Minha Fama de Mau celebra importância de Erasmo Carlos para o rock brasileiro
Erasmo Carlos, roqueiro e romântico, cantor e compositor, foi um dos pilares do programa “Jovem Guarda”, um megasucesso televisivo dos anos 1960, que se tornou um movimento de música jovem brasileira, sempre relembrado desde então. Roberto Carlos, o amigo e parceiro de Erasmo, manteve-se em alta sempre, mudando estilo, prioridades e público. Wanderléa, o terceiro pilar da Jovem Guarda, e Erasmo Carlos não conseguiram o mesmo resultado, mas são lembrados por seu pioneirismo que conseguiu incorporar o rock, então nascente, à música brasileira, compondo, vertendo e cantando em português (antes deles houve Celly Campello). Eles comandaram um time de artistas jovens, que se tornaram ídolos da brotolândia, como se dizia na época. Erasmo manteve uma carreira mais discreta como cantor, ao longo do tempo, mas dividindo com Roberto a grande maioria das composições que este lançava ao sucesso. Como acontece até hoje. “Minha Fama de Mau”, o filme de Lui Farias, é uma adaptação do livro escrito por Erasmo Carlos, contando parte de sua vida e carreira, da juventude pobre na Tijuca, vivendo em casa de cômodos, o popular cortiço, ao sucesso retumbante da Jovem Guarda e o posterior declínio. Passa pelo tempo do conjunto The Snakes e pelo conhecimento de Tião, depois Tim Maia, que lhe ensinou três acordes no violão, que lhe valeram muito, e também pelo período de afastamento de Roberto Carlos e a retomada da amizade e da parceria. Lá estão as muitas mulheres que passaram pela vida dele, inclusive a esposa Narinha. O filme optou por escolher uma única atriz para representar todas elas, Bianca Comparato. Uma opção interessante que, na prática, nivela as parceiras amorosas e sexuais por baixo. Todas valem pouco, pelo menos, até o aparecimento de Narinha. É o que deve ter sido captado pelos roteiristas Lui Farias, L. G. Bayão e Letícia Mey, do texto original, suponho. O filme é contado na primeira pessoa, é a visão de Erasmo Carlos sobre sua vida e carreira. O personagem chega a falar diretamente para a câmera, ou seja, contar para o público o que se passava ou o que era sentido por ele. O ator protagonista é Chay Suede, que não se parece fisicamente com Erasmo, mas convence pela entrega ao papel e porque canta bem as canções que marcaram o Tremendão. Gabriel Leone, que faz Roberto, e Malu Rodrigues, que faz Wanderléa, também cantam bem e compõem um bom elenco, assim como Bruno Luca, que faz Carlos Imperial, o empresário pilantra e pretensioso que, de qualquer modo, abriu muitas portas para Erasmo. O filme tem uma boa caracterização de época, incluindo signos muito claros da Jovem Guarda, como ambientes, vestuário, cartazes, instrumentos. Tem também achados interessantes, como a interação entre a interpretação de hoje e as imagens da plateia da época. Os elementos políticos da ditadura militar estão ausentes, mas estavam também ausentes na visão dos brotos e desses ídolos, no período. Algum tempo atrás, vi uma entrevista com Erasmo Carlos, em que ele dizia que estava na hora de se mostrar novamente. E contava que sua neta, na escola, informava às amiguinhas que Erasmo era amigo e parceiro de Roberto Carlos e muito famoso, mas elas relutavam em acreditar. As gerações passam e a história pode se perder. Daí a importância de filmes como “Minha Fama de Mau”. iframe width=”650″ height=”365″ src=”https://www.youtube.com/watch?v=8yh0GHxs8Ns” frameborder=”0″ allowfullscreen>
Diretor de O Espetacular Homem-Aranha vai filmar versão americana do anime Seu Nome
