Gafe do Oscar 2017 gera repercussão entre artistas de Hollywood no Twitter
A gafe histórica do Oscar 2017 virou trending topic no Twitter. Mas não foi só por conta dos inúmeros memes anônimos. Os famosos também surtaram. Veja abaixo as reações de alguns atores, cineastas e roteiristas de Hollywood Bem-humorado, o cineasta indiano M. Night Shyamalan (“Fragmentado”) brincou dizendo que foi ele quem escreveu o final da cerimônia, numa piada interna, já que seus filmes são conhecidos por mostrarem uma grande reviravolta no encerramento. I wrote the ending of the academy awards 2017. @jimmykimmel we really got them! — M. Night Shyamalan (@MNightShyamalan) February 27, 2017 “Final surpreendente. Gostaria que tivesse acontecido no dia das eleições”, politizou Billy Crystal (“Uma Família em Apuros”). Amazing ending. Wish that had happened on Election Day. — Billy Crystal (@BillyCrystal) February 27, 2017 Tal como o público, a cantora Katy Perry (“Os Smurfs”) ficou surpreendida com o lapso. WHAT WAIT OMG — KATY PERRY (@katyperry) February 27, 2017 “Nada como televisão ao vivo”, comentou Ellen DeGeneres (“Procurando Dory”). Nothing like live TV. Congrats to Moonlight! And to La La Land for such a gracious reaction. #Oscars — Ellen DeGeneres (@TheEllenShow) February 27, 2017 A comediante Wanda Sykes pediu para não culparem os velhinhos, referindo-se a Warren Beatty e Faye Dunaway, lembrando que deram o envelope errado para eles. E, numa piada política-eleitoral, citou como responsável o presidente da Rússia, que foi acusado de ter influenciado a eleição nos EUA por meio de agentes secretos e hackers. Don't y'all go blaming the old people for that one. They gave Warren Beatty the wrong envelope. It was probably Putin. #Moonlight #Oscars — Official Wanda Sykes (@iamwandasykes) February 27, 2017 Kumail Nanjiani (série “Silicon Valley”) preferiu destacar a classe da equipe de “La La Land”, que percebeu o erro e fez questão de consertar, dizendo que ambos são ótimos filmes. The LA LA LAND people were so classy. Amazing. Two great movies. HOW MANY TIMES IS MOONLIGHT GONNA MAKE ME CRY — Kumail Nanjiani (@kumailn) February 27, 2017 BJ Novak (série “The Office”) foi venenoso, pedindo para que checassem também quem realmente venceu o Oscar de Melhor Ator. Can we check Best Actor again — B.J. Novak (@bjnovak) February 27, 2017 Albert Brooks anunciou que está contratando um advogado para investigar se também não venceu por “Drive” no Oscar 2012. Because of tonights horrible Oscar mistake I have retained a lawyer to see if I won for DRIVE. — Albert Brooks (@AlbertBrooks) February 27, 2017 Para Elizabeth Banks (“A Escolha Perfeita”), o final da cerimônia merece vencer o Oscar de Melhor Filme no próximo ano. That ending to the #oscars should win best picture next year. #holyshit congrats #moonlight — Elizabeth Banks (@ElizabethBanks) February 27, 2017 Daniel Kobblesmith (roteirista do “Late Show with Steven Colbert”) fez referência ao final de “La La Land”, que termina mostrando o que poderia ter sido e não foi. Hey "La La Land" remember when you gave us that fake happy ending and then took it away How's it feel — Daniel "Kibblesmith" (@kibblesmith) February 27, 2017 O ator Steve Howey (série “Shameless”) também fez referência às eleições americanas, dizendo que “La La Land” venceu no voto popular, mas “Moonlight” levou no colégio eleitoral. La La Land won the popular vote. Moonlight won the electoral college. #Oscars — Steve Howey (@stevehowey) February 27, 2017 Margaret Cho (série “Drop Dead Diva”) lembrou do concurso Miss Universo, que anunciou o vencedor errado em 2015. And the Oscar goes to…Miss Venezuela! #Oscars — Margaret Cho (@margaretcho) February 27, 2017 E até o Twitter da Miss Universo zoou a Academia, mandando os produtores do Oscar ligarem para os produtores do concurso de beleza, que sabem como se faz isso. Have your people call our people – we know what to do. #Oscars #MissUniverse — Miss Universe (@MissUniverse) February 27, 2017
