Nanda Costa vira rainha do cangaço no primeiro trailer e nas fotos de Duas Irmãs
A Sony divulgou o trailer, o pôster e as fotos de “Duas Irmãs”, quarto filme do diretor Breno Silveira em parceria com a roteirista Patricia Andrade, após “2 Filhos de Francisco” (2005), “Gonzaga: De Pai para Filho” (2012) e “À Beira do Caminho” (2012). Drama de época, passado nos anos 1930, a produção destaca o relacionamento de Luzia (Nanda Costa, de “Gonzaga: De Pai pra Filho”), a irmã aventureira, e Emília (Marjorie Estiano, da série “Sob Pressão”), a romântica, filhas de uma costureira, criadas para seguir o ofício, mas que acabam tendo destinos muito diferentes. Emília sonha em se casar e se mudar para a capital, mas o “príncipe encantado” (Rômulo Estrela, da novela “Novo Mundo”) acaba não sendo o que esperava, levando-a se decepcionar com a sociedade arcaica do Recife, cheia de preconceitos. Já Luzia, para proteger a família, junta-se aos bandoleiros capitaneados por Carcará (Júlio Machado, de “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”) e avança sertão adentro, virando uma guerreira cangaceira. A produção foi filmada entre setembro e novembro em Piranhas, no sertão de Alagoas, onde Lampião e Maria Bonita foram capturados e decapitados em 1938. Por sinal, o projeto surgiu em meio à vontade de Breno Silveira de fazer um filme sobre Maria Bonita, mas ao se deparar com a falta de material histórico sobre a rainha cangaceira, descobriu o livro “A Costureira e o Cangaceiro”, da recifense Frances de Pontes Peebles, que contava uma história fictícia sobre o mesmo tema. Lançado originalmente em inglês (a autora mora nos EUA desde criança), o livro saiu em 2008 pela Nova Fronteira e está esgotado. A estreia está marcada para 12 de outubro.
Novo comercial do remake de Linha Mortal revela participação de Keifer Sutherland
A Sony divulgou um novo comercial do remake/reboot/sequência de “Linha Mortal” (Flatliners), que acabou rebatizado como “Além da Morte” no Brasil. Sem legendas, a prévia registra a primeira aparição de Keifer Sutherland no filme. Ele foi o protagonista do longa original e faz uma participação especial como outro personagem. O vídeo também chama atenção por assumir um clima de intenso terror, ao contrário do trailer mais recente, que apresentava a trama como um suspense dramático. De todo modo, a premissa do filme de 1990 foi mantida. Um grupo de médicos residentes decide investigar o que existe após a morte, experimentando morrer por alguns minutos e voltar para compartilhar o que viram. Não demora e a experiência se transforma em competição para ver quem fica mais tempo morto, até a situação sair do controle e entrar em terreno perigoso. Brincar com a morte revela ter consequências, que os acompanham ao retornarem à vida. O novo filme tem mais personagens femininas, totalizando três mulheres, enquanto o original contava apenas Julia Roberts em meio ao elenco masculino. Esta diferença faz com que Ellen Page (“X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”) assuma a função de instigadora, que originalmente pertencia a Keifer Sutherland. Além dela, o elenco inclui Diego Luna (“Rogue One”), Nina Dobrev (série “The Vampire Diaries”), James Norton (minissérie “Guerra e Paz”) e Kiersey Clemons (série “Extant”). O roteiro foi escrito por Ben Ripley (“Contra o Tempo”) e a direção é do dinamarquês Niels Arden Oplev (“Os Homens que Não Amavam as Mulheres”). A estreia está marcada para 19 de outubro no Brasil, um mês após o lançamento nos Estados Unidos.