O diretor Marc Webb, de “O Espetacular Homem-Aranha” (2012) e “(500) Dias com Ela” (2009), vai dirigir a versão live-action do anime “Seu Nome” (Your Name, 2016), maior bilheteria animada da história do cinema japonês. O roteiro está a cargo de Eric Heisserer (“Bird Box”) e a produção é de J.J. Abrams (“Star Wars: O Despertar da Força”). O filme original conta a história de Mitsuha, uma jovem cansada de viver em um vilarejo rural japonês, e Taki, um adolescente em Tóquio. Os dois acabam acordando aleatoriamente no corpo um do outro. Taki e Mitsuha vivem as vidas um do outro, deixando notas em seus celulares das experiências, mas quando Taki tenta encontrar Mitsuha, seu destino sofre uma reviravolta fantástica, à medida que o tempo se dobra em realidades alternativas. A versão americana vai transportar a história para os Estados Unidos, acompanhando uma adolescente indígena que mora em uma área rural e um jovem de Chicago, que descobrem que estão magicamente trocando de corpos. Quando um desastre ameaça alterar suas vidas, eles precisam viajar para se encontrar e salvar seus mundos. O produtor Genki Kawamura, responsável pela animação original, disse em comunicado que Marc Webb “foi nossa primeira escolha para dirigir essa interpretação remodelada do filme desde o momento em que exploramos a criação de uma versão americana”. “Como vimos em ‘(500) Dias com Ela’, Marc tem um tremendo talento para contar ótimas histórias de amor e, da mesma forma que os cinéfilos foram cativados pelo filme original, estamos certos de que Marc atrairá fãs do original e um público totalmente novo para a bonita jornada destes personagens. Com a produção de JJ Abrams, roteiro de Eric Heisserer e direção de Marc Webb, este projeto oficialmente tem a equipe com a qual sonhamos”. Ainda sem cronograma de filmagem ou previsão de estreia, a adaptação será produzida após todas as tentativas anteriores de emplacar versões de mangás e animes com atores americanos deram prejuízo, de “Dragon Ball Evolution” (2009) ao recém-lançado “Alita: Anjo de Combate”.
Clássico infantil Banana Splits vai voltar como telefilme de “terror”
A banda de rock infantil formada por Bingo, Fleegle, Drooper e Snorky vai voltar à atividade. O canal pago SyFy e a Warner Bros Home Entertainment se juntaram para tirar os Banana Splits do limbo. E vai ser um horror – literalmente. Para quem não lembra, “Banana Splits” era o nome de um programa infantil dos anos 1960 apresentado por quatro animais falantes (ou melhor, três, já que Snorky era um elefante de pelúcia que não falava). Eles tocavam rock, liam cartas de fãs e fugiam das menininhas da Turma das Uvas Azedas, em segmentos curtos entre desenhos dos “Cavaleiros das Arábias”, “Os Três Mosqueteiros”, “Microaventuras” e o seriado live-action “Ilha do Perigo” (o “Lost” original). Os personagens foram criados pelos irmãos Krofft (de “O Elo Perdido”) para a produtora Hanna-Barbera e embora a série tenha durado apenas duas temporadas, entre 1968 e 1970, acabou marcando a cultura pop com quadrinhos, brinquedos, discos e a famosa música-chiclete “Tra-la-la Song”. O retorno vai acontecer num telefilme, que será lançado em vídeo pela Warner e exibido pelo Syfy na televisão. E o detalhe mirabolante é que a trama será uma história de terror. Segundo a sinopse divulgada, um garoto chamado Harley é convidado a passar seu aniversário nos bastidores da gravação do programa de TV dos Banana Splits, mas as coisas tomam um rumo inesperado – “e a contagem de corpos aumenta rapidamente”. O roteiro foi escrito por Jed Elinoff e Scott Thomas (criadores da série “A Casa da Raven”) e a direção está a cargo de Danishka Esterhazy (da sci-fi “Level 16”). Já o elenco conta com Dani Kind (“Wyonna Earp”), Finlay Wojtak-Hissong (“The Kindness of Strangers”), Steve Lund (“Schitt’s Creek”) e Sara Canning (“The Vampire Diaries”). Ainda não há previsão para a estreia. Relembre abaixo a abertura da série clássica ao som da “Tra-la-la Song”.
