Com Amor, Simon é uma simpática Sessão da Tarde para mentes esclarecidas
Se o saudoso John Hughes estivesse vivo nesses dias de hoje, ele certamente faria um filme semelhante a “Com Amor, Simon”. Ou, no mínimo, o aprovaria com louvor. Com filmes como “Clube dos Cinco” (1985) e “Curtindo a Vida Adoidado” (1986), Hughes criou um gênero involuntário no início dos anos 1980. Pela primeira vez, Hollywood olhava com leveza, e também sinceridade, para adolescentes e seus problemas, desejos, amores e diversões dentro e fora da escola. Ele convidou espectadores de todas as idades para a brincadeira na mesma proporção em que pedia para adultos entenderem seus filhos e como qualidades e defeitos passam de geração para geração. Mas como toda fórmula, Hollywood desgastou os ensinamentos do bom e velho Hughes, e os filmes sobre e com adolescentes ficaram cada vez mais vazios, idiotas e entregues a soluções apelativas, tanto para fazer rir quanto gerar lágrimas. Ainda assim, volta e meia alguém aparece para resgatar a essência do “gênero”. O diretor Greg Berlanti, que tem no currículo boas séries adolescentes, como “Dawson’s Creek” e a atual “Riverdale”, recupera-se de sua última incursão cinematográfica (a bomba “Juntos Pelo Acaso”) ao conceber “Com Amor, Simon” no espírito de “Gatinhas e Gatões” (1984) e “A Garota de Rosa Shocking” (1986), além de longas daquela época influenciados pelo sucesso do lendário diretor-roteirista-produtor, como “Digam o que Quiserem” (1989) e, principalmente, “Admiradora Secreta” (1985), que tem muito de “Com Amor, Simon” (substituindo as velhas cartas pela comunicação via e-mail). Mas são apenas inspirações, porque “Com Amor, Simon” tem identidade própria e não copia estruturas de roteiros de filmes que já vimos tantas vezes. Baseado no livro “Simon vs A Agenda Homo Sapiens”, de Becky Albertalli, o filme acompanha o adolescente Simon Spier (Nick Robinson, de “Jurassic World”) tentando decidir se assume ou não sua homossexualidade. Tudo, entretanto, começa muito mal, com uma cena inicial que contradiz o discurso do protagonista sobre ser igual a qualquer um de nós. Embora ele esteja falando de outra coisa, Berlanti ilustra esse pensamento enquanto mostra o garoto ganhando um carrão do pai no jardim de uma casa gigantesca. Ok, John Hughes também retratava jovens de classe média alta – e “Curtindo a Vida Adoidado” jogou o carrão do pai literalmente no jardim de uma casa gigantesca – , mas “Com Amor, Simon” é um filme de uma época diferente e este não foi o melhor jeito de abrir um bom filme. Felizmente, Berlanti dá sequência à história com cenas do dia a dia de fácil identificação para todas as classes sociais. E isso ajuda “Com Amor, Simon” a lidar com todos os cacoetes desse estilo de filme, incluindo a trilha pop que gruda como chiclete. Apesar disso, há quem reclame que o longa deveria ser mais subversivo e menos politicamente correto. Mas quem determinou a regra de que filmes sobre “saída do armário” precisam chocar? O importante é que exista uma variedade de histórias, como “O Segredo de Brokeback Mountain” (2005), “Moonlight” (2016), “Me Chame Pelo Seu Nome” (2017) e “Com Amor, Simon”, porque qualquer roteiro e gênero de filme podem trabalhar a representatividade. Às vezes, teremos grandes filmes, outras vezes filmes ruins, mas também aqueles que se contentam em ser uma simpática e deliciosa “Sessão da Tarde” para mentes mais esclarecidas. “Com Amor, Simon” cumpre muito bem este papel.