Oscar 2017 exibiu foto de produtora viva na seção In Memoriam
A gafe na entrega do Oscar de Melhor Filme – anunciada por engano a “La La Land” antes de chegar às mãos da equipe de “Moonlight”, o verdadeiro vencedor – não foi a única trapalhada da cerimônia realizada no domingo (26/2). A produtora australiana Jan Chapman disse à imprensa americana que ficou “devastada” ao ver uma foto sua no segmento “In Memoriam”, que homenageou profissionais do cinema mortos em 2016. “Estou viva, bem e continuo ativa”, afirmou a australiana em um e-mail enviado à revista Variety. A imagem de Chapman foi usada para ilustrar o tributo a Janet Patterson, figurinista também australiana, que morreu em outubro do ano passado. O nome e a ocupação da homenageada estavam corretos, mas a foto mostrada era, na verdade, de Chapman, segundo a própria produtora. As duas trabalharam juntas em “O Piano” (1993), filme pelo qual Patterson foi indicada ao Oscar em 1994 – ela também concorreu outras três vezes, por “Retratos de uma Mulher” (1996), “Oscar e Lucinda” (1997) e “O Brilho de uma Paixão” (2009). “Eu fiquei devastada com o uso da minha foto no lugar da minha grande amiga e colaboradora de longa data Janet Patterson”, disse Chapman à Variety. “Eu pedi para a agência dela checar qualquer fotografia que pudesse ser usada e soube que a Academia disse a eles que estava tudo certo. Janet foi uma grande beleza, quatro vezes indicada ao Oscar, e é decepcionante que esse erro não tenha sido notado.” A produtora é uma das mais reconhecidas da Austrália e continua ativa, como demonstram os sucessos internacionais do terror “O Babadook” (2014) e o drama “The Daughter” (2015). A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que promove o Oscar, ainda não comentou o caso. A sessão “In Memoriam” provocou muitos protestos por ter deixado de fora vários artistas importantes, como Robert Vaughn (“Sete Homens e um Destino”) e Garry Shandling (“De que Planeta Você Veio?”), sem falar de Bill Paxton (“Aliens, o Resgate”), morto na véspera, apesar da música ter sido bem mais longa que a projeção da imagens dos homenageados. O tributo foi acompanhado por uma apresentação de “Both Sides Now”, de Joni Mitchell, interpretada pela cantora americana Sara Bareilles.
La La Land, ops, Moonlight vence o Oscar 2017
Mais politizado, divertido e atrapalhado de todos os tempos, o Oscar 2017 culminou sua noite, após discursos e piadas disparadas na direção de Donald Trump, premiando o filme errado. No melhor estilo Miss Universo, só após os agradecimentos dos produtores de “La La Land” veio a correção. O vencedor do Oscar de Melhor Filme não foi o anunciado por Warren Beatty e Faye Dunaway. O próprio Beatty explicou ao microfone que tinham recebido o envelope errado, que premiava Emma Stone por “La La Land”. E foi o nome do filme da Melhor Atriz que Dunaway anunciou. O que deve dar origem a uma profusão de memes e piadas foi, na verdade, quase um ato falho. Enquanto a falsa vitória de “La La Land” foi aplaudidíssima, a verdadeira vitória de “Moonlight” foi um choque. De pronto, foi um prêmio para o cinema indie. Um dia antes, “Moonlight” tinha vencido o Spirit Awards, premiação do cinema independente americano. Rodado por cerca de US$ 5 milhões, o filme fez apenas US$ 22,2 milhões nos EUA e jamais venceria um concurso de popularidade. Pelo conjunto da noite, sua vitória também representou um voto de protesto. Menos visto pelo grande público entre todos os candidatos, era o que representava mais minorias: indies, pobres, negros, imigrantes, latinos e gays. Para completar, o ator Mahershala Ali, que venceu o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por seu micro papel de traficante cubano radicado em Miami, é muçulmano na vida real – e se tornou o primeiro ator muçulmano premiado pela Academia. Ao todo, “Moonlight” levou três Oscars. O terceiro foi de Melhor Roteiro Adaptado, dividido entre o cineasta Barry Jenkins e Tarell Alvin McCraney, autor da história e da peça original. “La La Land”, porém, venceu o dobro de prêmios: seis ao todo. Entre as conquistas do musical, a principal foi tornar Damien Chazelle o diretor mais jovem a ganhar um Oscar, aos 32 anos de idade. Além disso, Emma Stone venceu como Melhor Atriz. “Manchester à Beira-Mar” e “Até o Último Homem” se destacaram a seguir, com dois Oscar cada. Enquanto o filme de Mel Gibson levou prêmios técnicos, o segundo drama indie mais premiado da noite rendeu uma discutível vitória de Casey Affleck como Melhor Ator e a estatueta de Melhor Roteiro Original para o cineasta Kenneth Lonergan. Viola Davies confirmou seu favoritismo como Melhor Atriz Coadjuvante por “Um Limite Entre Nós”, tornando-se a primeira atriz negra a vencer o Emmy, o Tony e o Oscar. Sua vitória ainda ajudou a demonstrar como o Oscar se transformou com as mudanças realizadas por sua presidente reeleita Cheryl Boone Isaacs, que alterou o quadro de eleitores, trazendo maior diversidade para a Academia. Após um #OscarSoWhite 2016 descrito francamente como racista pelo apresentador Jimmy Kimmel, na abertura da transmissão, a Academia premiou negros como atores, roteiristas e até produtores. Mas o recado foi ainda mais forte, ao premiar os candidatos com maior potencial de dissonância, especialmente aqueles ligados aos países da lista negra de Donald Trump. O diretor inglês de “Os Capacetes Brancos”, Melhor Documentário em Curta-Metragem, sobre o trabalho humanitário em meio à guerra civil da Síria, generalizou em seu agradecimento, mesmo tendo seu cinematógrafo impedido de viajar aos EUA para participar do Oscar. Já o iraniano Asghar Farhadi, que venceu seu segundo Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira com “O Apartamento”, foi na jugular. Sua ausência já era um protesto em si contra o que ele chamou, em texto lido por seus representantes, ao “desrespeito” dos EUA. “Minha ausência se dá em respeito aos povos do meu pais e de outros seis países que foram desrespeitados pela lei inumana que bane a entrada de imigrantes nos Estados Unidos”. Foi bastante aplaudido. Interessante observar que, apesar do clima politizado manifestado por meio da seleção de vencedores, apenas os estrangeiros e Jimmy Kimmel fizeram discursos contundentes. Os americanos sorriram amarelo e agradeceram suas mães, enquanto artistas de outros países provocaram reações pontuadas por aplausos com suas declarações contrárias à política internacional americana. Até Gael Garcia Bernal, convidado a apresentar um prêmio, deixou seu texto de lado para se manifestar “como mexicano”. Menos evidente, mas