Tom Holland posta foto do novo visual de Peter Parker no cinema
O ator Tom Holland postou em seu Instagram uma foto do corte de cabelo que exibirá como Peter Parker, a identidade civil do Homem-Aranha, nos próximos filmes da Marvel. O visual lembra versões contemporâneas do personagem nos quadrinhos. Ao postar a foto, ele ainda brincou: “Novo visual ou um jovem Johnny Depp?” Anteriormente, Holland revelou que está se inspirando em Tobey Maguire e Andrew Garfield para viver o herói. “Acho que não tem como eu não me inspirar em Tobey Maguire e Andrew Garfield. Os dois foram ótimos como Homem-Aranha, mas agora espero conseguir trazer algo de especial para o personagem”, comentou Holland. O novo Homem-Aranha, mais jovem que as versões anteriores, será introduzido no filme “Capitão América: Guerra Civil”, que estreia em 28 de abril no Brasil, e logo ganhará seu primeiro longa individual, ainda sem título, previsto para julho de 2017, com roteiro da dupla John Francis Daley e Jonathan M. Goldstein (responsáveis pelas comédias “Quero Matar Meu Chefe” e “Férias Frustradas”) e direção de Jon Watts (“A Viatura”).
Snoopy ganha estrela na Calçada da Fama de Hollywood
O cãozinho Snoopy juntou-se a outros ícones da animação, como Mickey Mouse e Pernalonga, na Calçada da Fama de Hollywood. O personagem, que surgiu em 1950 nas tiras em quadrinhos da Turma do Charlie Brown (“Peanuts”), ganhou sua estrela na segunda-feira (2/11), localizada num espaço bem especial no Hollywood Boulevard: bem ao lado da estrela de seu criador, o artista Charles Shulz. O cãozinho beagle extrovertido começou como um cachorro normal nas tirinhas de Schulz, andando em quatro patas e sem falas. Até que, em 1952, começou a ganhar balões reproduzindo os seus pensamentos. Logo, ele se tornou mais popular que o próprio Charlie Brown e todas as crianças originais do universo de Peanuts, vivendo aventuras próprias. Desde sua primeira aparição em desenho animado, no telefilme “A Boy Named Charlie Brown” (1965), ele é dublado pelo mesmo ator, Bill Melendez. A homenagem, que contou com um boneco de Snoopy gigante fazendo poses, aconteceu na mesma semana do lançamento de sua nova animação, “Snoopy & Charlie Brown: Peanuts, o Filme”, que estreia nos cinemas americanos na sexta (6/11). A cerimônia contou com apresentação do cineasta Paul Feig (“As Bem Armadas”), que em seu discurso para introduzir o cãozinho disse que não só era seu fã na infância, como queria ser Snoopy quando crescesse. Também participou do evento Craig Schulz, filho do criador de Snoopy e roteirista do novo filme do personagem. “Snoopy & Charlie Brown: Peanuts, o Filme” só vai chegar aos cinemas brasileiros no dia 17 de dezembro, quando irá concorrer diretamente com “Star Wars: O Despertar da Força”.
Emma Stone e Andrew Garfield terminam o namoro
O casal Emma Stone e Andrew Garfield, que começou a namorar durante as filmagens de “O Espetacular Homem Aranha” (2011), não resistiu ao fim da franquia. Os dois decidiram terminar o relacionamento de quatro anos, informou a US Weekly. De acordo com fontes, o casal resolveu dar um tempo na relação no último mês de abril, quando Garfield embarcou para Taiwan para filmar “Silence”, novo longa de Martin Scorsese. A separação, porém, mostrou que os dois tinham tomado rumos diferentes em suas vidas, informaram fontes da revista. Assim, o casal optou pelo fim do namoro. Uma fonte próxima à atriz contou ao jornal inglês The Mirror que “eles continuam se amando muito e estão numa boa um com o outro, continuam próximos. Só não estava dando certo”. Os representantes dos dois atores ainda não comentaram o assunto. O casal sempre manteve a relação fora dos holofotes, evitando comentários na mídia, apesar dos tabloides registrarem em fotos suas idas e vindas. Na época em que Emma Stone e Andrew Garfield deram um tempo, a atriz explicou que não gosta de falar sobre sua vida pessoal. “Eu nunca falo sobre esse tipo de coisa exatamente por isso. Porque são tantas especulações sem embasamento”, ela comentou.