O Estrangeiro: Jackie Chan enfrenta Pierce Brosnan em trailer, cena e imagens de filme de ação
A STX divulgou imagens e vídeos – incluindo o trailer final – de “O Estrangeiro” (The Foreigner), que traz Jackie Chan num dos papéis mais sombrios de sua carreira Longe do tom cômico que marca suas produções faladas em inglês, o filme mostra o ator mais famoso da China com o semblante fechado e desejo de matar, após uma explosão terrorista custar a vida de sua filha. Em busca dos responsáveis pelo atentado, ele pressiona um funcionário do governo britânico, vivido pelo ex-007 Pierce Brosnan, a revelar a identidade dos criminosos. Recusando-se a aceitar sua palavra de que não tem conhecimento da tragédia, Chan o transforma no alvo de sua vingança. Coprodução entre a China e o Reino Unido, o filme tem roteiro de David Marconi (“Duro de Matar 4.0”) e direção de Martin Campbell (“007 – Cassino Royale”), que opta por uma linha de ação mais violenta que os fãs de Chan estão acostumados, como demonstra o vídeo da cena estendida do filme. O elenco ainda inclui Katie Leung (franquia “Harry Potter”), Stephen Hogan (“Transformer: O Último Cavaleiro”), Charlie Murphy (série “The Last Kingdom”) e Rory Fleck Byrne (série “Harlots”). A estreia está marcada para 30 de novembro no Brasil, dois meses após o lançamento na China.
Blade Runner 2049 ganha pôsteres de personagens e comercial estendido com cenas inéditas
“Blade Runner 2049” ganhou sete pôsteres de personagens – um deles, asiático – e um novo comercial estendido de um minuto, com diversas cenas inédias, entre elas a primeira aparição do inglês Lennie James (série “The Walking Dead”). Já os cartazes destacam Harrison Ford, que volta a viver Rick Deckard, o protagonista do filme clássico de 1982, Ryan Gosling (“La La Land”), Jared Leto (“Esquadrão Suicida”), Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”), Ana de Armas (“Bata Antes de Entrar”), Sylvia Hoeks (“O Melhor Lance”) e Robin Wright (“Mulher-Maravilha”). Escrita por Hampton Fancher (do primeiro “Blade Runner”) e Michael Green (“Logan”), a continuação gira em torno da investigação de um novo caçador de androides (blade runner), o oficial K (Gosling), que descobre um segredo há muito tempo enterrado com o potencial para mergulhar o que resta da sociedade no caos. A descoberta o leva a uma busca por Rick Deckard (Ford), o ex-blade runner que está desaparecido há 30 anos. “Blade Runner 2049” tem direção de Denis Villeneuve (“A Chegada”) e produção de Ridley Scott, o diretor do longa original. A estreia acontece em 5 de outubro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Andrew Garfield e Claire Foy ilustram pôsteres do melodrama Uma Razão para Viver
A STX e a Diamond Films divulgaram pôsteres do melodrama “Breathe”, que chega ao Brasil como o quinto filme batizado de “Uma Razão para Viver”, sendo que o mais recente foi distribuído há dois anos. A imagem mostra Andrew Garfield (“Silêncio”) e Claire Foy (série “The Crown”) no mesmo abraço terno, em montagens diferentes. Na trama, eles vivem marido e mulher. O filme conta a história real de Robin (Garfield), um homem brilhante e aventureiro, até o dia em que fica com paralisia por conta da poliomielite. Apesar disso, ele e sua mulher Diana (Foy) se recusam a ficar se lamentando e ajudam a mudar a vida das pessoas a seu redor com entusiasmo e bom humor. O personagem é símbolo da luta dos deficientes, mas a première do filme no Festival de Toronto dividiu a crítica, com apenas 45% de aprovação. O tema e sua execução dramática foram encarados com cinismo, pois seria mais uma história de deficiente meticulosamente planejada para fazer chorar na época de definições dos indicados ao Oscar. Neste sentido, o título genérico que recebeu no Brasil lhe caberia como uma luva. O roteiro é de William Nicholson (indicado ao Oscar pro “Gladiador”) e a direção é do ator Andy Serkis, mais conhecido por suas interpretações digitais como o César da franquia “O Planeta dos Macacos” e o Gollum de “O Senhor dos Anéis”, em sua estreia atrás das câmeras. A estreia no Brasil ainda não foi definida, mas o lançamento está previsto para 13 de outubro nos Estados Unidos.