Imagens do Estado Novo 1937-1945 é aula de História sobre a ditadura de Getúlio Vargas
Reavaliar o período da ditadura getulista do Estado Novo, partindo de imagens, do período compreendido entre 1937 e 1945, é um desafio que Eduardo Escorel encarou com sucesso, em seu documentário, concluído em 2016. “Imagens do Estado Novo 1937-1945” recolheu uma infinidade de material, entre eles, filmes, tanto oficiais quanto particulares, que registram esse período histórico conturbado do Brasil, quase todo ocorrendo em meio à 2ª Guerra Mundial. O problema é que os filmes disponíveis são os do cinejornais (brasileiros e estrangeiros), documentários oficiais, registros de eventos, festas e outras solenidades que, evidentemente, faziam propaganda, escondendo todas as mazelas, excluindo todas as notícias negativas. E, na época, o tom era muito laudatório e havia forte censura do chamado DIP, Departamento de Imprensa e Propaganda, de inspiração nazifascista. Os vídeos pessoais ou familiares permitem observar comportamentos, roupas, ruas, transportes, a cara e o jeito das cidades, especialmente do Rio, capital do país, e das pessoas comuns. E, por outro lado, como se comportavam as multidões que acompanhavam e aplaudiam Getúlio Vargas pelas ruas, nos grandes eventos. Tudo isso, por si só, já tem uma importância história admirável e é apresentado em longos 227 minutos. Inclui, também, trechos de filmes, como “O Grande Ditador”, de Chaplin, filmagens relativas à guerra mundial e a suas negociações, além de filmes sobre os pracinhas brasileiros. Percebe-se a vastidão da aula de história que isso comporta. Eduardo Escorel escreveu a narrativa dessa história, que é ilustrada pelas imagens, mas vai além dela, faz a crítica histórica e política, revelando o outro lado das imagens e o que não está nelas. Muitas vezes, o texto se descola das imagens, não tem ilustração possível ou está tratando do macro, enquanto a imagem mostra o micro. Ou o oficial e o oficioso, o que não aparece, nem pode aparecer. O documentário faz esse trabalho ao longo de todo o tempo, não há entrevistas, comentários, análises feitas por historiadores, políticos ou especialistas. Há uma narração constante, articulada, que toma posição, mas dentro dos limites do bom jornalismo, que dá preponderância total aos fatos. Inclui, ainda, registros em diário, que o próprio Getúlio Vargas fez durante grande parte desse período. O ditador que ficou também conhecido como o “pai dos pobres” realizou um governo ambíguo, de clara inspiração fascista, nacionalista, mas gerando aqui o chamado trabalhismo, que criou e ampliou direitos, como os da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), que duraram todo esse tempo, até serem alvejados pela reforma trabalhista do governo atual, de Michel Temer, o mais impopular da história do país. Getúlio Vargas, ao contrário, era extremamente popular, seus discursos alcançavam o povo e incomodavam segmentos da elite. Depois de flertar com os regimes nazista e fascista, de Hitler e Mussolini, a opção pelos Estados Unidos colocou o Brasil no lado certo do conflito mundial e trouxe vantagens pragmáticas. As circunstâncias que envolveram as negociações da guerra foram benéficas para a industrialização do país. Só que democracia e liberdade não combinavam com o regime do Estado Novo, que não resistiu à própria vitória na guerra. Enfim, contradições monumentais e circunstanciais, semelhantes àquelas que o documentário “Imagens do Estado Novo 1937-1945” teve de lidar para extrair dos filmes oficiais a sua sombra, em busca de uma narrativa crítica, capaz de informar e produzir reflexão. A longa duração do filme recomenda sua fruição em duas ou mais partes, para melhor aproveitamento do trabalho que é apresentado, denso e fortemente informativo. É possível assisti-lo integralmente, ou em duas partes, no cinema e há a promessa de exibição na TV, em canais como o Curta! e TV Cultura. Esse filme foi lançado no festival “É Tudo Verdade”, de 2016. A nova edição desse festival internacional de documentários, a 23ª., de 2018, está atualmente em cartaz em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Milos Forman (1932 – 2018)