Ricky Gervais vai apresentar o Globo de Ouro 2016
O comediante inglês Ricky Gervais vai voltar a apresentar a cerimônia do Globo de Ouro em 2016. Apresentador de três edições anteriores, entre 2010 e 2012, quando causou muitas saias justas com comentários ácidos sobre Hollywood, ele substituirá a dupla Tina Fey e Amy Poehler, responsável pela apresentação das últimas premiações. O nome de Gervais foi anunciado de forma bem criativa, por meio da conta oficial da premiação no Twitter. O anúncio foi simplesmente uma imagem com a silhueta do ator com um troféu na mão, informando que “ele voltou”! Confira abaixo. Os indicados ao Globo de Ouro 2016 serão anunciados no dia 10 de dezembro e a cerimônia de premiação, sob o comando de Gervais, será realizada exatamente um mês depois, no dia 10 de janeiro, com transmissão ao vivo pela rede NBC nos Estados Unidos.
Curta mostra James Stewart perseguido por personagens de Stanley Kubrick
Um curta sensacional resolveu mostrar como o ator James Stewart lidaria com o universo dos filmes de Stanley Kubrick. A montagem criativa (mashup) junta cenas de Stewart em alguns clássicos de Alfred Hithcock, como “Janela Indiscreta” (1954), “O Homem que Sabia Demais” (1956) e “Um Corpo que Cai” (1958), permeadas por interferências da filmografia de Kubrick, como personagens de “2001 – Uma Odisséia no Espaço” (1968), “Laranja Mecânica” (1971), “Barry Lyndon” (1975), “O Iluminado” (1980), “Nascido Para Matar” (1987) e “De Olhos Bem Fechados” (1999). Intitulado “Red Drum Getaway”, o resultado é um passeio surreal que dura pouco mais de 4 minutos. Cortesia do estúdio francês Gump, especializado em publicidade e produção de conteúdo para o cinema.
Kristen Stewart posa nua para ensaio do fotógrafo Mario Testino
A atriz Kristen Stewart é a mais nova estrela nua de Mario Testino. O célebre fotógrafo de moda está desenvolvendo um novo trabalho temático, clicando celebridades protegidas apenas por toalhas. Para sua foto, Kristen posou bem a vontade, com os cabelos molhados como se estivesse saindo direto do chuveiro para a sessão. A foto sensual foi compartilhada no Instagram pelo fotógrafo peruano e identificada como a 91ª imagem da coleção (acima). Testino já clicou diversas famosas para esse ensaio, incluindo as atrizes Emily Ratajowski (“Garota Exemplar”), Amanda Seyfried (“Ted 2”) e Selena Gomez (“Spring Breakers”). Todas as fotos da série Towels estão sendo clicadas em preto e branco e devem compor um livro.
Veja o trailer do especial de natal de Bill Murray e Sofia Coppola
O site Netflix divulgou o trailer do especial natalino “A Very Murray Christmas”, produção musical estrelada por Bill Murray e dirigida por Sofia Coppola, que voltam a se reunir após sua bem-sucedida parceria no cultuado “Encontros e Desencontros” (2003). O especial é uma homenagem aos shows de variedades clássicos e, além de atuar, Murray também irá cantar. A trama mostrará o ator interpretando a si mesmo e preocupado com seu show, com medo que ninguém apareça, devido a uma terrível tempestade de neve em Nova York. Mas logo os convidados surgem para ajudá-lo, dançando e cantando no espírito natalino. Entre os amigos vislumbrados na prévia, estão os atores George Clooney (“Caçadores de Obras-Primas”), Amy Poehler (série “Parks and Recreation”), Maya Rudolph (“Missão Madrinha de Casamento”), Michael Cera (“É o Fim”), Chris Rock (“Gente Grande”), Rashida Jones (“Celeste e Jesse Para Sempre”), o músico Paul Shaffer (programa “Late Show with David Letterman”) e a cantora Miley Cyrus (“Lola”). A estreia está programada para 4 de dezembro em todos os territórios onde o Netflix opera.
