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    Nasceu a segunda filha de Eva Mendes e Ryan Gosling

    10 de maio de 2016 /

    O casal Eva Mendes e Ryan Gosling aumentou a família. Após manter a gravidez em segredo, Mendes deu à luz a sua segunda filha. E o bebê já está grande. Segundo o site de celebridades TMZ, Amada Lee nasceu em 29 de abril, em Santa Monica, na grande Los Angeles. A atriz de 42 anos e o ator de 35 estão juntos desde 2011. A primeira filha do casal, Esmeralda, nasceu em 2014. Mas seus representantes não confirmam a notícia do novo nascimento. Nas duas gestações, Eva Mendes evitou aparecer em público. Nas raras ocasiões em que foi vista em eventos, a atriz usou xales e cachecóis, que escondiam o tamanho de sua barriga. Além disso, ela não filma desde “Rio Perdido”, o fracasso de público e crítica escrito e dirigido por Gosling em 2014. Rumores chegaram a incluí-la no elenco de “Velozes e Furiosos 8”, mas as filmagens já começaram sem sua presença.

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  • Etc

    Channing Tatum anuncia shows de Magic Mike em Las Vegas

    6 de maio de 2016 /

    “Magic Mike” vai ganhar uma versão “ao vivo” para Las Vegas. O anúncio foi feito por Channing Tatum, produtor e interprete de Magic Mike dos dois longas da franquia, por meio de um vídeo no Facebook (confira abaixo). Não existem muitos detalhes a respeito do projeto. O vídeo deixa claro que nem o ator sabe direito o que pretende mostrar. Mas… o que é a encenação de um show de strip-tease masculino “ao vivo”? Oras, um show de strip-tease masculino. Channing Tatum começou sua carreira rebolando para mulheres antes de se tornar um ator de Hollywood. E, pelo visto, pretende continuar explorando esse filão por um bom tempo. Agora, com grife. Os strippers da grife “Magic Mike” vão estrear em março de 2017 no Hard Rock Hotel e Cassino de Las Vegas. Maiores informações sobre os shows serão publicadas no site oficial do negócio.

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  • Etc

    Jodie Foster ganha estrela na Calçada da Fama

    5 de maio de 2016 /

    A atriz e cineasta Jodie Foster (“Um Novo Despertar”) finalmente ganhou sua estrela na Calçada da Fama de Hollywood, em Los Angeles, após dois Oscars e quatro décadas de filmes no currículo. A cerimônia foi realizada na tarde quarta-feira (4/5), e contou com depoimento da também atriz e aspirante a diretora Kristen Stewart (“Acima das Nuvens”). Foster destacou em seu discurso de agradecimento que cresceu a dez quadras da Hollywood Boulevard e que, quando era menina, passava pela Calçada da Fama para ir à escola. “A cerimônia de entrega de uma estrela é algo que sempre pensei e sonhei”, ela revelou, afirmando que a ocasião era especial por acontecer na véspera da estreia de seu novo trabalho como diretora, o thriller “Jogo do Dinheiro” com os atores George Clooney e Julia Roberts, que terá sua première mundial na próxima quinta (12/5), no Festival de Cannes. Foster agradeceu aos fãs que foram vê-la “completando uma fantasia secreta”, apesar do dia nublado em Los Angeles. E dedicou a estrela a sua mãe e todas as mulheres que a ajudaram em sua carreira, citando a amiga presente. “Tenho que dizer que se alguma vez ficasse trancada em um quarto de 2,5 por 4,5 metros com alguém, estaria realmente contente que fosse Kristen Stewart”, ela disse, lembrando o filme “Quarto do Pânico” (2002) no qual trabalharam juntas. Em seu depoimento, Stewart, por sua vez, afirmou que Foster foi sua “primeira amiga adulta” quando ela, uma menina de apenas dez anos, contracenou com a companheira em “O Quarto do Pânico”. Para Stewart, Foster é um exemplo de atriz feminina que, apesar de ter trabalhado desde muito jovem e ganhado vários prêmios, sempre se manteve uma pessoa “normal e genial”. Duas vezes vencedora do Oscar por “Os Acusados” (1988) e “O Silêncio dos Inocentes” (1991), Jodie Foster nasceu em Los Angeles em 1962 e teve seu primeiro papel de relevância em “Alice Não Mora Mais Aqui” (1974), do diretor Martin Scorsese, mesmo cineasta que a escalou como prostituta aos 13 anos, em “Taxi Driver” (1976), que lhe rendeu sua primeira indicação ao Oscar. Como diretora, ela comandou quatro filmes: “Mentes que Brilham” (1991), “Feriados em Família” (1995), “Um Novo Despertar” (2011) e “Jogo do Dinheiro”, cuja estreia no Brasil está marcada para 26 de maio.

