Deadpool faz estágio para virar X-Men nos novos comerciais da continuação
A Fox divulgou novos comerciais de “Deadpool 2”. O melhor e com mais cenas inéditas mostra o personagem vivido por Ryan Reynolds fazendo estágio para virar X-Men, na companhia de Colossus (Andre Tricoteux) e Míssil Adolescente Megassônico (Brianna Hildebrand) – mas pode chamar de “Justin Bieber”. Os demais vídeos destacam o elenco de super-heroínas, com Deadpool de peruca loira, e como Peter (Rob Delaney), o integrante sem super-poderes do X-Force, tira o protagonista do sério. Dirigido por David Leitch (“De Volta ao Jogo”), “Deadpool 2” tem lançamento previsto para 17 de maio no Brasil, um dia antes da estreia nos Estados Unidos.
Novo trailer legendado de Homem-Formiga e a Vespa revela supervilã e muita ação
A Marvel divulgou um novo pôster e trailer legendado de “Homem-Formiga e a Vespa”, seu próximo filme de super-heróis. Repleto de cenas inéditas, a prévia destaca a pareceria entre os dois heróis, interpretados por Paul Rudd e Evangeline Lilly, que não acontece de forma suave, além de trazer muita ação, com a capacidade do Homem-Formiga para virar gigante, e revelar três novos personagens. Laurence Fishburne (“Matrix”, série “Hannibal”) vive o Dr. Bill Foster, também conhecido como o herói Golias Negro, Walton Goggins (“Os Oito Odiados”) é mais um empresário pilantra da franquia e Hannah John-Kamen (série “Killjoys”) ataca de supervilã: Fantasma, uma hacker brilhante com um uniforme que a torna intangível e capaz de atravessar paredes – e mudar de sexo, já que é um homem nos quadrinhos do Homem de Ferro. A prévia explica que Fantasma roubou uma tecnologia secreta do Dr. Henry Pym (Michael Douglas), capaz de conduzir a mundos subatômicos, e isso faz com que os heróis busquem ajuda do grupo atrapalhado de ladrões amigos de Scott Lang (Rudd). É a deixa para Michael Peña render momentos de humor. Fora isso, não há maiores detalhes da trama, que também irá introduzir Michelle Pfeiffer (“A Família”) como Janet Van Dyne, a Vespa original. Novamente dirigido por Peyton Reed (de “Homem-Formiga”), o filme estreia em 5 de julho no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Recorde de Vingadores: Guerra Infinita pode mudar leis de distribuição de filmes na Coreia do Sul
O recorde de bilheteria de “Vingadores: Guerra Infinita” pode mudar as leis de distribuição de filmes nos cinemas da Coréia do Sul. Segundo a revista Variety, o governo local não gostou de ver as telas do país monopolizadas por uma produção estrangeira. O filme entrou em cartaz em mais de 85% das salas do país, muitas vezes em várias salas de um mesmo multiplex, tornando difícil encontrar alternativa na programação dos cinemas locais. Graças a este monopólio, conquistou a maior estreia já registrada por um filme no país, arrecadando 95% da bilheteria total dos filmes em cartaz na Coreia do Sul desde sua estreia na última quarta-feira (25/4). O governo sul-coreano considerou isso absurdo e agora quer introduzir um projeto que proíba um filme de ser exibido em mais de 40% do parque exibidor. “Neste momento, uma ação legal e institucional para evitar o monopólio nos cinemas parece ser necessária”, afirmou à Variety o legislador Cho Seung-era. “Vingadores: Guerra Infinita” somou US$ 31 milhões nas bilheterias sul-coreanas. O filme também bateu o recorde de arrecadação em vários outros países, inclusive no Brasil, onde curiosamente não teve o circuito de distribuição revelado.