Kitbull: Veja na íntegra um novo e tocante curta animado da Pixar
A Pixar divulgou em sua página no YouTube a íntegra do curta “Kitbull”, primeira animação escrita e dirigida por Rosanna Sullivan, que fez parte das equipes de “Universidade Monstros” e “Os Incríveis 2”. O visual é bem diferente da animação computadorizada que costuma caracterizar as produções do estúdio, mas mantém o tom sensível e tocante da grife Pixar, ao mostrar a improvável amizade entre um gato de rua e um cão de guarda da raça pit bull. Recomenda-se lencinhos para acompanhar. “Kitbull” é o terceiro curta realizado dentro do programa SparkShorts, iniciativa voltada a estimular os funcionários do estúdio a explorar suas próprias ideias em projetos que os inspirem.
Documentário sobre supostas vítimas de abuso de Michael Jackson ganha primeiro trailer
A HBO divulgou o primeiro trailer oficial de “Leaving Neverland”, o polêmico documentário que acusa Michael Jackson de abuso sexual de menores. Conforme explica a sinopse, o filme conta como “no auge do seu estrelato, Michael Jackson começou relacionamentos duradouros com dois garotos de 7 e 10 anos. Agora com 30 anos, eles contam a história de como foram abusados sexualmente por Jackson e como eles chegaram a um acordo anos depois”. A prévia traz depoimentos de Wade Robson, James Safechuck e de suas famílias, lembrando quando eles foram convidados a visitar o rancho de Neverland, lar do rei do pop. “Os dias eram preenchidos com experiências mágicas da infância, víamos filmes, comíamos doces e chocolates”, conta Safechuck, antes do tom mudar radicalmente. “Ele me disse que se alguém descobrisse o que estávamos fazendo, nós iríamos para a cadeira para o resto de nossas vidas”, afirma Robson, antes de concluir. “Eu quero poder falar a verdade tão alto quanto eu tive que mentir por tanto tempo”. O australiano Wade Robson conheceu Michael Jackson nos bastidores de um show em seu país como prêmio de um concurso em um shopping em que ele imitava o rei do pop. Ele foi convidado a ir ao hotel de Michael após o show e viajar com sua família para os Estados Unidos, hospedando-se no rancho de Neverland. Foi aí que Robson ficou sozinho pela primeira vez com Michael. Já James Safechuck conheceu Michael Jackson após gravar um comercial para a Pepsi junto com o cantor. Os dois ficaram amigos e Michael também o convidou a ir para Neverland. Ambos chegaram a depor a favor do cantor quando ele foi julgado por outra denúncia de abuso de menor, o que gerou a revolta dos administradores do espólio do artista, que chamam os rapazes de “mentirosos” e acusam o filme de mostrar apenas um lado. A família de Jackson definiu o documentário como “linchamento público”. Dirigido por Dan Reed, “Leaving Neverland” será exibido em duas partes, nos dias 3 e 4 de março. A exibição foi marcada rapidamente para tirar proveito da notoriedade conseguida pela polêmica em torno da exibição em Sundance e ignora ameaças do advogado Howard Weitzman, representante dos herdeiros do astro do pop, que prometeu processar o canal caso siga em frente com seus planos. Os representantes de Jackson enviaram uma carta de 10 páginas para a HBO, em que afirmam que o documentário representará “o episódio mais vergonhoso” da história do canal.