igualmente subversivo, foi o fato dos serviços de streaming e a TV paga terem se infiltrado na premiação. Assim como aconteceu no Globo de Ouro, Jeff Bezos, dono da Amazon, ganhou destaque e propaganda gratuita (será?) do apresentador no discurso de abertura. A Amazon produziu um dos filmes premiados, “Manchester à Beira-Mar”, e foi a distribuidora oficial de “O Apartamento” nos EUA – filme que, prestem atenção, não entrou em circuito comercial nos cinemas americanos. A Netflix também faturou seu Oscar por meio de “Os Capacetes Brancos”, que – prestem mais atenção – é inédito nos cinemas. Para completar, o Oscar de Melhor Documentário foi para “O.J. Simpson: Made in America”, uma minissérie de cinco episódios do canal pago ESPN. Sinal dos tempos. E sinal de alerta para o parque exibidor. Confira abaixo a lista completa dos vencedores. Vencedores do Oscar 2017 Melhor Filme “La La Land” “Moonlight” Melhor Direção Damien Chazelle (“La La Land”) Melhor Ator Casey Affleck (“Manchester à Beira-Mar”) Melhor Atriz Emma Stone (“La La Land”) Melhor Ator Coadjuvante Mahershala Ali (“Moonlight”) Melhor Atriz Coadjuvante Viola Davis (“Um Limite entre Nós”) Melhor Roteiro Original Kenneth Lonergan (“Manchester à Beira-Mar”) Melhor Roteiro Adaptado Barry Jenkins (“Moonlight”) Melhor Fotografia Linus Sandgren (“La La Land”) Melhor Animação “Zootopia” Melhor Filme em Língua Estrangeira “O Apartamento” (Irã) Melhor Documentário “O.J. Made in America” Melhor Edição John Gilbert (“Até o Último Homem”) Melhor Edição de Som Sylvain Bellemare (“A Chegada”) Melhor Mixagem de Som Kevin O’Connell, Andy Wright, Robert Mackenzie e Peter Grace (“Até o Último Homem”) Melhor Desenho de Produção David Wasco e Sandy Reynolds-Wasco (“La La Land”) Melhores Efeitos Visuais Robert Legato, Adam Valdez, Andrew R. Jones e Dan Lemmon (“Mogli, o Menino Lobo”) Melhor Canção Original “City of Stars”, de Justin Hurwitz, Benj Pasek e Justin Paul (“La La Land”) Melhor Trilha Sonora Justin Hurwitz (“La La Land”) Melhor Cabelo e Maquiagem Alessandro Bertolazzi, Giorgio Gregorini e Christopher Nelson (“Esquadrão Suicida”) Melhor Figurino Colleen Atwood (“Animais Fantásticos e Onde Habitam”) Melhor Curta “Sing” Melhor Curta de Animação “Piper” Melhor Curta de Documentário “Os Capacetes Brancos”
Conheça o luxuoso camarim utilizado pelos apresentadores do Oscar 2017
Antes de subirem ao palco, os atores convidados a apresentar as categorias da premiação do Oscar ficam numa sala luxosa do Dolby Theatre, em Los Angeles. A “green room” (como se chamam os camarins em inglês) é cheia de mordomias e conforto, e este ano foi patrocinada e desenhada pela marca de relógios Rolex. Por conta desse patrocínio, a sala foi decorada com várias imagens de atores usando relógios. Confira as fotos do ambiente abaixo. E veja aqui onde assistir a transmissão da cerimônia de premiação.
Veja cinco paródias de La La Land que fazem sucesso no YouTube
Favorito a levar vários troféus no Oscar 2017, “La La Land” já conquistou o inconsciente coletivo. O filme de Damien Chazelle é, de fato, o único dos indicados ao prêmio da Academia que impregnou a cultura pop. Prova disso são os cinco vídeos abaixo, que fazem sucesso no YouTube com paródias do musical. Há uma versão dos Muppets, outra que transforma a trama num game de 8-bit, uma edição ao estilo do cineasta David Lynch, um mash-up com “Titanic” e até uma reimaginação completa, que troca Los Angeles por Nova York. E isto é só, como diria o capitão do Titanic, a ponta do iceberg.