Mel Gibson pretende filmar kamikazes em novo filme passado na 2ª Guerra Mundial
Após fazer as pazes com a crítica – e a Academia – com “Até o Último Homem” (2016), Mel Gibson prepara-se para dirigir um novo filme. E não é a continuação de “A Paixão de Cristo” (2004), que ele estaria desenvolvendo. Segundo o site The Hollywood Reporter, Gibson pretende filmar “Destroyer”, mais um filme passado na 2ª Guerra Mundial, como seu último longa. A coincidência é ainda maior, já que a trama também lida com a batalha de Okinawa, como o lançamento de 2016. Trata-se de uma adaptação de um livro de John Wukovits sobre os ataques dos kamikazes, pilotos suicidas japoneses, contra os navios da frota americana. O relato verídico conta como a tripulação do destroyer USS Laffey defendeu seu navio de um ataque impressionante de 22 pilotos kamikazes. O roteiro já está pronto, escrito por Rosalind Ross, roteirista da série “Matador”, que é namorada de longa data de Gibson. Mas a produção pode não acontecer imediatamente, pois Gibson também negocia estrelar o filme baseado na série clássica “Cyborg – O Homem de Seis Milhões de Dólares”, ao lado de Mark Wahlberg para a Warner Bros. Os dois trabalharam juntos recentemente em “Pai em Dose Dupla 2” e Wahlberg estaria fazendo lobby para repetir a parceria. Caso Gibson aceite a proposta para estrelar a sci-fi de ação, as filmagens de seu próximo longa como diretor só deverão começar no final do ano.
Lupita Nyong’o negocia estrelar remake de clássico de ação de John Woo
A atriz Lupita Nyong’o (“Pantera Negra”) está em negociações para estrelar um remake do filme clássico de ação “The Killer – O Matador” (1989), dirigido em Hong Kong pelo mestre John Woo. O próprio John Woo está por trás da produção, que ele pretende dirigir em sua volta a Hollywood, 15 anos após seu último filme americano – a sci-fi “O Pagamento” (2003). Segundo o site The Hollywood Reporter, o filme será coproduzido pela Universal Pictures e a produtora canadense eOne, de Mark Gordon. O filme original marcou época e ajudou a introduzir Woo e o ator Chow Yun-Fat ao público ocidental. Na trama, Yun-Fat vivia um assassino profissional desiludido, que aceitava um último trabalho para pagar o tratamento que restauraria a visão de uma cantora, que ele cegou acidentalmente durante um assassinato encomendado. Lupita Nyong’o não seria a cantora, mas uma versão feminina do protagonista, numa inversão de papéis para o século 21. Ainda não há previsão para a estreia.
Quentin Tarantino e diversos atores entram na justiça para cobrar milhões de Weinstein
A falência da produtora The Weinstein Company vem atraindo diversos interessados em seus ativos, mas também há muitas dívidas a serem acertadas. Para o diretor Quentin Tarantino, nenhum negócio de venda do estúdio pode ser fechado sem que ele receba sua parte: US$ 4,5 milhões em direitos autorais devidos. O advogado do cineasta deu entrada num processo na justiça da Califórnia para preservar seus direitos e impedir que os diretores da TWC possam embolsar milhões com a venda, sem antes acertar sua dívida. E ele não foi o único a tomar essa iniciativa. Atores como Leonardo DiCaprio, Jennifer Lawrence, Brad Pitt, Jake Gyllenhaal, Bill Murray, Meryl Streep e Julia Roberts alegam que a empresa lhes deve pagamentos por direitos autorais. Até o próprio Harvey Weinstein, cujo escândalo sexual causou a falência da empresa, está cobrando dinheiro da TWC na justiça. A dívida de Tarantino é a maior de todas, porque sua parceria com Weinstein foi duradoura. Começou ainda nos anos 1990, na época da primeira produtora dos irmãos Weinstein, a Miramax, que lançou seus primeiros filmes, “Cães de Aluguel” (1992), “Pulp Fiction” (1994) e “Jackie Brown” (1997). Mas a preocupação do diretor é mesmo com os quatro filmes que dirigiu para a Weinstein Company na última década. Segundo os papéis da declaração de falência, são devidos royalties de “À Prova de Morte” (2007), “Bastardos Inglórios” (2009), “Django Livre” (2012) e “Os Oito Odiados” (2015), pelos quais o diretor reclama, respectivamente, US$ 300 mil, US$ 575 mil, US$ 1,25 milhão e cerca de US$ 2,5 milhões. Leonardo DiCaprio contesta um pagamento devido em seu contrato de atuação em “Django livre”. Jake Gyllenhaal e Rachel McAdams entraram com ações indenizatórias pelo filme “Nocaute”, de 2015. Jennifer Lawrence alega não ter recebido informações suficientes sobre os rendimentos do filme “O Lado Bom da Vida” (2012). Os advogados da atriz pedem para analisar os registros financeiros da produtora para ver o faturamento gerado pelo premiado filme e concluir a participação dela nos lucros. O mesmo acontece em relação a Meryl Streep e Julia Roberts por “Álbum de Família” (2013), e Brad Pitt, por “O Homem da Máfia” (2012), que reclamam da falta de registros financeiros e também da proposta do devedor de transferir seus contratos no leilão sem acenar com nenhuma compensação correspondente aos aditivos contratuais. Outros nomes importantes que entraram na Justiça incluem o autor Stephen King, os herdeiros de Wes Craven, Lin-Manuel Miranda (pelo musical inédito “In the Heights”) e o diretor David O. Russell.