Primeira foto do reboot de Hellboy mostra a transformação impressionante de David Harbour
A produção do filme “Hellboy” divulgou a primeira imagem do ator David Harbour (o xerife Hopper na série “Stranger Things”) completamente transformado no personagem-título. Impressionante, o resultado não só é convincente como parece uma versão marombada do visual dos dois filmes em que o anti-herói foi vivido por Ron Perlman, na década passada. A imagem foi postada tanto na conta oficial do filme no Twitter como na rede social de Mike Mignola, criador dos quadrinhos originais, e marca o início das filmagens, após os produtores virarem a página da escalação polêmica de um coadjuvante, o Major Ben Daimio. Contratado originalmente, Ed Skrein desistiu do personagem, que nos quadrinhos é asiático, ponderando que atores brancos poderiam chamar para si a responsabilidade pela maior inclusão de minorias no cinema, ao recusar papéis originalmente previstos para asiáticos, por exemplo. Em seu lugar, os produtores escalaram Daniel Dae Kim (série “Hawaii Five-0”), que fez questão de agradecer a Skrein pela atitude e pela oportunidade de viver o papel. Os outros atores confirmados na produção são Ian McShane (série “American Gods”), intérprete do professor Broom, e Sasha Lane (“American Honey”), no papel de Alice Monaghan. Milla Jovovich (franquia “Resident Evil”) também é tida como certa no papel da vilã Nimue, mas ainda não houve anúncio oficial. O novo longa vai adaptar a trama de quadrinhos conhecida como “The Wild Hunt”, sobre Nimue, a maior de todas as bruxas britânicas, que viveu na era arthuriana e era amante de Merlin. Ela usou essa afeição para aprender os truques do mago e depois aprisioná-lo. Mas, sem Merlin, Nimue enlouqueceu, assustando as outras bruxas, que decidem matá-la, esquartejá-la e espalhar seus restos pela Terra. Séculos se passam e, após Hellboy vencer seu líder, as feiticeiras decidem trazer Nimue de volta à vida. Dirigido por Neil Marshall (“Legionário”, série “Game of Thrones”), o reboot de “Hellboy” ainda não tem data de estreia prevista.
Youtuber mais popular do Brasil, Whindersson Nunes vai virar filme
Considerado o youtuber mais influente do país, segundo pesquisa recente do Google, o piauiense Whindersson Nunes vai virar filme. “Whindersson Nunes – O Filme” (provável/inevitável título) será uma produção da Conspiração Filmes e está autorizado a captar R$ 7,5 milhões via Lei do Audiovisual, que concede incentivos fiscais a empresas privadas patrocinadoras. O filme contará a história do youtuber, mas a Conspiração não informou ainda quem serão roteirista e diretor, nem qual a participação de Whindersson na história. Ele passou a ser conhecido no país em 2013, devido a vídeos em que faz paródias e comenta fatos cotidianos, e no ano passado seu canal ultrapassou o Porta dos Fundos, transformando-o no youtuber brasileiro com o maior número de seguidores. Atualmente, são mais 23 milhões de inscritos e 1,8 bilhão de exibições. A popularidade transformou Whinderson até em cantor, com direito a shows pelo Brasil, além de ator. Ele já participou de dois longas: como dublador de “A Era do Gelo: O Big Bang” (dublou o dinossauro Roger) e num pequeno papel em “Os Penetras 2: Quem Dá Mais?”, ambos lançados em 2017. “Whindersson Nunes – O Filme” (que ainda pode ter outro título – sqn) será o segundo filme sobre uma celebridade do youtube nacional. O primeiro, “Eu Fico Loko”, cinebiografia do youtuber Christian Figueiredo, estreou em janeiro e muita gente nem lembra mais.
