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Filme

Xolo Maridueña retorna como Besouro Azul em “Homem do Amanhã”

Ator de “Cobra Kai” participará da sequência de “Superman”, que já está sendo filmada

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15 de julho de 2026
Filme

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14 de julho de 2026
Filme

Robert De Niro caça assassino de crianças no trailer de “O Homem que Sussurra”

Suspense da Netflix acompanha escritor que procura o filho sequestrado com a ajuda do pai policial aposentado

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14 de julho de 2026
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    Leonardo DiCaprio de Trancoso seria fake

    1 de janeiro de 2017 /

    Leonardo DiCaprio está realmente aproveitando a praia no calor tropical sul-americano. Mas em Las Cañas, na República Dominicana. Pelo menos é o que garante o produtor Raul Gurterres, que teve contato com ele no fim de semana. E o Leonardo DiCaprio que está pegando um sol em Trancoso, na Bahia? 100% fake. A informação e as fotos de um sósia foram divulgadas pela assessoria da agência Haute, empresa responsável pelos eventos em Trancoso durante o verão. O fotógrafo da agência Agnews, Gabriel Reis, que alugou uma casa com outros profissionais para registrar o réveillon em Trancoso, clicou novamente o suposto Leonardo DiCaprio na sexta-feira (31/12) e ele não saiu tão parecido assim com o astro de “O Regresso” (2015) nas novas imagens. Gabriel ainda disse que conversou com ele. E não era DiCaprio. “Tudo armação. Desde a primeira notícia plantada. Gastamos mais de R$ 5 mil para vir aqui fazer paparazzi e eles arrumam um sósia. O pior é que gente importante que estava perto dele na praia me pedia para não desmentir. Uma vergonha. Trancoso nunca mais será um local de eventos sérios e promoters que eu possa confiar. Tudo foi feito pra bombar a cidade. Pior é que no final o figurão perto do DiCaprio fake me falou preocupado que em momento algum eles falaram que ele era o DiCaprio. Que na verdade os fotógrafos e imprensa que se confundiram. Mentira. Porque eu recebi a informação que o DiCaprio estava descendo para a praia do Uxuá com o tal figurão”. Procurado pelo site Ego, a assessoria da agência Haute insiste que, sim, que Leonardo DiCaprio está na Bahia e que o homem na imagem divulgada é o ator. “Todas as fotos que nós mandamos eram do Leonardo. Faremos uma foto dele no evento, só que ele vai na festa do Taípe que é hoje à noite, então só terei as fotos amanhã (1/12)”, disse. Mas logo depois, a assessoria voltou atrás e disse que a presença de Leonardo DiCaprio não estava mais confirmada no evento.

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    Disney receberá seguro milionário pela morte de Carrie Fisher

    1 de janeiro de 2017 /

    A morte da atriz Carrie Fisher, no último dia 27, deve fazer a Disney acionar um seguro milionário. Segundo a companhia de seguros Lloyds, de Londres (via Insurance Insider), a Disney receberá US$ 50 milhões por conta de uma apólice que protegia a empresa, caso Fisher não pudesse cumprir seu contrato de três filmes na nova trilogia de “Star Wars”. Trata-se de um dos maiores pagamentos para acidentes pessoais da história. Carrie Fisher já havia terminado de filmar suas cenas em “Star Wars: Episódio VIII”, mas, segundo rumores, desempenharia um papel importante no “Episódio IX”. Por conta de sua morte, as filmagens foram adiadas e o roteiro da conclusão da trilogia terá que passar por alterações, que justifiquem a ausência de sua personagem, a General Leia. Última aparição da atriz no cinema, “Star Wars: Episódio VIII” estreia em 14 de dezembro no Brasil.