Premiadíssimo terror brasileiro As Boas Maneiras ganha trailer e cartaz
A Imovision divulgou o pôster e o trailer do terror “As Boas Maneiras”, um dos filmes brasileiros mais premiados dos últimos meses. A prévia revela uma gravidez monstruosa, acompanhada por elogios da crítica internacional. Na trama, uma enfermeira da periferia de São Paulo (Isabél Zuaa, de “Joaquim”) é contratada por uma mulher rica, grávida e misteriosa (Marjorie Estiano, de “Sob Pressão”), para ajudar na casa e, após o nascimento, ser babá de seu filho. As duas desenvolvem uma forte relação de amizade, mas a gravidez se revela um horror, especialmente nas noites de lua cheia, a ponto de transformar a mulher conforme chega a hora do parto. O segundo longa realizado em parceria pelos diretores Juliana Rojas e Marco Dutra (de “Trabalhar Cansa”) foi o grande vencedor do Festival do Rio 2017, onde arrematou os troféus de Melhor Filme, Atriz Coadjuvante (Marjorie Estiano) e Fotografia (o português Rui Poças, de “Uma Mulher Fantástica”). Além disso, também venceu o Festival do Uruguai, o Prêmio Especial do Júri no Festival de Locarno, na Suiça, o Prêmio do Público no L’Etrange Festival, na França, e o Prêmio da Crítica no Festival de Sitges, na Espanha, entre muitas outras consagrações internacionais. A estreia nos cinemas brasileiros está marcada para 7 de junho.
Vídeo legendado de Han Solo traz aliens, robôs e mundos sombrios sob domínio do Império
A Disney divulgou um novo vídeo legendado de “Han Solo: Uma História Star Wars”, repleto de cenas inéditas e acompanhado por comentários do diretor, roteirista e elenco, com destaque para o trio formado por Han Solo (Alden Ehrenreich, de “Ave César!”), Chewbacca (Joonas Suotamo) e Lando Calrissian (Donald Glover, de série “Atlanta”), além de Qi’Ra (Emilia Clarke, de “Game of Thrones”). O vídeo faz um serviço melhor em apresentar a produção que os trailers oficiais, ao descrever o clima e a época em que a ação se passa. Totalmente diferente das produções da saga “Star Wars”, a trama de “Han Solo” é um prólogo que antecede a rebelião, portanto é o primeiro filme da franquia a mostrar como era a vida há muito tempo, numa galáxia distante, sob o domínio do Império. A prévia também enfatiza o design ambicioso – e sombrio – de diferentes planetas e muitos efeitos visuais, com diferentes alienígenas, robôs e naves, demonstrando a grandiosidade do longa-metragem. “Han Solo: Uma História Star Wars” tem roteiro do veterano Lawrence Kasdan (“O Império Contra-Ataca”) e de seu filho Jon Kasdan (“A Primeira Vez”), e Ron Howard assina a direção final, após a demissão da dupla Christopher Miller e Phil Lord (“Anjos da Lei”) pela Lucasfilm, no meio das filmagens. A estreia está marcada para 24 de maio no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
James Gunn confirma que Guardiões da Galáxia Vol. 3 vai se passar após Vingadores 4
O calendário é claro, mas muita gente ainda acha que o final apocalíptico de “Vingadores: Guerra Infinita” poderia afetar o lançamento de “Guardiões da Galáxia Vol. 3”. Atenção: o texto a seguir contém os spoilers do filme que atualmente quebra recordes nas bilheterias. No cronograma da Marvel, “Guardiões da Galáxia Vol. 3” só será lançado um ano após “Vingadores 4”. E por um motivo óbvio. É que sua trama depende da reversão programada de algumas mortes de “Guerra Infinita”. Perguntado sobre esta cronologia, o diretor James Gunn confirmou os planos, sem assumir a ressurreição coletiva, que deve virar meme entre os fãs da DC Comics que nunca levaram a sério a morte do Superman. Gunn esclareceu