Diretor e ator de Pantera Negra vão filmar história de um Pantera Negra real
Depois do sucesso de “Pantera Negra”, o diretor Ryan Coogler e o ator Daniel Kaluuya vão voltar a trabalhar juntos em outro filme de Pantera Negra. Desta vez, do movimento político que se inspirou no nome do super-herói da Marvel para radicalizar a militância racial. O filme se chama “Jesus Was My Homeboy” e é uma cinebiografia de Fred Hampton, famoso ativista negro dos EUA e um dos líderes mais conhecidos dos Panteras Negras. O grupo Panteras Negras foi formado em 1966 com o objetivo de armar e proteger os bairros negros de Oakland, na California, contra o crime e também contra a violência policial. Mas, a partir de 1969, passou a se dedicar a iniciativas de saúde, educação e alimentação para melhorar a qualidade de vida na região, espalhando-se para outras cidades com reivindicações sociais. Essa proliferação fez o FBI passar a considerar os Panteras Negras subversivos, taxando-os de “maior ameaça para a segurança interna” dos Estados Unidos da época. Como resultado, a polícia promoveu uma campanha de desmoralização, por meio de monitoração, infiltração, assédio a seus líderes e incentivo à denuncias de supostos crimes do grupo. Numa dessas ações “de rotina”, Fred Hampton foi assassinado enquanto dormia em sua casa pela polícia de Chicago. Kaluuya, que viveu o guerreiro W’Kabi em “Pantera Negra” e foi indicado ao Oscar por “Corra!”, vai assumir o papel de Hampton. Além dele, Lakeith Stanfield, que contracenou com Kaluuya em “Corra!”, também está na produção. Ele vai interpretar William O’Neal, um informante do FBI que tinha entrado nos Panteras Negras e traiu Hampton, drogando-o na noite do ataque. Hampton foi executado com dois tiros na cabeça enquanto dormia ao lado da namorada grávida, incapaz de reagir. Ao todo, o FBI e a polícia dispararam 80 balas contra a residência, e receberam de volta apenas um tiro involuntário de um guarda, que apertou o gatilho após levar diversos impactos no peito. Os Panteras Negras que sobreviveram ao massacre foram acusados de disparar contra a polícia e presos, mesmo não tendo tempo de reagir. O assassinato rendeu um documentário, “The Murder of Fred Hampton”, em 1971. E as evidências apuradas pelo filme do diretor Howard Alk ajudaram a levar as autoridades a julgamento pela execução de Hampton. Oito policiais, um promotor público e seu assistente foram condenados por um tribunal do juri por planejar friamente o assassinato do ativista. Mas a sentença acabou revertida. A injustiça só não foi completa porque a família de Hampton venceu uma ação civil e foi indenizada em US$ 1,85 milhão pela cidade de Chicago em 1979. Coogler escreveu o roteiro ao lado de Will Berson (“Scrubs”) e também vai produzir o projeto. Entretanto a direção ficou a cargo de Shaka King, mais conhecido por comandar episódios das séries de comédia “People of the Earth” e “High Maintenance”, e que foi premiado pelo Spirit Awards em sua estreia no cinema, com o filme indie “Newlyweds” (2013).
Emma Thompson abandona animação após chegada de produtor acusado de assédio sexual
