘Ready Player One’ parece um ambicioso filme do maior cineasta do mundo, Steven Spielberg, o que deixará o mundo em chamas. Tem o ‘Aquaman’ com James Wan, ‘Scooby Doo’, que será um enorme lançamento, e, então, ‘Lego Ninjago’. Depois, o ‘Batman’ de Ben Affleck”. A revelação do presidente de desenvolvimento criativo e produção mundial da Warner indica que o novo filme solo do herói de Gotham City chegará aos cinemas no fim de 2018. Isto significa que ele deve começar a ser rodado, no mais tardar, no segundo trimestre de 2017.
Oscar de Melhor Filme Estrangeiro define finalistas sem nenhum latino-americano
O Brasil ficou de fora da lista dos indicados ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira. A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA divulgou na noite desta quinta-feira (15/12) a lista com os nove finalistas da categoria, decepcionando muitos cinéfilos pelos títulos definidos. O brasileiro “Pequeno Segredo” acabou não emplacando, após ser escolhido sobre “Aquarius” pela comissão do Ministério da Cultura. Por outro lado, “Aquarius” tampouco conseguiu se qualificar para o Globo de Ouro. Na verdade, a Academia não deu brecha para nenhum filme latino-americano. Nem mesmo para o chileno “Neruda”, vencedor do prêmio Fênix e selecionado para o Globo de Ouro – que estreou justamente nesta quinta no Brasil. A lista é, na verdade, bem polêmica. Deixou de fora até o francês “Elle”, de Paul Verhoeven, que conquistou o Critics Choice Award da categoria e tem rendido vários prêmios à atriz Isabelle Huppert, além do espanhol “Julieta”, de Pedro Almodóvar. Já o melhor filme do ano, “A Criada”, nem foi submetido pela Coreia do Sul, que, assim como o Brasil, optou por um longa mais comercial. Em compensação, está lá o canadense “É Apenas o Fim do Mundo”, de Xavier Dolan, que apesar de premiado em Cannes foi massacrado pela crítica internacional – tem ridículos 44% de aprovação no Rotten Tomatoes, cotação que envergonha a lista do Oscar. Há até um desenho animado, o suíço “Ma Vie De Courgette”, de Claude Barras, que com isso ganha força para integrar a lista da categoria de animação. Mas o que mais chama atenção é o fato de a península da Escandinávia estar representada de forma integral. E talvez a maior surpresa seja mesmo a inclusão do norueguês “The King’s Choice”, de Erik Poppe, drama histórico que a crítica de seu país elogia muito, mas que é totalmente desconhecido para o público internacional, pois não passou em nenhum festival nem repercutiu fora de seu país. Com as ausências e equívocos, o caminho para a vitória do alemão “Toni Erdmann”, encontra-se praticamente assegurado. A comédia de Maren Ade também passou em branco em Cannes, mas venceu o chamado “Oscar europeu”, que é o prêmio de Melhor Filme do ano conferido pela Academia Europeia de Cinema, e vem conquistando todos os troféus em que não disputa com “Elle”. Premiado como Melhor Roteiro em Cannes, também chega forte o iraniano “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, cineasta que já venceu o Oscar por “A Separação” (2011). Para completar, outro veterano das premiações americanas, o russo Andrei Konchalovsky (não tem um Oscar, mas possui um Emmy) chega à competição com o peso do troféu de Melhor Diretor por seu novo filme, “Paraíso”, no recente Festival de Veneza. Vale apontar ainda que, dos nove candidatos, seis são europeus (metade vindo da Escandinávia) e que o candidato canadense também é estrelado por europeus. Assim sendo, apenas o filme australiano (centrado em aborígenes) e o representante asiático não retratam dramas de homens brancos. Confira abaixo a lista completa dos pré-selecionados. A relação definitiva dos cinco indicados será conhecida no dia 24 de janeiro de 2017, quando serão anunciados todos os concorrentes ao Oscar 2017. Finalistas do Oscar 2017 de Melhor Filme em Língua Estrangeira “O Apartamento”, de Asghar Farhadi (Irã) “É Apenas o Fim do Mundo”, de Xavier Dolan (Canadá) “Um Homem Chamado Ove”, de Hannes Holm (Suécia) “Ma Vie de Courgette”, de Claude Barras (Suíça) “Paraíso”, de Andrei Konchalovsky (Rússia) “Tanna”, de Bentley Dean e Martin Butler (Austrália) “Terra de Minas”, de Martin Zandvliet (Dinamarca) “The King’s Choice”, de Erik Poppe (Noruega) “Toni Erdmann”, de Maren Ade (Alemanha)