James Cameron divulga carta emocionada em tributo ao ator Bill Paxton
O cineasta James Cameron escreveu uma carta emocionada sobre a morte de Bill Paxton, um de seus mais antigos e melhores amigos em Hollywood, a quem dirigiu em quatro filmes. Como ele recorda, os dois se conheceram há 36 anos, quando Paxton ainda não era ator. O jovem era um assistente de produção, trabalhando como carpinteiro e pintor na sci-fi barata “Galáxia do Terror” (1981), que tinha Cameron como cenógrafo, também em começo de carreira. Depois disso, o cineasta o escalou numa pequena figuração em “O Exterminador do Futuro” (1984), deu-lhe seu primeiro grande papel em “Aliens, o Resgate” (1986), além de ter feito participação como ator no primeiro filme a destacar Paxton num pôster, o terror “Quando Chega a Escuridão” (1987), de Kathryn Bigelow – namorada de Cameron na época. Os dois ainda trabalharam juntos nos sucessos “True Lies” (1994) e “Titanic” (1997). Mas compartilharam muito mais que filmes, como conta o diretor na carta abaixo. Leia na íntegra: “Estou sofrendo com isso, tentando fazer meu coração e minha mente aceitarem. Bill deixa um vazio. Ele e eu éramos amigos íntimos há 36 anos, desde que nos conhecemos no set de um filme de baixo orçamento de Roger Corman. Ele entrou para trabalhar no cenário, e eu lhe dei um pincel e apontei para uma parede, dizendo: “Pinte isso!” Reconhecemos rapidamente a centelha criativa que havia surgido naquele simples gesto e nos tornamos amigos rapidamente. O que se seguiu foram 36 anos de filmagens em conjunto, ajudando a desenvolver projetos uns dos outros, indo em viagens de mergulho juntos, assistindo nossos filhos crescerem juntos, até mesmo visitando os destroços naufragados do Titanic em um submarino russo. Era uma amizade de riso, aventura, amor ao cinema e respeito mútuo. Bill me escreveu belas cartas sinceras e pensadas, um anacronismo nesta era da digitação eletrônica. Ele cuidava bem de seus relacionamentos com as pessoas, sempre preocupado e presente para os outros. Ele era um bom homem, um grande ator e um dínamo criativo. Espero que, em meio ao burburinho da noite do Oscar, as pessoas levem um momento para se lembrar deste homem maravilhoso, não apenas por todas as horas de alegria que ele nos trouxe com sua presença vívida nas telas, mas para o grande humano que ele foi. O mundo é um lugar menor após sua morte, e eu sentirei profundamente sua falta.”
Premiação do Emmy 2017 terá novas categorias
A organização do Emmy Awards, principal premiação da TV americana, anunciou a inclusão de duas novas categorias e algumas mudanças para a edição de 2017 de seu prêmio. As novas categorias são Melhor Supervisão Musical, que vai homenagear contribuições criativas feitas por supervisores de música, e Melhor Elenco de Reality Show, que premiará os responsáveis por formar os elencos dos programas do gênero. Além disso, a categoria de Melhor Fotografia de Série agora será dividida em duas subcategorias: para Série de Uma Hora e de Série de Meia-Hora. Outras novidades aconteceram nas categorias digitais, incluindo Melhor Programa Interativo Original. Estes novos prêmios não serão exibidos na transmissão do Emmy 2017. Eles serão apresentados, junto com os demais prêmios técnicos, no fim de semana anterior à cerimônia oficial, que neste ano acontecerá em 17 de setembro com apresentação de Stephen Colbert, âncora do programa “The Late Show with Stephen Colbert”.
Bill Paxton (1955 – 2017)
Morreu o ator americano Bill Paxton, que marcou época em grandes produções como “Aliens, o Resgate” (1986), “Twister” (1996) e “Titanic” (1997) e estrelou a série “Amor Imenso” (Big Love) na HBO. Segundo comunicado da família, ele morreu repentinamente devido a complicações de uma cirurgia, aos 61 anos. Paxton não começou sua carreira em Hollywood como ator. Nos anos 1970, ele trabalhou como carpinteiro e pintor de cenários de diversos filmes B, incluindo produções de Roger Corman. Foi numa delas, “Galáxia do Terror” (1981), que chamou atenção do cenógrafo e diretor assistente James Cameron. Os dois se tornaram grandes amigos e Cameron o convidou a participar de seu segundo filme como cineasta: “O Exterminador do Futuro” (1984). Ele viveu um punk que enfrentava o robô interpretado por Arnold Schwarzenegger logo no começo da trama. No mesmo ano, apareceu no clipe “Shadows of the Night” (1984), de Pat Benatar, e logo começou a demonstrar sua capacidade para roubar