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  • Etc,  Filme

    Christian Petermann (1966 – 2016)

    4 de maio de 2016 /

    Morreu o crítico de cinema Christian Petermann, conhecido do público pela participação no programa “Todo Seu”, apresentado por Ronnie Von na TV Gazeta. Ele estava internado no Hospital das Clínicas, onde teve uma crise de asma seguida de uma parada cardiorrespiratória e não resistiu, falecendo na madrugada de terça (3/5), aos 49 anos. A informação foi confirmada na página oficial do jornalista no Facebook. “Trabalhamos nos mesmos lugares, embora em épocas alternadas, mas nos encontramos várias vezes naquilo que mais gostávamos de fazer: discutir cinema. Com todo seu humor ácido, ele era um dos mais agradáveis críticos de sua geração, sempre demonstrando sua inteligência e paixão pela sétima arte. Vai deixar saudades e fazer muita falta”, lembrou Marcel Plasse, editor da Pipoca Moderna, em seu Facebook. Christian trabalhava como crítico de cinema há 30 anos. Teve passagens pela revista Set, pelo Guia do jornal Folha de S. Paulo, foi colaborador regular da revista Rolling Stone, do programa “Metrópolis”, da TV Cultura, e membro fundador da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine). Ele completaria 50 anos de idade no dia 16 e deixou pronto um texto sobre “O Bandido da Luz Vermelha”, de Rogério Sganzerla, que será publicado no vindouro livro “Os 100 Melhores Filmes Brasileiros”, produzido pela Abraccine.

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  • Etc,  Filme

    X-Men vão ganhar exposição em São Paulo

    4 de maio de 2016 /

    A saga cinematográfica dos X-Men vai ganhar uma exposição no MIS (Museu da Imagem e do Som), em São Paulo, na semana de estreia de “X-Men: Apocalipse”, o novo filme da franquia. A exibição será inaugurada no próximo dia 17 de maio e contará com figurinos e itens originais do filme, como as garras de Wolverine, o capacete do Professor Xavier e a viseira do Ciclope, entre outros artefatos. A exposição vai até o dia 3 de julho, de terça a sábado, das 12h às 21h e domingos e feriados das 11h às 20h, e terá entrada gratuita. Já “X-Men: Apocalipse” estreia nos cinemas brasileiros em 19 de maio, uma semana antes do lançamento nos Estados Unidos.

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  • Etc

    Leandra Leal assume teatro particular mais antigo do Rio

    2 de maio de 2016 /

    O mais antigo teatro particular do Rio de Janeiro, o Rival, na Cinelândia, é agora comandado por Leandra Leal (“O Lobo Atrás da Porta”). A atriz é a terceira integrante da família a comandar a casa de espetáculos, que passou pelas mãos de seu avô Américo e sua mãe Ângela Leal. “Desde criança eu ouço minha mãe falar que era o meu teatro. Ela sempre falava, ‘eu vou lá no seu teatro’, brincando. E hoje realmente ele é meu. Estou muito feliz em continuar o legado da minha família e a tradição do Rival. Ter de herança um teatro não é uma herança qualquer, é uma missão”, disse a atriz durante o evento que oficializou a transmissão da herança, visivelmente emocionada. Inaugurado em 1934, o Rival, que antes tinha sido convento, foi um dos principais palcos do Teatro de Revista e do chamado Teatro do Rebolado. Além de grandes nomes do humor brasileiro, como Grande Otelo, Oscarito e Dercy Gonçalves, a casa de espetáculos também foi pioneira ao abrir seu palco para shows de travestis, um escândalo na época do avô de Leandra, que acabaram popularizando a famosa Rogéria. Grande referência da cultura carioca, a casa ainda lançou cantores como Mart’nália, Zeca Pagodinho e Zélia Duncan.