Filme de ação Feito na América com Tom Cruise é a maior estreia da semana
O fim do verão norte-americano assinala uma pausa nos filmes-evento, criando um paradoxo curioso: os dois lançamentos mais amplos desta quinta (14/9) são produções hollywoodianas inéditas nos próprios Estados Unidos. A lista de estreias ainda inclui três filmes brasileiros. O ator Tom Cruise volta a ocupar a maior parte das telas, depois do fracasso de “A Múmia”, tentando levantar voo com “Feito na América”. Ao contrário do anterior, rejeitado pela crítica com 16% de aprovação no Rotten Tomatoes, o novo tem 88% de resenhas positivas. Equilibrando ação e humor, “Feito na América” conta a história verídica de Barry Seal, um piloto de avião que transportava ao mesmo tempo armas para a CIA e drogas para Pablo Escobar. Interpretado por Cruise com um sorriso arteiro e a arrogância de um ás indomável, o personagem esbanja carisma. E também marca a segunda parceria do ator com o diretor Doug Liman, após o bem-sucedido “No Limite do Amanhã” (2014). Um detalhe da produção é que a fotografia é de César Charlone (“Cidade de Deus”). Com distribuição em 547 salas, o filme chega ao Brasil duas semanas antes de seu lançamento nos Estados Unidos. Por outro lado, o terror “Amityville – O Despertar” nem sequer tem previsão para entrar no circuito norte-americano. Provavelmente porque deve sair direto em DVD por lá. Afinal, sua trama é uma continuação que renega os diversos filmes anteriores passados no mesmo lugar mal-assombrado. Segundo a premissa, nada aconteceu em Amityville desde os anos 1970, época em que mortes sangrentas inspiraram uma lenda e originaram a franquia de terror original. Por conta disso, uma nova família acha perfeitamente seguro se mudar para a casa mal-assombrada mais famosa do mundo. Em 1979 e 2005, foram recém-casados que se mudaram para o local. Desta vez, a trama é mais próxima do segundo longa, “Terror em Amityville” (1982), em que a assombração atacava o filho adolescente dos moradores incautos. O roteiro e a direção são do francês Franck Khalfoun, que recentemente revisitou outro terror clássico com o remake de “Maníaco” (1980). A animação canadense “O que Será de Nozes 2” é quase um remake. Assim como na primeira animação, o habitat dos bichinhos falantes sofre um acidente e eles são forçados a buscar um novo esconderijo. E, claro, precisarão lutar para defendê-lo. No caso, enfrentarão o projeto de transformar um parque verde num parque de diversões, fazendo de tudo para impedir as obras, como visto em inúmeros curtas do Tico e Teco, da Disney, e no recente “O Lorax: Em Busca da Trúfula Perdida” (2012). O circuito limitado ainda traz mais dois dramas americanos. “Em Defesa de Cristo” segue a linha de “Deus Não Está Morto”, confrontando um ateu com “verdades religiosas”. Curiosamente, a efetividade deste tipo de propaganda, baseada no best-seller de um professor evangélico, é bastante limitada, já que atrai apenas os convertidos – foi um fracasso nas bilheterias dos EUA. Já “Columbus” é uma produção indie com 97% de aprovação no Rotten Tomatoes, que teve sua première no Festival de Sundance deste ano. O título se refere à cidade de Indiana onde um sul-coreano (John Cho, de “Star Trek”) se vê encalhado, quando seu pai, um arquiteto famoso, cai doente. A trama equilibra concreto e romance, conforme o protagonista vai conhecendo a cidade modernista e se envolve com uma bela jovem (Haley Lu Richardson, de “Fragmentado”) entusiasta de arquitetura, cuja mãe também sofre com uma doença diferente – o vício. Rara produção búlgara a chegar ao Brasil, “Glory” venceu diversos prêmios internacionais, especialmente pelo roteiro, que mostra como um ato ético pode ser corrompido por um governo inescrupuloso. Na trama, um trabalhador ferroviário encontra milhões em dinheiro espalhados sobre os trilhos e os entrega à polícia. Quando uma funcionária do Ministério dos Transportes decide usá-lo numa campanha para desviar a atenção da imprensa de um escândalo de corrupção, sua vida simples é submetida ao caos da burocracia estatal. A parábola dramática tem 91% de aprovação no Rotten Tomatoes. Três ótimos filmes nacionais completam a programação. No revelador documentário “A Gente”, o diretor Aly Muritiba (“Para Minha Amada Morta”) filma a rotina de agentes penitenciários, uma profissão que ele exerceu antes de virar cineasta, no interior de uma penitenciária de Curitiba. “Deserto” marca a estreia do ator Guilherme Weber (“Real, O Plano por Trás da História”) como diretor e roteirista, e acompanha a chegada de uma trupe de artistas itinerantes numa cidade fantasma, que decidem habitar, revelando suas verdadeiras personalidades fora do palco. Com elenco liderado pelo veterano Lima Duarte (“Família Vende Tudo”), o filme chama atenção pelo visual felliniano e foi premiado por isso, com o troféu de Melhor Direção de Arte no Festival de Brasília passado. Por fim, “As Duas Irenes” possui uma carreira consagrada por participação no Festival de Berlim, prêmio de Melhor Filme de Estreia do Festival de Guadalajara e três Kikitos no recente Festival de Gramado, incluindo Melhor Ator Coadjuvante (Marco Ricca), Direção de Arte e Roteiro, escrito pelo diretor estreante Fabio Meira. Rodado em Goiás, a produção acompanha uma jovem que descobre outra filha de seu pai. Além do mesmo pai, a jovem ainda compartilha o mesmo nome que o seu. Sem se identificar, a primeira Irene se aproxima da outra. Mas a história não tem vingança ou perversidade. Em vez disso, explora a situação atípica como uma metáfora para as questões existenciais da adolescência. Com bela fotografia (da boliviana Daniela Cajías) e trama universal, merecia um lançamento em mais salas. Clique nos títulos destacados de cada filme para ver os trailers de todas as astreias da semana.