cenas, como o irmão mais velho de um dos nerds de “Mulher Nota Mil” (1985), clássico de John Hughes. Mas foi o velho amigo James Cameron quem lhe deu seu primeiro grande papel, como o soldado Hudson, um dos fuzileiros espaciais do cultuado “Aliens, o Resgate”. Indo do egoísmo ao sacrifício pessoal, da covardia ao heroísmo, Paxton construiu um arco tão rico do personagem que sua morte foi uma das mais lamentadas do filme. A cineasta Kathryn Bigelow, na época namorada de Cameron, também se impressionou com o rapaz e o escalou como um vampiro sanguinário em “Quando Chega a Escuridão” (1987), mistura de terror, western e love story rural com idéias inovadoras. Mergulhando no sadismo do personagem, Paxton roubou as cenas e acabou sendo escolhido para ilustrar o cartaz da produção, mesmo não sendo o mocinho. O ator também apareceu num clipe do New Order, “Touched by the Hand of God” (1989), enfrentou os futuros rivais dos Aliens em “Predador 2 – A Caçada Continua” (1990) e acabou se consolidando como um dos coadjuvantes mais requisitados de Hollywood. O período incluiu papéis de destaque em “Marcados Pelo Ódio” (1989), “Os Saqueadores” (1992), “Encaixotando Helena” (1993), “Tombstone” (1993), “Apollo 13” (1995) e “True Lies” (1994), novamente dirigido por Cameron. Tantos destaques consecutivos abriram caminho para sua transformação em protagonista, que aconteceu no filme de desastre ambiental “Twister” (1996), em que enfrentou tornados com a mesma coragem com que lutou contra Aliens. Ele confirmou ser um dos atores favoritos de James Cameron ao embarcar a bordo de “Titanic” (1997), que bateu recordes de bilheteria mundial. E aproveitou o período de sucesso para dar sequência à carreira de protagonista, estrelando o excelente suspense “Um Plano Simples” (1998), de Sam Raimi, um remake infantil da Disney, “Poderoso Joe” (1998), ao lado de Charlize Theron, e um thriller de alpinismo, “Limite Vertical” (2000). A esta altura, decidiu passar para trás das câmeras, estrelando e dirigindo o terror “A Mão do Diabo” (2001), que conquistou críticas positivas, mas baixa bilheteria. Ele só dirigiu mais um filme, “O Melhor Jogo da História” (2005), no qual escalou seu filho, James Paxton (atualmente na série “Eyewitness”). Mas acabou descuidando da própria carreira de ator. Apostou em produções infantis, como a franquia “Pequenos Espiões” e a adaptação da série de fantoches “Thunderbirds”, que implodiram. E o declínio o convenceu a realizar uma curva estratégica, rumo à televisão. Com o primeiro papel fixo numa série, veio a consagração que lhe faltava. Ele conquistou três indicações ao Globo de Ouro como protagonista de “Big Love”, história de um polígamo, casado com três mulheres diferentes, exibida entre 2006 e 2011. Também se agigantou na premiada minissérie “Hatfields & McCoys” (2011), que lhe rendeu sua única indicação ao Emmy, teve uma passagem marcante como vilão em “Agents of SHIELD” (em 2014) e liderou o elenco da minissérie “Texas Rising” (2015). Ao voltar às produções de ponta, relembrou o soldado Hudson na sci-fi “No Limite do Amanhã” (2014), na qual voltou a enfrentar alienígenas, desta vez ao lado de Tom Cruise. E ainda teve papel importante no excelente “O Abutre” (2014), filme indicado ao Oscar, com Jake Gyllenhaal. Paxton participava atualmente da nova série “Traning Day”, baseada no filme “Dia de Treinamento”, numa versão do papel que deu o Oscar a Denzel Washington, e poderá ser visto ainda em uma última sci-fi, “O Círculo”, de James Ponsoldt, com Emma Watson e Tom Hanks, que estreia em abril.
Larissa Manoela teria comprado mansão de R$ 2,3 milhões nos EUA
Larissa Manoela preferiu trocar o carnaval por uma viagem de compras pelos EUA. Acompanhada pelos pais, a atriz de 16 anos seguiu o destino favorito dos turistas brasileiros para esse tipo de atividade, desembarcando na Flórida. Sua comprinha em Orlando, terra do Disney World, teria sido uma singela mansão de nove quartos, avaliada em US$ 750 mil, segundo o colunista Leo Dias do jornal Extra. Sim, o equivalente a R$ 2,3 milhões. A jovem é hoje a atriz mirim mais bem-sucedida do país. Apesar de ter se destacado junto com diversas crianças na novelinha “Carrossel”, tornou-se a única, até o momento, capaz de protagonizar sozinha seus próprios filmes, apensar da pouca idade. Estrela da novela “Cúmplices de um Resgate”, ela terminou recentemente as filmagens das comédias “Fala Sério, Mãe” e “Meus 15 Anos”.