A atriz Emma Thompson (“Johnny English 3.0”) abandonou a animação “Luck”, primeiro lançamento da Skydance Animation, após a contratação de John Lasseter como novo chefe do estúdio de animação. O diretor de “Toy Story” e “Carros”, que mandava no departamento animado da Disney, assumiu o posto após ter sido dispensado por seu antigo estúdio, em decorrência de denúncias de assédio e conduta imprópria no ambiente de trabalho. Emma Thompson já tinha começado a dublar sua personagem quando soube da notícia de Lasseter e decidiu deixar o projeto. A animação contará a história entre a batalha entre a Sorte e o Azar, e Emma faria a voz de uma personagem que trabalha na equipe da Sorte. Ela já tinha trabalhado com Lasseter na animação “Valente” (2012), que ele produziu para a Pixar. Mas, na época, as acusações de assédio costumavam ser abafadas em Hollywood. Lasseter é um dos fundadores da Pixar, que começou como departamento da animação computadorizada da Lucasfilm, antes de se tornar empreendimento de Steve Jobs. Ele revolucionou a história da animação no cinema ao dirigir “Toy Story” (1995), que marcou uma ruptura com os desenhos animados tradicionais, criando um novo padrão para o gênero. Quando a Disney comprou a Pixar em 2006, Lasseter foi promovido a diretor criativo dos dois estúdios – Pixar e Walt Disney Animation – , ajudando a Disney a adotar a “estética Pixar” de animação computadorizada no lançamento de sucessos como “Enrolados” (2010), “Frozen” (2013) e “Moana” (2016). Mas, na esteira das revelações feitas pelo movimento #MeToo, funcionários da Disney/Pixar relataram que se sentiam constantemente “desrespeitados e desconfortáveis” com a postura do chefe, descrito como “pegajoso” no ambiente de trabalho. Segundo queixas, ele gosta de abraçar, beijar, falar no ouvido e tocar indevidamente funcionárias do sexo feminino. Sua contratação para o novo estúdio da Skydance, empresa parceira da Paramount em vários blockbusters, surpreendeu o mercado e rendeu manifestações de protesto. John Lasseter começou a trabalhar na Skydance Animation no final de janeiro. Além de “Luck”, do diretor Alessandro Carloni (“Kung Fu Panda 3”), os primeiros projetos animados da produtora são “Split”, escrito por Linda Woolverton (“Alice no País das Maravilhas”) e dirigido por Vicky Jenson (“Shrek”), e “Powerless”, de Nathan Greno (“Enrolados”), todos já em fase de produção.
Gwyneth Paltrow diz que Vingadores: Ultimato marca sua despedida da Marvel
A atriz Gwyneth Paltrow, intérprete de Pepper Potts nos filmes do Homem de Ferro e Vingadores, anunciou que está “se aposentando” do universo Marvel. Em entrevista à revista Variety, a atriz afirmou que “Vingadores: Ultimato” trará sua última aparição como a personagem. Paltrow disse que “se sente sortuda” por ter interpretado a personagem e confessou que não aceitou o desafio de primeira. “Eu precisei ser convencida. Eu sou amiga de Jon [Favreau, diretor dos dois primeiros ‘Homem de Ferro’]”, comentou. “Foi uma experiência incrível fazer o primeiro filme, e então ver como a franquia foi crescendo e se transformando nesta coisa gigantesca”, continuou. “Mas eu estou um pouco velha para usar um traje de super-herói a essa altura, né?”. O último comentário confirma indícios de que Paltrow virará a heroína Resgate em “Vingadores: Ultimato”, refletindo a trajetória de Pepper Potts nos quadrinhos. Ela ainda contou que não se sente mais estimulada a continuar sua carreira cinematográfica. A atriz de 47 anos disse que não lê mais os roteiros que são enviados para o seu agente, tendo encontrado mais satisfação ao comandar sua empresa Goop, autodescrita como “uma marca do estilo de vida moderno” e que oferece uma linha de produtos “new age” para mulheres, desde revista feminina até roupas e vitaminas. Para ela, Hollywood mudou muito nos últimos 20 anos, levando ao sumiço dos filmes de médio orçamento focados em adultos, e isso a desestimulou. “Eu não acho que um estúdio bancaria qualquer um dos filmes pelo qual eu fiquei conhecida hoje em dia”, disse. “‘Shakespeare Apaixonado’? ‘O Talentoso Ripley’? ‘Os Excêntricos Tenenbaums’? Não sei se eles fariam”.