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  • Etc,  Série,  TV

    César Macedo (1935 – 2016)

    1 de maio de 2016 /

    Morreu o ator César Macedo, que ficou conhecido por interpretar o personagem Seu Eugênio na “Escolinha do Professor Raimundo”. Ele estava internado há duas semanas por conta de uma infecção hospitalar, contraída após a realização de uma cirurgia no Hospital Estadual de Franco da Rocha (SP), sofreu um choque séptico causado por uma pneumonia e faleceu aos 81 anos. Segundo a família, o ator havia sido diagnosticado com o mal de Alzheimer e lutava contra a depressão desde a morte da mulher, em 2012. O comediante falou do problema no programa do apresentador Gugu Liberato, na Record, em 2015. Ele participou do elenco original da “Escolinha do Professor Raimundo”, programa apresentado por Chico Anysio que estreou na TV em 1990. De cabelos arrepiados como os de Albert Einstein, seu personagem, o Seu Eugênio eternizou o bordão “Pode perguntar que comigo é na manteiga”. Após o fim da atração da Globo, César Macedo levou seu personagem à outras configurações do programa, como a “Escolinha do Barulho”, da rede Record, entre 1999 e 2001, e na “Escolinha do Gugu”, seu último trabalho na TV, em 2009. A amizade com Gugu lhe rendeu um presente em 2011, a reforma de sua casa. O apresentador ainda voltou a ajudá-lo no ano passado, quando ele apareceu bem debilitado no palco de seu programa, acusando os filhos de abandono e exploração. Além de estrelar programas humorísticos, César Macedo também participou da pornochanchada “O Campineiro, Garotão Para Madames” (1981) e da novela “O Fim do Mundo” (1996). Paulo Cintura, que trabalhou com ele nas diversas encarnações da “Escolinha”, prestou uma homenagem ao amigo no Facebook. “Notícia muito triste”, escreveu na legenda de uma foto em que os dois aparecem juntos.

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  • Etc,  Filme

    Comercial da Audi invade perseguição de Capitão América: Guerra Civil

    27 de abril de 2016 /

    Um comercial bastante criativo da Audi aproveitou a cena de perseguição do Pantera Negra ao Soldado Invernal, um dos pontos altos de “Capitão América: Guerra Civil”, para mostrar como a marca é perseguida. Os carros do filme foram providenciados pela montadora, mas a publicidade também destacou o que acontecia no interior de um veículo enquanto os heróis corriam túnel adentro. “Capitão América: Guerra Civil” vai explorar a divisão dos Vingadores em dois times de opiniões opostas. Novamente dirigido pelos irmãos Anthony e Joe Russo (“Capitão América: O Soldado Invernal”), o longa estreia na quinta (28/4) no Brasil, uma semana antes do lançamento nos EUA.

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  • Etc,  Filme,  Série,  TV

    Umberto Magnani (1941 – 2016)