O cineasta Milos Forman, vencedor de dois Oscars de Melhor Direção, morreu nesta sexta em Hartford, no estado americano de Connecticut, aos 86 anos. “Morreu em paz, rodeado por sua família e seus amigos íntimos”, disse a viúva do diretor às agências de notícia. A causa da morte, definida como uma “breve doença”, não foi divulgada. Famoso por clássicos do cinema americano, Forman era tcheco. Nasceu em 18 de fevereiro de 1932, na cidade de Caslav, perto de Praga, e perdeu seus pais nos campos de concentração nazistas durante a 2ª Guerra Mundial, vítimas do Holocausto. Sua carreira como cineasta começou nos anos 1960, em meio à nova onda cinematográfica que desafiava o regime comunista da então Tchecoslováquia. Nesse período, rodou longas como “Os Amores de uma Loira” (1965), drama feminista estrelado por sua bela ex-cunhada Hana Brejchová, e “O Baile dos Bombeiros” (1967), no qual denunciou a burocracia da sociedade comunista. Esta fase de inovação no cinema da Tchecoslováquia durou até 1968, quando a repressão soviética esmagou com tanques a Primavera de Praga. Forman se exilou nos Estados Unidos, onde deu continuidade a sua carreira com “Procura Insaciável” (1971), uma comédia sobre pais que procuram a filha que fugiu de casa, premiada no Festival de Cannes. Em 1975, veio o reconhecimento da Academia com “Um Estranho no Ninho”, filme em que Jack Nicholson se vê preso num hospício. A denúncia dos abusos do tratamento psiquiátrico conquistou cinco prêmios no Oscar: Melhor Filme, Ator (Nicholson), Atriz (Louise Fletcher), Roteiro Adaptado e, claro, Diretor. Seus filmes seguintes foram o musical “Hair” (1979), adaptação do espetáculo homônimo da Broadway e marco da contracultura hippie, e o drama “Na Época do Ragtime” (1981), que lidava com racismo na era do jazz. Mas foi por outro tipo de música que Forman voltou a conquistar um Oscar. A Academia ficou novamente a seus pés com “Amadeus” (1984), sobre a rivalidade intensa entre o jovem prodígio da música erudita Wolfgang Amadeus Mozart e o compositor italiano Antonio Salieri. As filmagens aconteceram em Praga, marcando seu primeiro retorno a seu país natal desde 1968. Além do Oscar de Direção, o longa venceu mais sete categorias, incluindo Melhor Filme. Ele deu muito azar em seu projeto seguinte, “Valmont – Uma História de Seduções” (1989), por ter sido precedido por “Ligações Perigosas” (1988), adaptação da mesma obra de Choderlos de Laclos. Mas sacudiu a poeira com “O Povo contra Larry Flint”, cinebiografia do editor da revista masculina Hustler, que defendia o direito à liberdade de expressão – o tema mais importante de sua filmografia. O longa lhe rendeu sua última indicação ao Oscar, em 1997, além de um Globo de Ouro. Forman completou sua filmografia americana com mais duas cinebiografias: “O Mundo de Andy” (1999), com Jim Carrey como o comediante Andy Kauffman, que lhe rendeu o Leão de Prata no Festival de Berlim, e “Sombras de Goya” (2006), com Stellan Skarsgård no papel do pintor Francisco de Goya, retratado em meio aos horrores da inquisição espanhola. Após estes trabalhos, ele voltou a Praga, finalmente livre do comunismo, e retomou contato com as referências culturais de sua juventude. Forman retomou literalmente suas raízes, decidindo filmar uma comédia musical tcheca de 1965, que ele próprio já havia adaptado para a TV do país em 1966, agora na companhia dos filhos, como a compartilhar sua história de vida. O resultado, “Dobre Placená Procházka” (2009), foi seu último filme.