Frank Vincent (1939 – 2017)
O ator americano Frank Vincent, conhecido por seus papéis de mafioso na série “Família Soprano” (The Sopranos) e nos filmes de Martin Scorsese, morreu na quarta-feira (13/9) os 78 anos, em um hospital de Nova Jersey. Ele passava por uma operação, após ter sofrido um ataque cardíaco na semana passada. Nascido em 1939 em North Adams, Massachusetts, e de ascendência italiana, Frank Vincent quase despontou como talento musical, tendo tocado bateria, trumpete e piano para os cantores Trini López e Paul Anka. Mas acabou trocando de carreira após aparecer num pequeno papel como um jogador endividado em “The Death Collector” (1976), estrelado por Joe Pesci. O filme chamou atenção de Robert De Niro, que sugeriu a Scorsese que o visse. E foi assim que Joe Pesci e Frank Vincent entraram na filmografia do cineasta, escalados para atuarem juntos num dos maiores clássicos de Scorsese, “Touro Indomável” (1980). O papel de Vincent era Salvy Batts, a conexão mafiosa de Jake LaMotta (De Niro). O ator acabou transformando aquele personagem numa carreira, revivendo os trejeitos de mafioso em dezenas de filmes, dentre eles “Os Bons Companheiros” (1990) e “Cassino” (1995), em que voltou a contracenar com De Niro e Pesci, com direção de Scorsese. O papel de Frankie Marino, vivido em “Cassino”, marcou tanto que o ator foi convidado a revivê-lo num clipe do rapper Nas, “Street Dreams” (1996). Frank Vincent também foi um mafioso divertido em comédias como “Nos Calcanhares da Máfia” (1984), de Stuart Rosemberg, “Quem Tudo Quer, Tudo Perde” (1986), de Brian De Palma, e “Mafiosos em Apuros” (2000), de Michael Dinner. Ele ainda trabalhou em dois clássicos de Spike Lee, “Faça a Coisa Certa” (1989) e “Febre da Selva” (1991), e filmou com Sidney Lumet (em “Sombras da Lei”, 1996) e James Mangold (em “Cop Land”, 1997). Mas foi mesmo na aclamada produção da HBO, “Família Soprano”, que obteve o maior destaque da carreira. Seu personagem, o mafioso Phil Leotardo era o grande inimigo do protagonista Tony Soprano (James Gandolfini, também já falecido).