Yoná Magalhães (1935 – 2015)
Morreu a atriz Yoná Magalhães, primeira estrela das novelas da rede Globo e protagonista de um dos maiores clássicos do cinema brasileiro. Ela estava internada desde o dia 18 de setembro na Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro, e faleceu na terça (20/10) após uma cirurgia para corrigir uma insuficiência cardíaca, aos 80 anos de idade. Yoná Magalhães Gonçalves Mendes da Costa nasceu em 7 de agosto de 1935 no bairro carioca do Lins de Vasconcelos, e virou atriz por necessidade, para ajudar na renda familiar quando o pai ficou desempregado, ainda na década de 1950. Começou fazendo figuração e pequenos papeis na TV Tupi, quando a TV dava seus primeiros passos e, aos 20 anos, integrou o elenco da telenovela “As Professoras” (1955), exibida ao vivo, antes da chegada dos videotapes. Apareceu em teleteatros da emissora e em dois filmes, “Pista de Grama” (1958) e “Alegria de Viver” (1958), antes de uma excursão teatral levá-la para a Bahia, onde se casou com o produtor Luís Augusto Mendes e se estabeleceu. A mudança para Salvador a levou a trabalhar com o grupo de teatro A Barca em produções da TV Itapoã. Mas principalmente a colocou no lugar certo e na hora certa em que Glauber Rocha procurava formar o elenco de sua obra-prima, “Deus e o Diabo na Terra do Sul” (1964) – com a ajuda de seu produtor, casado com Yoná. Por ocasião do cinquentário do filme, Yoná contou que o então marido, Luiz Augusto, foi quem convenceu Glauber a chamá-la para o papel de Rosa, uma personagem que lhe proporcionou umas das atuações mais importantes de sua carreira. “Creio que Glauber teria outra atriz em mente, porém se viu levado a me aceitar, cofiando mais em sua habilidade como diretor do que em meu talento. E ele estava certo: criou a Rosa e conseguiu fazer com que uma atriz iniciante, apesar de já ser profissional, realizasse uma grande performance”, ela contou no ano passado, em depoimento ao UOL. No grande clássico do Cinema Novo, Yoná interpretou a sofrida Rosa, mulher de Manoel (Geraldo Del Rey). Juntos, eles aderem ao bando do cangaceiro Corisco (Othon Bastos), braço-direito de Lampião, após Manoel, trabalhador pobre e explorado, matar o próprio patrão. O filme marcou época e se tornou a obra mais reverenciada do cinema brasileiro de todos os tempos. “Deus e o Diabo na Terra do Sol” deixou a crítica de joelhos e impulsionou a carreira de Yoná. Ela ainda faria a comédia “Society em Baby-Doll” (1965), de Luiz Carlos Maciel, mas logo não teria mais tempo para o cinema. No mesmo ano, assinou contrato de exclusividade com a recém-inaugurada TV Globo e virou a maior estrela da emissora. Yoná formou o primeiro par romântico de sucesso das telenovelas do canal com o ator Carlos Alberto, começando a parceria com “Eu Compro esta Mulher”, exibida em 1966. No mesmo ano, os dois se casaram, permanecendo juntos até 1971. O casal rapidamente se transformou na dupla preferida da novelista cubana Glória Magadan, responsável pela dramaturgia da emissora, o que transformou Yoná na rainha das telenovelas da Globo. Ela encaixou cinco produções seguidas da escritora. Além de “Eu Compro Esta Mulher”, estrelou “O Sheik de Agadir” (1965), “A Sombra de Rebeca” (1966), “O Homem Proibido” (também conhecido como “Demian, o Justiceiro”, 1968) e “A Gata de Vison” (1968). Atuou ainda em “A Ponte dos Suspiros”, de Dias Gomes, consagrando-se no período das adaptações dos folhetins de época por sua versatilidade, que lhe permitiu aparecer na telinha como espanhola, japonesa, indiana, francesa, norte-americana e italiana. Em 1970, Yoná e Carlos Alberto