Tony Ramos lembra um passado fabuloso no trailer de Quase Memória
A Pandora Filmes divulgou fotos, pôster e trailer de “Quase Memória”, estrelado e narrado por Tony Ramos, que volta a protagonizar um filme após o ótimo trabalho em “Getúlio” (2014). Mas o retorno mais importante é o do diretor Ruy Guerra, que foi expoente do Cinema Novo e não filmava desde “O Veneno da Madrugada” (2005). A prévia alterna elementos teatrais com uma abordagem quase surrealista na adaptação do livro de memórias de Carlos Heitor Cony (falecido em janeiro), evocando neste quesito os recentes filmes memorialistas do chileno Alejandro Jodorowsky – que é contemporâneo de Guerra. Na trama, Tony Ramos vive o velho Carlos, que relembra seu pai Ernesto (vivido por João Miguel), e sua narrativa se torna uma história fabulosa pela distorção causada pelo fato de os eventos terem sido testemunhados por ele quando era criança. Para complicar, ele ainda está perdendo a memória. O elenco da produção inclui Mariana Ximenes (“Uma Loucura de Mulher”), Antonio Pedro (“A Casa da Mãe Joana”), Charles Fricks, Julio Adrião e Flavio Bauraqui (todos os três de “Nise – O Coração da Loucura”). Comprovando a dificuldade enfrentada pelos filmes brasileiros para chegar aos cinemas, “Quase Memória” foi premiado no Festival do Rio… em 2015! A estreia finalmente vai acontecer em 19 de abril.
Dude: Comédia teen com atriz de Pretty Little Liars ganha trailer legendado
A Netflix divulgou o trailer legendado da comédia “Dude – A Vida é Assim”, filme de garotas colegiais. Mais ocupada das ex-integrantes da série “Pretty Little Liars”, Lucy Hale (que também está no terror “Verdade ou Desafio” e na nova série “Life Sentence”) estrela a produção, consumindo muita maconha, exortando a anatomia masculina e fazendo planos para o futuro, em conversas de virar a noite com suas melhores amigas para sempre. A prévia é divertida, mas também aborda o que costuma acontecer com os melhores planos, quando a graduação se aproxima para separar aquelas que eram inseparáveis. O bom elenco teen inclui Alexandra Shipp (“X-Men: Apocalipse”), Awkwafina (do vindouro “Oito Mulheres e um Segredo”) e Kathryn Prescott (série “Finding Carter”) como as amigas e ainda Alex Wolff (“Jumanji – Bem-Vindo à Selva”) e Austin Butler (série “The Shanara Chronicles”). Para completar, há os adultos Brooke Smith (série “Grey’s Anatomy”), Colton Dunn (série “Superstore”), Jack McBrayer (série “30 Rock”), Claudia Doumit (série “Timeless”), Michaela Watkins (série “Casual”), Esther Povitsky (série “Crazy Ex-Girlfriend”), Ian Gomez (série “Supergirl”) e Nora Dunn (série “Entourage”). “Dude” marca a estreia na direção da roteirista Olivia Milch, que escreveu “Oito Mulheres e um Segredo”, e chega em 20 de abril na plataforma de streaming.
Série Mister Brau vira “O Filme” com exibição de compacto de suas três temporadas
A série “Mister Brau” vai ser exibida como um filme da “Sessão da Tarde” na próxima terça-feira (17/4) pela rede Globo. Pegando a deixa de “Os Dez Mandamentos – O Filme”, da rival Record, a emissora editou um resumão das três primeiras temporadas da série e batizou de “Mister Brau – O Filme” – comprovando que a expressão “O Filme”, mania dos títulos dos longas brasileiros, tem mais a ver com TV que cinema. O compacto da série estrelada pelo casal Lázaro Ramos e Tais Araújo servirá para os fãs relembrarem a atração, na véspera da estreia da 4ª temporada, marcada para o dia 24 de abril. A atração de comédia conta o que acontece quando Mr. Brau (Ramos) e sua esposa Michelle (Tais), casal de origem humilde, decide se mudar para um condomínio de luxo, incomodando os novos vizinhos. Além de ser exibido na “Sessão da Tarde”, “O Filme” que não é filme ainda ficará disponível na Globo Play, a plataforma de streaming da emissora.