    27 de abril de 2016 /

    Morreu o ator Umberto Magnani, que estava no ar como o padre Romão na novela “Velho Chico”. Ele sofreu um AVC hemorrágico na segunda (25/4), dia de seu aniversário de 75 anos, enquanto gravava a novela, chegou a passar por uma cirurgia e estava em coma, no Hospital Vitória, no Rio, onde faleceu nesta quarta-feira (27/4). “Ele estava em um momento lindo da carreira. Para alguns aconteceu da melhor forma possível. Ele apagou e não sentiu nada. Estava com um personagem lindo, fazendo sucesso”, disse a atriz Isadora Ferrite, com quem Magnani atuava no teatro. Magnani era um dos poucos atores que participavam das duas fases da novela das 21h. Na trama, seu personagem religioso era o grande conselheiro de Santo (Domingos Montagner). Nos próximos capítulos da história, Romão incentivaria o presidente da cooperativa a lutar pela população de Grotas de São Francisco. A assessoria de comunicação da Rede Globo informou na tarde de terça-feira que um novo padre, interpretado por Carlos Vereza, assumirá a paróquia de Grotas do São Francisco na trama. A Record, emissora na qual o ator também está no ar, com a reprise de “Chamas da Vida”, lamentou a morte em nota oficial: “Externamos nossa solidariedade à família, aos amigos e fãs de Umberto Magnani”. Nascido em 1941 em Santa Cruz do Rio Pardo, no interior paulista, Umberto Magnani começou sua extensa carreira no teatro, após ingressar na Escola de Artes Dramáticas (EAD) em 1965. Em 1968, ele trabalhou com Ruth Escobar e chegou a substituir Antonio Fagundes no Teatro de Arena, na peça “Primeira Feira Paulista de Opinião”, de Lauro César Muniz. Sua estreia em novelas aconteceu na primeira versão de “Mulheres de Areia”, exibida pela TV Tupi em 1973. No cinema, debutou em “Chão Bruto” (1977), dirigido por Dionísio Azevedo e estrelado por Regina Duarte, a quem encontraria várias vezes ao longo da carreira. Ele chegou na Globo em 1982, quando participou de um episódio do programa “Caso Verdade” e apareceu em duas novelas consecutivas, “Sétimo Sentido” (1982) e “Razão de Viver” (1983). Fez ainda pequenos papeis nas minisséries de época “Anarquistas, Graças a Deus” (1982), “Grande Sertão: Veredas” (1985) e “Memórias de um Gigolô” (1986). Mas só foi se destacar em produções da breve TV Manchete, onde coestrelou o seriado “Joana” (1984), como ex-marido da protagonista Regina Duarte, e a minissérie “Rosa dos Rumos” (1990), na qual viveu seu maior vilão televisivo. Paralelamente ao trabalho televisivo, Magnani fez filmes, como os clássicos “A Hora da Estrela” (1985), de Suzana Amaral, e “Kuarup” (1989), de Ruy Guerra, e consagrou-se no teatro, recebendo duas vezes o Troféu Mambembe, por sua atuação nas peças “Lua de Cetim” e “Às Margens do Ipiranga”, e duas o Prêmio Governador do Estado, também por “Às Margens do Ipiranga” e “Nossa Cidade”. Seu último trabalho nos palcos foi a peça “Elza e Fred”, na qual foi protagonista ao lado de Suely Franco. O espetáculo ficou em cartaz entre 2014 e 2015. Além de atuar, Magnani ocupou importantes cargos públicos. De 1977 a 1990, ele foi diretor regional da Fundação Nacional de Artes Cênicas, do Ministério da Cultura, e presidente da Comissão de Teatro da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, em 1985. O trabalho institucional acabou lhe tirando de cena, rendendo uma pausa de mais de uma década no cinema, só foi interrompida na vidada do século com “Cronicamente Inviável” (2000), “Cristina Quer Casar” (2003), “Quanto Vale ou É por Quilo?” (2005) e “Os Inquilinos” (2009). Após sair do Ministério da Cultura, ele integrou o elenco de diversas novelas da Globo escritas por Manoel Carlos, como “Felicidade” (1991), “História de Amor” (1996), “Páginas da Vida” (2006) e até a minissérie “Presença de Anita” (2001). Fez também “Alma Gêmea” (2005), de Walcyr Carrasco, e o remake de “Cabocla” (2004), de Benedito Ruy Barbosa, autor de “Velho Chico”. Nos últimos anos, vinha mostrando seu talento na Record, onde atuou nas novelas “Chamas da Vida” (2008), “Ribeirão do Tempo” (2010), “Máscaras” (2012), “Balacobaco” (2012) e a minissérie bíblica “Milagres de Jesus” (2014). Ele ainda participou de duas novelas do SBT, “Éramos Seis” (1994) e “Amigas e Rivais” (2007). Magnini tinha recém-retornado à Globo, justamente para fazer “Velho Chico”, após dez anos longe da emissora.