Isis Valverde se fantasia de Carmen Miranda e quer estrelar um filme da cantora
Isis Valverde decidiu homenagear Carmen Miranda, que faria 108 anos neste mês de fevereiro, com uma fantasia inspirada no visual extravagante de seus filmes, com direito aos inúmeros colares, pulseiras e o “chapéu tropical” da atriz e cantora de “Tico Tico no Fubá”, mas com um look mais moderno, sexy e de grife (Martu). A estrela de “Faroeste Caboclo” (2013) é musa do Bloco da Favorita, que esquenta os carnavalescos neste sábado (25/2), na Zona Sul do Rio. “Esse ano pensamos em fazer uma coisa mais brasileira. E veio o nome da Carmen, que é incrível. A gente fez algo mais moderno, estilizado. Participei de todo o processo, a escolha da cor, da cabeça, tudo”, afirmou a atriz, em entrevista ao Ego. Ela também confessou que adoraria interpretar Carmen Miranda em um projeto de TV ou cinema. “Já imaginou? Quem sabe me convidam agora”, disse aos risos.
Nanda Costa se fantasia de Hera Venenosa e Carnaval vira Comic-Con
Em meio a muitas fantasias genéricas, a atriz Nanda Costa (“Gonzaga: De Pai pra Filho”) surpreendeu pelo espírito geek, ao aparecer no baile do Sarongue, no Rio, como a vilã Hera Venenosa, dos quadrinhos, séries e filmes do Batman. Veja acima. Enfim, depois de tanto tempo ouvindo que a Comic-Con era um carnaval nerd, agora os nerds podem festejar que o carnaval começa a parecer uma Comic-Con com samba.
Desfile de Sabrino Sato vira drama e comédia no Carnaval paulista
Sabrina Sato estrelou sua própria superprodução no Carnaval paulista. Tanto falou de sua fantasia de seis mil penas, com direito a making of de sua preparação no Instagram, que acabou chegando 15 minutos após o começo do desfile da Escola de Samba Gaviões da Fiel, e com a fantasia incompleta. Ela sambou sem as tais seis mil penas, já que calculou mal o tempo com maquiador, stylist, poses para fotos de sites/revistas e translado de carro para o desfile, o que prejudicou a montagem do costado. A apresentadora de TV só tem um besteirol no currículo, “O Concurso” (2013). Mas a trapalhada carnavalesca foi mais dramática que cômica. Por sorte, o desfile está repercutindo como seu drama cinematográfico, intitulado “A Grande Vitória” (2014). Ao menos, os internautas aprovaram. “Linda mesmo, talvez seja a hora de mostrar que pode ser rainha sem os acessórios que são tão pesados. Está brilhando da mesma forma”, escreveu um fã no Twitter. “Sabrina Sato não precisa de pena na fantasia, ela enrolada no pano de chão com algumas purpurinas por cima já seria um escândalo”, afirmou outro. “Rainha, mostrando que um corpo é um corpo”, elogiou mais um. O stylist Yan Acioli, responsável por vestir Sabrina, também comentou: “Com costeiro ou sem costeiro! É o voo mais alto… Não tem jeito!”
Netflix lança marchinha de carnaval para celebrar a folia em ritmo de maratona de streaming
A Netflix Brasil lançou um vídeo criativo em clima de Carnaval, que usa uma marchinha para exaltar a melhor forma de passar os dias de folia: fazendo uma maratona de streaming. A peça referencia diversos sucessos da plataforma, da pioneira série “House of Cards” à recente “Santa Clarita Diet”, e tem direito até a Wagner Moura disfarçado de BoJack Horseman. Confira abaixo.