Trailer de Hot Summer Nights volta a trazer Timothée Chalamet como adolescente dos anos 1980
O estúdio indie A24 divulgou o pôster e o trailer de “Hot Summer Nights”, que volta a trazer Timothée Chalamet como um adolescente despertando sua sexualidade nos anos 1980. Mas o resultado é muito diferente de “Me Chame pelo Seu Nome”, não só pelo romance heterossexual, como pelo tom, puxado para a comédia de humor negro. Além disso, há maior consumo de drogas. Na verdade, há tráfico. No entanto, tudo começa com o envolvimento do protagonista com um rapaz mais velho… Quando um desconhecido entra no estabelecimento em que Daniel (Chalamet) trabalha e pede para ele esconder um punhado de maconha, segundos antes da polícia aparecer, seu mundo muda totalmente. O nerd que sofria bullying enxerga no negócio do tráfico de drogas uma forma de se tornar descolado, e oferece ao rapaz acesso ao mercado virgem do Ensino Médio. Ele até fica com a garota de seus sonhos. Mas ser traficante tem seus percalsos, como ele descobre entre socos e tiros de parceiros perturbadores. O elenco inclui Alex Roe (série “Sirens”) como o parceiro mais velho, Maika Monroe (“Corrente do Mal”) como o interesse romântico e ainda William Fichtner (“12 Heróis”), Thomas Jane (série “The Expanse”), Emory Cohen (“Brooklyn”), Maia Mitchell (série “The Fosters”) e Jack Kesy (série “The Strain”). Escrito e dirigido pelo estreante Elijah Bynum, “Hot Summer Nights” estreia em 27 de julho nos Estados Unidos, mais de um ano após sua première no Festival SXSW de 2017. Ainda não há previsão para o lançamento no Brasil.
Elle Fanning é Mary Shelley em trailer e fotos da cinebiografia da escritora de Frankenstein
A IFC Films divulgou fotos, o pôster e o primeiro trailer de “Mary Shelley”, cinebiografia da criadora de “Frankenstein”, que traz Elle Fanning (“O Estranho que Nós Amamos”) no papel-título. A prévia destaca como a escritora era jovem, com apenas 16 anos quando fugiu com o poeta boêmio Percy Bysshe Shelley, com quem se casou dois anos depois. E tinha somente 19 quanto terminou o romance gótico que a tornaria mundialmente conhecida. O vídeo também exalta sua representação como ícone feminista, ao mostrá-la enfrentando o preconceito da época para provar que uma mulher, ainda que tão jovem quanto ela, era capaz de escrever melhor que qualquer homem. “Frankenstein” nasceu de um desafio do poeta Lord Byron, e mesmo ao ser finalizado continuou a provocar dúvidas sobre a capacidade da escritora, com questionamentos se tinha sido realmente ela quem o escreveu e não seu marido famoso. O elenco inclui Douglas Booth (“Noé”) como Percy Shelley, Tom Sturridge (“Longe deste Insensato Mundo”) como Lord Byron e ainda Maisie Williams (série “Game of Thrones”), Stephen Dillane (“O Destino de uma Nação”), Ben Hardy (“X-Men: Apocalipse”), Bel Powley (“O Diário de uma Adolescente”) e Joanne Froggatt (série “Downton Abbey”). “Mary Shelley” foi escrito e dirigido por Haifaa Al-Mansour, que também teve que provar que uma mulher podia fazer filmes, ao se tornar a primeira cineasta feminina da Arábia Saudita. Seu filme de estreia, “O Sonho de Wadjda” (2012), acabou se tornando premiadíssimo. O lançamento está marcado para 25 de maio nos Estados Unidos e ainda não há previsão para o Brasil.