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  • Etc,  Filme

    Guy Hamilton (1922 – 2016)

    24 de abril de 2016 /

    Morreu o diretor inglês Guy Hamilton, responsável por alguns dos filmes mais famosos de James Bond e grandes clássicos do cinema britânico. Ele faleceu na quarta (20/4), aos 93 anos, num hospital em Palma de Maiorca, na Espanha, onde residia há quatro décadas. Apesar do passaporte britânico, Hamilton nasceu em Paris, em 16 de setembro de 1922, onde seus pais trabalhavam a serviço da Embaixada do Reino Unido. Ele começou a carreira ainda na França, aos 16 anos, como batedor de claquete de um estúdio de cinema de Nice. Mas precisou fugir quando os nazistas avançaram sobre o país. No barco em que rumava para a África formou amizade com outro “britânico parisiense” em busca de asilo, o escritor Somerset Maugham (“O Fio da Navalha”). O encontro o inspirou a se alistar na Marinha britânica e realizar diversas missões de resgate de compatriotas em fuga da França ocupada. Ele próprio se viu enrascado quando seu barco foi afundado por nazistas, e dizia que devia a vida aos heróis da resistência, especialmente à bela francesa de 18 anos Maria-Therese Calvez, inspiradora, em sua memória, de dezenas de Bond girls. Após a guerra, ele se reuniu com sua família em Londres, onde retomou seus planos de trabalhar com cinema. Logo começou a estagiar na London Film Productions, exercendo a função de diretor assistente sem receber créditos, em clássicos como “Seu Próprio Verdugo” (1947), de Anthony Kimmins, e “Anna Karenina” (1948), de Julien Duvivier, antes de ganhar o respeito de Carol Reed, que lhe deu seus primeiros créditos profissionais e se tornou seu mentor. Hamilton assistiu Reed na criação de grandes clássicos do cinema britânico, como “O Ídolo Caído” (1948), o fabuloso “O 3º Homem” (1949), estrelado por Orson Welles, e “O Pária das Ilhas” (1951), em que conheceu sua futura esposa, a atriz franco-argelina Kerima. A parceria deixou nele uma marca profunda. “Carol era basicamente meu pai”, ele observou, em entrevista ao jornal The Telegraph. “Ele me ensinou tudo o que sei. Eu o adorava.” Outra experiência marcante foi trabalhar como assistente de John Huston no clássico “Uma Aventura na África” (1951), produção estrelada por Humphrey Bogart e Katharine Hepburn, realizada entre bebedeiras e surtos de disenteria na savana africana, que serviu para demonstrar ao jovem tudo o que podia dar errado numa filmagem. Os rigores de “Uma Aventura na África” lhe encheram de confiança para iniciar sua carreira como diretor. Hamilton conseguiu convencer o produtor Alexander Korda que podia completar um filme inteiro em três semanas, e seu mentor Carol Reed aconselhou-o a estrear com um thriller de comédia, pois teria o dobro de chances de acertar, fosse na tensão ou na diversão. O resultado foi a adaptação de “O Sineiro” (1952), considerada um das melhores produções baseadas na literatura de mistério de Edgar Wallace. A boa recepção lhe rendeu convites para dirigir mais filmes do gênero. Vieram “Um Ladrão na Noite” (1953) e “Está Lá Fora um Inspetor” (1954). Mas para se firmar como grande diretor, Hamilton foi buscar inspiração em suas aventuras reais de guerra. “Escapando do Inferno” (1955) narrava a fuga de um grupo de prisioneiros de um campo de concentração nazista e foi rodada no castelo de seu título original, “The Colditz Story”. Baseado no livro de memórias de P.R. Reid (interpretado por John Mills no filme), o longa provou-se tão ressonante que sua trama acabou resgatada numa série de TV, duas décadas depois – “Colditz”, que durou três temporadas entre 1972 e 1974. O sucesso continuou com “A Clandestina” (1957), um filme incomum para a época, sobre o poder destrutivo da paixão sexual, envolvendo um capitão de navio (Trevor Howard) e uma jovem clandestina mestiça (a italiana Elsa Martinelli). E persistiu com a comédia “Quase um Criminoso” (1959), em que James Mason finge deserção para a União Soviética para processar os jornais por calúnia e sustentar seu plano de uma vida de luxo nos EUA. Os acertos sucessivos lhe renderam o convite para assumir sua primeira produção a cores, “O Discípulo do Diabo” (1959), drama de época que havia perdido seu diretor em meio a choques com os egos de seus astros, Burt Lancaster, Kirk Douglas e Laurence Olivier. Ainda que o filme tenha representado seu primeiro fracasso comercial, o fato de Hamilton conseguir trabalhar/domar as feras foi tido como um feito, que lhe abriu o mercado internacional – seguiram-se a produção italiana “O Melhor dos Inimigos” (1961), estrelada por David Niven, e a coprodução americana “As Duas Faces da Lei” (1964), com Robert Mitchum. Quando os produtores Albert R. Broccoli e Harry Saltzman adquiriram os direitos de James Bond, Hamilton foi sua primeira opção para estrear o personagem nos cinemas. Mas o cineasta tinha a agenda ocupada, e a oportunidade foi agarrada por Terence Young. Dois anos depois, porém, Hamilton não voltou a recusar o convite, que considerou uma oportunidade de superar seu maior desgosto. Ele estava arrasado após filmar “The Party’s Over”, que foi proibido pelo comitê de censura por conter cenas polêmicas, como uma orgia envolvendo necrofilia. Foram meses de trabalho perdido – o longa só veio à tona muito depois e com inúmeros cortes. Com a censura atravessada na garganta, Hamilton resolveu ousar na franquia de espionagem e acabou realizando aquele que até hoje é o longa mais cultuado de James Bond, “007 Contra Goldfinger” (1964). Para começar, decidiu aumentar a temperatura sexual, apresentando, logo de cara, uma mulher nua coberta de ouro – a morte mais brilhante, literalmente, nas cinco décadas da série. A trama também destacava a Bond girl de nome mais chamativo, Pussy Galore (Honor Blackman), e a melhor ameaça a laser, apontada exatamente entre as pernas de um cativo 007. As tiradas do vilão também marcaram época – “Não, Sr. Bond, eu espero que você morra!”