Stan Against Evil é renovada para a 2ª temporada
O canal pago americano IFC renovou a comédia de terror “Stan Against Evil” para sua 2ª temporada. A decisão era esperada, desde que a estreia da série, em 2 de novembro, registrou recorde de audiência. A atração gira em torno de Stan Miller, ex-xerife de uma cidadezinha forçado a se aposentar. Mesmo tendo dificuldades em aceitar Evie Barret, a bela e durona nova xerife da cidade, eles acabam formando uma aliança improvável quando percebem que a tranquilidade do local está sendo interrompida por uma praga de demônios. É que o município foi erguido sobre as cinzas do local de execução de dezenas de bruxas no século 17. Como se pode notar pela premissa, não é só no título que “Stan Against Evil” lembra “Ash vs. Evil Dead”. Criada por Dana Gould, roteirista da série animada “Os Simpsons”, a atração é protagonizada por John C. McGinley (o eterno Dr. Perry Cox de “Scrubs”) e Janet Varney (que além de atuar em “You’re the Worst” é a dubladora original de Korra, de “Avatar: A Lenda de Korra”). O elenco ainda inclui Deborah Baker Jr. (também no ar na série “The Great Indoors”) e Nate Mooney (série “American Odyssey”).
Bruxinha Ramona estrela segundo vídeo místico da Turma da Mônica Jovem
A produção do filme da “Turma da Mônica Jovem” divulgou um segundo vídeo da personagem Ramona. Pelo jeito, ela vai mesmo seguir carreira de youtuber mística – e já tem até vinheta e bordão para abrir e concluir seus vídeos. Depois de descrever as características arianas da Mônica no primeiro vídeo, ela agora discorre sobre os demais membros da turma do Limoeiro, deixando estrategicamente alguns bem famosos para uma terceira aparição. Assim como no primeiro vídeo, a espontaneidade da atriz Amanda Torre, de apenas 13 anos, é que faz parecer que a ruivinha é uma pessoa real e não uma invenção dos quadrinhos. A personagem pode até parecer novidade para quem não acompanha tão de perto as criações de Mauricio de Sousa, mas a jovem bruxa Ramona tem, inclusive, destaque na edição 100 da “Turma da Mônica Jovem” lançada neste mês. Apesar da definição de Amanda como Ramona, o filme da “Turma da Mônica Jovem” ainda não revelou os demais atores, nem sequer se há testes em andamento. Também não se sabe quem vai dirigir o longa, que por sinal já tem previsão de lançamento: para o segundo semestre de 2018.
Elogiadíssimo e premiado, terror sul-coreano O Lamento ganha trailer legendado
A California Filmes divulgou o trailer legendado do terror sul-coreano “O Lamento”, novo filme de Na Hong-jin, responsável pelo excelente suspense de serial killer “O Caçador” (2008). A prévia explora o clima tenso do longa, com direito a chacinas, convulsões e muita superstição, além de demonstrar, com atmosfera sinistra, porque tem sido comparado à “Twin Peaks”. Na trama, a chegada de um estranho misterioso em uma cidadezinha tranquila coincide com uma onda de assassinatos cruéis, causando pânico e desconfiança entre os moradores. Quando a filha do policial responsável pela investigação (Kwak Do-won, de “O Homem de Lugar Nenhum”) cai vítima de uma possível maldição, ele chama um xamã para ajudar a encontrar o culpado. Escrito e dirigido por Na Hong-jin, “O Lamento” foi premiado em diversos festivais internacionais de cinema fantástico e recebeu nota de obra-prima no site Rotten Tomatoes, com 98% de aprovação da crítica americana. A estreia acontece em 22 de dezembro no Brasil.