a dúvida ao responder a uma seguidora no Instagram, num post sobre spoilers com uma foto do primeiro encontro do Senhor das Estrelas (Chris Pratt) com Gamora (Zoe Saldana). Mas a pergunta foi mais longa que a resposta. “Questão importante, mas tudo bem se você não puder ou quiser responder. Gostaria de saber se as sequências de ‘Homem-Aranha: de Volta ao Lar’ ou ‘Guardiões da Galáxia Vol. 3’ vão se passar depois de ‘Vingadores 4’, ou literalmente antes de ‘Guerra Infinita'”, quis saber a seguidora. O cineasta então respondeu: “‘Guardiões da Galáxia’ é depois. Eu sei a resposta para a pergunta sobre ‘Homem-Aranha’, mas não cabe a mim responder”. “Vingadores 4” estreia em 2 de maio de 2019 no Brasil, a continuação de “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” dois meses depois, em 5 de julho, e “Guardiões da Galáxia Vol. 3” em 2020. Quem ainda acredita que a Marvel possa lançar um filme do Homem-Aranha sem o Homem-Aranha e um dos Guardiões da Galáxia sem os principais Guardiões, deve considerar tudo o que leu acima também como spoiler de “Vingadores 4”. Mas os espectadores menos inocentes de “Guerra Infinita” já sabiam de tudo isso.
Deadpool parabeniza Vingadores nas redes sociais
Ryan Reynolds já está em clima de sinergia com a Marvel (pós-aquisição da Fox pela Disney). O astro de “Deadpool” usou as redes sociais para parabenizar os colegas do filme “Vingadores: Guerra infinita” pela bilheteria recorde, usando como ilustração uma carta de rejeição ao pedido de seu personagem para ingressar nos Vingadores. Assinada por Tony Stark, a carta responde ao apelo de Deadpool para virar Vingador de forma breve: “Não. Absolutamente, não. Vai encher o saco do Professor Xavier. Não. Sinceramente, Tony Stark”. Na legenda, Reynolds completou a brincadeira: “De um cara que nunca soube quando desistir, estou feliz por vocês nunca desistirem. Parabéns, Vingadores”. Corajoso, o super-herói vai ter que encarar o fenômeno dos Vingadores logo na sequência. “Deadpool 2” estreia em 17 de maio no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos. From a guy who never knows when to quit, I’m glad you guys never did. Congrats #Avengers. pic.twitter.com/voJshTKx5E — Ryan Reynolds (@VancityReynolds) April 29, 2018
Agora é oficial: Recordes de Vingadores Guerra Infinita são ainda maiores que o previsto
As estimativas do desempenho recorde de “Vingadores: Guerra Infinita”, divulgadas na tarde de domingo (29/4), eram elevadas. Mas os números oficiais, computados nesta segunda, são ainda maiores. Isto significa que os recordes de arrecadação do filme aumentaram mais. Originalmente estimada em US$ 250M (milhões), a arrecadação do terceiro “Vingadores” na América do Norte foi, na verdade, de US$ 258,2M. Trata-se, como já era na previsão de domingo, a maior bilheteria de fim de semana de estreia já registrada nos Estados Unidos e no Canadá, agora com mais folga para o 2º lugar, “Star Wars: O Despertar da Força”, que arrancou com US$ 247,9M há dois anos. Isto aconteceu devido à maior venda de ingressos já registrada num domingo na América do Norte: US$ 69,2M. Ou seja, US$ 8M acima das projeções de especialistas no mercado cinematográfico. Nos demais países, o filme faturou US$ 382,7M, elevando a conta total para 640,9M de bilheteria mundial, um salto de mais de US$10M em relação aos US$ 630M que tinham sido estimados. Com isso, o filme abriu mais de US$ 100 milhões de vantagem para o antigo detentor do recorde, “Velozes e Furiosos 8” (US$ 532,5M no ano passado). O faturamento no Brasil foi de R$ 65,1M, também recorde de bilheteria nacional.