. Sem esquecer da música tema de Shirley Bassey, “Goldfinger”, uma das canções mais famosas do cinema, que Hamilton brigou com os produtores para incluir na abertura – “Eu não sei se vai fazer sucesso, Harry, mas dramaticamente funciona”, ele disse a Saltzman. Foi ainda “007 Contra Goldfinger” que estabeleceu os elementos mais icônicos dos filmes de James Bond, ao apresentar Sean Connery dirigindo seu Aston Martin repleto de armas secretas, seduzindo vilãs até torná-las aliadas, tomando martíni para flertar com o perigo e fumando com charme antes de explodir uma bomba. O longa rendeu o dobro de bilheteria dos dois filmes anteriores de 007. O que colocou Hamilton na mira de um rival, o agente secreto Harry Palmer. O cineasta filmou em seguida “Funeral em Berlim” (1966), o segundo filme da trilogia do espião que usava óculos, vivido por Michael Caine. Ele completou sua década vitoriosa com “A Batalha da Grã-Bretanha” (1969), recriação meticulosa e em escala épica do esforço da RAF (força aérea britânica) para impedir a invasão nazista ao Reino Unido. A produção talvez seja seu trabalho mais elogiado pela crítica, que resiste até hoje como um dos grandes clássicos de guerra. A ambiciosa realização de “A Batalha da Grã-Bretanha” confirmou que Hamilton era o diretor mais indicado para comandar a franquia 007, que começava a dar sinais de decadência, com o desastre representado pela falha de George Lazenby em substituir Connery em 1969. Convencidos disto, os produtores o trouxeram de volta para três filmes consecutivos, de modo a garantir uma transição tranquila entre Sean Connery, que voltou à saga oficial para se despedir pela segunda vez com “007 – Os Diamantes São Eternos” (1971), e Roger Moore, o novo James Bond a partir de “Com 007 Viva e Deixe Morrer” (1973). Para emplacar Moore, Hamilton contou até com a ajuda de um Beatle, Paul McCartney, que compôs “Live and Let Die” como tema da estreia do ator. Mas foi o filme seguinte, “007 Contra o Homem com a Pistola de Ouro” (1974), que soube explorar melhor a mudança de intérprete, apresentando um Bond mais divertido, relaxado e simpático. A franquia praticamente renasceu com a adoção de elementos cômicos, que Hamilton já considerava um diferencial em “Goldfinger”, além de se tornar mais extravagante, com carrões, jatos e mulheres sempre lindas. James Bond virou um playboy. Depois de três “007” seguidos, Hamilton voltou à guerra. Foi dirigir Harrison Ford, recém-consagrado pelo sucesso de “Guerra nas Estrelas” (1977), em “O Comando 10 de Navarone” (1978), continuação do clássico “Os Canhões de Navarone” (1961). Mas, acostumado a blockbusters, ele entendeu o sucesso moderado obtido pela produção como hora de mudar de estilo. Quis mudar tudo, diminuir o ritmo, e optou por trocar a ação intensa pelas tramas cerebrais de mistério que lançaram sua carreira. Assim, realizou duas adaptações consecutivas de Agatha Chistie. “A Maldição do Espelho” (1980) registrou a última aparição da personagem Miss Marple no cinema, vivida por Angela Lansbury, enquanto “Assassinato num Dia de Sol” (1982) foi o penúltimo filme com Peter Ustinov no papel do detetive Hercule Poirot. Filmada nas ilhas de Maiorca, esta produção acabou tendo impacto na vida pessoal do cineasta, que, impressionado pela locação, convenceu-se a abandonar sua residência na Inglaterra para passar o resto de sua vida no litoral espanhol com sua esposa. Hamilton já fazia planos de aposentadoria e não filmava há três anos quando foi convencido pela MGM a fazer sua tardia estreia em Hollywood. O projeto era basicamente lançar um 007 americano, baseado num personagem igualmente extraído de uma franquia literária de ação. Só que a crítica não perdoou a tentativa apelativa. Estrelado por Fred Ward como um agente secreto a serviço da Casa Branca, “Remo – Desarmado e Perigoso” (1985) foi considerado um James Bond de quinta categoria. E a produção, que ia inaugurar uma franquia, se tornou o maior fracasso da carreira do diretor. Resignado, ele decidiu encerrar a carreira. Mas nos seus termos, lembrando o conselho precioso de Carol Reed. Se tinha começado com um thriller de comédia, também sairia de cena com chances de motivar meio riso ou meia aflição. E deixou a cortina cair com “De Alto Abaixo” (1989). Deu sua missão por comprida, e gentilmente recusou a proposta da Warner para, novamente, ajudar a lançar uma franquia de ação em Hollywood. Guy Hamilton disse não a “Batman” (1989).