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    Adilson Maghá (1948 – 2016)

    1 de janeiro de 2017 /

    Morreu o ator mineiro Adilson Maghá. Ele faleceu no sábado (31/12), em um hospital de Belo Horizonte, aos 68 anos de idade. O artista lutava contra um câncer no pulmão que acabou atingindo o cérebro, por metástase. Maghá chegou a ser submetido a uma cirurgia cerebral nesta semana, mas acabou não resistindo. Nascido em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, em maio de 1948, Maghá iniciou carreira artística nos anos 1960 como cantor e compositor, mas acabou seguindo rumo às artes cênicas, inicialmente no teatro, quando foi autor, ator e diretor. Também trabalhou como administrador do Teatro Santa Maria de Belo Horizonte. Deu aulas de técnica teatral e foi o fundador-presidente do Grupo Cena de Teatro. Seu primeiro trabalho na TV foi na minissérie “Grande Sertão: Veredas” (1985) na Rede Globo, mas apenas recentemente veio a se tornar presença constante nas novelas do canal, participando do elenco de “Sete Pecados” (2007), “Caminho das Índias” (2009) e “Araguaia” (2010). Seu último papel foi uma participação em “Velho Chico” (2016). A carreira cinematográfica também é recente, e inclui títulos como “O Vestido” (2003), “Confronto Final” (2005), “Oração do Amor Selvagem” (2015) e o inédito “Vazante”, selecionado para o Festival de Berlim. O diretor de teatro Pedro Paulo Cava, amigo do ator, postou uma homenagem ao ator. “Último dia do ano que traz tristeza para a cena mineira. Deixou-nos esta madrugada o nosso querido Adilson Maghá, um dos mais instigantes e criativos atores brasileiros. Generoso, alegre, excelente profissional, um companheiro imprescindível nesta trajetória de lutas pelo bom teatro em Minas Gerais.”

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    Invasão Zumbi é o filme perfeito para finalizar um ano tenebroso

    31 de dezembro de 2016 /

    O presente em combustão espontânea. As fábricas queimam, as cidades se deterioram, a população vira morto-vivo. Resta contaminar os passageiros de um trem bala que atravessa a Coréia do Sul rumo a cidade de Busan. Essa é a simples premissa de “Invasão Zumbi”, uma das boas surpresas do cinema coreano este ano (sendo a outra “O Lamento” também em cartaz). O diretor do filme, Yeon Sang-ho, vem da animação, o que talvez explique o contraste que cria entre a movimentação caótica das massas e o rigor do enquadramento em cenários geométricos. A arquitetura das estações, o trem, os trilhos, sugerem uma tentativa de trazer algumas das belezas planas dos animes para o mundo de personagens de carne e osso. E a aventura flui de forma empolgante, nunca resvalando pro previsível. Interessante como os sobreviventes do trem não escapam da velha e boa luta de classes. Manter a hierarquia num mundo de zumbis pode ser mais cruel do que se imagina. O especulador da bolsa de valores só não vira um predador por causa da filha, o segurança fortão preserva o equilíbrio por conta da esposa grávida e o colegial se prende a namorada. De resto, quem não tem a quem se apegar, dá uma banana pro lema da união. É o salve-se quem puder que a beleza capitalista nos ensinou a praticar desde criancinhas sem compaixão. É isto o que importa ao diretor Yeon Sang-ho: ninguém consegue manter a confiança contida depois que o cenário de caos se instaura. Afinal, por que preservar o papel social, se não é mais necessário? Buñuel brincou com o tema em “O Anjo Exterminador” (1962) e fez uma obra-prima. “Invasão Zumbi” trata do mesmo assunto sem transcendê-lo, mas a questão está lá. Limpa e cristalina. Os zumbis não são alegorias de degeneração, mas metáforas de ordem e obediência canina ao sistema. Por isso, os filmes do gênero vem fazendo tanto sucesso. Toda arte moderna parece convergir para a expressão deste medo primal, de que o insano e corrupto já passaram da conta, com o fundo do poço revelando novos monstros. Monstros com um pé na realidade muito maior do que desejamos. E então resta ao cinema de horror nos confortar, mostrar que quando acenderem as luzes estará tudo bem. Estará mesmo? Esses problemas não preocupam a maioria dos cineastas, mas são a preocupação consciente ou inconsciente de uma minoria cuja influência sempre se prova decisiva. Sentimos, vendo um filme como “Invasão Zumbi”, que é assim que a vida nos parece realmente. Pomos de lado tudo que filósofos, psicólogos e outros cientistas nos enfiaram na cabeça, nossos hábitos culturais, determinados pelo contexto intelectual da nossa época, e voltamos à simplicidade da criança que vê, sente e tatilmente apreende o que é possível da realidade. Sang-Ho dá esse vislumbre confuso de aflição e divertimento pra gente, fazendo de “Invasão Zumbi” um perfeito fecho de ouro para esse tenebroso 2016.