Filme da Capitã Marvel já irrita machistas antes de estrear
As crianças da direita encontraram novo alvo. O filme da “Capitã Marvel” está sendo atacado nas redes sociais, em fóruns e no espaço dos usuários do Rotten Tomatoes por comentários de homens incomodados por a produção ser estrelada por uma atriz empoderada. A maioria das mensagens negativas mira Brie Larson, a intérprete da heroína do título, após ela pedir que as entrevistas sobre o filme levasse em conta uma divisão igualitária entre jornalistas homens e mulheres. “De repente, eu sinto que os Skrulls não são os inimigos do filme, mas eu sou”, escreveu um dos usuários, referindo-se à raça alienígena que a Capitã Marvel enfrentar no filme e o fato de ser um homem. “Eu nunca vou entender porque a Marvel decidiu escalar uma sexista e racista que direciona seu ódio a homens brancos. Se Robert Downey Jr. começasse a dizer que não se importa com a opinião de mulheres bancas, ou que não queria ser entrevistado por uma, as pessoas surtariam”, comparou outro, repetindo uma comparação reducionista que caracteriza a mentalidade opressora. “Eu não veria esse pedaço de m**da de filme nem se me pagassem”, ofendeu outro. “Estou farto da política de gênero tomando conta da cultura pop. Brie Larson poderia ser atropelada por um ônibus, e eu não derramaria uma lágrima”. Cuspindo clichês machistas, outro escreveu: “Não tenho interesse nenhum em assistir a um filme estrelado por uma ‘feminazi’ que odeia homens”. Mas nem todas as reações são negativas. Uma minoria tenta argumentar em meio às ameaças e ofensas gratuitas. “Já dá para perceber que a Capitã Marvel será a heroína que não esperávamos, mas precisávamos”, resumiu uma das mulheres usuárias do Rotten Tomatoes. Dirigido pelo casal de cineastas indies Anna Boden e Ryan Fleck (“Parceiros de Jogo”), “Capitã Marvel” chega aos cinemas brasileiros em 7 de março, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
The Dirt: Trailer recria a inacreditável trajetória da banda Mötley Crüe entre sexo, drogas e rock’n’roll
A Netflix divulgou o pôster e o trailer de “The Dirt”, filme que conta a história da banda Mötley Crüe. E a prévia capricha no rastro de destruição e auto-destruição que marcou a trajetória dos músicos, incluindo toda as sujeiras (the dirt), até as letais. O filme é baseado na biografia “The Dirt: Confessions of the World’s Most Notorious Rock Band”, escrita pelo célebre jornalista de rock Neil Strauss em parceria com os próprios membros do Mötley Crüe. O elenco traz o ator Iwan Rheon (que viveu Ramsey Bolton em “Game of Thrones”) no papel do guitarrista Mick Mars, Douglas Booth (“Orgulho e Preconceito e Zumbis”) como o baixista Nikki Sixx, Machine Gun Kelly (série “Roadies”) como o baterista Tommy Lee e Daniel Webber (série “The Punisher/O Justiceiro”) como o vocalista Vince Neil. A trama relata a ascensão da lendária banda dos anos 1980, que vendeu mais de 100 milhões de discos enquanto seus integrantes levavam ao extremo o modo de vida roqueiro, ao ponto de ficarem mais conhecidos por seus excessos do que por sua música, o que eventualmente causou a implosão do grupo. Depois de lotar estádios, incendiar quartos de hotéis e protagonizar clipes escandalosos com mulheres seminuas, a situação começou a sair de controle em 1984, quando Vince Neil destruiu seu carro numa colisão frontal e foi acusado de dirigir sob influência de drogas e de homicídio – seu passageiro, o baterista da banda Hanoi Rocks, Nicholas “Razzle” Dingley, morreu no acidente. Três anos depois, Nikki Sixx sofreu uma overdose de heroína e foi declarado legalmente morto por dois minutos. O paramédico, um fã de Motley Crue, o reanimou, gerando inspiração para o sucesso de 1989 “Kickstart My Heart”. Já Tommy Lee casou com duas das atrizes mais cobiçadas da época. A primeira foi Heather Locklear (de “Melrose”). A segunda foi sua parceira na inauguração do mercado de sex tapes vazadas de celebridades, a atriz Pamela Anderson (de “SOS Malibu”). E isto é só uma pequena mostra das confusões que os integrantes da banda aprontaram, antes e após a separação da banda, que ainda experimentou um retorno em 2005. O roteiro de “Dirt” foi escrito por Rich Wilkes (“Triplo X”) e Tom Kapinos (criador das séries “Californication” e “Lucifer”) e a direção está a cargo de Jeff Tremaine (dos filmes da franquia “Jackass”). A estreia está marcada para 22 de março na plataforma de streaming.