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    Jennifer Aniston é eleita a mulher mais bonita do mundo aos 47 anos

    20 de abril de 2016 /

    A atriz Jennifer Aniston (“Uma Família do Bagulho”) foi eleita a mulher mais bonita do mundo em 2016 pela revista People. Aos 47 anos, ela disse, para a publicação, ter ficado surpresa com a escolha. “Eu pensei, ‘Oh meu Deus’. É um momento muito empolgante, me sinto uma adolescente”. Anistou afirmou que envelhecer lhe trouxe maior conscientização em relação à sua saúde. “É engraçado, é uma transição muito rápida desde não ligar para nada e, de repente, passar a ser consciente em relação àquilo que colocamos para dentro de nossos corpos”, afirmou. “E como dormimos e cuidamos de nós mesmos”, completou. Ela faz exercícios seis vezes por semana, sendo aproximadamente uma hora por dia de treino. Apesar da rotina intensa de exercícios, não se considera tão exigente na alimentação. Mas já foi totalmente largada em relação a isso, a ponto de seu agente ter lhe chamado atenção já no começo de sua carreira, dizendo que estava ficando “muito gordinha”. “Eu fiquei assim, ‘O quê?!’ Mas minha dieta era terrível. Milk-shakes e batatas fritas com molho de carne (risos). Foi bom começar a prestar atenção nisso”, declarou. Hoje em dia, ela confessa que só sai da dieta para comer batatas e guacamole com o marido, Justin Theroux (série “The Leftovers”). A eleição de Jennifer Aniston pela People acontece um ano após a revista escolher Sandra Bullock como a mulher mais bonita do mundo, aos 50 anos de idade. Ao saber disso, Bullock não levou a sério. “Eu apenas disse ‘isso é ridículo’. Eu não contei a ninguém”. E preferiu refletir o que significa ser bela. “As pessoas que acho mais bonitas são as que não estão tentando ser”, observou.