foram contratados a peso de ouro pela TV Tupi, para atuarem na novela “Simplesmente Maria”. Mas com o fim de seu casamento, a atriz retornou à Globo, vivendo sua primeira vilã em “Uma Rosa com Amor” (1972). Ela seguiu aparecendo em produções de sucesso, como “O Semideus” (1973), “Corrida do Ouro” (1974), “Cuca Legal” (1975), “Saramandaia” (1976) e acabou causando controvérsia em “O Grito” (1975), de Jorge Andrade, pela sensualidade de sua personagem, a secretária Kátia. Outro papel importante se materializou em “Espelho Mágico”, novela inovadora, que usava de metalinguagem. Seu personagem era Nora Pelegrine, uma atriz infeliz de novelas, que vivia das glórias e lembranças do passado. A história, porém, refletia de forma muito próxima a vida real, tanto que, após “Sinal de Alerta” (1978), a atriz cansou de viver coadjuvantes e voltou para a Tupi, onde protagonizou “Gaivotas” (1979). Na sequência, foi para a TV Bandeirantes, onde estrelou “Cavalo Amarelo” (1980), contracenando com Dercy Gonçalves, e foi a protagonista feminina de uma das mais ambiciosas produções da TV brasileira, “Os Imigrantes”, de Benedito Ruy Barbosa. Na trama, que se estendia por décadas, ela viveu a espanhola Mercedes, da juventude à velhice, bem como sua filha Mercedita. Os papéis renderam novo show de interpretação. A atriz voltou à TV Globo em 1984, com a novela “Amor com Amor se Paga”. E logo no ano seguinte participou de um dos maiores fenômenos de audiência da emissora, “Roque Santeiro” (1985). Na novela, viveu Matilde, mulher liberal, proprietária da Pousada do Sossego e da boate Sexu’s, o que lhe permitiu a criação de cenas antológicas com a colega Regina Duarte – a Viúva Porcina tinha ciúmes da amizade de Matilde com Sinhozinho Malta (Lima Duarte). Por conta do sucesso da personagem, ela foi convidada a posar nua para a revista Playboy. O detalhe: fez suas fotos sensuais no auge de seus 50 anos de idade. Sem diminuir o ritmo, viveu novos personagens marcantes, como a temperamental Índia do Brasil em “O Outro” (1987), a ex-prostituta milionária Lalá de “Vida Nova” (1988), a madastra de “Tieta” (1989), que fica alegre quando enviúva, e a fogosa e sofisticada Valentina Venturini de “Meu Bem Meu Mal” (1990). Durante a década de 1990, Yoná Magalhães atuou em mais seis novelas, quatro delas do autor Walther Negrão: “Despedida de Solteiro” (1992), “Anjo de Mim” (1996), “Era uma Vez” (1998) e “Vila Madalena” (1999). Esteve ainda em “Sonho Meu” (1993), de Marcílio Moraes, e “A Próxima Vítima” (1995), de Silvio de Abreu. Foi ainda mais ativa nos anos 2000, quando apareceu em sete novelas: “A Padroeira” (2001), “As Filhas da Mãe” (2001), “Agora É Que São Elas” (2003), “Senhora do Destino” (2004), “Paraíso Tropical” (2007), “Negócio da China” (2008) e “Cama de Gato” (2009). Além disso, completou sua participação na terceira minisséries de sua carreira: “Um Só Coração” (2004). As anteriores foram “Grande Sertão: Veredas” (1985) e “Engraçadinha” (1995). Mesmo com mais de 70 anos, a atriz ainda chamava atenção pela boa forma física. Em “Paraíso Tropical”, sua personagem tinha várias cenas em que fazia alongamentos, evidenciando sua silhueta atlética. “Eu sou vaidosa e fico feliz de ouvir as pessoas me elogiando, claro. Mas isso não é um mundo novo para mim. Sempre fiz alguma atividade”, disse em entrevista ao jornal O Globo na época, revelando o segredo de sua eterna beleza. Seus últimos trabalhos na TV foram as novelas da Globo “Tapas & Beijos” (2011) e “Sangue Bom” (2013). Ela deixa um filho, Marco Mendes, fruto do casamento com o produtor cinematográfico Luiz Augusto Mendes.