Maldição de Dom Quixote ataca Festival de Cannes 2018
O Festival de Cannes 2018 pode ficar sem seu filme de encerramento. Trata-se de mais um capítulo da maldição de “The Man Who Killed Don Quixote” (O Homem que Matou Dom Quixote, em tradução literal), que atormenta o diretor Terry Gilliam há 20 anos, criando todo o tipo de contratempo possível e imaginável para dificultar a realização e, agora, o lançamento do longa-metragem. A organização do evento denunciou nesta segunda-feira (30/4) estar sofrendo “intimidações” do produtor português Paulo Branco, que exige o cancelamento da exibição do filme no encerramento do evento, marcado para o dia 19 de maio. A Alfama Films, controlada por Branco e ex-produtora do filme de Gilliam, recorreu à Justiça para proibir a première mundial, alegando que isso “viola os direitos de divulgação da obra”. Em resposta, a organização de Cannes acusou Branco de proceder com “intimidações e afirmações difamatórias tão irrisórias como grotescas”. Em comunicado, o presidente do festival Pierre Lescure e o delegado geral Thierry Frémaux afirmaram que Cannes “respeitará a decisão” que será tomada pela Justiça numa audiência marcada para o dia 7 de maio, “seja ela qual for”. Mas ressaltaram no texto seu compromisso com o cinema. Após citar que os advogados de Branco prometeram uma “derrota desonrosa” ao festival, afirmaram que a única derrota “seria ceder à ameaça”. No mesmo comunicado, os representantes do festival reiteraram que “os artistas necessitam mais que nunca que sejam defendidos, não atacados”. Por isto, neste ano, além do filme de Gilliam, incluíram na seleção de Cannes obras de iraniano Jafar Panahi e do russo Kirill Serebrennikov, que estão presos em seus países. Além disso, decidiram suspender o veto ao cineasta dinamarquês Lars von Trier, que tinha sido considerado “persona non grata” no evento em 2011. A briga judicial com Paulo Branco apenas prolonga a via crucis de Terry Gilliam, que começou a pré-produção de “The Man Who Killed Don Quixote” em 1998, há exatos 20 anos. A filmagem original teve início em 2000, com Johnny Depp (“Piratas do Caribe”) no papel principal, e foram tantos problemas, incluindo inundações, interferências das forças armadas espanholas e uma hérnia sofrida pelo astro, que a produção precisou ser interrompida e o filme abandonado. Todas as dificuldades enfrentadas pelo projeto foram registradas num documentário premiado, “Lost in La Mancha” (2002). Uma década depois, em 2010, Gilliam voltou a ficar perto de realizar seu projeto, chegando a filmar Ewan McGregor (“O Escritor Fantasma”) como protagonista e Robert Duvall (“O Juiz”) no papel de Dom Quixote, mas a produção precisou ser novamente interrompida, desta vez por problemas financeiros. Em 2015, ele chegou a anunciar uma nova tentativa, agora estrelada por Jack O’Connell (“Invencível”) e John Hurt (“O Espião que Sabia Demais”), mas a briga com o produtor português adiou o projeto. Os dois se desentenderam durante a pré-produção, o que levou o diretor a entrar na justiça francesa para anular a cessão de direitos, enquanto realizava o longa com apoio de outra produtora. Neste meio tempo, John Hurt acabou morrendo e precisou ser substituído na quarta filmagem anunciada, desta vez definitiva. Assim, quem acabou nos papéis