Trailer de Kiki – Os Segredos do Desejo explora os mais diversos fetiches sexuais
A Imovision divulgou o trailer legendado de “Kiki – Os Segredos do Desejo”, comédia sexual indicada ao prêmio Goya 2017, o Oscar espanhol. A prévia resume a premissa, ao mostrar um psicanalista aconselhando um casal a explorar suas fantasias. O resultado é um catálogo de fetiches e práticas pouco convencionais, desde a dacrifilia (a curiosa prática de pessoas que sentem prazer ao ver o parceiro chorar) até a somnofilia (quem gosta de ter relações sexuais com alguém que esteja dormindo). Há também fetiches mais “convencionais”, como pedolatria (desejo por pés), nas histórias de cinco casais que buscam quebrar seus tabus. O filme é, na verdade, remake do australiano “A Pequena Morte” (2015), escrito e dirigido por Josh Lawson (ator da série “Superstore”). A versão espanhola também ficou a cargo de um ator, escrita e dirigida por Paco León (“Dieta Mediterrânea”), que também atua no filme. A estreia está marcada para 19 de janeiro no Brasil.
Sete Minutos Depois da Meia-Noite lidera indicações ao Goya, o Oscar espanhol
A organização dos prêmios Goya, considerado o Oscar do cinema espanhol, divulgou seus indicados a melhores do ano. E uma coprodução hollywoodiana disparou na frente. A fantasia “Sete Minutos Depois da Meia-Noite”, dirigida por Juan Antonio Bayona, mas falada em inglês, escrita por um americano e estrelada por atores britânicos, lidera em indicações, concorrendo em 12 categorias. Bayona já venceu dois prêmios Goya, como Melhor Diretor Estreante por seu primeiro filme, o terror “O Orfanato” (2007), e o de Melhor Diretor pelo drama de desastre “O Impossível (2012). Em “Sete Minutos Depois da Meia-Noite”, ele conta a história de um menino (Lewis MacDougall) que enfrenta a doença da mãe (Felicity Jones) com sua imaginação e a ajuda de um monstro (Liam Neeson). Sigourney Weaver é a única americana do elenco e concorre, pelo papel da vovó, ao Goya de Melhor Atriz Coadjuvante. O principal concorrente da superprodução de Bayona é um drama indie, “Tarde Para la Ira”, de Raúl Arévalo. Mesmo sendo o único longa na disputa de Melhor Filme que não tem financiamento das grandes redes de TV do país, conseguiu 11 indicações, uma façanha para Arévalo, que estreia como diretor após 15 anos trabalhando como ator de cinema. Ele já venceu o Goya como Melhor Ator Coadjuvante por “Gordos” (2009) e foi indicado outras quatro vezes – a mais recente pelo ótimo suspense “Pecados Antigos, Longas Sombras” (2014). A lista também inclui “Julieta”, de Pedro Almodóvar, que obteve sete indicações. Apesar de ter passado em branco no Festival de Cannes, o longa de Almodóvar é o candidato espanhol a uma vaga no Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Entre as curiosidades, o boicote ao filme “La Reina de España”, de Fernando Trueba – porque o diretor disse, em entrevista, que não se sentia espanhol – não impediu que Penélope Cruz fosse indicada como Melhor Atriz, nem a temática fetichista da comédia sexual “Kiki – Os Segredos do Desejo” – ou o fato de ser remake de um filme australiano – intimidou a Academia Espanhola a lhe conceder quatro indicações. Para completar, mais uma vez o Brasil ficou de fora da premiação, que selecionou filmes da Venezuela, Colômbia, Argentina e México na categoria de Melhor Filme Ibero-Americano. A cerimônia do Goya será realizada no dia 