De Volta ao Futuro: Chegada de Marty McFly a 2015 é celebrada pela publicidade
O futuro chegou. Na quarta-feira, 21 de outubro de 2015, Marty McFly desceu de seu DeLorean vermelho num mundo repleto de maravilhas, como skates voadores, tênis que se amarram sozinhos e trailers de cinema que anunciam continuações de blockbusters em 3D. Na verdade, isto foi há 26 anos, em “De Volta para o Futuro — Parte II” (1989), quando o protagonista dos filmes viajou pela primeira vez ao futuro, chegando em 2015. Agora, diversos eventos e campanhas comemoram o sucesso da trilogia original, aproveitando também os 30 anos do lançamento do primeiro longa. A data foi celebrada com maratonas dos três filmes em vários cinemas do mundo (inclusive no Brasil). Também estão chegando um box em Blu-ray da franquia, que traz gravações exclusivas de uma nova viagem ao futuro de Emmett “Doc” Brown, o personagem de Christopher Lloyd, além de um livro sobre as filmagens, “De volta para o Futuro: os Bastidores da Trilogia”, e o documentário “Back in Time”, financiado por fãs, que traz entrevistas inéditas e analisa a influência da trilogia na cultura pop dos últimos 30 anos. É impressionante a permanência da produção, que continua, após três décadas, a inspirar produtos e homenagens à visão futurista dirigida por Robert Zemeckis e estrelada por Michael J. Fox. Ao menos na publicidade, muitas das previsões da trilogia para 2015 se tornaram realidade nos últimos dias, como se pode ver por novas propagandas da Pepsi, Burger King, Nike, Ford e Universal Pictures inspiradas em produtos exibidos em “De Volta para o Futuro – Parte II”. Para completar, ao final da seleção abaixo, um vídeo lembra que, embora os produtos mais “coloridos” do filme não tenham se materializado, pelos menos 11 coisas previstas no longa já existem no mundo real. De verdade.
Emilia Clarke é eleita a mulher mais sexy do ano
A atriz Emilia Clarke, intérprete de Daenerys Targaryen na série “Game of Thrones”, foi eleita a mulher mais sexy do ano por duas publicações masculinas, estampando as capas da americana Esquire e Da britânica GQ. Aos 28 anos, Emilia ainda fez um ensaio fotográfico sensual para a Esquire. Em 2015, a atriz também teve destaque no cinema, vivendo Sarah Connor em “O Exterminador do Futuro: Gênesis”, filme que não agradou à crítica e teve desempenho abaixo do esperado nas bilheterias.
Documentário explora implosão criativa de Amy Winehouse
“Amy”, o documentário assinado pelo mesmo Asif Kapadia que dirigiu “Senna” (2010), aborda de maneira ao mesmo tempo dura e delicada a trajetória de Amy Winehouse, que se tornou mundialmente conhecida a partir do estouro do álbum “Back to Black”, o seu segundo, nascido da dor de ter sido abandonada pelo namorado Blake Fielder-Civil. Seria o equivalente ao “Jagged-Little Pill”, da Alanis Morissette, que também nasceu da dor do abandono, mas a cantora canadense soube canalizar isso tudo e ainda veio com um álbum seguinte em completo restabelecimento emocional e com uma bonita espiritualidade. Infelizmente, Amy preferiu se afundar nas drogas. Ou não teve forças para resistir por causa do vício. E as apresentações dela em shows começaram a ficar cada vez mais aquém do que o que o mundo conheceu. Assim, o filme traz tanto a evolução da cantora e compositora a partir de imagens de arquivo da adolescência quanto sua decadência física até a morte, em 2011. O documentário pinta como vilões (ou quase isso) pelo menos duas pessoas: o namorado/marido e o pai de Amy, que é visto como um sujeito que não apenas não soube tratar da filha como deveria, como também a explorou. Tanto que há uma ação jurídica dos familiares contra os responsáveis pelo filme. Uma cena é particularmente digna de nota e causa arrepios, mesmo em quem não acompanhou de perto tudo isso na época em que estava se desenrolando, que é o nascimento no estúdio de “Back to Black”, a faixa-título do segundo álbum, uma das melhores canções a expressar o sentimento de ser abandonado pela pessoa amada já feitas. E não é apenas pelo significado, pela letra, pela situação, mas como isso é traduzido em música e pela voz de Amy. Dessa mesma lavra, veio também “Love Is a Losing Game”, outro lindo exemplar do amor como objeto cortante. Já outras cenas são tão dolorosas de ver que a gente fica até pensando se é ético da parte do diretor mostrar aquilo, o quanto uma pessoa é capaz de ir ao fundo do poço, como quando ela é flagrada na rua com o namorado, depois de terem usado drogas e de terem se cortado com uma garrafa. Ou nas vezes em que ela estava completamente fora de si para dar uma entrevista. Até que ponto esse tipo de coisa é aceitável? Neste sentido, Amy até lembra um pouco Kurt Cobain, que recentemente também foi motivo de documentário. Ambos surgiram como um meteoro, ou como uma bomba-relógio, com data iminente para explodir, devido tanto à dificuldade de lidar com a fama quanto ao consumo desmedido de álcool e drogas aliado à saúde física e mental frágeis.