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    Globo de Ouro muda regras após vitória de Perdido em Marte como Melhor Comédia

    19 de abril de 2016 /

    Depois de virar piada, ao premiar “Perdido de Marte” como Melhor Comédia do ano, o Globo de Ouro resolveu mudar suas regras. O sistema foi revisto depois das críticas e a Associação de Correspondentes Estrangeiros em Hollywood, que organiza a premiação, anunciou o óbvio: que “dramas com conteúdo humorístico terão que se inscritos como dramas”. O longa de Ridley Scott ganhou não só o Globo de Ouro de Melhor Filme de Comédia ou Musical, mas também o de Melhor Ator na categoria, para Matt Damon, além de render uma indicação a Ridley Scott como Melhor Diretor. Isto gerou reação até de outros candidatos que apareceram com comédias de verdade. O comunicado sobre as novas regras também avisa que estão barradas indiciações a um ator em participação especial que interprete a si mesmo, e que filmes com menos de 75% das aparições dos protagonistas, como animações, não podem concorrer às categorias de Drama e Comédia. Filmes estrangeiros, por sua vez, terão que ter pelo menos 51% dos diálogos falados em idiomas diferentes do inglês, e documentários não poderão se inscrever. A 74ª edição do prêmio será realizada no dia 8 de janeiro de 2017.

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    Johnny Depp e Amber Heard gravam desculpas por entrar ilegalmente com seus cachorros na Austrália

    18 de abril de 2016 /

    O ator Johnny Depp e sua mulher, a atriz Amber Heard, gravaram um vídeo se desculpando por terem entrado ilegalmente com seus cães na Austrália, durante as filmagens de “Piratas do Caribe: Os Mortos Não Contam Histórias”. A gravação foi divulgada pelo Departamento de Agricultura do país e mostra os dois dizendo-se arrependidos e aconselhando turistas a respeitarem as leis de quarentena do país. “A Austrália é uma ilha maravilhosa, com um tesouro de plantas, animais e pessoas únicas”, diz Amber Heard. “Isso deve ser protegido”, completa Depp. “A Austrália está livre de muitas doenças que são comuns ao redor do mundo. Por isso o país precisa ter leis de biossegurança tão rígidas”, continua a atriz. “E os australianos também são únicos, calorosos e diretos. Quando você desrespeita a lei na Austrália, eles vão te dizer de maneira firme”, retoma Depp. “Sinto muito que nossos cães não tenham sido declarados. Proteger a Austrália é importante”, desculpa-se Amber. “Declare tudo quando você entrar na Austrália. Obrigado”, conclui Depp. Com a gravação, o casal evitou uma condenação no país, onde Depp gravou o quinto filme da franquia “Piratas do Caribe” no começo de 2015. Amber ainda declarando-se culpada por dar um testemunho falso sobre a dupla de yorkshires do casal. Na época, o Ministro da Agricultura local ameaçou sacrificar os cães, que deveriam ter passado por quarentena obrigatória. Os bichinhos voltaram imediatamente para os EUA, sobrevivendo à sentença. O casal saiu de sua casa, no Havaí, para a audiência em Queensland, na Austrália, a bordo de um jato particular. De acordo com a BBC, Depp quase cochilou em vários momentos da sessão, apesar de poder enfrentar uma pena de até dez anos de prisão, ou multas de até R$ 720 mil. Ao final, o juiz aceitou as desculpas do casal e os dispensou de pagar multa por importação ilegal. Os dois se abraçaram ao ouvir a sentença.

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