4 de fevereiro. Confira abaixo a lista com alguns dos principais indicados. Indicados ao prêmio Goya 2016 Melhor Filme “El Hombre de Las Mil Caras”, de Alberto Rodríguez “Julieta”, de Pedro Almodóvar “Que Dios nos Perdone”, de Rodrigo Sorogoyen “Tarde Para la Ira”, de Raúl Arévalo “Sete Minutos Depois da Meia-Noite”, de Juan Antonio Bayona Melhor Direção Alberto Rodríguez, por “El Hombre de Las Mil Caras” Pedro Almodóvar, por “Julieta” Rodrigo Sorogoyen, por “Que Dios nos Perdone” J.A. Bayona, por “Sete Minutos Depois da Meia-Noite” Melhor Diretor Estreante Salvador Calvo, por “1898. Los Últimos de Filipinas” Maro Crehuet, por “El Rey Tuerto” Nely Reguera, por “María (Y los Demás)” Raúl Arévalo, por “Tarde para la Ira” Melhor Ator Eduard Fernández, por “El Hombre de Las Mil Caras” Roberto Álamo por “Que Dios nos Perdone” Antonio de la Torre, por “Tarde para La Ira” Luis Callejo, por “Tarde para La Ira” Melhor Atriz Emma Suárez, por “Julieta” Carmen Machi, por “La Puerta Abierta” Penélope Cruz, por “La Reina de España” Bárbara Lennie, por “María (Y los Demás)” Melhor Ator Coadjuvante Karra Elejalde, por “100 metros” Javier Gutiérrez, por “El Olivo” Javier Pereira, por “Que Dios nos Perdone” Manolo Solo, por “Tarde para la Ira” Melhor Atriz Coadjuvante Candela Peña, por “Kiki – Os Segredos do Desejo” Emma Suárez, por “La Próxima Piel” Terele Pávez, por “La Puerta Abierta” Sigourney Weaver, por “Sete Minutos Depois da Meia-Noite” Melhor Ator Revelação Ricardo Gómez, por “1898. Los Últimos de Filipinas” Rodrigo de la Serna, por “Cien Años de Perdón” Carlos Santos, por “El Hombre de Las Mil Caras” Raúl Jiménez, por “Tarde para la Ira” Melhor Atriz Revelação Silvia Pérez Cruz, por “Cerca de tu Casa” Ánna Castillo, por “El Olivo” Belén Cuesta, por “Kiki – Os Segredos do Desejo” Ruth Díaz, por “Tarde para la Ira” Melhor Roteiro Original Jorge Guerricaechevarría, por “Cien Años de Perdón” Paul Laverty, por “El Olivo” Isabel Peña e Rodrigo Sorogoyen, por “Que Dios nos Perdone” David Pulido e Raúl Arévalo, por “Tarde para la Ira” Melhor Roteiro Adaptado Alberto Rodríguez e Rafael Cobos, por “El Hombre de Las Mil Caras” Pedro Almodóvar, por “Julieta” Fernando Pérez e Paco León, por “Kiki – Os Segredos do Desejo” Patrick Ness, por “Sete Minutos Depois da Meia-Noite” Melhor Direção de fotografia Alex Catalán, por “1898. Los Últimos de Filipinas” José Luis Alcaine, por “La reina de España” Arnau Valls Colomer, por “Tarde para la Ira” Óscar Faura, por “Sete Minutos Depois da Meia-Noite” Melhor Trilha Sonora Original Julio de la Rosa, por “El Hombre de Las Mil Caras” Pascal Gaigne, por “El Olivo” Alberto Iglesias, por “Julieta” Fernando Velázquez, por “Sete Minutos Depois da Meia-Noite” Melhor Canção Original “Descubriendo India”, de Luis Ivars, em “Bollywood Made in Spain” “Ai, ai, ai”, de Silvia Pérez Cruz, em “Cerca de Tu Casa” “Muerte”, de Zeltia Montes, em “Frágil Equilibrio” “Kiki”, Mr.Kí feat Nita de Alejandro Acosta, Cristina Manjón, David Borras Paronella, Marc Peña Rius e Paco León, em “Kiki – Os Segredos do Desejo” Melhor Animação “Ozzy” “Psiconautas, los Niños Olvidados” “Teresa eta Galtzagorri” Melhor Filme Iberoamericano “Anna”, de Jacques Toulemonde Vidal “De Longe te Observo”, de Lorenzo Vigas “El Ciudadano Ilustre”, de Gastón Duprat e Mariano Cohn “Las Elegidas”, de David Pablos Melhor Filme Europeu “O Mestre dos Gênios”, de Michael Grandage “O Filho de Saúl”, de László Nemes “Elle”, de Paul Verhoeven “Eu, Daniel Blake”, de Ken Loach