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    Disney vence processo de plágio contra animação chinesa que copiava Carros

    31 de dezembro de 2016 /

    A Disney obteve uma vitória importante contra a pirataria na China. Um tribunal de Xangai ordenou que duas empresas chinesas, entre elas a Blue MTV (sério, é o nome da empresa), paguem quase US$ 200 mil à Disney e à Pixar em indenizações por copiar partes dos filmes “Carros” (2006) e “Carros 2” (2011) num filme chamado “The Autobots”. O processo afirma que os personagens, as falas e artes da animação “The Autobots” eram basicamente iguais aos de seus filmes. O tribunal concordou, inclusive, que os personagens K1 e K2 de “Autobots” eram similares aos personagens Relâmpago McQueen e Francesco Bernoulli, informou a agência nacional de notícias Xinhua. A sentença ordena que os plágios cessem imediatamente, com a retirada do filme de circulação, e o pagamento de 1 milhão de iuanes como compensação financeira, além de 350 mil iuanes pelas despesas legais com o processo. A Xinhua afirmou que a indenização total será maior do que 1,35 milhão de iuanes, mas não listou quais outros pagamentos serão feitos. Este tipo descarado de “remake” é bastante comum na China. Plágios recentes incluem “Crazy Toy City”, versão de “Zootopia” (2016), “Mad Shelia”, versão de “Mad Max: Fúria na Estrada” (2015) e “Fifty Shades of Black”, que teve o mesmo título em inglês da já paródia “Cinquenta Tons de Preto” (2016). A Disney está investindo muito na China, incluindo a recente abertura de um parque temático em Xangai, ao custo de US$ 5,5 bilhões. Será o primeiro estabelecimento do tipo na China continental. Além disso, as animações “Zootopia – Essa Cidade é o Bicho” e “Operação Big Hero” foram grandes sucessos em terras chinesas. Recentemente, a montadora BMW e o ex-jogador de basquete Michael Jordan também venceram processos relativos à propriedade intelectual na China.

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    Sylvester Stallone confirma filmagens de Os Mercenários 4

    31 de dezembro de 2016 /

    O ator Sylvester Stallone confirmou que a franquia “Os Mercenários” vai ganhar um quarto filme. Num vídeo postado em seu Facebook na sexta (30/12), ele adiantou que está malhando para voltar à franquia e que a atitude e as ideias para o retorno são animadoras. Além de Stallone, Arnold Schwarzenegger e Jason Statham também estariam confirmados para as filmagens, que devem começar na primavera americana, no segundo trimestre do ano. O próprio Stallone vai escrever o roteiro, ao lado de Gregory Poirier (“A Lenda do Tesouro Perdido 2”), e ainda não há diretor definido. Os boatos de que o filme estaria em produção começaram após a distribuidora Splendid Film revelar ter adquirido seus direitos de distribuição na Alemanha. A expectativa é de um lançamento em 2018. Publicado por Sylvester Stallone em Sexta, 30 de dezembro de 2016  

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    Tyrus Wong (1910 – 2016)