Maria Schneider (1952 – 2011)
A atriz francesa Maria Schneider morreu nesta quarta (3/2) em Paris, de câncer, aos 58 anos. Ela ficou internacionalmente conhecida por seu papel no drama “O Último Tango em Paris” (1972), que a transformou em ícone sexual dos anos 70. Nascida Marie Christine Gélin em Paris, Maria Schneider era filha de uma modelo de origem romena e do ator Daniel Gélin, que nunca a reconheceu, e fez pequenos papéis num punhado de filmes, antes de estourar em “O Último Tango em Paris”. Maria só conheceu o pai aos 15 anos, quando fugiu de casa, mas a filiação a ajudou a conseguir emprego no cinema, como figurante, aos 17 anos. Ela estreou sem receber créditos no filme “Les Femmes” (1969). Seu nome não apareceu nas telas, mas foi reconhecido por Brigitte Bardot, a estrela do filme, que era amiga de seu pai. Sabendo de sua história, a estrela a convidou morar em sua mansão. Graças a Brigitte, Maria conheceu diversas personalidades da indústria cinematográfica. Warren Beatty a apresentou à agência de talentos William Morris, que fez subir seu status: de figurante sem falas, tornou-se coadjuvante sem nome em “Madly” (1970), estrelado por Alain Delon, e finalmente uma adolescente sexy e rebelde em “Les Jambes en l’Air” (1971) – praticamente, uma jovem Brigitte Bardot. Ela estava empolgada em fazer um novo filme com Delon, então o maior galã da França, quando veio a oferta para estrelar “O Último Tango em Paris”. Seu primeiro impulso, ao ler o roteiro, foi recusar o papel, mas a agência William Morris lhe aconselhou o contrário: “É um papel de protagonista ao lado de Marlon Brando — você não pode recusar.” A atriz foi selecionada pelo cineasta Bernardo Bertolucci aos 19 anos, após vê-la na casa de Brigitte Bardot. Bertolucci se encantou com aquela jovem ainda desconhecida, que circulava com intimidade pelos quartos da maior estrela da França, acreditando que possuía uma beleza angelical capaz de incendiar o mundo. E tratou de despir seu corpo, para contar uma história tórrida, sobre uma adolescente e um viúvo americano de passagem por Paris, que transam sem se conhecer. Foi um escândalo. Por conta das cenas de nudez frontal e uma sequência picante, envolvendo manteiga e sodomia, o maior sucesso de Maria Schneider se tornou também um dos mais filmes polêmicos de sua época. Não por acaso, “O Último Tanto em Paris” ficou proibido de ser exibido no Brasil por quase uma década, censurado pela ditadura militar. A fama do filme também pesou sobre a carreira da atriz, que passou a receber sempre ofertas de papéis de devassa. Dizendo-se manipulada por Bertolucci e traumatizada pelas cenas mais violentas – o estupro com manteiga não estava originalmente no roteiro e foi improvisado por Brando – , ela jurou nunca mais tirar as roupas no cinema e evitou falar sobre “O Último Tanto em Paris” por boa parte de sua vida. Quando voltou a falar do filme, não teve palavras gentis. Em 2007, ela revelou, numa entrevista: “Marlon me disse na ocasião da cena com a manteiga: ‘Maria, não se preocupe, é apenas um filme’. Mas durante a cena, ainda que não fosse real, eu chorei lágrimas verdadeiras. Eu me senti humilhada e, para ser honesta, um pouco estuprada por Brando e por Bertolucci. Eu devia ter chamado meu agente ou um advogado, porque não sabia se devia fazer uma cena que não estava no roteiro. E, depois da cena, Marlon não me consolou nem se desculpou. Felizmente, tudo durou apenas um take”. Sem tirar as roupas, ela estrelou outra produção importante de mais um proeminente cineasta italiano: “Profissão: Repórter” (1975), de Michelangelo Antonioni, em