Mostra Indie 2017 traz retrospectiva de Philippe Garrel, clássicos e filmes premiados nos grandes festivais
A mostra Indie completa 17 anos de poucas concessões, trazendo alguns dos cineastas mais obscuros e as produções mais autorais do cinema contemporâneo ao Brasil. Em 2017, o evento “começa ao contrário”, por São Paulo, estendendo-se por um semana a partir de quarta (13/9), antes de ser retomado em Belo Horizonte, seu lar original, na terça (20/9). Entre os 43 filmes, selecionados de 15 países, 22 pertencem a uma retrospectiva do diretor francês Philippe Garrel, mais conhecido das novas gerações como o pai do galã Louis Garrel. O próprio cineasta selecionou os títulos e decidiu quais seriam exibidos em cópias de 35mm e quais teriam exibição digital. Nove filmes fazem parte do começo experimental de sua carreira – obviamente – , incluindo o curta “Actua I” (1968), um registro raro de maio 1968, cuja cópia era considerada perdida até pouco tempo. Mas a maior curiosidade é “La Cicatrice Intérieure” (1972, foto acima), estrelado pela modelo, atriz e cantora Nico, da banda Velvet Underground. A tradicional Mostra Mundial traz 16 filmes anti-comerciais, dentre eles seis dirigidos por mulheres. Os destaques são para “Na Praia à Noite Sozinha”, do sul-coreano Hong Sang-Soo, que vendeu o prêmio de Melhor Atriz (Kim Minhee) no Festival de Berlim deste ano, e “Jovem Mulher”, da francesa Léonor Serraille, premiado com a Câmera de Ouro (melhor primeiro filme) no Festival de Cannes 2017. O festival também tem uma seção chamada Clássica, que apresentar clássicos restaurados. Este ano, terão projeção em 4K duas obras-primas que estão completando 50 anos: “A Bela da Tarde” (1967), de Luis Buñuel, e “A Primeira Noite de Um Homem” (1967), de Mike Nichols. A lista também inclui “Stromboli” (1950), de Roberto Rossellini, “Acossado” (1960), de Jean Luc-Godard, e o contemporâneo “Mulholland Drive – Cidade dos Sonhos” (2001), de David Lynch. Para saber mais sobre a programação do evento, cinemas e horários, visite o site oficial.
Roteirista de Mulher-Maravilha vai reescrever o filme de Robotech
O roteirista Jason Fuchs, um dos muitos nomes creditados pelo roteiro de “Mulher-Maravilha”, vai escrever a adaptação do anime “Robotech” para a Sony. E não será uma tarefa fácil. A série animada dos anos 1980 é uma ficção científica que se passa no futuro e mostra a resistência da humanidade contra uma sucessão de ataques alienígenas. Pra defender a Terra, os humanos adquiriram tecnologias a partir de uma nave extraterrestre que caiu no planeta com a qual construíram um nave-robô gigante para impedir a invasão. Sim, “Independence Day: O Ressurgimento” (2016) já reciclou esta história. Mas este nem é o principal problema. O nó da questão é que a maior parte da trama conhecida pelos fãs da versão dublada do anime foi inventada pelo roteirista americano Carl Macek, numa tradução maluca do desenho original japonês. Para começar, o anime original tem o título “Robotech”, mas “Super Dimension Fortress Macross” na tradução em inglês, e seu protagonista não se chama Rick Hunter e sim Hikaru Ichijyo. “Robotech” era o nome de uma coleção de mechas (robôs pilotados por humanos) lançada pela marca de brinquedos Revell que incluía miniaturas colecionáveis de vários animes, incluindo “Macross”. Bizarro? Pois piora. A 2ª temporada da história “continua” numa série completamente diferente. E a conclusão, na 3ª temporada, também é de outra série distinta. Até os estilos de animação são desiguais. Mas Macek reescreveu as três séries como se fossem uma só, colocando os dubladores americanos para falar qualquer frase na produção. A mudança de personagens resultante da colagem de três animes diferentes era “explicada” com o aviso de que anos tinham se passado e aquela era outra geração. Apesar desse samba do crioulo doido, “Robotech” acabou fazendo muito sucesso nos Estados Unidos e nos demais países que importaram sua versão remix, entre eles o Brasil. Com isso, acabou por introduzir os animes modernos ao público internacional, apresentando pela primeira vez as animações de mechas gigantes e tramas altamente serializadas, que continuavam no próximo capítulo, com cenas de tensão e até romance como as crianças ocidentais nunca tinham visto antes num desenho animado. O projeto do filme estava sendo desenvolvido desde 2007 na Warner Bros., mas o estúdio percebeu onde estava se metendo e acabou desistindo, o que abriu caminho para a Sony comprar os direitos. Vários roteiristas depois, a história ainda não foi aprovada. O último a mexer no vespeiro antes de Jason Fuchs tinha sido Michael Gordon (“300” e “G.I. Joe: A Origem de Cobra”), mas “Robotech” também já passou pelas mãos de Alfred Gough e Miles Millar (criadores de “Into the Badlands”) e Lawrence Kasdan (“Star Wars: O Despertar da Força”), entre outros. O filme também já esteve para ser dirigido por Nic Mathieu (de “Spectral”) e James Wan (“Invocação do Mal”), e atualmente está na lista de projetos do diretor Andy Muschietti (“It: A Coisa”). Apesar disso tudo, ninguém ainda apontou para o elefante no meio da sala. Afinal, por mais interferência que tenha sofrido de um americano, a história continuou se passando no Japão e a ter personagens japoneses. Ou seja, isto deverá ser levado em conta na escalação do elenco, especialmente após a repercussão da atitude de Ed Skrein, ao recusar-se a interpretar um papel de personagem asiático em “Hellboy”. Apesar de estar em desenvolvimento há uma década, a produção não tem previsão de lançamento nos cinemas.