Novo teaser de Jurassic World: Reino Ameaçado mostra dinossauros soltos no mundo moderno
A Universal divulgou um novo teaser de “Jurassic World: Reino Ameaçado”, em antecipação ao lançamento do terceiro trailer, previsto para a próxima semana. A prévia revela alguns sustos de Chris Pratt com os dinossauros, mas também que as criaturas pré-históricas estão soltas no mundo moderno. O vídeo encerra com a volta de Ian Malcolm, o personagem de Jeff Goldblum em “Jurassic Park” (1993), avisando que o Jurassic World se expandiu para o mundo inteiro. Vale lembrar que o primeiro trailer destacou a destruição da Ilha Nublar e o segundo trouxe situações de terror, após cientistas resolverem experimentar com manipulação genética para criar novas espécies de répteis gigantes. Obviamente, uma péssima ideia, cujas consequências devem embalar o vídeo da próxima semana. O elenco também inclui Bryce Dallas Howard e BD Wong (que, assim como Pratt, estrelaram o primeiro “Jurassic World”), Justice Smith (série “The Get Down”), Daniella Pineda (da série “The Originals”), Toby Jones (“Alice Através dos Espelhos”), Rafe Spall (“A Grande Aposta”), James Cromwell (“O Artista”), Ted Levine (série “Monk”), Geraldine Chaplin (“O Impossível”) e a menina Isabella Sermon. O roteiro é de Colin Trevorrow (diretor de “Jurassic World”), a direção está a cargo do espanhol Juan Antonio Bayona (“O Impossível”). “Jurassic World: Reino Ameaçado” estreia em 21 de junho no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Novo trailer dublado de Os Incríveis 2 revela trama e supervilão do filme
A Disney/Pixar divulgou um novo pôster e o segundo trailer dublado de “Os Incríveis 2”, que mostram os novos desafios da família Parr (ou Pêra, na versão dublada). A prévia condensa a trama, mostrando como o Sr. Incrível vira dono de casa para que sua esposa, a Mulher-Elástico, possa combater o crime e mudar a imagem dos super-heróis, que foram banidos pelo governo. Mas não é fácil ser pai de uma adolescente em crise, um menino literalmente hiperativo e um bebê que começa a manifestar super-poderes perigosos. Para completar, ainda há o surgimento de um novo supervilão: o Hipnotizador. Compare abaixo o trailer nacional com o americano, em que as vozes da família continuam a ser dubladas pelos atores Craig T. Nelson (série “Parenthood”), Holly Hunter (“Batman vs. Superman”) e Sarah Vowell (“Filhos do Divórcio”). Só o menino Flecha/Dash tem nova voz, o novato Huck Milner. Além deles, Samuel L. Jackson (“Os Oito Odiados”) também retorna como Frozone e o diretor Brad Bird continua a fazer a voz de Edna Moda. Nada disso será ouvido nos cinemas brasileiros, mas poderá ser conferido em versões posteriores em vídeo e streaming. Novamente escrito e dirigido por Bird, a continuação do clássico de 2004 da Pixar tem estreia marcada para o dia 28 de junho no Brasil, duas semanas após o lançamento nos Estados Unidos.
Sindicato dos Atores proíbe testes de Hollywood em hotéis e residências
O Sindicato dos Atores dos Estados Unidos, conhecido pela sigla SAG-AFTRA, resolveu proibir testes de elenco em quartos de hotel e residências particulares após as inúmeras denúncias de assédio sexual em Hollywood. O fim do atalho para o teste do sofá consta de um Código de Conduta publicado pela entidade nesta quinta (12/4). “O SAG-AFTRA se opõe que audições, entrevistas e reuniões profissionais similares sejam realizadas em quartos de hotel ou residências privadas”, diz o texto, publicado no site do sindicato. “Exortamos que produtores e outros responsáveis na tomada de decisões, com influência e controle da carreira profissional de outros, PAREM de ter essas reuniões profissionais nesses locais de alto risco e busquem alternativas de locais mais apropriados.” O sindicato também pediu para os agentes de talentos que tampouco marquem esse tipo de reunião para seus clientes, e recomendou aos atores que, caso seja impossível mudar o local, compareçam às reuniões acompanhados de uma pessoa de confiança. A proibição é uma forma de evitar a repetição de casos como o de Harvey Weinstein, que usava hotéis para abordar sexualmente jovens atrizes. A maioria das denúncias contra o produtor revelou que ele convidava atrizees para seu quarto de hotel com a desculpa de falar de trabalho e tirava a roupa, oferecia massagens, ou pedia que elas o vissem se masturbar, tudo com promessas de fama, ou ameaças de arruinar suas carreiras. Há também acusações sobre testes em residências, como as denúncias contra Steven Seagal, entre outros. “Estamos comprometidos a enfrentar o cenário que permitiu que predadores explorassem a portas fechadas várias atrizes sob a aparência de uma reunião profissional”, declarou Gabrielle Carteris, presidente do SAG-AFTRA, que representa 160 mil atores e outros profissionais do entretenimento e da mídia.