que atuou ao lado de Jack Nicholson. Obra de fotografia sublime, “Profissão: Repórter” deveria ter estabelecido Maria Schneider como uma das maiores estrelas da Europa. Mas Nicholson, que era um dos produtores, não quis que o filme tivesse um grande lançamento comercial, controlando sua distribuição para garantir que ele fosse apreciado como um “filme de arte”. A atriz também estrelou “La Baby Sitter” (1975), último filme do mestre francês René Clément, que infelizmente fracassou nas bilheterias, uma maldição que acompanhou todo o resto de sua carreira. Ela se envolveu com drogas, passou a ter comportamento errático e desenvolver fama de excêntrica. Em 1975, declarou-se bissexual. Escalada para viver uma das personagens principais de “Caligula” (1979), o épico erótico mais caro do cinema, deu chilique, disse que não tiraria a roupa nas filmagens e acabou demitida. Saiu dos sets de filmagem diretamente para uma clínica psiquiátrica em Roma, onde passou vários dias acompanhada por uma mulher descrita como sua amante. Sua recusa em fazer cenas de nudez também a levou a ser despedida do clássico “Esse Obscuro Objeto do Desejo” (1977), de Luis Buñuel. E houve também uma passagem escandalosa pelo Brasil, em que ela veio filmar no Rio, com a diretora Ana Carolina, surtou e largou a produção antes mesmo de começarem as filmagens. Numa entrevista dada mais tarde, Maria assumiu ter “perdido sete anos” da sua vida, entre o vício em heroína, overdoses, uma tentativa de suicídio e um internamento psiquiátrico. Ao se recusar a mostrar o corpo, ela acabou por enveredar pelo nascente cinema feminista. Auxiliou o despertar sexual de uma dona de casa oprimida em “Io Solo Mia” (1978), drama pioneiro por ter uma equipe técnica composta só por mulheres, da diretora Sofia Scandurra à assistente de iluminação. Assumiu um romance lésbico com a holandesa Monique van de Ven no avançado “Een vrouw als Eva” (1979), um dos primeiros a mostrar de forma positiva um casal de lésbicas. Interpretou ainda uma prostituta sofrida em “La Dérobade” (1979), que lhe rendeu uma indicação ao César (o Oscar francês). Mas, paradoxalmente, encerrou sua década de glória como vítima de “Mama Dracula” (1980), uma vampira que precisava do sangue de jovens virgens, numa das piores interpretações de sua filmografia. O despertar feminista teria sido motivado pelo grande amor de sua vida, a quem ela mencionava apenas como “meu anjo”, sem entrar na polêmica do sexo do anjos – embora as colunas de fofoca apontassem ser a herdeira americana Joan “Joey” Townsend. Maria Schneider continuou a aparecer no cinema e na TV até 2008, quase sempre em papéis secundários – entre eles, o da esposa insana de Edward Rochester na versão de Franco Zeffirelli para o romance gótico “Jane Eyre” (1996). Zeffirelli também lhe ofereceu o papel de Maria em sua minissérie “Jesus de Nazaré” (1977), mas ela recusou, prevendo a polêmica – uma decisão da qual ela se arrependeu. Embora seja sempre lembrada pelo escândalo de “O Último Tanto em Paris”, a atriz emplacou outros cults em sua filmografia. Além dos dramas feministas já citados, fez o suspense surreal “Merry-Go-Round” (1981), do mestre francês Jacques Rivette, e a sci-fi “Bunker Palace Hotel” (1989), do autor de quadrinhos Enki Bilal, um dos fundadores da revista “Metal Hurlant” (“Heavy Metal” nos EUA e resto do mundo). Seu último filme foi “Cliente” (2008), de Josiane Balasko. Na ocasião, lhe perguntaram que conselho daria para as jovens atrizes que estavam começando. “Nunca tire as roupas para velhos safados que dizem que isso é arte”, foi sua resposta.