    31 de dezembro de 2016 /

    Morreu o artista chinês Tyrus Wong, que ajudou a conceber um dos personagens mais queridos da história da animação, o pequeno Bambi do filme homônimo de Walt Disney. Ele faleceu na noite de sexta (31/12) nos EUA, aos 106 anos de idade. Nascido em Cantão, na China, em 1910, Wong trabalhou nos estúdios Walt Disney durante apenas três anos, entre 1938 e 1941. Mas foi fundamental para o longa-metragem do filhotinho de cervo. Enquanto trabalhava no estúdio, desenhando curtas de Mickey Mouse, Wong soube que havia começado a fase de pré-produção de “Bambi” (1942). Por conta própria, pintou vários esboços de cervos em uma floresta, usando tons pasteis e interpretação impressionista. E as artes foram parar na mesa de Walt Disney, que se encantou e decidiu usá-las como base para o estilo visual do filme, principalmente para criar o visual da floresta de Bambi. “Walt Disney viu que Tyrus (Wong) era capaz de produzir obras de arte excelentes, que não necessariamente pareciam a floresta, mas se sentiam como a floresta. A visão que Walt Disney teve sobre Bambi e o uso que fez do trabalho de Tyrus ainda influencia os filmes de hoje”, manifestou-se em comunicado o The Walt Disney Family Museum. Após trabalhar para os estúdios de Walt Disney, Wong foi contratado pela produtora Warner Bros., onde trabalhou no departamento de arte de dezenas de filmes como “Juventude Transviada” (1955), “A Volta ao Mundo em 80 Dias” (1956) e “Meu Ódio Será Sua Herança” (1969). Em 2015, sua arte foi tema de um documentário, batizado apenas com seu primeiro nome, “Tyrus”.

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    Rooney Mara e Ben Mendelsohn estrelam primeiro trailer do suspense psicológico Una

    31 de dezembro de 2016 /

    O suspense psicológico “Una”, estrelado por Rooney Mara (“Carol”), Ben Mendelsohn e Riz Ahmed (ambos de “Rogue One: Uma História Star Wars”), ganhou seu primeiro trailer, voltado para o mercado asiático. A prévia mostra a personagem de Mara procurando o homem vivido por Mendelsohn para confrontá-lo por ter sido abusada sexualmente na infância. O tema é polêmico, o que talvez explique porque o filme permanece sem distribuição nos EUA. Considerado um dos filmes mais perturbadores exibidos no Festival de Toronto, “Una” é uma adaptação da peça “Blackbird”, de David Harrower, e marca a estreia do diretor teatral australiano Benedict Andrews no cinema. Por enquanto, seu lançamento comercial está marcado apenas para Cingapura no dia 19 de janeiro.

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    Mark Rylance e Naomie Harris estão entre os homenageados pela Rainha Elizabeth com a Ordem do Império Britânico

    31 de dezembro de 2016 /

    Os atores Mark Rylance, Naomie Harris e Helen McCrory estão entre os notáveis do showbusiness que serão reconhecidos pela Rainha Elizabeth com a Ordem do Império Britânico, uma honraria concedida todo Ano Novo para aqueles que fizeram uma contribuição significativa para a sociedade, os negócios ou a cultura britânica. Rylance venceu o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante em 2016 pelo drama de época “Ponte dos Espiões” de Steven Spielberg. Harris, que disputa um Globo de Ouro por sua interpretação no drama indie “Moonlight”, inclui entre seus créditos o papel de Eve Moneypenny nos novos filmes de James Bond (“Skyfall” e “Spectre”). E McCrory brilhou como bruxa maléfica na série gótica “Penny Dreadfull”, além de ter sido Narcissa Malfoy em vários filmes de “Harry Potter”. Além deles, também serão homenageados o cantor Ray Davis, da clássica banda mod The Kinks, Victoria Beckham, que trocou a carreira de cantora das Spice Girls para se lançar como designer de moda, Anna Wintour, editor-chefe da Vogue americana que inspirou o livro/filme “O Diabo Veste Prada”, o diretor Richard Eyre (“Notas sobre um Escândalo”), a figurinista Jenny Beavan, que venceu o Oscar 2016 por “Mad Max: Fury Road”, e Rupert Goold, diretor artístico do Teatro Almeida e da minissérie televisiva “The Hollow Crown”.