Bernard Fox (1927 – 2016)
Morreu o ator galês Bernard Fox, até hoje lembrado como o doutor Bombay na série clássica “A Feiticeira”. Ele faleceu em Los Angeles na quarta-feira (14/12), aos 89 anos, após sofrer insuficiência cardíaca. Fox, na verdade, nasceu Bernard Lawson, em 11 de maio de 1927, no País de Gales. Filho de atores de teatro, estreou nos palcos ainda bebê, quando os pais precisaram de uma criança para uma peça. Na pré-adolescência, já trabalhava como assistente de diretor de um teatro. Entre 1958 e 1959, ele estrelou a série britânica “Three Live Wires”, comédia sobre três jovens que trabalhavam no mesmo departamento de uma loja de eletrodomésticos. Mas o amor mudou o rumo de sua carreira. Após se casar com a atriz americana Jacqueline Holt, com quem contracenou numa peça, ele acabou se mudando para os EUA em 1962, onde acabou acumulando participações em séries clássicas. Ele apareceu em séries tão diferentes quanto “Combate”, “Perry Mason”, “Jeannie É um Gênio”, “O Agente da UNCLE”, “James West”, “E As Noivas Chegaram”, “Daniel Boone”, “O Rei dos Ladrões”, “Têmpera de Aço”, “A Família Dó-Ré-Mi”, “Galeria do Terror”, “Columbo”, “Barnaby Jones”, “M*A*S*H”, “Os Gatões”, “Ilha da Fantasia”, “Casal 20”, “O Barco do Amor”, “A Supermáquina”, “Duro na Queda” e “Assassinato por Escrito”, entre outras. Mas é mais lembrado por dois papéis marcantes. O ator teve participações recorrentes nas séries de comédias “Guerra, Sombra e Água Fresca” (1965–1971), na qual interpretou o Coronel Rodney Crittendon, um oficial britânico prisioneiro de guerra, e principalmente em “A Feiticeira” (1964–1972), onde roubou as cenas como o Dr. Bombay, um médico de bruxas que tratava doenças sobrenaturais com sintomas bizarros. Bombay costumava atender chamados de emergência de Samantha (Elizabeth Montgomery) nas horas mais impróprias, sendo geralmente convocado em seus momentos de laser – ele sempre aparecia em meio a uma nuvem de fumaça, por vezes trajado à rigor para uma noite na ópera, outras vez com traje de mergulho, equipamento de alpinismo e até enrolado em uma toalha, prestes a tomar banho. Bombay fez tanto sucesso que Bernard voltou a interpretá-lo em mais duas atrações: no spin-off “Tabitha”, dos anos 1970, centrado na filha de “A Feiticeira”, e mais recentemente na novela “Passions”, dos anos 2000, passada numa cidade onde ocorriam alguns eventos sobrenaturais. Bombay apareceu duas vezes na cidade para atender a bruxa Tabitha, inspirada na personagem de “A Feiticeira”. No cinema, ele ainda coadjuvou em “Aguenta Mão” (1966), musical de rock com a banda inglesa Herman’s Hermits, no filme derivado da série “Os Monstros”, “Monstros, Não Amolem” (1966), e nas comédias “Herbie – O Fusca Enamorado” (1977) e “De Volta aos 18” (1988). Mas sua filmografia chama mais atenção por um detalhe curioso. Ele foi o único ator de “Titanic” (1999) que já tinha afundado com o navio antes. No início da carreira, Bernard figurou como um marinheiro em “Somente Deus por Testemunha” (1958), o melhor filme sobre o naufrágio do Titanic até James Cameron dirigir a sua famosa versão. Curiosamente, seus dois personagens sobreviveram em ambas as filmagens. Seu último filme foi “A Múmia” (1999) e sua última aparição na TV aconteceu na série “Dharma & Greg” em 2001.