Vídeo de Rocketman revela que Taron Egerton canta de verdade na cinebiografia de Elton John
A Paramount divulgou o pôster nacional e um vídeo legendado de bastidores de “Rocketman”, que trazem o ator Taron Egerton (“Kingsman: O Círculo Dourado”) como o músico Elton John. E, ao contrário do que aconteceu em “Bohemian Rhapsody”, a prévia com entrevistas revela que o próprio ator canta as músicas no filme. Outra curiosidade é que “Rocketman” tem direção de Dexter Fletcher, que completou sem créditos “Bohemian Rhapsody”, a cinebiografia blockbuster do Queen. O roteiro é de Lee Hall (“Billy Elliot”) e conta a trajetória de Elton John desde o começo da carreira até o lançamento de seu disco mais popular, “Goodbye Yellow Brick Road”, em 1973. O elenco da produção também inclui Jamie Bell (“Quarteto Fantástico”) no papel de Bernie Taupin, fiel parceiro de composição do astro pop, Bryce Dallas Howard (“Jurassic World”) como a mãe do cantor e Richard Madden (“Game of Thrones”) na pele do empresário John Reid. A estreia está marcada para 30 de maio no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Capitã Marvel ganha novos comerciais com cenas inéditas
A Marvel divulgou mais dois comerciais de “Capitã Marvel” com cenas inéditas – um deles, legendado em português. Primeiro filme do estúdio protagonizado por uma super-heroína, o longa se passa nos anos 1990 e vai mostrar a chegada da personagem interpretada por Brie Larson (“O Quarto de Jack”) na Terra. Ela acha que faz parte da civilização kree, mas aos poucos começa a lembrar um passado humano e, com a ajuda de Nick Fury (Samuel L. Jackson), começa a resgatar sua memória, enquanto combate invasores skrulls. O elenco também inclui Jude Law (“Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”), Gemma Chan (da série “Humans”), Annette Bening (“Mulheres do Século 20”), Ben Mendelsohn (“Rogue One: Uma História Star Wars”), os retornos de Djimon Hounsou e Lee Pace como seus personagens de “Guardiões da Galáxia” (2014), além de Clark Gregg como o agente Coulson, da série “Agents of SHIELD”. Dirigido pelo casal de cineastas indies Anna Boden e Ryan Fleck (“Parceiros de Jogo”), “Capitã Marvel” chega aos cinemas brasileiros em 7 de março, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Alita: Anjo de Combate estreia em 1º lugar no Brasil
Assim como aconteceu nos Estados Unidos, “Alita: Anjo de Combate”, adaptação cinematográfica do mangá homônimo de Yukito Kishiro, liderou as bilheterias do Brasil em seu fim de semana de estreia nos cinemas, mas com um desempenho abaixo do esperado. Ao todo, levou 316 mil espectadores e arrecadou RS$ 5,8 milhões entre quinta-feira e domingo (17/2) no Brasil, segundo dados do comScore. Em 2º lugar, ficou a animação “Como Treinar o Seu Dragão 3”, que ainda não foi lançada nos Estados Unidos. O longa foi visto por 185,4 mil pessoas em seu quinto fim de semana semana em cartaz. O Top 3 se completa com a comédia nacional “Minha Vida em Marte”, com público de 142,8 mil pessoas. A produção brasileira é um fenômeno e já foi vista por 4,9 milhões de espectadores, rendendo uma bilheteria de mais de RS$ 76 milhões desde sua estreia em dezembro. Em compensação, a grande estreia brasileira do fim de semana decepcionou. Cinebiografia de Erasmo Carlos repleta de nostalgia da Jovem Guarda, “Minha Fama de Mau” teve público de 51,3 mil pessoas e arrecadação de R$ 913,8 mil, abrindo em 7º lugar no ranking geral.