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    Especial de Natal de Doctor Who bate recorde de audiência na BBC America

    31 de dezembro de 2016 /

    O episódio especial de Natal de “Doctor Who” foi o programa mais visto no canal pago BBC America em 2016. Seus 1,7 milhões de espectadores representaram a maior audiência do canal durante todo o ano. Intitulado “The Return of Doctor Mysterio”, o especial em que Doctor Who (Peter Capaldi) encontra um super-herói americano (Justin Chatwin, das séries “Orphan Black” e “Shameless”), foi ao ar em 25 de dezembro e reprisado duas vezes. O recorde de audiência contabiliza as reprises. Quem também apareceu na aventura foi o simpático Nardole, personagem de Josh Lucas que tinha estreado no especial de Natal de 2015 e que agradou tanto que também pode ser visto no trailer dos próximos episódios da 10ª temporada.

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    Animais Noturnos embaralha ficção, realidade e mistério

    31 de dezembro de 2016 /

    O filme “Animais Noturnos” focaliza a personagem Susan (vivida por Amy Adams), sua galeria de arte e seu marido, com quem visivelmente ela mantém um relacionamento distante e conturbado. Pouco afeto e pouco interesse em investir na relação parecem existir ali. Ela tenta algo, mas não encontra ressonância nele que, uma vez mais, parte para uma viagem. Enquanto isso, Susan recebe de seu ex-marido Edward (Jake Gyllenhaal) os originais de um romance chamado Animais Noturnos, dedicado a ela. Ele costumava chamá-la assim. O romance será lido por ela e visto pelos espectadores em partes, progressivamente, como um livro é lido. O texto que Susan lê vai se tornando incômodo, por muitas razões. Primeiro, porque se revelará um thriller violento, que se agrava aos poucos. Segundo, porque parece uma confissão em primeira pessoa que desmerece o narrador. Terceiro, porque parece se constituir numa vingança em relação a ela. E vai evoluindo para uma atmosfera aterradora. Por um lado, ela vai sendo atraída pelo livro, por outro, o contesta e rechaça. Interrompe a leitura, mas sempre voltará a ela. Nos intervalos da leitura, acompanhamos o que ela faz e o encontro que se dará com o próprio autor da obra, seu ex-marido. Eles se relacionam em meio à fruição da obra literária, que mexe tanto com ela e parece ter sido feita para contar algo importante, que pode mudar muita coisa. Com que função? Para alcançar o quê, a essa altura, depois de muitos anos de distanciamento? A narrativa de “Animais Noturnos” inova num jogo de ficção e realidade, presente e passado, passado que volta a ser presente, lembranças incômodas e fantasia e, afinal, amor e ódio. Desta forma, se constrói como um thriller forte e empolgante, cheio de subentendidos, mistérios e motivações simbólicas. Os personagens soam autênticos, mostram as fraquezas humanas, a busca por modificar a percepção do outro, escancaram frustrações e todo tipo de fragilidade, incluindo as doenças do corpo. O elenco que dá vida a esses personagens complexos e realistas é muito bom e nos apresenta desempenhos muito convincentes. O principal destaque é, naturalmente, Amy Adams (vista em 2016 também em “A Chegada”), já que é Susan que conduz a trama. Ao mesmo tempo, a narrativa “ficcional” do romance é que dá o tom do espetáculo e aí o grande condutor é Jake Gyllenhaal (“O Abutre”), o escritor e personagem do livro. Tom Ford, o diretor e também renomado estilista, reafirma o seu talento neste seu segundo filme. O primeiro, “Direito de Amar” (2011), já havia se constituído numa bela surpresa na apresentação de conflitos e relacionamentos amorosos que podem produzir tragédias. Em “Animais Noturnos”, ele mantém essa linha, trabalhando no gênero suspense de forma bem envolvente.