Pré-venda de Vingadores: Guerra Infinita é a maior entre todos os filmes de super-heróis
“Vingadores: Guerra infinita” já começou a quebrar recordes antes mesmo da estreia. O site Fandango, que domina o mercado de vendas de ingressos online nos Estados Unidos, anunciou que a pré-venda do novo filme ultrapassou a dos últimos sete lançamentos da Marvel nos Estados Unidos. O detalhe desse anúncio é que o valor não é apenas maior que “Pantera Negra”, que liderava este ranking. A procura por ingressos antecipados supera a soma combinada de todos os sete filmes anteriores do estúdio. Sem revelar números, o Fandango afirma que se trata da maior pré-venda de um longa de super-heróis em todos os tempos. Para dar um parâmetro, o site revelou que “Guerra Infinita” está vendendo mais que o dobro de “Pantera Negra” no mesmo período – isto é, a duas semanas da estreia. A expectativa tem feito o mercado projetar uma estreia na casa dos US$ 200 milhões no mercado norte-americano. Caso isso se confirme, o lançamento dos super-heróis se tornará o sexto filme a realizar esta façanha, atingida até hoje semente por “Pantera Negra” (US$ 202 milhões), “Os Vingadores” (US$ 207 milhões), “Jurassic World” (US$ 208 milhões), “Star Wars: Os Últimos Jedi” (US$ 220 milhões) e “Star Wars: O Despertar da Força” (US$ 247 milhões). O novo filme da Marvel estreia em 26 de abril no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Sandra Bullock quer roubar Anne Hathaway no novo trailer de Oito Mulheres e um Segredo
A Warner divulgou o novo trailer de “Oito Mulheres e um Segredo”, a versão feminina de “Onze Homens e um Segredo” (2001). A prévia mostra o plano de Sandra Bullock (“Gravidade”) para roubar Anne Hathaway (“Colossal”) com a ajuda de algumas comparsas, entre elas a cantora Rihanna (“Battleship”), uma especialista em computação, cuja maior habilidade apresentada no trailer é ligar o aparelho. O vídeo também situa o filme na franquia original, ao mencionar claramente, via exposição do comediante James Corden (“Caminhos da Floresta”), que a personagem de Sandra Bullock “é irmã de Danny Ocean”, o papel de George Clooney nos outros filmes. Explicação que inspira em Anne Hathaway uma cara de quem não entendeu a referência. Na trama, Debbie Ocean (Bullock) sai da prisão planejando o golpe do século no baile anual Met Gala, recheado de estrelas de Hollywood e um colar extremamente precioso no pescoço de Hathaway. É a deixa para reunir um supertime de ladras com Cate Blanchett (“Thor: Ragnarok”), Helena Bonham Carter (“Alice Através do Espelho”), Sarah Paulson (série “American Crime Story”), Mindy Kaling (série “The Mindy Project”), Awkwafina (“Vizinhos 2”) e a mencionada Rihanna. Com produção de Steven Soderbergh, que dirigiu a trilogia de “Onze Homens e um Segredo”, o filme tem roteiro e direção de Gary Ross (“Jogos Vorazes”) e previsão de estreia para 7 de junho no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.