principais foram Adam Driver (“Star Wars: O Despertar da Força”) e Jonathan Pryce (série “Game of Thrones”). O elenco final também inclui Olga Kurylenko (“Oblivion”), Stellan Skarsgård (“Ninfomaníaca”), Óscar Jaenada (“Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas”), Jordi Mollà (“Riddick”), Sergi López (“Faces de uma Mulher”), Jason Watkins (série “Taboo”) e Rossy de Palma (“Madame”). Mas enquanto Gilliam comemorava a conclusão das filmagens amaldiçoadas no ano passado, um tribunal de Paris se pronunciou em primeira instância em favor do produtor português, embora tenha rejeitado seu pedido de parar as filmagens. O cineasta recorreu e uma nova audiência da justiça francesa foi marcada para 15 de junho, data em que se saberá qual será o destino do filme. Uma prévia desta sentença será conhecida antes. A organização de Cannes entrou com uma liminar para exibir o filme e a decisão da justiça foi marcada para 7 de maio, data aludida no comunicado do evento, e que cai um dia antes do início do festival. Inspirado no clássico de Miguel de Cervantes, o longa gira em torno de um cansado diretor de comerciais que viaja para a Espanha para uma gravação, mas acaba embarcando numa jornada bizarra de volta no tempo, onde encontra Dom Quixote, que imediatamente o confunde com Sancho Pança e o arrasta para uma série de aventuras catastróficas. Mas não tão catastróficas como a história de bastidores do próprio filme.
Vingadores: Guerra Infinita tem a maior estreia de todos os tempos no Brasil
O filme de super-heróis da Marvel bateu o recorde de bilheteria de estreia de cinema no Brasil. Entre quinta e domingo (29/4), “Vingadores: Guerra Infinita” vendeu 3,6 milhões de ingressos e somou R$ 65,1M (milhões) de arrecadação no país, segundo dados da Rentrak. O valor recordista já tinha sido antecipado no domingo por publicações americanas e pulveriza a melhor marca anterior, que pertencia a outro filme de super-heróis no Brasil: “Liga da Justiça”, com R$ 46,4M. A distância é ainda mais brutal para o campeão nacional, “Nada a Perder”, cinebiografia de Edir Macedo, que vendeu 2,1 milhões de ingressos, rendendo um total de R$ 25,8M em sua primeira semana – apesar da venda antecipada de supostos 4 milhões de ingressos. “Vingadores: Guerra Infinita” também quebrou o recorde de melhor fim de semana de estreia nos Estados Unidos e Canadá com US$ 250M (milhões). Foi a primeira vez que um lançamento abriu com este valor na América do Norte, superando a maior bilheteria até então, de “Star Wars: O Despertar da Força”, que arrancou com US$ 247,9M há dois anos. O filme também destruiu o recorde de maior abertura mundial de todos os tempos, que pertencia a “Velozes e Furiosos 8” (US$ 532,5M no ano passado). Fez impressionantes US$ 100M a mais, atingindo US$ 630M. E isto que ainda não foi lançado na China, o segundo maior mercado de cinema do mundo. Além de Brasil e América do Norte, a produção da Marvel quebrou recordes de bilheteria na Coreia do Sul (US$ 39,2M), México (US$ 25,1 million), Filipinas (US$ 12,5M), Tailândia (US$ 10M), Indonésia (US$ 9,6M) e Malásia (US $8,4M). Também se tornou a maior abertura de um filme de super-herói na Austrália (US$ 23M), Índia (US$ 18,6M), França (US$ 17,7M), Alemanha (US$ 14.7M) e Espanha (US$ 8,3M). Um fenômeno.