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    Caio Castro agride fotógrafo e acaba expulso de festa em Trancoso

    31 de dezembro de 2016 /

    Nem todo mundo está relaxando em Trancoso. A madrugada da sexta (30/12) foi marcada por uma confusão entre o ator Caio Castro, que viveu o campeão de judô Max Trombini no filme “A Grande Vitória” (2014), e o fotógrafo André Ligeiro. Ao chegar numa festa na praia do litoral baiano, uma promoter que acompanhava Caio pediu para que não fossem feitas fotos. Mas o Ligeiro não deu importância e, segundo ele, após fazer uma foto foi agredido por uma cabeçada do ator – que abriu seu supercílio e precisou levar três pontos no hospital. “Ele chegou acompanhado de uma pessoa que não parecia ser do evento, mas assessora pessoal. Sou fotógrafo e ganho a vida clicando famosos. Fiz a foto, virei de costas e ele veio atrás de mim, me puxou pela camisa e, quando virei ele me deu a cabeçada”, contou André ao site Ego. A versão é confirmada pelo fotógrafo Ali Karakas, que registrou André ferido, e disse ainda que tentou impedir que Caio Castro de cometer a agressão. “Eu estava no meio dos dois, e o Caio foi para cima do André. Eu ainda o segurei pelo braço para ele não dar um soco. Uma assessora segurou o outro braço e foi aí que ele deu a cabeçada”, descreveu. Depois da agressão, Caio foi expulso do evento. “Ele foi expulso imediatamente. Jamais seríamos coniventes com atos de violência”, garantiu a assessoria do local. Por sua vez, a assessoria de imprensa do ator se manifestou através de um comunicado que confirma parte da história e pede desculpas. “Na madrugada desta sexta-feira, 30, o ator Caio Castro esteve presente na festa Saravá, em Trancoso, Bahia, acompanhado de amigos. Ao chegar, a assessora de eventos que estava com com o ator, pediu que ele não fosse fotografado por conta de marcas patrocinadoras concorrentes no evento. Houve um desentendimento no local. O ator lamenta o ocorrido e pede desculpas ao fotógrafo André Ligeiro e todos os profissionais que se sentiram ofendidos”, diz o comunicado. André Ligeiro disse não entender a atitude de Caio Castro por tão pouco, e que pretende registrar queixa por agressão. “Eu ainda não o fiz porque estou em Trancoso. Acho que precisarei ir até Porto Seguro para fazer o registro da ocorrência. Mas vou fazer sim, e estudar se vou processá-lo ou não”, disse ele.

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    Sandra Giles (1932 – 2016)

    30 de dezembro de 2016 /

    Morreu Sandra Giles, atriz e pin-up de Hollywood, que estrelou diversos filmes de rock’n’roll e juventude transviada. Ela tinha 84 anos e morreu em 25 de dezembro, após uma longa batalha com uma doença autoimune. Loira platina, ao estilo de Marilyn Monroe, ela foi descoberta por um caçador de talentos enquanto trabalhava numa delicatessen, em Los Angeles. Num golpe bem orquestrado de marketing, acabou roubando os flashes dos paparazzi na première do filme “Um Amor de Professora” (1958), descendo de um cadillac inteiramente revestido de pelúcia rosa para o tapete vermelho. Ao ser mais fotografada que os astros do longa, chamou atenção da revista Life que lhe dedicou um ensaio fotográfico, intitulado “Como se tornar uma estrela”. A publicidade lhe rendeu seu primeiro papel no cinema, em “Daddy-O” (1958), um filme B em que contracenou com o cantor Dick Contino e dançou rock’n’roll. Ela apareceu em outro trash cultuado de juventude transviada, “Lost, Lonely and Vicious” (1958). E até conheceu Elvis Presley, ao participar de “Loiras, Morenas e Ruivas” (1963) num pequeno papel. Sua curta carreira ainda inclui dois outros filmes curiosos, “Sede de Crime” (1969), em que Rachel Welch era uma go-go dancer perseguida por um psicopata, e “O Justiceiro Negro” (1972), blaxploitation estrelada por Jim Brown. Mas ela fez muito mais séries que filmes, coadjuvando episódios de séries clássicas como “Peter Gunn”, “A Lei de Burke”, “The Odd Couple” e “Terra de Gigantes”. Mesmo assim, nada superou seus golpes publicitários, entre eles uma pintura nua que foi revelada na reabertura do Hotel Frontier em Las Vegas em 1966. Para completar, ela namorou o tenista Bobby Riggs durante a época da Batalha do Sexo, a partida de tênis histórica com Billie Jean King, que vai virar filme.

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