Neruda diverte, emociona e volta a destacar o talento do diretor chileno Pablo Larraín
O poeta Pablo Neruda (1904-1973), prêmio Nobel de Literatura, é uma das maiores referências culturais do Chile em todos os tempos. O poeta do amor também teve forte participação política, foi senador da República, vinculado ao Partido Comunista. E nessa condição chegou a apoiar a eleição de Gabriel González Videla (1898-1980). Mas Videla se tornaria, depois, um forte perseguidor dos comunistas. Em 1948, promoveu uma verdadeira caça, conhecida como “A Lei Maldita”, a versão chilena do macartismo nos Estados Unidos, na mesma época. A força da União Soviética, após a vitória na 2ª Guerra Mundial, incomodava muito e era preciso combatê-la. A Guerra Fria vigorava. Segundo um diálogo do filme “Neruda”, de Pablo Larraín, o presidente do Chile tem um chefe: é o presidente dos Estados Unidos. Logo, é natural que siga as ordens da matriz. Bem, o fato é que Pablo Neruda, na condição de senador, atacou o presidente González Videla e denunciou tudo o que estava acontecendo com centenas de presos e perseguidos. Claro que se tornou um deles, teve que se esconder e brincar de gato-e-rato com a polícia, que estava em seu encalço. A história dessa perseguição é o assunto do filme “Neruda”, protagonizado por Luís Gnecco, no papel do poeta, e pelo ator mexicano Gael García Bernal, no papel do policial Oscar Peluchoneau, filho de um grande agente que havia marcado história na polícia. Curiosamente, o personagem secundário do policial é quem narra a história, é do seu ponto de vista que vamos conhecendo o que se passou. Inclusive, com direito a falas em off, que narram, explicam o que acontece na tela, na visão dele. Recurso que incomoda e é desnecessário. No entanto, é interessante o enfoque do filme, produz uma história de suspense ao estilo noir, que é capaz de interessar uma plateia menos politizada. A caçada é emocionante, tem lances curiosos, surpresas, e é uma produção ficcional com base na realidade histórica. O policial Oscar é uma criação do escritor, existe só em função de Neruda, só relacionado a ele, não dispõe de realidade própria. E é o centro da narrativa do filme, contando com um ator global que puxa plateias, como Gael García Bernal. Essa mesma história já havia sido filmada no Chile, em caráter ficcional, há dois anos. O filme “Neruda – Fugitivo” (2014), de Manuel Basoalto, que é parente de Neruda, é bem inferior ao trabalho atual de Larrain, que vai mais fundo, questiona e inova sua narrativa, sem medo de tirar o poeta do pedestal em que se encontra. Pablo Neruda cresceria de importância internacional depois desse episódio narrado nesses filmes, e só morreria em 1973, doze dias depois de instaurado o golpe militar que levou Augusto Pinochet ao poder e que produziu uma das ditaduras mais sanguinárias do continente. Oficialmente, Neruda morreu em decorrência de câncer de próstata, mas um calmante que lhe foi injetado teria produzido a parada cardíaca que o matou. Há quem não só questione como ainda esteja investigando a hipótese de assassinato, perfeitamente plausível naquele momento político. Mas essa já é uma história posterior, que não está no filme. Talvez no futuro, em um novo filme, novas revelações possam aparecer. O diretor Pablo Larraín já refletiu sobre a ditadura de Pinochet numa trilogia, com “Tony Manero” (2008), “Post Mortem” (2010) e mais explicitamente em “No” (2012), sobre o plebiscito que tirou o ditador do poder. Brilhou ainda mais com “O Clube” (2015), que trata com muita clareza da pedofilia dentro do clero da igreja católica. Mostra-se um cineasta que mergulha na história chilena, fazendo um cinema político importante e crítico, com posição, mas sem qualquer dose de panfletarismo, além de demonstrar uma técnica que não deve nada à Hollywood. Não por acaso, “Neruda” concorre ao Globo de Ouro 2017, ao mesmo tempo em que Larraín é reconhecido nas premiações americanas por outro filme que fez neste ano, sua estreia nos EUA: “Jackie”.