Próximo filme da franquia The Purge será prólogo focado no primeiro expurgo
O quarto “The Purge” será um prólogo. O roteirista e criador da saga distópica James DeMonaco revelou que o próximo filme da franquia, intitulado “First Purge”, contará a história do primeiro expurgo. “O filme vai se passar em Staten Island (Nova York) e mostrará o primeiro expurgo experimental”, ele disse, em entrevista para o site Vulture. “Comecei a me questionar como faria para as pessoas para ficarem no local do primeiro expurgo, e vi que foi por meio da monetização. As pessoas de Staten Island conseguiriam facilmente ir para o Brooklyn de noite, então eles prometem rios de dinheiro para as pessoas mais pobres do bairro. Se tornou uma monetização de assassinato e violência, incentivando mortes e a manter pessoas no bairro para serem as vítimas. Então você vê desde o começo o quanto a ideia do expurgo é grotesca”, ele explicou. Além disso, ele confirmou que as filmagens começam este mês e a estreia vai acontecer no próximo dia 4 de julho. No Brasil, a franquia teve lançamento esquizofrênico por duas distribuidoras diferentes, que nomearam os filmes como quiseram. O primeiro foi batizado de “Uma Noite de Crime” (2013), o segundo de “Uma Noite de Crime: Anarquia” (2014) e o terceiro de… “12 Horas Para Sobreviver: O Ano da Eleição” (2016). Por isso, a solução para falar de “The Purge” no país é usar o título original em inglês. “First Purge” será o primeiro filme da franquia que DeMonaco não vai dirigir. Ele continua como produtor e roteirista, enquanto a direção ficou a cargo de Gerard McMurray (“O Código do Silêncio”).
Vera Farmiga faz uma proposta perigosa para Liam Neeson em trailer de suspense
A Lionsgate divulgou a primeira foto, o pôster e o trailer de “The Commuter”, quarto thriller de ação da parceria entre o ator norte-irlandês Liam Neeson e o diretor espanhol Jaume Collet-Serra – após “Desconhecido” (2011), “Sem Escalas” (2014) e “Noite sem Fim” (2015). No novo filme, Neeson é um passageiro de trem em seu trajeto cotidiano para casa, que recebe uma proposta instigante de uma mulher misteriosa (vivida por Vera Farmiga, de “Bates Motel”) e, ao aceitar dinheiro para identificar um passageiro, acaba envolvido numa conspiração criminal que ameaça não apenas a sua vida, como de todos ao seu redor. O roteiro foi escrito pelos estreantes Byron Willinger e Phil de Blasi, e o elenco ainda inclui Patrick Wilson (“Invocação do Mal”), Jonathan Banks (série “Better Call Saul”), Sam Neill (“Jurassic Park”), Dean-Charles Chapman (série “Game of Thrones”), Killian Scott (“Calvário”), Elizabeth McGovern (série “Downton Abbey”), Florence Pugh (“Lady Macbeth”) e Damson Idris (série “Snowfall”). A estreia está marcada para 11 de janeiro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.












